{"id":3084564,"date":"2024-06-08T11:15:03","date_gmt":"2024-06-08T11:15:03","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-08T11:15:03","modified_gmt":"2024-06-08T11:15:03","slug":"agravo-regimental-negativa-de-liminar-no-mandado-de-seguranca","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/agravo-regimental-negativa-de-liminar-no-mandado-de-seguranca\/","title":{"rendered":"[MODELO] Agravo Regimental  &#8211;  Negativa de liminar no Mandado de Seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>Agravo Regimental trabalhista<\/strong><\/p>\n<table>\n<tr>\n<td>\n<p>12\/02\/2012<br \/>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Pedro Ris\u00e9rio da Silva<br \/><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABQAAAAPBAMAAAAWtvJmAAAAAXNSR0ICQMB9xQAAADBQTFRFAAAAgAAAAIAAgIAAAACAgACAAICAwMDAgICA\/wAAAP8A\/\/8AAAD\/\/wD\/AP\/\/\/\/\/\/TxMmSQAAAFdJREFUGNNj6IADhv79ULCDofv37w\/cv4HgB0iU7wFclOEdN0yUDSwMUZsAEgaLQoTBokDhB90Q0Q3sCQ\/6IaJsD\/jYoKIMeQ8SYCYwsMFNaOAAm4twGQC8EWLNDrsz\/AAAAABJRU5ErkJggg==\" \/><\/strong>Advogado militante em<br \/>causas c\u00edveis, comerciais, trabalhistas e de defesa <br \/>do consumidor, principalmente no Estado da Bahia.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMA SENHORA DOUTORA JU\u00cdZA PRESIDENTA DO EGR\u00c9GIO <br \/>TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA BAHIA, NESTA CAPITAL. <\/p>\n<p>T LTDA., qualificada nos autos do MANDADO DE SEGURAN\u00c7A <br \/>impetrado em face da Exma. Sra. Dra. JU\u00cdZA TITULAR DA VARA DO <br \/>TRABALHO DE JEQUI\u00c9, BAHIA, Processo n\u00ba. 80.XX.00.XXXX-XX, <br \/>tendo como litisconsorte A S O A, atrav\u00e9s de seu advogado <br \/>firmat\u00e1rio, vem \u00e0 presen\u00e7a de V.Exa., tempestivamente, <br \/>inconformada com a r. decis\u00e3o que negou o pedido de liminar, com <br \/>arrimo no art. 522 do C\u00f3digo de Processo Civil c\/c o art. 97, &quot;g&quot;, do <br \/>Regimento Interno deste C. TRT, para da mesma recorrer, <br \/>interpondo AGRAVO REGIMENTAL, com suas raz\u00f5es anexas a esta <br \/>pe\u00e7a, assim como documentos aut\u00eanticos, subtraindo-o ao <br \/>conhecimento deste Egr\u00e9gio Tribunal, a fim de se evitar maiores <br \/>preju\u00edzos a Agravante se ficar a mesma no aguardo da decis\u00e3o final <br \/>do mandamus, indicando como pe\u00e7as as serem trasladadas as <br \/>seguintes: <\/p>\n<p>1. Peti\u00e7\u00e3o Inicial do Mandado de <br \/>Seguran\u00e7a, de fls.; <\/p>\n<p>2. Procura\u00e7\u00e3o da Impetrante, de fls.; <\/p>\n<p>3. C\u00f3pia do Auto de Penhora e Avalia\u00e7\u00e3o, de <br \/>fls.; <\/p>\n<p>4. C\u00f3pia da peti\u00e7\u00e3o do Litisconsorte, com o r. <br \/>despacho motivador do writ, de fls.; <\/p>\n<p>5. C\u00f3pia do Contrato Social da Impetrante, <br \/>de fls.; <\/p>\n<p>6. C\u00f3pia do DUT do Carro Forte apreendido, <br \/>de fls.; <\/p>\n<p>7. C\u00f3pia do Auto de Apreens\u00e3o, de fls.; <\/p>\n<p>8. C\u00f3pia da decis\u00e3o que negou a liminar, de <br \/>fls.; <\/p>\n<p>9. C\u00f3pia da intima\u00e7\u00e3o do advogado da <br \/>Impetrante, de fls.; <\/p>\n<p>10. C\u00f3pias dos demais documentos <br \/>acostados, de fls; <\/p>\n<p>E. DEFERIMENTO, <\/p>\n<p>Julho, 06, 2000 \u2013 Salvador\/BA. <\/p>\n<p>PEDRO RIS\u00c9RIO DA SILVA <\/p>\n<p>OAB\/BA 9906 <\/p>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMA SENHORA DOUTORA JU\u00cdZA PRESIDENTA DO E. <br \/>TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO, NESTA CAPITAL. <\/p>\n<p>R A Z \u00d5 E S <\/p>\n<p>D O <\/p>\n<p>A G R A V O R E G I M E N T A L <\/p>\n<p>DOUTA JU\u00cdZA PRESIDENTA. <\/p>\n<p>COLENDA TURMA: <\/p>\n<p>A despeito do brilho e saber jur\u00eddico do Eminente integrante Juiz <br \/>deste Colendo Tribunal, \u00e9 for\u00e7oso convir que o julgado foi proferido, <br \/>data v\u00eania, com inquestion\u00e1vel negativa de presta\u00e7\u00e3o jurisdicional e <br \/>viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio ao devido processo legal, pois, instado a <br \/>motivar o caminho perseguido na forma\u00e7\u00e3o do seu convencimento <br \/>acerca da quest\u00e3o, que assim n\u00e3o procedeu, aduzindo, t\u00e3o somente, <br \/>que a falta de motiva\u00e7\u00e3o apontada n\u00e3o se configurou, conforme ser\u00e1 <br \/>demonstrado abaixo: <\/p>\n<p>Argumenta a Agravante, como preenchimento das condi\u00e7\u00f5es <br \/>necess\u00e1rias para o conhecimento do presente Agravo Regimental, <br \/>que o ato pelo qual se concede ou nega a seguran\u00e7a initio litis, n\u00e3o <br \/>visa somente o andamento do processo. O indeferimento da liminar, <br \/>como \u00e9 o caso em tela, o \u00f3rg\u00e3o dirigente reconhece, embora de <br \/>forma n\u00e3o definitiva, a legalidade do ato e, por conseq\u00fc\u00eancia, a <br \/>inexist\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o de direito l\u00edquido e certo ou a inocorr\u00eancia <br \/>de dano irrepar\u00e1vel. Constitui ele, destarte, decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, <br \/>pois aprecia quest\u00e3o (ponto duvidoso de direito) incidente (antes do <br \/>t\u00e9rmino do processo) e, portanto, recorr\u00edvel, uma vez que, segundo o <br \/>CPC (art. 504) somente n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de serem modificados via <br \/>dos rem\u00e9dios previstos, os despachos, mas que a Agravante entende <br \/>ser cab\u00edvel, tamb\u00e9m, por meio de Agravo Regimental. <\/p>\n<p>Releva notar, destarte e, sem embara\u00e7o das opini\u00f5es em contr\u00e1rio, <br \/>que a liminar no Mandado de Seguran\u00e7a tem caracter\u00edstica cautelar, <br \/>e a sua aprecia\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 assentada no arb\u00edtrio do Juiz, ou <br \/>Relator, mas sim no princ\u00edpio da livre convic\u00e7\u00e3o na aprecia\u00e7\u00e3o da <br \/>prova (que n\u00e3o significa arb\u00edtrio) tendo em vista as circunst\u00e2ncias <br \/>constantes dos autos (art. 131 do CPC). <\/p>\n<p>Assim, constituindo a liminar uma decis\u00e3o interlocut\u00f3ria ela \u00e9 <br \/>pass\u00edvel, em sendo a compet\u00eancia do Juiz Singular, de recurso de <br \/>Agravo de Instrumento (art. 522 do CPC) e nos casos de <br \/>compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais de recurso de Agravo <br \/>Regimental, previsto, normalmente, nos Regimentos Internos dos <br \/>Tribunais e interpon\u00edvel contra ato do Relator. Muito embora haja <br \/>entendimento em contr\u00e1rio, nesta \u00faltima hip\u00f3tese, se houver <br \/>omiss\u00e3o, \u00e9 vi\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o do MS, pois al\u00e9m do ato ser recorr\u00edvel <br \/>pela sua pr\u00f3pria natureza, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece que <br \/>nenhuma les\u00e3o ou amea\u00e7a ao direito poder\u00e1 ser exclu\u00edda da <br \/>aprecia\u00e7\u00e3o judicial (art. 5\u00ba., XXXVI). <\/p>\n<p>Para a Agravante, permissa v\u00eania, a an\u00e1lise do assunto se prende, <br \/>em primeiro lugar, \u00e0 natureza jur\u00eddica da liminar no Mandado de <br \/>Seguran\u00e7a, mormente por ser o ato do julgamento um ato processual <br \/>&#8211; porque praticado no processo &#8211; n\u00e3o h\u00e1 se falar em natureza <br \/>administrativa e, conseq\u00fcentemente, em discricionariedade pois, na <br \/>rela\u00e7\u00e3o processual o juiz despacha, decide e sentencia. <\/p>\n<p>No que pertine em ter a liminar a natureza de medida cautelar, <br \/>sustentada por muitos estudiosos do assunto, como no caso em tela <br \/>negada pelo Douto Relator, v\u00ea-se que ela, na realidade, n\u00e3o tem <br \/>natureza mas sim caracter\u00edstica cautelar, uma vez que h\u00e1 de se <br \/>distinguir a a\u00e7\u00e3o cautelar de medida cautelar. A primeira \u00e9 solicitada <br \/>pela parte via do processo sem que haja qualquer determina\u00e7\u00e3o <br \/>legal a respeito, podendo ser nominada ou n\u00e3o. A segunda \u00e9 <br \/>determinada pelo juiz independentemente de pedido da parte e <br \/>alicer\u00e7ada no princ\u00edpio de seu poder cautelar geral (art. 798 do CPC), <br \/>ficando ao seu alvedrio a provid\u00eancia que entender aplic\u00e1vel. <\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese em exame, a liminar est\u00e1 prevista em lei especial e n\u00e3o <br \/>integra as cautelas nominadas reguladas pelo diploma processual <br \/>(arts. 813 e segs.) e nem as ditas adequadas ao arb\u00edtrio do juiz. Ela <br \/>tem a mesma natureza da liminar dos interditos possess\u00f3rios (art. <br \/>938 do CPC). <\/p>\n<p>Em assim sendo, como o ato deferit\u00f3rio do juiz \u00e9 um ato processual, <br \/>para a sua consuma\u00e7\u00e3o h\u00e1 necessidade de pedido expresso do <br \/>impetrante, como foi formulado na pe\u00e7a vestibular, pois caso <br \/>contr\u00e1rio o julgador estaria n\u00e3o somente decidido al\u00e9m do pedido, <br \/>mas tamb\u00e9m violado, data v\u00eania, o princ\u00edpio dispositivo, visto que tal <br \/>deferimento n\u00e3o constitui mero ato de impulso oficial. <\/p>\n<p>O Douto Relator Juiz RAYMUNDO PINTO, em r. decis\u00e3o, de fls., <br \/>negou liminar requerida pela Agravante, consoante cientifica\u00e7\u00e3o <br \/>datada de 04.07.2000, sob o argumento que se fraude houve na <br \/>Reclama\u00e7\u00e3o Trabalhista proposta pelo Litisconsorte, tombada sob o <br \/>n\u00ba. 55.01.98.0918-01, daquele teria participado a Agravante, quando <br \/>n\u00e3o deliberadamente, pelo menos \u00e0 falta de cautela. <\/p>\n<p>Tem extrema necessidade a Agravante do uso do bem apreendido, <br \/>se tratando de um carro forte, necess\u00e1rio para o transporte de <br \/>valores, em raz\u00e3o de cumprimento de contrato com institui\u00e7\u00e3o <br \/>banc\u00e1ria, e com a apreens\u00e3o daquele pertence, que \u00e9 de f\u00e1cil <br \/>aliena\u00e7\u00e3o, se assim ficar determinado pela Douta Impetrada, <br \/>certamente acarretar\u00e1 em mais preju\u00edzos para a Impetrante. <\/p>\n<p>A urg\u00eancia em reaver o bem \u00e9 inquestion\u00e1vel, al\u00e9m do que, como j\u00e1 <br \/>enfatizado na pe\u00e7a primordial, por n\u00e3o fazer parte de grupo <br \/>econ\u00f4mico, fus\u00e3o ou sucess\u00e3o com a Reclamada daquela demanda, o <br \/>bem apreendido precisa de cuidados especiais, pois trata-se de <br \/>m\u00f3vel que necessita de manuten\u00e7\u00e3o quase que di\u00e1ria e zelo <br \/>privilegiado, o que certamente n\u00e3o est\u00e1 sendo feito pelo <br \/>Litisconsorte ou at\u00e9 mesmo a pr\u00f3pria Impetrada, tendo em vista o <br \/>recolhimento do ve\u00edculo em dep\u00f3sito p\u00fablico, desta forma, <br \/>caracterizando o fundado receio de dano jur\u00eddico &quot;periculum in mora&quot; <br \/>e o interesse processual na seguran\u00e7a de fato que deveria incidir a <br \/>presta\u00e7\u00e3o jurisdicional definitiva &quot;fumus boni iuris&quot;; <\/p>\n<p>Mais uma vez, ressalta a Agravante, como raz\u00f5es para a aprecia\u00e7\u00e3o <br \/>do seu pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o, que adquiriu o bem apreendido, <br \/>ap\u00f3s iteradas consultas junto ao \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito quanto a <br \/>exist\u00eancia de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 venda, pelo que foi informada da sua <br \/>inexist\u00eancia, e diante da comprova\u00e7\u00e3o de que o bem n\u00e3o continha <br \/>nenhuma restri\u00e7\u00e3o quanto a sua venda, \u00e9 que a Agravante efetuou <br \/>sua compra, pelo que lhe protege o direito. <\/p>\n<p>Imagine, Sublime Magistrada, se a Agravante procurasse todas as <br \/>pessoas, empresas, bancos, etc., existentes no Brasil, todas os <br \/>\u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios, para saber acerca da exist\u00eancia de gravames <br \/>sobre o bem entre as partes em lit\u00edgio no feito principal <br \/>(55.01.98.0918-01), se n\u00e3o existia registro no Cart\u00f3rio competente <br \/>da transa\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>O neg\u00f3cio realizado entre a Agravante e a empresa que vendeu o <br \/>ve\u00edculo est\u00e1 perfeito e acabado, deixando de ser legal a apreens\u00e3o <br \/>do bem objeto da presente disputa, diante da inexist\u00eancia dos <br \/>requisitos imperativos para a constri\u00e7\u00e3o judicial. <\/p>\n<p>A m\u00e1-f\u00e9 do Litisconsorte ao pleitear a apreens\u00e3o do bem para a <br \/>garantia de uma d\u00edvida trabalhista da qual n\u00e3o participou a <br \/>Agravante, tendo seu bem constringido injustamente, est\u00e1 latente, <br \/>pois como a mesma procedeu a compra na forma da lei. <\/p>\n<p>Com apoio na opini\u00e3o de consagrados civilistas, sustenta a <br \/>Agravante a tese de que o dom\u00ednio das coisas m\u00f3veis s\u00f3 se transmite <br \/>pela tradi\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 620 (&quot;O dom\u00ednio das coisas n\u00e3o se <br \/>transfere pelos contratos antes da tradi\u00e7\u00e3o. Mas esta se subentende, <br \/>quando o transmitente continua a possuir pelo constituto <br \/>possess\u00f3rio&quot;) e 675 (&quot;Os direitos reais sobre coisas m\u00f3veis, quando <br \/>constitu\u00eddos, ou transmitidos por atos entre vivos, s\u00f3 se adquirem <br \/>como a tradi\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil&quot;). Na medida em que, nos termos <br \/>dos artigos 620 e 675 do C\u00f3digo Civil, o dom\u00ednio dos bens m\u00f3veis se <br \/>transfere mediante sua simples tradi\u00e7\u00e3o e sua posse direta gera a <br \/>presun\u00e7\u00e3o de sua correspondente propriedade, a circunst\u00e2ncia do <br \/>ve\u00edculo automotor que foi apreendido indevidamente e que est\u00e1 em <br \/>nome da Agravante, portanto, com a posse e propriedade do bem, <br \/>devidamente registrado no DETRAN-BA, sendo suficiente para que <br \/>este Egr\u00e9gio Tribunal libere o bem da constri\u00e7\u00e3o judicial a quo. <\/p>\n<p>A Agravante, atual propriet\u00e1ria do ve\u00edculo apreendido n\u00e3o pode ser <br \/>responsabilizada civilmente, por demanda trabalhista provocado <br \/>pela antiga propriet\u00e1ria ou empresam que exerce atividade <br \/>comercial id\u00eantica. Sobretudo quando a aliena\u00e7\u00e3o fica demonstrada <br \/>com documenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, seguida de tradi\u00e7\u00e3o e devidamente <br \/>registrada perante o Detran da Bahia, \u00f3rg\u00e3o administrativo <br \/>competente para a prova do registro de propriedade de ve\u00edculos <br \/>automotores. <\/p>\n<p>A maioria dos doutrinadores e a pr\u00f3pria jurisprud\u00eancia p\u00e1tria, <br \/>segundo os postulados atuais da ci\u00eancia processual, os atos <br \/>decis\u00f3rios, os atos do juiz no processo, classificam-se em despachos <br \/>de expediente ou ordin\u00e1rios, que objetivam, exclusivamente a <br \/>movimenta\u00e7\u00e3o processual; despachos interlocut\u00f3rios, aqueles em <br \/>que se decidem incidentes processuais, sem por termo ao processo; <br \/>senten\u00e7as finais terminativas, as que encerram o processo sem <br \/>julgar o m\u00e9rito; e, senten\u00e7as finais definitivas, aquelas que <br \/>terminam com o processo julgando o pedido. <\/p>\n<p>O vigente diploma formal, desacompanhando a doutrina, no art. 162 <br \/>e \u00a7\u00a7, estabelece que os atos do juiz consistir\u00e3o em: senten\u00e7a <br \/>(aquele que p\u00f5e termo ao processo, decidindo ou n\u00e3o ao m\u00e9rito), <br \/>decis\u00f5es interlocut\u00f3rias (os que resolvem quest\u00f5es incidentes, no <br \/>curso do processo) e despachos (todos os demais atos judiciais <br \/>praticados pelo juiz no processo, de of\u00edcio ou a requerimento da <br \/>parte, a cujo respeito a lei n\u00e3o estabelece outra forma), chegando a <br \/>conclus\u00e3o que o termo gen\u00e9rico decis\u00e3o, passou a denominar <br \/>somente o despacho interlocut\u00f3rio, &#8211; decis\u00e3o interlocut\u00f3ria -; <br \/>outrossim, n\u00e3o h\u00e1 se falar em senten\u00e7a final terminativa e final <br \/>definitiva, porque o preceito legal, acima invocado, as englobou na <br \/>denomina\u00e7\u00e3o senten\u00e7a. <\/p>\n<p>Assim, tendo em vista, n\u00e3o somente os postulados da doutrina, mas <br \/>tamb\u00e9m os ditames da lei, s\u00e3o considerados despachos os atos do <br \/>juiz praticados no processo que objetivam, unicamente, a sua <br \/>movimenta\u00e7\u00e3o, tais como os concedendo vista dos autos, os que <br \/>determinam a juntada de petit\u00f3rios ou de documentos, etc., <br \/>ressaltando que perante a Segunda Inst\u00e2ncia estes atos s\u00e3o <br \/>praticados pelo Exmo. Sr. Dr. Juiz Relator. <\/p>\n<p>O mais grave \u00e9 que a MM. Ju\u00edza Impetrada, ora figurando como <br \/>Agravada, por meio de simples peti\u00e7\u00e3o, deferiu o pedido do <br \/>Reclamante daquela demanda trabalhista, sem fundamentar sua <br \/>decis\u00e3o, conforme imp\u00f5e o art. 93, IX da Carta Magna vigente, assim <br \/>como pelo pequeno teor da ordem de apreens\u00e3o do bem, ora <br \/>atacada, padecendo de fundamenta\u00e7\u00e3o reclamada pelo caso, a <br \/>m\u00edngua do direito da Agravante, obstando o direito de uso da <br \/>propriedade de forma injusta e ilegal, al\u00e9m de ser imprescind\u00edvel <br \/>que constasse do processo essa motiva\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>As decis\u00f5es sem fundamenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o, inegavelmente, nulas, data <br \/>m\u00e1xima v\u00eania, eis que cerceiam o direito de defesa das partes nos <br \/>pontos em que sucumbiram pois inviabilizam o acesso \u00e0s raz\u00f5es que <br \/>formaram o convencimento dos julgadores e, em consequ\u00eancia, o seu <br \/>ataque mediante os recursos cab\u00edveis. <\/p>\n<p>Sem motiva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode a Agravante compreender porque lhe foi <br \/>negado o direito postulado, nem, tampouco, acatar a decis\u00e3o para <br \/>demonstrar o seu desacerto. A fundamenta\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es \u00e9 <br \/>princ\u00edpio inerente ai Estado de Direito, sendo essencial para que se <br \/>observe o devido processo legal. <\/p>\n<p>Veja-se, a prop\u00f3sito, o que ensina Calamandrei na preciosa obra <br \/>intitulada &quot;Eles, os Ju\u00edzes, vistos por n\u00f3s, os Advogados&quot;: in verbis: <\/p>\n<p>&quot;A fundamenta\u00e7\u00e3o da <br \/>senten\u00e7a \u00e9 sem d\u00favida uma <br \/>grande garantia de justi\u00e7a, <br \/>quando consegue reproduzir <br \/>exatamente, como um <br \/>levantamento topogr\u00e1fico, o <br \/>itiner\u00e1rio l\u00f3gico que o juiz <br \/>percorreu para chegar \u00e0 sua <br \/>conclus\u00e3o, pois se esta \u00e9 <br \/>errada, pode facilmente <br \/>encontrar-se, atrav\u00e9s dos <br \/>fundamentos, em que altura <br \/>do caminho o magistrado se <br \/>desorientou&quot;. <\/p>\n<p>A pr\u00f3pria DD. Justi\u00e7a Trabalhista do nosso Estado, atrav\u00e9s deste C. <br \/>TRT\/BA tem se pronunciado pela nulidade das decis\u00f5es, em <br \/>hip\u00f3teses semelhantes. Confira-se: <\/p>\n<p>&quot;NULIDADE. \u00c9 nula a <br \/>senten\u00e7a que carece de <br \/>fundamenta\u00e7\u00e3o (art. 93, IX <br \/>da CF\/88). Desse modo, <br \/>sendo patente a viola\u00e7\u00e3o aos <br \/>arts. 832 da CLT e 458, II, do <br \/>CPC e art. 93, IX, da CF\/88, <br \/>imp\u00f5e-se seja declarada a <br \/>nulidade do julgado, <br \/>determinando-se o retorno <br \/>dos autos ao Ju\u00edzo de origem <br \/>para que profira nova <br \/>decis\u00e3o, devidamente <br \/>fundamentada&quot;. (Ac. TRT 5\u00aa., <br \/>2\u00aa. T. n\u00ba. 11.697\/96, Rel. Juiz <br \/>Nylson Sep\u00falveda, Processo n\u00ba. <br \/>009.92.1850-55, pub. D.O. do <br \/>TRT\/BA em 23.07.1996). <\/p>\n<p>Diante disso decorre, outrossim, que a negativa da liminar requerida, <br \/>tendo de esperar a Agravante at\u00e9 o julgamento final, ao contr\u00e1rio do <br \/>entendimento de alguns juristas, n\u00e3o fica ao alvedrio do juiz e, por <br \/>isso, depende de provoca\u00e7\u00e3o da parte via de recurso, pois n\u00e3o se <br \/>trata de mero despacho de expediente, mas sim de decis\u00e3o <br \/>interlocut\u00f3ria e, por isso, somente modific\u00e1vel via de recurso, como <br \/>ora se intenta por meio deste Agravo Regimental. <\/p>\n<p>Em Mandado de Seguran\u00e7a, de compet\u00eancia origin\u00e1ria deste Egr\u00e9gio <br \/>Tribunal, por outro lado, concessa v\u00eania, \u2013 dada a fun\u00e7\u00e3o de <br \/>instrutor desenvolvida pelo Relator \u2013, a negativa do pedido <br \/>de liminar somente pode emanar do \u00f3rg\u00e3o competente, pois a raz\u00e3o <br \/>de ser do Tribunal \u00e9 a aprecia\u00e7\u00e3o colegiada das mat\u00e9rias submetidas <br \/>\u00e0 sua aprecia\u00e7\u00e3o, da forma ditada pelo C\u00f3digo de Processo Civil <br \/>(arts. 554 e 555). Se entender o contr\u00e1rio, estaria-se frente a um <br \/>ju\u00edzo monocr\u00e1tico o que n\u00e3o se pode admitir sob o risco de viola\u00e7\u00e3o <br \/>do direito que a parte tem de ver a sua pretens\u00e3o ser apreciada pela <br \/>C\u00f4rte. A celeridade deve ser um dos principais objetivos de processo <br \/>desde que, evidentemente, n\u00e3o macule o direito dos litigantes. <\/p>\n<p>EX POSITIS, requer a V.Exa., que seja recebido o presente Agravo <br \/>Regimental, com a aprecia\u00e7\u00e3o in limine litis, consoante pedido expresso <br \/>da Agravante, feito na pe\u00e7a inicial, deferindo a Liminar almejada, para que <br \/>o bem apreendido judicialmente seja restitu\u00eddo a Agravante, que poder\u00e1 <br \/>ficar como deposit\u00e1ria da mesma at\u00e9 final julgamento deste mandamus, <br \/>assumindo o \u00f4nus por conserva\u00e7\u00e3o e cuidados com o ve\u00edculo, atrav\u00e9s de <br \/>Mandado de Restitui\u00e7\u00e3o, mantendo a mesma na posse, pois \u00e9 quem a <br \/>detinha efetivamente, e por fim dando provimento ao presente Agravo <br \/>Regimental. <\/p>\n<p>Advogado da Agravante: PEDRO RIS\u00c9RIO DA SILVA, OAB\/BA 9906, com <br \/>escrit\u00f3rio profissional \u00e0 Rua Mar\u00edcilio Duas, 126, centro, em Guanambi, <br \/>BA; <\/p>\n<p>Advogado da Agravada: E A R, OAB\/BA XXXXX, com escrit\u00f3rio <br \/>profissional \u00e0 Pra\u00e7a XXX, XXXXXXX, BA; <\/p>\n<p>E. DEFERIMENTO, <\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[156],"class_list":["post-3084564","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-trabalhista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3084564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3084564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3084564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}