{"id":42753,"date":"2023-08-09T14:32:34","date_gmt":"2023-08-09T14:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-09T14:32:34","modified_gmt":"2023-08-09T14:32:34","slug":"embargos-a-execucao-nulidade-da-certidao-de-divida-ativa-e-aplicacao-retroativa-da-ufir","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/embargos-a-execucao-nulidade-da-certidao-de-divida-ativa-e-aplicacao-retroativa-da-ufir\/","title":{"rendered":"[MODELO] Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o  &#8211;  Nulidade da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa e aplica\u00e7\u00e3o retroativa da UFIR"},"content":{"rendered":"<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais e de <\/p>\n<p>Cartas Precat\u00f3rias C\u00edveis da Comarca de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>(dez espa\u00e7os duplos para despacho)<\/p>\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o por depend\u00eancia ao<\/p>\n<p>Processo n\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>SINDICATO DOS&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, entidade sindical, com <\/p>\n<p>endere\u00e7o em &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, \u00e0 rua&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, n\u00ba&#8230;., centro, por <\/p>\n<p>sua advogada, no final assinada, nos autos do executivo fiscal que lhe <\/p>\n<p>move o MUNIC\u00cdPIO DE&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;\u2013 &#8230;.., vem intentar os presentes <\/p>\n<p>embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, consubstanciados nas raz\u00f5es adiante, <\/p>\n<p>requerendo, desde logo:<\/p>\n<p>a)    a distribui\u00e7\u00e3o desta por depend\u00eancia e seu processamento em <\/p>\n<p>apenso e com suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal a que se refere;<\/p>\n<p>b)    a intima\u00e7\u00e3o do embargado para que, no prazo e sob as penas da <\/p>\n<p>lei, querendo, venha opor a contrariedade.<\/p>\n<p>D\u00e1 aos embargos o mesmo valor da execu\u00e7\u00e3o: R$ &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; <\/p>\n<p>(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;).<\/p>\n<p>Disp\u00f5em os artigos 202 e 203, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u2013 CTN:<\/p>\n<\/p>\n<p>Art. 202. O termo de inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa, autenticado pela <\/p>\n<p>autoridade competente, indicar\u00e1 obrigatoriamente:<\/p>\n<p>I \u2013 o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-respons\u00e1veis, bem <\/p>\n<p>como, sempre que poss\u00edvel, o domic\u00edlio ou a resid\u00eancia de um e de <\/p>\n<p>outros;<\/p>\n<p>II \u2013 a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora <\/p>\n<p>acrescidos;<\/p>\n<p>III \u2013 a origem e a natureza do cr\u00e9dito, mencionada especificamente a <\/p>\n<p>disposi\u00e7\u00e3o da lei em que seja fundado;<\/p>\n<p>IV \u2013 a data em que foi inscrita;<\/p>\n<p>V \u2013 sendo caso, o n\u00famero do processo administrativo de que se <\/p>\n<p>originar o cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A certid\u00e3o conter\u00e1, al\u00e9m dos requisitos deste artigo, <\/p>\n<p>a indica\u00e7\u00e3o do livro e da folha da inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 203. A omiss\u00e3o de quaisquer dos requisitos previstos no artigo <\/p>\n<p>anterior ou o erro a eles relativo s\u00e3o causas de nulidade da inscri\u00e7\u00e3o e <\/p>\n<p>do processo de cobran\u00e7a dela decorrente, mas a nulidade poder\u00e1 ser <\/p>\n<p>sanada at\u00e9 a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, mediante substitui\u00e7\u00e3o da <\/p>\n<p>certid\u00e3o nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado, o <\/p>\n<p>prazo para defesa, que somente poder\u00e1 versar sobre a parte <\/p>\n<p>modificada.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, conquanto mencione a certid\u00e3o de d\u00edvida ativa que instrui <\/p>\n<p>a inicial os valores dos juros acrescentados, n\u00e3o informa o modo de <\/p>\n<p>c\u00e1lculo deles, nem o percentual sob o qual foram calculados.<\/p>\n<p>Ora, o artigo 203, acima transcrito, reporta-se de modo expresso \u00e0 <\/p>\n<p>nulidade da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa quando descumprido qualquer <\/p>\n<p>dos requisitos do elenco constante do artigo 202, sendo, nesse caso, <\/p>\n<p>nula de pleno direito, a pr\u00f3pria certid\u00e3o de d\u00edvida ativa.<\/p>\n<p>E como \u00e9 nela que se afirma o t\u00edtulo executivo instruidor da inicial de <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o, a nulidade absoluta do t\u00edtulo torna-o ausente, e dessa <\/p>\n<p>aus\u00eancia emerge a aplica\u00e7\u00e3o do disposto no artigo 267, IV, c.c. artigo <\/p>\n<p>598, ambos do CPC, o que leva \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do feito sem julgamento <\/p>\n<p>do m\u00e9rito, o que fica requerido, com a condena\u00e7\u00e3o do embargado no <\/p>\n<p>pagamento das custas e despesas do processo, honor\u00e1rios <\/p>\n<p>advocat\u00edcios e demais comina\u00e7\u00f5es sucumbenciais.<\/p>\n<p>Inconstitucionalidade e Ilegalidade da Aplica\u00e7\u00e3o Retroativa da <\/p>\n<p>UFIR<\/p>\n<p>Como \u00e9 consabido, o BTN, criado pela MP 57\/89, adotado pela Lei <\/p>\n<p>7.777\/89, artigo 5\u00ba, foi extinto a partir de 1\/2\/1991, pela MP 294, <\/p>\n<p>convertida na Lei 8.177\/91.<\/p>\n<p>A MP 249\/91, ao depois Lei 8.177\/91, visou \u201cestabelecer regras <\/p>\n<p>para a desindexa\u00e7\u00e3o da economia\u201d, instituindo em seu artigo 1\u00ba, a <\/p>\n<p>Taxa Referencial \u2013 TR.<\/p>\n<p>Por outro lado, a UFIR foi criada a 30\/12\/91, pela Lei 8.383, <\/p>\n<p>publicada no DOU-I de 31\/12\/1991, que circulou a 2\/1\/92, tendo <\/p>\n<p>como seu primeiro valor Cr$ 597,06 (janeiro\/92).<\/p>\n<p>Ora, se a Lei 8.177\/91 teve por escopo a desindexa\u00e7\u00e3o da economia, <\/p>\n<p>inaceit\u00e1vel a pretens\u00e3o da autarquia embargada de utilizar-se da <\/p>\n<p>UFIR, criada em 31\/12\/91, para indexar retroativamente os supostos <\/p>\n<p>d\u00e9bitos em execu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo anterior a 1\/1\/1993, afrontando o <\/p>\n<p>princ\u00edpio constitucional da irretroatividade, e o da pr\u00f3pria Lei <\/p>\n<p>8.177\/91.<\/p>\n<p>Ofensa ao Princ\u00edpio da Anterioridade<\/p>\n<p>\u00c9 da jurisprud\u00eancia do E.STF e do E. STJ que a intima\u00e7\u00e3o pela <\/p>\n<p>imprensa se d\u00e1 na data da efetiva circula\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ofi\u00adcial, e n\u00e3o <\/p>\n<p>da data que consta no seu cabe\u00e7alho (v. nota 6 ao art. 236, Theot\u00f4nio <\/p>\n<p>Negr\u00e3o (\u201cCPC&#8230;\u201d, 26\u00aa edi\u00e7\u00e3o.)<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese, com fundamento na Lei 8.383\/91, pretende a <\/p>\n<p>embargada utilizar-se de \u00edndice de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria abarcando <\/p>\n<p>inclusive d\u00e9bitos parcelas. No entanto, tal pretens\u00e3o n\u00e3o pode <\/p>\n<p>prosperar, uma vez que esse \u00edndice \u2013 UFIR \u2013 \u00e9 inaplic\u00e1vel como <\/p>\n<p>corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de tributos nos exerc\u00edcios de 1992 e anteriores.<\/p>\n<p>\u00c9 que o Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o que trouxe a edi\u00e7\u00e3o da Lei 8.383\/91, <\/p>\n<p>embora datado de 31\/12\/1991, na verdade somente foi entregue aos <\/p>\n<p>Correios para circula\u00e7\u00e3o no dia 2 de janeiro de 1992. Tal fato foi <\/p>\n<p>reconhecido pelo pr\u00f3prio Diretor-Geral da Imprensa Nacional, <\/p>\n<p>conforme declara\u00e7\u00e3o veiculada pelo Di\u00e1rio de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria, <\/p>\n<p>edi\u00e7\u00e3o do dia 10\/4\/1992, p\u00e1gina 13.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 o ato atrav\u00e9s do qual a lei torna-se conhecida por <\/p>\n<p>todos, passando a ser obrigat\u00f3ria. Comprova, portanto, a exist\u00eancia <\/p>\n<p>da lei perante os cidad\u00e3os que n\u00e3o poder\u00e3o escusar-se de seu <\/p>\n<p>cumprimento sob a alega\u00e7\u00e3o de ignor\u00e2ncia. Publicar, na significa\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>jur\u00eddica, conforme esclarece DE PL\u00c1CIDO E SLVA, \u201c\u00e9 tomado <\/p>\n<p>somente no sentido de divulgar ou tornar p\u00fablico, dar conhecimento <\/p>\n<p>ou fazer conhecido\u201d. N\u00e3o \u00e9, pois, evidentemente, a mera impress\u00e3o <\/p>\n<p>gr\u00e1fica que d\u00e1 publicidade \u00e0 lei, mas a circula\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio <\/p>\n<p>oficial que a veicula.<\/p>\n<p>Neste exato sentido tem se manifestado o Poder Judici\u00e1rio, conforme <\/p>\n<p>se verifica do incidente de inconstitucionalidade n\u00ba 590085197, do E. <\/p>\n<p>TJRS, em decis\u00e3o plen\u00e1ria assim ementada:<\/p>\n<p>\u201cIncidente de inconstitucionalidade. Adicional o Imposto sobre a <\/p>\n<p>Renda. Tendo a exigibilidade do adicional de 5% sobre o imposto <\/p>\n<p>sobre a renda devido por lucros, ganhos e rendimentos de capital, <\/p>\n<p>com rela\u00e7\u00e3o ao ano base de 1988, incorrido em inconstitucionalidade <\/p>\n<p>por ofensa ao princ\u00edpio da anterioridade, \u00e9 declarada a <\/p>\n<p>inconstitucionalidade parcial da Lei 8.792, de 30 de dezembro de <\/p>\n<p>1988, por isso que o Di\u00e1rio Ofi\u00adcial que a divulgou, datado daquela <\/p>\n<p>forma, s\u00f3 teve circula\u00e7\u00e3o, e, por\u00adtanto, publicidade, em 18 de janeiro <\/p>\n<p>de 1989.\u201d (Grifou-se.)<\/p>\n<\/p>\n<p>Desta forma, somente pode-se cogitar da vig\u00eancia e efic\u00e1cia da Lei <\/p>\n<p>8.383\/91, em refer\u00eancia, ap\u00f3s a efetiva circula\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o do <\/p>\n<p>Di\u00e1rio Oficial que a veiculou, ou seja, a partir de 2\/1\/92, em acato ao <\/p>\n<p>princ\u00edpio da anterioridade (art. 150, III, \u201cb\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), <\/p>\n<p>o qual determina que a lei majoradora ou instituidora de tributo s\u00f3 <\/p>\n<p>poder\u00e1 ter valor no exerc\u00edcio seguinte ao de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF a esse respeito, que resultou na edi\u00e7\u00e3o da <\/p>\n<p>S\u00famula 67, \u00e9 taxativa: \u201c\u00c9 inconstitucional a cobran\u00e7a do tributo que <\/p>\n<p>houver sido criado no mesmo exerc\u00edcio financeiro\u201d.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da anterioridade refere-se \u00e0 efic\u00e1cia das leis tribut\u00e1rias e <\/p>\n<p>n\u00e3o \u00e0 sua vig\u00eancia ou validade, apontando dessa forma o exato <\/p>\n<p>momento a partir do qual passam as mesmas, j\u00e1 vigentes, ou seja, j\u00e1 <\/p>\n<p>integradas na ordem jur\u00eddica, a ser suscet\u00edveis de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito do significado do referido princ\u00edpio inserto na norma <\/p>\n<p>constitucional, oportunas s\u00e3o as reflex\u00f5es do Prof. Roque Antonio <\/p>\n<p>Carraza, que, com clareza e adequa\u00e7\u00e3o que lhe s\u00e3o peculiares, <\/p>\n<p>escreve:<\/p>\n<p>\u201cMas que pretende significar a precitada norma constitucional? <\/p>\n<p>Simplesmente, que a lei que cria ou aumenta um tributo \u2013 esta \u00e9 a <\/p>\n<p>regra geral, ao entrar em vigor, fica com sua efic\u00e1cia paralisada, at\u00e9 o <\/p>\n<p>in\u00edcio d pr\u00f3ximo exerc\u00edcio financeiro, quando, a\u00ed sim, incidir\u00e1, ou seja, <\/p>\n<p>passar\u00e1 todos os efeitos, na ordem jur\u00eddica. Exemplificando para <\/p>\n<p>melhor esclarecer, se uma lei vier a criar um tributo neste ano, ele s\u00f3 <\/p>\n<p>poder\u00e1 ser exigido a partir do pr\u00f3ximo dia 1\u00ba de janeiro. Este \u00e9 o t\u00e3o <\/p>\n<p>decantado princ\u00edpio da anterioridade (&#8230;). (Curso de Direito <\/p>\n<p>Constitucional Tribut\u00e1rio, Rev. dos Tribunais, 2\u00aa ed., p\u00e1gina 111.)<\/p>\n<p>Destarte, flagrantes s\u00e3o a inconstitucionalidade e a ilegalidade da <\/p>\n<p>aplica\u00e7\u00e3o da UFIR aos d\u00e9bitos at\u00e9 dezembro de 1992, em face do <\/p>\n<p>princ\u00edpio da anterioridade tamb\u00e9m expresso no artigo 104 do C\u00f3digo <\/p>\n<p>Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n<\/p>\n<p>Veja-se, ademais, que a pr\u00f3pria certid\u00e3o de d\u00edvida ativa consigna que <\/p>\n<p>\u201co d\u00e9bito acima descrito estar\u00e1 sempre sujeito a aplica\u00e7\u00e3o da <\/p>\n<p>corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria (UFIR de acordo com o art. 4\u00ba da Lei n\u00ba <\/p>\n<p>1.466\/73) e do juro de mora de 1% ao m\u00eas (Decreto-lei n\u00ba 2.323, de <\/p>\n<p>26\/2\/1987), calculadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data de vencimento para a data <\/p>\n<p>do seu efetivo pagamento\u201d.<\/p>\n<p>Ora, mas se a UFIR foi institu\u00edda em 31\/12\/1991, com vig\u00eancia da <\/p>\n<p>norma legal instituidora a partir de 2\/1\/1992, n\u00e3o h\u00e1 como se possa <\/p>\n<p>afirmar, validamente, que a UFIR prevalece desde a edi\u00e7\u00e3o da Lei <\/p>\n<p>1.466\/73.<\/p>\n<p>Dos juros de mora<\/p>\n<p>Diz-se na certid\u00e3o de d\u00edvida ativa que os juros s\u00e3o aplicados na base <\/p>\n<p>de 1% ao m\u00eas. Quer isso dizer que pratica o munic\u00edpio a <\/p>\n<p>cumulatividade mensal de juros, e isso elevado a n\u00edvel atual, resulta em <\/p>\n<p>mais de 12% ao ano, e, sobremais, em juros sobre juros, o que \u00e9 <\/p>\n<p>vedado tanto pelo Decreto Federal n\u00ba 22.626\/33, quanto pela Lei <\/p>\n<p>1.521\/51, quanto pelo art. 192, \u00a7 3\u00ba, da CF, e, ainda, na S\u00famula 121 <\/p>\n<p>do Excelso Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a pr\u00e1tica de juros acima do percentual legalmente estabelecido <\/p>\n<p>como limite m\u00e1ximo se tipifica como crime, nos termos das normas <\/p>\n<p>legais acima referidas:<\/p>\n<p>De outro modo, em que pese a limita\u00e7\u00e3o estabelecida no \u00a7 3\u00ba do art. <\/p>\n<p>192, da CF, e as disposi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do novo C\u00f3digo Civil, h\u00e1 <\/p>\n<p>normas legais expressas estabelecendo o limite m\u00e1ximo de juros: o <\/p>\n<p>Decreto 22.626\/33 e a Lei 1.521\/51:<\/p>\n<p>DECRETO N\u00ba 22.626, DE 7 DE ABRIL DE 1933<\/p>\n<p>Disp\u00f5e sobre os juros nos contratos e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p>Considerando que todas as legisla\u00e7\u00f5es modernas adotam normas <\/p>\n<p>severas para regular, impedir e reprimir os excessos praticados pela <\/p>\n<p>usura;<\/p>\n<p>Considerando que \u00e9 de interesse superior da economia do pa\u00eds n\u00e3o <\/p>\n<p>tenha o capital remunera\u00e7\u00e3o exagerada impedindo o desenvolvimento <\/p>\n<p>das classes produtoras;<\/p>\n<p>Decreta:<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba \u00c9 vedado, e ser\u00e1 punido nos termos desta lei, estipular em <\/p>\n<p>quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal <\/p>\n<p>(C\u00f3digo Civil, art. n\u00ba 1.062).<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00ba A taxa de juros deve ser estipulada em escritura p\u00fablica ou <\/p>\n<p>escrito particular, e n\u00e3o o sendo, entender-se-\u00e1 que as partes <\/p>\n<p>acordaram nos juros de 6% ao ano, a contar da data da propositura <\/p>\n<p>da respectiva a\u00e7\u00e3o ou do protesto cambial.<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba \u00c9 vedado, a pretexto de comiss\u00e3o, receber taxas maiores, do <\/p>\n<p>que as permitidas por esta lei.<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba As taxas de juros estabelecidas nesta lei entrar\u00e3o em vigor <\/p>\n<p>com a sua publica\u00e7\u00e3o e a partir desta data ser\u00e3o aplic\u00e1veis aos <\/p>\n<p>contratos existentes ou j\u00e1 ajuizados.<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba \u00c9 proibido contar juros dos juros; esta proibi\u00e7\u00e3o n\u00e3o <\/p>\n<p>compreende a acumula\u00e7\u00e3o de juros vencidos aos saldos l\u00edquidos em <\/p>\n<p>conta-corrente de ano a ano.<\/p>\n<p>Art. 6\u00ba Tratando-se de opera\u00e7\u00f5es a prazo superior a seis (6) meses, <\/p>\n<p>quando os juros ajustados forem pagos por antecipa\u00e7\u00e3o, o c\u00e1lculo <\/p>\n<p>deve ser feito de modo que a import\u00e2ncia desses juros n\u00e3o exceda \u00e0 <\/p>\n<p>que produziria a import\u00e2ncia l\u00edquida da opera\u00e7\u00e3o no prazo <\/p>\n<p>convencionado, \u00e0s taxas m\u00e1ximas que esta lei permite.<\/p>\n<p>Art. 8\u00ba As multas ou cl\u00e1usulas penais, quando convencionadas, <\/p>\n<p>reputam-se estabelecidas para atender a despesas judiciais e <\/p>\n<p>honor\u00e1rios de advogados, e n\u00e3o poder\u00e3o ser exigidas quando n\u00e3o for <\/p>\n<p>intentada a\u00e7\u00e3o judicial para cobran\u00e7a da respectiva obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Quando se tratar de empr\u00e9stimo at\u00e9 Cr$ 100.000,00 <\/p>\n<p>(cem mil cruzeiros) e com garantia hipotec\u00e1ria, as multas ou cl\u00e1usulas <\/p>\n<p>penais convencionais reputam-se estabelecidas para atender, apenas, <\/p>\n<p>a honor\u00e1rios de advogados, sendo as despesas judiciais pagas de <\/p>\n<p>acordo com a conta feita nos autos da a\u00e7\u00e3o judicial para cobran\u00e7a da <\/p>\n<p>respectiva obriga\u00e7\u00e3o. (Par\u00e1grafo acrescentado pela Lei n\u00ba 3.942, de <\/p>\n<p>21.08.61)<\/p>\n<p>Art. 9\u00ba N\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula penal superior \u00e0 import\u00e2ncia de 10% <\/p>\n<p>do valor da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Art. 11. O contrato celebrado com infra\u00e7\u00e3o desta lei \u00e9 nulo de pleno <\/p>\n<p>direito, ficando assegurado ao devedor a repeti\u00e7\u00e3o do que houver <\/p>\n<p>pago a mais.<\/p>\n<p>Art. 13. \u00c9 considerado delito de usura, toda a simula\u00e7\u00e3o ou pr\u00e1tica <\/p>\n<p>tendente a ocultar a verdadeira taxa do juro ou a fraudar os <\/p>\n<p>dispositivos desta lei, para o fim de sujeitar o devedor a maiores <\/p>\n<p>presta\u00e7\u00f5es ou encargos, al\u00e9m dos estabelecidos no respectivo t\u00edtulo <\/p>\n<p>ou instrumento.<\/p>\n<p>Art. 14. A tentativa deste crime \u00e9 pun\u00edvel nos termos da lei penal <\/p>\n<p>vigente.<\/p>\n<p>LEI N\u00ba 1.521, DE 26.12.51<\/p>\n<p>(&#8230;&#8230;..)<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba Constitui crime da mesma natureza a usura pecuni\u00e1ria ou real, <\/p>\n<p>assim se considerando:<\/p>\n<p>a)    cobrar juros, comiss\u00f5es ou descontos percentuais, sobre d\u00edvidas <\/p>\n<p>em dinheiro, superiores \u00e0 taxa permitida por lei; cobrar \u00e1gio superior \u00e0 <\/p>\n<p>taxa oficial de c\u00e2mbio, sobre quantia permutada por moeda <\/p>\n<p>estrangeira; ou, ainda, emprestar sob penhor que seja privativo de <\/p>\n<p>institui\u00e7\u00e3o oficial de cr\u00e9dito;<\/p>\n<p>b)    obter, ou estipular, em qualquer contrato, abusando da premente <\/p>\n<p>necessidade, inexperi\u00eancia ou leviandade de outra parte, lucro <\/p>\n<p>pa\u00adtrimonial que exceda o quinto do valor corrente ou justo da <\/p>\n<p>pres\u00adta\u00e7\u00e3o feita ou prometida.<\/p>\n<p>Pena \u2013 deten\u00e7\u00e3o, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, de cinco <\/p>\n<p>mil a vinte mil cruzeiros.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba Nas mesmas penas incorrer\u00e3o os procuradores, mandat\u00e1rios ou <\/p>\n<p>mediadores que intervierem na opera\u00e7\u00e3o usur\u00e1ria, bem como os <\/p>\n<p>cession\u00e1rios de cr\u00e9dito usur\u00e1rio que, cientes de sua natureza il\u00edcita, o <\/p>\n<p>fizerem valer em sucessiva transmiss\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00ba S\u00e3o circunst\u00e2ncias agravantes do crime de usura:<\/p>\n<p>I \u2013 ser cometido em \u00e9poca de grave crise econ\u00f4mica;<\/p>\n<p>II \u2013 ocasionar grave dano individual;<\/p>\n<p>III \u2013 dissimular-se a natureza usur\u00e1ria do contrato;<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00ba A estipula\u00e7\u00e3o de juros ou lucros usur\u00e1rios ser\u00e1 nula, devendo o <\/p>\n<p>juiz ajust\u00e1-los \u00e0 medida legal, ou, caso j\u00e1 tenha sido cumprida, <\/p>\n<p>ordenar a restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga em excesso, com os juros legais <\/p>\n<p>a contar da data do pagamento indevido.\u201d<\/p>\n<p>Inconstitucionalidade da Aplica\u00e7\u00e3o da TR como Corre\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Monet\u00e1ria<\/p>\n<p>Na composi\u00e7\u00e3o dos \u00edndices da UFIR tomaram-se por bases os <\/p>\n<p>\u00edndices da TR. Isso se presume pelo fato de que a certid\u00e3o de d\u00edvida <\/p>\n<p>ativa n\u00e3o informa em que se embasou o embargado para a <\/p>\n<p>constitui\u00e7\u00e3o de tais \u00edndices que foram aplicados ao alegado principal.<\/p>\n<p>O encargo remunerat\u00f3rio (Taxa Referencial de Juros \u2013 TR) \u00e9 <\/p>\n<p>inaplic\u00e1vel como suced\u00e2neo de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Tanto assim que <\/p>\n<p>foi considerada inconstitucional pelo E. STF (ADIn 493-0-DF) para a <\/p>\n<p>finalidade, pois, trata-se de taxa de ju\u00adros, e assim, a se cobrar TR <\/p>\n<p>como corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e mais juros, est\u00e1 a se cobrar duplicidade <\/p>\n<p>de juros (juros sobre juros ou juros mais juros), incidindo o bis in <\/p>\n<p>idem, o que \u00e9 inadmiss\u00edvel juridicamente.<\/p>\n<p>Veja-se a respeito:<\/p>\n<p>\u201c&#8230; A taxa referencial (TR) n\u00e3o \u00e9 \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, pois, <\/p>\n<p>refletindo as varia\u00e7\u00f5es do custo prim\u00e1rio da capta\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos a <\/p>\n<p>prazo fixo, n\u00e3o constitui \u00edndice que reflita a varia\u00e7\u00e3o do poder <\/p>\n<p>aquisitivo da moeda\u201d. (&#8230;) (ADIn 493-0-DF, rel. Ministro Moreira <\/p>\n<p>Alves.)<\/p>\n<p>Assim, o Excelso Supremo Tribunal Federal j\u00e1 decidiu, <\/p>\n<p>definitivamente, em v\u00e1rias oportunidades, que a cobran\u00e7a da TR <\/p>\n<p>como fator de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e9 ilegal e inconstitucional, ficando <\/p>\n<p>claro que aquele Tribunal considera a TR como taxa de juros, e como <\/p>\n<p>tal est\u00e1 limitada, tanto pelo artigo 1\u00ba do Decreto 22.626\/33, como <\/p>\n<p>pelo par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 192, da CF, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, portanto, <\/p>\n<p>acumul\u00e1-la com juros compensat\u00f3rios, o que implicaria em viol\u00eancia <\/p>\n<p>ao princ\u00edpio non bis in idem, constituindo-se em cobran\u00e7a d\u00faplice de <\/p>\n<p>juros compensat\u00f3rios ou morat\u00f3rios acima dos limites permitidos por <\/p>\n<p>lei.<\/p>\n<p>Relevante destacar que o ponto fulcral da quest\u00e3o centra-se na <\/p>\n<p>vig\u00eancia do nominalismo monet\u00e1rio que coloca a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria <\/p>\n<p>nas d\u00edvidas em dinheiro como objeto il\u00edcito, sendo tal entendimento <\/p>\n<p>integralmente pacificado no ac\u00f3rd\u00e3o alu\u00adsi\u00advo ao RE 79.663-SP, do <\/p>\n<p>Tribunal Pleno do STF (RTJ 79\/515).<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria S\u00famula 121 do Excelso STF \u00e9 expressiva a respeito: \u201c\u00c9 <\/p>\n<p>vedada a capitaliza\u00e7\u00e3o de juros, ainda que expressamente <\/p>\n<p>convencionada\u201d.<\/p>\n<p>Nada obstante o pronunciamento do int\u00e9rprete maior da Constitui\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Federal quanto \u00e0 inconstitucionalidade da utiliza\u00e7\u00e3o da TR como <\/p>\n<p>corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a autarquia embargada est\u00e1 a dela se utilizar <\/p>\n<p>como fator de \u201catualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d para \u201ccorrigir\u201d retroativamente <\/p>\n<p>o suposto d\u00e9bito no c\u00f3digo 07 de 92 a 96, aplicando-a adicional e <\/p>\n<p>cumulativamente \u00e0 corre\u00e7\u00e3o retroativa j\u00e1 efetuada em UFIR, e aos <\/p>\n<p>juros de mora, pr\u00e1ticas manifestamente inconstitucionais e ilegais, <\/p>\n<p>como j\u00e1 consignado nas linhas retro.<\/p>\n<p>No m\u00e9rito<\/p>\n<p>A taxa sobre atividade econ\u00f4mica \u00e9, no caso, indevida, pois que o <\/p>\n<p>embargante, por sua condi\u00e7\u00e3o de entidade sindical sem fins lucrativos, <\/p>\n<p>n\u00e3o exerce atividade econ\u00f4mica, ou seja, n\u00e3o pratica atividade <\/p>\n<p>lucrativa.<\/p>\n<p>Tanto assim \u00e9 que em &#8230;..\/&#8230;..\/&#8230;.. requereu ao munic\u00edpio de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; <\/p>\n<p>a isen\u00e7\u00e3o do pagamento, sem que at\u00e9 o presente momento exsurgisse <\/p>\n<p>qualquer resposta ao pleito administrativo produzido pelo embargante.<\/p>\n<\/p>\n<p>Assim, requer o decreto de proced\u00eancia dos presentes embargos, <\/p>\n<p>para que:<\/p>\n<p>a)    seja decretada a nulidade da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa, e extinta a <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o sem julgamento do m\u00e9rito;<\/p>\n<p>b)    seja decretada a improced\u00eancia ou insubsist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>c)    alternativa e sucessivamente, se ultrapassados os pleitos <\/p>\n<p>anteriores: c.1) seja expurgada a cumulatividade mensal dos juros de <\/p>\n<p>mora; c.2) seja expurgado o excesso de juros, como tal se <\/p>\n<p>considerando o excesso a 12% ao ano; c.3) seja exclu\u00edda a corre\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>pela UFIR at\u00e9 31\/12\/1992; c.4) sejam expurgados todos e quaisquer <\/p>\n<p>fatores de indexa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a partir da Lei 8.177, j\u00e1 que, por ela, <\/p>\n<p>foram declarados inexistentes quaisquer desindexadores monet\u00e1rios.<\/p>\n<p>d)    em qualquer hip\u00f3tese, seja o embargado condenado no <\/p>\n<p>pagamento das custas e despesas do processo, verba honor\u00e1ria e <\/p>\n<p>demais comina\u00e7\u00f5es sucumbenciais. Quanto aos honor\u00e1rios, <\/p>\n<p>considerando-se a infimez do valor \u00e0 causa atribu\u00eddo, sejam eles <\/p>\n<p>arbitrados em valor tal que dignifique a fun\u00e7\u00e3o do advogado.<\/p>\n<p>Provar\u00e1 a embargante o alegado por todos os meios em direito <\/p>\n<p>admitidos, sem exce\u00e7\u00e3o, especialmente por per\u00edcias, in\u00adquiri\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>testemunhas, juntada de novos documentos, de logo requerendo o <\/p>\n<p>depoimento pessoal do representante legal do embargado, sob pena <\/p>\n<p>de confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nestes termos,<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>Local, &#8230;.. de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. de &#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>Assinatura do Advogado<\/p>\n<p>OAB n\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;.\/&#8230;..<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[509],"class_list":["post-42753","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-recursos-e-incidentes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/42753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=42753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}