{"id":6181,"date":"2023-07-13T17:14:49","date_gmt":"2023-07-13T17:14:49","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-13T17:14:49","modified_gmt":"2023-07-13T17:14:49","slug":"pedido-de-prioridade-na-tramitacao-por-portador-de-doenca-grave-acao-de-obrigacao-de-fazer","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/pedido-de-prioridade-na-tramitacao-por-portador-de-doenca-grave-acao-de-obrigacao-de-fazer\/","title":{"rendered":"[MODELO] Pedido de Prioridade na Tramita\u00e7\u00e3o por Portador de Doen\u00e7a Grave  &#8211;  A\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00e3o de Fazer"},"content":{"rendered":"<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA C\u00cdVEL DA CIDADE <\/p>\n<p><strong>PEDE PRIORIDADE NA TRAMITA\u00c7\u00c3O DA A\u00c7\u00c3O \u2013 <\/strong><\/p>\n<p><strong>AUTOR DA A\u00c7\u00c3O PORTADOR DE DOEN\u00c7A GRAVE <\/strong><\/p>\n<p><strong>(art. 1.048, inc. I do CPC)<\/strong><\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o de Obriga\u00e7\u00e3o de Fazer c\/c Indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Proc. n\u00ba. 00.22.33.000\/2016.0001\/00<\/p>\n<p><em>Autor: Manuel das Quantas<\/em><\/p>\n<p>R\u00e9u: Plano de Sa\u00fade Zeta<\/p>\n<p>\t\t\t\t<strong>MANUEL DAS QUANTAS<\/strong><em>,<\/em> \u00e1 qualificado na exordial desta querela, vem, com o devido respeito \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, por interm\u00e9dio de seu patrono que abaixo assina, para, <em>na quinzena legal<\/em>, com suporte no <strong>art. 303, \u00a7 1\u00ba, inc. I, da Legisla\u00e7\u00e3o Adjetiva Civil,<\/strong> formular requerimento de <\/p>\n<p><strong>ADITAMENTO \u00c0 INICIAL <\/strong><\/p>\n<p>raz\u00e3o qual traz \u00e0 cola\u00e7\u00e3o argumentos complementares, acostar novos documentos probat\u00f3rios e, por fim, confirmar seu pedido de tutela final anteriormente pleiteada.<strong>  <\/strong><\/p>\n<p><strong>( i ) EXPOSI\u00c7\u00c3O F\u00c1TICAS COMPLEMENTARES  <\/strong><\/p>\n<p><strong>(CPC, art. 303, <em>caput c\/c <\/em>\u00a7 1\u00ba, inc. I)<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tA O Promovente mant\u00e9m v\u00ednculo contratual de assist\u00eancia de sa\u00fade com a R\u00e9, desde o dia 00 de mar\u00e7o de 0000, cujo contrato e carteira de conv\u00eanio seguem anexos (<strong>docs. 02\/04<\/strong>). <\/p>\n<p>\t\t\t\tEsse, de outro bordo, em 00\/11\/2222, sofrera um AVC isqu\u00eamico. (<strong>doc. 05<\/strong>) Diante disso, urgentemente fora levado ao Hospital de Tal, conveniado junto \u00e0 R\u00e9. (<strong>doc. 06<\/strong>) Ap\u00f3s per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o de quatro dias, o Promovente tivera alta. (fl. 15)<\/p>\n<p> \t\t\t\tTodavia, o quadro cl\u00ednico do Autor, atualmente e naquela ocasi\u00e3o, <strong>reclama demasiados cuidados<\/strong>, fato esse, at\u00e9 mesmo, inserto no prontu\u00e1rio do ent\u00e3o paciente, ora Autor. (<strong>doc. 07<\/strong>) <\/p>\n<p> \t\t\t\tO neurocirurgi\u00e3o Dr. Francisco de Tal (CRM\/CE 0000), em visita cl\u00ednica feita na resid\u00eancia do Autor, ap\u00f3s longos exames feitos <em>in loco, <\/em>advertiu que havia um risco potencial do quadro agravar-se. Em raz\u00e3o disso, o mesmo prescreveu e recomendou, expressamente, que \u201c<em>o paciente necessita com urg\u00eancia de atendimento domiciliar de equipe multidisciplinar, 24 horas por dia.<\/em> \u201c (fls. 17)\t<\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tImediatamente os familiares do Autor procuraram receber autoriza\u00e7\u00e3o da R\u00e9. Em v\u00e3o. Mesmo em decorr\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o plano de sa\u00fade demandado recusou tal pretens\u00e3o.  <\/p>\n<p> \t\t\t\tA Promovida se utilizou do argumento p\u00edfio de que <strong>n\u00e3o haveria cobertura contratual para isso.<\/strong> Acrescentou, ainda, no entendimento vesgo, que existia at\u00e9 mesmo cl\u00e1usula expressa vedando atendimento domiciliar (cl\u00e1usula 17).<\/p>\n<p> \t\t\t\tReferido tratamento domiciliar tivera in\u00edcio em 00\/11\/2222, todavia por for\u00e7a da tutela de urg\u00eancia concedida por este ju\u00edzo. (<strong>doc. 04<\/strong>) \t\t\t<\/p>\n<p><em>Hoc ipsum est<\/em><\/p>\n<p><strong>( ii ) DO DIREITO  <\/strong><\/p>\n<p>\t \t\t\tA recusa da R\u00e9 \u00e9 alicer\u00e7ada no que expressa a <strong>cl\u00e1usula XVII<\/strong> do contrato em refer\u00eancia, que assim reza (fls. 07\/13):<\/p>\n<p><strong>CL\u00c1USULA XVII \u2013 CONDI\u00c7\u00d5ES N\u00c3O COBERTAS PELO CONTRATO<\/strong><\/p>\n<p>VII) Tratamento ou qualquer procedimento domiciliar (\u201chome care\u201d). <\/p>\n<p> \t\t\t\tEntrementes, tal conduta n\u00e3o tem abrigo legal. <\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tAlega a Promovida que, sendo pretens\u00e3o de atendimento domiciliar, sua cobertura est\u00e1 exclu\u00edda do plano contratado. <\/p>\n<p> \t\t\t\t<strong>N\u00e3o \u00e9 prerrogativa do plano de sa\u00fade excluir<\/strong>, por meio de cl\u00e1usulas, o tipo de <strong>tratamento terap\u00eautico indicado<\/strong> por profissional da medicina. Provavelmente, poderia <em>restringir as doen\u00e7as<\/em> que n\u00e3o teriam atendimento. <\/p>\n<p> \t\t\t\tSeguramente a cl\u00e1usula \u00e9, m\u00e1xime \u00e0 luz do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, abusiva. Muito pelo contr\u00e1rio, na d\u00favida, a interpreta\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas dos contratos de ades\u00e3o, que \u00e9 o caso, deve ser de forma mais favor\u00e1vel ao consumidor. (<strong>CDC, art. 47 c\/c art. 54<\/strong>). Ora, o atendimento domiciliar indicado nada mais \u00e9 do que a continua\u00e7\u00e3o do tratamento hospitalar anterior. Por isso, se aquele \u00e9 poss\u00edvel, n\u00e3o d\u00favida que esse tamb\u00e9m ser\u00e1 permitido. <\/p>\n<\/p>\n<p>         \t\t\t\tDestacando-se que a cl\u00e1usula \u00e9 d\u00fabia, trazemos \u00e0 cola\u00e7\u00e3o, no plano da doutrina, a obra &quot;<strong>C\u00f3digo Brasileiro de Defesa do Consumidor comentado pelos autores do anteprojeto<\/strong>&quot;, onde se extrai a seguinte li\u00e7\u00e3o: <\/p>\n<p>&quot;O c\u00f3digo exige que a reda\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais seja feita de modo a facilitar sua compreens\u00e3o pelo consumidor para que a obriga\u00e7\u00e3o por ele assumida para com o fornecedor possa ser exig\u00edvel. <\/p>\n<p>O cuidado que se deve ter na reda\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais, especialmente das cl\u00e1usulas contratuais gerais que precedem futuro contrato de ades\u00e3o, compreende a necessidade de desenvolver-se a reda\u00e7\u00e3o na linguagem direta, cuja l\u00f3gica facilita sobremodo sua compreens\u00e3o. De outra parte, deve-se evitar, tanto quanto poss\u00edvel, a utiliza\u00e7\u00e3o de termos lingu\u00edsticos muito elevados, express\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o usuais e palavras em outros idiomas. (&#8230;) <\/p>\n<p>&quot;\u00c9 preciso tamb\u00e9m que o sentido das cl\u00e1usulas seja claro e de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Do contr\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 exigibilidade do comando emergente dessa cl\u00e1usula, desonerando-se da obriga\u00e7\u00e3o o consumidor.&quot; (<em>C\u00f3digo Brasileiro de Defesa do Consumidor comentado pelos autores do anteprojeto<\/em>. 10\u00aa Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011, pp. 557-558. \u201c Coment\u00e1rios de Nelson Nery J\u00fanior ao artigo 46). <\/p>\n<p> \t\t\t\tSabendo-se que o atendimento domiciliar est\u00e1 intrinsecamente ligado ao ato cir\u00fargico anterior, <strong>deve ser considerada abusiva a conduta do plano de sa\u00fade<\/strong>. Ao negar o direito \u00e0 cobertura prevista no contrato celebrado entre as partes, como dito alhures, em face da extremada dubiedade na <em>mens legis contratualis <\/em>que se objetiva no contrato, tal proceder traz not\u00f3rio confronto \u00e1 disciplina do C\u00f3digo Consumerista:<\/p>\n<p><strong>C\u00d3DIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR<\/strong><\/p>\n<p>Art. 6\u00ba &#8211; S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>III \u2013 a <strong>informa\u00e7\u00e3o adequada e clara<\/strong> sobre os diferentes produtos e servi\u00e7os, com especifica\u00e7\u00e3o correta de quantidade, caracter\u00edsticas, composi\u00e7\u00e3o, qualidade e pre\u00e7o, bem como sobre os riscos que apresentem; \u201c<\/p>\n<p>\u201cArt. 47 &#8211; As cl\u00e1usulas contratuais <strong>ser\u00e3o interpretadas de maneira mais favor\u00e1vel ao consumidor<\/strong>.&quot; <\/p>\n<p>\u201cArt. 51 \u2013 <strong>S\u00e3o nulas de pleno direito<\/strong>, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>IV \u2013 <strong>estabele\u00e7am obriga\u00e7\u00f5es consideradas in\u00edquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompat\u00edveis com a boa-f\u00e9 ou a equidade<\/strong>; <\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba &#8211; Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>II \u2013 <strong>restringe direitos ou obriga\u00e7\u00f5es fundamentais inerentes \u00e0 natureza e conte\u00fado do contrato<\/strong>, o interesse das partes e outras circunst\u00e2ncias peculiares ao caso. \u201c<\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tPor essas raz\u00f5es, entendemos que a negativa de atendimento domiciliar atenta contra a boa-f\u00e9 objetiva e a fun\u00e7\u00e3o social do servi\u00e7o prestado, nos termos do C\u00f3digo Civil. Al\u00e9m do mais, fere a dignidade da pessoa humana e outros princ\u00edpios fundamentais da CF\/88.<\/p>\n<p> \t\t\t\tConforme rege o C\u00f3digo Civil, a Lei vem para limitar a autonomia de vontade, tendo o Estado um papel de intervencionismo cada vez maior nas rela\u00e7\u00f5es contratuais. Por esse norte, deve-se ser levado em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e a fun\u00e7\u00e3o social do contrato.<\/p>\n<p>  \t\t\t\tCom efeito, a R\u00e9, ao tomar essa medida de recusa abusiva, negando o tratamento em raz\u00e3o do fator pre\u00e7o, <strong>coisificou a vida como objeto<\/strong>. \t\t<\/p>\n<p> \t\t\t\tA nossa Carta Pol\u00edtica exalta o <strong>princ\u00edpio da dignidade humana <\/strong>(<strong>CF, art. 1\u00ba, inc. III<\/strong>), onde n\u00e3o se pode fazer a redu\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mero objeto do Estado de terceiros. Veda-se, como dito, a coisifica\u00e7\u00e3o da pessoa, ou seja, a vida da pessoa humana. Aqui estamos diante de um tr\u00edplice cen\u00e1rio, ou seja: concernentes \u00e0s prerrogativas constitucionais do cidad\u00e3o, a limita\u00e7\u00e3o da autonomia de vontade e \u00e0 venera\u00e7\u00e3o dos direitos da personalidade. <\/p>\n<p> \t\t\t\tAdemais versa o <strong>art. 196 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong> que:<\/p>\n<p><strong>CONSTITUI\u00c7\u00c3O FEDERAL <\/strong><\/p>\n<p><em>Art. 196. A sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado, garantido mediante pol\u00edticas sociais e econ\u00f4micas que visem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7a e de outros agravos e ao acesso universal e igualit\u00e1rio \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para sua promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tNesse compasso, extrai-se o direito \u00e0 pr\u00f3pria vida com qualidade e dignidade, consubstancia direito fundamental inerente a todo ser humano, de sorte que n\u00e3o pode ficar \u00e0 merc\u00ea de meros interesses econ\u00f4micos-financeiros, de cunho lucrativo. \t\t<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t\u00c9 altamente ilustrativo colacionarmos <strong>precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>, <em>verbis<\/em>:<\/p>\n<p><strong>CIVIL. <\/strong><\/p>\n<p>Processual civil. Agravo em Recurso Especial. Manejado sob a \u00e9gide do NCPC. Recurso Especial interposto sob a \u00e9gide do CPC\/73. A\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer c\/c indeniza\u00e7\u00e3o decorrentes da negativa de cobertura de plano de sa\u00fade home care. Alega\u00e7\u00e3o de ofensa ao art. 535 do CPC\/73. Inexist\u00eancia. Consumidor. Obrigatoriedade do tratamento nos moldes fixados pelo m\u00e9dico. Cl\u00e1usula contratual de n\u00e3o cobertura de tratamento domiciliar. Abusividade. S\u00famula n\u00ba 83 do STJ. Agravo conhecido. Recurso Especial n\u00e3o provido. <a id=\"_Hlk485896096\"><\/a>(STJ; AREsp 1.089.064; Proc. 2017\/0089810-3; SP; Terceira Turma; Rel. Min. Moura Ribeiro; DJE 19\/06\/2017)<\/p>\n<p><strong>AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRATAMENTO M\u00c9DICO DOMICILIAR (HOME CARE). CL\u00c1USULA CONTRATUAL OBSTATIVA. ABUSIVIDADE. S\u00daMULA N\u00ba 83 DO STJ. IMPUGNA\u00c7\u00c3O. ARTIGOS 932, III, E 1.021, \u00a7 1\u00ba, DO CPC DE 2015. S\u00daMULA N\u00ba 182 DO STJ. AGRAVO N\u00c3O CONHECIDO. <\/strong><\/p>\n<p>1. De acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ, o plano de sa\u00fade pode estabelecer as doen\u00e7as que ter\u00e3o cobertura, mas n\u00e3o o tipo de tratamento utilizado para a cura de cada uma, sendo abusiva a cl\u00e1usula contratual que exclui tratamento domiciliar (home care) quando essencial para garantir a sa\u00fade ou a vida do segurado. Incid\u00eancia da S\u00famula n\u00ba 83 do STJ. 2. Nos termos dos artigos 932, III, e 1.021, \u00a7 1\u00ba, do CPC de 2015 e da S\u00famula n\u00ba 182 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e9 invi\u00e1vel o agravo interno que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o agravada. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (STJ; AgInt-AREsp 904.608; Proc. 2016\/0099233-4; PE; Rel\u00aa Min\u00aa Isabel Gallotti; DJE 02\/06\/2017)<\/p>\n<p><strong>CIVIL, CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. <\/strong><\/p>\n<p>Agravo em Recurso Especial. Recurso manejado sob a \u00e9gide do NCPC. Plano de sa\u00fade. Negativa de presta\u00e7\u00e3o jurisdicional. Inocorr\u00eancia. Home care. Cobertura. Negativa indevida. Precedentes. Incid\u00eancia da S\u00famula n\u00ba 83 do STJ. Falta de prequestionamento. Incid\u00eancia da S\u00famula n\u00ba 211 do STJ. Agravo conhecido. Recurso Especial n\u00e3o provido. (STJ; AREsp 1.040.703; Proc. 2017\/0004772-7; RJ; Terceira Turma; Rel. Min. Moura Ribeiro; DJE 19\/05\/2017)<\/p>\n<p> \t\t\t\tN\u00e3o fosse isso o suficiente, vejamos outros julgados com id\u00eantica orienta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. PLANO DE SA\u00daDE. A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER. <\/strong><\/p>\n<p>Decis\u00e3o que concedeu tutela provis\u00f3ria para determinar que a r\u00e9 providencie o tratamento home care da autora, no prazo de 05 dias, sob pena de serem tomadas as medidas necess\u00e1rias \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o da medida. Relat\u00f3rio m\u00e9dico descrevendo que a autora necessita de fisioterapia e cuidados gerais nas 24 horas do dia, para aux\u00edlio na administra\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, e troca de fraldas, j\u00e1 que tem incontin\u00eancia urin\u00e1ria e fecal. Havendo expressa indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para a utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de home care, revela-se abusiva a cl\u00e1usula de exclus\u00e3o inserida na aven\u00e7a, que n\u00e3o pode prevalecer. S\u00famula n\u00ba 90 deste Egr\u00e9gio Tribunal de Justi\u00e7a. Probabilidade do direito pleiteado em tutela provis\u00f3ria, bem como perigo de dano \u00e0 sa\u00fade da autora. Caracteriza\u00e7\u00e3o dos requisitos para a tutela de urg\u00eancia deferida pelo ju\u00edzo a quo. Artigo 300, caput, do C\u00f3digo de Processo Civil. Decis\u00e3o mantida. Recurso n\u00e3o provido. (TJSP; AI 2059948-43.2017.8.26.0000; Ac. 10483708; Ara\u00e7atuba; Sexta C\u00e2mara de Direito Privado; Rel. Des. Rodolfo Pellizari; Julg. 01\/06\/2017; DJESP 21\/06\/2017; P\u00e1g. 1751)<\/p>\n<p><strong>CONSUMIDOR E CIVIL. PLANO DE SA\u00daDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PARA DOEN\u00c7A N\u00c3O CONSTANTE NA BULA. OFF LABEL. ATENDIMENTO M\u00c9DICO DOMICILIAR (HOME CARE). RELA\u00c7\u00c3O DE CONSUMO. S\u00daMULA N\u00ba 469 STJ. TRATAMENTO INDICADO POR M\u00c9DICO ESPECIALISTA. EXCE\u00c7\u00c3O PREVISTA CONTRATUALMENTE. EXCLUS\u00c3O DE TRATAMENTO. ABUSIVIDADE. NECESSIDADE DE TRATAMENTO COMPROVADA. OBRIGA\u00c7\u00c3O CONTRATUAL. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. SENTEN\u00c7A MANTIDA. <\/strong><\/p>\n<p>1. As regras insertas no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor se aplicam na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabelecida entre segurado e operadora de plano de sa\u00fade, conforme preceitua o Enunciado n\u00ba 469, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. 2. N\u00e3o compete ao plano de sa\u00fade perquirir a forma de tratamento destinada ao controle da mol\u00e9stia pela qual o paciente foi acometido, devendo seguir a indica\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico especialista, pois o prestador de servi\u00e7os pode limitar as doen\u00e7as cobertas pelo contrato de assist\u00eancia m\u00e9dica, mas n\u00e3o os tratamentos, sob pena de esvaziamento da fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua do contrato de plano de sa\u00fade. 3. O fornecimento de medicamento indispens\u00e1vel para tratamento de doen\u00e7a coberta pelo contrato de plano de sa\u00fade, desde que indicado pelo m\u00e9dico especialista, \u00e9 medida que se imp\u00f5e, ainda que se trate de mol\u00e9stia off label, ou seja, que a doen\u00e7a ainda n\u00e3o conste na bula do referido medicamento. Esse fato, por si s\u00f3, n\u00e3o impede que o profissional de sa\u00fade receite o medicamento, se entender necess\u00e1rio, mormente quando a f\u00e1rmaco j\u00e1 se encontra dispon\u00edvel para venda no Brasil. 4. A compensa\u00e7\u00e3o por dano moral visa a retribuir minimamente ao autor, em raz\u00e3o da dor e da humilha\u00e7\u00e3o sofridas, o que, ap\u00f3s exame das provas dos autos, \u00e9 medida que se imp\u00f5e. 5. Recurso desprovido. Senten\u00e7a mantida. (TJDF; APC 2014.01.1.071697-2; Ac. 102.2147; Quinta Turma C\u00edvel; Rel. Des. Josaph\u00e1 Francisco dos Santos; Julg. 31\/05\/2017; DJDFTE 13\/06\/2017)<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPA\u00c7\u00c3O DOS EFEITOS DA TUTELA. OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER COM RELA\u00c7\u00c3O AO PLANO DE SA\u00daDE. ATENDIMENTO HOME CARE. DECIS\u00c3O MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>Merece ser mantida a decis\u00e3o atacada, que antecipou os efeitos da tutela, quando presentes elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado \u00fatil do processo. <a id=\"_Hlk485896158\"><\/a>(TJMS; AI 1406098-50.2016.8.12.0000; Primeira C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Marcelo C\u00e2mara Rasslan; DJMS 12\/06\/2017; P\u00e1g. 34)<\/p>\n<h1>( a ) PRECEDENTES NO SENTIDO PLEITO ORA DEFENDIDO <\/h1>\n<p> \t\t\t\tFoi cabalmente demonstrado a <em>exist\u00eancia<\/em> <em>julgados reiterados, de repeti\u00e7\u00e3o homog\u00eanea<\/em>, origin\u00e1rios dos mais diversos Tribunais, m\u00e1xime do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ( precedente vertical, portanto), os quais, sem d\u00favidas, traz \u00e0 tona o mesmo entendimento. Nesse sentido, de j\u00e1 o Autor adota-os como mat\u00e9ria atrelada \u00e0 sua causa de pedir. <\/p>\n<p>\t\t\t\tTodavia, antes de tudo, mister tecer algumas considera\u00e7\u00f5es acerca dos \u201cprecedentes\u201d e da \u201cjurisprud\u00eancia\u201d, situa\u00e7\u00e3o processual adotada na Legisla\u00e7\u00e3o Adjetiva Civil (<em>v.g.<\/em>, <em>art. 489, inc. VI, art. 926, \u00a7 2\u00ba, art. 927, \u00a7 5\u00ba etc<\/em>). <\/p>\n<p>\t\t\t\tCom respeito a essa distin\u00e7\u00e3o, s\u00e3o precisos os dizeres de <strong>Fredie Didier Jr<\/strong> quando professa <em>ad litteram: <\/em><\/p>\n<p>\u201c\u00c0 luz das circunst\u00e2ncias espec\u00edficas envolvidas na causa, interpretam-se os textos legais (<em>lato sensu<\/em>), identificando a normal geral do caso concreto, isto \u00e9, a <em>ratio decidiendi, <\/em>que constitui o elemento nuclear do precedente. Um precedente, quando reiteradamente aplicado, se transforma em jurisprud\u00eancia, que, se predominar em tribunal, pode dar ensejo \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de um enunciado na s\u00famula da jurisprud\u00eancia deste tribunal. <\/p>\n<p>Assim, a s\u00famula \u00e9 o enunciado normativo (texto) da <em>ratio decidiendi <\/em>(norma geral) de uma jurisprud\u00eancia dominante, que a reitera\u00e7\u00e3o de um precedente.<\/p>\n<p>H\u00e1, pois, uma evolu\u00e7\u00e3o: precedente \u2192 jurisprud\u00eancia \u2192 s\u00famula. S\u00e3o no\u00e7\u00f5es distintas, embora umbilicalmente ligadas. \u201c ( \tDidier Jr., Fredie. <em>Curso de direito processual civil: teoria da provas, &#8230; <\/em>10\u00aa Ed. Salvador: JusPodivm, vol. 2, 2015, p. 487)\t\t\t<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\tImperioso igualmente transcrever o magist\u00e9rio de <strong>Luiz Guilherme Marinoni<\/strong>, quando, em obra espec\u00edfica acerca do tema, enfoca o dever de ater-se \u00e0s decis\u00f5es do <em>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/em>, <em>verbis: <\/em><\/p>\n<p>\u201cAtualmente, considerando-se a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a fun\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a coer\u00eancia do direito, assim como a necessidade de tutela da seguran\u00e7a jur\u00eddica e a igualdade perante o direito, <strong>n\u00e3o h\u00e1 como deixar de ver as decis\u00f5es do Superior Tribunal de Justi\u00e7a como precedentes obrigat\u00f3rios<\/strong>. \u201c (Marinoni, Luiz Guilherme. <em>Precedentes obrigat\u00f3rios. <\/em>4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: RT, 2016, p. 317)<\/p>\n<p>(negritamos e sublinhamos)<\/p>\n<p> \t\t\t\tCom efeito, a parte Autora abriga-se na jurisprud\u00eancia reiterada, porquanto:<\/p>\n<p>( a ) <strong>as raz\u00f5es de decidir s\u00e3o similares (<em>ratio decidendi<\/em>)<\/strong>: <em>\u00e9 abusiva a cl\u00e1usula em contratos de planos de sa\u00fade que vedem o tratamento domiciliar (\u201chome care\u201d), ferindo, sobretudo, o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 contratual<\/em>; <\/p>\n<p>( b ) <strong>os fatos levados \u00e0 efeito nas decis\u00f5es se assemelham<\/strong>: <em>exist\u00eancia de cl\u00e1usula expressa vedando tratamento domiciliar denominado \u201chome care\u201d; <\/em><\/p>\n<p>( c ) <strong>id\u00eanticos efeitos em face da viola\u00e7\u00e3o<\/strong>: <em>nulidade da cl\u00e1usula nesse sentido e imposi\u00e7\u00e3o judicial no sentido de proceder-se com o atendimento domiciliar<\/em>. <\/p>\n<p> \t\t\t\tCom efeito, m\u00e1xime sob a \u00e9gide do <strong>art. 489, \u00a7 1\u00ba, inc. VI, do C\u00f3digo de Processo Civil<\/strong>, os Autores sustentam como precedentes de jurisprud\u00eancia em sua defesa os julgados abaixo indicados:<\/p>\n<p>( i ) (STJ; AREsp 1.089.064; Proc. 2017\/0089810-3; SP; Terceira Turma; Rel. Min. Moura Ribeiro; DJE 19\/06\/2017);<\/p>\n<p>( ii ) (STJ; AgInt-AREsp 904.608; Proc. 2016\/0099233-4; PE; Rel\u00aa Min\u00aa Isabel Gallotti; DJE 02\/06\/2017);<\/p>\n<p>( iii ) (TJMS; AI 1406098-50.2016.8.12.0000; Primeira C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Marcelo C\u00e2mara Rasslan; DJMS 12\/06\/2017; P\u00e1g. 34).<\/p>\n<p>\t\t\t\tCaso n\u00e3o seja esse o entendimento de Vossa Excel\u00eancia, <em>ad argumentandum<\/em>, pleiteia-se de j\u00e1 que este ju\u00edzo indique, com precis\u00e3o, por quais motivos se adotou caminho de entendimento diverso. (<strong>CPC, art. 489, \u00a7 1\u00ba, inc. VI<\/strong>)<\/p>\n<\/p>\n<p> \tDe outra banda, devemos sopesar que n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel admitir que a R\u00e9, ao disponibilizar um procedimento cir\u00fargico coberto pelo plano de sa\u00fade, possa restringi-lo, de forma a colocar em risco o \u00eaxito do procedimento adotado e determinado pelo m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>( iii ) CONFIRMA\u00c7\u00c3O DO PEDIDO DA TUTELA FINAL <\/strong><\/p>\n<p><strong>(CPC, art. 303, \u00a7 1\u00ba, inc. I) <\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\tAntes de tudo, o Postulante asseverou, em seu pleito de tutela antecipada (fls. 22), que adotava o benef\u00edcio que lhe \u00e9 conferido pelo <strong>art. 303, \u00a7 4\u00ba, do CPC<\/strong>. Por isso, nesta ocasi\u00e3o o Requerente traz novos elementos ao resultado da querela.<\/p>\n<p> \t\t\t\tDe outro turno, como afirmado alhures, \u00e9 indiscut\u00edvel que, na hip\u00f3tese, houve uma abusiva conduta do plano de sa\u00fade. A negativa de autoriza\u00e7\u00e3o de atendimento domiciliar, fere de morte preceitos constitucionais e consumeristas. <\/p>\n<p> \t\t\t\t Por esse norte, a Requerida tomou iniciativa ilegal que atraiu para si o dever de arcar com o \u00f4nus de pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ao Autor. (<strong>CC, art. 186<\/strong>)<\/p>\n<p> \t\t\t\t\u00c9 inarred\u00e1vel que a iniciativa irrespons\u00e1vel de negar a pr\u00f3tese trouxe ao Promovente extremado desconforto psicol\u00f3gico, ang\u00fastia e profundo sentimento de preocupa\u00e7\u00e3o de ter o ato cir\u00fargico realizado. \t<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\tPor tal motivo, pede-se que a mesma seja condenada a reparar os danos morais perpetrados, reparando por meio de indeniza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p>\n<p>Diante disso, <strong>o Autor confirma o pedido da tutela final anteriormente defendida (CPC, art. 303, \u00a7 1\u00ba, inc. I), acrescentando, ainda, novo pedido no sentido de que<\/strong>:<\/p>\n<p>( i ) seja a R\u00e9 condenada, \u00e0 guisa de danos morais, a reparar os danos sofridos pelo Autor, instando-a a pagar indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais); <\/p>\n<p>( ii )  pleiteia que seja definida por senten\u00e7a a extens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria, o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e seu termo inicial, os juros morat\u00f3rios e seu prazo inicial (CPC, art. 491, caput);<\/p>\n<p>S\u00famula 43 do STJ \u2013 Incide corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre d\u00edvida por ato il\u00edcito a partir da data do efetivo preju\u00edzo.<\/p>\n<p>S\u00famula 54 do STJ \u2013 Os juros morat\u00f3rios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual. <\/p>\n<p> ( iii ) por fim, seja a R\u00e9 condenada em custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, esses arbitrados em 20%(vinte por cento) sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o (CPC, art. 82, \u00a7 2\u00ba, art. 85 c\/c art. 322, \u00a7 1\u00ba), al\u00e9m de outras eventuais despesas no processo (CPC, art. 84).<\/p>\n<p> \t\t\t\tCom o \u00f4nus probat\u00f3rio invertido, ainda assim protesta provar o alegado por todos meios de provas admiss\u00edveis em direito, m\u00e1xime por interm\u00e9dio da oitiva de testemunhas e per\u00edcia. <\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\tRespeitosamente, pede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\t\t                           Cidade, 00 de junho de 0000.<\/p>\n<p> \t\t\t    \t           \t\t\t       <strong>Beltrano de tal<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\t\t    Advogado \u2013 OAB (PP) 112233<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[796],"class_list":["post-6181","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo--peticao-intermediaria-aditamento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/6181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=6181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}