{"id":36398,"date":"2023-08-03T18:44:37","date_gmt":"2023-08-03T18:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-03T18:44:37","modified_gmt":"2023-08-03T18:44:37","slug":"contra-razoes-de-recurso-em-sentido-estrito-processo-no-xxxxxxx","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contra-razoes-de-recurso-em-sentido-estrito-processo-no-xxxxxxx\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contra Raz\u00f5es de Recurso em Sentido Estrito  &#8211;  Processo n\u00ba XXXXX\/XX"},"content":{"rendered":"<h2><em>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO PRIMEIRO TRIBUNAL DO J\u00daRI DA COMARCA DA CAPITAL\/SP.<\/em><\/h2>\n<h2><em>Unidade XX<\/em><\/h2>\n<h2><em>Processo n\u00ba XXXXX.<\/em><\/h2>\n<h2><em>\tJOS\u00c9 FRANCISCO&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, j\u00e1 qualificado nos autos do processo em ep\u00edgrafe, por seu advogado subscritor, vem, respeitosamente ante a ilustre presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, REQUERER  a juntada das Contra Raz\u00f5es de Recurso em Sentido Estrito, para fins de direito.<\/em><\/h2>\n<p><em>Termos em que,<\/em><\/p>\n<p><em>P.J e Deferimento.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o Paulo, &#8230; de&#8230;&#8230;&#8230;.. de &#8230;&#8230;&#8230;.<\/em><\/p>\n<h4><em>Lucas Gomes Gon\u00e7alves<\/em><\/h4>\n<p><strong><em>OAB\/SP 112.348<\/em><\/strong><\/p>\n<h6><em>CONTRA RAZ\u00d5ES DE RECURSO<\/em><\/h6>\n<p><strong><em>1<sup>o<\/sup> Tribunal do J\u00fari \u2013 Unidade XX<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Processo n\u00ba XXXXX\/XX. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pelo Recorrido: Jos\u00e9 Francisco&#8230;&#8230;&#8230;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>EGR\u00c9GIO TRIBUNAL<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><strong><em>COLENDA  C\u00c2MARA<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\tCom o costumeiro acerto, decidiu a ilustre Magistrada, julgar pela <\/em><strong><em>IMPROCED\u00caNCIA<\/em><\/strong><em> da presente a\u00e7\u00e3o, despronunciado o R\u00e9u da acusa\u00e7\u00e3o que lhe foi imputada na den\u00fancia. <\/em><\/p>\n<p><em>\t<\/em><\/p>\n<p><em> \tA Douta Magistrada &quot;a quo&quot;, sempre zelosa no cumprimento de suas atribui\u00e7\u00f5es, decidiu com apreci\u00e1vel precis\u00e3o, verificando que nos autos, n\u00e3o se encontram,  ind\u00edcios suficientes da autoria delitiva.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Ilustres Julgadores<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em> \tN\u00e3o cabe reparo, a r. senten\u00e7a pois da simples leitura dos autos emergem cristalinamente, provas que isentam completamente o R\u00e9u das injustas acusa\u00e7\u00f5es. Assim, permitimo-nos a exemplificar o que dos autos emerge:<\/em><\/p>\n<p><em> \tA Autoria do delito, desde o in\u00edcio e sem contradi\u00e7\u00e3o foi assumida pelo R\u00e9u Jos\u00e9 Francisco &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., perante o judici\u00e1rio encontra-se as declara\u00e7\u00f5es de fls. 85\/86, isentando-o de co-autoria ou participa\u00e7\u00e3o, pois narra os fatos afirmando que Jos\u00e9 Francisco&#8230;.. s\u00f3 passou a acompanh\u00e1-lo ap\u00f3s o cometimento do crime e que este, jamais soubera de qualquer inten\u00e7\u00e3o em matar a v\u00edtima.<\/em><\/p>\n<p><em> \tMarta &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (fls. 136), declarou desconhecer qualquer rela\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Francisco&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., com as amea\u00e7as perpetradas por F. Genildo contra a v\u00edtima. Nada sabia sobre ele, apenas soube que encontrava-se no distrito policial.<\/em><\/p>\n<p><em> \tNa mesma linha segue a testemunha Fernando (fls. 137) reconheceu F. Givaldo como sendo a pessoa tida por \u201cgalego\u201d que tinha as desaven\u00e7as com a v\u00edtima e que <\/em><strong><em>NADA <\/em><\/strong><em>sabia sobre Jos\u00e9 Francisco &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em> \tPor sua vez, Andressa &#8230;&#8230;&#8230; (fls. 13000), afirma que sua irm\u00e3, a v\u00edtima, jamais havia feito coment\u00e1rios sobre a pessoa de Jos\u00e9 Francisco.<\/em><\/p>\n<p><em> \tEnfim, todas as testemunhas, n\u00e3o presenciais, foram expont\u00e2neas e categ\u00f3ricas em deslindar a quest\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao Recorrido, demonstrando a inexist\u00eancia de qualquer rusga anterior entre ele e a v\u00edtima, fato que demonstra fartamente a aus\u00eancia de motiva\u00e7\u00e3o em participar do crime confessado pelo R\u00e9u F. Genildo.<\/em><\/p>\n<p><em> \tRestou amplamente comprovado que o Recorrido n\u00e3o se encontrava no palco dos acontecimentos na hora em que os disparos foram perpetrados. Ali\u00e1s, prova inequ\u00edvoca desta afirma\u00e7\u00e3o, \u00e9 feita por S\u00e9rgio&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (fls. 15000), que passava com sua motocicleta quando escutou tiros vendo Genildo correndo com uma arma, passando a segu\u00ed-lo, por algumas ruas e que somente mais tarde deparou-se com o Recorrido e ent\u00e3o, passaram a andar juntos e que este \u00faltimo n\u00e3o portava nenhuma arma.<\/em><\/p>\n<p><em> \tA acusa\u00e7\u00e3o de que o Recorrido prestava apoio moral \u00e0 F. Genildo, n\u00e3o encontra qualquer respaldo nestes autos, pois em nada contribuiu para a cria\u00e7\u00e3o e desfecho do evento danoso, sequer soube de qualquer inten\u00e7\u00e3o de Genildo.<\/em><\/p>\n<p><em> \tO Recorrido, desde o in\u00edcio, negou qualquer participa\u00e7\u00e3o. Diga-se que o Recorrido foi mantido preso injustamente, pois desde o in\u00edcio, nada, absolutamente nada pesava contra ele a n\u00e3o ser o fato de estar caminhando ao lado do principal suspeito do crime.<\/em><\/p>\n<p><em> \tDesta forma, resta bem comprovado que o Recorrido n\u00e3o prestou aux\u00edlio ou apoio, material ou intelectual, n\u00e3o dividiu com o R\u00e9u Genildo, qualquer a\u00e7\u00e3o que pudesse contribuir para a forma\u00e7\u00e3o do ocorrido, n\u00e3o havia unidade de prop\u00f3sitos para a consecu\u00e7\u00e3o do ocorrido, portanto, insubsistente, \u00e9 a acusa\u00e7\u00e3o, decidindo com acerto a Douta Magistrada.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>DOUTOS JULGADORES<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\t<\/em><\/p>\n<p><em>\tA respeit\u00e1vel senten\u00e7a dever\u00e1 ser confirmada pelos seus pr\u00f3prios fundamentos onde se demonstra o alto grau de zelo com que a Ilustre Magistrada trata as coisas da Justi\u00e7a, especialmente no que tange \u00e0 senten\u00e7a de pron\u00fancia, momento processual delicado e pol\u00eamico que deve ser repensado pelo nosso atual ordenamento jur\u00eddico. A d\u00favida jamais deveria ser interpretada em favor de qualquer das partes, pois onde h\u00e1 d\u00favida inexiste a prova ou o veemente ind\u00edcio e por este motivo deve ser interpretada em favor daqueles que forem acusados.<\/em><\/p>\n<p><em>\tInexistem provas, quer materiais quer testemunhais, no sentido de lhe atestar dolo ou culpa, sendo necess\u00e1rio que se trouxessem aos autos, ind\u00edcios veementes da materialidade e da autoria, sendo que a lei, a doutrina e a jurisprud\u00eancia s\u00e3o un\u00e2nimes no sentido de que a incumb\u00eancia de provar \u00e9 daquele que alega.<\/em><\/p>\n<p><em>Neste racioc\u00ednio o C\u00f3digo Processo Penal estabelece:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Artigo 156<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\t\u201cA prova de alega\u00e7\u00e3o incumbir\u00e1 a quem a fizer; mas o Juiz poder\u00e1, no curso da instru\u00e7\u00e3o ou antes de proferir a senten\u00e7a, determinar de of\u00edcio, dilig\u00eancia para dirimir d\u00favida sobre ponto relevante&quot;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Dam\u00e1sio E. de Jesus segue com a doutrina:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\t\u201cEm processo penal, a prova da alega\u00e7\u00e3o incumbir\u00e1 a quem a fizer. \u00c9 a regra contida na primeira parte da disposi\u00e7\u00e3o. Assim, a prova deve ser feita por quem alega o fato, a causa ou a circunst\u00e2ncia&quot;. (C\u00f3digo de Processo Penal Anotado \/ 5\u00aa Ed. Atualizada e aum. &#8211; S\u00e3o Paulo: Saraiva, 100086 pg. 118).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>   <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>A Jurisprud\u00eancia \u00e9 un\u00e2nime em decidir que:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>&quot;N\u00e3o \u00e9 \u00e0 defesa que incumbe demonstrar que o acusado n\u00e3o incidiu em crime e sim \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o provar que houve crime e que \u00e9 o r\u00e9u o seu autor&quot; (Ap. 0001.015, TACrimSP, Rel. Azevedo Junior). <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em> \t\t\t\t\t\tDiante do exposto, pelos motivos de fato e de direito apontados, e pelas pr\u00f3prias raz\u00f5es contidas na respeit\u00e1vel senten\u00e7a \u00e9 a presente para propugnar pela improced\u00eancia do recurso interposto por ser medida de inteiro direito e de cristalina<\/em><\/p>\n<h5><em>JUSTI\u00c7A<\/em><\/h5>\n<p><em>S\u00e3o Paulo, &#8230;..de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. de &#8230;&#8230;..<\/em><\/p>\n<p><strong><em>LUCAS GOMES GON\u00c7ALVES<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>OAB\/SP 112.348<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[153],"class_list":["post-36398","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-penal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/36398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=36398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}