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[MODELO] Investigação de negligência médica no Hospital Infantil de Belford Roxo

Rio de Janeiro, 05 de janeiro de 2012.

Ao Ilmo Dr. Delegado da 54ª Delegacia de Polícia

Para solicitar apuração da possibilidade de negligência médica ocorrida no Hospital Infantil de Belford Roxo, Correa, brasileira, solteira, residente na Rua, 3 casa , Nova Aurora, Belford Roxo vem relatar os seguintes fatos:

No dia 15 de dezembro, meu filho Luiz estava adormecido em casa. Quando fui acordá-lo não consegui. Percebendo que não estava bem levei-o ao trabalho de meu marido, Luiz, e fomos ao hospital infantil. Lá chegando os médicos apenas o examinaram com o estetoscópio, verificando apenas a respiração, aconselhando a internação para no dia seguinte sabermos o diagnóstico e receitando antibióticos.

Quando lhe puncionaram a veia o meu filho começou a revirar os olhos, as enfermeiras começaram a sorrir e desesperada tomei-o em meus braços. Comecei a falar que ele estava passando mal, e elas me disseram que era assim mesmo. Levaram-no para a pneumonologia e , escondida atras da porta escutei a médica rindo, dizendo que eu era favelada.

Então abri a porta e disse: “Favelada porque não é seu filho”. A médica o devolveu dizendo “Mãezinha se seu filho estivesse doente ele não estaria em seus braços”.

Retornei a enfermaria e comentei com outras mães o ocorrido. Elas me disseram que eu não estava errada e quando eu fui dormir meu filho chorava. Esse fato aconteceu durante toda a noite apesar de a todo momento solicitar auxílio da enfermaria. Por conta própria auferi sua temperatura, e como estava com febre alta (40 º), novamente solicitei auxilio e afirmaram que ainda não estava no horário da medicação.

Ao amanhecer percebi que ele apresentava a moleira alta, e novamente levei o fato a enfermeira que disse ser normal. Nesse momento ele começou a Ter convulsões e a enfermeira disse que comunicaria ao médico. Este disse que a criança ficaria na pneumo e que ela deveria retornar as 16 horas para vê-lo.

Ao retornar ao Hospital os médicos se reuniram para me informar que meu filho estava com suspeita de meningite, e que só teria 50% de chance, fui vê-lo e ele respirava por aparelhos. Ao final da visita me pediram dois telefones de contato. Forneci apenas um e levaria posteriormente o outro. Ao informar meu marido dos acontecimentos, retornamos ao hospital. Lá nenhuma informação nos foi fornecida, apenas um segurança, nosso amigo pessoal, de nome Joel foi que nos atendeu e informou-nos do falecimento, dizendo que a Funbel providenciaria o enterro sem nenhum custo para nós.

No dia seguinte nos dirigimos a Funbel e estes nos disseram que ninguém havia informado nada do ocorrido, mas que ainda assim providenciariam o sepultamento. Retornando ao Hospital para fazer os preparativos para o sepultamento, fomos impedidos de trajar a criança pela diretora do Hospital _ Vera_ que disse que ficaríamos nervosos podendo derrubar a criança.

Continuamos a providenciar os preparativos e ao retornar ao hospital a criança não estava vestida e a roupa estava na recepção, ao final a criança foi levada sem estar vestida, e a roupa foi entregue na funerária. Mesmo assim o funcionário não vestiu o corpo, apenas deixando-o num saco plástico com a roupa ao lado, num caixão no qual não cabia.

Diante disto solicita a apuração de responsabilidades de todos fatos ocorridos do primeiro atendimento até o sepultamento.

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Correa

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