{"id":33492,"date":"2023-08-01T21:01:20","date_gmt":"2023-08-01T21:01:20","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-01T21:01:20","modified_gmt":"2023-08-01T21:01:20","slug":"contestacao-revisao-do-beneficio-previdenciario-pelo-indice-inpc","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contestacao-revisao-do-beneficio-previdenciario-pelo-indice-inpc\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contesta\u00e7\u00e3o  &#8211;  Revis\u00e3o do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio pelo \u00edndice INPC"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>DEFESA<\/strong><\/p>\n<p><strong>REVIS\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO: INPC<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O:<\/strong> Revis\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio de presta\u00e7\u00e3o continuada pelo INPC<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>S\u00cdNTESE DO PEDIDO: <\/strong>Corre\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio titularizado pela parte autora pelo \u00edndice INPC, em detrimento aos utilizados pelo INSS, ao argumento de que a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal no RE 376.886\/SC, que julgou improcedente as a\u00e7\u00f5es do IGP-DI, teria sinalizado com tal possibilidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>BENEF\u00cdCIOS ABRANGIDOS: <\/strong>todos os benef\u00edcios de presta\u00e7\u00e3o continuada que sejam corrigidos pelos \u00edndices oficiais da Previd\u00eancia Social.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR XXXXXXXXXXXX PRESIDENTE DO XXXXXXXXXXXXADO ESPECIAL FEDERAL DA SE\u00c7\u00c3O JUDICI\u00c1RIA DE SERGIPE, <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL<\/strong>, Autarquia Federal, por seu Procurador &quot;ex lege&quot; ao final assinado,\u00a0 vem, \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, nos autos<strong> <\/strong>em ep\u00edgrafe<strong>, <\/strong>que neste Ju\u00edzo promove a parte autora<strong>, <\/strong>apresentar sua <strong>CONTESTA\u00c7\u00c3O<\/strong>, fazendo-o com os seguintes fundamentos f\u00e1ticos e jur\u00eddicos: <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>PRESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Como prejudicial de m\u00e9rito arg\u00fai o INSS a <strong>prescri\u00e7\u00e3o<\/strong> das parcelas vencidas anteriormente ao q\u00fcinq\u00fc\u00eanio que precede o aXXXXXXXXXXXXamento da a\u00e7\u00e3o, nos termos <strong>do art. 103, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 8.213\/91.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FALTA DE INTERESSE DE AGIR<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Existem diversos casos em que a aplica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de reajuste de benef\u00edcios pleiteados nesta a\u00e7\u00e3o implica na manuten\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o da renda mensal do benef\u00edcio, haja vista a concess\u00e3o, pelo INSS, de reajuste superior \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do INPC. Nestas hip\u00f3teses, falece \u00e0 parte autora interesse de agir para a propositura de demandas como a presente, merecendo o feito ser extinto sem o julgamento do m\u00e9rito, em face da car\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dessa forma, como adiante ser\u00e1 demonstrado, a prevalecer a pretens\u00e3o da parte autora para o per\u00edodo requerido, a aplica\u00e7\u00e3o destes \u00edndices no benef\u00edcio titularizado n\u00e3o implicar\u00e1 majora\u00e7\u00e3o de sua renda mensal, raz\u00e3o pela qual o presente feito merece ser extinto sem o julgamento do m\u00e9rito, com fulcro nos arts. 295, III c\/c 267, I, do CPC, porquanto ausente uma das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>M\u00c9RITO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos \u00cdndices do INPC<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 de ser ressaltado, inicialmente, que a parte autora toma por base julgamento do Supremo Tribunal Federal (RE 376.886\/SC) para extrair dele uma nova tese que j\u00e1 n\u00e3o tem, no nascedouro, qualquer possibilidade de \u00eaxito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O pedido contido na inicial tem por escopo lan\u00e7ar sob a avalia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio uma tese que, se acatada, poder\u00e1 gerar uma disparidade nunca antes vista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas previdenci\u00e1rias revisionais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 fato que de 1993 at\u00e9 o ano de 1996 existem normas legais dispondo dos \u00edndices corretos de corre\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios, quais sejam, o IRSM, posteriormente o IPCr, findando com o IGP-DI no ano de 1996. Tais dispositivos j\u00e1 foram reiteradamente considerados constitucionais, sendo improf\u00edcua qualquer nova discuss\u00e3o a respeito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Resta analisar se caberia, a partir de 1997, adotar um \u00edndice espec\u00edfico, no caso o INPC, ao inv\u00e9s dos percentuais calculados pela Previd\u00eancia Social.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O primeiro argumento em contr\u00e1rio \u00e0 tese esposada pela parte autora \u00e9 que o STF j\u00e1 decidiu, conforme j\u00e1 aduzido acima, que os reajustes concedidos aos benef\u00edcios em todo esse per\u00edodo atenderam aos ditames constitucionais de manuten\u00e7\u00e3o do valor real.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Embora o julgamento do RE 376.886\/SC n\u00e3o tenha for\u00e7a vinculante, no que tange ao pedido dos presentes autos, o teor do julgamento em tudo a ele se relaciona. Foi extensamente discutido no Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal se caberia a ado\u00e7\u00e3o de outros \u00edndices para reajuste dos benef\u00edcios, em detrimento dos aplicados administrativamente pela Autarquia Previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O resultado do julgamento, j\u00e1 de conhecimento p\u00fablico, \u00e9 que n\u00e3o cabe ao Judici\u00e1rio substituir os \u00edndices adotados pelo legislador, posto que aquilo que foi concedido \u00e9 adequado para manter o valor real dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que, ao contr\u00e1rio do que quer fazer crer a parte autora, n\u00e3o ficou decidido ser o INPC o \u00edndice de reajuste dos benef\u00edcios, at\u00e9 porque, em v\u00e1rios anos, <strong>o \u00edndice do INPC foi inferior \u00e0quele concedido como reajuste dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/strong>. Ficou decidido sim, que o INPC serve como um par\u00e2metro v\u00e1lido de compara\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o que tenha sido este o \u00edndice fixado. E tomando o INPC por par\u00e2metro, os reajustes concedidos pela Previd\u00eancia Social foram considerados adequados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O terceiro argumento que prejudica a pretens\u00e3o da <em>ex adversa <\/em>\u00e9 que, verificando-se ano-a-ano o <em>quantum <\/em>concedido como reajuste, fica evidente que, fosse o INPC fixado como \u00edndice de reajuste dos benef\u00edcios, teriam estes sido reajustados a menor do que aquilo que foi concedido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Abaixo os \u00edndices do INPC, conforme tabela da Justi\u00e7a Federal \u2013 INPC com expurgos \u2013 IPCs:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Data<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>% Varia\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p><strong>INPC<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>% Acumulado INPC<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>% Reajuste<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0Concedido<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>% Acumulado <\/strong><\/p>\n<p><strong>INSS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/1997<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8,32<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8,32<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7,76<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7,76<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/1998<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8,76<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>13,87<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8,81<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>12,98<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/2012<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>3,19<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>17,09<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8,61<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>18,18<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/2012<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5,38<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>23,38<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5,81<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>25,01<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/2012<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7,73<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>32,88<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7,66<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>38,59<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/2012<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>9,02<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>88,86<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>9,20<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>86,97<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Jun\/2003<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>20,83<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>78,86<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>19,71<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>75,98<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Assim, se compararmos a partir de 1997 o INPC e os \u00edndices de reajuste concedidos pela Previd\u00eancia Social, ter\u00edamos os seguintes percentuais acumulados:<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>INPC \u2013 01.05.1996 a 31.05.2003 \u2013 78,86%<\/em><\/p>\n<p><em>INSS \u2013 01.05.1996 a 31.05.2003 \u2013 75,98%<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Desta forma, os reajustes concedidos pela Previd\u00eancia Social no per\u00edodo, conforme sobejamente demonstrado acima, resultam em um ganho real superior ao \u00edndice pleiteado, ou seja, a proced\u00eancia do pedido n\u00e3o s\u00f3 contraria as leis editadas para tais revis\u00f5es como ir\u00e1 reduzir o valor mensal do benef\u00edcio da parte autora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Portanto os reajustes concedidos pela Previd\u00eancia Social cumpriram o comando constitucional de preserva\u00e7\u00e3o do valor real dos benef\u00edcios. Assim decidiu o STJ:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cRECURSO ESPECIAL. PREVIDENCI\u00c1RIO. REAJUSTE DE BENEF\u00cdCIO PREVIDENCI\u00c1RIO. FAS. REAJUSTE PELO IGP-DI. MEDIDA PROVIS\u00d3RIA 1.815\u204496 E LEI 9.711\u204498. <\/em><\/p>\n<p><em>O texto constitucional garante a manuten\u00e7\u00e3o, em car\u00e1ter permanente, do valor real do benef\u00edcio. Entretanto, delega ao legislador o estabelecimento dos \u00edndices a serem aplicados. Portanto, se as normas contidas na Lei 9.711\u204498 decorreram de Medidas Provis\u00f3rias, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em inconstitucionalidade das normas posteriormente editadas para o reajustamento dos benef\u00edcios que tamb\u00e9m foram provenientes de outras MPs.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Por fim,\u00a0 n\u00e3o se consideram inconstitucionais os \u00edndices estabelecidos pelas seguintes normas: MP 1.572-1\u204497 (7,76%); MP 1.663\u204498 (8,81%); MP 1.828\u204499 (8,61%);\u00a0 MP 2.022\u20442012 (5,81%),\u00a0 hoje alterada para MP 2.187-13\u20442012 e, por fim, a MP 2.129\u20442012 (7,66%),<\/em><\/strong><em> visto que a maioria dessas regras estabelecidas pelo Poder Executivo tamb\u00e9m j\u00e1 foram convertidas em Lei.<\/em><\/p>\n<p><em>Recurso n\u00e3o conhecido\u201d.<\/em><\/p>\n<p>(STJ, REsp 899.827\/RS, Rel. Min. Jos\u00e9 Arnaldo da Fonseca, julg. 06.05.03, ainda n\u00e3o publicado)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>E o STF p\u00f4s fim a essa discuss\u00e3o, no julgamento do RE 376.886\/SC:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cRECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO Nr.376886 ORIGEM:SC RELATOR: MIN. CARLOS VELLOSO<\/em><\/p>\n<p><strong><em>JULGAMENTO DO PLENO &#8211; PROVIDO DECIS\u00c3O: O TRIBUNAL, POR MAIORIA, CONHECEU E DEU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO PARA REAFIRMAR A CONSTITUCIONALIDADE DOS ARTIGOS 12 E 13, DA LEI N\u00ba 9.711, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1998, 8\u00ba, \u00a7\u00a7 2\u00ba E 3\u00ba, DA LEI N\u00ba 9.971, DE 18 DE MAIO DE 2012, E L\u00ba, DA MEDIDA PROVIS\u00d3RIA N\u00ba 2.187-13, DE 28 DE AGOSTO DE 2012, E DO DECRETO N\u00ba 3.826, DE 31 DE MAIO DE 2012, VENCIDOS OS SENHORES MINISTROS MARCO AUR\u00c9LIO E CARLOS BRITTO, QUE CONHECIAM DO RECURSO E O DESPROVIAM. VOTOU O PRESIDENTE, O SENHOR MINISTRO MAUR\u00cdCIO CORR\u00caA. N\u00c3O VOTOU O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA POR N\u00c3O TER ASSISTIDO AO RELAT\u00d3RIO. AUSENTE, JUSTIFICADAMENTE, A SENHORA MINISTRA ELLEN GRACIE. PLEN\u00c1RIO, 28.09.2003. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Acaso assim n\u00e3o fosse, poderiam os segurados, a qualquer tempo e de qualquer forma, discutir o \u00edndice legalmente previsto que fora empregado pela Previd\u00eancia Social para a corre\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, na esteira de tal entendimento \u00e9 o julgado que segue, <em>in verbis<\/em>: <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cPREVIDENCI\u00c1RIO. REVIS\u00c3O DE BENEF\u00cdCIOS. CRIT\u00c9RIOS DE REAJUSTAMENTO. SUJEI\u00c7\u00c3O \u00c0 DETERMINA\u00c7\u00c3O LEGAL. LEI N\u00ba 8.213\/91. LEIS 8.582, DE 23.12.1992, E 8.700\/98. LEI N\u00ba 8.880\/98. 9.032, DE 28.08.1995, MP N\u00ba 1815\/96, MP N\u00ba 1.572-1\/97, MP N\u00ba 1.828\/99, MP N\u00ba 2.022\/2012 E DECRETO N\u00ba 3.826\/2012. APLICA\u00c7\u00c3O DO IGP-DI EM PER\u00cdODOS N\u00c3O PREVISTOS. IMPOSSIBILIDADE.<\/em><\/p>\n<p><em>1. <\/em><strong><em>Os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios para manuten\u00e7\u00e3o de seu valor real est\u00e3o sujeitos ao reajustamento na forma determinada em lei<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p><em>2. O plano de benef\u00edcios da previd\u00eancia social, nos temos do art. 81, II, determinou a atualiza\u00e7\u00e3o das benesses, de acordo com a data de in\u00edcio respectiva, com base na varia\u00e7\u00e3o integral do INPC, calculado pelo IBGE, nas mesmas \u00e9pocas em que o sal\u00e1rio m\u00ednimo foi alterado, pelo \u00edndice da cesta b\u00e1sica ou substituto legal, tendo vigorado at\u00e9 dezembro de 1992; a partir da\u00ed at\u00e9 dezembro de 1993, o reajustamento foi efetuado com base no \u00cdndice de Reajuste do Sal\u00e1rio M\u00ednimo &#8211; IRSM (Leis 8.582, de 23.12.1992, e 8.700\/98); em janeiro e fevereiro de 1998, pelo Fator de Atualiza\u00e7\u00e3o Salarial &#8211; FAS (Lei n\u00ba 8.700\/98), de mar\u00e7o a junho de 1998, pela convers\u00e3o em URV (Lei n\u00ba 8.880\/98); a partir de julho de 1998 e em 1\u00ba.05.95, pelo IPC-r (Leis 8.880, de 27.05.1998, e 9.032, de 28.08.1995); em 1\u00ba.05.1996, pela varia\u00e7\u00e3o acumulada do \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os &#8211; Disponibilidade Interna &#8211; IGP-DI, nos doze meses imediatamente anteriores (Medida Provis\u00f3ria 1.815, de 29.08.1996, e Portarias MPS 3.253, de 13.05.1996, 3.971, de 05.06.1997, e 3.927, de 18.05.1997 e legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria subseq\u00fcente); MP n\u00ba 1.572-1\/97, MP n\u00ba 1.828\/99, MP n\u00ba 2.022\/2012 e Decreto n\u00ba 3.826\/2012.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>3. Imposs\u00edvel deferir pleito no sentido de adotar crit\u00e9rio de reajuste diverso do determinado em lei<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p><em>8. Apela\u00e7\u00e3o desprovida.\u201d (<\/em>AC <em>N\u00ba 2012.38.01.000005-0\/MG &#8211; 1\u00aa Turma do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o, Rel. Des. Fed. Jos\u00e9 Am\u00edlcar Machado &#8211; 27.10.2012)<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o temos que n\u00e3o cabe discutir a ado\u00e7\u00e3o do INPC como \u00edndice de reajuste dos benef\u00edcios nos anos de 1993 a 1996, pois para todos esses anos existem \u00edndices espec\u00edficos escolhidos pelo legislador, tendo o INSS cumprido o comando legal. Ademais, tal quest\u00e3o j\u00e1 foi objeto de intensa discuss\u00e3o, restando totalmente superada a tese novamente levantada pela autora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No que tange aos anos seguintes, 1997 em diante, ficou demonstrado que a ado\u00e7\u00e3o do INPC significaria um preju\u00edzo \u00e0 parte autora, j\u00e1 que os \u00edndices de reajuste concedidos pela Previd\u00eancia Social foram superiores \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do INPC no per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por fim, imperioso observar que o art. 201, \u00a7 8\u00ba, n\u00e3o garante o reajuste do segurado <strong><em>\u201cpelo \u00edndice que der mais\u201d<\/em><\/strong>, acaso assim fosse ter\u00edamos meses com benef\u00edcios reajustados pelo CUB, UFIR (que n\u00e3o existe mais), varia\u00e7\u00e3o da bolsa de valores, entre outros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O que est\u00e1 preservado no mencionado dispositivo constitucional \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do poder de compra dos benef\u00edcios ao longo dos anos, tal qual j\u00e1 decidiu o Pret\u00f3rio Excelso ao apreciar o RE. 219.880-RN, onde restou claro que o artigo 201, \u00a7 8\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o deixou para a legisla\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria o estabelecimento dos crit\u00e9rios para essa preserva\u00e7\u00e3o. E assim vem atuando o INSS.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em face de todo o exposto, a pretens\u00e3o h\u00e1 de ser julgada totalmente improcedente.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>REQUERIMENTOS<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ante as raz\u00f5es\u00a0 expendidas, este Instituto, requer :<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O julgamento antecipado da lide, por se tratar de quest\u00e3o eminentemente de direito; caso haja entendimento diverso, requer a produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito admitidas;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Seja julgado totalmente improcedente o pedido formulado pelo(a) autor(a).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>S\u00e3o os termos em que pede deferimento. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[154],"class_list":["post-33492","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-previdenciario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/33492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=33492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}