{"id":3045514,"date":"2024-06-08T02:55:47","date_gmt":"2024-06-08T02:55:47","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-08T02:55:47","modified_gmt":"2024-06-08T02:55:47","slug":"acao-de-destituicao-de-patrio-poder-pedido-de-prioridade","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-destituicao-de-patrio-poder-pedido-de-prioridade\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Destitui\u00e7\u00e3o de P\u00e1trio Poder  &#8211;  Pedido de Prioridade"},"content":{"rendered":"<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO<\/p>\n<p>. . . . .  VARA DA INF\u00c2NCIA E ADOLESC\u00caNCIA DE CIDADE (PP)<\/p>\n<p>(ECA, 148, inc. III)<\/p>\n<p><strong>PEDE PRIORIDADE NA TRAMITA\u00c7\u00c3O DESTE PROCESSO<\/strong><\/p>\n<p><strong>(art. 152, \u00a7 \u00fanico, ECA)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sem custas <\/strong>(ECA, art. 141, \u00a7 2\u00ba)<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\t<strong>JO\u00c3O DAS QUANTAS<\/strong>, casado, banc\u00e1rio, inscrito no CPF(MF) sob o n\u00ba. 111.222.333-44, com endere\u00e7o eletr\u00f4nico ficto@ficticio.com.br,  e, <strong>MARIA DAS QUANTAS,<\/strong> casada, empres\u00e1ria, inscrita no CPF(MF) sob o n\u00ba. 444.222.333-55, ambos residentes e domiciliados na <em>Rua X, n\u00ba. 0000, em Fortaleza(CE)<\/em> <em>\u2013 <\/em><strong><em>CEP<\/em><\/strong><em> n\u00ba 11222-33<\/em>(<strong>ECA, art. 156, inc. II<\/strong>)<em>, <\/em>vem, com o devido respeito \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, por interm\u00e9dio de seu patrono que abaixo assina, para ajuizar, com suped\u00e2neo <strong>no art. 155 e segs. do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente(ECA),<\/strong> a presente<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE RITO ESPECIAL ,<\/strong><\/p>\n<p><strong>( <em>COM PEDIDO DE \u201cDESTITUI\u00c7\u00c3O DE P\u00c1TRIO PODER\u201d C\/C  \u201cADO\u00c7\u00c3O DE MENOR\u201d<\/em>)<\/strong><\/p>\n<p>contra <strong>JOANA DE TAL<\/strong>, solteira, dom\u00e9stica, inscrita no CPF(MF) sob o n\u00ba, 777.666.555-44, <em>residente e domiciliada na Travessa das Palmeiras, n\u00ba. 0000, em Maranguape\/CE \u2013 <\/em><strong><em>CEP<\/em><\/strong><em> n\u00ba. 66777-666<\/em>(<strong>ECA, art. 156, inc. II<\/strong>)<em>,<\/em> endere\u00e7o eletr\u00f4nico desconhecido, pelas raz\u00f5es f\u00e1ticas e de direito adiante evidenciadas. <\/p>\n<p><strong>I \u2013 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES PREAMBULARES <\/strong><\/p>\n<p><strong>(1) \u2013 DA COMPET\u00caNCIA <em>RACIONE MATERIAE<\/em> <\/strong><\/p>\n<p>\tO presente pedido se insere na compet\u00eancia desta Unidade Judici\u00e1ria, em raz\u00e3o da mat\u00e9ria tratada na mesma.  \t\t<\/p>\n<p> \t\t\t\tSegundo o quadro f\u00e1tico que abaixo ser\u00e1 fixado com maior descri\u00e7\u00e3o, h\u00e1 debate acerca do menor Caio Fict\u00edcio atualmente <strong>tem idade de 05 anos. <\/strong> Al\u00e9m disso, aborda-se a hip\u00f3tese de <strong>situa\u00e7\u00e3o de abandono<\/strong> do mesmo, criando-se ao infante <strong>condi\u00e7\u00e3o de perigo<\/strong> em que se mostra necess\u00e1ria a prote\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo da Inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p>\tNesse diapas\u00e3o, reza o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente(<strong>ECA<\/strong>) que:<\/p>\n<p><strong>Lei n\u00ba. 8.069, de 13 de julho de 1990(ECA)<\/strong><\/p>\n<p>Art. 148 \u2013 A Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude <strong>\u00e9 a competente<\/strong> para:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong> \u2013 Quando se tratar de crian\u00e7a ou adolescente <strong>nas hip\u00f3teses do art. 98<\/strong>, \u00e9 tamb\u00e9m competente a justi\u00e7a da inf\u00e2ncia e da Juventude para o fim de :<\/p>\n<p>a) <strong>conhecer de pedidos de guarda<\/strong> e tutela;<\/p>\n<p>b) conhecer de a\u00e7\u00f5es de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar, <strong>perda ou modifica\u00e7\u00e3o da tutela ou guarda<\/strong>; <\/p>\n<p>Art. 98 \u2013 As medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente s\u00e3o aplic\u00e1veis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei <strong>forem amea\u00e7ados ou violados<\/strong>:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>II \u2013 <strong>por falta, omiss\u00e3o ou abuso dos pais<\/strong> ou respons\u00e1vel;<\/p>\n<p>III \u2013 <strong>em raz\u00e3o de sua conduta<\/strong>. <\/p>\n<p> \t\t\t\tNesse sentido:<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER AJUIZADA EM FACE DO MUNIC\u00cdPIO DE BRUSQUE. MENOR, ABSOLUTAMENTE INCAPAZ, PORTADORA DE ALERGIA \u00c0 PROTE\u00cdNA DO LEITE DE VACA IGE MEDIADA (CID K52.2 E T78.4). COMPET\u00caNCIA DA VARA DA INF\u00c2NCIA E DA JUVENTUDE. DECIS\u00c3O ANTECIPAT\u00d3RIA QUE DETERMINOU O FORNECIMENTO DE PREGOMIN PEPTI NO PRAZO DE 15 DIAS, SOB PENA DE MULTA DI\u00c1RIA FIXADA EM R$ 100,00 OU DE SEQUESTRO DE VALORES. PRESSUPOSTOS DO ART. 273 DO C\u00d3DIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973 DEMONSTRADOS. PER\u00cdCIA M\u00c9DICA QUE PODER\u00c1 SER EFETUADA NO CURSO DA DEMANDA. DIREITO \u00c0 SA\u00daDE. PREVAL\u00caNCIA SOBRE O DIREITO PATRIMONIAL DO ENTE P\u00daBLICO DEMANDADO, CUJA RESPONSABILIDADE \u00c9 INCONTESTE. EXCLUS\u00c3O DA MULTA COMINAT\u00d3RIA QUE SE IMP\u00d5E, TENDO EM VISTA A IMPOSI\u00c7\u00c3O DO SEQUESTRO DE VERBAS P\u00daBLICAS PARA O CASO DE DESCUMPRIMENTO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente estabelece a compet\u00eancia absoluta da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude processar e julgar as a\u00e7\u00f5es fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos vinculados \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente (Des. Fernando Carioni).&quot; (TJSC, Conflito de Compet\u00eancia n. 2014.002025-6, de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, Rel. Des. Pedro Manoel Abreu, j. 18-06-2014).&quot;Havendo prova inequ\u00edvoca capaz de convencer o juiz da verossimilhan\u00e7a das alega\u00e7\u00f5es e fundado receio de dano irrepar\u00e1vel ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o (art. 273, do CPC) decorrente da demora na entrega da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional definitiva, mostra-se escorreita a decis\u00e3o que concedeu a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, obrigando o Estado a fornecer o tratamento de que necessita a agravada para manuten\u00e7\u00e3o de sua sa\u00fade&quot; (Agravo de Instrumento n. 2013.063457-1, de Bom Retiro, Rel. Des. Jorge Luiz de Borba, j. Em 1\u00ba-4-2014).&quot;Muito mais \u00fatil e eficaz do que a \u2018astreinte\u2019, \u00e9 poss\u00edvel a imposi\u00e7\u00e3o do bloqueio e\/ou sequestro de verbas p\u00fablicas para garantir o fornecimento de medicamentos pelo Poder P\u00fablico a portador de doen\u00e7a grave, como medida executiva (coercitiva) para a efetiva\u00e7\u00e3o da tutela, ainda que em car\u00e1ter excepcional, eis que o legislador deixou ao arb\u00edtrio do Juiz a escolha das medidas que melhor se harmonizem \u00e0s peculiaridades de cada caso concreto (CPC, art. 461, \u00a7 5\u00ba) [&#8230;]&quot; (Agravo de Instrumento n. 2012.077381-8, de Rio do Sul, Rel. Des. Jaime Ramos, j. 7-2-2013). (TJSC; AI 0155274-89.2015.8.24.0000; Brusque; Segunda C\u00e2mara de Direito P\u00fablico; Rel. Des. Cid Goulart; DJSC 17\/04\/2018; Pag. 277)<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>(2) \u2013 DA COMPET\u00caNCIA TERRITORIAL <\/strong><\/p>\n<p>\tConsoante tamb\u00e9m se apresenta na descri\u00e7\u00e3o f\u00e1tica adiante delineada, <strong>a R\u00e9 tem resid\u00eancia e domic\u00edlio firmados no munic\u00edpio de Maranguape(CE)<\/strong>, mais precisamente na Travessa das Palmeiras, n\u00ba 0000. <\/p>\n<p> \t\tEntrementes, em que pese a m\u00e3e biol\u00f3gica tenha domic\u00edlio no Munic\u00edpio supracitado, o menor mora, juntamente com os seus respons\u00e1veis, ora Autores e detentores da guarda, nesta Capital. Portanto, esse \u00e9 o foro no qual deve ter curso a presente a\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tA prop\u00f3sito, reza o <strong>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/strong> que (<strong>CPC, art. 44 c\/c 50<\/strong>):<\/p>\n<p>Art. 147 \u2013 <strong>A compet\u00eancia ser\u00e1 determinada<\/strong>:<\/p>\n<p>I \u2013 pelo domic\u00edlio dos pais<strong> ou respons\u00e1vel;<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\tRessalte-se que a mat\u00e9ria j\u00e1 \u00e9 sumulada pelo Egr\u00e9gio <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>:<\/p>\n<p>\u201c<strong>STJ\/S\u00famula 383<\/strong> &#8211; <em>A compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00f5es conexas de interesse de menor e, em princ\u00edpio, do foro do domic\u00edlio do detentor de sua guarda<\/em>. <\/p>\n<p> \t\t\t\tVejamos tamb\u00e9m, em que pese a s\u00famula acima situada, notas jurisprudenciais que se coadunam com este entendimento:<\/p>\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA. A\u00c7\u00c3O DE PERDA DO PODER FAMILIAR C\/C ADO\u00c7\u00c3O E GUARDA PROVIS\u00d3RIA. COMPET\u00caNCIA. FORO DO DOMIC\u00cdLIO DO DETENTOR DA GUARDA DE FATO. <\/strong><\/p>\n<p>1. A compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00f5es de interesse do menor \u00e9, em princ\u00edpio, do foro do domic\u00edlio do detentor de sua guarda (S\u00famula n\u00ba 383\/STJ). 2. Conflito de compet\u00eancia conhecido para declarar competente o JU\u00cdZO DE DIREITO DE PIO IX &#8211; PI, suscitado. (STJ; CC 155.062; Proc. 2017\/0271768-0; CE; Rel\u00aa Min\u00aa Nancy Andrighi; Julg. 18\/04\/2018; DJE 20\/04\/2018; P\u00e1g. 2424)<\/p>\n<p> \t\t\t\tN\u00e3o bastassem esses fundamentos, colacionamos as li\u00e7\u00f5es de <strong>Maria Berenice Dias<\/strong>, a qual professa que:<\/p>\n<p>\u201c O crit\u00e9rio para identificar o ju\u00edzo competente \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o em que se encontra o menor, e no domic\u00edlio de quem det\u00e9m a guarda. O ju\u00edzo das <strong>varas da inf\u00e2ncia e da juventude<\/strong> s\u00f3 ser\u00e1 competente se a crian\u00e7a ou o adolescente estiver com seus direitos amea\u00e7ados ou violados, por omiss\u00e3o ou abuso dos pais ou respons\u00e1veis ou em raz\u00e3o de sua conduta.(ECA 98). A efetiva concorr\u00eancia de amea\u00e7a ou viola\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais da crian\u00e7a e do adolescente \u00e9 que determina, com exclusividade, a compet\u00eancia do Juizado da Inf\u00e2ncia e da Juventude(ECA 148 par\u00e1grafo \u00fanico <em>a<\/em> a <em>h<\/em>). \u201c( <em>In, <\/em>Manual de direito das fam\u00edlias. 6\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: RT, 2010. P\u00e1g. 446) <\/p>\n<\/p>\n<p><strong>II \u2013 QUADRO F\u00c1TICO <\/strong><\/p>\n<p> \t\tOs Autores, casados, tiveram a R\u00e9 como ajudante do lar, na qualidade de dom\u00e9stica. Tal mister foi desenvolvido no per\u00edodo de xx\/yy\/zzzz at\u00e9 a data de zz\/xx\/yyyy, quando a mesma asseverou que n\u00e3o mais interessava ofertar seus pr\u00e9stimos, retornando ao seu domic\u00edlio na Cidade de Maranguape\/CE.<\/p>\n<p>\tNo per\u00edodo em que trabalhou para os Promoventes, a Promovida tivera o filho Caio Fict\u00edcio, alvo de pretens\u00e3o de guarda nesta querela, sendo desconhecido o pai da crian\u00e7a, inclusive pela R\u00e9. Acosta-se, a prop\u00f3sito, certid\u00e3o de nascimento do infante.(<strong>doc. 01<\/strong>)<\/p>\n<p>\tJ\u00e1 com a tenra idade de <strong>um ano e dois meses de idade<\/strong>, quando a R\u00e9 fora residir em Maranguape(CE), a mesma deixou aos cuidados dos Autores o menor, alegando n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es financeiras de \u201ccriar\u201d o infante. <\/p>\n<p>\tA partir de ent\u00e3o, ressalte-se, foram conferidos aos Autores todas as responsabilidades inerentes ao poder familiar, sob os aspectos f\u00edsicos, afetivos, psicol\u00f3gicos e sociais. Vem recebendo, pois, afeto e seguran\u00e7a em um ambiente prop\u00edcio e salutar ao desenvolvimento sadio do menor, sendo resguardada a quest\u00e3o moral, emocional, assim como acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, ao esporte e cultura. <\/p>\n<p>\tA prop\u00f3sito de justificar aludidas considera\u00e7\u00f5es, acostamos de pronto com esta pe\u00e7a vestibular, fotos que comprovam a salutar conviv\u00eancia social do menor, assim como documentos comprobat\u00f3rios que o mesmo estuda na Escola Bem Querer e que pratica nata\u00e7\u00e3o na Escola do Mergulho.(<strong>docs. 02\/26<\/strong>)<\/p>\n<p>\t\tComo se percebe, o menor se encontra efetivamente integrado na fam\u00edlia que o acolheu, da qual vem recebendo o aux\u00edlio material e afetivo necess\u00e1rios ao bom desenvolvimento psicossocial. Caio est\u00e1 bem adaptado ao seio familiar, onde se encontra demonstrando carinho pelos pais. <\/p>\n<p>\tDessa forma, qualquer medida judicial contr\u00e1ria \u00e0 presente pretens\u00e3o, sem sombra de d\u00favidas vai de encontro ao melhor interesse do menor. Ademais, a m\u00e3e biol\u00f3gica se mant\u00e9m afastada fisicamente do infante desde sua sa\u00edda da resid\u00eancia dos Autores, exonerando-se \u00e0s claras da titularidade da maternidade e se omitindo de a exercer, maiormente, na esp\u00e9cie, sob o ponto de vista afetivo e psicol\u00f3gico. <\/p>\n<p><strong>III \u2013 A HIP\u00d3TESE EM ESTUDO APONTA PARA A DESTITUI\u00c7\u00c3O DO P\u00c1TRIO PODER <\/strong><\/p>\n<p> \tPrimeiramente, ressaltamos que a hip\u00f3tese em estudo <strong>n\u00e3o \u00e9 de ado\u00e7\u00e3o internacional. <\/strong>(<strong>ECA, art. 51 a 52-D<\/strong>)<\/p>\n<p>\tOs Promoventes <strong>s\u00e3o casados<\/strong> h\u00e1 25 anos (<strong>ECA, art. 42, \u00a7 2\u00ba<\/strong>), ambos tendo <strong>mais de 18(dezoito) anos de idade<\/strong>.(<strong>ECA, art. 42, <em>caput<\/em><\/strong>), conforme documentos ora colacionados.(<strong>docs. 27\/28<\/strong>) .<\/p>\n<p>\tDe outro contexto, o adotando Caio Fict\u00edcio nesta ocasi\u00e3o tem a tenra idade <strong>de 05 anos<\/strong>, havendo entre os pretendentes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, ora Autores, <strong>diferen\u00e7a superior a 16(dezesseis) anos<\/strong> entre o menor acima citado(<strong>ECA, art. 42, \u00a7 3\u00ba<\/strong>). Comprova-se isso por meio dos documentos imersos nesta querela. O menor, urge asseverar, n\u00e3o tem qualquer v\u00ednculo de parentesco com os Promoventes. (<strong>ECA, art. 42, \u00a7 1\u00ba<\/strong>)<\/p>\n<p> \tOutrossim, em que pese os Autores n\u00e3o estejam inscritos na lista de adotantes(<strong>ECA, art. 50<\/strong>), tal requisito deve ser mitigado. No caso concreto, diante da realidade f\u00e1tica ora apresentada, onde o menor, desde tenra idade, j\u00e1 se encontra estabelecido no seio familiar e com v\u00ednculos socioafetivos e, mais, esse tem mais de 3(tr\u00eas anos de idade) e fora entregue para guarda espontaneamente aos Autores. <\/p>\n<p> \t \t\t\tA prop\u00f3sito, reza o <strong>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/strong> que:<\/p>\n<p>Art. 50 \u2013  ( . . . )<\/p>\n<p>\u00a7 13 \u2013 Somente poder\u00e1 ser deferida ado\u00e7\u00e3o em favor de candidato domiciliado no Brasil n\u00e3o cadastrado previamente nos termos desta quando:<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>III \u2013 oriundo de pedido de quem det\u00e9m a tutela ou guarda legal da crian\u00e7a maior de 3 (tr\u00eas) anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de conviv\u00eancia comprove a fixa\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de afinidade e afetividade, e n\u00e3o seja constatada a ocorr\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9 ou qualquer das situa\u00e7\u00f5es previstas no art. 237 e 238 desta Lei. <\/p>\n<\/p>\n<p>\t\u00c9 consabido, de outro norte, que o poder familiar \u00e9 um conjunto de direitos e deveres que o Estado incumbiu aos pais, pelo qual a eles compete o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, bem como o ter em sua companhia. <\/p>\n<p>\tNesse contexto, torna-se fundamental o papel dos pais no desenvolvimento intelectual, moral e ps\u00edquico dos filhos. Esse n\u00e3o obtendo a orienta\u00e7\u00e3o e o acompanhamento devido ter\u00e3o comprometidas suas rela\u00e7\u00f5es sociais e seu crescimento pessoal, o que se refletir\u00e1 no modo como interagem em sociedade. <\/p>\n<p>\tDada a relev\u00e2ncia do instituto, a perda do poder familiar somente ocorre em hip\u00f3teses de gravidade extrema, os quais vem expressamente delimitados na Legisla\u00e7\u00e3o Substantiva Civil.<\/p>\n<p><strong>C\u00d3DIGO CIVIL<\/strong><\/p>\n<p>Art. 1.638 \u2013 <strong>Perder\u00e1 por ato judicial o poder familiar<\/strong> o pais ou m\u00e3e que:<\/p>\n<p>I \u2013 castigar imoderadamente o filho;<\/p>\n<p><strong>II \u2013 deixar o filho em abandono;<\/strong><\/p>\n<p>III \u2013 praticar atos contr\u00e1rios \u00e0 moral e aos bons costumes;<\/p>\n<p>IV \u2013 incidir, reiteradamente, nas faltas previstas no artigo antecedente. <\/p>\n<\/p>\n<p>\tA hip\u00f3tese em vertente se enquadra nas disposi\u00e7\u00f5es contidas nos incisos II e III do texto legal ora em debate. A R\u00e9 deixou o filho em abandono, privando-o dos cuidados inerentes \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o moral e material, dando azo \u00e0 destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar. <\/p>\n<p>\tNesse passo, leciona mais uma vez <strong>Maria Berenice Dias<\/strong> que:<\/p>\n<p>\u201c \tDistingue a doutrina perda e extin\u00e7\u00e3o do poder familiar. <strong>Perda<\/strong> \u00e9 uma san\u00e7\u00e3o imposta por senten\u00e7a judicial, enquanto a <strong>extin\u00e7\u00e3o<\/strong> ocorre pela morte, emancipa\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o do sujeito passivo. Assim, h\u00e1 impropriedade terminol\u00f3gica na lei que utiliza indistintamente as duas express\u00f5es. A perda do poder familiar \u00e9 san\u00e7\u00e3o de <strong>maior alcance<\/strong> e corresponde \u00e0 infring\u00eancia de um dever mais relevante, sendo <strong>medida imperativa<\/strong>, e n\u00e3o facultativa.  <\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p> \tJudicialmente, perde-se o poder familiar quando comprovada a ocorr\u00eancia de (CC 1.638): I \u2013 castigo imoderado; II \u2013 abandono; III \u2013 pr\u00e1tica de atos contr\u00e1rios \u00e0 moral e aos bons costumes; e IV \u2013 reitera\u00e7\u00e3o de falta aos deveres inerentes ao poder familiar. ( <em>ob. cit, p\u00e1g. 428)<\/em><\/p>\n<p> \tA esse respeito, n\u00e3o devemos olvidar as li\u00e7\u00f5es de <strong>Fl\u00e1vio Tartuce <\/strong>e<strong> Jos\u00e9 Fernando Sim\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p>&quot; \tA respeito da atribui\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o da guarda, deve-se dar prefer\u00eancia ao genitor que viabiliza a efetiva conviv\u00eancia da crian\u00e7a e do adolescente com o outro genitor nas hip\u00f3teses em que seja invi\u00e1vel a guarda compartilhada (art 7\u00ba). Desse modo, a solu\u00e7\u00e3o passa a ser a <em>guarda unilateral<\/em>, quebrando-se a regra da guarda compartilhada constantes dos arts. 1583 e 1584 do CC.\u201d (TARTUCE, Fl\u00e1vio; SIM\u00c3O, Jos\u00e9 Fernando.<em> Direito Civil<\/em>. 7\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: M\u00e9todo, 2012, vol. 5. P\u00e1g. 394)<\/p>\n<p>\tCom a mesma sorte de entendimento, vejamos o magist\u00e9rio de de <strong>V\u00e1lter Kenji Ishida<\/strong>, quando professa que:<\/p>\n<p>\u201c \tA perda do poder familiar (p\u00e1trio poder) para ser decretada deve estar de acordo com as regras do ECA em combina\u00e7\u00e3o com o CC. Assim, incide a decis\u00e3o de destitui\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder na conduta omissiva do genitor diante de suas obriga\u00e7\u00f5es elencadas no art. 22 do ECA e no art. 1.634 do CC, infra-assinalado. Mais, deve o genitor amoldar-se a uma ou mais hip\u00f3teses do art. 1638 do CC: \u201c(ISHIDA, V\u00e1lter Kenji. <em>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente: doutrina e jurisprud\u00eancia.<\/em> 12\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2010. P\u00e1g. 38)<\/p>\n<p> \tNesse sentido:<\/p>\n<p><a id=\"_Hlk512095701\"><\/a><strong>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL EM A\u00c7\u00c3O DE DESTITUI\u00c7\u00c3O DO PODER FAMILIAR AJUIZADA PELO MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO. PROVAS DE CONVIV\u00caNCIA DOS MENORES, FILHOS DOS GENITORES\/RECORRENTES EM AMBIENTE INSALUBRE E PERICULOSO. ABANDONO MATERIAL E AFETIVO DOS PAIS. VIDA DESREGRADA DOS RECORRENTES\/ PAIS BIOL\u00d3GICOS DOS MENORES, INCOMPAT\u00cdVEL COM AS OBRIGA\u00c7\u00d5ES DECORRENTES DO P\u00c1TRIO PODER. USO ABUSIVO DE ENTORPECENTES (\u00c1LCOOL E CRACK) NA PRESENTE DOS FILHOS MENORES. REINCID\u00caNCIA DOS RECORRENTES NOS MESMOS ATOS AP\u00d3S TRATAMENTOS TERAP\u00caUTICOS. PREPONDER\u00c2NCIA DO INTERESSE\/BEM ESTAR DAS CRIAN\u00c7AS QUE J\u00c1 SE ENCONTRAM INSERIDAS NO SEIO DA FAM\u00cdLIA ADOTIVA. SENTEN\u00c7A MANTIDA. COM O PARECER. APELO IMPROVIDO <\/strong><\/p>\n<p>1. A a\u00e7\u00e3o de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar \u00e9 um procedimento grave, pois busca a ruptura dos liames jur\u00eddicos entre pais e filhos, possibilitando at\u00e9 a ado\u00e7\u00e3o como forma de inser\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente em fam\u00edlia substituta. E, por esse motivo, a an\u00e1lise dos fatos reclama sempre uma interpreta\u00e7\u00e3o com cautela em grau m\u00e1ximo. Os autos mostram com clareza a triste situa\u00e7\u00e3o pessoal vivida pelos genitores e sua total inaptid\u00e3o para atender os filhos menores nas suas necessidades mais simples do dia a dia, posto que descumpriram condutas b\u00e1sicas de zelo, integridade moral, cuidados na forma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter destes filhos, existindo nos autos v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de risco grave aos menores posto que por diversas vezes os recorrentes utilizaram-se de drogas, inclusive na presen\u00e7a destes, tratando a prole com absoluto desinteresse e neglig\u00eancia, deixando de dar-lhe os cuidados m\u00ednimos, relegando-os a uma condi\u00e7\u00e3o de abandono, ficando estampada a situa\u00e7\u00e3o de risco. 2. A colis\u00e3o estabelecida entre os direitos e interesses resguardados aos genitores e os conferidos ao filho infante \u00e9 resolvida mediante a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da preval\u00eancia do direito que assiste \u00e0s crian\u00e7as de terem sua integridade e higidez psicol\u00f3gica preservadas, em perfeita harmonia com os direitos e bem-estar do infante, privilegiando-se, em \u00faltima s\u00edntese, o interesse maior a ser tutelado, que \u00e9 a integridade psicol\u00f3gica, f\u00edsica e material da crian\u00e7a. 3. Ademais, importante ratificar nesta oportunidade que os genitores s\u00e3o reincidentes, j\u00e1 tendo passado pela perda provis\u00f3ria dos filhos pelos mesmos atos, foram conduzidos \u00e0 re-socializa\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o seguiram em frente e retornaram \u00e0s mesmas atividades il\u00edcitas. E ainda, os menores est\u00e3o sob a guarda da fam\u00edlia substituta, n\u00e3o sendo prudente coloc\u00e1-las novamente no ambiente dom\u00e9stico em que viviam com os pais biol\u00f3gicos, ora recorrentes, causando desgaste e inseguran\u00e7a e jur\u00eddica, ofendendo diretamente o bem estar das crian\u00e7as, o que \u00e9 vedado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. 4. Nos termos da jurisprud\u00eancia da Corte Superior de Justi\u00e7a, \u201cinobstante os princ\u00edpios inscritos na Lei n. 8.069\/90, que buscam resguardar, na medida do poss\u00edvel, a manuten\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder e a conviv\u00eancia do menor no seio de sua fam\u00edlia natural, procede o pedido de destitui\u00e7\u00e3o formulado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual quando revelados, nos autos, a ocorr\u00eancia de maus tratos, o abandono e o injustificado descumprimento dos mais elementares deveres de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a por seus pais\u201d (REsp 245.657\/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 25\/03\/2003, DJ de 23\/06\/2003, p. 373) (grifei) 5. Com o parecer. Apelo improvido. (TJMS; APL 0806901-53.2015.8.12.0021; Primeira C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Jo\u00e3o Maria L\u00f3s; DJMS 09\/04\/2018; P\u00e1g. 96)<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE DESTITUI\u00c7\u00c3O DO PODER FAMILIAR CONTRA O GENITOR E DUAS GENITORAS. RECURSO ESPECIAL DE UMA DAS GENITORAS. DESCUMPRIMENTO INJUSTIFICADO DOS DEVERES INERENTES AO PODER FAMILIAR. SUBMISS\u00c3O DOS MENORES A SITUA\u00c7\u00c3O DE RISCO. FALTA DE ESTRUTURA FAMILIAR E DESCUIDO. AMBIENTE NOCIVO COM PROMISCUIDADE SEXUAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>1. Nos termos da jurisprud\u00eancia desta Corte, &quot;inobstante os princ\u00edpios inscritos na Lei n. 8.069\/90, que buscam resguardar, na medida do poss\u00edvel, a manuten\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder e a conviv\u00eancia do menor no seio de sua fam\u00edlia natural, procede o pedido de destitui\u00e7\u00e3o formulado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual quando revelados, nos autos, a ocorr\u00eancia de maus tratos, o abandono e o injustificado descumprimento dos mais elementares deveres de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a por seus pais&quot; (REsp 245.657\/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 25\/03\/2003, DJ de 23\/06\/2003, p. 373). 2. Hip\u00f3tese em que a destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar est\u00e1 fundamentada, sobretudo, no contexto familiar conflituoso, envolvendo agress\u00f5es f\u00edsicas e promiscuidade sexual (genitor convivendo com duas mulheres, estupro presumido de uma das genitoras, incesto entre irm\u00e3os fraternos), al\u00e9m de descuido das crian\u00e7as, no que tange aos cuidados b\u00e1sicos de educa\u00e7\u00e3o, higiene e alimenta\u00e7\u00e3o. 3. A prova dos autos demonstrou que as crian\u00e7as sofrem pelo excesso de autoritarismo e pela viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica vivida no ambiente dom\u00e9stico, sendo que todas apresentam sequelas emocionais das agress\u00f5es sofridas, algumas delas com ind\u00edcios de s\u00e9rios dist\u00farbios psicol\u00f3gicos. 4. Genitora recorrente que, apesar dos alegados esfor\u00e7os, nunca conseguiu romper o ciclo de viol\u00eancia, n\u00e3o protege os filhos do contexto nocivo, n\u00e3o consegue reestruturar a vida e n\u00e3o revela condi\u00e7\u00f5es emocionais para exercer a maternidade de forma sadia. 5. Contexto f\u00e1tico-probat\u00f3rio bem delineado pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, cujo reexame \u00e9 invi\u00e1vel na via estreita do Recurso Especial, nos termos da S\u00famula n\u00ba 7 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. 6. Recurso especial desprovido, com a manuten\u00e7\u00e3o da destitui\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder. (STJ; REsp 1.631.840; Proc. 2016\/0138797-8; MS; Quarta Turma; Rel. Min. Raul Ara\u00fajo; DJE 27\/03\/2017)<\/p>\n<p><strong>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. A\u00c7\u00c3O DE DESTITUI\u00c7\u00c3O DO PODER FAMILIAR. HIP\u00d3TESES DO ART. 1.638 DO C\u00d3DIGO CIVIL. CONFIGURA\u00c7\u00c3O. PRECEDENTE DO C. STJ. ALEGA\u00c7\u00c3O DE FALTA DE RAZOABILIDADE NA APLICA\u00c7\u00c3O DA MEDIDA DE DESTITUI\u00c7\u00c3O NO CASO. INOCORR\u00caNCIA. APLICA\u00c7\u00c3O PR\u00c9VIA DE DIVERSAS MEDIDAS PREVISTAS NO ECRIAD. AMPLA PRODU\u00c7\u00c3O DE PROVAS. RECURSO CONHECIDO E N\u00c3O PROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>1 &#8211; O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual ingressou com a presente a\u00e7\u00e3o de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar em face da Apelante com base no fato de seus filhos menores terem sido abrigados por diversas vezes, eis que em acompanhamento multidisciplinar realizado na resid\u00eancia da genitora constatou-se a precariedade e a falta de higiene, cuidado e seguran\u00e7a com os infantes, o que influenciou no desenvolvimento das crian\u00e7as, tanto sob o aspecto psicol\u00f3gico como o educacional. 2 &#8211; A perda do poder familiar ocorre quando presente qualquer das hip\u00f3teses previstas no art. 1.638 do C\u00f3digo Civil. 3 &#8211; No presente caso, tendo sido aplicadas todas as medidas poss\u00edveis para a manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o familiar entre a Apelante e seus filhos, sem que se fosse obtido \u00eaxito em qualquer uma delas, e n\u00e3o se comprovando a ocorr\u00eancia de efetivas mudan\u00e7as no comportamento da Apelante perante seus filhos, n\u00e3o merece acolhimento a alega\u00e7\u00e3o de que a medida de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar careceu de razoabilidade. 4 &#8211; Al\u00e9m disso, restaram configuradas as hip\u00f3teses de destitui\u00e7\u00e3o previstas no art. 1.638, inc. II e III, do C\u00f3digo Civil. Nesse sentido, orienta-se a jurisprud\u00eancia do C. Superior Tribunal de Justi\u00e7a: (&#8230;) 2. Nos termos da jurisprud\u00eancia desta Corte, inobstante os princ\u00edpios inscritos na Lei n. 8.069\/90, que buscam resguardar, na medida do poss\u00edvel, a manuten\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder e a conviv\u00eancia do menor no seio de sua fam\u00edlia natural, procede o pedido de destitui\u00e7\u00e3o formulado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual quando revelados, nos autos, a ocorr\u00eancia de maus tratos, o abandono e o injustificado descumprimento dos mais elementares deveres de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a por seus pais (RESP 245.657\/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO Junior, QUARTA TURMA, julgado em 25\/03\/2003, DJ de 23\/06\/2003). (&#8230;) (RESP 1480488\/RS, Rel. Ministro RAUL Ara\u00fajo, QUARTA TURMA, julgado em 01\/12\/2016, DJe 15\/12\/2016). 5 &#8211; Recurso conhecido e n\u00e3o provido. (TJES; Apl 0011469-80.2015.8.08.0014; Quarta C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Manoel Alves Rabelo; Julg. 08\/05\/2017; DJES 12\/05\/2017)<\/p>\n<p><strong>RECURSO DE APELA\u00c7\u00c3O. PERDA DO P\u00c1TRIO PODER. CRIAN\u00c7A QUE VIVE COM ATOS CONTR\u00c1RIOS \u00c0 MORAL E AOS BONS COSTUMES. GENITORES USU\u00c1RIOS DE DROGAS. PREVAL\u00caNCIA DO MELHOR INTERESSE DO MENOR. SENTEN\u00c7A RATIFICADA. RECURSO DESPROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia desta Corte, inobstante os princ\u00edpios inscritos na Lei n. 8.069\/90, que buscam resguardar, na medida do poss\u00edvel, a manuten\u00e7\u00e3o do p\u00e1trio poder e a conviv\u00eancia do menor no seio de sua fam\u00edlia natural, procede o pedido de destitui\u00e7\u00e3o formulado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual quando revelados, nos autos, a ocorr\u00eancia de maus tratos, o abandono e o injustificado descumprimento dos mais elementares deveres de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a por seus pais (REsp 245.657\/PR, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 25\/03\/2003, DJ de 23\/06\/2003). 3. Recurso especial provido para julgar procedente o pedido de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar. \u201d (REsp 1480488\/RS, RECURSO ESPECIAL 2012\/0082565-3, Relator Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, Julgamento 1\u00ba\/12\/2016, Dje 15\/12\/2016). (TJMT; APL 139067\/2016; \u00c1gua Boa; Rel\u00aa Des\u00aa Nilza Maria P\u00f4ssas de Carvalho; Julg. 14\/02\/2017; DJMT 21\/02\/2017; P\u00e1g. 73)<\/p>\n<p>\tA ado\u00e7\u00e3o, mais, conforme se demonstra pelos documentos colacionados, sobretudo levando-se em conta o grau de instru\u00e7\u00e3o dos Autores, o poder aquisitivo para manter a educa\u00e7\u00e3o, lazer e sa\u00fade do menor, a lar onde o menor j\u00e1 reside, traz reais vantagens ao menor.(<strong>ECA, art. 43<\/strong>)<\/p>\n<p><strong>IV \u2013 PEDIDOS E REQUERIMENTOS <\/strong><\/p>\n<p><strong><em>POSTO ISSO,<\/em><\/strong><\/p>\n<p>como \u00faltimos requerimentos da presente a\u00e7\u00e3o, o Autores requerem que Vossa Excel\u00eancia se digne de tomar as seguintes provid\u00eancias:<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>a)<\/strong> <strong>A parte Promovente opta pela realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia conciliat\u00f3ria (CPC, art. 319, inc. VII c\/c art. 693 e art. 695), raz\u00e3o qual requer a cita\u00e7\u00e3o da Promovida, por carta (CPC, art. 247, caput) para comparecer \u00e0 audi\u00eancia designada para essa finalidade (CPC, art. 695, <em>caput<\/em>); <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) seja definida a realiza\u00e7\u00e3o de estudo social ou per\u00edcia, para que sejam comprovadas as causas da destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar (ECA, art. 161, \u00a7 1\u00ba), com a oitiva, se poss\u00edvel e razo\u00e1vel ao caso, a oitiva da crian\u00e7a(ECA, art. 161, \u00a7 2\u00ba c\/c CPC, art. 694); <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) julgar procedentes os pedidos formulados na presente A\u00e7\u00e3o de Destitui\u00e7\u00e3o de P\u00e1trio Poder c\/c Pedido de Ado\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>( i ) com o processamento desta pendenga judicial no prazo m\u00e1ximo de 120(cento e vinte dias)(ECA, art. 163, caput), PEDEM seja proferida senten\u00e7a constitutiva, de sorte a destituir a R\u00e9 do poder familiar sobre o menor Caio Fict\u00edcio, conferir aos Autores a ado\u00e7\u00e3o deste, a ser averbada mediante mandado judicial no registro civil(ECA, art. 163, par\u00e1grafo \u00fanico, art. 264 c\/c LRP, art. 102, \u00a7 3\u00ba), consignando a figura dos Promoventes como pais do infante, cancelando-se o registro original do adotando(ECA, art. 47, \u00a7 2\u00ba);<\/strong><\/p>\n<p><strong>( ii ) requer-se, mais, seja mantido o sobrenome dos Autores(\u201cC\u00e2ndido\u201d) e seja alterado o prenome do adotando de Caio para L\u00facio(ECA, art. 47, \u00a7 5\u00ba)<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) instar a manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, inclusive para apreciar a eventual ocorr\u00eancia de delito penal na esp\u00e9cie (CPC, art. 178, inc. III e art. 698 c\/c ECA, art. 202 e art. 232); <\/strong><\/p>\n<p><strong>f) se for a hip\u00f3tese, impor \u00e0 R\u00e9 tratamento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico(ECA, art. 129, inc. III);<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t \t\tProtesta provar o alegado por todos os meios admiss\u00edveis em direito, assegurados pela Lei Fundamental(art. 5\u00ba, inciso LV, da C.Fed.), quando <\/p>\n<p>( i ) pedem a oitiva da R\u00e9, vez que identificada(<strong>ECA, art. 161, \u00a7 4\u00ba<\/strong>);<\/p>\n<p>( ii ) sejam ouvidas as testemunhas abaixo relacionadas(<strong>ECA, art. 156, inc. IV<\/strong>):<\/p>\n<p>a) Maria de tal, rua tal&#8230;.<\/p>\n<p>b) Joaquina de tal, rua tal..<\/p>\n<p>\t\t\t \t\tAtribui-se \u00e0 causa o valor estimativo de R$100,00(cem reais), na forma do art. 291 do C\u00f3digo de Processo Civil. <\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\tRespeitosamente, pede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\t\t                           Fortaleza(CE), 00 de julho do ano de 0000.<\/p>\n<p> \t\t\t    \t           \t\t\t       <strong>Beltrano de tal<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\t\t\t    Advogado \u2013 OAB(CE) 112233<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[881],"class_list":["post-3045514","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3045514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3045514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3045514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}