{"id":7039,"date":"2023-07-13T17:54:25","date_gmt":"2023-07-13T17:54:25","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-13T17:54:25","modified_gmt":"2023-07-13T17:54:25","slug":"apelacao-criminal-roubo-participacao-do-reu-como-coadjuvante","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/apelacao-criminal-roubo-participacao-do-reu-como-coadjuvante\/","title":{"rendered":"[MODELO] Apela\u00e7\u00e3o Criminal \u2013 Roubo \u2013 Participa\u00e7\u00e3o do R\u00e9u como Coadjuvante"},"content":{"rendered":"<p>Raz\u00f5es de Apela\u00e7\u00e3o \u2013 Roubo \u2013 Participa\u00e7\u00e3o de Menor Import\u00e2ncia<\/p>\n<p>RAZ\u00d5ES DE APELA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><strong>Protocolo : &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelante: &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\tEgr\u00e9gio Tribunal,<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\tColenda C\u00e2mara,<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\tInsigne Relator,<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\tO presente recurso tem como escopo a indigna\u00e7\u00e3o, do recorrente, com a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, da lavra da Ju\u00edza da Primeira Vara Criminal de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., que o condenou a uma pena definitiva de &#8230; (&#8230;) anos e &#8230; (&#8230;) meses de reclus\u00e3o a ser cumprida inicialmente no regime fechado, por ter supostamente infringido a norma incriminadora do art. 157, \u00a7 2\u00ba, I, II e V do C\u00f3digo Penal Brasileiro.<\/p>\n<p><strong><em>S\u00daMULA DOS FATOS<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\t\t\t\t\t<\/em><\/strong>A senten\u00e7a recorrida de fls. &#8230;&#8230;., condenou o Recorrente pela suposta pr\u00e1tica  do il\u00edcito penal prescrito no art. 157, \u00a7 2\u00ba, inc. I, II e V de nosso Estatuto Substantivo Penal, imputando-lhe a conduta descrita na den\u00fancia, assim relatada: <\/p>\n<p><strong>\u201c<em>No dia &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., por volta das &#8230;&#8230;&#8230; , no cruzamento da &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; , nesta cidade , os denunciados &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. e &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. , em concurso e com unidade de des\u00edgnios , com o adolescente &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. ,subtra\u00edram , mediante viol\u00eancia , perpetrada com o emprego de arma de fogo e , ainda , restringindo a liberdade de locomo\u00e7\u00e3o da vitima &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, o veiculo &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; , &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, placa &#8230;&#8230;&#8230;&#8230; ( fls&#8230;.), de propriedade de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., bem como os bens m\u00f3veis descritos \u00e0s &#8230;&#8230; dos autos, pertencentes \u00e0 citada v\u00edtima.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> Segundo apurado, no dia dos fatos, a v\u00edtima trafegava pela cidade no autom\u00f3vel supramencionado quando , no cruzamento da &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, enquanto aguardava o sem\u00e1foro abrir, foi abordado pelos denunciados.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> Apurou-se que o denunciado &#8230;&#8230;&#8230; encostou um revolver na cabe\u00e7a da vitima e anunciou um assalto, tomando a dire\u00e7\u00e3o do carro.Os denunciados pegaram ent\u00e3o a carteira e o celular da vitima e logo depois a empurraram para o centro do ve\u00edculo, os denunciados &#8230;&#8230;&#8230;&#8230; e &#8230;&#8230;&#8230;., portando tamb\u00e9m outro revolver, entraram no veiculo pela porta de tr\u00e1s, ,tendo o adolescente &#8230;&#8230;&#8230;&#8230; sentado no banco da frente junto com o denunciado &#8230;&#8230;&#8230;..<\/em><\/strong><\/p>\n<p> <strong><em>Restou apurado que, dentro do carro. O adolescente encapuzou a vitima e os denunciados foram em dire\u00e7\u00e3o d\u00e3o &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., ficando, por aproximadamente uma hora, dando voltas pela cidade, ocasi\u00e3o em que agrediram aquela com murros no nariz, no rosto, pancadas no t\u00f3rax e varias coronhadas tamb\u00e9m no rosto.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\tConsta que em determinado momento, os denunciados pararam o veiculo e colocaram a vitima no porta-malas do autom\u00f3vel, seguindo, posteriormente, rumo \u00e0 cidade de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Segundo que consta, os denunciados ao pararem no &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, perceberam a presen\u00e7a de policiais militares.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Informam os autos que os policiais militares, assim que avistaram o veiculo da vitima, j\u00e1 avisados do roubo, iniciaram um persegui\u00e7\u00e3o, consta que os denunciados e a policia passaram a trocar tiros, sendo que, em determinado, momento, aqueles pararam o veiculo, j\u00e1 nas proximidades do trevo de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., e empreenderam fuga pelo matagal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t Durante a fase instrut\u00f3ria, n\u00e3o se apurou de forma clara e inconteste a suposta participa\u00e7\u00e3o do Acusado\/defendente na pr\u00e1tica do il\u00edcito penal denunciado, ficando a autoria, com rela\u00e7\u00e3o a sua pessoa, nebulosa e controvertida tendo a senten\u00e7a recorrida emitido ju\u00edzo temer\u00e1rio ao condena-lo a uma exacerbada pena constritiva da liberdade. <\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\tA prova produzida no processo n\u00e3o contraria a vers\u00e3o apresentada pelo acusado devendo assim ser cassada a senten\u00e7a proferida pela ilustre magistrada que presidiu o feito de cogni\u00e7\u00e3o, de forma que embora tenha ficado claro e evidente sua n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o ativa nos fatos narrados na exordial, culminou o procedimento, injustificadamente, com \u00e9dito condenat\u00f3rio. <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso vertente, o conjunto de provas jurisdicionalizadas demonstra que a parte\/acusa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se desincumbiu do <em>\u00f4nus probandi<\/em>, que a impunha a incumb\u00eancia processualde trazer para os autos provas da realidade dos fatos deduzidos na pretens\u00e3o punitiva o que imp\u00f5e a pronta e eficaz cassa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a vergastada. <\/p>\n<p>\t\t\t\tAdemais, a vers\u00e3o apresentada pela v\u00edtima n\u00e3o aponta com exatid\u00e3o qual foi o grau de participa\u00e7\u00e3o do Apelante, raz\u00e3o pela qual nada impede de dar credibilidade aos fatos da forma narrada em seu interrogat\u00f3rio de fls. &#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>\t\t\t\tPor outro lado, Senhor Relator, a senten\u00e7a recorrida restou carente de fundamenta\u00e7\u00e3o ao fixar a pena-base acima do m\u00ednimo legal, do mesmo modo que de forma injusta, no segundo momento da dosimetria da reprimenda, elevou no limite m\u00e1ximo a  majora\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do CPB, quando pela an\u00e1lise das quest\u00f5es judiciais, verifica-se que a pena-base deveria ser ancorada no m\u00ednimo legal assim como a majorante referente as qualificadoras deveria ser dosadas no patamar de um  ter\u00e7o (&#8230;.) e n\u00e3o na metade como fez a Ju\u00edza sentenciante.<\/p>\n<\/p>\n<h3>DO DIREITO<\/h3>\n<p>\t\t\t\t\tSenhores Desembargadores, consoante o entendimento doutrin\u00e1rio-jurisprudencial dominante, a pretens\u00e3o deduzida na exordial acusat\u00f3ria para que tenha repercuss\u00e3o jur\u00eddica deve ser amplamente provada durante a instru\u00e7\u00e3o criminal desenvolvida sob o manto da garantia constitucional do contradit\u00f3rio, assumindo a acusa\u00e7\u00e3o oficial o <em>\u00f4nus probandi<\/em> da autoria, da materialidade e de todas as circunst\u00e2ncias do fato. \u00c9 corrente o entendimento, de  que o crime, como entidade jur\u00eddico-penal, s\u00f3 se aperfei\u00e7oa ou se consuma quando o agente realiza todos elementos que comp\u00f5em a descri\u00e7\u00e3o do tipo legal. <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso vertente, o conjunto de provas d\u00e1 conta de que a parte <em>ex adversa<\/em>, n\u00e3o se desincumbiu do <em>\u00f4nus probandi<\/em>, de trazer para os autos provas da realidade dos fatos deduzidos na pretens\u00e3o punitiva o que torna injustific\u00e1vel a condena\u00e7\u00e3o imposta pelo Ju\u00edzo de piso, impondo, assim, a reforma <em>in totum <\/em>da senten\u00e7a hostilizada, consoante entendimento esposado pela jurisprud\u00eancia hodierna, conforme os seguinte arestos:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cN\u00e3o se presumindo a culpa, deve ser cumpridamente provada, dentro dos elementos  de sua configura\u00e7\u00e3o, desprezadas as dedu\u00e7\u00f5es e as ila\u00e7\u00f5es  ou a conclus\u00f5es  que n\u00e3o se assentem em prova concreta, acima de qualquer d\u00favida\u201d (Revista Forense 175\/375).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201c\u00d4nus da prova. As alega\u00e7\u00f5es relativas ao fatos objeto da pretens\u00e3o punitiva  t\u00eam de ser provadas pelo acusador , incumbindo ao acusado, demonstrar apenas  os fatos impeditivos e extintivos\u201d (JTACrim \u2013 72\/243). <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cCulpa. Presun\u00e7\u00e3o. A culpa n\u00e3o se presume  em nosso ordenamento jur\u00eddico penal, devendo ser demonstrada  de maneira positiva e cabal para justificar uma condena\u00e7\u00e3o\u201d (JTACrim \u2013 73\/364).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cAo Minist\u00e9rio P\u00fablico cabe o \u00f4nus da prova  acusat\u00f3ria, ou seja, da materialidade do fato e sua autoria . Ao acusado t\u00e3o-s\u00f3  incumbe a prova  de eventuais fatos impeditivos  ou extintivos da imputa\u00e7\u00e3o\u201d (EI 174449 \u2013 TACrimSP \u2013 Rel. Weiss de Andrade).<\/p>\n<p><strong><em>\u201ca favor de o r\u00e9u \u00e9 presumida a inoc\u00eancia, at\u00e9 que se demonstre o contr\u00e1rio. Assim, basta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o promover  prova capaz de infundir a certeza moral no esp\u00edrito do julgador para que obtenha decreto absolut\u00f3rio\u201d (Ap.1987.889 \u2013 TACrimSP \u2013 Rel. Weiss de Andrade).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Pena Exacerbada<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tA fixa\u00e7\u00e3o da pena dentro das balizas estabelecidas pelas margens penais constitui, conforme o art. 59 da Parte Geral do C\u00f3digo Penal, de 1984, uma tarefa que o juiz deve desempenhar de modo discricion\u00e1rio, mas n\u00e3o arbitr\u00e1rio. O juiz possui, no processo individualizador da pena, uma larga margem de discricionariedade, mas n\u00e3o se trata de discricionariedade livre e, sim, como anota <strong><em>Jescheck<\/em> <sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup> <\/strong>de discricionariedade juridicamente vinculada, posto que est\u00e1 preso \u00e0s finalidades da pena e aos fatores determinantes do <em>quantum <\/em>punitivo.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tConsoante o entendimento adotado pela doutrina e jurisprud\u00eancia dominante, o objetivo da pena n\u00e3o \u00e9 eternizar ou infernizar a situa\u00e7\u00e3o do apenado. Para reintegra-lo  ou reinseri-lo no conv\u00edvio social torna-se fundamental dinamizar o tratamento prisional, utilizando-se de crit\u00e9rios repressivos, mais salutares que a pris\u00e3o, para a ajustar a pena ao seu fim de profilaxia social.<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Na fixa\u00e7\u00e3o da pena o juiz deve pautar-se pelos crit\u00e9rios legais e recomendados pela doutrina, para ajust\u00e1-la ao seu fim social e adequ\u00e1-la ao seu destinat\u00e1rio e ao caso concreto\u201d (TJMT &#8211; AC &#8211; Rel. Shelma Lombardi de Kato &#8211; RT 612\/353).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&quot;Na fixa\u00e7\u00e3o da reprimenda o Magistrado deve atender e buscar o equil\u00edbrio necess\u00e1rio entre o interesse social e a expia\u00e7\u00e3o, sempre visando ao sentido bin\u00e1rio da pena, verdadeira pedra de toque do direito penal moderno: reinser\u00e7\u00e3o social e expiat\u00f3rio-aflitivo, afei\u00e7oando-se ao princ\u00edpio da humanidade da pena, finalidades atribu\u00eddas pelo estatuto repressivo p\u00e1trio&quot; (TRF (4\u00aa Reg.) &#8211; AC \u00adRel. Gilson Dipp &#8211; RTJE 152\/267).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&quot;Nunca \u00e9 demais lembrar que o fim \u00faltimo da pena n\u00e3o \u00e9 o de eternizar e muito menos infernizar a situa\u00e7\u00e3o do apenado; para reintegr\u00e1-lo, ou reinseri-lo ao meio social torna-se fundamental dinamizar o tratamento prisional estimulando o homem apenado e preparando-o necessariamente para o retorno. A esperan\u00e7a de momentos mais f\u00e1ceis e menos rigorosos, de liberdade ainda distante, \u00e9 inerente ao complexo tema da recupera\u00e7\u00e3o do condenado&quot; (TARS &#8211; RA 290108117 &#8211; JUTARS 76\/27).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&quot;O Juiz n\u00e3o pode, sem nenhum dado concreto, carregar na dosimetria da pena, arbitrariamente e segundo sua opini\u00e3o pessoal a respeito de um determinado tipo penal, mormente depois de ter considerado a primariedade do agente&quot; (TACRIM\u00adSP &#8211; AC &#8211; Rel. Vanderlei Borges &#8211; RJD 23\/214).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo caso <em>sub judice<\/em>, a senten\u00e7a reconhece, no momento da aferi\u00e7\u00e3o da pena-base,que as quest\u00f5es judiciais de car\u00e1ter pessoal s\u00e3o todas favor\u00e1veis ao Apelante, o que imporia sua fixa\u00e7\u00e3o estribada no m\u00ednimo legal, ou seja quatro anos, e n\u00e3o seis anos com editou a Ju\u00edza <em>a quo<\/em>.. O crit\u00e9rio justo a ser realizado \u00e9 aquele abra\u00e7ado pela maioria de nossos tribunais, ou seja, se a pena base nestes casos deve ser fixada no m\u00ednimo legal, sob pena de ser ajustada no ju\u00edzo <em>ad quem.<\/em><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tDo mesmo modo, tem-se como injustific\u00e1vel o lan\u00e7amento do aumento de pena previsto no \u00a7 2\u00ba, do art. 157 do C\u00f3digo Penal, no seu limite m\u00e1ximo, principalmente, quando se verifica que o fato foi realizado em fun\u00e7\u00e3o da imaturidade dos r\u00e9us e o compromentimento com o uso de drogas, <\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tAssim sendo, se a aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o penal traz, no texto legal, a exig\u00eancia de se perscrutar todos par\u00e2metros contidos no artigo 59 do CPB, objetivos e subjetivos, \u00e0 luz dos elementos f\u00e1ticos extra\u00eddos do processo, com o cond\u00e3o de individualizar racionalmente a reprimenda de cada r\u00e9u, chegando-se \u00e0 pena-base, no presente feito, tem-se que a conclus\u00e3o do ilustre magistrado sentenciante, n\u00e3o guarda l\u00f3gica, ou racionalidade vez que as circunst\u00e2ncias judiciais, n\u00e3o s\u00e3o de tudo desfavor[\u00e1veis ao Recorrente.<\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tMesmo sabendo-se que aquela avalia\u00e7\u00e3o do art. 59 do CPB. destina-se, no sistema trif\u00e1sico, \u00e0 alcan\u00e7ar a pena base, n\u00e3o se pode negar que deve ter repercuss\u00e3o no segundo e terceiro momentos da equa\u00e7\u00e3o que trata das causas especiais de aumento de pena, pelo que n\u00e3o se justifica o aumento no patamar m\u00e1ximo previsto no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do CPB.<\/p>\n<p>   \t\t\t\t\tPelo conjunto probat\u00f3rio contido no processo e reconhecido na pr\u00f3pria senten\u00e7a recorrida, n\u00e3o h\u00e1 como justificar o aumento da reprimenda do Apelante, acima do m\u00ednimo legal, devendo assim ser efetuado a corrigenda por Este Egr\u00e9gio Sodal\u00edcio.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cPENA &#8211; R\u00e9u prim\u00e1rio &#8211; Pena-base estipulada em limite superior ao m\u00ednimo legal &#8211; Necessidade de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Nenhum condenado tem direito p\u00fablico subjetivo \u00e0 estipula\u00e7\u00e3o da pena-base em seu grau m\u00ednimo. \u00c9 l\u00edcito ao magistrado sentenciante, desde que o fa\u00e7a em ato decis\u00f3rio adequadamente motivado, proceder a uma especial exacerba\u00e7\u00e3o da pena-base. Imp\u00f5e-se, para esse efeito, que a decis\u00e3o judicial encontre suporte em elementos f\u00e1ticos concretizadores das circunst\u00e2ncias judiciais abstratamente referidas pelo artigo 59 do CP, sob pena de o ato de condena\u00e7\u00e3o transformar-se numa inaceit\u00e1vel e arbitr\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o de vontade do magistrado aplicador da lei. (STF &#8211; HC n\u00ba 71.697-GO &#8211; Rel. Min. Celso de Mello &#8211; J. 27.09.94 &#8211; DJU 16.08.96).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&quot;N\u00e3o tem sentido a aplica\u00e7\u00e3o da pena, al\u00e9m do m\u00ednimo legal, a indiv\u00edduo prim\u00e1rio e de bons antecedentes, que vai cumpri-la depois de tantos anos ap\u00f3s o fato criminoso. Na aplica\u00e7\u00e3o da pena o juiz h\u00e1 que buscar o equil\u00edbrio necess\u00e1rio entre o m\u00e1ximo interesse social e o m\u00ednimo de expia\u00e7\u00e3o do r\u00e9u&quot; (TJMG &#8211; AC &#8211; Rel. Jos\u00e9 Arthur &#8211; RT 519\/425).<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Quando as circunst\u00e2ncias judiciais do art. 59 do CP forem favor\u00e1veis ao r\u00e9u, a pena n\u00e3o deve se afastar do m\u00ednimo legal. Na fixa\u00e7\u00e3o da pena, o Juiz deve pautar-se pelos crit\u00e9rios legais para ajust\u00e1-la ao seu fim social e adequ\u00e1-la ao r\u00e9u&quot; (TJMT \u00adAC &#8211; Rel. Carlos Avallone &#8211; RTJE I IS\/229).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tAssim, Senhores Julgadores, n\u00e3o h\u00e1 como chancelar a condena\u00e7\u00e3o imposta pela senten\u00e7a recorrida, principalmente quando a clareza dos elementos produzidos nos autos indica que n\u00e3o existem provas suficientes dos fatos narrados na den\u00fancia, al\u00e9m  do que o  Recorrente, teve participa\u00e7\u00e3o de menor import\u00e2ncia, circunst\u00e2ncia esta n\u00e3o analisada no decreto do Ju\u00edzo <em>a quo<\/em>, e finalmente, teve o aumento de sua pena, injustificavelmente, afastada do m\u00ednimo previsto no \u00a7 2\u00ba do art. 157 do C\u00f3digo Penal, devendo a senten\u00e7a recorrida ser cassada na forma pleiteada nas presentes raz\u00f5es.<\/p>\n<p>\t\t\t\tVale Frisar que o Acusado, \u00e9 pessoa de excelente relacionamento com sua fam\u00edlia e sua conduta social est\u00e1 integrada dentre da normalidade, \u00e9 tecnicamente prim\u00e1rio, devendo em caso de prevalecer a condena\u00e7\u00e3o ter sua pena fixada no m\u00ednimo legal. <\/p>\n<p> \t\t\t\t<strong>Pelo exposto<\/strong>, Espera sejam as presentes raz\u00f5es conhecidas, vez que pr\u00f3prias e tempestivas, e por tudo o mais que dos autos consta,  julgado procedente o apelo para cassar a senten\u00e7a recorrida, <em>in totum<\/em>, decretando-se a <strong>absolvi\u00e7\u00e3o<\/strong> do Apelante, ou, ajustando a reprimenda penal imposta, ao m\u00ednimo legal, pois desta forma Este Egr\u00e9gio Sodal\u00edcio, estar\u00e1 como de costume, editando decis\u00f3rio compat\u00edvel com os mais elevados ditames do direito e da <strong>JUSTI\u00c7A.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\t<\/strong>Nestes termos <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tPede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\tLocal, data.<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<strong>___________________<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t\t\t    OAB<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p> Tratado de Derecho Penal, Ed. 1981, Vol. II, p\u00e1g. 1191.  <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[153],"class_list":["post-7039","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-penal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/7039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=7039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}