{"id":44549,"date":"2023-08-10T13:30:24","date_gmt":"2023-08-10T13:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-10T13:30:24","modified_gmt":"2023-08-10T13:30:24","slug":"acao-de-indenizacao-por-acidente-de-transito-danos-materiais-e-morais","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-indenizacao-por-acidente-de-transito-danos-materiais-e-morais\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO  &#8211;  DANOS MATERIAIS E MORAIS"},"content":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS MATERIAIS E MORAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DE ARAGAR\u00c7AS &#8211; GO. <br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0MALZINA PURIFICA\u00c7\u00c3O ANSELMO, brasileira, casada, do lar, portadora do RG n\u00ba (xxx) e CPF n\u00ba (xxx), e, PEDRO RUFINO DE ANSELMO, brasileiro, carpinteiro,portador do RG n\u00ba (xxx) e CPF n\u00ba (xxx), ambos residentes e domiciliados na Rua (xxx), nesta cidade, com padr\u00e3o CELG n\u00ba (xxx), nesta cidade, por sua advogada infra-assinada, com escrit\u00f3rio na Avenida Ministro Jo\u00e3o Alberto, n\u00ba 12 &#8211; sala 0000 &#8211; Galeria Nova Jason &#8211; centro, na cidade de Barra do Gar\u00e7as-MT, onde recebe intima\u00e7\u00f5es, vem, perante Vossa Excel\u00eancia propor a presente<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0 <\/p>\n<p><strong><em>A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS MATERIAIS E MORAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Em desfavor de JORGE BUENO DE ALMEIDA, residente e domiciliado na Rua (xxx), na cidade de Goi\u00e2nia-GO e ANT\u00d4NIO DE CASTRO E SILVA, brasileiro, casado, motorista, portador do RG n\u00ba (xxx) e CPF n\u00ba (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), na cidade de Piranhas-GO, pelos fatos e fundamentos que passa a expor o quanto segue:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\u00a0I &#8211; DOS FATOS<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Por volta das 20:30 horas, aproximadamente, o Sr. Manoel Messias Bento, trafegava na referida rodovia transportando na garupa o menor J\u00falio C\u00e9sar Purifica\u00e7\u00e3o Anselmo, quando teve o ve\u00edculo em que transitava (uma bicicleta), abalroado pelo caminh\u00e3o Ford F-4000, placa (xxx), do munic\u00edpio de Goi\u00e2nia-GO, de propriedade do r\u00e9u Jorge Bueno Almeida.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O sinistro ocorreu quando o caminh\u00e3o Ford F-4000, dirigido pelo motorista profissional Ant\u00f4nio de Castro e Silva, ao fazer uma curva fechada, adentrou ao acostamento vindo a colidir com a traseira da bicicleta em que se encontravam as v\u00edtimas, de ressaltar ainda que a visibilidade era boa para o momento. <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Com a colis\u00e3o, os ocupantes da bicicleta foram lan\u00e7ados para fora da via carro\u00e7\u00e1vel, vindo a sofrer les\u00f5es corporais. <em>Les\u00f5es estas que, de imediato, ocasionaram o falecimento do menor J\u00falio C\u00e9sar,<\/em> e, ap\u00f3s alguns dias de interna\u00e7\u00e3o, o falecimento do Sr. Manoel Messias, conforme comprova do Boletim de ocorr\u00eancia em anexo.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ocorre que, apesar do menor J\u00falio C\u00e9sar, quando vivo, n\u00e3o contribuir com trabalho remunerado, resta a dor dos pais em perder um filho t\u00e3o tragicamente, com apenas 13 anos de idade, tendo toda uma vida pela frente, e, ao que tudo indicava, seria motivo de orgulho e alegria para seus pais, que, com certeza, trabalharia e ajudaria aos pais no sustento da fam\u00edlia.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Demais disso, h\u00e1 que se levar em considera\u00e7\u00e3o as despesas que os postulantes desembolsaram com servi\u00e7os funer\u00e1rios e sepultamento. <br \/>\u00a0<strong><br \/><\/strong>\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0II &#8211; DOS FUNDAMENTOS<strong><br \/><\/strong>\u00a0 <strong><br \/><\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Segundo defini\u00e7\u00e3o do art. 81 do C\u00f3digo Civil, o ato jur\u00eddico \u00e9 ato l\u00edcito quando fundado em direito, enquanto o ato il\u00edcito constitui delito, civil ou criminal e pois, viola\u00e7\u00e3o da lei.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Da pr\u00e1tica do ato il\u00edcito decorre a responsabilidade do agente. E, a responsabilidade civil significa o dever de reparar o preju\u00edzo.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Segundo Oz\u00e9ias J. Santos, em sua obra Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Tr\u00e2nsito, tomo I, Editora de Direito, 2012, p\u00e1g. 15: <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Responsabilidade civil \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de se reparar o dano causado a outrem, sua rela\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigacional, e o objeto \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o do ressarcimento, decorrente de fato il\u00edcito, praticado por seus agentes ou por seus prepostos, por coisas a ele pertencentes, ou por imposi\u00e7\u00e3o legal&quot;.<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O art. 15000, caput, do C\u00f3digo Civil Brasileiro estatui que todo <em>&quot;aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito, ou causar preju\u00edzo a outrem, fica obrigado a reparar o dano&quot;. <\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A obriga\u00e7\u00e3o de reparar reclama dois pressupostos: um concreto; outro abstrato. O fator concreto se desdobra em tr\u00eas elementos: fato do homem, o dano e a rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre um e outro. O fator abstrato se materializa na culpa.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<em>In casu,<\/em> presentes todos os requisitos concretos e o abstrato. O concreto se identifica uma vez que: houve um acidente de tr\u00e2nsito em virtude do desvio de conduta dos Requeridos, o qual configura um ato il\u00edcito; os postulantes perderam seu filho, t\u00e3o amado e querido; h\u00e1 um nexo causal entre o acidente ocorrido e a morte do filho dos postulantes. Assim, surge o dever de indenizar.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quanto ao fator abstrato, a culpa do r\u00e9u Ant\u00f4nio de Castro e Silva \u00e9 inquestion\u00e1vel, e o acidente ocorreu dado a sua neglig\u00eancia, imprud\u00eancia, imper\u00edcia e falta de cuidados e aten\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito, quando a situa\u00e7\u00e3o lhe exigia redobrada cautela, afinal, estava a fazer uma curva fechada, \u00e0 noite, vindo outro ve\u00edculo em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. <br \/>\u00a0<br \/>\u00a0No Boletim de Acidente de Tr\u00e2nsito Rodovi\u00e1rio assim consta a narra\u00e7\u00e3o do fato pelo condutor:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Trafegava normalmente quando em uma curva ao cruzar com um ve\u00edculo deparou com uma bicicleta com duas pessoas, que trafegava no mesmo sentido n\u00e3o conseguiu desviar e atropelou&quot;.<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ressalte-se tamb\u00e9m que o atual C\u00f3digo Nacional de Tr\u00e2nsito em seu art. 220 assim estabelece: <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do ve\u00edculo de forma compat\u00edvel com a seguran\u00e7a do tr\u00e2nsito:<br \/>\u00a0XII &#8211; em declive;<br \/>\u00a0XIII &#8211; ao ultrapassar ciclista&quot;.<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Assim, o requerido Ant\u00f4nio de Castro foi negligente, imprudente e imperito, ao realizar uma curva fechada em declive, sem reduzir a velocidade, vindo a invadir o acostamento da via rodovi\u00e1ria. Fato este que ocasionou a colis\u00e3o com a parte traseira da bicicleta em que se encontrava a v\u00edtima J\u00falio C\u00e9sar.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Demais disso, assim julgou o Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso do Sul: <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;\u00c9 parte leg\u00edtima passiva para responder pelo p\u00f3lo passivo da a\u00e7\u00e3o o motorista que, embora n\u00e3o sendo propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, conduzia-o quando do acidente&quot; (TJMS &#8211; 1\u00aa T. C\u00edvel &#8211; Ap. 575\/87 &#8211; Rel. Al\u00e9cio Ant\u00f4nio Tamiozzo).<\/em><br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0N\u00e3o h\u00e1 que se considerar alega\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es da pista, pois, no momento da colis\u00e3o, esta se encontrava em perfeitas condi\u00e7\u00f5es, posto que estava devidamente asfaltada, sinalizada, seca e com acostamento asfaltado. E, apesar do cair da noite, era poss\u00edvel uma perfeita visibilidade, isso, conforme consta no Boletim de Acidente de Tr\u00e2nsito Rodovi\u00e1rio em anexo.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0Noutro aspecto, tamb\u00e9m a culpa do co-r\u00e9u Jorge Bueno de Almeida \u00e9 inquestion\u00e1vel, uma vez que a \u00e9poca do fato, era patr\u00e3o do motorista causador do sinistro (r\u00e9u Ant\u00f4nio de Castro), bem como, propriet\u00e1rio do ve\u00edculo envolvido no acidente. <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tal culpa \u00e9 evidenciada pelo disposto no art. 1.521, III, do C\u00f3digo Civil Brasileiro, vejamos:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Art. 1.521. S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<br \/>\u00a0III &#8211; o patr\u00e3o, amo ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhes competir, ou por ocasi\u00e3o dele (art. 1.522)&quot;. (grifo nosso)<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O art. 1.521 do C\u00f3digo Civil ao enumerar as pessoas respons\u00e1veis pelos atos de outrem o faz em decorr\u00eancia da responsabilidade pelo fato da coisa, cujo fundamento jur\u00eddico reside na guarda da coisa, firmando-se o entendimento de que o dono do ve\u00edculo responde sempre pelos atos culposos de terceiro a quem o entregou, seja seu preposto ou n\u00e3o.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A responsabilidade do propriet\u00e1rio do ve\u00edculo n\u00e3o resulta de culpa alguma, direta ou indireta. N\u00e3o se exige a <em>culpa in vigilando<\/em> ou <em>in eligendo,<\/em> nem qualquer rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o, mesmo porque o causador do acidente pode n\u00e3o ser subordinado ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0E mais, abaixo s\u00e3o descritos alguns julgados de Tribunais:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;O propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, causador do desastre, responde pelo ato do preposto, embora estivesse a dirigi-lo abusivamente, fora do hor\u00e1rio de trabalho. Nesses casos, via de regra, leva-se em conta ao mesmo tempo o car\u00e1ter perigoso da coisa e a culpa in vigilando, ou principalmente, a teoria da guarda (propriet\u00e1rio) da coisa inanimada&quot; (1\u00ba TACSP &#8211; 6\u00aa C. &#8211; Ap. &#8211; Rel. Carlos Roberto Gon\u00e7alves &#8211; j. 23.08.0004 &#8211; RT 716\/202). <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0Responsabilidade Civil &#8211; Colis\u00e3o de ve\u00edculos &#8211; Culpa in eligendo do propriet\u00e1rio de um deles &#8211; Solidariedade com o motorista culpado &#8211; Legitimidade apassiva ad causam reconhecida &#8211; &quot;Responsabilidade civil. Acidente de tr\u00e2nsito. Solidariedade do propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, decorrente do crit\u00e9rio de escolha da pessoa a quem confiou seu uso. Inexist\u00eancia de negativa da regra do art. 1.521, III, do CC. Recurso provido para o fim de se reconhecer a legitimidade ad causam passiva da r\u00e9 apelante, julgando-se o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil no ju\u00edzo de primeiro grau, com invers\u00e3o do \u00f4nus da sucumb\u00eancia&quot; (TAPR &#8211; Ap. Rel. Franco de Carvalho &#8211; j. 24.2.82 &#8211; RT 574\/240).<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tais condutas (patr\u00e3o) caracterizam-se como imprudentes ou negligentes, traduzindo-se procedimento culposo, com incid\u00eancia do art. 15000, caput, C\u00f3digo Civil, em combina\u00e7\u00e3o com o art. 1.521, III, tamb\u00e9m do C\u00f3digo Civil.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Desta forma, consubstanciada est\u00e1 a culpa dos r\u00e9us, a configura\u00e7\u00e3o do ato il\u00edcito e o nexo de causalidade, originando assim, a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Eis que agora surge um questionamento: O que deve ser reparado? De que forma?<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O Art. 1.537 do C\u00f3digo Civil Brasileiro assim prescreve:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Art. 1537. A indeniza\u00e7\u00e3o, no caso de homic\u00eddio, consiste:<br \/>\u00a0I &#8211; no pagamento das despesas com o tratamento da v\u00edtima, seu funeral e o luto da fam\u00edlia;<br \/>\u00a0II &#8211; na presta\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0s pessoas a quem o defunto os devia&quot;.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><br \/>\u00a0<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Assim, por imposi\u00e7\u00e3o legal, \u00e9 dever dos Requeridos o pagamento das despesas com funeral, sepultamento, luto da fam\u00edlia e ainda o valor das pens\u00f5es devidas at\u00e9 a data em que o menor completaria 25 anos de idade. Diante disto, levando em considera\u00e7\u00e3o que a v\u00edtima possu\u00eda 13 (treze) anos de idade e recebendo no m\u00ednimo 04 (quatro) sal\u00e1rios mensais tem-se o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O STF na S\u00famula 40001 assim decidiu: <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;\u00c9 indeniz\u00e1vel o acidente que causa a morte de filho menor, ainda que n\u00e3o exer\u00e7a trabalho remunerado&quot;.<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0 De acordo com a S\u00famula 40000 do STF <em>&quot;A pens\u00e3o correspondente \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o oriunda de responsabilidade civil deve ser calculada com base no sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente ao tempo da senten\u00e7a e ajustar-se \u00e1s varia\u00e7\u00f5es ulteriores&quot;,<\/em> com termo inicial a partir do evento danoso (12\/0008) e termo final com a idade limite de 25 anos, quando supostamente haveria de se casar. Devendo a data do pagamento ser arbitrada por Vossa Excel\u00eancia e ainda o pagamento feito mediante dep\u00f3sito na conta corrente da mesma devendo tal ser aberta ap\u00f3s a senten\u00e7a.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00c9 o entendimento jurisprudencial:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Na hip\u00f3tese de responsabilidade civil por acidente de tr\u00e2nsito, o termo inicial de pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser o da data do evento e os juros de mora, como efeito da demanda, fluem a partir da cita\u00e7\u00e3o inicial&quot; (1\u00ba TACSP &#8211; 5\u00aa C. &#8211; Ap. Rel. Laerte Nordi &#8211; j. 21.12.83 &#8211; RT 583\/13000).<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0&quot;O pensionamento imposto a perdedora da demanda h\u00e1 de se iniciar a partir do ato il\u00edcito do qual foi v\u00edtima o autor. A art. 153000 do CC n\u00e3o permite d\u00favidas a esse respeito. Do seu comando emerge ser a pens\u00e3o devida pelo respons\u00e1vel uma contrapartida \u00e0 inabilita\u00e7\u00e3o suportada pela v\u00edtima quanto \u00e0 sua capacidade laborativa. Esta, como \u00e9 \u00f3bvio, viu-se reduzida a partir do evento danoso. Restringir a pens\u00e3o deste \u00e0 data da propositura da a\u00e7\u00e3o implica subtrair da indeniza\u00e7\u00e3o o montante correspondente ao per\u00edodo que mediou entre o acidente e o ajuizamento&quot; (TJSP &#8211; 2\u00aa C. &#8211; Ap. &#8211; Rel. Donaldo Armelin &#8211; j. 3.5.0004 &#8211; RT 707\/57).<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0&quot;REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS &#8211; ATO IL\u00cdCITO &#8211; ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO &#8211; Prova testemunhal que favorece a apelada. Firma presun\u00e7\u00e3o de culpa contra si o motorista que retira-se do local ap\u00f3s o acidente. Morte de menor de onze anos de idade. Indeniza\u00e7\u00e3o fixada a partir do \u00f3bito, com base na idade limite de vinte e cinco anos, quando sup\u00f5e-se que a v\u00edtima possivelmente casaria e n\u00e3o mais poderia contribuir para o sustento da fam\u00edlia, sendo irrelevante que \u00e0 \u00e9poca da morte n\u00e3o exercesse atividade lucrativa&quot; (grifo nosso).<\/em><br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ressaltando-se que os valores acima mencionados devem ser corrigidos monetariamente e atualizados, desde a data do fato (12\/0008), bem como, o pagamento da pens\u00e3o mensal.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Esse \u00e9 o entendimento de Rui Stoco, em sua obra Responsabilidade Civil e sua Interpreta\u00e7\u00e3o Jurisprudencial, 4\u00aa ed., RT, 2012, p\u00e1g. 770:<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0<em>&quot;Nas indeniza\u00e7\u00f5es por ato il\u00edcito cabe, sempre, a corre\u00e7\u00e3o ou atualiza\u00e7\u00e3o das verbas que as comp\u00f5em.<br \/>\u00a0 Nesse sentido o verbete da S\u00famula 562 do Colendo Tribunal Federal, nos seguintes termos: &quot;Na indeniza\u00e7\u00e3o de danos materiais decorrentes de ato il\u00edcito cabe a atualiza\u00e7\u00e3o de seu valor, utilizando-se, para esse fim, dentre outros crit\u00e9rios, dos \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria&quot;.<br \/>\u00a0 Evidentemente que a express\u00e3o &quot;na indeniza\u00e7\u00e3o de danos materiais&quot; constante da S\u00famula n\u00e3o tem o poder de restringir a atualiza\u00e7\u00e3o de valores apenas aos danos de natureza patrimonial.<br \/>\u00a0 Abrange, evidentemente qualquer indeniza\u00e7\u00e3o, seja de car\u00e1ter patrimonial, seja de natureza moral.<br \/>\u00a0 \u00c9 que \u00e0 \u00e9poca em que editada a s\u00famula o Pret\u00f3rio Excelso ainda relutava em admitir a indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral.<br \/>\u00a0 Tamb\u00e9m a S\u00famula 40000 do STF consagrou o princ\u00edpio da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nas pens\u00f5es oriundas da responsabilidade civil.&quot; <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0&quot;Tratando-se de indeniza\u00e7\u00e3o por ato il\u00edcito, devida \u00e9 a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a ser concedida a partir do evento, tendo em vista o disposto no art. 00062 do CC&quot; (TJSP &#8211; 4\u00aa C. &#8211; Ap. &#8211; Rel. Alves Braga &#8211; j. 25.3.82 &#8211; RT 561\/103).<\/em><br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\u00a0III &#8211; DO PEDIDO<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ante o exposto, requer que Vossa Excel\u00eancia se digne:<br \/>\u00a0a) julgar procedente o pedido estampado na inicial, condenando os Requeridos ao pagamento das despesas funer\u00e1rias, sepultamento e luto da fam\u00edlia, mais a pens\u00e3o devida com base em 04 (quatro) sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, totalizando o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0b) condenar os Requeridos ao pagamento de uma pens\u00e3o mensal, no valor de 04 (quatro) sal\u00e1rios m\u00ednimos vigente no pa\u00eds.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0IV &#8211; DOS REQUERIMENTOS<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Requer, a cita\u00e7\u00e3o dos Requeridos, para, querendo, responder aos termos da presente a\u00e7\u00e3o, sob pena de confiss\u00e3o e revelia quanto a mat\u00e9ria de fato e de direito.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Requer tamb\u00e9m, a expedi\u00e7\u00e3o de carta precat\u00f3ria citat\u00f3ria para as Comarcas de Goi\u00e2nia-GO, lugar onde reside o r\u00e9u Jorge Bueno de Almeida, e, de Piranhas-GO, resid\u00eancia do co-r\u00e9u Ant\u00f4nio de Castro e Silva.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Demais disso, requer seja observado o procedimento sum\u00e1rio, com fundamento no art. 275, II, d, do C\u00f3digo de Processo Civil.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Requer ainda, os benef\u00edcios da Justi\u00e7a Gratuita, por ser a Requerente pobre nos termos da Lei n\u00ba 1.060\/50.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0 Requer tamb\u00e9m a condena\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios no valor de 20% (vinte por cento) do valor da a\u00e7\u00e3o e ainda nas custas processuais decorrentes do feito. <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0IV &#8211; DAS PROVAS<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, inclusive depoimento pessoal dos reclamados e da reclamante, testemunhal, documental e pericial.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0V &#8211; DO VALOR DA CAUSA<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0D\u00e1-se a causa do valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0Nestes termos,<br \/>\u00a0Pede deferimento.<br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0 <br \/>\u00a0Barra do Gar\u00e7as-MT, 15 de fevereiro de 2000. <br \/>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[502],"class_list":["post-44549","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-acoes-e-recursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/44549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=44549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}