{"id":33318,"date":"2023-08-01T20:57:06","date_gmt":"2023-08-01T20:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-01T20:57:06","modified_gmt":"2023-08-01T20:57:06","slug":"contestacao-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-sobre-o-decimo-terceiro-salario","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contestacao-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-sobre-o-decimo-terceiro-salario\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contesta\u00e7\u00e3o  &#8211;  C\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre o D\u00e9cimo Terceiro Sal\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>EXCELENT\u00cdSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) XXXXXXXXXXXX(A) DO XXXXXXXXXXXXADO ESPECIAL FEDERAL DE ARACAJU\/SE<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Processo n\u00b0 <\/p>\n<p>Autor(a): <\/p>\n<p>R\u00e9u:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Instituto Nacional do Seguro Social &#8211; INSS<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O<strong> INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL &#8211; INSS<\/strong>, por seu Procurador Federal, constitu\u00eddo <em>ex lege<\/em> (art. 9\u00ba da Lei n\u00ba 9.869\/1997), vem mui respeitosamente, apresentar, em tempo h\u00e1bil, a sua\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 C O N T E S T A \u00c7 \u00c3 O,<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tendo em vista os fatos e fundamentos a seguir expostos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 DA S\u00cdNTESE DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pretende o(a) autor(a),\u00a0 via da presente a\u00e7\u00e3o, seja reconhecido suposto direito ao c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio nos estritos termos e consoante determinado pela Lei n\u00ba 8.212\/1991. Paralelamente, requer o deferimento da repeti\u00e7\u00e3o \u201cdos valores pagos a maior\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ocorre que, <em>data v\u00eania<\/em>, a pretens\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 que ser deferida, como adiante ser\u00e1 demonstrado:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>I &#8211; S\u00daMULA DA A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Alega que a forma de c\u00e1lculo utilizada pela Autarquia Previdenci\u00e1ria, embasada inicialmente nos Decretos n\u00bas 356\/1991 e 612\/1992 e mantida nas regulamenta\u00e7\u00f5es posteriores, \u00e9 ilegal, uma vez que os Decretos extrapolam o poder regulamentar e, em confronto com as disposi\u00e7\u00f5es da Lei\u00a0 n\u00ba 8.212\/1991, determinam que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina seja calculada mediante aplica\u00e7\u00e3o, em separado, da tabela relativa \u00e0s al\u00edquotas e sal\u00e1rios-de-contribui\u00e7\u00f5es. Aduz que a remunera\u00e7\u00e3o de dezembro \u00e9 uma s\u00f3 e sobre o total (inclu\u00edda a gratifica\u00e7\u00e3o natalina) deveria incidir a al\u00edquota, respeitado o teto de contribui\u00e7\u00e3o, sendo certo que o c\u00e1lculo em separado implica pagamento a maior e sem respaldo legal de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>II &#8211; DA EXIST\u00caNCIA DE COMANDO LEGAL PREVENDO A EXIST\u00caNCIA DO C\u00c1LCULO EM SEPARADO<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A tese do(a) autor(a) est\u00e1 embasada na suposta inexist\u00eancia de comando legal prevendo a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria em separado sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina e, em conseq\u00fc\u00eancia, na circunst\u00e2ncia de os decretos regulamentadores, ao estipularem a incid\u00eancia em separado, terem extrapolado o \u00e2mbito do poder regulamentar, criando hip\u00f3tese de incid\u00eancia mais gravosa e sem escoro em lei.<\/p>\n<p>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Impende, destarte, deitando por terra a tese do(a) suplicante, transcrever abaixo o caput e o par\u00e1grafo 2\u00ba, do art. 7\u00ba, da Lei 8.620\/1993:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cArt. 7\u00ba O recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o correspondente ao d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio deve ser efetuado at\u00e9 o dia 20 de dezembro ou no dia imediatamente anterior em que haja expediente banc\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 2\u00ba A contribui\u00e7\u00e3o de que trata este artigo incide sobre o valor bruto do d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio, mediante aplica\u00e7\u00e3o, em separado, das al\u00edquotas estabelecidas nos arts. 20 e 22 da Lei n\u00ba 8.212, de 28 de julho de 1991.\u201d (grifamos e negritamos)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A simples leitura do dispositivo de lei supra transcrito revela a inconsist\u00eancia e completa improced\u00eancia da argumenta\u00e7\u00e3o desenvolvida pelo(a) autor(a). H\u00e1 comando legal estabelecendo o c\u00e1lculo em separado da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Corroborando a legalidade do c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria atinente ao d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio ser realizado em separado da remunera\u00e7\u00e3o de dezembro, cabe ressaltar que, em conson\u00e2ncia com o caput do art. 7\u00ba, da Lei n\u00ba 8.620\/1993, at\u00e9 mesmo a data de recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o (at\u00e9 o dia 20 de dezembro) \u00e9 distinta da data de recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a remunera\u00e7\u00e3o de dezembro, que, nos termos da al\u00ednea <em>b<\/em>, inciso I, art. 30, da Lei n\u00ba 8.212\/1991, se d\u00e1 at\u00e9 o dia dois do m\u00eas seguinte ao da compet\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quanto ao argumento de revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita da previs\u00e3o legal de realiza\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo em separado, impende, para demonstrar sua inconsist\u00eancia e com a devida v\u00eania, transcrever trecho da brilhante senten\u00e7a da lavra do MM. XXXXXXXXXXXX Federal da 1\u00aa Vara do XXXXXXXXXXXXado Especial C\u00edvel de Florian\u00f3polis, Dr. Alcides Vettorazzi, prolatada em Embargos Declarat\u00f3rios no Processo n\u00ba 2012.72.50.001765-7, conforme segue abaixo:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201c03.2. A reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 8.870 ao \u00a77\u00ba do art. 28 da Lei 8.212 apenas veio dizer que o 13\u00ba n\u00e3o ser\u00e1 computado para fins de c\u00e1lculo do benef\u00edcio. No mais, que integra o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o j\u00e1 constava na reda\u00e7\u00e3o anterior original da Lei 8.212\/91. In verbis:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/em><\/p>\n<p><em>Como n\u00e3o se discute aqui parcelas integrativas para fins de c\u00e1lculo de benef\u00edcio, mas sim de parcelas que comp\u00f5em o c\u00e1lculo para a contribui\u00e7\u00e3o ao INSS, essa altera\u00e7\u00e3o trazida pela Lei 8.870 \u00e9 irrelevante ao deslinde da controv\u00e9rsia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 o art. 28, I, da Lei 8.212\/91, na reda\u00e7\u00e3o da Lei 9.528, 10.12.97, apenas exemplificou parcelas tribut\u00e1veis \u2013 a reda\u00e7\u00e3o original era gen\u00e9rica\u00a0 &#8211;. Confira-se as reda\u00e7\u00f5es:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Dessa nova reda\u00e7\u00e3o dada ao inciso I do art. 28 da Lei 8.212 da n\u00e3o se pode concluir tenha sido tacitamente revogado o art. 7\u00ba, caput, e seu \u00a72\u00ba, da Lei 8.620, de 05.01.93:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;\u201d (negritamos)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ademais h\u00e1 previs\u00e3o legal vigente para a realiza\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo em separado. Resta sem arcabou\u00e7o jur\u00eddico a tese do(a) autor(a), que urge seja rejeitada, como, desde j\u00e1, \u00e9 requerido, sendo certo que o Colendo Superior Tribunal de Justi\u00e7a em recente decis\u00e3o se pronunciou, <em>in verbis:<\/em><\/p>\n<p><em>DECIS\u00c3O DO STJ SOBRE A INCID\u00caNCIA EM SEPARADO DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA SOBRE O 13\u00ba SAL\u00c1RIO. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a entendeu que com o advento da Lei n.\u00ba8.620\/93, a tributa\u00e7\u00e3o em separado da gratifica\u00e7\u00e3o natalina galgou status legal, nos temos do art. 7\u00ba, par\u00e1grafo 2\u00ba, desse diploma normativo. <\/em>Resp 815608, re. Min.Castro Meira DJ 16.11.2012.<\/p>\n<p>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Abaixo, por apego ao debate, ser\u00e1 demonstrado que, ainda que inexistente a previs\u00e3o legal do c\u00e1lculo em separado, ou seja, se o c\u00e1lculo em separado fosse objeto de previs\u00e3o apenas em decretos, ainda assim, legal a previs\u00e3o. Os decretos, no caso concreto, apenas facilitaram a execu\u00e7\u00e3o da lei, removendo obst\u00e1culo pr\u00e1tico que surgiria no que se refere aos contribuintes que j\u00e1 contribu\u00edssem pelo teto ou pr\u00f3ximo ao teto, os quais seriam beneficiados por isen\u00e7\u00e3o por via transversa, em afronta ao comando legal que prev\u00ea a incid\u00eancia, em detrimento do custeio do caixa previdenci\u00e1rio (que arca com a gratifica\u00e7\u00e3o natalina de TODOS os benefici\u00e1rios do RGPS) e em frontal viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria, no que tange aos contribuintes de baixa renda.<\/p>\n<p>9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ora, n\u00e3o \u00e9 outra a finalidade dos regulamentos. \u201c<em>Editados pelo Poder Executivo, visam tornar efetivo o cumprimento da lei, propiciando facilidades para que a lei seja fielmente executada. \u00c9 que as leis devem, segundo a melhor t\u00e9cnica, ser redigidas em termos gerais, n\u00e3o s\u00f3 para abranger a totalidade das rela\u00e7\u00f5es que nelas incidem, sen\u00e3o tamb\u00e9m para poderem ser aplicadas, com flexibilidade correspondente, \u00e0s muta\u00e7\u00f5es de fato das quais estas mesmas rela\u00e7\u00f5es resultam. Por isso, as leis n\u00e3o devem descer a detalhes, mas, conforme acima ficou expresso, conter apenas, regras gerais. Os regulamentos, estes sim, \u00e9 que ser\u00e3o detalhistas. Bem por isso, leciona Esmein, \u2018s\u00e3o eles prescri\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que t\u00eam por fim preparar a execu\u00e7\u00e3o das leis, completando-as em seus detalhes, sem lhes alterar, todavia, nem o texto, nem o esp\u00edrito\u2019<\/em> \u201c. (<em>in <\/em>Moraes, Alexandre de. Direito Constitucional \u2013 16ed.- S\u00e3o Paulo: Atlas, 2012, p.881 e 882).\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>III &#8211; DA ALEGA\u00c7\u00c3O DO(A) AUTOR(A) \u2013 INCID\u00caNCIA DE CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA SOBRE A GRATIFICA\u00c7\u00c3O NATALINA \u2013 VIOLA\u00c7\u00c3O DO PRINC\u00cdPIO DA ISONOMIA &#8211; LEGALIDADE DO C\u00c1LCULO EM SEPARADO DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA SOBRE O D\u00c9CIMO TERCEIRO SAL\u00c1RIO \u2013 SIMPLES REGULAMENTA\u00c7\u00c3O DO COMANDO LEGAL<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>10.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A tese do(a) autor(a), mesmo que inexistente fosse previs\u00e3o legal da incid\u00eancia em separado, n\u00e3o resiste a uma an\u00e1lise cuidadosa de seu teor. Traduz-se em nada mais que bem elaborada fal\u00e1cia, que urge seja rejeitada por este MM. Ju\u00edzo.<\/p>\n<p>11.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o est\u00e1 se discutindo, neste caso, a constitucionalidade ou legalidade da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio. A contribui\u00e7\u00e3o tem base legal e n\u00e3o existe controv\u00e9rsia doutrin\u00e1ria ou jurisprudencial a respeito. Tanto assim que o Excelso Pret\u00f3rio editou o Enunciado da S\u00famula 688: \u201c<em>\u00c9 LEG\u00cdTIMA A INCID\u00caNCIA DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA SOBRE O 13\u00ba SAL\u00c1RIO<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>12.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Restando pacificada a legitimidade da incid\u00eancia, \u201ccriativos\u201d advogados resolveram taxar de ilegal a forma de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o, nos termos em que determina o Decreto 612\/1992 e regulamenta\u00e7\u00f5es posteriores. Assim fazendo, tentam, de maneira indireta, fazer letra morta o comando legal que prev\u00ea a incid\u00eancia. Tentam criar hip\u00f3tese de isen\u00e7\u00e3o por vias transversas, sem qualquer escoro legal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>13.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Veja-se o disposto no art. 20 da reda\u00e7\u00e3o original da Lei n\u00ba 8.212\/1991:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cArt. 20. <\/em><strong><em>A contribui\u00e7\u00e3o do segurado empregado,<\/em><\/strong><em> inclusive dom\u00e9stico, e a do trabalhador avulso, <\/em><strong><em>\u00e9 calculada mediante a aplica\u00e7\u00e3o da correspondentes al\u00edquota, de forma n\u00e3o cumulativa, sobre o seu sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o mensal<\/em><\/strong><em>, observado o disposto no artigo 28, de acordo com a seguinte tabela:\u201d<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>18.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 o art. 28 da Lei n\u00ba 8.212\/91 assim estabelece sobre o <strong>sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cI \u2013 para o empregado e trabalhador avulso: a remunera\u00e7\u00e3o efetivamente recebida ou creditada a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, em uma ou mais empresas, inclusive os ganhos habituais sob a forma de utilidades, ressalvado o disposto no \u00a79<sup>o<\/sup>, e respeitados os limites dos \u00a7\u00a7 3<sup>o<\/sup>, 8<sup>o<\/sup> e 5<sup>o<\/sup>;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a73<sup>\u00ba<\/sup> O <\/em><strong><em>limite m\u00ednimo<\/em><\/strong><em> do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 de <\/em><strong><em>um sal\u00e1rio-m\u00ednimo<\/em><\/strong><em>, tomando no seu valor mensal, di\u00e1rio ou hor\u00e1rio, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o m\u00eas.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a75<sup>\u00ba<\/sup> O limite m\u00e1ximo do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), reajustados a partir da data da entrada em vigor desta lei, na mesma \u00e9poca e com os mesmos \u00edndices que os reajustamento dos benef\u00edcios de presta\u00e7\u00e3o continuada da Previd\u00eancia Social.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a77<sup>\u00ba<\/sup> O <\/em><strong><em>d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio (gratifica\u00e7\u00e3o natalina<\/em><\/strong><em>) integra o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o, na forma estabelecida em regulamento.\u201d (grifos nossos)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>15.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os Decretos, <em>regulamento<\/em> ao qual faz refer\u00eancia o dispositivo legal supra transcrito, como restar\u00e1 demonstrado, n\u00e3o extrapolam o \u00e2mbito regulamentar, n\u00e3o invadem a esfera exclusiva da lei, n\u00e3o inovam no ordenamento jur\u00eddico. Simplesmente operacionalizam, viabilizam a aplica\u00e7\u00e3o do comando legal de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina. O c\u00e1lculo em separado n\u00e3o se traduz em modo mais gravoso de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o. Na realidade, somente o c\u00e1lculo em separado (para aqueles segurados que contribuem pelo teto de contribui\u00e7\u00e3o) permite que haja contribui\u00e7\u00e3o sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, decerto que a forma preconizada pelo(a) autor(a) est\u00e1 a implicar isen\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o para os que contribuem pelo teto, isen\u00e7\u00e3o esta sem amparo legal. Implica, outrossim, viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da isonomia, uma vez que segurados de baixa renda continuar\u00e3o a contribuir sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, enquanto aqueles de maior renda deixar\u00e3o de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>16.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste ponto, cabe ser efetuada a demonstra\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica do que se exp\u00f4s:<\/p>\n<p>&#8211; Objetivando facilitar os c\u00e1lculos ser\u00e3o arredondados os percentuais de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e utilizado o sal\u00e1rio-m\u00ednimo como par\u00e2metro.<\/p>\n<p>&#8211; Primeiro exemplo: considerando o atual teto do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o de dez sal\u00e1rios-m\u00ednimos, este se traduz em R$ 2.600,00. O segurado empregado que ganha R$ 2.600,00 ou mais de remunera\u00e7\u00e3o mensal contribui com uma al\u00edquota de 11% sobre este teto, ou seja, contribui com R$ 286,00 mensais para a Previd\u00eancia Social. No m\u00eas de dezembro, vez que h\u00e1 previs\u00e3o legal de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina, dever\u00e1 incidir a mesma al\u00edquota de 11% sobre esta parcela, ou seja, em dezembro o segurado que ganha R$ 2.600,00 ou mais de remunera\u00e7\u00e3o mensal, contribui com R$ 286,00, que \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o sobre seus vencimentos daquele m\u00eas, e com outros R$ 286,00, relativos \u00e0 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre seu d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio. Contribui, destarte, com um total de R$ 572,00 no m\u00eas de dezembro (metade do total em raz\u00e3o da incid\u00eancia sobre seus vencimentos mensais e metade do total em raz\u00e3o da incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio). \u00c9 nisto que se traduz o c\u00e1lculo em separado combatido pelo(a) autor(a).<\/p>\n<p>&#8211; A incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o sobre o total dos ganhos do segurado que contribui pelo teto, no m\u00eas de dezembro (considerada a soma da remunera\u00e7\u00e3o com a gratifica\u00e7\u00e3o natalina), maneira preconizada pelo(a) suplicante, se traduz no pagamento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria no valor de R$ 286,00, ou seja, no mesmo montante dos demais meses. Isso porque o segurado j\u00e1 contribui mensalmente pelo teto e a soma da remunera\u00e7\u00e3o mensal com a gratifica\u00e7\u00e3o natalina em nada altera o valor que seria recolhido. Ou seja, o contribuinte que recolhe pelo teto n\u00e3o pagaria um centavo a mais de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria em fun\u00e7\u00e3o do recebimento do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio! Ele, na realidade, estaria isento do pagamento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, uma vez adotada a soma defendida como correta pelo(a) autor(a).<\/p>\n<p>&#8211; Segundo exemplo: considerando um segurado de baixa renda, que recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo mensal \u00e9 obtido o seguinte resultado:<\/p>\n<p>&#8211; Remunera\u00e7\u00e3o de R$ 260,00, contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria mensal de 8% sobre este montante, ou seja, no valor de R$ 20,80. Efetuando o c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o em separado do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio temos que, no m\u00eas de dezembro, o segurado recolher\u00e1 um total de R$ 81,60, sendo R$ 20,80 da incid\u00eancia de 8% sobre a remunera\u00e7\u00e3o de dezembro e R$ 20,80 da incid\u00eancia de 8% sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina.<\/p>\n<p>&#8211; Em rela\u00e7\u00e3o a este segurado de baixa renda, adotada a maneira preconizada pelo(a) autor(a) obtemos o mesmo resultado final de R$ 81,60, vez que somados os R$ 260,00 da remunera\u00e7\u00e3o de dezembro e R$ 260,00 do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, obtemos um total de R$ 520,00 e fazendo incidir o percentual de 8% sobre este total, obtemos R$ 81,60 devidos a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria no m\u00eas de dezembro.<\/p>\n<p>&#8211; Da exposi\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, consoante exposto acima, podemos extrair as seguintes conclus\u00f5es: o c\u00e1lculo em separado \u00e9 a \u00fanica forma de fazer incidir contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria na gratifica\u00e7\u00e3o natalina dos segurados que recolhem pelo teto; \u00e9 a \u00fanica maneira de n\u00e3o restar pisoteado o princ\u00edpio da isonomia, vez que, adotado o c\u00e1lculo pela soma do total recebido em dezembro (remunera\u00e7\u00e3o mensal e gratifica\u00e7\u00e3o natalina), os segurados que contribuem pelo teto com nada contribuiriam, os segurados que contribuem pr\u00f3ximo ao teto com \u00ednfimo valor contribuiriam, e os segurados que contribuem pelo m\u00ednimo ou pr\u00f3ximo ao m\u00ednimo teriam incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o total do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio recebido.<\/p>\n<p>&#8211; Ou seja, os Decretos regulamentadores simplesmente tornaram operacionaliz\u00e1vel o comando legal de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, n\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o ou extrapola\u00e7\u00e3o do comando legal, n\u00e3o houve inova\u00e7\u00e3o na ordem jur\u00eddica. <\/p>\n<p>17.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lado outro, a maneira de c\u00e1lculo defendida pelo(a) autor(a) implica em isen\u00e7\u00e3o \u00e0s avessas. \u00c9 fal\u00e1cia que n\u00e3o resiste a uma segunda an\u00e1lise.<\/p>\n<p>18.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ora, tal tese, mostra-se equivocada e em total disson\u00e2ncia com o fim a qual se destina a contribui\u00e7\u00e3o social: o pagamento de benef\u00edcios dos segurados, a\u00ed inclu\u00eddo a <strong>gratifica\u00e7\u00e3o natalina,<\/strong> no mesmo valor pago em dezembro, aos <strong>pensionistas e aposentados<\/strong>, conforme determina\u00e7\u00e3o constante no <strong>\u00a7 6<sup>o<\/sup> do art. 201 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>.<\/p>\n<p>19.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Portanto, se todos os segurados t\u00eam direito ao recebimento de <strong>13 (treze) presta\u00e7\u00f5es anuais<\/strong>, \u00e9 imprescind\u00edvel que o conjunto de segurados contribuam sobre <strong>13 (treze) contribui\u00e7\u00f5es<\/strong>, pois o sistema n\u00e3o \u00e9 de assist\u00eancia social, mas de seguro social, havendo sempre uma contrapartida do benefici\u00e1rio. <\/p>\n<p>20.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Decreto n\u00ba 612\/1992 e regulamenta\u00e7\u00f5es posteriores, em verdade, veio apenas explicitar o disposto no \u00a77<sup>o<\/sup> do art. 28 da Lei n\u00ba 8.212\/1991, n\u00e3o tendo inovado em nada, j\u00e1 que \u00e9 claro ao estabelecer que o d\u00e9cimo terceiro integra o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o na forma estabelecida <strong>pelo regulamento<\/strong>.<\/p>\n<p>21.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com efeito, o Decreto n\u00ba 612\/1992 especificou t\u00e3o s\u00f3 a regra para a correta aplica\u00e7\u00e3o da lei, ou seja, a forma pela qual o contribuinte deveria efetuar o pagamento da contribui\u00e7\u00e3o social incidente sobre 13<sup>o<\/sup> sal\u00e1rio. NADA MAIS.<\/p>\n<p>22.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste sentido \u00e9 a decis\u00e3o proferida pela 2<sup>a<\/sup> Turma do Egr\u00e9gio TRF da 8<sup>a<\/sup> Regi\u00e3o, cuja ementa encontra-se assim transcrita<em>:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0\u201cCONTRIBUI\u00c7\u00c3O<\/em><\/strong><em> <\/em><strong><em>SOCIAL SOBRE O 13\u00ba SAL\u00c1RIO. APLICA\u00c7\u00c3O DO PAR. 7\u00ba DO ART. 37 DO DEC. 612\/92<\/em><\/strong><em>. <\/em><\/p>\n<p><em>O par\u00e1grafo 7\u00ba do artigo 37 do <\/em><strong><em>DECRETO<\/em><\/strong><em> n\u00ba 612, de 1992, <\/em><strong><em>nada mais fez que explicitar o texto legal, em nada o extrapolando<\/em><\/strong><em>. O c\u00e1lculo em separado, como est\u00e1 previsto no Decreto n\u00ba 612, de 1992, evita a exclus\u00e3o de uma das fontes naturais de custeio para o benef\u00edcio da gratifica\u00e7\u00e3o natalina dos aposentados e pensionistas. E<\/em><strong><em>, n\u00e3o fosse o car\u00e1ter excepcional da gratifica\u00e7\u00e3o natalina, como fonte de custeio do pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o natalina dos aposentados e pensionistas da previd\u00eancia prevista no artigo 201, par\u00e1grafo 6\u00ba da CF\/88, n\u00e3o estaria, certamente, o autor obrigado a contribuir em separado sobre o pagamento do 13\u00ba SAL\u00c1RIO<\/em><\/strong><em>? Ora, indiscutivelmente, a Previd\u00eancia paga, no m\u00eas de dezembro, aos seus aposentados e pensionistas, o provento do m\u00eas e mais a gratifica\u00e7\u00e3o natalina, justificando, deste modo, <\/em><strong><em>a incid\u00eancia sobre o d\u00e9cimo-terceiro em separado.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>(2<sup>a<\/sup> Turma do TRF da 8<sup>a<\/sup> Regi\u00e3o, AC n\u00ba1998.08.01.090165-9, Relator p\/ ac\u00f3rd\u00e3o XXXXXXXXXXXX VILSON DAR\u00d3S, DJU de 12\/08\/00 \u2013 grifos nossos) <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>23.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Frise-se vez mais: OS DECRETOS REGULAMENTADORES N\u00c3O MODIFICARAM A BASE DE C\u00c1LCULO E NEM MAJORARAM OS VALORES DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O INCIDENTE SOBRE O D\u00c9CIMO TERCEIRO SAL\u00c1RIO, APENAS CUMPRIRAM A SUA FUN\u00c7\u00c3O, QUAL SEJA A DE REGULAMENTAR A LEI 8.212\/1991, QUANTO \u00c0 FORMA DE INCID\u00caNCIA DA ALUDIDA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O, MEDIANTE APLICA\u00c7\u00c3O EM SEPARADO DA TABELA DE QUE TRATA O MESMO DIPLOMA REGULAMENTAR (ART. 198), EM NADA OFENDENDO OS PRINC\u00cdPIOS DA LEGALIDADE E DA HIERARQUIA DAS LEIS.<\/p>\n<p>28.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sobre o tema, ali\u00e1s, j\u00e1 se decidiu que:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Ementa: <\/em><\/strong><em>\u201cTribut\u00e1rio. Embargos Infringentes. Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o 13 \u00ba sal\u00e1rio. Lei 7.789\/89. Decreto 612\/92. Legalidade.<\/em><\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o contida no \u00a7 7 \u00ba, do art. 37 do Decreto n \u00ba 612\/92, que determina que a contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina (d\u00e9cimo \u2013 terceiro sal\u00e1rio) deve ser calculada mediante a aplica\u00e7\u00e3o, em separado,\u00a0 da tabela de que trata o art. 22, \u00e9 perfeitamente compat\u00edvel com a ordem contida no \u00a7 7\u00ba, do art. 28 da Lei 8.212\/91 e, portanto, legal, bem como consideram-se legais as disposi\u00e7\u00f5es contidas nos decretos subseq\u00fcentes que regulamentaram a contribui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><em>(<\/em><strong><em>Tribunal \u2013 Quarta Regi\u00e3o<\/em><\/strong><em>; <\/em><strong><em>EIAC- Embargos Infringentes na Apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel \u2013 13119<\/em><\/strong><em>; Proc <\/em><strong><em>199808010910399<\/em><\/strong><em>, UF: <\/em><strong><em>PR<\/em><\/strong><em>, \u00d3rg\u00e3o Julgador: <\/em><strong><em>Primeira Se\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><em>; Data da decis\u00e3o: <\/em><strong><em>06\/12\/2000<\/em><\/strong><em>; Documento: <\/em><strong><em>TRF800080727<\/em><\/strong><em>).<\/em><strong> <\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>25.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Reitere-se \u00e0 saciedade: com rela\u00e7\u00e3o aos empregados que j\u00e1 recebem o teto remunerat\u00f3rio, n\u00e3o haveria recolhimento algum, quanto \u00e0 citada gratifica\u00e7\u00e3o, se, quando do c\u00e1lculo, a exa\u00e7\u00e3o incidisse, em conjunto, sobre todas as verbas recebidas no respectivo m\u00eas. Isto traria um desequil\u00edbrio ao Sistema que n\u00e3o teria mais recursos para financiar o pagamento do abono anual dos segurados em gozo de benef\u00edcio, violaria o comando legal que determina a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o e violaria o princ\u00edpio da isonomia em rela\u00e7\u00e3o aos segurados que contribuem pelo m\u00ednimo ou pr\u00f3ximo ao m\u00ednimo.<\/p>\n<p>26.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste sentido julgado do Egr\u00e9gio Tribunal da 5\u00aa Regi\u00e3o:<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ementa: \u201c<\/em><\/strong><em>Tribut\u00e1rio. Gratifica\u00e7\u00e3o natalina. Contribui\u00e7\u00f5es Previdenci\u00e1rias. Forma de c\u00e1lculo em separado. Decreto n \u00ba 612\/92. Lei 8.212\/91. Observ\u00e2ncia dos limites do poder regulamentar. Necessidade de preserva\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio econ\u00f4mico financeiro no custeio do sistema de seguridade social.<\/em><\/p>\n<p><em>1.<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>O c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o a incidir sobre a gratifica\u00e7\u00e3o natalina dever\u00e1 ocorrer em separado, no que pertine \u00e0s demais exa\u00e7\u00f5es alusivas \u00e0 mesma compet\u00eancia, diante da necessidade de preservar o equil\u00edbrio do sistema de seguridade social, \u00e0 medida em que n\u00e3o haveria recolhimento algum, quanto \u00e0 citada gratifica\u00e7\u00e3o, com rela\u00e7\u00e3o aos empregados que j\u00e1 recebem o teto remunerat\u00f3rio, se, quando do c\u00e1lculo, a exa\u00e7\u00e3o incidisse, em conjunto, sobre todas as verbas recebidas no respectivo m\u00eas.<\/em><\/p>\n<p><em>2.<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Considerando que tais empregados, ao se aposentarem, far\u00e3o jus \u00e0 gratifica\u00e7\u00e3o natalina e como deve haver a preocupa\u00e7\u00e3o com o custeio dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, releva-se pertinente o mecanismo de c\u00e1lculo previsto no artigo 37, par\u00e1grafo 7 \u00ba, do decreto n \u00ba 612\/92.<\/em><\/p>\n<p><em>3.<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Apela\u00e7\u00e3o Improvida.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>(<strong>Tribunal Quinta Regi\u00e3o<\/strong>; <strong><em>AC \u2013 Apela\u00e7\u00e3o Civel \u2013 237588<\/em>;<\/strong> Proc: <strong>200005000566828<\/strong>, UF: <strong>RN<\/strong>, \u00d3rg\u00e3o Julgador<strong>: Segunda Turma<\/strong>; data da decis\u00e3o: <strong>19\/03\/2002<\/strong>; Documento: <strong>TRF 500059198<\/strong>)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>27.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Percebemos atrav\u00e9s dos julgados e da exposi\u00e7\u00e3o acima que n\u00e3o existe qualquer ilegalidade na forma de c\u00e1lculo em separado da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio (gratifica\u00e7\u00e3o natalina), <strong>justificando-se como forma de se PRESERVAR O EQUIL\u00cdBRIO ECON\u00d4MICO E FINANCEIRO DO SISTEMA DA SEGURIDADE SOCIAL E COMO \u00daNICA FORMA DE DAR ADEQUADO E ISON\u00d4MICO TRATAMENTO AO COMANDO LEGAL QUE PREV\u00ca A INCID\u00caNCIA<\/strong>. <\/p>\n<p>28.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Face o exposto, mostra-se totalmente improcedente o pedido de repeti\u00e7\u00e3o, entretanto, em face do principio da eventualidade, cabe ressaltar o que se segue:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>PREJUDICIAL DE M\u00c9RITO<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><strong>IV &#8211; DA DECAD\u00caNCIA<\/strong><\/h1>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>29.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ab initio<\/em>, cumpre ressaltar que, a partir da vig\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1.988, as contribui\u00e7\u00f5es sociais passaram a ser consideradas como de natureza tribut\u00e1ria. E sendo assim, aplicam-se em rela\u00e7\u00e3o a elas as disposi\u00e7\u00f5es relativas aos demais tributos.<\/h2>\n<p>30.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Preceitua o artigo 168, inciso I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cArt.168. O direito de pleitear a restitui\u00e7\u00e3o extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:<\/em><\/p>\n<p><em>I \u2013 nas hip\u00f3teses dos incisos I e II do art. 165, da data da extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>31.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c0 sua vez, os artigos 165, inciso I, e 156, inciso I, do mesmo diploma legal estabelecem:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cArt. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de pr\u00e9vio protesto, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no \u00a7 8\u00ba do art. 162, nos seguintes casos:<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>I \u2013 cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou a maior que o devido em face a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza ou circunst\u00e2ncia materiais do fato gerador efetivamente ocorrido.\u201d<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 156. Extinguem o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio:<\/em><\/p>\n<h3>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>I- o pagamento.\u201d<\/em><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>32.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conjugando-se todas estas disposi\u00e7\u00f5es legais e considerando que o lan\u00e7amento da exa\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o \u00e9 feito por homologa\u00e7\u00e3o posterior, pode-se verificar, com evidente clareza, que o prazo decadencial \u00e9 de cinco anos a contar da extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que <em>in casu<\/em> ocorreu com o pagamento.<\/p>\n<p>33.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 mister destacar que o referido pagamento se d\u00e1 de forma antecipada e de acordo com o estatu\u00eddo no artigo 150, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. A extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, nesta situa\u00e7\u00e3o, ocorre sob condi\u00e7\u00e3o resolut\u00f3ria e, sendo assim, os efeitos do ato jur\u00eddico se aperfei\u00e7oam desde logo.<\/p>\n<p>38.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Destarte, poderia o(a) autor(a) exercer o seu direito potestativo a repetir o ind\u00e9bito desde o efetivo pagamento, o que justifica, por conseguinte, ser o pagamento o ponto de partida do prazo decadencial.<\/p>\n<p>35.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por outro lado, o lan\u00e7amento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, como afirmado anteriormente, \u00e9 feito por homologa\u00e7\u00e3o e tem natureza declarat\u00f3ria e n\u00e3o constitutiva, isto porque o lan\u00e7amento \u00e9 uma atividade administrativa de mera formaliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>36.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim descrito, o lan\u00e7amento a <em>posteriori<\/em>, real ou fict\u00edcio, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de renovar o prazo decadencial.<\/p>\n<p>37.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desta forma, na eventualidade de restar julgado ilegal o c\u00e1lculo em separado, h\u00e1 que se reconhecer a <strong>decad\u00eancia do direito do(a) autor(a) de pleitear a restitui\u00e7\u00e3o das parcelas recolhidas em data anterior aos cinco anos que antecederam a data da propositura da presente a\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>38.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fica, destarte, requerido sejam considerados, para efeito de repeti\u00e7\u00e3o, somente os valores recolhidos nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>V &#8211; DA PRESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>39.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Suscita o Instituto requerido, ainda em prejudicial de m\u00e9rito, o reconhecimento da <strong>prescri\u00e7\u00e3o<\/strong>, com fundamento no artigo 88 da Lei n\u00ba 8.212\/1991, artigo 168, inciso I, do CTN e Decreto n\u00ba 20.910\/32, a qualquer direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, caso reconhecido, anterior aos cinco anos contados da data da propositura da a\u00e7\u00e3o (artigo 219, \u00a7 1\u00ba, do CPC).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h5>VI &#8211; DA REPETI\u00c7\u00c3O<\/h5>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>80.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A eventual\u00a0 devolu\u00e7\u00e3o\u00a0 de valores recolhidos dever\u00e1\u00a0 ser analisada\u00a0 \u00e0\u00a0 luz da legisla\u00e7\u00e3o pertinente.<\/p>\n<p>81.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na hip\u00f3tese do acolhimento dos pedidos da Inicial, o que se admite apenas a t\u00edtulo de argumenta\u00e7\u00e3o, devem ser observados os crit\u00e9rios legais de reg\u00eancia na aplica\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros.<\/p>\n<p>82.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, nos termos do art. 89, \u00a7 6\u00ba da Lei 8212\/1991, na atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos valores a serem devolvidos, dever\u00e3o ser\u00a0 utilizados os mesmos crit\u00e9rios aplic\u00e1veis \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es recolhidas em atraso.<\/p>\n<p>83.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Restando deferida a repeti\u00e7\u00e3o dos recolhimentos efetuados nos \u00faltimos dez anos, os \u00edndices s\u00e3o: UFIR, at\u00e9 12\/1995 e SELIC, a partir de 01\/1996. Deferida a repeti\u00e7\u00e3o dos recolhimentos efetuados nos \u00faltimos cinco anos, dever\u00e1 ser utilizada a taxa SELIC. Noutro passo, como a taxa SELIC \u00e9 composta de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, n\u00e3o tem cabimento a incid\u00eancia de juros, pois sua utiliza\u00e7\u00e3o traduziria anatocismo.<\/p>\n<p>88.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Portanto, impugna a Autarquia Previdenci\u00e1ria a ado\u00e7\u00e3o de quaisquer outros \u00edndices que n\u00e3o estes referidos no par\u00e1grafo acima,\u00a0 decerto que sem respaldo legal. For\u00e7oso reconhecer-se que \u00e9 indispens\u00e1vel a exist\u00eancia de norma expressa que imponha a corre\u00e7\u00e3o da moeda.<\/p>\n<p>85.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quanto aos juros de mora, em sendo deferida a repeti\u00e7\u00e3o, como n\u00e3o poderia deixar de ser, s\u00e3o aplic\u00e1veis apenas a partir do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a.<\/p>\n<h6>\u00a0<\/h6>\n<h6>VII &#8211; PEDIDO CONTRAPOSTO<\/h6>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CABIMENTO<\/p>\n<p>86.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A sistem\u00e1tica dos XXXXXXXXXXXXados Especiais Federais permite a realiza\u00e7\u00e3o de atos processuais de forma mais simplificada, para atender ao objetivo de celeridade que lhe \u00e9 \u00ednsito. Assim sendo, permitiu-se ao r\u00e9u, ao contestar o pedido inicial, a apresenta\u00e7\u00e3o de pedido contraposto, com praticamente todas as fei\u00e7\u00f5es da j\u00e1 conhecida reconven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a087.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diz o artigo 31 da Lei n\u00ba 9.099\/1995: \u201c<strong><em>Art. 31. N\u00e3o se admitir\u00e1 reconven\u00e7\u00e3o. \u00c9 l\u00edcito ao r\u00e9u, na contesta\u00e7\u00e3o, formular pedido em seu favor, nos limites do art. 3<sup>o<\/sup> desta Lei, desde que fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da controv\u00e9rsia<\/em><\/strong><em>.\u201d<\/em><\/p>\n<p>88.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Lei n\u00ba 10.259\/2012, por sua vez, n\u00e3o regulando nada em contr\u00e1rio, admite, por for\u00e7a da aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria da Lei n\u00ba 9.099\/1995, a utiliza\u00e7\u00e3o do instituto do pedido contraposto, desde que observados os limites objetivos e subjetivos da causa (compet\u00eancia \u2013 valor e mat\u00e9ria \u2013 e mesmos fatos que constituem o objeto da controv\u00e9rsia). In\u00fameras decis\u00f5es, inclusive sumuladas, no \u00e2mbito dos XXXXXXXXXXXXados de pequenas causas j\u00e1 consolidaram entendimento nesse sentido.<\/p>\n<p>89.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Verifica-se, assim, que, uma vez instaurada a lide, permite a legisla\u00e7\u00e3o processual que o r\u00e9u, aproveitando o ensejo da contesta\u00e7\u00e3o, apresente pedido contr\u00e1rio, na busca do que entende seu direito.<\/p>\n<p>50.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por outro lado, a condi\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica do demandado n\u00e3o impede o conhecimento do pedido contraposto, conforme leciona Nelson Nery Jr. e Rosa Maria Andrade Nery:<\/p>\n<p><em>\u201cO pedido contraposto pode ser deduzido por pessoa jur\u00eddica r\u00e9, nada obstante o disposto na LJE 8<sup>o<\/sup> \u00a71\u00ba. A norma da LJE 9<sup>o<\/sup> \u00a71\u00ba, que estabelece a possibilidade de assist\u00eancia ao autor desacompanhado de advogado se o r\u00e9u for pessoa jur\u00eddica, compatibiliza-se com a LJE 31. De outra parte, onde a lei n\u00e3o distingue n\u00e3o cabe ao int\u00e9rprete faz\u00ea-lo. Como n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00e3o para a pessoa jur\u00eddica deduzir pedido contraposto, \u00e9 de se admitir a provid\u00eancia (RJEsp 3\/98). No mesmo sentido: II ENJE 12: \u2018Cabe pedido contraposto no caso de ser o r\u00e9u pessoa jur\u00eddica\u2019 [&#8230;].\u201d (C\u00f3digo de processo civil comentado: e legisla\u00e7\u00e3o processual civil extravagante em vigor. 5<sup>a<\/sup> ed. S\u00e3o Paulo : Revista dos Tribunais, 2012. pp. 2210-2211) <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>51.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar da diverg\u00eancia existente, n\u00e3o parece consent\u00e2neo com os prop\u00f3sitos dos XXXXXXXXXXXXados Especiais, quer sejam estaduais ou federais, tolher-se o direito de formular pedido contraposto. J\u00e1 estando a lide posta e sendo o magistrado obrigado a proferir decis\u00e3o sobre a quest\u00e3o, parece absolutamente irracional que n\u00e3o possa, utilizando-se dos mesmos fundamentos da decis\u00e3o do pedido do autor, decidir o pedido do r\u00e9u.<\/p>\n<p>52.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FERNANDO DA COSTA TOURINHO NETO e JOEL DIAS FIGUEIRA JUNIOR compartilham da mesma opini\u00e3o, acrescentando outros fundamentos que, pela sua profici\u00eancia, merecem destaque:<\/p>\n<p><em>\u201cDesta feita, a n\u00e3o admissibilidade de articula\u00e7\u00e3o de pedido contraposto pela Fazenda P\u00fablica contra a pessoa natural nos pr\u00f3prios XXXXXXXXXXXXados Federais, significaria, entre outras palavras, remet\u00ea-la para pleitear seus direitos em vias ordin\u00e1rias, perante uma Vara Federal comum, onde ent\u00e3o o agora autor (pessoa f\u00edsica) passar\u00e1 a figurar como r\u00e9u.<\/em><\/p>\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPor esses motivos, entendemos que, em sintonia com o princ\u00edpio da informalidade, simplicidade, economia processual e celeridade que norteiam a Lei 9.099\/95, em harmonia com a Lei 10.259\/2012, eventual \u00f3bice a ser criado a Fazenda P\u00fablica refletir\u00e1 direta e negativamente contra o jurisdicionado (pessoa natural), raz\u00e3o por que haveremos de admitir na mesma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-processual a formula\u00e7\u00e3o de pedido contraposto, nestas circunst\u00e2ncias.\u201d (XXXXXXXXXXXXados Especiais Federais C\u00edveis e Criminais. S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais, 2002, p. 180\/181)<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>M\u00c9RITO DO PEDIDO CONTRAPOSTO <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h6>53.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, atento ao princ\u00edpio da eventualidade,\u00a0 em continuidade ao racioc\u00ednio exposto no item anterior, <em>ad argumentandum tantum <\/em>a hip\u00f3tese de o Poder Judici\u00e1rio entender como procedente o pedido do autor. Pretende o INSS seja declarado na senten\u00e7a o direito de <em>aplicar a mesma tese e argumentos quando da concess\u00e3o de aposentadoria ou qualquer outro benef\u00edcio, conforme previsto nas normas previdenci\u00e1rias, a ser pleiteado pelo Autor. Que, por ocasi\u00e3o do pagamento dos proventos no m\u00eas de dezembro e gratifica\u00e7\u00e3o natalina sejam os mesmos somados e observado o valor teto da renda mensal, previsto no art. 33 da Lei 8213\/91, ou seja, os valores a serem pagos ao Autor ou dependentes n\u00e3o poder\u00e1 ser superior ao limite m\u00e1ximo do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o.<\/em><\/h6>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>VIII &#8211; PREQUESTIONAMENTO<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>58.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na eventual hip\u00f3tese de vir a ser considerada legal a forma de c\u00e1lculo preconizada pelo(a) autor(a) e ilegal a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o em separado, postula este Instituto, desde j\u00e1, por relevante, o exame da mat\u00e9ria invocada na presente contesta\u00e7\u00e3o por parte desse MM. Ju\u00edzo, a manifestar-se assim expressamente acerca dos dispositivos legais mencionados nesta pe\u00e7a, em especial o <strong>art. 7\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei 8.620\/1993<\/strong>, que prev\u00ea a incid\u00eancia em separado e o <strong>inciso II,<\/strong> <strong>do art. 150<\/strong> (limita\u00e7\u00e3o do poder de tributar \u2013 tratamento iguais entre os contribuintes), <strong>art. 198, Par\u00e1grafo \u00danico, inciso V <\/strong>(isonomia do custeio), <strong>art. 195, \u00a7 5\u00ba<\/strong> (fonte de custeio) e <strong>art. 201<\/strong> (necessidade de contribui\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio financeiro e atuarial), <strong>todos da Carta Magna de 1988<\/strong>, o qual entende restaria violado, tudo para o efeito de prequestionamento, em cumprimento \u00e0s S\u00famulas n\u00bas 282 e 356 do Excelso Pret\u00f3rio.<\/p>\n<p>55.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com efeito, os contribuintes que recebem remunera\u00e7\u00e3o igual ou superior ao teto do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o contribuiriam, de acordo com essa tese, com um centavo a mais sobre a remunera\u00e7\u00e3o do d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio. J\u00e1 os contribuintes de baixa renda contribuiriam com o dobro da contribui\u00e7\u00e3o dos demais meses, conforme j\u00e1 exposto \u00e0 exaust\u00e3o, restando violado o princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>IX \u2013 DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>56.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Solicita o INSS seja solicitado \u00e0 empresa empregadora da parte autora os valores descontados a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, para fins de c\u00e1lculo de eventual execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>57.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pelas raz\u00f5es expostas espera a Autarquia que\u00a0 a a\u00e7\u00e3o seja julgada completamente <strong>improcedente, <\/strong>com a conseq\u00fcente condena\u00e7\u00e3o do(a) Suplicante nas comina\u00e7\u00f5es de praxe, inclusive ao pagamento da verba honor\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nestes termos,<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pede e espera deferimento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aracaju\/SE, 2 de janeiro de 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RAFAEL MOREIRA NOGUEIRA<\/strong><\/p>\n<p>Procurador Federal,<\/p>\n<h1>Matr\u00edcula SIAPE 1837250<\/h1>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[154],"class_list":["post-33318","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-previdenciario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/33318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=33318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}