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[MODELO] Ação de Reconhecimento de Tempo de Serviço – Aposentadoria Rural

EX­MO. (A) SR .(A) DR. (A) ­JUIZ (A) FE­DE­RAL DA

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_____, bra­si­lei­ro, apo­sen­ta­do, por­ta­dor da Cédula de Identidade nº ______, ins­cri­to no CPF sob o nº ___________, re­si­den­te na Rua _______, comarca de _____ -, por seu ad­vo­ga­do que es­ta subs­cre­ve, vem, mui res­pei­to­sa­men­te, à pre­sen­ça de V. Exa. pa­ra pro­por a pre­sen­te

­Ação Ordinária de re­co­nhe­ci­men­to de tem­po de ser­vi­ço –

apo­sen­ta­do­ria ru­ral

con­tra Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, na pes­soa do gerente gerional de benefícios da agência ………., pes­soa ju­rí­di­ca de di­rei­to pú­bli­co in­ter­no, se­dia­do à Rua ……………., re­pre­sen­ta­do por seu procurador, pe­las ra­zões de fa­to e de di­rei­to a se­guir adu­zi­das:

I – DOS FA­TOS

Do pe­río­do com­preen­di­do en­tre …. e ….. a autora le­cio­nou pela ma­nhã e, à tar­de, tra­ba­lha­va na la­vou­ra. Entre ja­nei­ro de 100074 a no­vem­bro de 100082, na for­ma de eco­no­mia fa­mi­liar, exer­ceu as ati­vi­da­des de tra­ba­lha­dor ru­ral.

De 100082 ao ano em cur­so, tra­ba­lha co­mo ban­cá­ria. Perfaz, por­tan­to, um to­tal de 27 (vin­te e se­te) ­anos de tra­ba­lho.

Conforme lhe fa­cul­ta a Lei nº 8.213/0001, in­gres­sou jun­to ao ­INSS com pe­di­do de Aposentadoria por Tempo de Serviço. Contudo, o pe­di­do foi in­de­fe­ri­do (do­cu­men­to in­clu­so), em vir­tu­de do não re­co­nhe­ci­men­to de tem­po de ser­vi­ço na qua­li­da­de de tra­ba­lha­dor ru­ral.

II – DO DI­REI­TO

1) Da legislação ­previdenciária

Versa a Lei nº 8.213/0001, em seu art. 1º, in ver­bis:

A Previdência Social, me­dian­te con­tri­bui­ção, tem por fim as­se­gu­rar aos ­seus be­ne­fi­ciá­rios ­meios in­dis­pen­sá­veis de ma­nu­ten­ção, por mo­ti­vo de in­ca­pa­ci­da­de, de­sem­pre­go in­vo­lun­tá­rio, ida­de avan­ça­da, tem­po de ser­vi­ço, en­car­gos fa­mi­lia­res e pri­são ou mor­te da­que­les de ­quem de­pen­diam eco­no­mi­ca­men­te.

O mes­mo di­plo­ma le­gal pros­se­gue sa­lien­tan­do, no artigo 52, que:

A apo­sen­ta­do­ria por tem­po de ser­vi­ço se­rá de­vi­da, cum­pri­da a ca­rên­cia exi­gi­da nes­ta lei, ao se­gu­ra­do que com­ple­tar 25 (vin­te e cin­co) ­anos de ser­vi­ço, se do se­xo fe­mi­ni­no, ou 30 (trin­ta) ­anos, se do se­xo mas­cu­li­no.

Com o ad­ven­to da Lei nº 8.213, de 24 de ju­lho de 10000001, que dis­põe so­bre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá ou­tras pro­vi­dên­cias, é bem ver­da­de que se pro­ces­sa­ram sen­sí­veis al­te­ra­ções quan­to aos pro­ce­di­men­tos de re­co­nhe­ci­men­to do tem­po de ser­vi­ço na qua­li­da­de de tra­ba­lha­dor ru­ral, vez que o Instituto Nacional de Seguridade Social pas­sa a exi­gir iní­cio de pro­va ma­te­rial, con­for­me art. 55 (§ 3º do re­fe­ri­do di­plo­ma le­gal).

Conforme o Regulamento de Benefícios, art. 60, tem-se que A pro­va de tem­po de ser­vi­ço, ex­ce­to pa­ra au­tô­no­mo e fa­cul­ta­ti­vo, é fei­ta atra­vés de do­cu­men­tos que com­pro­vem o exer­cí­cio de ati­vi­da­de nos pe­río­dos a se­rem con­ta­dos, de­ven­do es­ses do­cu­men­tos se­rem con­tem­po­râ­neos dos fa­tos a com­pro­var e men­cio­nar as da­tas de iní­cio e tér­mi­no e, quan­do se tra­tar de tra­ba­lha­dor avul­so, a du­ra­ção do tra­ba­lho e a con­di­ção em que foi pres­ta­do.

O artigo 2º, des­se mes­mo ar­ti­go, por sua vez, des­ta­ca os do­cu­men­tos que ser­vem pa­ra a pro­va pre­vis­ta, con­cluin­do o artigo 4º que: se o do­cu­men­to apre­sen­ta­do pe­lo se­gu­ra­do não aten­der ao es­ta­be­le­ci­do nes­te ar­ti­go, a pro­va de tem­po de ser­vi­ço po­de ser com­ple­ta­da por ou­tros do­cu­men­tos que le­vem à con­vic­ção do fa­to a com­pro­var, in­clu­si­ve me­dian­te Justificação Administrativa, na for­ma do capítulo IV des­te título.

2) Do início razoável de prova material

Tem-se, con­tu­do, que to­do o sis­te­ma pro­ces­sua­lis­ta bra­si­lei­ro vê a pro­va tes­te­mu­nhal co­mo in­du­bi­ta­vel­men­te vá­li­da e ne­ces­sá­ria. O pró­prio le­gis­la­dor pre­vi­den­ciá­rio, ain­da que en­fa­ti­zan­do a ne­ces­si­da­de de iní­cio ra­zoá­vel de pro­va ma­te­rial, dei­xa evi­den­te a im­por­tân­cia do tes­te­mu­nho quan­do men­cio­na que a com­pro­va­ção do tem­po de ser­vi­ço não há que ser ba­sea­da ex­clu­si­va­men­te em pro­va tes­te­mu­nhal (art. 55, 3º, Lei nº 8213/0001). Todavia, in­clui es­ta, da­da sua re­le­vân­cia na pra­xis ju­rí­di­ca.

Pois eis que, no ca­so em te­la, a autora já apre­sen­ta o iní­cio ra­zoá­vel de pro­va ma­te­rial que exi­ge a le­gis­la­ção pre­vi­den­ciá­ria con­tem­po­râ­nea, quan­to a ex­por os do­cu­men­tos ane­xos a es­ta ini­cial:

1) – Certidão vintenária.

2) – Incra(s).

3) – Declaração do sin­di­ca­to que co­nhe­ce a autora e é tra­ba­lha­do­ra e pro­prie­tá­ria ru­ral.

4) – Comprovante de en­tre­ga de pro­du­tos agrí­co­las, em no­me do côn­ju­ge.

5) – Certidão de casamento.

Os do­cu­men­tos in­clu­sos, por si só, cons­ti­tuem re­le­van­te in­dí­cio de ter a autora tra­ba­lha­do na la­vou­ra no pe­río­do re­fe­ri­do. Ou seja, há iní­cio ra­zoá­vel de pro­va ma­te­rial, pro­va es­sa que se­rá ca­bal­men­te de­mons­tra­da me­dian­te o con­jun­to pro­ba­tó­rio des­se pro­ces­so, ou­vin­do-se, im­pre­te­ri­vel­men­te, o tes­te­mu­nho das pes­soas ar­ro­la­das.

Assim já se pro­nun­ciou o Superior Tribunal de Justiça, em ­RESP. nº 11015000/SP, em vo­ta­ção ­UNÂNIME que te­ve por relator o ministro William Patterson:

EMEN­TA: ­PREVIDENCIÁRIO – TRA­BA­LHA­DOR RU­RAL – CON­JUN­TO ­PROBATÓRIO DOS AU­TOS.

A ­teor do dis­pos­to no art. 55, 3º, da Lei 8213/0001, não se po­de ad­mi­tir a pro­va ex­clu­si­va­men­te tes­te­mu­nhal pa­ra com­pro­va­ção de tem­po de ser­vi­ço do ru­rí­co­la, mas apu­ra­da me­dian­te o con­jun­to pro­ba­tó­rio dos au­tos a con­di­ção de ru­rí­co­la, de­ve-se pres­ti­giar o acór­dão re­cor­ri­do que as­sim re­co­nhe­ceu. (DJU, 3.3.0007, p. 4748, STJ)

3) Do regime de economia familiar

Do pe­río­do que se es­ten­de de 100074 a 100082, a segurada tra­ba­lhou ex­clu­si­va­men­te na la­vou­ra, aju­dan­do seu ir­mão e sua mãe na man­ten­ça da fa­mí­lia, sem qual­quer aju­da de em­pre­ga­dos. Justifica que do ano de 100071 a 100074, pa­ra­le­la­men­te ao ser­vi­ço co­mo tra­ba­lha­do­ra ru­ral, le­cio­nou pe­lo pe­río­do da ma­nhã, em es­co­la mu­ni­ci­pal, de­vi­do à fal­ta de pro­fes­so­res na co­mu­ni­da­de in­te­rio­ra­na. Por is­so, em ­seus do­cu­men­tos, a pro­fis­são as­si­na­la­da é a de pro­fes­so­ra.

Todavia, a par­tir de 100074, dei­xou a fun­ção de pro­fes­so­ra, pas­san­do a exer­cer ex­clu­si­va­men­te o tra­ba­lho ru­ral (per­ma­ne­cen­do, con­tu­do, em sua do­cu­men­ta­ção, o tí­tu­lo de pro­fes­so­ra), até sua con­vo­ca­ção pa­ra tra­ba­lhar em agên­cia ban­cá­ria, em 100082.

Informamos que, se ine­xis­te al­gu­ma ou­tra pro­va ma­te­rial em no­me da autora, de­ve-se ao fa­to de a pro­prie­da­de da ter­ra es­tar re­gis­tra­da em con­do­mí­nio da autora com ­seus ir­mãos. Portanto, os fi­nan­cia­men­tos jun­to ao do Banco ……, agência de ……, e as ven­das de pro­du­tos ­eram fei­tos em no­me de seu ir­mão (…….), com anuên­cia da autora, vez que, da­da a re­du­zi­da ex­ten­são de ­área cul­ti­va­da e fi­nan­cia­da, não se jus­ti­fi­ca­va ­mais de um fi­nan­cia­men­to.

Essas in­for­ma­ções são to­das sus­ce­tí­veis de com­pro­va­ção, ofi­cian­do-se ao Banco ……… na agência de ………. Na oca­sião das ven­das dos pro­du­tos co­lhi­dos, as notas fiscais tam­bém ­eram emi­ti­das em no­me de seu ir­mão, ­pois o fi­nan­cia­men­to era cre­di­ta­do me­dian­te Cédula Rural Pignoratícia.

Justifica-se tal pro­ce­di­men­to pe­lo fa­to de que, ca­so fos­sem de­po­si­ta­dos pro­du­tos em no­me da autora, em­bo­ra as notas fiscais fi­zes­sem às ve­zes de iní­cio ra­zoá­vel de pro­va ma­te­rial, na ver­da­de, es­ta­ria ha­ven­do des­vio de pro­du­ção em re­la­ção à Cédula Rural Pignoratícia.

O com­pro­van­te de ven­da ane­xa a es­ta ini­cial cons­ti­tui ­mais um in­dí­cio de pro­va ma­te­rial. Embora es­te­ja em no­me do côn­ju­ge da autora, apro­vei­ta à de­man­dan­te em de­cor­rên­cia da pró­pria de­fi­ni­ção le­gal do re­gi­me de eco­no­mia fa­mi­liar, con­ti­da no art. 11, parágrafo 1º, Lei nº 8213/0001. Ora, se o tra­ba­lho de ca­da um é exer­ci­do em con­di­ções de mú­tua de­pen­dên­cia e co­la­bo­ra­ção, não faz sen­ti­do pre­ten­der que to­dos pos­suam um blo­co de pro­du­tor ru­ral em se­pa­ra­do ou que as ven­das se fa­çam em no­me de ca­da um.

Saliente-se que os re­gu­la­men­tos in­ter­nos da Autarquia têm ad­mi­ti­do a do­cu­men­ta­ção em no­me do ma­ri­do pa­ra efei­to de com­pro­va­ção do tem­po de ser­vi­ço da mu­lher ru­rí­co­la (Ordem de Serviço/INSS/DSS nº 447/0004).

A pro­va tes­te­mu­nhal, por seu tur­no, cor­ro­bo­ra­rá a pro­va ma­te­rial, con­fir­man­do que a au­to­ra tra­ba­lhou co­mo ru­rí­co­la, jun­ta­men­te com a mãe e ir­mão, em re­gi­me de eco­no­mia fa­mi­liar, na la­vou­ra.

Quanto ao fa­to de a au­to­ra es­tar en­qua­dra­da jun­to ao IN­CRA co­mo em­pre­ga­dor ru­ral B-II, jul­ga­mos que tal cir­cuns­tân­cia não cons­ti­tui óbi­ce à ob­ten­ção do be­ne­fí­cio pe­la de­man­dan­te. Ocorre que tal en­qua­dra­men­to é fei­to le­van­do-se em con­ta o ta­ma­nho da ­área ex­plo­ra­da pe­lo tra­ba­lha­dor ru­ral, uni­ca­men­te pa­ra efei­to de con­tri­bui­ção sin­di­cal ru­ral, con­for­me es­ta­be­le­ce o Decreto-lei nº 1.166/71, artigo 1º:

Para efei­to do en­qua­dra­men­to sin­di­cal, con­si­de­ra-se:

………………..

II – Empresário ou em­pre­ga­dor ru­ral:

………………..

b) Quem, pro­prie­tá­rio ou não e mes­mo em­pre­ga­do, em re­gi­me de eco­no­mia fa­mi­liar, ex­plo­re o imó­vel ru­ral que lhe ab­sor­va to­da a for­ça de tra­ba­lho e lhe ga­ran­ta a sub­sis­tên­cia e pro­gres­so so­cial e eco­nô­mi­co em ­área ­igual ou su­pe­rior à di­men­são do mó­du­lo ru­ral da res­pec­ti­va re­gião

4) Da prova testemunhal

É cer­to que a lei pre­vi­den­ciá­ria exi­ge, pa­ra ­fins de com­pro­va­ção de tem­po de ser­vi­ço, um iní­cio ra­zoá­vel de pro­va ma­te­rial, não sen­do ad­mi­ti­da pro­va ex­clu­si­va­men­te tes­te­mu­nhal, sal­vo na ocor­rên­cia de mo­ti­vo de for­ça ­maior ou ca­so for­tui­to (art. 55, 3º, da Lei nº 8.213/0001). No en­tan­to, tal exi­gên­cia, no ca­so dos tra­ba­lha­do­res ru­rais, de­ve ser re­la­ti­vi­za­da, ten­do em vis­ta as pe­cu­lia­ri­da­des que en­vol­vem es­sa clas­se de tra­ba­lha­do­res.

Esse en­ten­di­men­to, ­aliás, já tem si­do pro­cla­ma­do pe­la ju­ris­pru­dên­cia dos Tribunais Regionais Federais e, in­clu­si­ve, do Superior Tribunal de Justiça, em jul­ga­dos co­mo o se­guin­te ve­ne­ran­do acór­dão:

PREVIDENCIÁRIO – DECLARATÓRIA ­RURÍCOLA – TEM­PO DE SER­VI­ÇO – ­INÍCIO DE PRO­VA MA­TE­RIAL – PRO­VA TES­TE­MU­NHAL.

Cuidando-se do ru­rí­co­la, ca­be ao jul­ga­dor in­ter­pre­tar a nor­ma in­fracons­ti­tu­cio­nal que não ad­mi­te pro­va ex­clu­si­va­men­te tes­te­mu­nhal, à luz do art. 5º da ­LICCB. Nos ter­mos do pa­rá­gra­fo 3º, do art. 55, da Lei. 8213/0001, é su­fi­cien­te o iní­cio de pro­va ma­te­rial des­ti­na­da a com­pro­var tem­po de ser­vi­ço na ati­vi­da­de ru­ral, des­de que com­ple­men­ta­da por pro­va tes­te­mu­nhal idô­nea. (Apelação Cível. nº 0005.04.0120008-1, ref. juiz Elcio Pinheiro de Castro, DJU 8.3.0005, p. 1188000).

Destarte, ain­da que não se ad­mi­ta a pro­va ex­clu­si­va­men­te tes­te­mu­nhal pa­ra a com­pro­va­ção do tem­po de ser­vi­ço, não de­ve ela ser des­car­ta­da co­mo ele­men­to pro­ba­tó­rio a ser va­lo­ra­do em con­jun­to com os do­cu­men­tos apre­sen­ta­dos pe­la au­to­ra, em­pres­tan­do-­lhes ­maior for­ça pro­ba­tó­ria ou, ao con­trá­rio, re­du­zin­do-a, quan­do os de­poi­men­tos pres­ta­dos em juí­zo vão de en­con­tro à pre­ten­são de­li­nea­da na ini­cial.

5) Da seguridade especial

Invocamos, ain­da, a Orientação Normativa nº 2, de 11 de agos­to de 10000004, se­gun­do a ­qual:

(…) 5.7 – É con­si­de­ra­do se­gu­ra­do es­pe­cial o pro­du­tor, o par­cei­ro, o meei­ro e o ar­ren­da­tá­rio ru­rais, o pes­ca­dor ar­te­sa­nal e ­seus as­se­me­lha­dos, bem co­mo ­seus res­pec­ti­vos côn­ju­ges ou com­pa­nhei­ros e fi­lhos maio­res de 14 (qua­tor­ze) ­anos de ida­de ou a ­eles equi­pa­ra­dos, des­de que tra­ba­lhem com­pro­va­da­men­te com o gru­po fa­mi­liar res­pec­ti­vo e que exer­çam es­sas ati­vi­da­des in­di­vi­dual­men­te ou em re­gi­me de eco­no­mia fa­mi­liar, po­den­do, ain­da, exer­cê-las com ou sem au­xí­lio even­tual de ter­cei­ros.

(…)

5.7.2 – Entende-se por re­gi­me de eco­no­mia fa­mi­liar a ati­vi­da­de em que o tra­ba­lho dos mem­bros da fa­mí­lia é in­dis­pen­sá­vel à pró­pria sub­sis­tên­cia e é exer­ci­da em con­di­ções de mú­tua de­pen­dên­cia e co­la­bo­ra­ção, sem a uti­li­za­ção de em­pre­ga­do.

Evidenciam-se, ­pois, pe­la aná­li­se do con­jun­to pro­ba­tó­rio, a ca­rac­te­ri­za­ção da au­to­ra co­mo se­gu­ra­da es­pe­cial e o efe­ti­vo exer­cí­cio da ati­vi­da­de ru­ral, obe­de­ci­dos os re­qui­si­tos pre­vis­tos nos ar­ti­gos 48 e 55, 3º, 106 e 143, da Lei nº 8.213/0001.

III – DO PE­DI­DO

Entendendo lí­qüi­do e cer­to o di­rei­to da autora, re­quer-se:

A) Citação da ré pa­ra ofe­re­ci­men­to de de­fe­sa.

B) Deferimento à autora de to­das as pro­vas ad­mi­ti­das em Di­rei­to, em es­pe­cial a oi­ti­va das tes­te­mu­nhas, cu­jo rol es­tá in­ser­to ao fi­nal des­ta exor­dial, as ­quais, im­pres­cin­di­vel­men­te, de­ve­rão ser re­gu­lar­men­te in­ti­ma­das.

C) A pro­ce­dên­cia do pe­di­do, con­de­nan­do-se a ré nas cus­tas ju­di­ciais e ho­no­rá­rios ad­vo­ca­tí­cios, com o de­vi­do re­co­nhe­ci­men­to à autora do tempo de serviço com­preen­di­do en­tre ja­nei­ro de 100074 a no­vem­bro de 100082, o que da­rá a es­ta o di­rei­to da Aposentadoria por Tempo de Serviço, a par­tir da da­ta do re­que­ri­men­to da autora, em 1000 de agos­to de 10000008, vis­to que es­ta­vam pre­sen­tes to­das as pro­vas ne­ces­sá­rias, con­de­nan­do-se a ré ao pa­ga­men­to dos be­ne­fí­cios com cor­re­ção mo­ne­tá­ria e ju­ros de 0,5% am; de ca­da be­ne­fício, a par­tir da ci­ta­ção, de­ve­rá es­ta apo­sen­ta­do­ria, pa­ra que não se ve­nha a le­sar seu ine­gá­vel di­rei­to aos be­ne­fí­cios da Previdência Social e, ­mais do que is­so, pa­ra que se respeitem os valores sociais do trabalho – um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, que se constitui em um Estado Democrático de Direito, conforme consignado no artigo 1º, inciso IV, 1ª parte, da Constituição federal, ga­ran­tin­do-se o go­zo de ­seus be­ne­fí­cios àque­les que, du­ran­te vi­das in­tei­ras, ver­da­dei­ra­men­te con­tri­buí­ram pa­ra o pro­gres­so da Nação brasileira.

Dá-se à cau­sa o va­lor de R$ __________________________ so­men­te pa­ra efei­tos fis­cais.

N. Termos,

P. E. de­fe­ri­men­to.

_____________, _____/________/ 200__

_________________________________

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