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[MODELO] Impugnação à contestação – realização de perícia técnica

EX­MO. (A) SR. (A) DR. (A) ­JUIZ (A) FE­DE­RAL DA

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PRO­CES­SO Nº …..

_____, qua­li­fi­ca­do nos au­tos, por seu ad­vo­ga­do que es­ta subs­cre­ve, vem, mui res­pei­to­sa­men­te, à pre­sen­ça de V. Exa., na ação aci­den­tá­ria que pro­mo­ve con­tra o ­INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, no pra­zo le­gal, ma­ni­fes­tar-se so­bre o r. des­pa­cho de fl. ……… e da con­tes­ta­ção ofe­re­ci­da pe­la sua ex-em­pre­ga­do­ra …………., nos ter­mos e pe­los mo­ti­vos de fa­to e fun­da­men­tos de di­rei­to que pas­sa a ex­por e in­vo­car:

Ação Acidentária – doen­ça pro­fis­sio­nal – ­INSS –

rea­li­za­ção de pe­rí­cia téc­ni­ca

A des­pei­to de to­do o ar­ra­zoa­do con­ti­do na con­tes­ta­ção do Instituto Nacional do Seguro Social, ins­ta ob­ser­var que o pró­prio ór­gão pre­vi­den­ciá­rio, es­pe­ci­fi­ca­men­te quan­to às ­suas ra­zões de mé­ri­to, dá o nor­te pa­ra o des­lin­de da ma­té­ria de­ba­ti­da nos au­tos, ­qual se­ja, a rea­li­za­ção de pe­rí­cia téc­ni­ca, pa­ra que se de­ter­mi­ne a doen­ça pro­fis­sio­nal que aco­me­te o obrei­ro, a se­qüe­la re­sul­tan­te e o ne­xo cau­sal exis­ten­te en­tre a doen­ça e a ati­vi­da­de de­sen­vol­vi­da pe­lo obrei­ro, ora re­que­ren­te.

DO DES­PA­CHO DE FL. ……. AGRA­VO DE INS­TRU­MEN­TO

Por opor­tu­no, in­for­ma o re­que­ren­te que o r. des­pa­cho de fl…… so­freu a in­ter­po­si­ção de agra­vo de ins­tru­men­to pe­ran­te o Tribunal de Alçada, on­de res­tou pos­tu­la­da re­for­ma pa­ra de­cla­ra­ção da sua nu­li­da­de, por ina­pli­ca­ção ao pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio e ine­xis­tên­cia de pre­vi­são le­gal, nos se­guin­tes ter­mos:

… ca­re­ce de re­for­ma o res­pei­tá­vel despacho pro­fe­ri­do, eis que o ins­ti­tu­to da de­nun­cia­ção à li­de não tem apli­ca­ção nos es­trei­tos li­mi­tes do pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio, que é fun­da­do na res­pon­sa­bi­li­da­de ob­je­ti­va do ór­gão pre­vi­den­ciá­rio e não se en­qua­dra em ne­nhu­ma das hi­pó­te­ses pre­vis­tas no ar­ti­go 70 do Código de Processo Ci­vil.

Insta ob­ser­var que a pró­pria pe­ti­ção ini­cial da ­ação aci­den­tá­ria es­tá a de­mons­trar que o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS pos­sui obri­ga­ção de ca­rá­ter ob­je­ti­vo e in­trans­fe­rí­vel, sen­do que os ­seus fun­da­men­tos se en­con­tram no tex­to constitucional e na Lei nº 8.213/0001.

Em con­tra­par­ti­da, a res­pon­sa­bi­li­da­de da em­pre­ga­do­ra pos­sui ou­tra na­tu­re­za ju­rí­di­ca, fun­da­men­ta­da no do­lo ou na cul­pa e, que, sal­vo me­lhor juí­zo, com aque­la não se con­fun­de.

Neste as­pec­to, a pró­pria Constituição in­di­vi­dua­li­za a na­tu­re­za ju­rí­di­ca da res­pon­sa­bi­li­da­de da em­pre­ga­do­ra, ao dis­por no ar­ti­go 7º, in­ci­so ­XXVIII, que é di­rei­to do tra­ba­lha­dor, se­gu­ro con­tra aci­den­tes do tra­ba­lho, a car­go do em­pre­ga­dor, sem ex­cluir a in­de­ni­za­ção a que es­te es­tá obri­ga­do, quan­do in­cor­rer em do­lo ou cul­pa.

Evidentemente que exis­te, in ca­su, in­te­res­se ju­rí­di­co da de­nun­cia­da……, não só eco­nô­mi­co, por­quan­to foi sob a égi­de de um con­tra­to de tra­ba­lho que ocor­reu o aci­den­te que re­sul­tou na doen­ça pro­fis­sio­nal no­ti­cia­da no pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio.

No en­tan­to, o pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio ape­nas ad­mi­ti­ria a par­ti­ci­pa­ção pro­ces­sual da ex-em­pre­ga­do­ra na con­di­ção de assistente, nos ter­mos do ar­ti­go 50 do Código de Processo Civil.

É ce­di­ço que qual­quer pre­ten­são da par­te agra­van­te, re­la­ti­va­men­te a even­tual in­de­ni­za­ção de­cor­ren­te da cul­pa ou do­lo da ex-em­pre­ga­do­ra, de­ve­rá ser for­mu­la­da em ­ação pró­pria, não se ad­mi­tin­do ja­mais que tal pre­ten­são pos­sa ser de­du­zi­da nos au­tos do pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio.

Com efei­to, a pre­ten­são de­du­zi­da na ­ação aci­den­tá­ria guar­da cor­re­la­ção com a res­pon­sa­bi­li­da­de ob­je­ti­va do ór­gão pre­vi­den­ciá­rio, sen­do es­ta res­pon­sa­bi­li­da­de, co­mo já se dis­se, fun­da­da na Constituição federal e na Lei nº 8213/0001, não se con­fun­din­do com a res­pon­sa­bi­li­da­de da em­pre­ga­do­ra, que es­tá con­subs­tan­cia­da no dis­pos­to no in­ci­so ­XVIII, do ar­ti­go 7º, da Constituição federal e ar­ti­go 186, do Novo Código Civil.

Além dis­so, não há que se con­fun­dir os fun­da­men­tos da ­ação aci­den­tá­ria com aque­les da ­ação re­gres­si­va pre­vis­ta no ar­ti­go 120 da Lei nº 8.213/0001, na me­di­da em que, es­ta pre­vi­são tam­bém se re­fe­re a uma ­ação pró­pria e au­tô­no­ma, de ou­tra na­tu­re­za ju­rí­di­ca.

Quadra ver que es­te ti­po de ­ação es­tá fun­da­do no des­cum­pri­men­to, pe­lo em­pre­ga­dor, das nor­mas ati­nen­tes aos pa­drões de se­gu­ran­ça e hi­gie­ne no tra­ba­lho, in­di­ca­dos pa­ra a pro­te­ção in­di­vi­dual nos exa­tos ter­mos do ar­ti­go 120 da lei su­praci­ta­da.

Por qual­quer pris­ma que se ana­li­se a ques­tão pos­ta em de­ba­te, res­ta evi­den­te que não se hou­ve com o ha­bi­tual acer­to o MM. Juiz a quo ao pro­fe­rir o res­pei­tá­vel des­pa­cho fl. ……., que de­ter­mi­nou a ci­ta­ção da em­pre­sa ………………, da ex-em­pre­ga­do­ra do agra­van­te, pa­ra in­cluí-la no pó­lo pas­si­vo da li­de e, co­mo par­te, res­pon­der aos ter­mos da ­ação aci­den­tá­ria pro­pos­ta.

Ressalte-se, por fim, que não exis­te pre­vi­são le­gal pa­ra a in­clu­são da ex-em­pre­ga­do­ra no pó­lo pas­si­vo da li­de pa­ra res­pon­der aos ter­mos da ­ação aci­den­tá­ria, à ex­ce­ção da con­di­ção de as­sis­ten­te, não se po­den­do se­quer ad­mi­tir qual­quer ale­ga­ção no que tan­ge à inér­cia do agra­van­te em res­pon­der aos ter­mos da con­tes­ta­ção do ór­gão pre­vi­den­ciá­rio.

Postula-se, ­pois, pe­la re­for­ma do res­pei­tá­vel despacho de fl…… , com a de­cla­ra­ção da sua nu­li­da­de e de to­dos os ­atos pro­ces­suais sub­se­qüen­tes pa­ra re­co­lo­car o pre­sen­te fei­to nos tri­lhos da nor­ma­li­da­de pro­ces­sual.

Portanto, a ma­té­ria re­la­ti­va à in­clu­são da em­pre­sa ……………. aguar­da pro­nun­cia­men­to da Superior Instância, o que se com­pro­va atra­vés de có­pia do agra­vo de ins­tru­men­to pro­to­co­la­do em …..

DA CON­TES­TA­ÇÃO OFE­RE­CI­DA À FL. …….

Inicialmente, cum­pre ob­ser­var que a ma­ni­fes­ta­ção da em­pre­sa ………., re­la­ti­va­men­te ao mé­ri­to da ma­té­ria de­ba­ti­da nos au­tos, cor­ro­bo­ra com a te­se sus­ten­ta­da pe­lo au­tor nas ra­zões de agra­vo de ins­tru­men­to.

No ­mais, a re­fe­ri­da con­tes­ta­ção res­ta im­pug­na­da, pe­la se­guin­te for­ma:

DA PRE­LI­MI­NAR DE COI­SA JUL­GA­DA

A ale­ga­ção de coi­sa jul­ga­da sus­ten­tada pe­la con­tes­tan­te não guar­da cor­re­la­ção com ma­té­ria de­ba­ti­da no pre­sen­te fei­to, por­quan­to se re­fe­re à ­ação tra­ba­lhis­ta que tra­mi­tou pe­ran­te a Vara do Trabalho des­sa ci­da­de de ………………………., e se re­fe­re às ques­tões es­pe­cí­fi­cas e de­cor­ren­tes do con­tra­to de tra­ba­lho, de com­pe­tên­cia es­tri­ta da­que­la Justiça Especializada.

Por seu la­do, o ob­je­to da ­ação aci­den­tá­ria é a per­cep­ção de be­ne­fí­cio pre­vi­den­ciá­rio na mo­da­li­da­de de au­xí­lio aci­den­tá­rio, de­cor­ren­te de doen­ça pro­fis­sio­nal ad­qui­ri­da na vi­gên­cia do pac­to la­bo­ral, for­mu­la­da com ba­se na le­gis­la­ção pre­vi­den­ciá­ria (Leis nºs 8.212/0001 e 8.213/0001 e Decreto nº 3.048/000000).

No ca­so pre­sen­te, não exis­te a fi­gu­ra ju­rí­di­ca da coi­sa jul­ga­da, por­quan­to a ma­té­ria de­ba­ti­da nes­tes au­tos não guar­da qual­quer cor­res­pon­dên­cia com aque­la que tra­mi­tou pe­ran­te a Justiça do Trabalho.

Não têm qual­quer pro­ce­dên­cia as ale­ga­ções da con­tes­tan­te notadamente a pre­ju­di­cial de coi­sa jul­ga­da, ra­zão pe­la ­qual de­ve­rão ser li­mi­nar­men­te re­jei­ta­das.

DA PRE­LI­MI­NAR DE CA­RÊN­CIA DE ­AÇÃO

Efetivamente o au­tor não po­de ma­ne­jar ­ação pre­vi­den­ciá­ria em fa­ce da sua ex-em­pre­ga­do­ra, com ba­se nas ­leis aci­ma men­cio­na­das, por­quan­to a con­ces­são do be­ne­fí­cio per­se­gui­do pe­lo au­tor na pre­sen­te ­ação aci­den­tá­ria é obri­ga­ção ob­je­ti­va do Instituto Nacional do Seguro Social, se­gun­do as nor­mas constitucionais vi­gen­tes e na le­gis­la­ção pre­vi­den­ciá­ria in­fra­cons­ti­tu­cio­nal (Leis nºs. 8.212/0001 e 8.213/0001 e Decreto nº 3.048/000000).

A des­pei­to dis­so, im­por­ta re­pi­sar que qual­quer pre­ten­são da par­te au­to­ra, re­la­ti­va­men­te a even­tual in­de­ni­za­ção de­cor­ren­te da cul­pa ou do­lo da ex-em­pre­ga­do­ra, de­ve­rá ser for­mu­la­da em ­ação pró­pria, não se ad­mi­tin­do ja­mais que tal pre­ten­são pos­sa ser de­du­zi­da nos es­trei­tos li­mi­tes do pro­ce­di­men­to aci­den­tá­rio.

Destaca-se, ain­da, que, a pre­ten­são de­du­zi­da na ­ação aci­den­tá­ria guar­da cor­re­la­ção com a res­pon­sa­bi­li­da­de ob­je­ti­va do ór­gão pre­vi­den­ciá­rio, sen­do es­ta res­pon­sa­bi­li­da­de, co­mo já se dis­se, fun­da­da na Constituição federal e na Lei nº 8213/0001, não se con­fun­din­do com a res­pon­sa­bi­li­da­de da em­pre­ga­do­ra, que es­tá con­subs­tan­cia­da no dis­pos­to no in­ci­so ­XVIII, do ar­ti­go 7º, da Constituição federal e ar­ti­go 186, do Novo Código Civil.

De qual­quer mo­do, com­pe­te ao ór­gão pre­vi­den­ciá­rio ma­ne­jar a com­pe­ten­te ­ação re­gres­si­va con­tra a em­pre­sa con­tes­tan­te, na hi­pó­te­se de res­tar com­pro­va­do o não cum­pri­men­to das normas regulamentares que tra­ta da segurança e saúde no tra­ba­lho in­di­vi­dual e co­le­ti­vo, nos ter­mos do ar­ti­go 120 da Lei nº 8.213/0001, por par­te da an­ti­ga em­pre­ga­do­ra do au­tor.

Destaca-se, ain­da, que, não há que se fa­lar em ­ação re­gres­si­va no pre­sen­te fei­to ou se ad­mi­tir que se­ja car­rea­da pa­ra a em­pre­ga­do­ra a in­de­ni­za­ção aci­den­tá­ria que for fi­xa­da no pro­nun­cia­men­to ju­ris­di­cio­nal per­se­gui­do na pre­sen­te ­ação.

Se al­gu­ma in­de­ni­za­ção de­ve ser car­rea­da à an­ti­ga em­pre­ga­do­ra do au­tor, de­ve­rá ser re­que­ri­da em ­ação pró­pria pe­lo ­INSS (art. 120 da Lei nº 8.213/0001).

DA PRE­LI­MI­NAR DE ­INCOMPETÊNCIA

A pre­li­mi­nar de com­pe­tên­cia ar­güi­da pe­la con­tes­tan­te é im­pro­ce­den­te e as­sim de­ve­rá ser jul­ga­da, se­não ve­ja­mos.

Dispõe o ar­ti­go 10000, in­ci­so I, da Constituição federal, que:

Art. 10000. Aos juí­zes fe­de­rais com­pe­te pro­ces­sar e jul­gar:

I – As cau­sas em que a União, en­ti­da­de au­tár­qui­ca ou em­pre­sa pú­bli­ca fe­de­ral fo­rem in­te­res­sa­das na con­di­ção de au­to­ras, rés, as­sis­ten­tes ou opo­nen­tes, ex­ce­to as de fa­lên­cia, as de aci­den­te de tra­ba­lho e as su­jei­tas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.

Uma sim­ples lei­tu­ra des­te dis­po­si­ti­vo per­mi­te con­cluir que a Constituição dis­tin­guiu as ex­ce­ções que ­se afas­tam da com­pe­tên­cia dos juízes federais: as de fa­lên­cia; as de aci­den­te do tra­ba­lho; as su­jei­tas à Justiça Eleitoral; à Justiça Federal.

Por ou­tras pa­la­vras, hou­ves­se o le­gis­la­dor es­ten­di­do a com­pe­tên­cia da Justiça do Trabalho pa­ra o jul­ga­men­to das ­ações aci­den­tá­rias não te­ria dis­tin­gui­do es­tas das ex­ce­ções que re­fo­gem à com­pe­tên­cia dos juí­zes fe­de­rais.

Na le­gis­la­ção in­fra­cons­ti­tu­cio­nal en­con­tra­mos di­re­tri­zes que evi­den­ciam a com­pe­tên­cia des­sa Justiça estadual pa­ra apre­ciar a ma­té­ria pre­vi­den­ciá­ria de­cor­ren­te do aci­den­te de tra­ba­lho.

Com efei­to, in­for­ma o ar­ti­go 10000, III, alí­nea c, da Lei Complementar nº 35/7000, que:

Art. 10000. Poderão ser cria­dos nos Estados, me­dian­te pro­pos­ta dos res­pec­ti­vos Tribunais de Justiça, Tribunais in­fe­rio­res de se­gun­da ins­tân­cia, de­no­mi­na­dos Tribunais de Alçada, ob­ser­va­dos os se­guin­tes re­qui­si­tos:

…………………………………………………..

III – li­mi­tar-se a com­pe­tên­cia do Tribunal de Al­ça­da, em ma­té­ria cí­vel, a re­cur­sos:

…………………………………………………..

C – nas ­ações de aci­den­te do tra­ba­lho;

A pró­pria Lei Orgânica da Magistratura re­co­nhe­ce a com­pe­tên­cia des­sa justiça estadual pa­ra co­nhe­cer e jul­gar ­ações de­cor­ren­tes de aci­den­tes do tra­ba­lho.

Como se não bas­tas­se, a Súmula de Jurisprudência nº 15, do STJ, pa­ci­fi­can­do a ma­té­ria, dis­põe no se­guin­te sen­ti­do:

Compete à Justiça estadual pro­ces­sar e jul­gar os li­tí­gios de­cor­ren­tes de aci­den­te do tra­ba­lho.

Como se vê, a ma­té­ria re­la­ti­va à com­pe­tên­cia pa­ra jul­gar os li­tí­gios de­cor­ren­tes de aci­den­te do tra­ba­lho é pa­cí­fi­ca em nossos Tribunais Superiores.

Assim, im­pro­ce­de a pre­li­mi­nar de in­com­pe­tên­cia ar­güi­da pe­la em­pre­sa con­tes­tan­te.

DO MÉ­RI­TO

A ma­té­ria adu­zi­da pe­la con­tes­tan­te em ra­zões de mé­ri­to cor­ro­bo­ra com a te­se sus­ten­ta­da pe­lo au­tor e pe­lo ins­ti­tu­to pre­vi­den­ciá­rio, na me­di­da em que de­mons­tra que o des­lin­de pro­ces­sual de­pen­de ob­je­ti­va­men­te da rea­li­za­ção de pe­rí­cia téc­ni­ca.

A des­pei­to dis­so, ob­ser­va-se que não têm pro­ce­dên­cia as ale­ga­ções da con­tes­tan­te, re­la­ti­va­men­te aos exa­mes mé­di­cos ad­mis­sio­nais e pe­rió­di­cos car­rea­dos pa­ra os au­tos com a con­tes­ta­ção.

Num pri­mei­ro mo­men­to ser­vem ape­nas pa­ra pro­var que hou­ve co­mu­ni­ca­ção da per­da au­di­ti­va ao ­INSS, que, em de­fe­sa, ne­ga fa­to (vi­de doc. fl. …….).

A ma­té­ria se tor­na re­le­van­te nes­tes au­tos, na me­di­da em que a de­fe­sa do Ins­ti­tu­to-réu ar­güiu, em pre­li­mi­nar ca­rên­cia de ­ação por au­sên­cia do re­que­ri­men­to do be­ne­fí­cio pe­la via ad­mi­nis­tra­ti­va ou au­sên­cia de co­mu­ni­ca­ção de doen­ça pro­fis­sio­nal. Pura má-fé do ­INSS.

Relativamente aos exa­mes pe­rió­di­cos e de­mis­sio­nais, fi­cam ex­pres­sa­men­te im­pug­na­dos, por­quan­to fo­ram ela­bo­ra­dos por mé­di­cos con­tra­ta­dos pe­la con­tes­tan­te, da sua es­tri­ta con­fian­ça, fa­to que ca­rac­te­ri­za a uni­la­te­ra­li­da­de na ela­bo­ra­ção dos re­fe­ri­dos do­cu­men­tos, que não se pres­tam à pro­du­ção de pro­va pa­ra o des­lin­de da ma­té­ria pro­ces­sual de­ba­ti­da nos au­tos. Além dis­so, en­con­tram-se ra­su­ra­dos e com da­tas al­te­ra­das.

Tornam-se, ­pois, inó­cuas to­das as ale­ga­ções da con­tes­tan­te em re­la­ção ao con­teú­do dos re­fe­ri­dos do­cu­men­tos, por­quan­to a ques­tão re­le­van­te nes­tes au­tos diz res­pei­to à exis­tên­cia de doen­ça pro­fis­sio­nal ad­qui­ri­da na vi­gên­cia do pac­to la­bo­ral, co­mu­ni­ca­da ao ­INSS, que não re­co­nhe­ceu a pa­to­lo­gia fun­cio­nal que aco­me­te ao obrei­ro.

Desde lo­go de­ve ser res­sal­ta­do que a co­mu­ni­ca­ção efe­tua­da pe­la em­pre­sa ao ins­ti­tu­to pre­vi­den­ciá­rio não a isen­ta de res­pon­der ci­vil­men­te, em even­tual ­ação de in­de­ni­za­ção, pe­los da­nos cau­sa­dos ao obrei­ro.

Por fim, ins­ta ob­ser­var que a qui­ta­ção das ver­bas tra­ba­lhis­tas pos­tu­la­das em ­ação pró­pria pe­ran­te a Justiça do Trabalho não al­can­ça a de in­de­ni­za­ção por da­nos ma­te­riais e mo­rais, fun­da­das no art. 7º, in­ci­so ­XVIII, da CF/88, e ar­ti­go 186 do atual Código Civil.

Com efei­to, a ques­tão re­la­ti­va à exis­tên­cia de do­lo ou cul­pa da em­pre­sa pa­ra a ocor­rên­cia do in­for­tú­nio que aco­me­te o obrei­ro, con­sis­ten­te em doen­ça pro­fis­sio­nal, de­ve­rá ser apu­rada em ­ação pró­pria, ­pois que fun­da­da em ma­té­ria de na­tu­re­za ju­rí­di­ca dis­tin­ta da­que­la de­ba­ti­da nes­tes au­tos. Por es­ta ra­zão, fi­ca ex­pres­sa­men­te im­pug­na­da a con­clu­são uni­la­te­ral da con­tes­tan­te, for­mu­la­da à fl…….. da de­fe­sa apre­sen­ta­da.

No ­mais, re­ve­lam-se to­tal­men­te im­pro­ce­den­tes as ra­zões con­ti­das na con­tes­ta­ção da ex-em­pre­ga­do­ra do au­tor.

Ante o ex­pos­to, aguar­da-se a rea­li­za­ção da pe­rí­cia mé­di­ca de­sig­na­da, pro­tes­tan­do, ain­da, por pra­zo su­ple­men­tar de 10 ­dias, pa­ra in­di­ca­ção de assistente técnico, o que se jus­ti­fi­ca pe­lo es­ta­do de hi­pos­su­fi­cien­te do au­tor e da di­fi­cul­da­de em con­tra­tar pe­ri­to mé­di­co que as­su­ma os ris­cos da ­ação.

N. Termos,

P. E. de­fe­ri­men­to.

_____________, _____/________/ 200__

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