{"id":44380,"date":"2023-08-10T13:26:07","date_gmt":"2023-08-10T13:26:07","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-10T13:26:07","modified_gmt":"2023-08-10T13:26:07","slug":"acao-de-reconhecimento-e-dissolucao-de-uniao-estavel-cumulada-com-peticao-de-partilha-de-bens","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-reconhecimento-e-dissolucao-de-uniao-estavel-cumulada-com-peticao-de-partilha-de-bens\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Reconhecimento e Dissolu\u00e7\u00e3o de Uni\u00e3o Est\u00e1vel Cumulada com Peti\u00e7\u00e3o de Partilha de Bens"},"content":{"rendered":"<p>RECONHECIMENTO E DISSOLU\u00c7\u00c3O DE <\/p>\n<p>UNI\u00c3O EST\u00c1VEL<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>Excelent\u00edssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da &#8230;. Vara <\/p>\n<p>da Fam\u00edlia e das Sucess\u00f5es de &#8230;<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>T\u00cdCIA, brasileira, solteira, do com\u00e9rcio, portadora da <\/p>\n<p>c\u00e9dula de identidade com o RG n.\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;., inscrita no <\/p>\n<p>Minist\u00e9rio da Fazenda com o CPF\/MF n.\u00ba &#8230;,  residente <\/p>\n<p>nesta capital na Rua &#8230;, n.\u00ba &#8230;, Jardim &#8230;, CEP&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., <\/p>\n<p>por seus advogados que esta subscrevem, conforme <\/p>\n<p>incluso Instrumento de Procura\u00e7\u00e3o,  (Doc. 01), v\u00eam com <\/p>\n<p>respeito e acatamento de estilo \u00e0  presen\u00e7a de Vossa <\/p>\n<p>Excel\u00eancia, para propor a competente <\/p>\n<\/p>\n<p>   A\u00c7\u00c3O DE RECONHECIMENTO E DE <\/p>\n<p>   DISSOLU\u00c7\u00c3O DE UNI\u00c3O EST\u00c1VEL <\/p>\n<p>CUMULADA COM PETI\u00c7\u00c3O DE PARTILHA DE <\/p>\n<p>            BENS.<\/p>\n<\/p>\n<p>em face de TIR\u00c7O, brasileiro, solteiro, comerciante, <\/p>\n<p>portador da c\u00e9dula de identidade com o RG n.\u00ba <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., inscrito no Minist\u00e9rio da Fazenda com <\/p>\n<p>o CPF n.\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., domiciliado na Av. <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. n.\u00ba &#8230;&#8230;.. Jardim &#8230;&#8230;&#8230;..,  CEP <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;,  pelos motivos de fato e de direito a seguir <\/p>\n<p>expostos:<\/p>\n<p>1. A Requerente, conhece o Requerido, desde &#8230;, data <\/p>\n<p>em que iniciaram seu relacionamento, a princ\u00edpio, a t\u00edtulo <\/p>\n<p>de namoro, entretanto com o passar do tempo, tal <\/p>\n<p>relacionamento tornou-se cada vez mais \u00edntimo, como \u00e9 <\/p>\n<p>comum e corriqueiro, at\u00e9 que em &#8230;, a Requerente, ficou <\/p>\n<p>gr\u00e1vida e, em &#8230; deu \u00e0 luz a Clarinha,  primeira filha <\/p>\n<p>dos conviventes, quando  passaram ent\u00e3o a repartir <\/p>\n<p>o mesmo teto, residindo  na casa da m\u00e3e da Requerente, <\/p>\n<p>sito a rua &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, Bairro&#8230;&#8230;.., em verdadeiro <\/p>\n<p>ambiente familiar, residiam tamb\u00e9m na mesma casa, os <\/p>\n<p>irm\u00e3os da Requerente, Pedro e Paulo, sendo que ali, o <\/p>\n<p>casal e sua filha,  permaneceram por 10 meses, vindo em <\/p>\n<p>seguida montar resid\u00eancia, desta feita, indo morar <\/p>\n<p>somente com a filha Juliana, na Rua &#8230;&#8230;, na cidade de <\/p>\n<p>&#8230;., Estado de &#8230;, onde permaneceram por dois anos <\/p>\n<p>consecutivos, mudando-se de l\u00e1 para a rua &#8230;&#8230;, onde <\/p>\n<p>permaneceram por mais um ano, mudando-se de l\u00e1 para <\/p>\n<p>a atual resid\u00eancia, na mesma rua, quer seja Rua &#8230;&#8230;., n.\u00ba <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;., bairro &#8230;,  onde tiveram seu segundo filho <\/p>\n<p>Robinson, nascido em &#8230;.<\/p>\n<p>2. Assim, conviveram em verdadeira  uni\u00e3o est\u00e1vel, como <\/p>\n<p>se casados fossem, por 6 anos e dois meses, tendo como <\/p>\n<p>filhos &#8230; e &#8230;, conforme corroboram as inclusas certid\u00f5es <\/p>\n<p>de nascimento (Doc. 2 e 3). <\/p>\n<p>3. O reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel entre o casal, n\u00e3o \u00e9 <\/p>\n<p>tarefa de dif\u00edcil cumprimento, pois al\u00e9m das provas <\/p>\n<p>testemunhais que ser\u00e3o trazidas aos presentes autos <\/p>\n<p>oportunamente, bem como o depoimento do Requerido, <\/p>\n<p>encontram-se presentes, provas documentais de <\/p>\n<p>inating\u00edvel valor de convencimento, pois sen\u00e3o vejamos :<\/p>\n<p>a) Os conviventes, constitu\u00edram prole, entre os anos de &#8230; <\/p>\n<p>e &#8230;, comprovadamente pela juntada das j\u00e1 citadas <\/p>\n<p>Certid\u00f5es de Nascimento.<\/p>\n<p>b) Comprova a exist\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o ativa do <\/p>\n<p>Requerente nos eventos familiares, como por exemplo: <\/p>\n<p>anivers\u00e1rio, e batizado do filho, &#8230;; anivers\u00e1rio da filha &#8230; <\/p>\n<p>e casamento do irm\u00e3o do Requerido, respectivamente. <\/p>\n<p>(Doc. 4, 5 e 6), demonstrando, assim, a notoriedade da <\/p>\n<p>uni\u00e3o est\u00e1vel de ambos, bem como a rela\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>afetividade familiar  existente entre eles.<\/p>\n<p>c) Moraram sempre sob o mesmo teto, em ambiente <\/p>\n<p>familiar, como se casados fossem, pois os pr\u00f3prios <\/p>\n<p>documentos que se prestam \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o dos bens <\/p>\n<p>adquiridos pelo casal, atestam a conviv\u00eancia \u201cmore <\/p>\n<p>ux\u00f3rio\u201d, haja vista que se encontram gravados nos <\/p>\n<p>mesmos os endere\u00e7os da resid\u00eancia da fam\u00edlia, citados no <\/p>\n<p>item n.\u00ba 01 desta inicial. Assim, pela simples an\u00e1lise da <\/p>\n<p>documenta\u00e7\u00e3o, pode-se observar a veracidade do que se <\/p>\n<p>alega, sem preju\u00edzo das provas testemunhais que pretende <\/p>\n<p>produzir. Assim, vejamos:<\/p>\n<p>d) Consta no Instrumento Particular de Altera\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Contratual da Panificadora &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. P\u00e3es e Doces Ltda., <\/p>\n<p>firmado pelo Requerido em data de &#8230;, como sendo sua <\/p>\n<p>resid\u00eancia e domic\u00edlio a &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. n.\u00ba &#8230;., bairro <\/p>\n<p>&#8230;,, quer seja, o terceiro endere\u00e7o dos conviventes, que <\/p>\n<p>para l\u00e1 se mudaram em meados do m\u00eas de setembro de <\/p>\n<p>&#8230;. (Doc. 7)<\/p>\n<p>e) Conforme alegado anteriormente, o casal mudou-se de <\/p>\n<p>resid\u00eancia, localizada na mesma rua, para o n.\u00ba &#8230;&#8230;., <\/p>\n<p>constatando-se, ent\u00e3o, pela leitura do  certificado de <\/p>\n<p>registro e licenciamento de ve\u00edculo (Doc. 8), que o <\/p>\n<p>endere\u00e7o do Requerido \u00e9 o mesmo da Requerida, pela <\/p>\n<p>observa\u00e7\u00e3o da Conta de Luz, emitida para a Requerida, <\/p>\n<p>pela Eletropaulo, (Doc. 000), quer seja, Rua &#8230;.., n.\u00ba &#8230;&#8230;<\/p>\n<p>4.Diante dos fatos e das provas coligidas, fica latente a <\/p>\n<p>exist\u00eancia da uni\u00e3o est\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 pela conviv\u00eancia <\/p>\n<p>\u201cmore ux\u00f3rio\u201d, que atualmente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 <\/p>\n<p>caracteriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel, haja vista a s\u00famula 382 <\/p>\n<p>do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, durante toda a <\/p>\n<p>exist\u00eancia do instituto do concubinato, foi ponto <\/p>\n<p>fundamental e indispens\u00e1vel, sendo certo que \u00efn casu\u201d, <\/p>\n<p>encontra-se devidamente caracterizada.<\/p>\n<p>5.Destaca-se ainda no presente caso, outro fator <\/p>\n<p>caracterizador do instituto, que \u00e9 a notoriedade do <\/p>\n<p>relacionamento, pois conviviam como se casados fossem, <\/p>\n<p>sendo tal fato, de conhecido da fam\u00edlia, dos amigos, dos <\/p>\n<p>vizinhos, dos comerciantes locais, etc., entretanto, a <\/p>\n<p>doutrina a exemplo da conviv\u00eancia \u201cmore ux\u00f3rio\u201d, <\/p>\n<p>entende n\u00e3o ser elemento essencial para a caracteriza\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>do instituto, dada a diversidade das rela\u00e7\u00f5es. Assim <\/p>\n<p>aponta RODRIGO DA CUNHA PEREIRA em sua obra <\/p>\n<p>Concubinato e Uni\u00e3o Est\u00e1vel, Ed. Del Rey. 3.\u00aa Ed., pg. <\/p>\n<p>46\/47:<\/p>\n<p>\u201cOutro elemento caracterizador \u00e9 o da notoriedade. <\/p>\n<p>Neste sentido se pronunciaram Planiol et Ripert: \u201c <\/p>\n<p>Le Concubinage doit \u00eatre notoire, c\u2019est-\u00e0-dire que lo <\/p>\n<p>liaison ne doit pas \u00eatre demeur\u00e9e. Para o Jurista <\/p>\n<p>portugu\u00eas Cunha Gon\u00e7alves a liga\u00e7\u00e3o concubin\u00e1ria <\/p>\n<p>h\u00e1 de ser not\u00f3ria, por\u00e9m pode ser discreta. H\u00e1 <\/p>\n<p>situa\u00e7\u00f5es de aparente incompatibilidade, onde <\/p>\n<p>conhecimento ou divulga\u00e7\u00e3o  faz-se dentro de um <\/p>\n<p>circulo restrito de amigos e pessoas da \u00edntima <\/p>\n<p>rela\u00e7\u00e3o de ambos. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m <\/p>\n<p>elemento essencial para a caracteriza\u00e7\u00e3o do <\/p>\n<p>instituto e poder\u00e1 perfeitamente, em caso de <\/p>\n<p>necessidade, provada a rela\u00e7\u00e3o por testemunhos de <\/p>\n<p>pessoas do c\u00edrculo mais restrito e \u00edntimo de amizade.<\/p>\n<p>6. \u201cin casu\u201d, encontram-se presentes ainda como pontos <\/p>\n<p>caracterizadores da uni\u00e3o est\u00e1vel consagrada <\/p>\n<p>constitucionalmente, a fidelidade  e continuidade da <\/p>\n<p>rela\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o se pode apontar qualquer ocorr\u00eancia <\/p>\n<p>que comprove infidelidade quer da Requerente, quer do <\/p>\n<p>Requerido, que conviveram por mais de 6 anos, com a <\/p>\n<p>n\u00edtida inten\u00e7\u00e3o de constituir fam\u00edlia, como de fato foi <\/p>\n<p>constitu\u00edda, em uni\u00e3o est\u00e1vel e duradoura, que propiciou, <\/p>\n<p>inclusive, o nascimento de seus dois filhos.       <\/p>\n<p>Assim, acentua o artigo 1\u00ba da Lei 000.278\/0006:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9  reconhecida como entidade familiar a <\/p>\n<p>conviv\u00eancia duradoura, p\u00fablica e cont\u00ednua de um <\/p>\n<p>homem e uma mulher, estabelecida com o objetivo <\/p>\n<p>de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p>7. Durante a conviv\u00eancia \u201cmore ux\u00f3rio\u201d, a Requerente <\/p>\n<p>sempre desempenhou com zelo suas tarefas de <\/p>\n<p>companheira e dona do lar, cuidando de todos os <\/p>\n<p>afazeres dom\u00e9sticos, do trato e educa\u00e7\u00e3o dos filhos do <\/p>\n<p>casal, vivendo exclusivamente para o lar e a fam\u00edlia, que <\/p>\n<p>lhe consumia tempo integral,  proporcionando ao <\/p>\n<p>Requerido, o amparo moral e material de mulher <\/p>\n<p>dedicada e fiel, para que o mesmo pudesse enfrentar as <\/p>\n<p>tarefas, n\u00e3o menos dif\u00edceis, para obten\u00e7\u00e3o dos bens da <\/p>\n<p>fam\u00edlia, constitu\u00edda de fato, conforme o desejo de ambos, <\/p>\n<p>que estruturavam  sua uni\u00e3o na confian\u00e7a <\/p>\n<p>rec\u00edproca.                                                          <\/p>\n<p>8. Ocorre que em &#8230;, o Requerido, desinteressou-se pela <\/p>\n<p>vida em comum, sendo que a vida dom\u00e9stica j\u00e1 n\u00e3o mais <\/p>\n<p>lhe agradava, momento em que retirou-se do lar, <\/p>\n<p>deixando sua companheira e seus dois filhos menores, <\/p>\n<p>prestando acanhados alimentos a estes \u00faltimos, sem <\/p>\n<p>contudo, reconhecer o verdadeiro v\u00ednculo existente entre <\/p>\n<p>o casal, v\u00ednculo este, que perdurou ostensiva e, <\/p>\n<p>consecutivamente por mais de 6 anos,  per\u00edodo em que <\/p>\n<p>v\u00e1rios bens foram adquiridos, pelo esfor\u00e7o comum dos <\/p>\n<p>conviventes, cada qual com sua parcela de esfor\u00e7o; ele, <\/p>\n<p>na labuta externa, cuidando dos neg\u00f3cios para a <\/p>\n<p>tranq\u00fcilidade e bem estar da fam\u00edlia; ela, por sua vez, <\/p>\n<p>incumbindo-se de tarefas n\u00e3o menos dif\u00edceis e dignas, <\/p>\n<p>edificando o lar comum, com a educa\u00e7\u00e3o e tratamento <\/p>\n<p>dos dois filhos menores, labutando diariamente, lavando, <\/p>\n<p>passando, cozinhando, enfim, exercendo verdadeiro <\/p>\n<p>papel de m\u00e3e e esposa, dando total apoio \u00e0s empreitadas <\/p>\n<p>de seu companheiro, entregando-lhe verdadeira <\/p>\n<p>tranq\u00fcilidade <\/p>\n<p>para o cumprimento de suas tarefas.<\/p>\n<p>000. Desta forma, conseguiram os conviventes, adquirir, <\/p>\n<p>consider\u00e1veis bens, que por uma quest\u00e3o de confian\u00e7a <\/p>\n<p>m\u00fatua, porquanto viviam em verdadeira institui\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>familiar, ficaram exclusivamente, em nome do Requerido, <\/p>\n<p>que atualmente os administra, det\u00e9m sua posse,  usando e <\/p>\n<p>gozando com exclusividade dos benef\u00edcios deles <\/p>\n<p>provenientes,  registre-se, ent\u00e3o, os seguintes bens  a <\/p>\n<p>saber:<\/p>\n<p>A) Panificadora  &#8230;&#8230; Sociedade por Cotas de <\/p>\n<p>responsabilidade Limitada: 750 cotas (setecentos e <\/p>\n<p>cinq\u00fcenta) ou 15% (quinze pontos percentuais). <\/p>\n<p>A Requerente, demonstrando ampla lisura no justo pleito <\/p>\n<p>que ora leva a termo, quer esclarecer que ao adentrar \u00e0 <\/p>\n<p>uni\u00e3o est\u00e1vel, o Requerido, j\u00e1 possu\u00eda  1.250 cotas (um <\/p>\n<p>mil duzentos e cinq\u00fcenta cotas) , de um total de 5.000 <\/p>\n<p>cotas (cinco mil cotas), equivalentes, ent\u00e3o, a 25% (vinte <\/p>\n<p>e cinco pontos percentuais) desta citada panificadora, <\/p>\n<p>adquiridas, exclusivamente por ele em 10 de abril de <\/p>\n<p>1.0008000, conforme se constata pela leitura da cl\u00e1usula XII <\/p>\n<p>do Instrumento de Altera\u00e7\u00e3o de Contrato Social por <\/p>\n<p>Cotas de Responsabilidade Limitada (Doc. 10)<\/p>\n<p>Desta forma, foram adquiridas, durante a uni\u00e3o est\u00e1vel, <\/p>\n<p>por esfor\u00e7o comum, 750 cotas (setecentos e cinq\u00fcenta), <\/p>\n<p>equivalentes, assim, a 15% (quinze pontos percentuais) <\/p>\n<p>do total de 5.000 cotas (cinco mil cotas), conforme se <\/p>\n<p>vislumbra, pela an\u00e1lise da cl\u00e1usula quarta do acostado <\/p>\n<p>Instrumento Particular de Altera\u00e7\u00e3o Contratual datado de <\/p>\n<p>06 de setembro de 1.0000004, onde consta como sua parte, <\/p>\n<p>2.000 cotas (duas mil cotas). (Doc.11)<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de esclarecimento, aduzimos:<\/p>\n<p>Antes da uni\u00e3o (Doc.10) consta que possu\u00eda <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.1.250 cotas ou 25 %    <\/p>\n<p>Durante a uni\u00e3o (Doc. 11) consta que <\/p>\n<p>possui&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.2.000 cotas ou 40 %<\/p>\n<p>Cotas adquiridas pelo esfor\u00e7o <\/p>\n<p>comum&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.   750 cotas ou 15%<\/p>\n<p>Pelo exposto, pretende, a Requerente, ver partilhadas, <\/p>\n<p>apenas as cotas adquiridas durante a uni\u00e3o do casal, quer <\/p>\n<p>seja, 750 cotas, que implicam em 15% (quinze pontos <\/p>\n<p>percentuais) do total da panificadora &#8230;.<\/p>\n<p>Estimativa do valor total do <\/p>\n<p>Com\u00e9rcio&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$ &#8230; <\/p>\n<p>Valor das cotas a serem partilhadas (15%)  <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. R$   &#8230;<\/p>\n<p>B) Panificadora &#8230;.., adquirida por esfor\u00e7o comum, em <\/p>\n<p>data de &#8230;, durante a uni\u00e3o est\u00e1vel dos conviventes, <\/p>\n<p>situada na Estrada &#8230;&#8230;&#8230;.., bairro &#8230;, capital, inscrita no <\/p>\n<p>Minist\u00e9rio da Fazenda com o CGC n.\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, <\/p>\n<p>detendo 2.000  cotas (duas mil cotas), de um total de <\/p>\n<p>10.000 (dez mil cotas), eq\u00fcivalendo, portanto, ao <\/p>\n<p>percentual de 20% (vinte pontos percentuais), a sua <\/p>\n<p>participa\u00e7\u00e3o na sociedade, tudo em conformidade com o <\/p>\n<p>Instrumento Particular de Altera\u00e7\u00e3o Contratual, datado <\/p>\n<p>de .., expedido pela Junta Comercial do Estado de &#8230;, em <\/p>\n<p>data recente de &#8230;, (Doc&#8230;), pleiteando, ent\u00e3o, a partilha <\/p>\n<p>de 2.000 cotas (duas mil), quer seja : 20% do aludido <\/p>\n<p>bem.<\/p>\n<p>Estimativa do Valor do <\/p>\n<p>Com\u00e9rcio&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.R$ &#8230;<\/p>\n<p>Valor das cotas a serem partilhadas (20%) <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..R$    &#8230;<\/p>\n<p>C) Um autom\u00f3vel &#8230;,  de placas &#8230;&#8230;&#8230;, cor &#8230;&#8230;.., chassi <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..,  conforme se vislumbra do acostado <\/p>\n<p>(Doc.08), adquirido em data de &#8230;, na const\u00e2ncia da <\/p>\n<p>uni\u00e3o est\u00e1vel. <\/p>\n<p>Valor de mercado <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.R$ &#8230;<\/p>\n<p>D) Uma linha telef\u00f4nica tipo celular de n.\u00ba <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., com aparelho, que n\u00e3o obstante o fato <\/p>\n<p>de n\u00e3o ter sido transferida, diretamente ao Requerido, foi <\/p>\n<p>adquirida do Sr. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., domiciliado na <\/p>\n<p>Av. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (mesmo domic\u00edlio do Requerido), <\/p>\n<p>conforme se observa pela c\u00f3pia da conta telef\u00f4nica <\/p>\n<p>acostada (Doc. 12)<\/p>\n<p> Valor de <\/p>\n<p>mercado&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..R$ <\/p>\n<p>&#8230; <\/p>\n<p>10. Conforme se pode verificar pela an\u00e1lise dos  <\/p>\n<p>documentos juntados, os aludidos bens foram adquiridos <\/p>\n<p>na const\u00e2ncia da uni\u00e3o est\u00e1vel, por esfor\u00e7o, trabalho e <\/p>\n<p>colabora\u00e7\u00e3o comum dos conviventes, devendo ser <\/p>\n<p>partilhados na forma da Lei 000.278 de 10 de maio de <\/p>\n<p>1.0000006, que regulamentou o \u00a7 3\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, <\/p>\n<p>mais precisamente em seu artigo 5\u00ba, o qual, nos <\/p>\n<p>permitimos reproduzir  \u201cin verbis\u201d.                                <\/p>\n<\/p>\n<p>Artigo 5\u00ba da Lei 000.278\/0006<\/p>\n<p>\u201cOs bens m\u00f3veis e im\u00f3veis adquiridos por um ou por <\/p>\n<p>ambos os conviventes, na const\u00e2ncia da uni\u00e3o <\/p>\n<p>est\u00e1vel e a t\u00edtulo oneroso, s\u00e3o considerados fruto do <\/p>\n<p>trabalho e da colabora\u00e7\u00e3o comum, passando a <\/p>\n<p>pertencer a ambos, em condom\u00ednio e em partes <\/p>\n<p>iguais, salvo estipula\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria em contrato <\/p>\n<p>escrito\u201d.<\/p>\n<p>11. Observa-se que a Requerente pleiteia com total <\/p>\n<p>propriedade, embasada em princ\u00edpios morais e jur\u00eddicos, <\/p>\n<p>a partilha dos bens em partes iguais, haja vista terem sido <\/p>\n<p>adquiridos a t\u00edtulo oneroso, fruto do trabalho e da <\/p>\n<p>colabora\u00e7\u00e3o comum. Sua parcela de contribui\u00e7\u00e3o para a <\/p>\n<p>constitui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, em nada deixa a desejar \u00e0 <\/p>\n<p>parcela de esfor\u00e7o do Requerido, sendo certo que <\/p>\n<p>viveram em verdadeira sociedade conjugal.<\/p>\n<p>A Doutrina, nas palavras do em\u00e9rito professor <\/p>\n<p>Rodrigo da Cunha Pereira em sua obra Concubinato <\/p>\n<p>e Uni\u00e3o Est\u00e1vel ed. Del Rey 3\u00aa Ed. Pg. 70, nos <\/p>\n<p>ensina :  <\/p>\n<p>\u201cNa rela\u00e7\u00e3o concubin\u00e1ria, assim considerada como <\/p>\n<p>aquela estabelecida entre um homem e uma mulher como <\/p>\n<p>se casados fossem, na maioria das vezes adquire-se, em <\/p>\n<p>sua const\u00e2ncia bens que prov\u00eam de um desejo e <\/p>\n<p>objetivos comuns de constru\u00edrem e partilharem a vida <\/p>\n<p>juntos, viver juntos em comunh\u00e3o de esfor\u00e7os, enfim, <\/p>\n<p>levar a vida juntos. Em geral, a informalidade deste <\/p>\n<p>casamento de fato propicia que as partes n\u00e3o fa\u00e7am os <\/p>\n<p>registros formais daquilo que intencionalmente fazem: <\/p>\n<p>comunh\u00e3o de vida e de interesses. A vida e o esfor\u00e7o <\/p>\n<p>comum acarretam prop\u00f3sitos de coopera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Estabelece-se ent\u00e3o uma sociedade conjugal de fato, ou <\/p>\n<p>melhor, uma sociedade de fato\u201d. <\/p>\n<p>\u201c&#8230;..quando se fala, na S\u00famula 380, em \u201cesfor\u00e7o comum\u201d <\/p>\n<p>para efeitos de partilha o entendimento mais recente \u00e9 de <\/p>\n<p>que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que a contribui\u00e7\u00e3o de uma das <\/p>\n<p>partes tenha sido financeira. Basta que uma das partes <\/p>\n<p>tenha dado suporte dom\u00e9stico para que a outra pudesse <\/p>\n<p>construir ou realizar, ou seja, basta que tenha sido uma <\/p>\n<p>contribui\u00e7\u00e3o indireta&#8230;..\u201d       <\/p>\n<p>N\u00c3O \u00c9 OUTRO, O POSICIONAMENTO DE <\/p>\n<p>NOSSOS TRIBUNAIS.<\/p>\n<p>\u201c Concubinato. Colabora\u00e7\u00e3o da parceira. Mea\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>devida. A partilha \u00e9 devida \u00e0 concubina, pois negar-lhe <\/p>\n<p>compensa\u00e7\u00e3o seria acoro\u00e7oar o locupletamento indevido <\/p>\n<p>ao homem com o trabalho da mulher. Entende-se essa <\/p>\n<p>colabora\u00e7\u00e3o como sendo em dinheiro ou n\u00e3o; produto do <\/p>\n<p>trabalho dom\u00e9stico ou fora do lar&#8230;\u201d (1\u00aa CCTJSC, Ap. n. <\/p>\n<p>30384, v. un. Em 1000\/05\/10008000, rel. Des. Volnei Carlin, JC <\/p>\n<p>64\/21000).<\/p>\n<p>\u201cPara que se admita a exist\u00eancia de sociedade de fato <\/p>\n<p>entre concubinos n\u00e3o \u00e9 preciso que ambos hajam <\/p>\n<p>fornecido recursos em dinheiro: conforme as <\/p>\n<p>circunst\u00e2ncias, pode-se reconhecer a relev\u00e2ncia da <\/p>\n<p>contribui\u00e7\u00e3o indireta&#8230;\u201d( 5\u00aa CCTJRJ, Ap. n. 38.00056, m.v. <\/p>\n<p>em 100085, rel. Des. Jos\u00e9 Carlos Barbosa Moreira, RT <\/p>\n<p>605\/165).<\/p>\n<p>Na mesma obra j\u00e1 citada o professor Rodrigo da <\/p>\n<p>Cunha Pereira, pg. 68 comenta:<\/p>\n<p>\u201c ..sempre refletindo as altera\u00e7\u00f5es dos costumes, o <\/p>\n<p>Superior Tribunal de Justi\u00e7a, por sua 4\u00aa Turma, em <\/p>\n<p>ac\u00f3rd\u00e3o do eminente Ministro Fontes de Alencar, <\/p>\n<p>inclinou-se em adotar a posi\u00e7\u00e3o mais liberal, <\/p>\n<p>reconhecendo a contribui\u00e7\u00e3o indireta para a forma\u00e7\u00e3o do <\/p>\n<p>patrim\u00f4nio formado durante a rela\u00e7\u00e3o concubin\u00e1ria, na <\/p>\n<p>seguinte decis\u00e3o em um Recurso Especial:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o ofende o art. 171000, III, do C\u00f3digo Civil, o ac\u00f3rd\u00e3o <\/p>\n<p>que, tendo admitido o companheiro, reconheceu a <\/p>\n<p>presun\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o comum na aquisi\u00e7\u00e3o daquele <\/p>\n<p>im\u00f3vel, pouco importando que a companheira (obreira <\/p>\n<p>sem ser empregada) n\u00e3o exercesse, ao tempo de sua <\/p>\n<p>aquisi\u00e7\u00e3o, trabalho remunerado\u201d(Resp. 361-RJ de <\/p>\n<p>30\/10\/8000).<\/p>\n<p>Em continuidade ao coment\u00e1rio aduz: <\/p>\n<p>Parece-nos ser mesmo esta a posi\u00e7\u00e3o mais moderna do <\/p>\n<p>Direito, corroborada mais uma vez pelo Superior Tribunal <\/p>\n<p>de Justi\u00e7a. No Recurso Especial n. 483-RJ, a 3\u00aa Turma <\/p>\n<p>desta Corte Superior acolheu a tese da contribui\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>indireta da companheira. Foi assim que o Ministro  <\/p>\n<p>Cl\u00e1udio Santos, em brilhante voto, pronunciou-se :    <\/p>\n<p>\u201cAssim, o que se tratava como sociedade concubin\u00e1ria, <\/p>\n<p>produzindo os efeitos patrimoniais, com lastro na <\/p>\n<p>disciplina contratual das sociedades de fato, do C\u00f3digo <\/p>\n<p>Civil, passa ao patamar de uni\u00e3o est\u00e1vel, reconhecida <\/p>\n<p>constitucionalmente como entidade familiar e, como tal <\/p>\n<p>gozando da prote\u00e7\u00e3o do Estado, legitimada para os <\/p>\n<p>efeitos da incid\u00eancia das regras do direito de Fam\u00edlia, <\/p>\n<p>devendo a lei facilitar sua convers\u00e3o em casamento. Com <\/p>\n<p>tal racioc\u00ednio, que certamente enfrentar\u00e1 dificuldades para <\/p>\n<p>alcan\u00e7ar aceita\u00e7\u00e3o em plenitude, o requisito para a <\/p>\n<p>participa\u00e7\u00e3o patrimonial  h\u00e1 de ultrapassar o pre\u00e2mbulo <\/p>\n<p>das provas de esfor\u00e7o comum, de natureza econ\u00f4mica, <\/p>\n<p>para centrar-se na conceitua\u00e7\u00e3o do que seja uni\u00e3o est\u00e1vel <\/p>\n<p>reconhecida como entidade familiar. Isto ser\u00e1 feito <\/p>\n<p>certamente, pela doutrina , resultado da reflex\u00e3o dos <\/p>\n<p>doutos, pelos julgados que enfrentam nas hist\u00f3rias do <\/p>\n<p>dia-a-dia o desafio de construir o direito vivo, para que <\/p>\n<p>melhor se distribua a justi\u00e7a\u201d)Resp. 1.508- RJ de <\/p>\n<p>26\/3\/0000).<\/p>\n<p>12.Observa-se que as referidas decis\u00f5es  do Superior <\/p>\n<p>Tribunal de Justi\u00e7a, datam  dos anos de 1.0008000 e 1.0000000, <\/p>\n<p>sendo certo que os preceitos neles contidos, foram <\/p>\n<p>sabiamente aceitos pelos julgados posteriores fazendo-se <\/p>\n<p>presentes nas decis\u00f5es, com unanimidade;  <\/p>\n<p>Assim podemos citar:<\/p>\n<p>CONCUBINATO &#8211; MEA\u00c7\u00c3O DE BENS Recurso: <\/p>\n<p>AC 145071 1 Origem: SP \u00d3rg\u00e3o: CCIV 2 Relator: <\/p>\n<p>CEZAR PELUSO Data: 17\/12\/0001 Lei: CR 226 3 &#8211; <\/p>\n<p>CONCUBINATO &#8211; PATRIM\u00d4NIO ADQUIRIDO <\/p>\n<p>DURANTE A UNI\u00c3O EST\u00c1VEL &#8211; SUJEI\u00c7\u00c3O AOS <\/p>\n<p>PRINCIPIOS DO DIREITO DE FAM\u00cdLIA &#8211; <\/p>\n<p>PARTICIPA\u00c7\u00c3O DA MULHER &#8211; <\/p>\n<p>DESNECESSIDADE DE SER DIRETA, OU <\/p>\n<p>PECUNI\u00c1RIA, AINDA A LUZ DA S\u00daMULA 380 <\/p>\n<p>DO STF &#8211; MANCOMUNH\u00c3O &#8211; DIREITO A <\/p>\n<p>PARTILHA. APLICA\u00c7\u00c3O DO A 226, P 3 DA CR. <\/p>\n<p>ADQUIRIDO PATRIM\u00d4NIO DURANTE A UNI\u00c3O <\/p>\n<p>EST\u00c1VEL, SUJEITA AOS PRINCIPIOS JUR\u00cdDICOS <\/p>\n<p>DO DIREITO DE FAM\u00cdLIA, TEM OS <\/p>\n<p>CONCUBINOS, OU EX-CONCUBINOS, DIREITO <\/p>\n<p>A PARTILHA, AINDA QUE A CONTRIBUI\u00c7\u00c3O DE <\/p>\n<p>UM DELES, EM GERAL A MULHER, N\u00c3O HAJA <\/p>\n<p>SIDO DIRETA, OU PECUNI\u00c1RIA, SENAO <\/p>\n<p>INDIRETA, A QUAL TANTO PODE ESTAR NA <\/p>\n<p>DIRE\u00c7\u00c3O EDUCACIONAL DOS FILHOS, NO <\/p>\n<p>TRABALHO DOMESTICO, OU EM SERVI\u00c7OS <\/p>\n<p>MATERIAIS DOUTRA ORDEM, COMO NA AJUDA <\/p>\n<p>EM TERMOS DE AFETO, ESTIMULO E AMPARO <\/p>\n<p>PSICOL\u00d3GICO. <\/p>\n<p>CONCUBINATO &#8211; Patrim\u00f4nio adquirido durante a <\/p>\n<p>uni\u00e3o est\u00e1vel &#8211; Sujei\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do direito de <\/p>\n<p>fam\u00edlia &#8211; Participa\u00e7\u00e3o da mulher &#8211; Desnecessidade de ser <\/p>\n<p>direta, ou pecuni\u00e1ria, ainda \u00e0 luz da S\u00famula n. 380 do <\/p>\n<p>Supremo Tribunal Federal &#8211; Mancomunh\u00e3o &#8211; Direito \u00e0 <\/p>\n<p>partilha &#8211; Art. 226, \u00a7 3\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica &#8211; <\/p>\n<p>Recurso n\u00e3o provido. (Relator: Cezar Peluso &#8211; Apela\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>C\u00edvel n.\u00ba 145.071-1 &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; 17.12.0001)<\/p>\n<p>CONCUBINATO &#8211; Sociedade de fato &#8211; Dissolu\u00e7\u00e3o &#8211; <\/p>\n<p>Partilha &#8211; Patrim\u00f4nio que resultou do esfor\u00e7o conjunto &#8211; <\/p>\n<p>Divis\u00e3o em quinh\u00f5es iguais &#8211; Recurso provido para esse <\/p>\n<p>fim JTJ 164\/2000 <\/p>\n<p>CONCUBINA &#8211; Vida em comum &quot;more ux\u00f3rio&quot; &#8211; <\/p>\n<p>Patrim\u00f4nio adquirido pelo companheiro &#8211; Presun\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>esfor\u00e7o comum &#8211; Sociedade de fato reconhecida &#8211; A\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>procedente &#8211; Recurso extraordin\u00e1rio n\u00e3o conhecido (STF <\/p>\n<p>&#8211; Ementa.)  RT 50001\/281<\/p>\n<p>CONCUBINATO &#8211; Patrim\u00f4nio formado pelo esfor\u00e7o <\/p>\n<p>comum dos concubinos &#8211; Dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade &#8211; <\/p>\n<p>Partilha dos bens &#8211; Intelig\u00eancia da S\u00famula 380 do STF <\/p>\n<p>(TJBA &#8211; Ementa.) RT 50007\/208<\/p>\n<p>Em recente Julgado, de fevereiro de 1.0000006, <\/p>\n<p>publicado no Boletim n.\u00ba  2008 da AASP, o Tribunal <\/p>\n<p>de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, se pronunciou para <\/p>\n<p>reconhecer : <\/p>\n<p>\u201cCONCUBINATO &#8211; Partilha de bens &#8211; <\/p>\n<p>Desnecessidade da contribui\u00e7\u00e3o direta da mulher na <\/p>\n<p>aquisi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. <\/p>\n<p>Ementa oficial : Adquirido patrim\u00f4nio durante a uni\u00e3o <\/p>\n<p>est\u00e1vel, aos princ\u00edpios jur\u00eddicos de Direito de Fam\u00edlia, t\u00eam <\/p>\n<p>os concubinos, ou ex-concubinos, direito \u00e0 partilha, ainda <\/p>\n<p>que a contribui\u00e7\u00e3o de um deles, em geral a mulher, n\u00e3o <\/p>\n<p>aja sido direta ou pecuni\u00e1ria, sen\u00e3o indireta, a qual tanto <\/p>\n<p>pode estar na dire\u00e7\u00e3o educacional dos filhos, no trabalho <\/p>\n<p>dom\u00e9stico, ou em servi\u00e7os materiais de outra ordem, <\/p>\n<p>como na ajuda em termos de afeto, est\u00edmulo e amparo <\/p>\n<p>psicol\u00f3gico (TJSP &#8211; 2 C\u00e2m. Civil; Ap. C\u00edvel n.\u00ba <\/p>\n<p>237.305-1\/0; Rel. Des. Cezar Peluso; j.27.02.10000006; v.u.) <\/p>\n<p>RT 72000\/174.  <\/p>\n<p>\u201cEX POSITIS\u201d REQUER a Vossa Excel\u00eancia, a <\/p>\n<p>cita\u00e7\u00e3o de, TIR\u00c7O, retro qualificado, para que <\/p>\n<p>querendo, conteste os termos da presente a\u00e7\u00e3o, sob pena <\/p>\n<p>de confiss\u00e3o e revelia e ao final, reconhecida a exist\u00eancia <\/p>\n<p>da uni\u00e3o est\u00e1vel entre os conviventes, e sua dissolu\u00e7\u00e3o, <\/p>\n<p>seja determinada a partilha dos os bens comuns acima <\/p>\n<p>arrolados bem como seus acess\u00f3rios, condenando-se o <\/p>\n<p>Requerido ao pagamento das custas e  honor\u00e1rios <\/p>\n<p>advocat\u00edcios a serem fixados por Vossa Excel\u00eancia.<\/p>\n<p>REQUER AINDA: <\/p>\n<p>a) A intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por ser not\u00f3rio o <\/p>\n<p>interesse p\u00fablico em quest\u00f5es envolvendo o patrim\u00f4nio <\/p>\n<p>adquirido a partir da uni\u00e3o est\u00e1vel. <\/p>\n<p>b) A intima\u00e7\u00e3o das testemunhas cujo rol segue em anexo, <\/p>\n<p>para que em audi\u00eancia a ser designada por Vossa <\/p>\n<p>Excel\u00eancia, produzam provas acerca do alegado. <\/p>\n<p>c) Sejam estendidos \u00e0 Requerente, os benef\u00edcios da <\/p>\n<p>Justi\u00e7a Gratuita, nos termos da Lei 1060\/50 e artigo 5\u00ba da <\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal, haja vista que a mesma, atravessa <\/p>\n<p>dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o financeira, n\u00e3o podendo, no momento <\/p>\n<p>arcar com as custas e despesas processuais, conforme <\/p>\n<p>declara\u00e7\u00e3o acostada (Doc. 13).      <\/p>\n<p>Protesta provar o alegado, por todos os meios de prova <\/p>\n<p>em direito admitidos, tais como: requisi\u00e7\u00f5es de <\/p>\n<p>informa\u00e7\u00f5es, oitivas de testemunhas, juntada de <\/p>\n<p>documentos, per\u00edcias fiscais e cont\u00e1beis e, especialmente <\/p>\n<p>o depoimento pessoal do Requerido.<\/p>\n<p>Atribui \u00e0 presente causa, o valor de R$ &#8230; (&#8230;), <\/p>\n<p>correspondente \u00e0 parcela que caber\u00e1 \u00e0 autora ap\u00f3s a <\/p>\n<p>partilha dos bens.  <\/p>\n<p>Termos em que,<\/p>\n<p>Pede Deferimento.<\/p>\n<p>Local e data.<\/p>\n<p>(a) Advogado e n\u00b0 da OAB.<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>ROL DE TESTEMUNHAS: <\/p>\n<\/p>\n<p>Nome e qualifica\u00e7\u00e3o completa.<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[502],"class_list":["post-44380","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-acoes-e-recursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/44380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=44380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}