Gestão do lucro no escritório de advocacia

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Gestão do lucro no escritório de advocacia

6 dicas para realizar a gestão do lucro em escritório de advocacia

A adequada gestão do lucro na advocacia é uma das formas mais eficazes para fazer o escritório prosperar e atingir resultados satisfatórios. Apenas com operações lucrativas é possível honrar as dívidas, obter um retorno adequado e ainda investir no crescimento.

Todavia, existem algumas ações que devem ser implementadas para a gestão do lucro. É importante distinguir os custos estratégicos e os não estratégicos, ter um adequado controle das entradas e saídas, bem como acompanhar indicadores de lucratividade.

Pensando em tudo isso, criamos um guia para você. Hoje, vai entender como fazer uma boa gestão do lucro na advocacia, com dicas práticas e eficazes. Continue a leitura!

1. Acompanhe o indicador de lucratividade

Saber a atual margem de lucro obtida é muito importante, afinal, desse modo é possível traçar estratégias de melhoria para o futuro. Para tanto, é preciso conhecer o indicador-chave de lucratividade, assim como a fórmula para realizar o cálculo. Confira:

Lucratividade = lucro líquido / receita total x 100

Imagine que um escritório de advocacia teve um lucro líquido de R$60.000,00 no mês de janeiro — tirando todas as despesas, enquanto sua receita total foi de R$400.000,00. Ao aplicar o cálculo, é possível identificar uma taxa de lucro líquido de 15%.

Para otimizar a lucratividade, pode-se apostar em três principais estratégias: aumentar a produtividade do escritório, gerando economia por escala de processos; estabelecer um preço estratégico pelos honorários advocatício e reduzir os custos não estratégicos.

2. Defina honorários de forma estratégica

Estabelecer os honorários de um processo pode ser uma missão complexa, especialmente para quem não tem muita experiência com o assunto. Ainda há os casos onde os clientes tentam negociar preços menores ou condições mais favoráveis de pagamento. O que fazer?

O processo mais simples é consultar a tabela disposta pela OAB de cada estado, ela baliza a precificação de processos como: consulta, divórcio e habeas corpus. Essa tabela funciona como um piso, sendo vedada a cobrança de valores inferiores.

Contudo, ainda é possível estabelecer os honorários com base em outros dois fatores: o que atualmente é cobrado em outros escritórios e a percepção de valor do próprio cliente.

É importante lembrar que o honorário deve remunerar plenamente os serviços prestados, desde as horas de estudo do caso e ações do processo, até possíveis desdobramentos no futuro. Ao levar isso em consideração, torna-se mais fácil estabelecer honorários adequados.

3. Reduza gastos indevidos no escritório

Existem diversos gastos que são necessários para o funcionamento adequado de um escritório de advocacia, como: água, energia, tecnologia e mão de obra. Contudo, é possível dividi-los em dois principais: os estratégicos e os não estratégicos.

Na gestão, é considerado gasto estratégico todo aquele capaz de atrair ou fidelizar clientes, bem como potencializar novos negócios no futuro. Como, por exemplo: envio de cartões em datas comemorativas, fabricação de brindes ou aquisição de novas tecnologias.

Os custos não estratégicos, por outro lado, são aqueles necessários, mas que não geram novos negócios para o escritório. Como exemplo: água, energia e aluguel. A preocupação deve ser em mitigá-los ao máximo, desde que não interfiram na qualidade do serviço prestado.

Também é muito importante se atentar aos gastos com transporte, geralmente elevados nos escritórios de advocacia. Para reduzi-los, é possível: agendar reuniões no próprio escritório, fazer apenas visitas programadas e manter a qualidade dos veículos utilizados.

4. Tenha um bom planejamento financeiro

Se planejar é uma das formas mais eficazes para atingir os objetivos desejados e, ainda, aumentar a lucratividade do escritório de advocacia. Infelizmente, muitos advogados acabam deixando isso em segundo plano, especialmente pela correria do dia a dia.

Em primeiro lugar, é preciso ter um adequado controle do fluxo de entradas e saídas financeiras do escritório. De nada adianta ter um plano, se as operações diárias não são bem executadas. Para tanto, é necessário contar com um sistema que facilite o controle do fluxo de caixa.

Além disso, é importante ter metas financeiras para o curto, médio e longo prazo. Elas devem indicar onde o escritório deve estar em termos de volume de recebimento, rentabilidade e lucratividade das operações. Desse modo, é possível ter ótimos resultados.

Boas metas são desenvolvidas com base em cinco principais características, elas são: específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com prazo bem estabelecido.

5. Conte com um sistema de gestão para advogados

É necessário contar com um sistema de gestão que facilite a administração dos diversos recursos do escritório, assim como facilite a comunicação com as diferentes áreas. Dessa maneira, pode-se atuar com eficácia e mitigar o desperdício de tempo e recursos.

Um bom sistema de gestão conta com diversas funcionalidades, tais como:

  • armazenamento de dados online;
  • gestão das receitas e despesas;
  • emissão de recibos;
  • agendamento de reuniões;
  • cadastramento de processos;
  • maior facilidade no relacionamento com os clientes.

Todas essas funcionalidades tornam as tarefas diárias mais fluidas e eficazes, permitindo que os advogados concentrem-se em ganhar causas. Além de tudo, um bom sistema oferece um painel de controle que facilita a visualização das informações importantes.

6. Aumente a produtividade do escritório

Aumentar a produtividade é uma das fórmulas mais eficazes para se ter um lucro maior. A razão é que os custos fixos, como o aluguel do imóvel, continuam os mesmos, mas os ganhos obtidos crescem. Nesse caso, tem-se uma economia por escala.

Otimizar a produtividade significa extrair o máximo de cada um dos recursos do escritório, inclusive o humano. Cada um dos profissionais devem entregar o seu melhor diariamente, captando clientes, analisando processos e vencendo casos.

Uma pesquisa afirma que apenas 39% do expediente de trabalho é produtivo, algo que custa muito caro e afeta o nível de lucratividade do escritório.  Nesse sentido, é importante ter uma boa gestão da equipe de advogados, motivando-os na busca por grandes resultados.

Como se pode ver, a adequada gestão do lucro na advocacia não depende apenas de conhecimento financeiro. É importante contar um sistema de qualidade, com profissionais motivados e com metas que balizem o crescimento no curto, médio e longo prazo. No final, será possível ter um escritório mais saudável, prospero e atraente investimentos.

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