{"id":8270,"date":"2023-07-13T18:33:25","date_gmt":"2023-07-13T18:33:25","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-13T18:33:25","modified_gmt":"2023-07-13T18:33:25","slug":"apelacao-criminal-roubo-participacao-de-menor-importancia-dosimetria-da-pena","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/apelacao-criminal-roubo-participacao-de-menor-importancia-dosimetria-da-pena\/","title":{"rendered":"[MODELO] Apela\u00e7\u00e3o Criminal \u2013 Roubo \u2013 Participa\u00e7\u00e3o de Menor Import\u00e2ncia \u2013 Dosimetria da Pena"},"content":{"rendered":"<p>Raz\u00f5es de Apela\u00e7\u00e3o \u2013 Roubo \u2013 Participa\u00e7\u00e3o de Menor Import\u00e2ncia \u2013 Dosimetria da Pena<\/p>\n<p>RAZ\u00d5ES DE RECURSO<\/p>\n<p><strong>Protocolo : &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelante: &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\tEgr\u00e9gio Tribunal,<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\tColenda C\u00e2mara,<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\tVersa o presente recurso, do inconformismo, do Apelante, do recorrente, com a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, da lavra da Ju\u00edza da Primeira Vara Criminal de &#8230;&#8230;&#8230;, que o condenou a uma pena definitiva de &#8230; (&#8230;) anos e &#8230;. (&#8230;) meses de reclus\u00e3o a ser cumprida inicialmente no regime fechado, sob a suposit\u00edcia afirma\u00e7\u00e3o de  ter infringido a norma incriminadora prevista  no art. 157, \u00a7 2\u00ba, I, II e V do C\u00f3digo Penal Brasileiro.<\/p>\n<p><strong><em>S\u00cdNTESE  DOS FATOS<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\t\t\t\t\t<\/em><\/strong>A senten\u00e7a condenat\u00f3ria vergastada,  de fls. &#8230;.., impingiu ao Recorrente a pr\u00e1tica  do il\u00edcito penal descrito no art. 157, \u00a7 2\u00ba, inc. I, II e V do  C\u00f3digo Penal Brasileiro, imputando-lhe a conduta descrita na den\u00fancia, assim relatada: <\/p>\n<p><strong>\u201c<em>No dia &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, por volta das &#8230;.. , no &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; , nesta cidade , os denunciados &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. , em concurso e com unidade de des\u00edgnios , com o adolescente &#8230;&#8230;. ,subtra\u00edram , mediante viol\u00eancia , perpetrada com o emprego de arma de fogo e , ainda , restringindo a liberdade de locomo\u00e7\u00e3o da vitima &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., o veiculo &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. ( fls&#8230;.), de propriedade de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., bem como os bens m\u00f3veis descritos \u00e0s &#8230; dos autos, pertencentes \u00e0 citada v\u00edtima.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> Segundo apurado, no dia dos fatos, a v\u00edtima trafegava pela cidade no autom\u00f3vel supramencionado quando , no cruzamento da&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, enquanto aguardava o sem\u00e1foro abrir, foi abordado pelos denunciados.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> Apurou-se que o denunciado &#8230;&#8230;.. encostou um revolver na cabe\u00e7a da vitima e anunciou um assalto, tomando a dire\u00e7\u00e3o do carro.Os denunciados pegaram ent\u00e3o a carteira e o celular da vitima e logo depois a empurraram para o centro do ve\u00edculo,os denunciados &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., portando tamb\u00e9m outro revolver, entraram no veiculo pela porta de tr\u00e1s, ,tendo o adolescente &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. sentado no banco da frente junto com o denunciado &#8230;&#8230;&#8230;..<\/em><\/strong><\/p>\n<p> <strong><em>Restou apurado que, dentro do carro. O adolescente encapuzou a vitima e os denunciados foram em dire\u00e7\u00e3o &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., ficando, por aproximadamente uma hora, dando voltas pela cidade, ocasi\u00e3o em que agrediram aquela com murros no nariz, no rosto, pancadas no t\u00f3rax e varias coronhadas tamb\u00e9m no rosto.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\tConsta que em determinado momento, os denunciados pararam o veiculo e colocaram a vitima no porta-malas do autom\u00f3vel, seguindo, posteriormente, rumo \u00e0 cidade de &#8230;&#8230;&#8230;..<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Segundo que consta, os denunciados ao pararem no &#8230;&#8230;&#8230;.., perceberam a presen\u00e7a de policiais militares.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Informam os autos que os policiais militares, assim que avistaram o veiculo da vitima, j\u00e1 avisados do roubo, iniciaram um persegui\u00e7\u00e3o, consta que os denunciados e a policia passaram a trocar tiros, sendo que, em determinado, momento, aqueles pararam o veiculo, j\u00e1 nas proximidades do trevo de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, e empreenderam fuga pelo matagal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t Durante a instru\u00e7\u00e3o criminal, n\u00e3o foi  apurado, de forma clara e inconteste, a eventual participa\u00e7\u00e3o do Apelante na pr\u00e1tica do il\u00edcito penal denunciado, ficando a autoria, com rela\u00e7\u00e3o a sua pessoa, nebulosa e controvertida tendo a senten\u00e7a recorrida emitido ju\u00edzo temer\u00e1rio ao condena-lo a uma exacerbada pena constritiva da liberdade. <\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tH\u00e1 que ressaltar fato relevante, n\u00e3o considerado pela decis\u00e3o do ju\u00edzo <em>a quo,<\/em> de que as testemunhas arroladas na denuncia apontam a pessoa do co-r\u00e9u Jefferson e o menor de idade Alex, como os autores diretos do fato, e que apenas  ouviram dizer que Willian tamb\u00e9m estava presente no local onde o crime foi praticado, o que vale dizer que a senten\u00e7a condenat\u00f3ria foi erigida no terreno movedi\u00e7o da incerteza, o que imp\u00f5e a edi\u00e7\u00e3o de reparo por Esta Egr\u00e9gia Corte. <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tA senten\u00e7a recorrida olvidou, que se realmente os fatos tivessem acontecido conforme relatado pela v\u00edtima, \u00e9 for\u00e7osa a conclus\u00e3o de,,&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; teve uma participa\u00e7\u00e3o de menor import\u00e2ncia, sendo, assim merecedor da minorante  contida no \u00a7 1\u00ba do art. 29 d9 C\u00f3digo Penal, o que n\u00e3o foi reconhecido na decis\u00e3o de piso.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tAssim, era imperioso que na senten\u00e7a, ora hostilizada, fosse detra\u00eddo da reprimenda imposta o <em>quantum <\/em>referente ao reconhecimento da participa\u00e7\u00e3o de menor import\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o a pessoa do Apelante.<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tPor outro lado, o Apelante &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., conforme depoimentos prestados pelas testemunhas arroladas na defesa pr\u00e9via exerce ocupa\u00e7\u00e3o l\u00edcita, \u00e9 estudante regularmente matriculado em estabelecimento de ensino, vive em ambiente familiar exemplarmente constitu\u00eddo na companhia de seus genitores, que no decorrer do presente se fizeram atuantes na luta pela prova de sua inoc\u00eancia porque ciosos que o mesmo n\u00e3o possui personalidade voltada para a senda criminosa, sendo prim\u00e1rio, gozando de respeito e admira\u00e7\u00e3o no meio social onde vive.<\/p>\n<p>\t\t\t\tA prova produzida no processo n\u00e3o contraria a vers\u00e3o apresentada pelo acusado devendo assim ser cassada a senten\u00e7a proferida pela ilustre magistrada que presidiu o feito de cogni\u00e7\u00e3o, de forma que embora tenha ficado claro e evidente sua n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o ativa nos fatos narrados na exordial, culminou o procedimento, injustificadamente, com \u00e9dito condenat\u00f3rio. <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso vertente, o conjunto de provas jurisdicionalizadas demonstra que a parte\/acusa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se desincumbiu do <em>\u00f4nus probandi<\/em>, que a impunha a incumb\u00eancia processualde trazer para os autos provas da realidade dos fatos deduzidos na pretens\u00e3o punitiva o que imp\u00f5e a pronta e eficaz cassa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a vergastada. <\/p>\n<p>\t\t\t\tPor outro lado, Senhor Relator, a senten\u00e7a recorrida restou carente de fundamenta\u00e7\u00e3o ao fixar a pena-base acima do m\u00ednimo legal, do mesmo modo que de forma injusta, no segundo momento da dosimetria da reprimenda, elevou no limite m\u00e1ximo a  majora\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do CPB, quando pela an\u00e1lise das quest\u00f5es judiciais, verifica-se que a pena-base deveria ser ancorada no m\u00ednimo legal assim como a majorante referente as qualificadoras deveria ser dosadas no patamar de &#8230;&#8230;. (&#8230;) e n\u00e3o na metade como fez a Ju\u00edza sentenciante.<\/p>\n<\/p>\n<h3>DO DIREITO<\/h3>\n<p>\t\t\t\t\tSenhores Desembargadores, consoante o entendimento doutrin\u00e1rio-jurisprudencial dominante, a pretens\u00e3o deduzida na exordial acusat\u00f3ria para que tenha repercuss\u00e3o jur\u00eddica deve ser amplamente provada durante a instru\u00e7\u00e3o criminal desenvolvida sob o manto da garantia constitucional do contradit\u00f3rio, assumindo a acusa\u00e7\u00e3o oficial o <em>\u00f4nus probandi<\/em> da autoria, da materialidade e de todas as circunst\u00e2ncias do fato. \u00c9 corrente o entendimento, de  que o crime, como entidade jur\u00eddico-penal, s\u00f3 se aperfei\u00e7oa ou se consuma quando o agente realiza todos elementos que comp\u00f5em a descri\u00e7\u00e3o do tipo legal. <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso vertente, o conjunto de provas d\u00e1 conta de que a parte <em>ex adversa<\/em>, n\u00e3o se desincumbiu do <em>\u00f4nus probandi<\/em>, de trazer para os autos provas da realidade dos fatos deduzidos na pretens\u00e3o punitiva o que torna injustific\u00e1vel a condena\u00e7\u00e3o imposta pelo Ju\u00edzo de piso, impondo, assim, a reforma <em>in totum <\/em>da senten\u00e7a hostilizada, consoante entendimento esposado pela jurisprud\u00eancia hodierna, conforme os seguinte arestos:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se presumindo a culpa, deve ser cumpridamente provada, dentro dos elementos de sua configura\u00e7\u00e3o, desprezadas as dedu\u00e7\u00f5es e as ila\u00e7\u00f5es ou a conclus\u00f5es  que n\u00e3o se assentem em prova concreta, acima de qualquer d\u00favida\u201d (Revista Forense 175\/375).<\/p>\n<p><strong><em>\u201c\u00d4nus da prova. As alega\u00e7\u00f5es relativas ao fatos objeto da pretens\u00e3o punitiva  t\u00eam de ser provadas pelo acusador , incumbindo ao acusado, demonstrar apenas  os fatos impeditivos e extintivos\u201d (JTACrim \u2013 72\/243). <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cCulpa. Presun\u00e7\u00e3o. A culpa n\u00e3o se presume  em nosso ordenamento jur\u00eddico penal, devendo ser demonstrada  de maneira positiva e cabal para justificar uma condena\u00e7\u00e3o\u201d (JTACrim \u2013 73\/364).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cAo Minist\u00e9rio P\u00fablico cabe o \u00f4nus da prova  acusat\u00f3ria, ou seja, da materialidade do fato e sua autoria . Ao acusado t\u00e3o-s\u00f3  incumbe a prova  de eventuais fatos impeditivos  ou extintivos da imputa\u00e7\u00e3o\u201d (EI 174449 \u2013 TACrimSP \u2013 Rel. Weiss de Andrade).<\/p>\n<p><strong><em>\u201ca favor de o r\u00e9u \u00e9 presumida a inoc\u00eancia, at\u00e9 que se demonstre o contr\u00e1rio. Assim, basta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o promover  prova capaz de infundir a certeza moral no esp\u00edrito do julgador para que obtenha decreto absolut\u00f3rio\u201d (Ap.1987.889 \u2013 TACrimSP \u2013 Rel. Weiss de Andrade).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Pena Exacerbada<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tA fixa\u00e7\u00e3o da pena dentro das balizas estabelecidas pelas margens penais constitui, conforme o art. 59 da Parte Geral do C\u00f3digo Penal, de 1984, uma tarefa que o juiz deve desempenhar de modo discricion\u00e1rio, mas n\u00e3o arbitr\u00e1rio. O juiz possui, no processo individualizador da pena, uma larga margem de discricionariedade, mas n\u00e3o se trata de discricionariedade livre e, sim, como anota <strong><em>Jescheck<\/em> <sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup> <\/strong>de discricionariedade juridicamente vinculada, posto que est\u00e1 preso \u00e0s finalidades da pena e aos fatores determinantes do <em>quantum <\/em>punitivo.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tConsoante o entendimento adotado pela doutrina e jurisprud\u00eancia dominante, o objetivo da pena n\u00e3o \u00e9 eternizar ou infernizar a situa\u00e7\u00e3o do apenado. Para reintegra-lo  ou reinseri-lo no conv\u00edvio social torna-se fundamental dinamizar o tratamento prisional, utilizando-se de crit\u00e9rios repressivos, mais salutares que a pris\u00e3o, para a ajustar a pena ao seu fim de profilaxia social.<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Na fixa\u00e7\u00e3o da pena o juiz deve pautar-se pelos crit\u00e9rios legais e recomendados pela doutrina, para ajust\u00e1-la ao seu fim social e adequ\u00e1-la ao seu destinat\u00e1rio e ao caso concreto\u201d (TJMT &#8211; AC &#8211; Rel. Shelma Lombardi de Kato &#8211; RT 612\/353).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&quot;Na fixa\u00e7\u00e3o da reprimenda o Magistrado deve atender e buscar o equil\u00edbrio necess\u00e1rio entre o interesse social e a expia\u00e7\u00e3o, sempre visando ao sentido bin\u00e1rio da pena, verdadeira pedra de toque do direito penal moderno: reinser\u00e7\u00e3o social e expiat\u00f3rio-aflitivo, afei\u00e7oando-se ao princ\u00edpio da humanidade da pena, finalidades atribu\u00eddas pelo estatuto repressivo p\u00e1trio&quot; (TRF (4\u00aa Reg.) &#8211; AC \u00adRel. Gilson Dipp &#8211; RTJE 152\/267).<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Nunca \u00e9 demais lembrar que o fim \u00faltimo da pena n\u00e3o \u00e9 o de eternizar e muito menos infernizar a situa\u00e7\u00e3o do apenado; para reintegr\u00e1-lo, ou reinseri-lo ao meio social torna-se fundamental dinamizar o tratamento prisional estimulando o homem apenado e preparando-o necessariamente para o retorno. A esperan\u00e7a de momentos mais f\u00e1ceis e menos rigorosos, de liberdade ainda distante, \u00e9 inerente ao complexo tema da recupera\u00e7\u00e3o do condenado&quot; (TARS &#8211; RA 290108117 &#8211; JUTARS 76\/27).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&quot;O Juiz n\u00e3o pode, sem nenhum dado concreto, carregar na dosimetria da pena, arbitrariamente e segundo sua opini\u00e3o pessoal a respeito de um determinado tipo penal, mormente depois de ter considerado a primariedade do agente&quot; (TACRIM\u00adSP &#8211; AC &#8211; Rel. Vanderlei Borges &#8211; RJD 23\/214).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso <em>sub judice<\/em>, a senten\u00e7a reconhece, no momento da aferi\u00e7\u00e3o da pena-base,que as quest\u00f5es judiciais de car\u00e1ter pessoal s\u00e3o todas favor\u00e1veis ao Apelante, o que imporia sua fixa\u00e7\u00e3o estribada no m\u00ednimo legal, ou seja quatro anos, e n\u00e3o seis anos com editou a Ju\u00edza <em>a quo<\/em>.. O crit\u00e9rio justo a ser realizado \u00e9 aquele abra\u00e7ado pela maioria de nossos tribunais, ou seja, se a pena base nestes casos deve ser fixada no m\u00ednimo legal, sob pena de ser ajustada no ju\u00edzo <em>ad quem.<\/em><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tDo mesmo modo, tem-se como injustific\u00e1vel o lan\u00e7amento do aumento de pena previsto no \u00a7 2\u00ba, do art. 157 do C\u00f3digo Penal, no seu limite m\u00e1ximo, principalmente, quando se verifica que o fato foi realizado em fun\u00e7\u00e3o da imaturidade dos r\u00e9us e o compromentimento com o uso de drogas, <\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tAssim sendo, se a aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal traz, no texto legal, a exig\u00eancia de se perscrutar todos par\u00e2metros contidos no artigo 59 do CPB, objetivos e subjetivos, \u00e0 luz dos elementos f\u00e1ticos extra\u00eddos do processo, com o cond\u00e3o de individualizar racionalmente a reprimenda de cada r\u00e9u, chegando-se \u00e0 pena-base, no presente feito, tem-se que a conclus\u00e3o do ilustre magistrado sentenciante, n\u00e3o guarda l\u00f3gica, ou racionalidade vez que as circunst\u00e2ncias judiciais, n\u00e3o s\u00e3o de tudo desfavor[\u00e1veis ao Recorrente.<\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tMesmo sabendo-se que aquela avalia\u00e7\u00e3o do art. 59 do CPB. destina-se, no sistema trif\u00e1sico, \u00e0 alcan\u00e7ar a pena base, n\u00e3o se pode negar que deve ter repercuss\u00e3o no segundo e terceiro momentos da equa\u00e7\u00e3o que trata das causas especiais de aumento de pena, pelo que n\u00e3o se justifica o aumento no patamar m\u00e1ximo previsto no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do CPB.<\/p>\n<p>   \t\t\t\t\tPelo conjunto probat\u00f3rio contido no processo e reconhecido na pr\u00f3pria senten\u00e7a recorrida, n\u00e3o h\u00e1 como justificar o aumento da reprimenda do Apelante, acima do m\u00ednimo legal, devendo assim ser efetuado a corrigenda por Este Egr\u00e9gio Sodal\u00edcio.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cPENA &#8211; R\u00e9u prim\u00e1rio &#8211; Pena-base estipulada em limite superior ao m\u00ednimo legal &#8211; Necessidade de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Nenhum condenado tem direito p\u00fablico subjetivo \u00e0 estipula\u00e7\u00e3o da pena-base em seu grau m\u00ednimo. \u00c9 l\u00edcito ao magistrado sentenciante, desde que o fa\u00e7a em ato decis\u00f3rio adequadamente motivado, proceder a uma especial exacerba\u00e7\u00e3o da pena-base. Imp\u00f5e-se, para esse efeito, que a decis\u00e3o judicial encontre suporte em elementos f\u00e1ticos concretizadores das circunst\u00e2ncias judiciais abstratamente referidas pelo artigo 59 do CP, sob pena de o ato de condena\u00e7\u00e3o transformar-se numa inaceit\u00e1vel e arbitr\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o de vontade do magistrado aplicador da lei. (STF &#8211; HC n\u00ba 71.697-GO &#8211; Rel. Min. Celso de Mello &#8211; J. 27.09.94 &#8211; DJU 16.08.96).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&quot;N\u00e3o tem sentido a aplica\u00e7\u00e3o da pena, al\u00e9m do m\u00ednimo legal, a indiv\u00edduo prim\u00e1rio e de bons antecedentes, que vai cumpri-la depois de tantos anos ap\u00f3s o fato criminoso. Na aplica\u00e7\u00e3o da pena o juiz h\u00e1 que buscar o equil\u00edbrio necess\u00e1rio entre o m\u00e1ximo interesse social e o m\u00ednimo de expia\u00e7\u00e3o do r\u00e9u&quot; (TJMG &#8211; AC &#8211; Rel. Jos\u00e9 Arthur &#8211; RT 519\/425).<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Quando as circunst\u00e2ncias judiciais do art. 59 do CP forem favor\u00e1veis ao r\u00e9u, a pena n\u00e3o deve se afastar do m\u00ednimo legal. Na fixa\u00e7\u00e3o da pena, o Juiz deve pautar-se pelos crit\u00e9rios legais para ajust\u00e1-la ao seu fim social e adequ\u00e1-la ao r\u00e9u&quot; (TJMT \u00adAC &#8211; Rel. Carlos Avallone &#8211; RTJE I IS\/229).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tAssim, Senhores Julgadores, n\u00e3o h\u00e1 como chancelar a condena\u00e7\u00e3o imposta pela senten\u00e7a recorrida, principalmente quando a clareza dos elementos produzidos nos autos indica que n\u00e3o existem provas suficientes dos fatos narrados na den\u00fancia, al\u00e9m  do que o  Recorrente, teve participa\u00e7\u00e3o de menor import\u00e2ncia, circunst\u00e2ncia esta n\u00e3o analisada no decreto do Ju\u00edzo <em>a quo<\/em>, e finalmente, teve o aumento de sua pena, injustificavelmente, afastada do m\u00ednimo previsto no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do C\u00f3digo Penal, devendo a senten\u00e7a recorrida ser cassada na forma pleiteada nas presentes raz\u00f5es.<\/p>\n<p>\t\t\t\tVale Frisar que o Acusado, \u00e9 pessoa de excelente relacionamento com sua fam\u00edlia e sua conduta social est\u00e1 integrada dentre da normalidade, \u00e9 tecnicamente prim\u00e1rio, devendo em caso de prevalecer a condena\u00e7\u00e3o ter sua pena fixada no m\u00ednimo legal. <\/p>\n<p> \t\t\t\t<strong>EX POSITIS,<\/strong><\/p>\n<p> espera sejam as presentes raz\u00f5es conhecidas, vez que pr\u00f3prias e tempestivas, e por tudo o mais que dos autos consta,  julgado procedente o apelo para cassar a senten\u00e7a recorrida, <em>in totum<\/em>, decretando-se a <strong>absolvi\u00e7\u00e3o<\/strong> do Apelante, ou, ajustando a reprimenda penal imposta, ao m\u00ednimo legal, pois desta forma Este Egr\u00e9gio Sodal\u00edcio, estar\u00e1 como de costume, editando decis\u00f3rio compat\u00edvel com os mais elevados ditames do direito e da <strong>JUSTI\u00c7A.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\t<\/strong>Nestes termos <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tPede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\tLocal, data<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<strong>________________<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\t    OAB<\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p> Tratado de Derecho Penal, Ed. 1981, Vol. II, p\u00e1g. 1191.  <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[153],"class_list":["post-8270","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-penal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/8270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=8270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}