{"id":45937,"date":"2023-08-11T00:58:26","date_gmt":"2023-08-11T00:58:26","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-11T00:58:26","modified_gmt":"2023-08-11T00:58:26","slug":"acao-de-indenizacao-acidente-de-transito-com-vitimas-fatais","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-indenizacao-acidente-de-transito-com-vitimas-fatais\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o  &#8211;  Acidente de Tr\u00e2nsito com V\u00edtimas Fatais"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O &#8211; II<\/strong><\/p>\n<p>EXMO. SR. DR. JU\u00cdZ DE DIREITO DA &#8230;. VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DE &#8230;. <\/p>\n<p>&#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da Carteira de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;., inscrito no CPF\/MF sob n\u00ba &#8230;., residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., Bairro &#8230;., nesta Capital, por seu procurador judicial infra-assinado, inscrito na OAB, Se\u00e7\u00e3o do &#8230;., sob n\u00ba &#8230;., com escrit\u00f3rio profissional na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., v\u00eam, respeitosamente, \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, com fulcro no art. 159, 1.537 e seguintes do C\u00f3digo Civil e art. 5\u00ba, V da CF\/88, propor a presente <\/p>\n<p>A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>contra &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., Estado do &#8230;., e &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da Carteira de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;., inscrito no CPF\/MF sob n\u00ba &#8230;., residente na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., na Cidade de &#8230;., Estado do &#8230;., pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. <\/p>\n<p>I &#8211; OS FATOS <\/p>\n<p>Em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., sofreu acidente automobil\u00edstico, quando dirigia seu ve\u00edculo, &#8230;. de placas &#8230;., o qual colidiu com o ve\u00edculo &#8230;. de placas &#8230;., de propriedade de &#8230;., e conduzido por &#8230;., que tentava ultrapassar em local n\u00e3o permitido e sem visibilidade, pr\u00f3ximo ao Km &#8230;. da Br &#8230;., ap\u00f3s a Cidade de &#8230;. <\/p>\n<p>Do sinistro resultou, al\u00e9m de les\u00f5es corporais graves em &#8230;., a morte de sua companheira, &#8230;., de &#8230;. anos, gr\u00e1vida de &#8230;. meses, e de &#8230;., de &#8230;. anos, m\u00e3e dos Requerentes. <\/p>\n<p>&#8230;., foi internada em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, com m\u00faltiplas fraturas, quais sejam: fratura fechada 1\/3 proximal; fratura exposta f\u00eamur direito; fratura exposta cotovelo direito; fratura fechada cotovelo esquerdo e fratura osso pulso. <\/p>\n<p>Foi submetida a tratamento cir\u00fargico, no mesmo dia, da fratura no f\u00eamur direito e cotovelo direito. Ap\u00f3s &#8230;. dias foi realizado estabiliza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, f\u00eamur direito com fixador externo e instala\u00e7\u00e3o ortex articulado no cotovelo direito. <\/p>\n<p>&#8230;. permaneceu internada, em tratamento e acompanhamento m\u00e9dico, at\u00e9 a data de sua morte, em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, portanto esteve internada por &#8230;. dias, \u00e0 base de rem\u00e9dios e sedativos, como demonstra o Relat\u00f3rio M\u00e9dico e os diversos Laudos de Atendimento Hospitalar. <\/p>\n<p>O croqui do Boletim de Ocorr\u00eancia n\u00ba &#8230;., do Departamento de Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, descreve a posi\u00e7\u00e3o em que se encontravam os ve\u00edculos antes do sinistro, indicando que a colis\u00e3o frontal ocorreu na m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o do condutor do ve\u00edculo &#8230;. quando o condutor do ve\u00edculo &#8230;. tentava a ultrapassagem. <\/p>\n<p>Instaurado Inqu\u00e9rito Policial, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., autos sob n\u00ba &#8230;\/&#8230;, o Requerido &#8230;. foi indiciado nos crimes do art. 121, par\u00e1g. 3\u00ba e art. 129, par\u00e1g. 6\u00ba combinados com o art. 70 do C\u00f3digo Penal. O Relat\u00f3rio aponta como conseq\u00fc\u00eancia do acidente a morte de &#8230;., em face de politraumatismo, causado por instrumento contundente, como se constata do Laudo Cadav\u00e9rico n\u00ba &#8230;\/&#8230; <\/p>\n<p>Aponta o Relat\u00f3rio e a Certid\u00e3o de \u00d3bito, que a morte da m\u00e3e do Requerente, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., se deu em conseq\u00fc\u00eancia de parada c\u00e1rdio-respirat\u00f3ria, insufici\u00eancia pulmonar aguda, septicemia e politraumatismo, oriunda do acidente. <\/p>\n<p>Em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., foi apresentada Den\u00fancia contra o Requerido &#8230;., pelos crimes apontados no Inqu\u00e9rito Policial, cujos autos de A\u00e7\u00e3o Penal sob n\u00ba &#8230;. tramitam na &#8230;. Vara Criminal de &#8230;., em &#8230;. <\/p>\n<p>Segue quadro demonstrativo das despesas m\u00e9dicas, hospitalares, cir\u00fargicas e funer\u00e1rias, que sobrevieram com o acidente: <\/p>\n<p>Nota Fiscal \tData \tFornecedor produto\/ servi\u00e7o \tDescri\u00e7\u00e3o \tValor R$\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>\t\t\tTotal\t&#8230;.\t<\/p>\n<p>II- DO DIREITO <\/p>\n<p>O Requerido &#8230;. agiu com evidente imprud\u00eancia ao tentar ultrapassar em local proibido e sem visibilidade, assumindo, desta forma, o risco de provocar acidente e lesionar outras pessoas. Restou demonstrado no Inqu\u00e9rito Policial, o qual embasou a Den\u00fancia elaborada pelo Representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que o condutor do ve\u00edculo &#8230;. colidiu com o ve\u00edculo de &#8230;. no acostamento da m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o deste, uma vez que ambos desviaram seus ve\u00edculos para o acostamento. <\/p>\n<p>Disp\u00f5e o C\u00f3digo Civil Brasileiro: <\/p>\n<p>Art. 159: &quot;Aquele que por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito, ou causar preju\u00edzo a outrem, fica obrigado a reparar o dano&quot;. <\/p>\n<p>A nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal explicita: <\/p>\n<p>&quot;Art. 5\u00ba\t &#8230;. \t<br \/>V- \u00e9 assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o por dano material, moral ou \u00e0 imagem.&quot; <\/p>\n<p>Segundo o entendimento jurisprudencial: <\/p>\n<p>&quot;S\u00e3o acumul\u00e1veis as indeniza\u00e7\u00f5es por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.&quot;(S\u00daMULA 37, STJ) <\/p>\n<p>Ensina o Prof\u00ba Jos\u00e9 Aguiar Dias, em sua magn\u00edfica obra da Responsabilidade Civil, &quot;in verbis&quot;: <\/p>\n<p>&quot;E por isso o que se faz preciso \u00e9 pesquisar as condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia do ato il\u00edcito, que s\u00e3o, nos termos do art. 159: a) a ofensa, isto \u00e9, a viola\u00e7\u00e3o de direito ou preju\u00edzo; b) a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, conseq\u00fc\u00eancia de dolo, de imprud\u00eancia ou de neglig\u00eancia.&quot; <\/p>\n<p>&quot;Na fixa\u00e7\u00e3o do conceito de ato il\u00edcito, cumpre ter em vista a independ\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o que lhe constitui o efeito. Atentemos na li\u00e7\u00e3o que a prop\u00f3sito nos ministra Pontes de Miranda: &quot;\u00c9 preciso, para ser ato il\u00edcito (no sentido restrito do cap\u00edtulo), que produza obriga\u00e7\u00e3o independentemente, isto \u00e9, invada a esfera dos direitos que de modo geral competem ao titular. O ato il\u00edcito estabelece de si e originariamente o v\u00ednculo de obriga\u00e7\u00e3o. Quer dizer: exclui-se da mat\u00e9ria, que devemos versar, tudo quanto n\u00e3o produzir aquela obriga\u00e7\u00e3o independente, oriunda da invas\u00e3o da esfera jur\u00eddica de outrem.&quot; &quot;Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de culpa, que \u00e9 o elemento substancial do procedimento perigoso, animado de consci\u00eancia e vontade. Sua conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o preju\u00edzo (art. 1.518). Temos, a\u00ed esbo\u00e7ado o problema da responsabilidade por fato pr\u00f3prio que, no dizer de Mazeaud et Mazeaud, constitui o direito comum de responsabilidade.&quot;&quot; (Ob. cit. Vol II, p\u00e1g. 8\/9) <\/p>\n<p>&quot;Finalmente, no que diz respeito \u00e0 ultrapassagem, demais n\u00e3o \u00e9 salientar-se que, em se tratando de opera\u00e7\u00e3o perigosa nas estradas, ela reclama do motorista que a pretenda muita calma, habilidade, prud\u00eancia e seguran\u00e7a e ampla visibilidade.&quot; &quot;As imprud\u00eancias aqui, mais do que em qualquer outra oportunidade deveriam ser efetivamente afastadas. E quem n\u00e3o se sinta com seguran\u00e7a bastante para a ultrapassagem, seja por estar sob o influxo, ainda que ligeiro, de libera\u00e7\u00f5es et\u00edlicas ou prostrado ao peso de alguma fadiga ou de alguma enfermidade s\u00fabita, que n\u00e3o se atreva ao menos tent\u00e1-la. Haveria a\u00ed imprud\u00eancia. E a imprud\u00eancia \u00e9 uma das m\u00faltiplas faces com as quais a culpa se revela.&quot; (Melo da Silva, Wilson. Da Responsabilidade Civil Automobil\u00edstica. Ed. Saraiva. S\u00e3o Paulo. 1974, p\u00e1g. 285) <\/p>\n<p>Corrobora a jurisprud\u00eancia: <\/p>\n<p>&quot;Motorista algum pode ignorar o perigo que representa, numa estrada, onde as velocidades s\u00e3o elevadas, a passagem \u00e0 frente, sem a certeza de dispor de espa\u00e7o suficiente \u00e0 esquerda, ou de que o pode fazer sem risco de acidente&quot; (RT 347\/343) <\/p>\n<p>&quot;HOMIC\u00cdDIO CULPOSO &#8211; Acidente de tr\u00e2nsito &#8211; R\u00e9u que invade a m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo da v\u00edtima, na ultrapassagem, com ela colidindo de frente &#8211; Imprud\u00eancia caracterizada &#8211; Condena\u00e7\u00e3o mantida &#8211; Intelig\u00eancia do art. 129, par\u00e1grafo 6\u00ba do C\u00f3digo Penal. <\/p>\n<p>Age culposamente por evidente falta de cautela e inobserv\u00e2ncia de regra t\u00e9cnica de profiss\u00e3o, o motorista que, em estrada movimentada, tenta ultrapassagem e colide violentamente com outro ve\u00edculo que trafega normalmente em sua m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o.&quot; (Ap. crim. 12.482 &#8211; RT 464\/420) <\/p>\n<p>&quot;LES\u00c3O CORPORAL CULPOSA &#8211; Acidente de tr\u00e2nsito &#8211; Motorista que, ao tentar ultrapassagem nas proximidades de curva, derrapa seu ve\u00edculo, obstruindo a estrada e provocando colis\u00e3o &#8211; Imprud\u00eancia e imper\u00edcia caracterizadas &#8211; Condena\u00e7\u00e3o mantida. \u00c9 manifesta a imprud\u00eancia do motorista que inicia a ultrapassagem em local inadequado, revelando-se imperito ao provocar derrapagem de seu ve\u00edculo quando procurava retornar \u00e0 sua m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o, causando colis\u00e3o com carro que transitava em sentido contr\u00e1rio.&quot; (Ap. C\u00edv. 284066834 &#8211; 3\u00aa C &#8211; j. 26\/3\/85 &#8211; Rel. Juiz M\u00e1rio Rocha Lopes &#8211; RT 606\/395) <\/p>\n<p>O C\u00f3digo Civil \u00e9 claro ao estabelecer as despesas indeniz\u00e1veis no caso de homic\u00eddio em seu art. 1.537: <\/p>\n<p>&quot;A indeniza\u00e7\u00e3o, no caso de homic\u00eddio, consiste: \t<br \/>I- no pagamento das despesas com o tratamento da v\u00edtima, seu funeral e o luto da fam\u00edlia; <br \/>II- na presta\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0s pessoas a quem o defunto os devia.&quot; <\/p>\n<p>E esclarece o Prof\u00ba. Jos\u00e9 Aguiar Dias: <\/p>\n<p>&quot;O art. 159, confirmado pelo artigo 1.518, \u00e9 que d\u00e1 a orienta\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria: todo dano \u00e9 repar\u00e1vel, como ofensa ao direito alheio. E n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de contestar que o patrim\u00f4nio moral corresponde a direitos. A indeniza\u00e7\u00e3o, no caso de homic\u00eddio consiste, nos termos do C\u00f3digo Civil, art. 1.537, no pagamento das despesas com o tratamento da v\u00edtima, seu funeral e luto da fam\u00edlia e na presta\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0s pessoas a quem o defunto os devia. O entendimento que predominantemente se d\u00e1 a esse dispositivo \u00e9 literal. Assim, diz-se que a senten\u00e7a, na a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de dano, n\u00e3o tem outra fun\u00e7\u00e3o que a de tornar efetiva e eficiente a substitui\u00e7\u00e3o de pessoa da v\u00edtima e que esta efetivamente os prestava ou podia prestar.&quot; (Ob. Cit. Voll. II, p\u00e1g. 391) <\/p>\n<p>Comentando sobre danos morais, Maria Isabel de Matos Rocha esclarece que em caso de morte como no caso <\/p>\n<p>&quot;Trata-se de um direito pr\u00f3prio do familiar, por dano pr\u00f3prio sofrido, dano representado pelo abalo ps\u00edquico, pela dor da perda absoluta da presen\u00e7a do ente querido, &#8230;&quot; (in RT684\/8) <\/p>\n<p>Ensina o eminente Prof\u00ba. Jos\u00e9 Aguiar Dias, em sua obra Da Responsabilidade Civil, amplamente a respeito da mat\u00e9ria: <\/p>\n<p>&quot;Como observam, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, em sociedade avan\u00e7ada como a nossa, tolerar o contrasenso de mandar reparar o menor dano patrimonial e deixar sem repara\u00e7\u00e3o o dano moral. Isso importaria em olvidar que os sistemas de responsabilidade civil s\u00e3o, em ess\u00eancia, o meio de defesa do fraco contra o forte. Merecem transcri\u00e7\u00e3o estas suas exat\u00edssimas observa\u00e7\u00f5es: &quot;O direito, ci\u00eancia humana, deve resignar-se a solu\u00e7\u00f5es imperfeitas como a da repara\u00e7\u00e3o, no verdadeiro sentido da palavra. Cumpre ver, nas perdas e danos atribu\u00eddos \u00e0 v\u00edtima, n\u00e3o o dinheiro em si, mas tudo o que ele pode proporcionar no dom\u00ednio material ou moral.&quot; (Ob. cit., Vol. II, p\u00e1g. 380) <\/p>\n<p>Pela imprud\u00eancia praticada por &#8230;., responde tamb\u00e9m o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, &#8230;., uma vez que confiou seu ve\u00edculo \u00e0 pessoa n\u00e3o qualificada, sem a habilidade e a responsabilidade necess\u00e1rias para conduzi-lo, sendo-lhe atribu\u00edda a culpa &quot;in eligendo&quot;. <\/p>\n<p>Assim esclarece o Prof\u00ba. Washington de Barros Monteiro, em sua obra Curso de Direito Civil &#8211; Direito das Obriga\u00e7\u00f5es, 2\u00aa parte, &quot;in verbis&quot;: <\/p>\n<p>&quot;Culpa in eligendo \u00e9 a oriunda de m\u00e1 escolha do representante, ou do preposto. Caracteriza-a, exemplificativamente, o fato de admitir ou de manter o preponente a seu servi\u00e7o empregado n\u00e3o legalmente habilitado, ou sem as aptid\u00f5es requeridas.&quot; <\/p>\n<p>Enuncia a jurisprud\u00eancia da Colenda C\u00f4rte: <\/p>\n<p>&quot;Tendo a v\u00edtima falecido em conseq\u00fc\u00eancia de desastre ocorrido com o ve\u00edculo em que viajava, responde o propriet\u00e1rio pela repara\u00e7\u00e3o de danos, ainda que, no momento do acidente, n\u00e3o fosse o seu preposto quem estivesse dirigindo.&quot; (Ac. do STF., no Rec. extr. n. 51.367, Relator Min Luiz Gallotti, in Rev. Forense, 209\/116). <\/p>\n<p>O art. 1518, do CC preceitua: <\/p>\n<p>&quot;Os bens do respons\u00e1vel pela ofensa ou viola\u00e7\u00e3o do direito de outrem ficam sujeitos \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano causado; e. se tiver mais de um autor a ofensa, todos responder\u00e3o solidariamente pela repara\u00e7\u00e3o.&quot; <\/p>\n<p>III &#8211; DO PEDIDO <\/p>\n<p>Diante do exposto, requer-se \u00e0 V. Exa.: <\/p>\n<p>a) Seja julgada procedente a presente a\u00e7\u00e3o, condenando os Requeridos a ressarcir as despesas hospitalares, m\u00e9dicas e funer\u00e1rias do Requerente, que somam R$ &#8230;., devidamente corrigido desde a data do desembolso. <\/p>\n<p>b) Indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais em valor a ser fixado por Vossa Excel\u00eancia, em raz\u00e3o da perda de sua m\u00e3e. <\/p>\n<p>c) A cita\u00e7\u00e3o dos Requeridos, por mandado, respectivamente, para responderem \u00e0 presente, no prazo legal, sob pena de revelia. <\/p>\n<p>d) A produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito admitidas, especialmente pericial, documental e testemunhal, bem como depoimento das partes sob pena de confesso. <\/p>\n<p>e) A condena\u00e7\u00e3o dos Requeridos ao pagamento de custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, na base usual de 20%. <\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ &#8230;. <\/p>\n<p>Termos em que. \t<br \/>P. Deferimento. <\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; <br \/>Advogado <\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[528],"class_list":["post-45937","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-kit-peticoes-diversas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/45937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=45937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}