{"id":32491,"date":"2023-08-01T20:14:51","date_gmt":"2023-08-01T20:14:51","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-08-01T20:14:51","modified_gmt":"2023-08-01T20:14:51","slug":"pedido-de-uniformizacao-de-jurisprudencia-auxilio-reclusao-ultimo-salario-de-contribuicao-antes-do-encarceramento","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/pedido-de-uniformizacao-de-jurisprudencia-auxilio-reclusao-ultimo-salario-de-contribuicao-antes-do-encarceramento\/","title":{"rendered":"[MODELO] Pedido de Uniformiza\u00e7\u00e3o de Jurisprud\u00eancia  &#8211;  Aux\u00edlio reclus\u00e3o  &#8211;  \u00daltimo sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o antes do encarceramento"},"content":{"rendered":"<p>EXCELENT\u00cdSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL PRESIDENTE DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS DA SE\u00c7\u00c3O JUDICI\u00c1RIA DO ESTADO DO ______________________<\/p>\n<p>Processo n.\u00ba XXXXXXXXXXXX<\/p>\n<p><strong>XXXXXXX,<\/strong> j\u00e1 cadastrado eletronicamente nos autos da a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria movida em face do INSS, vem respeitosamente, perante Vossa Excel\u00eancia, por meio dos seus procuradores, inconformado com o Ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela 1\u00aa turma recursal do RS, interpor <strong>PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O DE JURISPRUD\u00caNCIA PARA A TURMA NACIONAL (INCIDENTE NACIONAL DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O DE INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE LEI FEDERAL), <\/strong>nos termos do art. 8\u00ba, X, da Resolu\u00e7\u00e3o n.\u00ba 22 de 04 de setembro de 2008 do CJF, requerendo a admiss\u00e3o e remessa para a TNU, para que seja recebido e processado na forma legal. Deixa de juntar preparo por ser benefici\u00e1ria de AJG.<\/p>\n<p><strong><em>Nestes Termos;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pede Deferimento.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Cidade, data.<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>                   INCIDENTE DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>PROCESSO\t: XXXXXXXXXXXXXXXX<\/p>\n<p>Origem   \t: 1\u00aa TURMA RECURSAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL<\/p>\n<p>RECORRENTE\t: XXXXXXXXXXXXXXXXXXX<\/p>\n<p>RECORRIDO\t: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL &#8211; INSS<\/p>\n<p><strong>RAZ\u00d5ES DO PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>\t<\/em><strong>EGR\u00c9GIA TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>Inconformada com o V. Ac\u00f3rd\u00e3o prolatado pela Egr\u00e9gia 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul, dele recorre a parte Autora, pretendendo seja o pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o processado, conhecido, e dado provimento, para total reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o combatido.<\/p>\n<p><strong>S\u00cdNTESE PROCESSUAL<\/strong><\/p>\n<p>O Recorrente ingressou com a\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o de aux\u00edlio reclus\u00e3o, tendo em vista o encarceramento se seu pai, sendo negado o benef\u00edcio sob o fundamento de que em que pese se encontrasse desempregado na data da reclus\u00e3o, a \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o deste quando empregado era superior ao limite previsto para que este seja considerado segurado de \u201cbaixa renda\u201d.<\/p>\n<p>Inconformado com a senten\u00e7a, o Recorrente interp\u00f4s recurso inominado demonstrando, que o valor a ser utilizado para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento do crit\u00e9rio \u201cbaixa renda\u201d deve ser o valor do \u00faltimo sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o antes do encarceramento e como segurado se encontrava desempregado a 06 meses, o ultimo sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o foi nulo,  motivo pelo qual esta preenchido do requisito baixa renda. Entretanto, a 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul, manteve a senten\u00e7a entendendo que deve ser considerada a ultima remunera\u00e7\u00e3o recebida entes da demiss\u00e3o do segurado <\/p>\n<p>Ocorre que a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do <strong>viola<\/strong> o entendimento da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o, motivo pelo qual vem a parte Autora interpor o presente incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o, para que seja aplicado ao presente processo a posi\u00e7\u00e3o consolidada pela TNU, conforme paradigma a ser exposto.<\/p>\n<p><strong>DA DEMONSTRA\u00c7\u00c3O DO CABIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia nos Juizados Especiais Federais quando existir diverg\u00eancia na interpreta\u00e7\u00e3o de lei federal entre Turmas Recursais de uma mesma Regi\u00e3o, entre Turmas de Regi\u00f5es diversas, e com a s\u00famula ou jurisprud\u00eancia predominante do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, conforme a previs\u00e3o do artigo 14 da Lei 10.259\/01.<\/p>\n<p>Ocorre que a partir da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 22 do Conselho da Justi\u00e7a Federal, que estabeleceu o novo regimento interno da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o, <strong>\u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o paradigma dos seus pr\u00f3prios julgados e do Supremo Tribunal Federal<\/strong>, com base no art. 8\u00ba, X, do referido diploma. Nesse sentido, ali\u00e1s, vale demonstrar o cabimento a partir do precedente:<\/p>\n<p>ASSISTENCIAL \u2013 PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O &#8211; <strong>DIVERG\u00caNCIA COM AC\u00d3RD\u00c3O PARADIGMA DA TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O \u2013 POSSIBILIDADE <\/strong>\u2013 JUNTADA DE C\u00d3PIA DO AC\u00d3RD\u00c3O DIVERGENTE DA TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O \u2013 DESNECESSIDADE \u2013 PEDIDO DE BENEF\u00cdCIO ASSISTENCIAL PARA DEFICIENTE \u2013 EXCLUI-SE DO C\u00d4MPUTO DA RENDA FAMILIAR O BENEF\u00cdCIO PREVIDENCI\u00c1RIO PERCEBIDO PELA M\u00c3E DA REQUERENTE \u2013 APLICA\u00c7\u00c3O ANAL\u00d3GICA DO ART. 34, PAR\u00c1GRAFO \u00daNICO DA LEI N\u00ba 10.741\/03 (ESTATUTO DO IDOSO) \u2013 INCIDENTE PROVIDO. <strong>1) Embora haja anterior manifesta\u00e7\u00e3o da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 impossibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o da pr\u00f3pria TNU como paradigma para efeito de demonstra\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia, uma vez que inexiste expressa previs\u00e3o contida na Lei n\u00ba 10.259\/01, for\u00e7oso \u00e9 o reconhecimento dessa possibilidade a partir da edi\u00e7\u00e3o do novo Regimento Interno da TNU (Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 22, de 04 de setembro de 2008)<\/strong>, que em seu art. 8\u00ba, X, assim disp\u00f5e: \u201cCompete ao Relator: (&#8230;) dar provimento ao incidente se a decis\u00e3o recorrida estiver em manifesto confronto com s\u00famula ou jurisprud\u00eancia dominante da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ou do Supremo Tribunal Federal, podendo determinar o retorno dos autos \u00e0 origem para a devida adequa\u00e7\u00e3o;\u201d. <strong>2) A aus\u00eancia de previs\u00e3o expressa na Lei 10.259\/01 n\u00e3o conduz \u00e0 conclus\u00e3o da inadmissibilidade. Afinal, \u00e9 razo\u00e1vel presumir que , se a fun\u00e7\u00e3o da TNU \u00e9 de uniformizar conflitos jurisprudenciais no Pa\u00eds, no \u00e2mbito dos JEF\u2019s, uma vez posicionando-se acerca de determinada quest\u00e3o, n\u00e3o poderiam validamente decidir de forma contr\u00e1ria, se presentes os mesmos substratos que ensejaram aquela posi\u00e7\u00e3o, as Turmas Recursais das diversas regi\u00f5es.<\/strong> Admitir o contr\u00e1rio seria afirmar que ainda que a Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o houvesse \u201cuniformizado\u201d a solu\u00e7\u00e3o de determinada quest\u00e3o, poderiam aqueles colegiados decidirem contrariamente, o que acabaria esmaecendo a pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o da TNU. 1) Quando da utiliza\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o da TNU como paradigma n\u00e3o se configura imperiosa a juntada da c\u00f3pia integral dos ac\u00f3rd\u00e3os, a exemplo do que \u00e9 exigido quando o incidente \u00e9 fundado na diverg\u00eancia de posi\u00e7\u00f5es entre Turmas Recursais. Hip\u00f3tese em que se deve proceder da mesma forma como acontece quando o paradigma \u00e9 oriundo do STJ, haja vista que o acesso \u00e0 \u00edntegra do ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 facilitado por simples consulta na \u201cinternet\u201d. 2) No caso dos autos restou configurada a diverg\u00eancia, na medida em que no ac\u00f3rd\u00e3o impugnado restou estabelecido que o \u201cart. 34, par\u00e1grafo \u00fanico, do Estatuto do Idoso somente beneficia o idoso quando o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio concedido ao outro membro do grupo familiar decorre da natureza de benef\u00edcio assistencial idoso\u201d. J\u00e1 o aresto desta Turma, indicado como paradigma, tratou do restabelecimento \u201cdo benef\u00edcio assistencial, interpretando o art. 34, par\u00e1grafo \u00fanico do estatuto do idoso, para o fim de excluir do c\u00f4mputo da renda familiar o benef\u00edcio assistencial concedido ao deficiente, por estar juntamente com o idoso protegido pelo art. 203, V, da CF\u201d. 3) O aresto da TNU desconfirma a tese sustentada pelo INSS de que somente idosos poderiam gozar do benef\u00edcio da exclus\u00e3o da renda, nos moldes previstos no art. 34, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n\u00ba 10.741\/03. Assim, n\u00e3o poder\u00e1 ser prejudicada a autora, deficiente, e que faz jus, em tese, a benef\u00edcio assistencial, pelo fato de sua m\u00e3e ser benefici\u00e1ria de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio e n\u00e3o assistencial motivado pela sua idade. N\u00e3o ser\u00e1 este benef\u00edcio computado para efeito de composi\u00e7\u00e3o da renda familiar. 4) Pedido de Uniformiza\u00e7\u00e3o conhecido e provido. (Processo n\u00ba 2006.83.00.510337-1, TNU, Relator: Juiz Federal Ricarlos Almagro Vitoriano Cunha, DJ 09\/03\/2009, sem grifos no original)<\/p>\n<p>E neste aspecto, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Savaris<sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup> (<em>Magistrado da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o<\/em>) refere em sua obra sobre o tema acerca da possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es da TNU como paradigma:<\/p>\n<p><em>\u201cAli\u00e1s, o art. 8\u00ba, X, da Resolu\u00e7\u00e3o\/CJF 22\/08 confere ao relator a atribui\u00e7\u00e3o de dar provimento monocraticamente ao incidente quando a decis\u00e3o recorrida estiver em confronto com s\u00famula ou jurisprud\u00eancia dominante da TNU e, evidentemente, esta decis\u00e3o recorrida pode ter sido proferida tanto por turma recursal quanto por turma regional de uniformiza\u00e7\u00e3o. Chega-se a essa conclus\u00e3o mediante ju\u00edzo de compatibiliza\u00e7\u00e3o entre a norma inscrita no art. 6\u00ba, III, da Resolu\u00e7\u00e3o\/CJF 22\/08, e a regra do art. 8\u00ba, X, do mesmo ato normativo\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Assim, \u00e9 cab\u00edvel e legal o incidente nacional de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia, que deve ser recebido e julgado conforme artigo 6\u00ba e 8\u00ba, X, ambos da resolu\u00e7\u00e3o 22\/08 do Conselho da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n<p><strong>DA DECIS\u00c3O RECORRIDA<\/strong><\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 referido anteriormente 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul, negou o benef\u00edcio de aux\u00edlio reclus\u00e3o sob o fundamento de que apesar de estar desempregado a 06 meses, o \u00faltimo sal\u00e1rio deste enquanto empregado superava o limite para enquadramento do segurado como de \u201cbaixa renda\u201d.<\/p>\n<p>Neste sentido, e de modo a ilustrar o entendimento praticado pela 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul no presente processo, veja-se o voto proferido e o ac\u00f3rd\u00e3o da 1\u00aa Turma Recursal:<\/p>\n<p><strong>[TRANSCREVER O AC\u00d3RD\u00c3O E O VOTO]<\/strong><\/p>\n<p><strong>DECIS\u00c3O PARADIGMA \u2013 DECIS\u00c3O DA TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O NO PEDILEF 50002212720124047016 <\/strong><\/p>\n<p>Conforme se exprime da decis\u00e3o paradigma que segue anexa, Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o, se alinhou a jurisprud\u00eancia do STJ, no sentido de que estando o segurado na data do encarceramento deve-se considerar que a sua \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o equivale a zero e portanto est\u00e3o preenchidos os requisitos para a concess\u00e3o do aux\u00edlio-reclus\u00e3o:<\/p>\n<p>PEDILEF 50002212720124047016<\/p>\n<p>PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O DE INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE LEI FEDERAL<\/p>\n<p>Relator(a): JUIZ FEDERAL S\u00c9RGIO MURILO WANDERLEY QUEIROGA<\/p>\n<p>Sigla do \u00f3rg\u00e3o: TNU<\/p>\n<p>Fonte: DOU 23\/01\/2015 P\u00c1GINAS 68\/160<\/p>\n<p>Decis\u00e3o<\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que s\u00e3o partes as acima indicadas, decide a Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o de Jurisprud\u00eancia dos Juizados Especiais Federais conhecer e negar provimento ao pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o, nos termos do voto-ementa divergente.<\/p>\n<p>Ementa<\/p>\n<p>PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O. PREVIDENCI\u00c1RIO. <strong>AUX\u00cdLIO-RECLUS\u00c3O. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESS\u00c1RIOS AO BENEF\u00cdCIO. LEGISLA\u00c7\u00c3O VIGENTE \u00c0 \u00c9POCA DA PRIS\u00c3O. BENEF\u00cdCIO DEVIDO AOS DEPENDENTES DO SEGURADO QUE NA DATA DO EFETIVO RECOLHIMENTO N\u00c3O POSSUIR SAL\u00c1RIO DE CONTRIBUI\u00c7\u00c3O, DESDE QUE MANTIDA A QUALIDADE DE SEGURADO<\/strong>. PRECEDENTES DO STJ. PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O DESPROVIDO. 1. Trata-se de Pedido de Uniformiza\u00e7\u00e3o interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Paran\u00e1 que negou provimento ao recurso inominado interposto pelo r\u00e9u, para confirmar os fundamentos da senten\u00e7a que julgou procedente o pedido de concess\u00e3o de aux\u00edlio-reclus\u00e3o \u00e0 autora, menor imp\u00fabere. 2. Defende o INSS que a apura\u00e7\u00e3o da \u201cbaixa renda\u201d deve ser averiguada pelo \u00faltimo sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, pouco importando se no momento do encarceramento o segurado recluso, em per\u00edodo de gra\u00e7a, n\u00e3o auferia qualquer rendimento. Suscita a diverg\u00eancia entre o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e o entendimento esposado pela Turma Recursal do Rio de Janeiro (processo 2008.51.54.001110-9), que considerou, para fins de apura\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cbaixa renda\u201d de segurado desempregado, o \u00faltimo sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o antes de seu recolhimento \u00e0 pris\u00e3o. 3. No caso destes autos, a senten\u00e7a, confirmada pelo ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, fundamentou-se na premissa de que: Na esp\u00e9cie, o art. 80, da LBPS, disp\u00f5e que o benef\u00edcio de aux\u00edlio-reclus\u00e3o ser\u00e1 concedido aos dependentes do segurado recolhido \u00e0 pris\u00e3o, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es da pens\u00e3o por morte. Bem por isso ressalto ser pac\u00edfico o entendimento de que a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel aos casos de pens\u00e3o por morte decorre do princ\u00edpio do tempus regit actum. Significa que o fato determinante para que se saiba qual o direito aplic\u00e1vel \u00e9 justamente o \u00f3bito do segurado. Assim, aplicando tal princ\u00edpio ao benef\u00edcio de aux\u00edlio-reclus\u00e3o, \u00e9 certo que a remunera\u00e7\u00e3o a ser auferida para fins de enquadramento como segurado de baixa renda \u00e9 a do momento em que ocorre a pris\u00e3o. <strong>Em outras palavras, n\u00e3o h\u00e1 como considerar remunera\u00e7\u00f5es de meses anteriores \u00e0 pris\u00e3o para aferimento da baixa renda. <\/strong>[&#8230;] No caso concreto, a partir da consulta ao Cadastro Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Sociais \u2013 CNIS juntado aos autos (PROCADM9 &#8211; evento 1, fl. 9), o segurado instituidor esteve empregado at\u00e9 o m\u00eas de mar\u00e7o de 2010, sendo que na data da pris\u00e3o, em 6.7.2010, n\u00e3o h\u00e1 renda constante no CNIS. Portanto, h\u00e1 que se considerar que a sua renda no momento da pris\u00e3o era igual a zero, preenchendo, assim, o requisito da baixa renda. 4. A Turma de origem acrescentou, ainda, que o \u00a7 1\u00ba do art. 116 do Decreto 3.048\/99 expressamente prev\u00ea que a renda a ser considerada para efeitos de percep\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio \u00e9 a auferida no m\u00eas do recolhimento \u00e0 pris\u00e3o, sendo devido o benef\u00edcio quando n\u00e3o houver sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, in verbis: Art. 116. O aux\u00edlio-reclus\u00e3o ser\u00e1 devido, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es da pens\u00e3o por morte, aos dependentes do segurado recolhido \u00e0 pris\u00e3o que n\u00e3o receber remunera\u00e7\u00e3o da empresa nem estiver em gozo de aux\u00edlio-doen\u00e7a, aposentadoria ou abono de perman\u00eancia em servi\u00e7o, desde que o seu \u00faltimo sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o seja inferior ou igual a R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais). \u00a7 1\u00ba \u00c9 devido aux\u00edlio-reclus\u00e3o aos dependentes do segurado quando n\u00e3o houver sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o na data do seu efetivo recolhimento \u00e0 pris\u00e3o, desde que mantida a qualidade de segurado. (grifei) <strong>5.<\/strong> <strong>Com efeito, se na data do recolhimento \u00e0 pris\u00e3o o segurado estava desempregado, n\u00e3o h\u00e1 renda a ser considerada, restando atendido, dessa forma, o crit\u00e9rio para aferi\u00e7\u00e3o da \u201cbaixa renda\u201d<\/strong>. 6. A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que, para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento dos requisitos do benef\u00edcio de aux\u00edlio-reclus\u00e3o, deve ser considerada a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca do evento pris\u00e3o. Confira-se: AGRAVO INTERNO. AUX\u00cdLIO-RECLUS\u00c3O. AN\u00c1LISE DE MAT\u00c9RIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. RENDA DO PRESO NO MOMENTO DO RECOLHIMENTO. CONDI\u00c7\u00c3O PARA CONCESS\u00c3O. PRECEDENTES. 1. Descabida a aprecia\u00e7\u00e3o de alega\u00e7\u00e3o de ofensa a dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no \u00e2mbito especial, ainda que para fins de prequestionamento, n\u00e3o sendo omisso o julgado que silencia acerca da quest\u00e3o. 2. Desnecess\u00e1rio o reconhecimento de constitucionalidade, ou n\u00e3o, de lei, ex vi do art. 97 da Carga Magna, uma vez que a quest\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de ser julgada e fundamentada \u00e0 luz da legisla\u00e7\u00e3o federal. 3. <strong>\u00c9 assente nesta Corte o entendimento de que o aux\u00edlio-reclus\u00e3o, como a pens\u00e3o por morte, \u00e9 benef\u00edcio previdenci\u00e1rio que possui como condicionante para a sua concess\u00e3o, a renda do preso, no momento da pris\u00e3o. <\/strong>4. Decis\u00e3o que merece ser mantida pelos seus pr\u00f3prios fundamentos. 5. Agravos internos aos quais se nega provimento. (AgRg no REsp 831.251\/RS, Relator Desembargador Celso Limongi (CONVOCADO DO TJ\/SP), Sexta Turma, DJe 23\/5\/2011). 7. Em decis\u00e3o recente, o Ministro Herman Benjamin, deu provimento ao REsp 1474537 (DJe: 18\/09\/2014), assentando o que segue: A irresigna\u00e7\u00e3o merece acolhida. O Tribunal de origem consignou (fls. 162-165, e-STJ): A reclus\u00e3o em 26-11-2007 foi comprovada pelo atestado de perman\u00eancia carcer\u00e1ria de fls. 29. Quanto \u00e0 qualidade de segurado, o \u00faltimo v\u00ednculo empregat\u00edcio do recluso antes da pris\u00e3o cessou em 04-05-2007 (informa\u00e7\u00f5es do sistema CNIS\/Dataprev de fls. 44). Restou mantida sua condi\u00e7\u00e3o de segurado at\u00e9 a data da reclus\u00e3o, na forma do art 15, 11. da Lei 8.213\/91:(&#8230;) A \u00e9poca da rescis\u00e3o, o limite legal vigente para a concess\u00e3o do beneficio era o mesmo da data da reclus\u00e3o, RS 676,27. A \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o integral ultrapassa o limite legal vigente \u00e0 data de seu recebimento, raz\u00e3o pela qual o beneficio n\u00e3o pode ser deferido<strong>. A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que, para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento dos requisitos do benef\u00edcio em comento, deve ser considerada a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca do evento ensejador do benef\u00edcio, ou seja, a data do recolhimento \u00e0 pris\u00e3o. [&#8230;] Desta forma, no presente caso, verifica-se que o requisito da renda mensal do recluso foi devidamente preenchido, visto que o segurado estava desempregado. Neste sentido, disp\u00f5e o art. 116, \u00a7 1\u00ba, do Decreto n. 3.048\/99: &quot;\u00c9 devido aux\u00edlio-reclus\u00e3o aos dependentes do segurado quando n\u00e3o houver sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o na data do seu efetivo recolhimento \u00e0 pris\u00e3o, desde que mantida a qualidade de segurado.&quot;<\/strong> Diante do exposto, nos termos do art. 557, \u00a7 1\u00ba-A, do CPC, dou provimento ao Recurso Especial. (grifei) 8. Os Tribunais Regionais Federais, majoritariamente, aplicam tal entendimento: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AUX\u00cdLIO-RECLUS\u00c3O. REGULARIDADE DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O. SEGURADO DESEMPREGADO AO TEMPO DA PRIS\u00c3O. REFER\u00caNCIA SALARIAL INEXISTENTE. 1. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de juntada da certid\u00e3o de nascimento dos filhos substitu\u00eddos, uma vez que constam da rela\u00e7\u00e3o de dependentes junto ao INSS, fl.12. 2. O motivo determinante do indeferimento do pedido de auxilio-reclus\u00e3o foi o valor do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o do segurado, de forma que n\u00e3o pode o impetrado invocar outros fundamentos para afastar o direito almejado, uma vez que a autoridade fica vinculada \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o externada. 3. Nesse desiderato, verifica-se que ao ser preso, em 19\/07\/00, o segurado estava desempregado, estando em per\u00edodo de gra\u00e7a prorrogado, de forma que n\u00e3o vertia contribui\u00e7\u00f5es para o sistema e n\u00e3o possu\u00eda qualquer renda de molde a impedir o pagamento do aux\u00edlio-reclus\u00e3o a seus dependentes. (AC 200138000233763, JU\u00cdZA FEDERAL ROSIMAYRE GONCALVES DE CARVALHO, TRF1 &#8211; 2\u00aa TURMA SUPLEMENTAR, e-DJF1 DATA:20\/11\/2012 PAGINA:727.) PREVIDENCI\u00c1RIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO PREVISTO NO ARTIGO 557, \u00a7 1\u00ba, DO CPC. AUXILIO-RECLUS\u00c3O. SEGURADO DESEMPREGADO. I &#8211; Considerando que o segurado recluso n\u00e3o percebia renda \u00e0 \u00e9poca de seu recolhimento \u00e0 pris\u00e3o, vez que estava desempregado, h\u00e1 que se reconhecer que restaram preenchidos os requisitos necess\u00e1rios para a concess\u00e3o do benef\u00edcio. II &#8211; Agravo interposto pelo INSS na forma do artigo 557, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil improvido. (AC 00311007020134039999, DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, TRF3 &#8211; D\u00c9CIMA TURMA, e-DJF3 Judicial 1 DATA:19\/02\/2014 ..FONTE_REPUBLICACAO:.) PREVIDENCI\u00c1RIO. RESTABELECIMENTO DE AUX\u00cdLIO-RECLUS\u00c3O. INEXIST\u00caNCIA DE RENDA NA DATA DO RECOLHIMENTO \u00c0 PRIS\u00c3O. BENEF\u00cdCIO DEVIDO. 1. A regra que regula a concess\u00e3o do aux\u00edlio-reclus\u00e3o \u00e9 a vigente na \u00e9poca do recolhimento do segurado \u00e0 pris\u00e3o, que, no caso, era a Lei n\u00ba 8.213\/91, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 9.528\/97. 2. O Egr\u00e9gio Supremo Tribunal Federal decidiu que, para fins de concess\u00e3o de aux\u00edlio-reclus\u00e3o, o valor da renda do preso \u00e9 que deve ser utilizada como par\u00e2metro. 3. No caso em apre\u00e7o, o segurado foi recolhido \u00e0 pris\u00e3o em 19-08-2011, e o valor de seu \u00faltimo sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o foi de R$ 890,17, referente \u00e0 compet\u00eancia de outubro de 2010. Portanto, na data do recolhimento \u00e0 pris\u00e3o, o segurado estava desempregado e n\u00e3o possu\u00eda renda, raz\u00e3o pela qual est\u00e1 preenchido o requisito concernente ao limite da renda. Aplica\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo 1\u00ba do art. 116 do Decreto n. 3.048\/99. 4. Assim, preenchidos os requisitos legais, deve ser restabelecido \u00e0 autora o benef\u00edcio de aux\u00edlio-reclus\u00e3o, desde a indevida cessa\u00e7\u00e3o (01-03-2012), n\u00e3o sendo devida ao INSS a devolu\u00e7\u00e3o de quaisquer parcelas recebidas pela demandante a tal t\u00edtulo. 5. Preenchidos os requisitos exigidos pelo art. 273 do CPC &#8211; verossimilhan\u00e7a do direito alegado e fundado receio de dano irrepar\u00e1vel -, \u00e9 cab\u00edvel a antecipa\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela. (TRF4, APELREEX 0005708-04.2013.404.9999, Sexta Turma, Relator Celso Kipper, D.E. 11\/09\/2014) PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCI\u00c1RIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA ANTECIPADA. AUX\u00cdLIO-RECLUS\u00c3O. DESEMPREGO. PER\u00cdODO DE GRA\u00c7A. ULTIMA REMUNERA\u00c7\u00c3O SUPERIOR AO ENQUADRAMENTO LEGAL. OBSERV\u00c2NCIA DO PAR\u00c1GRAFO 1\u00ba DO ARTIGO 116 DO DECRETO N\u00ba 3.048\/99. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Apesar de o \u00faltimo sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o do preso, em 31\/12\/2011, ter sido no valor de R$ 962,26, extrapolando o teto, devidamente atualizado, no per\u00edodo em que o genitor da agravada foi preso, em 26\/08\/2012, encontrava-se ele desempregado. 2. Conforme disposto no art. 15, II, da Lei n.\u00ba 8.213\/91, \u00e9 mantida a qualidade de segurado, independentemente de contribui\u00e7\u00f5es, &quot;at\u00e9 12 (doze) meses ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previd\u00eancia Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remunera\u00e7\u00e3o&quot;, sendo esta, a princ\u00edpio, a hip\u00f3tese dos autos. 3. Nos termos do art. 116, par\u00e1grafo 1\u00ba, do Decreto n.\u00ba 3.048\/99, \u00e9 devida a concess\u00e3o do aux\u00edlio-reclus\u00e3o nos casos em que n\u00e3o haja sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o na data do recolhimento do segurado \u00e0 pris\u00e3o. 4. Precedentes. 5. O risco de les\u00e3o grave e de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o milita em maior grau em favor da parte agravada, por tratar-se de verba de natureza alimentar, indispens\u00e1vel ao seu sustento familiar. 6. Agravo de instrumento improvido. (AG 00102417620134059999, Desembargador Federal Rog\u00e9rio Fialho Moreira, TRF5 &#8211; Quarta Turma, DJE &#8211; Data::20\/03\/2014 &#8211; P\u00e1gina::460.) 9. <strong>Meu voto, portanto, prop\u00f5e o alinhamento da jurisprud\u00eancia desta Turma Nacional ao entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a acerca da mat\u00e9ria, no sentido de que para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento dos requisitos necess\u00e1rios ao benef\u00edcio de aux\u00edlio-reclus\u00e3o, deve ser considerada a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca do evento pris\u00e3o, sendo devido o benef\u00edcio aos dependentes do segurado que na data do efetivo recolhimento n\u00e3o possuir sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, desde que mantida a qualidade de segurado.<\/strong> 10. Ante o exposto, voto por conhecer e negar provimento ao pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o interposto pelo INSS.<\/p>\n<p>Data da Decis\u00e3o: 08\/10\/2014<\/p>\n<p>Data da Publica\u00e7\u00e3o: 23\/01\/2015<\/p>\n<p>Relator Ac\u00f3rd\u00e3o: JUIZ FEDERAL JO\u00c3O BATISTA LAZZARI<\/p>\n<p>Inteiro Teor: 50002212720124047016<\/p>\n<p><strong>DA IDENTIDADE DE MAT\u00c9RIA<\/strong><\/p>\n<p>Pois bem, I. Julgadores, da an\u00e1lise do julgado da TNU, comparado com o presente processo, verifica-se que <strong>se trata de situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica<\/strong>, onde no julgamento acima colacionado a Turma Nacional entendeu que  estando desempregado o segurado preenche o requisito \u201cbaixa renda\u201d, independentemente remunera\u00e7\u00e3o que auferia enquanto empregado,  eis que a sua \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 igual a zero, enquanto na decis\u00e3o da Turma Recursal o Exmo. Magistrado entendeu que mesmo estando o segurado desempregado a mais de seis meses, o que deve ser considerado para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento do requisito \u201cbaixa renda\u201d \u00e9 a \u00faltima remunera\u00e7\u00e3o antes da demiss\u00e3o. <\/p>\n<p>Assim, mostra-se inquestion\u00e1vel a diverg\u00eancia havida entre a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma Recursal do Rio Grande do Sul e a decis\u00e3o da Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 clara a presen\u00e7a de diverg\u00eancia ora alegada, impondo-se assim o reconhecimento do presente e no m\u00e9rito, que lhe seja dado provimento para reformar o V. Ac\u00f3rd\u00e3o prolatado pela E. 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul no ponto objeto de an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>REQUERIMENTO FINAL<\/strong><\/p>\n<p>Em face do exposto, deve ser reformado o v. ac\u00f3rd\u00e3o, para que seja reconhecida a exist\u00eancia da diverg\u00eancia jurisprudencial retro indicada e, no m\u00e9rito, seja reformada a r. decis\u00e3o da E. 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul, para que nos termos do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma prolatado pela Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o, <strong>seja uniformizado o entendimento de que \u00e9 devido o Aux\u00edlio reclus\u00e3o quando o segurado estiver desempregado na data do encarceramento, pois nesta data a sua remunera\u00e7\u00e3o era equivalente a zero.<\/strong><\/p>\n<p><strong> ISTO POSTO<\/strong>, espera o Recorrente seja o presente pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o processado na forma da lei, para o competente julgamento, no qual, pugna, seja dado provimento, para o efeito de reformar o V. Ac\u00f3rd\u00e3o prolatado pela 1\u00aa Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul, nos termos ora requeridos.<\/p>\n<p><strong><em>Termos em que,<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pede Deferimento<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p>Cidade, data.<\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p> Xavier, Fl\u00e1xia da Silva. Recursos c\u00edveis nos juizados especiais federais\/ Flavia da Silva Xavier, Jos\u00e9 Antonio Savaris.\/Curitiba: Juru\u00e1, 2010  (pags. 248\/249) <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[154],"class_list":["post-32491","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-previdenciario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/32491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=32491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}