{"id":45569,"date":"2023-08-10T14:30:42","date_gmt":"2023-08-10T14:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-10T14:30:42","modified_gmt":"2023-08-10T14:30:42","slug":"liberdade-provisoria-vinculada-sem-fianca-pedido-de-desclassificacao-do-crime-e-concessao-do-beneficio-previsto-no-art-310-par-un-do-cpp","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/liberdade-provisoria-vinculada-sem-fianca-pedido-de-desclassificacao-do-crime-e-concessao-do-beneficio-previsto-no-art-310-par-un-do-cpp\/","title":{"rendered":"[MODELO] LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA VINCULADA SEM FIAN\u00c7A  &#8211;  Pedido de desclassifica\u00e7\u00e3o do crime e concess\u00e3o do benef\u00edcio previsto no art. 310, par. \u00fan., do CPP"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>EXMA. SRA. DRA. JU\u00cdZA DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA CRIMINAL DE &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; .<\/em><\/strong><\/p>\n<h2>Protocolo &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/h2>\n<p><strong>  \t\t\t\t\t<em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; <\/em>,<em> <\/em><\/strong>brasileiro, solteiro, industri\u00e1rio, nascido em &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., filho de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; e &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., residente \u00e0 rua &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. n\u00ba &#8230;., BAIRRO &#8230;&#8230;&#8230;, distrito de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., munic\u00edpio de  &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, via de seu advogado <em>in fine<\/em> assinado, (m.j.), <em>permissa m\u00e1xima v\u00eania<\/em>, vem perante a consp\u00edcua e preclara presen\u00e7a de <em>Vossa Excel\u00eancia<\/em>, artigo 5\u00ba, LVI, de nossa Carta Magna, combinado com o par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 310 do C\u00f3digo de Processo Penal, requerer:<\/p>\n<h1>LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA VINCULADA SEM FIAN\u00c7A<\/h1>\n<p>face aos fatos, raz\u00f5es e fundamentos a seguir perfilados.<\/p>\n<h3> \t\t\t S\u00daMULA DOS FATOS<\/h3>\n<p>1\t\t\t\t\tConforme c\u00f3pia do Auto de Pris\u00e3o em Flagrante, em apenso (doc. &#8230;), o Requerente, foi preso e autuado em flagrante delito sob a acusa\u00e7\u00e3o de ter infringido a norma incriminadora do artigo 121 \u201c<em>caput\u201d <\/em>do C\u00f3digo Penal Brasileiro, cuja inoc\u00eancia ser\u00e1 provada, oportunamente, durante o <em>persecutio criminis in judicio.<\/em> <\/p>\n<p>2\t\t\t\t\tEmbora o \u00d3rg\u00e3o Ministerial, na den\u00fancia, tenha dado classifica\u00e7\u00e3o da conduta atribu\u00edda ao Requerente, como se fosse homic\u00eddio qualificado pelo motivo f\u00fatil e meio cruel, na narrativa dos fatos n\u00e3o se vislumbra de nenhum epis\u00f3dio que possa dar ensejo a exist\u00eancia de tais qualificadoras. H\u00e1 neste caso excesso de acusa\u00e7\u00e3o no que tange a capitula\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria contida na den\u00fancia, podendo desta forma, o Juiz conceder o benef\u00edcio do art. 310 e seu par\u00e1grafo \u00fanico do CPP.<\/p>\n<p>3\t\t\t\t\tO requerente, exerce ocupa\u00e7\u00e3o l\u00edcita (doc. &#8230;), reside em lugar certo e sabido no distrito de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., munic\u00edpio de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. ., (doc&#8230;&#8230;), al\u00e9m de ser prim\u00e1rio e de bons antecedentes, n\u00e3o existindo qualquer registro judicial de relevo que possa desabonar sua pessoa e ausente qualquer das hip\u00f3teses autorizativas da pris\u00e3o preventiva insertos no artigo 312 do C\u00f3digo de Processo Penal<\/p>\n<p>4\t\t\t\t\tO requerente, embora jovem, possui fam\u00edlia constitu\u00edda, com filhos menores, cuja subsist\u00eancia depende exclusivamente de sua atividade laborativa. <\/p>\n<p>\t\t\t\t <strong><em>DO DIREITO<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\tSe \u00e9 verdade que o Juiz n\u00e3o pode, na fase de recebimento da den\u00fancia, desclassificar o crime nela indicado, ou rejeitar a acusa\u00e7\u00e3o por considerar menos exata a capitula\u00e7\u00e3o dada ao fato, n\u00e3o \u00e9 menos certo que <strong><em>&quot;o despacho de recebimento da den\u00fancia n\u00e3o importa no reconhecimento de determinado crime com as consequ\u00eancias decorrentes da classifica\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria da inicial<\/em><\/strong>&quot;. Assim j\u00e1 entendia a jurisprud\u00eancia (RT 241\/109) e a boa doutrina (Jos\u00e9 Frederico Marques, Elementos de direito processual penal, Forense, 1965, v. IV, p. 51), ao tempo da pris\u00e3o preventiva obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tPor ser esta a tradi\u00e7\u00e3o de nosso direito, os Tribunais Superiores, agora sob o imp\u00e9rio da chamada Lei dos Crimes Hediondos, voltou a proclamar, em v. ac\u00f3rd\u00e3o da lavra do saudoso Des. D\u00ednio Garcia, que, &quot;<strong><em>se se entender infundada a capitula\u00e7\u00e3o inicial, nem por isso deve ser rejeitada a den\u00fancia. Mas poss\u00edvel, em tal caso, a concess\u00e3o do benef\u00edcio previsto no artigo 310, par. \u00fan., do CPP.\u201d  <\/em><\/strong>Da mesma forma<strong><em>,\u201d se duvidosa a hip\u00f3tese, consoante as circunst\u00e2ncias concretas que o caso apresenta, pode ser aconselh\u00e1vel a liberta\u00e7\u00e3o do paciente&quot; <\/em><\/strong><em>(RJTJSP 111\/553<\/em><strong><em>).<\/em><\/strong> O entendimento vem encontrando eco no Colendo STJ (HC 5.356 &#8211; PR, 5\u00aa T., em 15.04.1997, rel. Min. F\u00e9lix Fischer, DJU de 25.08.1997, p. 39.398 e HC 5.818 &#8211; DF, 6\u00aa T., 27.05.1997, rel. Min. William Patterson, DJU de 23.06.1997, p. 29.192) e deve ser adotado, sempre que o Juiz vislumbre excesso de acusa\u00e7\u00e3o ou, como na hip\u00f3tese, a capitula\u00e7\u00e3o motivadora da pris\u00e3o-cust\u00f3dia, ou impeditiva das contracautelas previstas em lei, apare\u00e7a, sem a necessidade de exame aprofundado da prova, como capaz de n\u00e3o vir a prevalecer.<\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\u00c9 tamb\u00e9m, de se admitir a exist\u00eancia de jurisprud\u00eancia que nega, com esteio no disposto no artigo 2\u00ba, II, da Lei n\u00ba 8.072\/90, possibilidade de concess\u00e3o de liberdade provis\u00f3ria a autor de crime hediondo, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio invocar os pressupostos da pris\u00e3o preventiva para mant\u00ea-lo custodiado \u00e0 luz de sua inerente periculosidade. Com o devido respeito, n\u00e3o \u00e9 esse o melhor entendimento.<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tLongo o debate a respeito de ser permitida ou n\u00e3o a liberdade provis\u00f3ria nos casos de crimes catalogados como hediondos. Se firme \u00e9 a jurisprud\u00eancia acerca da constitucionalidade do regime integralmente fechado para os condenados pela pr\u00e1tica de delitos dessa natureza fixado pela Lei n\u00ba 8.072\/90, o mesmo n\u00e3o ocorre com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 veda\u00e7\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria. Numerosos s\u00e3o os ac\u00f3rd\u00e3os do Colendo STJ que n\u00e3o aceitam a nega\u00e7\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria com o fundamento \u00fanico de se tratar de crime hediondo. Confira-se:<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Processual penal. Pris\u00e3o processual. Crime hediondo. Motiva\u00e7\u00e3o \u00fanica. Insufici\u00eancia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A negativa do direito de recorrer em liberdade sob fundamento \u00fanico de tratar-se de crime capitulado como hediondo representa constrangimento ilegal, porque o Juiz deve demonstrar in concreto a necessidade de confinamento antes da decis\u00e3o condenat\u00f3ria definitiva. Precedentes do STJ &#8211; RHC 2.472\/SP e RHC 4.261-3\/SP.Recurso de habeas corpus provido&quot; (6.\u00aa T., RHC 5.723\/SP, rel. Min. Fernando Gon\u00e7alves, j. 17.09.1999, v.u., DJU 03.02.1997, p. 784). E:<\/p>\n<p><strong><em>&quot;Liberdade provis\u00f3ria &#8211; Crime hediondo &#8211; Pris\u00e3o decretada na fase de pron\u00fancia &#8211; Aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida e substanciosa a justificar a necessidade da cust\u00f3dia &#8211; Benef\u00edcio concedido.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Os Ju\u00edzes e Tribunais est\u00e3o sujeitos, expressamente, ao dever de motiva\u00e7\u00e3o dos atos constritivos do status libertatis do acusado, devendo sempre fundamentar a decis\u00e3o que decretar, revogar ou deixar de ordenar a pris\u00e3o provis\u00f3ria do r\u00e9u; assim, a pris\u00e3o decretada na senten\u00e7a de pron\u00fancia, ainda que se trate de crime classificado como hediondo, n\u00e3o impede, por si s\u00f3, a liberdade provis\u00f3ria se demonstrado que a decis\u00e3o da cust\u00f3dia carece de fundamenta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida e substanciosa a justificar a sua necessidade&quot; (6.\u00aa T.; HC 5.247-RJ; rel. Min. Willian Patterson; j. 16.12.1997; v.u.).<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\u00c9 certo que esses arestos dizem respeito ao direito de apelar em liberdade, ou de n\u00e3o ser preso o r\u00e9u por for\u00e7a de senten\u00e7a de pron\u00fancia. Mas o princ\u00edpio que est\u00e1 afirmado \u00e9 que, para negar a liberdade provis\u00f3ria, seja ela em fun\u00e7\u00e3o de que modalidade for de pris\u00e3o processual, e n\u00e3o importando o crime, \u00e9 preciso fundamentar em algum dos casos de pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tPerfilhado esse entendimento, vale dizer, n\u00e3o basta ter o crime qualifica\u00e7\u00e3o de hediondo para que a liberdade provis\u00f3ria seja vedada, sendo imprescind\u00edvel fundamentar-se sua nega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tPergunta-se, ent\u00e3o, em qualquer circunst\u00e2ncia, sendo o crime hediondo, descaber\u00e1 a liberdade provis\u00f3ria? N\u00e3o. Sempre ser\u00e1 necess\u00e1rio que o Juiz fundamente a constri\u00e7\u00e3o, independentemente da natureza do crime.<\/p>\n<p>  \t\t\t\tNeste perfil \u00e9 aconselh\u00e1vel ouvir o insuper\u00e1vel mestre Tourinho Filho:<\/p>\n<p>&quot;E quanto aos crimes hediondos e ao tr\u00e1fico de drogas? O par\u00e1grafo segundo do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 8.072\/90 (Lei dos Crimes Hediondos) autoriza o Juiz, em decis\u00e3o fundamentada, a permitir o apelo em liberdade. Quer-nos parecer haver invers\u00e3o de valores: a Constitui\u00e7\u00e3o exige que a pris\u00e3o seja fundamentada, e n\u00e3o que se fundamente para que o r\u00e9u possa apelar em liberdade.\u201d<\/p>\n<p> \t\t\t\t\tAdemais, \u00e9 de indagar: se nesses casos, que constituem, na orografia dos crimes, como diria Hungria, o seu ponto culminante, admite a lei possa o Juiz, em decis\u00e3o fundamentada, permitir o apelo em liberdade, com muito mais raz\u00e3o poder\u00e1 conceder o benef\u00edcio da liberdade provis\u00f3ria.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tFace a digress\u00e3o <em>retro<\/em> perfilada e a jurisprud\u00eancia dominante, n\u00e3o obstante tenha o r\u00e9u sido denunciado por homic\u00eddio qualificado, \u00e9 admiss\u00edvel a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria, se o juiz, ap\u00f3s a an\u00e1lise das provas, entender que o acusado \u00e9 prim\u00e1rio, de bons antecedentes, possui resid\u00eancia fixa e ainda houver a possibilidade de desclassifica\u00e7\u00e3o do crime pelo Tribunal do J\u00fari. A hediondez do crime n\u00e3o pode ficar adstrita, t\u00e3o-somente, ao entendimento inicial do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que assim se expressou na den\u00fancia. A defini\u00e7\u00e3o t\u00edpica inicial inserta na pe\u00e7a acusat\u00f3ria n\u00e3o pode valer, por si s\u00f3, como se imut\u00e1vel fosse, o que, muitas vezes, n\u00e3o resiste \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos at\u00e9 o desfecho do processo. Assim, deve o juiz da causa, depois de verificadas as circunst\u00e2ncias que envolveram o delito praticado e examinados os elementos probat\u00f3rios, aferir a necessidade ou n\u00e3o de manter o acusado encarcerado at\u00e9 o julgamento, pois, em tese, poder\u00e1 at\u00e9 ocorrer a desclassifica\u00e7\u00e3o da capitula\u00e7\u00e3o exordial considerada pelo <em>Parquet.<\/em><\/p>\n<p>\t\t\t\t\tDestarte, pelo acima alinhavado, seria indispens\u00e1vel para a manuten\u00e7\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria do Requerente, que uma das circunst\u00e2ncias mencionadas aflorasse das provas at\u00e9 agora coligidas, o que n\u00e3o ocorreu, ou que ficasse demonstrado sua necessariedade, vez que se trata de medida dr\u00e1stica e excepcional, impondo-se, assim a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria ora pleiteada.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tHodiernamente, caminha o pensamento doutrin\u00e1rio no sentido de que, preenchidos, os requisitos legais para a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria, esta passa a ser direito p\u00fablico subjetivo do r\u00e9u, independente da gravidade do delito, n\u00e3o ficando sujeito ao poder discricion\u00e1rio do juiz a sua concess\u00e3o, embora o texto legal, dado \u00e0 express\u00e3o <em>poder\u00e1<\/em>, possa indicar.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNeste diapas\u00e3o, \u00e9 o pensamento do insuper\u00e1vel mestre <strong><em>Tourinho Filho<\/em><\/strong>, que assim leciona:<\/p>\n<p><strong><em>\u201csua concess\u00e3o, a princ\u00edpio pareceu-nos mera faculdade do juiz. Meditando sobre o assunto, conclu\u00edmos tratar-se de um verdadeiro direito p\u00fablico subjetivo do indiciado ou r\u00e9u. Nem teria sentido ficassem satisfeitos todos os pressupostos para a obten\u00e7\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria, sem necessidade da presta\u00e7\u00e3o da fian\u00e7a e o juiz deixasse de lha conceder, por entender tratar-se de mera possibilidade de poder fazer, a ele conferida pelo texto legal. Seria uma rematada injusti\u00e7a permitir-se que a liberdade provis\u00f3ria ficasse na depend\u00eancia da boa ou m\u00e1 vontade do magistrado&#8230;\u201d. ( <\/em><\/strong><em>in <\/em>Processo Penal, Vol. 3, Ed. 16, p\u00e1g. 451).<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tPortanto, <em>Excel\u00eancia<\/em>, tendo sido demonstrado pelas argumenta\u00e7\u00f5es, fundamentos jur\u00eddicos e documentos que instruem o presente pedido, possui o Requerente, todos requisitos legais para a concess\u00e3o do benef\u00edcio da liberdade provis\u00f3ria e  seu atendimento se torna imperioso e indeclin\u00e1vel nos termos do artigo 5\u00ba, LXVI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, combinado com artigo 310, par\u00e1grafo \u00fanico do CPP., j\u00e1 que dos autos n\u00e3o ressaem elementos id\u00f4neos a demonstrar que a liberdade do Requerente importar\u00e1 em atentado \u00e0 ordem p\u00fablica, ao bom andamento da instru\u00e7\u00e3o criminal ou da reta aplica\u00e7\u00e3o da lei penal.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<strong><em>DIANTE DO EXPOSTO,<\/em><\/strong> espera o Requerente seja o presente pedido recebido, e depois de ouvido o nobre representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, deferido concedendo-lhe <strong><em>LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA<\/em>, <\/strong>comprometendo-se desde j\u00e1 comparecer em todos atos ulteriores do processo, pois desta forma <em>Vossa Excel\u00eancia<\/em><strong><em>, <\/em><\/strong>estar\u00e1, como de costume editando decis\u00f3rio, compat\u00edvel com mais elevados ditames da <strong><em>JUSTI\u00c7A<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>\t\t\t\tLOCAL E DATA<\/p>\n<p>\t\t\t\t<strong>___________________________<\/strong><\/p>\n<p><strong>OAB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[153],"class_list":["post-45569","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-penal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/45569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=45569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}