{"id":3044947,"date":"2024-06-08T02:48:38","date_gmt":"2024-06-08T02:48:38","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-08T02:48:38","modified_gmt":"2024-06-08T02:48:38","slug":"acao-de-reparacao-de-danos-no-estacionamento-negativa-de-ressarcimento","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-reparacao-de-danos-no-estacionamento-negativa-de-ressarcimento\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o de Danos no Estacionamento  &#8211;  Negativa de Ressarcimento"},"content":{"rendered":"<p><strong>EXMO. SR. DR. XXXXXXXXXXXX DE DIREITO DO XXXXXXXXXXXXADO ESPECIAL C\u00cdVEL DA COMARCA DE ITAGUA\u00cd \u2013 RJ.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS MATERIAIS C\/ DANOS MORAIS <\/strong><\/p>\n<p>Em face da <strong> BARRA SHOPPING,  <\/strong>com endere\u00e7o na Av. das Am\u00e9ricas, 8666 \u2013 Administra\u00e7\u00e3o do Condom\u00ednio \u2013 Barra da Tijuca  &#8211; CEP 22680-102 &#8211; Rio de Janeiro \u2013 RJ , pelos seguintes fatos, fundamentos e raz\u00f5es de direito: <\/p>\n<p><strong>I &#8211; DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>A  autora \u00e9 propriet\u00e1ria do ve\u00edculo Peugeot 206 SW, placa KZH0157 e no dia 09\/06\/2012 por volta das 13:00 estacionou seu ve\u00edculo  no estacionamento da R\u00e9, a fim almo\u00e7ar e fazer compras nas lojas da R\u00e9.<\/p>\n<p>                    Aproximadamente \u00e0s 18:00hs, ao retornar ao seu ve\u00edculo, verificou que o mesmo tinha uma grande batida no paralama direito (lado do carona), inclusive com o pneu do lado direito (carona) rasgado. <\/p>\n<p>                    Imediatamente um seguran\u00e7a da R\u00e9 motorizado,  aproximou-se informando que presenciara o acidente, narrando que um rapaz em uma moto havia perdido a dire\u00e7\u00e3o da mesma e colidido na lateral do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>                   Indagado sobre as provid\u00eancias tomadas pela R\u00e9, informou-lhe que o rapaz havia se machucado, por este motivo, tinha ido embora e anotaram apenas um n\u00famero de um telefone celular e a placa da motocicleta. <\/p>\n<p>                 Imediatamente a autora acionou a PM para a elabora\u00e7\u00e3o do BRAT, a qual compareceu ao local, sendo os prepostos da R\u00e9 (o citado seguran\u00e7a e mais um outro funcion\u00e1rio), o qual intitulou-se respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a que forneceram aos policiais as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, visto que a autora n\u00e3o presenciou o acidente.<\/p>\n<p>                   Com o intuito de tentar resolver o problema da forma mais breve e menos complicada, a autora resolveu ligar para o n\u00famero celular fornecido pela R\u00e9 e foi atendida por um rapaz de nome  Cl\u00e1udio, o qual confirmou que havia colidido com o autom\u00f3vel da autora, mas negou-se a fornecer seus dados pessoais e endere\u00e7o, inclusive sendo evasivo e agressivo em suas respostas.<\/p>\n<p>                   Como trata-se de seu \u00fanico autom\u00f3vel, do qual necessita diariamente para seu trabalho, a autora realizou o conserto de seu ve\u00edculo por sua seguradora, entretanto, al\u00e9m de pagar o valor da franquia, devido a este acidente perdeu b\u00f4nus na renova\u00e7\u00e3o de seu seguro, conforme documentos em anexo.<\/p>\n<p>                    Em contato via email com a r\u00e9 (c\u00f3pia em anexo) no dia 22\/06\/2012, a autora relatou o ocorrido, informando que desejava t\u00e3o somente o ressarcimento das despesas sofridas, quando deixara seu ve\u00edculo em estacionamento de sua propriedade, acreditando na seguran\u00e7a do local. <\/p>\n<p>                      Em resposta a r\u00e9 informou-lhe inicialmente que n\u00e3o se responsabilizava quando ambas as partes est\u00e3o presentes (c\u00f3pia em anexo),o que n\u00e3o \u00e9 verdadeiro, mas que aguardasse 7  dias \u00fateis para an\u00e1lise.<\/p>\n<p>                      Ap\u00f3s 23 dias sem resposta, a autora enviou um novo email informando que estava aguardando uma resposta, e <strong>ressaltando que no caso em concreto, \u201cambas as partes n\u00e3o estavam presentes\u201d e que os  dados informados do causador do dano limitava-se a um nome e um telefone celular. <\/strong><\/p>\n<p>                        Novamente uma nova e longa espera, em telefonema dado a autora a R\u00e9 informou que n\u00e3o ressarciria seus preju\u00edzos, enviando-lhe posteriormente por carta datada de 01\/08\/2012 que informa:<\/p>\n<p><strong>\u201cencontramos impossibilitados de atender ao solicitado por V.S\u00aa, tendo em vista que o fato narrado, em sua correspond\u00eancia, foi causado por terceiros, devidamente identificado\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>                       \u00c9 oportuno destacar o interesse a demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca da autora em resolver o problema de forma amig\u00e1vel, entendendo que no caso em concreto, n\u00e3o demandaria da propositura de a\u00e7\u00e3o judicial, visto que \u00e9 clara a responsabilidade da R\u00e9 na guarda dos ve\u00edculos.<\/p>\n<p>                      A R\u00e9 aufere lucro com a atividade de estacionamento, trata-se do maior shopping da Am\u00e9rica Latina, perfeitamente razo\u00e1vel a autora sentir-se segura na guarda de seu bem, visto que, a atividade conta com diversos vigilantes, inclusive motorizados, o que n\u00e3o compreende-se \u00e9 o descaso da R\u00e9, que sequer teve o zelo de identificar corretamente o causador direto do dano, at\u00e9 para robustecer sua tese de imputabilidade for fato de terceiro \t\t\t\t<\/p>\n<p>                     Se a R\u00e9 entende que o dano sofrido pela autora deu-se mediante a a\u00e7\u00e3o de terceiro perfeitamente identificado, cabe-lhe a possibilidade de uma a\u00e7\u00e3o regressiva em caso de condena\u00e7\u00e3o, contra o terceiro, j\u00e1 que alega que perfeitamente identificado, mas a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de guarda e dep\u00f3sito do ve\u00edculo da autora foi feita diretamente com a r\u00e9, a qual assume os riscos do empreendimento. <\/p>\n<p>                   \u00c9 fato incontest\u00e1vel que a autora contratou com a R\u00e9, um contrato de dep\u00f3sito, deixando seu autom\u00f3vel devidamente estacionado e ao retornar o encontrou batido, com grande avaria na sua lataria, inclusive com o pneu rasgado e que tal fato foi presenciado por seus prepostos.<\/p>\n<p>                   Os preju\u00edzos sofridos pela autora, extrapolam os pedidos o dano material inserido nesta pe\u00e7a, visto que, com o sinistro  foi obrigada a  acionar o seguro de seu ve\u00edculo, gerando uma grande perda de b\u00f4nus, conforme declara\u00e7\u00e3o em anexo, gerando na renova\u00e7\u00e3o do seguro ocorrida em 07\/2012 seria tido onerada em R$ 676,68, entretanto, sua perda \u00e9 sucessiva refletindo seus efeitos inclusive nas pr\u00f3ximas renova\u00e7\u00f5es, e tais perdas sequer podem ser consideradas. <\/p>\n<p>                   O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, j\u00e1 manifestou-se sobre o tema com a edi\u00e7\u00e3o da s\u00famula 130.<\/p>\n<p>S\u00famula 130 STJ<\/p>\n<p><strong>A EMPRESA RESPONDE, PERANTE O CLIENTE, PELA REPARA\u00c7\u00c3O DE DANO OU FURTO DE VEICULO OCORRIDOS EM SEU ESTACIONAMENTO.<br \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t<\/strong>A jurisprud\u00eancia p\u00e1tria tamb\u00e9m corrobora este entendimento:<\/p>\n<p><strong>2012.700.030967-0<\/strong> XXXXXXXXXXXX(a) CLEBER GHELFENSTEIN <\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o de conhecimento objetivando indeniza\u00e7\u00e3o por danos material e moral decorrentes de roubo ocorrido quando o Autor estacionava seu carro em \u00e1rea de parqueamento administrada pela R\u00e9, ora Recorrida. Senten\u00e7a que julga improcedente o pedido (fls. 50). Recurso do Autor (fls. 85\/88). \u00c9 o Relat\u00f3rio. Autor, ora Recorrente, que utiliza \u00e1rea de <strong>estacionamento<\/strong> com vagas demarcadas, administrada pela Recorrida, mediante pagamento (fls. 07), na qual h\u00e1 controle de entrada e sa\u00edda de ve\u00edculos. Roubo de que foi v\u00edtima o Autor (fls. 08\/12<strong>), que constitui fortuito interno. R\u00e9, ora Recorrida, que explora servi\u00e7o de estacionamento<\/strong> em \u00e1rea que n\u00e3o \u00e9 gradeada (fls. 78\/78), e que n\u00e3o pode se eximir de <strong>responsabilidade<\/strong> fundada nas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas do parqueamento do qual aufere lucro. <strong>Risco do empreendimento assumido pela Recorrida<\/strong>. <strong>Responsabilidade<\/strong> objetiva, n\u00e3o ficando configurado <strong>fato<\/strong> exclusivo de <strong>terceiro.<\/strong> Dano material comprovado (fls. 10) e quantificado com observ\u00e2ncia de crit\u00e9rios de razoabilidade e proporcionalidade (fls. 15\/20). Dano moral n\u00e3o verificado. Provimento parcial do recurso para condenar a Recorrida ao pagamento de R$ 2.953,00 (dois mil e novecentos e cinq\u00fcenta e tr\u00eas reais), corrigidos monetariamente a partir da propositura da a\u00e7\u00e3o e acrescidos de juros de mora de 1% ao m\u00eas, a partir da cita\u00e7\u00e3o (art. 806 do C\u00f3digo Civil c\/c art. 161, \u00a7 1\u00b0 do CTN). Sem \u00f4nus sucumbenciais porque n\u00e3o verificada a hip\u00f3tese prevista no artigo 55, caput da Lei 9.099\/95. (grifo nosso)<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><strong>2012.700.007120-2<\/strong> XXXXXXXXXXXX(a) ANDRE LUIZ CIDRA <\/p>\n<p><strong>Responsabilidade<\/strong> civil. <strong>Estacionamento<\/strong> em Supermercado. Danos \u00e0 fechadura e painel do ve\u00edculo para a subtra\u00e7\u00e3o do equipamento CD player instalado no carro, al\u00e9m de outros pertences que teriam sido deixados no interior do bem, tais como dois aparelhos celulares e doze CD&#8217;s. Arrombamento e dano comprovado no ve\u00edculo. Pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria de preju\u00edzos materiais e morais, com acolhimento apenas dos danos patrimoniais. Recurso exclusivo do fornecedor. <strong>Dever jur\u00eddico do estabelecimento comercial de vigil\u00e2ncia e cust\u00f3dia dos autom\u00f3veis, face ao interesse econ\u00f4mico de manter \u00e1rea de estacionamento como forma de angariar clientela e ter maior perspectiva de lucro. Entendimento pacificado na jurisprud\u00eancia p\u00e1tria (S\u00famula 130 do STJ). Rela\u00e7\u00e3o de consumo estabelecida, j\u00e1 que o oferecimento de estacionamento destina-se efetivamente \u00e0 atra\u00e7\u00e3o dos consumidores ao com\u00e9rcio, havendo, portanto conectivo inarred\u00e1vel com a t\u00e1tica de venda, importando a falta de seguran\u00e7a defeito do servi\u00e7o e indicando destarte responsabilidade objetiva, com aplica\u00e7\u00e3o do que estatui o art. 18 do CDC. <\/strong>Pertin\u00eancia subjetiva do consumidor para figurar no p\u00f3lo ativo da demanda, em face da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabelecida por este, enquanto consumidor, e o estabelecimento comercial, sendo desinfluente que n\u00e3o fosse o propriet\u00e1rio do autom\u00f3vel, j\u00e1 que n\u00e3o distingue a legisla\u00e7\u00e3o para fins de <strong>responsabilidade<\/strong> civil o propriet\u00e1rio do detentor, at\u00e9 porque este tem obriga\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos para com aquele. Possibilidade de limita\u00e7\u00e3o da <strong>responsabilidade<\/strong> apenas ao ve\u00edculo e aos objetos fixos nele constantes, verificando-se do cart\u00e3o de <strong>estacionamento<\/strong> que n\u00e3o h\u00e1 assun\u00e7\u00e3o quanto a bens m\u00f3veis deixados no interior do autom\u00f3vel, at\u00e9 porque efetivamente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o de tudo que os consumidores carregam de valor no carro. CD&#8217;s que sequer foram discriminados e estimados individualmente o seu valor, indicando ainda o demandante no registro de ocorr\u00eancia policial o furto de um aparelho celular e aditando ap\u00f3s doze dias o registro para a inser\u00e7\u00e3o de mais um aparelho pertencente a <strong>terceiros,<\/strong> n\u00e3o apresentando aos autos a nota fiscal de compra ou mesmo as faturas das linhas m\u00f3veis. Ordenamento jur\u00eddico que exige que o dano patrimonial seja discriminado, quantificado e principalmente provado. Afastamento do dever de indenizar os bens m\u00f3veis mantidos no ve\u00edculo, exceto o CD player, j\u00e1 que n\u00e3o remov\u00edvel em regra. <strong>Avaria no carro que guarda adstri\u00e7\u00e3o com o falta de dilig\u00eancia com o dever de vigil\u00e2ncia que o supermercado deve ter, sendo indeniz\u00e1vel tamb\u00e9m.<\/strong> Boletim de ocorr\u00eancia que tem apenas presun\u00e7\u00e3o j\u00faris tantum de veracidade, n\u00e3o cabendo a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova quanto \u00e0 propriedade dos bens m\u00f3veis, uma vez que a prova do <strong>fato<\/strong> compete ao autor, sendo imposs\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o de prova negativa pelo fornecedor. Provimento parcial do recurso apenas para excluir a indeniza\u00e7\u00e3o pela incomprovada subtra\u00e7\u00e3o dos CD&#8217;s e aparelhos celulares. (grifo nosso)<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><strong>II \u2013 DO DANO MORAL<\/strong><\/p>\n<p>                        A autora, sofreu s\u00e9rios danos,  pois que em momento de lazer, teve subitamente abalroado seu ve\u00edculo em estacionamento da r\u00e9, e mais ainda com a negativa da R\u00e9 em ressarcir-lhe os preju\u00edzos sofridos, sendo obrigada a demandar no judici\u00e1rio, uma quest\u00e3o que poderia ser resolvida de forma tranq\u00fcila administrativamente.<\/p>\n<p>                       E todo esse transtorno se deve \u00e0 neglig\u00eancia e ao descaso da empresa r\u00e9 que, em detrimento \u00e0 pessoa da autora, n\u00e3o assumiu a responsabilidade que lhe cabia, preferindo imputar fato a terceiro.<\/p>\n<p>                        Assim, pelo evidente dano moral que provocou  a empresa R\u00e9, \u00e9 de impor-se a devida e necess\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o, com arbitramento de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 autora.<\/p>\n<p>                        E a obrigatoriedade de reparar o dano moral est\u00e1 consagrada na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, precisamente em seu art. 5\u00ba, onde a todo cidad\u00e3o \u00e9 &quot;assegurado o direito de resposta, proporcionalmente ao agravo, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por dano material, moral ou \u00e0 imagem&quot; ( inc. V) e tamb\u00e9m pelo seu inc. X, onde &quot;s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o.&quot;<\/p>\n<p>                            Da mesma forma, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078\/90) tamb\u00e9m prev\u00ea o dever de repara\u00e7\u00e3o, posto que ao enunciar os direitos do consumidor, em seu art. 6\u00ba, traz, dentre outros, o direito de &quot;a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos&quot; (inc. VI) e &quot;o acesso aos \u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios e administrativos, com vistas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ou repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, administrativa e t\u00e9cnica aos necessitados&quot; (inc. VII).<\/p>\n<p>                             V\u00ea-se, desde logo, que a pr\u00f3pria lei j\u00e1 prev\u00ea a possibilidade de repara\u00e7\u00e3o de danos morais decorrentes do sofrimento, do constrangimento, da situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria, do desconforto em que se encontra a autora. <\/p>\n<p>                             \u201cNa verdade, prevalece o entendimento de que o dano moral dispensa prova em concreto, tratando-se de presun\u00e7\u00e3o absoluta, n\u00e3o sendo, outrossim, necess\u00e1ria a prova do dano patrimonial&quot; (CARLOS ALBERTO BITTAR, Repara\u00e7\u00e3o Civil por Danos Morais, ed. RT, 1993, p\u00e1g. 208).<\/p>\n<p>                          Isso leva \u00e0 conclus\u00e3o de que diante da disparidade do poder econ\u00f4mico existente entre empresa r\u00e9 e autora, e tendo em vista o gravame produzido \u00e0 honra da autora e considerado que esta sempre agiu honesta e diligentemente, pagando antecipadamente sua d\u00edvida e procurando evitar &#8211; a todo custo!!! &#8211; que seu nome fosse indevidamente levado a protesto, m\u00edster se faz que o quantum indenizat\u00f3rio corresponda a uma cifra cujo montante seja capaz de trazer o devido apenamento a empresa-r\u00e9, e de persuadi-lo a nunca mais deixar que ocorram tamanhos desmandos contra as pessoas que, na qualidade de consumidores, adquirem o cart\u00e3o e realizam compras em suas lojas. <\/p>\n<p>                               E, ressalve-se, a import\u00e2ncia da indeniza\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m do caso concreto, posto que a senten\u00e7a tem alcance muito elevado, na medida em que traz conseq\u00fc\u00eancias ao direito e toda sociedade. Por isso, deve haver a correspondente e necess\u00e1ria exacerba\u00e7\u00e3o do quantum da indeniza\u00e7\u00e3o tendo em vista a gravidade da ofensa \u00e0 honra da autora; os efeitos sancionadores da senten\u00e7a s\u00f3 produzir\u00e3o seus efeitos e alcan\u00e7ar\u00e3o sua finalidade se esse quantum for suficientemente alto a ponto de apenar o r\u00e9u e assim coibir que outros casos semelhantes aconte\u00e7am.<\/p>\n<p>\t\t          A jurisprud\u00eancia corrobora este entendimento:<\/p>\n<p><strong> Processo REsp 6366 \/ SP ; RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>1990\/0012222-8 Relator(a) Ministro WALDEMAR ZVEITER (1085) \u00d3rg\u00e3o Julgador T3 &#8211; TERCEIRA TURMA Data do Julgamento 19\/02\/1991 Data da Publica\u00e7\u00e3o\/Fonte DJ 25.03.1991 p. 3222 Ementa <\/strong><\/p>\n<p><strong>CIVIL &#8211; INDENIZA\u00c7\u00c3O &#8211; CONTRATO DE DEPOSITO PARA GUARDA DE VEICULO &#8211; ESTACIONAMENTO &#8211; FURTO.<\/strong><\/p>\n<p><strong>I   &#8211; COMPROVADA A EXISTENCIA DE DEPOSITO, AINDA QUE N\u00c3O EXIGIDO POR ESCRITO, O DEPOSITARIO E RESPONSAVEL POR EVENTUAIS DANOS A COISA.<\/strong><\/p>\n<p><strong>II  &#8211; DEPOSITADO O BEM MOVEL (VEICULO), MESMO QUE GRATUITO O ESTACIONAMENTO, SE ESTE SE DANIFICA OU E FURTADO, RESPONDE O DEPOSITARIO PELOS PREXXXXXXXXXXXXOS CAUSADOS AO DEPOSITANTE, POR TER AQUELE AGIDO COM CULPA IN VIGILANDO, EIS QUE E OBRIGADO A TER NA GUARDA E CONSERVA\u00c7\u00c3O DA COISA DEPOSITADA O CUIDADO E DILIGENCIA QUE COSTUMA COM O QUE LHE PERTENCE (ART. 1266, 1A. PARTE, DO CODIGO CIVIL).<\/strong><\/p>\n<p><strong>III &#8211; RECURSO N\u00c3O CONHECIDO.<\/strong><\/p>\n<p>                          Diante do exposto acima, a autora requer a condena\u00e7\u00e3o do empresa-r\u00e9 no dever de indenizar pelos danos morais que sofreu.<\/p>\n<p><strong>      DOS PEDIDOS<\/strong><\/p>\n<p>                                              A autora pretende provar o alegado por todos os meios em direito permitidos, sem exclus\u00e3o de nenhum, e em especial pela juntada de documentos e depoimento das partes e de testemunhas, caso necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>                                              Ante o exposto, a autora requer a condena\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria das empresas nos pedidos abaixo:<\/p>\n<p>1)  Requer a cita\u00e7\u00e3o da referida empresa, na pessoa de seu representante legal para, querendo, apresentar defesa \u00e0 presente a\u00e7\u00e3o no prazo legal;<\/p>\n<p>2) Requer a condena\u00e7\u00e3o em danos materiais no valor total de R$ 1.151,60 ( um mil, cento e cinq\u00fcenta e um reais e sessenta centavos). Deste valor R$ 878,92    relativo ao valor da franquia paga e de R$ 676,68  relativo a perda do b\u00f4nus na renova\u00e7\u00e3o do seguro, acrescido de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria desde a data do desembolso;<\/p>\n<p>3) Requer a condena\u00e7\u00e3o do empresa-r\u00e9 no pagamento de danos morais em valor a ser arbitrado pelo ju\u00edzo;<\/p>\n<p> Requer a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios de 20% da condena\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>DO VALOR DA CAUSA<\/strong><\/p>\n<p>                                            D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ 15.200,00 (Quinze mil e duzentos reais).\t\t\t<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[501],"class_list":["post-3044947","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-juizado-especial-civil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3044947","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3044947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3044947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}