{"id":3043821,"date":"2024-06-08T02:34:44","date_gmt":"2024-06-08T02:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-08T02:34:44","modified_gmt":"2024-06-08T02:34:44","slug":"acao-de-obrigacao-de-fazer-c-indenizacao-por-dano-moral-cartao-de-credito","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-obrigacao-de-fazer-c-indenizacao-por-dano-moral-cartao-de-credito\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER C\/ INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANO MORAL  &#8211;  Cart\u00e3o de Cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p><strong>EXMO. SR. DR. XXXXXXXXXXXX DE DIREITO DO XXXXXXXXXXXXADO ESPECIAL C\u00cdVEL DA COMARCA DE\u2013 RJ.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER C\/ INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANO MORAL<\/strong>,<\/p>\n<p>Em face de  <strong>IBI ADM PROMOTORA LTDA<\/strong>, com sede \u00e0 Rua Coronel Agostinho 83 \u2013 Centro \u2013 Campo Grande \u2013 RJ , pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.<\/p>\n<p><strong>DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>                                                      A autora  \u00e9 titular do cart\u00e3o de cr\u00e9dito de n\uf0b0 151519029858 das lojas C &amp; A, administrado pela empresa R\u00e9, utilizando-o para compras nas  lojas da rede C &amp; \u00aa<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tInicialmente, foi recebido uma fatura com vencimento para 28\/03\/2012 no valor de R$ 3,53 (Tr\u00eas reais e cinq\u00fcenta e tr\u00eas centavos)  e a fatura de 28\/08\/2012 no valor de R$ 31,93 (trinta e um reais e noventa e tr\u00eas centavos). Sendo que na fatura de 28\/08\/2012 foi inclu\u00eddo o valor de R$ 3,53 da fatura de 28\/03\/2012. Esta fatura foi quitada em 01\/05\/2012 no valor de R$ 32,38( Trinta e dois reais e trinta e quatro centavos) <\/p>\n<p>\t\t\t\t\tNo dia 02\/05\/2012 recebeu duas correspond\u00eancias, uma da SERASA e outra da empresa  R\u00e9, informando-a de que estava negativando seu nome nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito, referindo-se a uma fatura n\u00e3o paga de vencimento 29\/03\/2012 no valor de R$ 56,88 (cinq\u00fcenta e seis reais e oitenta e oito centavos), cujo valor a autora desconhece.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\tRessalte-se que a autora \u00e9 titular do cart\u00e3o e que n\u00e3o possui adicionais e ainda que a \u00fanica compra realizada neste per\u00edodo foi no dia 22\/03\/2012 no valor de R$ 89,90 dividido em 2 parcelas, sendo que a primeira foi lan\u00e7ada na fatura com vencimento em 28\/08\/2012.<\/p>\n<p><strong>DO DANO MORAL<\/strong><\/p>\n<p>                                                 A autora, mesmo tendo pago sua fatura, sofreu e vem sofrendo s\u00e9rios danos \u00e0 sua honra, pois teve seu nome indevidamente negativado perante os sistemas SERASA e SPC, e nunca mais teve sossego, pois agentes cobradores v\u00eam lhe importunando. E n\u00e3o adiantou justificar-se a todos que a cobravam, que nada devia pois sempre era incomodada de novo, tanto em casa como no trabalho. <\/p>\n<p>                                                 E todo esse transtorno se deve \u00e0 neglig\u00eancia e ao erro grosseiro do empresa r\u00e9 que, em detrimento \u00e0 pessoa da autora, tolheu-lhe o cr\u00e9dito e manchou sua honra com as ilegais negativa\u00e7\u00f5es junto aos sistemas SERASA e SCPC e as cont\u00ednuas e sucessivas cobran\u00e7as de d\u00edvida paga..<\/p>\n<p>                                                     Assim, pelo evidente dano moral que provocou  a empresa R\u00e9, \u00e9 de impor-se a devida e necess\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o, com arbitramento de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 autora, que experimentou o amargo sabor de ter o &quot;nome sujo&quot; sem causa, sem motivo, de forma injusta e ilegal. Trata-se de uma <strong><em>&quot;les\u00e3o que atinge valores f\u00edsicos e espirituais, a honra, nossa ideologias, a paz \u00edntima, a vida nos seus m\u00faltiplos aspectos, a personalidade da pessoa, enfim, aquela que afeta de forma profunda n\u00e3o os bens patrimoniais, mas que causa fissuras no \u00e2mago do ser, perturbando-lhe a paz de que todos n\u00f3s necessitamos para nos conduzir de forma equilibrada nos tortuosos caminhos da exist\u00eancia.&quot;<\/em><\/strong>, como bem define CLAYTON REIS (<em>Avalia\u00e7\u00e3o do Dano Moral<\/em>, 1998, ed. Forense).<\/p>\n<p>                                               E a obrigatoriedade de reparar o dano moral est\u00e1 consagrada na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, precisamente em seu art. 5\u00ba, onde a todo cidad\u00e3o \u00e9 <strong><em>&quot;assegurado o direito de resposta, proporcionalmente ao agravo, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por dano material, moral ou \u00e0 imagem&quot;<\/em> <\/strong>( inc. V) e tamb\u00e9m pelo seu inc. X, onde <strong><em>&quot;s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o.&quot;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>                                                    Tendo em vista que a inscri\u00e7\u00e3o indevida do nome da autora do SERASA e SCPC caracteriza ato il\u00edcito, tamb\u00e9m caberia o dever de reparar, agora com base no art. 159 do C\u00f3digo Civil. E essa repara\u00e7\u00e3o, conforme se l\u00ea no art. 988, do C\u00f3digo Civil, consistiria na fixa\u00e7\u00e3o de um valor que fosse capaz de desencorajar o ofensor ao cometimento de novos atentados contra o patrim\u00f4nio moral das pessoas.<\/p>\n<p>                                                    E o dano \u00e9 patente! JO\u00c3O ROBERTO PARIZATTO (<em>Dano Moral<\/em>, 1998, ed. Edipa, pg. 10 e sgts.), com rela\u00e7\u00e3o ao protesto indevido, isto \u00e9 sem causa, conclue que <strong><em>&quot;ocorrer\u00e1 um dano \u00e0 pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, afetando seu bom nome, sua reputa\u00e7\u00e3o, sua moral, posto que com o protesto h\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o ao SERASA, ficando o protestado impedido de realizar transa\u00e7\u00f5es de natureza comercial e banc\u00e1ria. Realizado o protesto, tal ato traz conseq\u00fc\u00eancias negativas ao cr\u00e9dito e \u00e0 idoneidade da pessoa que fica impedida de contrair empr\u00e9stimos banc\u00e1rios, financiamentos habitacionais etc.&quot;. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>                                                    A seu turno, YUSSEF SAID CAHALI, (Dano Moral, 2\u00aa ed., 1998, ed. RT, pg. 366 e sgts.), ao tratar do protesto indevido, \u00e9 da seguinte opini\u00e3o: <strong><em>&quot;sobrevindo, em raz\u00e3o do il\u00edcito ou indevido protesto de t\u00edtulo, perturba\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas, na tranq\u00fcilidade, nos sentimentos e nos afetos de uma pessoa, configura-se o dano moral puro, pass\u00edvel de ser indenizado; o protesto indevido de t\u00edtulo, quando j\u00e1 quitada a d\u00edvida, causa injusta agress\u00e3o \u00e0 honra, consubstanciada em descr\u00e9dito na pra\u00e7a, cabendo indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, assegurada pelo art. 5\u00ba, X, da Constitui\u00e7\u00e3o&quot;, <\/em><\/strong>e que <strong><em>&quot;o protesto indevido de t\u00edtulo macula a honra da pessoa, sujeitando-a ainda a s\u00e9rios constrangimentos e contratempos, inclusive para proceder ao cancelamento dos t\u00edtulos protestados, o que representaria uma forma de sofrimento ps\u00edquico, causando-lhe ainda uma ansiedade que lhe retira a tranq\u00fcilidade; em s\u00edntese, com o protesto indevido ou il\u00edcito do t\u00edtulo de cr\u00e9dito, s\u00e3o molestados direitos inerentes \u00e0 personalidade, atributos imateriais e ideais, expondo a pessoa \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o de sua reputa\u00e7\u00e3o, de sua credibilidade, de sua confian\u00e7a, de seu conceito, de sua idoneidade, de sua pontualidade e de seriedade no trato de seus neg\u00f3cios privados.&quot;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>                                                 Da mesma forma, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078\/90) tamb\u00e9m prev\u00ea o dever de repara\u00e7\u00e3o, posto que ao enunciar os direitos do consumidor, em seu art. 6\u00ba, traz, dentre outros, o direito de <strong><em>&quot;a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos&quot;<\/em><\/strong><em> <\/em>(inc. VI) e <strong><em>&quot;o acesso aos \u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios e administrativos, com vistas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ou repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, administrativa e t\u00e9cnica aos necessitados&quot;<\/em><\/strong><em> <\/em>(inc. VII).<\/p>\n<p>                                               V\u00ea-se, desde logo, que a pr\u00f3pria lei j\u00e1 prev\u00ea a possibilidade de repara\u00e7\u00e3o de danos morais decorrentes do sofrimento, do constrangimento, da situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria, do desconforto em que se encontra a autora. <\/p>\n<p><strong><em>                                             \u201cNa verdade, prevalece o entendimento de que o dano moral dispensa prova em concreto, tratando-se de presun\u00e7\u00e3o absoluta, n\u00e3o sendo, outrossim, necess\u00e1ria a prova do dano patrimonial&quot;<\/em><\/strong><em> <\/em>(CARLOS ALBERTO BITTAR, <em>Repara\u00e7\u00e3o Civil por Danos Morais<\/em>, ed. RT, 1993, p\u00e1g. 208).<\/p>\n<p>                                                E na aferi\u00e7\u00e3o do quantum indenizat\u00f3rio, CLAYTON REIS (Avalia\u00e7\u00e3o do Dano Moral, 1998, Forense), em suas conclus\u00f5es, assevera que deve ser levado em conta o grau de compreens\u00e3o das pessoas sobre os seus direitos e obriga\u00e7\u00f5es, pois <strong><em>&quot;quanto maior, maior ser\u00e1 a sua responsabilidade no cometimento de atos il\u00edcitos e, por dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, maior ser\u00e1 o grau de apenamento quando ele romper com o equil\u00edbrio necess\u00e1rio na condu\u00e7\u00e3o de sua vida social&quot;<\/em><\/strong>. Continua, dizendo que <strong><em>&quot;dentro do preceito do \u2018in dubio pro creditori\u2019 consubstanciada na norma do art. 988 do C\u00f3digo Civil Brasileiro, o importante \u00e9 que o lesado, a principal parte do processo indenizat\u00f3rio seja integralmente satisfeito, de forma que a compensa\u00e7\u00e3o corresponda ao seu direito maculado pela a\u00e7\u00e3o lesiva.&quot;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>                                                 Isso leva \u00e0 conclus\u00e3o de que diante da disparidade do poder econ\u00f4mico existente entre empresa r\u00e9 e autora, e tendo em vista o gravame produzido \u00e0 honra da autora e considerado que esta sempre agiu honesta e diligentemente, pagando antecipadamente sua d\u00edvida e procurando evitar &#8211; a todo custo!!! &#8211; que seu nome fosse indevidamente levado a protesto, m\u00edster se faz que o <em>quantum indenizat\u00f3rio <\/em>corresponda a uma cifra cujo montante seja capaz de trazer o devido apenamento a empresa-r\u00e9, e de persuadi-lo a nunca mais deixar que ocorram tamanhos desmandos contra as pessoas que, na qualidade de consumidores, adquirem o cart\u00e3o e realizam compras em suas lojas. <\/p>\n<p>                                             E, ressalve-se, a import\u00e2ncia da indeniza\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m do caso concreto, posto que a senten\u00e7a tem alcance muito elevado, na medida em que traz conseq\u00fc\u00eancias ao direito e toda sociedade. Por isso, deve haver a correspondente e necess\u00e1ria exacerba\u00e7\u00e3o do <em>quantum <\/em>da indeniza\u00e7\u00e3o tendo em vista a gravidade da ofensa \u00e0 honra da autora; os efeitos sancionadores da senten\u00e7a s\u00f3 produzir\u00e3o seus efeitos e alcan\u00e7ar\u00e3o sua finalidade se esse <em>quantum <\/em>for suficientemente alto a ponto de apenar o banco-r\u00e9u e assim coibir que outros casos semelhantes aconte\u00e7am.<\/p>\n<p>                                               Diante do exposto acima, a autora requer a condena\u00e7\u00e3o do empresa-r\u00e9 no dever de indenizar pelos danos morais que provocou com a inser\u00e7\u00e3o indevida do nome da autora nos sistemas SERASA e SCPC, bem como pelo fato de ter  importunado a autora com cobran\u00e7as, cartas e todos os transtornos que causaram.<\/p>\n<p><strong>DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p>                                              A autora pretende provar o alegado por todos os meios em direito permitidos, sem exclus\u00e3o de nenhum, e em especial pela juntada de documentos e depoimento das partes e de testemunhas, caso necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>                                              Ante o exposto, a autora requer: <\/p>\n<p>1)A exclus\u00e3o do nome da autora do SPC e Serasa, sob pena da comina\u00e7\u00e3o de multa                   a ser arbitrada pelo ju\u00edzo;<\/p>\n<p>2) Requer a cita\u00e7\u00e3o da referida empresa, na pessoa de seu representante legal para, querendo, apresentar resposta \u00e0 presente a\u00e7\u00e3o no prazo legal. <\/p>\n<p>3) Requer, nos termos do art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a condena\u00e7\u00e3o da empresa R\u00e9 no pagamento de verba indenizat\u00f3ria por dano moral causado \u00e0 autora, no valor equivalente a 80 sal\u00e1rios m\u00ednimos; <\/p>\n<p>8) Requer a condena\u00e7\u00e3o do empresa-r\u00e9 no pagamento de todas as despesas processuais e em honor\u00e1rios advocat\u00edcios. <\/p>\n<p><strong>DO VALOR DA CAUSA<\/strong><\/p>\n<p>                                             D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ 10.800,00 (Dez mil e quatrocentos reais).\t\t\t<strong>N. Termos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pede Deferimento       <\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[501],"class_list":["post-3043821","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-juizado-especial-civil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3043821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3043821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3043821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}