{"id":3025710,"date":"2024-06-07T22:53:59","date_gmt":"2024-06-07T22:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-07T22:53:59","modified_gmt":"2024-06-07T22:53:59","slug":"agravo-de-instrumento-revisao-de-alimentos","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/agravo-de-instrumento-revisao-de-alimentos\/","title":{"rendered":"[MODELO] AGRAVO DE INSTRUMENTO  &#8211;  Revis\u00e3o de Alimentos"},"content":{"rendered":"<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGR\u00c9GIO TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO <\/p>\n<p>LIVRE DISTRIBUI\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><strong><em>Agravante: Francisco das Quantas<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Agravada: Maria de Tal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Proc. de origem n\u00ba.:  445577-99.2018.10.07.0001 \u2013 00\u00aa Vara de Fam\u00edlia da Cidade (PP)<\/strong><\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o Revisional de Alimentos  <\/strong><\/p>\n<p><strong>                 <\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tFRANCISCO DAS QUANTAS, divorciado, consultor de empresas, residente e domiciliado na Rua Y, n\u00ba. 0000, em Cidade (PP) \u2013 <strong>CEP<\/strong> 11222-44, inscrito no CPF(MF) sob o n\u00ba. 333.222.111-44, n\u00e3o se conformando, <strong><em>venia permissa maxima, <\/em><\/strong>com a r. decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que negou tutela provis\u00f3ria antecipada para reduzir dos alimentos, essa proferida nos autos de <em>A\u00e7\u00e3o Revisional de Alimentos<\/em> n\u00ba. <strong>445577-99.2018.10.07.0001<\/strong>, origin\u00e1rio da <strong>00\u00aa Vara de Fam\u00edlia<\/strong> da Cidade (PP), raz\u00e3o qual vem, com o devido respeito a Vossa Excel\u00eancia, interpor o presente recurso de<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO <\/strong><\/p>\n<p><strong>C\/C <\/strong><\/p>\n<p><strong>PEDIDO DE ANTECIPA\u00c7\u00c3O DA TUTELA RECURSAL,<\/strong><\/p>\n<p>com guarida no<strong> art. 995, par\u00e1grafo \u00fanico <\/strong>c\/c<strong> art. 1.015, inc. I,<em> <\/em>do C\u00f3digo de Processo Civil<\/strong>, em raz\u00e3o das justificativas abaixo evidenciadas.<\/p>\n<p>NOMES E ENDERE\u00c7OS DOS ADVOGADOS<\/p>\n<p> \t\t\tO Agravante informa o(s) nome(s) e endere\u00e7o(s) dos advogados habilitados nos autos, aptos a serem intimados dos atos processuais (<strong>CPC, art. 1.016, inc. IV<\/strong>):<\/p>\n<p><strong>DO AGRAVANTE<\/strong>: Dr. Beltrano de tal, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Sec\u00e7\u00e3o do Estado, sob o n\u00ba. 112233, com escrit\u00f3rio profissional sito Rua dos Tabajaras, n\u00ba. 3344 \u2013 Cidade (PP);<\/p>\n<p><strong>DOS AGRAVADOS<\/strong>: Dr. Cicrano de tal, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Sec\u00e7\u00e3o do Estado, sob o n\u00ba. 332211, com escrit\u00f3rio profissional sito na Rua X, n\u00ba 0000, sala 400, em Cidade (PP);<\/p>\n<p>DA TEMPESTIVIDADE DESTE RECURSO<\/p>\n<p>\t\t\t\tO recurso deve ser considerado como tempestivo. <strong>O patrono da parte Agravante fora intimado da decis\u00e3o atacada em 00 de mar\u00e7o de 0000<\/strong>, consoante se v\u00ea da certid\u00e3o ora acostada. (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>).<\/p>\n<p>\t\t\t\tDessarte, o patrono do Recorrente fora intimado em 00 de mar\u00e7o de 0000, por meio do Di\u00e1rio da Justi\u00e7a n\u00ba. 0000 (<strong>CPC, art. 231, inc. VII c\/c 1.003, \u00a7 2\u00ba<\/strong>). Igualmente, o prazo do recurso em esp\u00e9cie \u00e9 quinzenal (<strong>CPC, art. 1.003, \u00a7 5\u00ba<\/strong>) e, por isso, o prazo processual fora devidamente obedecido.<\/p>\n<p>FORMA\u00c7\u00c3O DO INSTRUMENTO<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>a) Preparo (CPC, art. 1.007, <em>caput<\/em> c\/c art. 1.017, \u00a7 1\u00ba) <\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\tO Recorrente acosta o comprovante de recolhimento do preparo, cuja guia, correspondente ao valor de R$ 00,00 (.x.x.x.), atende \u00e0 tabela de custas deste Tribunal. <\/p>\n<p><strong>b) Pe\u00e7as obrigat\u00f3rias e facultativas (CPC, art. 1.017, inc. I e III)<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Procura\u00e7\u00f5es outorgadas aos advogados das partes (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>);<\/li>\n<li>Peti\u00e7\u00e3o exordial da A\u00e7\u00e3o Revisional de Alimentos (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>);<\/li>\n<li>Decis\u00e3o interlocut\u00f3ria recorrida (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>)<strong>;<\/strong><\/li>\n<li>Decis\u00e3o homologat\u00f3ria do div\u00f3rcio (<strong>CPC, art. 1.017, inc. III<\/strong>);<\/li>\n<li>Contesta\u00e7\u00e3o da Agravada na A\u00e7\u00e3o Revisional (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>);<\/li>\n<li>Certid\u00f5es de nascimento dos filhos menores e dos casamentos (<strong>CPC, art. 1.017, inc. III<\/strong>);<\/li>\n<li>Certid\u00e3o narrativa de intima\u00e7\u00e3o do patrono do Recorrente (<strong>CPC, art. 1.017, inc. I<\/strong>);<\/li>\n<li>Certid\u00f5es de apontamento de d\u00edvidas na Serasa e SPC, extratos banc\u00e1rios, termo de rescis\u00e3o do contrato de trabalho, holerites dos sal\u00e1rios percebidos na \u00e9poca do div\u00f3rcio (<strong>CPC, art.1.017, inc. III<\/strong>); <\/li>\n<li>Comprovante de rescis\u00e3o do contrato de trabalho (<strong>CPC, art.1.017, inc. III<\/strong>);<\/li>\n<li>C\u00f3pia integral do processo (<strong>CPC, art. 1.017, inc. III<\/strong>);<\/li>\n<\/ul>\n<p> \t\t\t\tDiante disso, pleiteia-se o processamento do presente recurso, sendo o mesmo distribu\u00eddo a uma das C\u00e2maras C\u00edveis deste Egr\u00e9gio Tribunal de Justi\u00e7a (<strong>CPC, art. 1.016, <em>caput<\/em><\/strong>), para que seja, inicialmente, <strong>e com urg\u00eancia<\/strong>, submetido para an\u00e1lise do <strong>pedido da tutela antecipada recursal<\/strong> (<strong>CPC, art. 1.019, inc. I<\/strong>).<\/p>\n<p>  \t\t\t\t         Respeitosamente, pede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\t\t         Cidade, 00 de fevereiro de 0000.<\/p>\n<p>   \t\t\t\t \t\t         <strong>Beltrano de tal<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\t            Advogado \u2013 OAB(PP) 112233<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>RAZ\u00d5ES DE AGRAVO DE INSTRUMENTO<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>AGRAVANTE:<\/em><\/strong><em> FRANCISCO DAS QUANTAS<\/em><\/p>\n<p><strong>AGRAVADAS<\/strong>: KAROLINE DAS QUANTAS e outras<\/p>\n<p>EGR\u00c9GIO TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO <\/p>\n<p>COLENDA C\u00c2MARA C\u00cdVEL<\/p>\n<p>PRECLAROS DESEMBARGADORES<\/p>\n<p><strong>DOS FATOS E DO DIREITO (CPC, art. 1.016, inc. II)<\/strong><\/p>\n<p>\t \t\tOs ora litigantes foram casados sob o regime de comunh\u00e3o parcial de bens, tendo a uni\u00e3o principiada em 00 de maio de 0000.  Do enlace sobrevieram os filhos Cicrano e Beltrano J\u00fanior.<\/p>\n<p>\t\t\t\tEm 00 de mar\u00e7o de 0000, ajuizaram A\u00e7\u00e3o de Div\u00f3rcio Consensual. Nessa, fixaram-se as previs\u00f5es alimentares, dentre outras aven\u00e7as. A senten\u00e7a homologat\u00f3ria fora publicada em 00 de junho de 0000, com o <strong>tr\u00e2nsito em julgado<\/strong> no dia 00 de julho de 0000. <\/p>\n<p> \t\t\t\tNa \u00e9poca da estipula\u00e7\u00e3o dos Alimentos, em face do div\u00f3rcio em li\u00e7a, o Agravante detinha o cargo de Diretor Adjunto no Banco Zeta. <\/p>\n<p>  \t\t\t\tOportuno destacar que o Recorrente, \u00e0 \u00e9poca da separa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m pagava pens\u00e3o aliment\u00edcia a sua ex- esposa, Maria das Tantas, atualmente no importe de <em>R$ 0.000,00 (.x.x.x ),<\/em> que, adicionado a outros encargos, resulta no total de <em>R$ 0.000,00<\/em>.<\/p>\n<p> \t\t\t\tNo dia 00 de maio do ano de 0000, o aquele se casou novamente, sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens, com Aline das Tantas. Igualmente possuem um \u00fanico filho, nascido no dia 10 de mar\u00e7o de 0000.<\/p>\n<p> \t\t\t\tEm 04 de abril do ano pret\u00e9rito pr\u00f3ximo, o Agravante teve seu contrato de trabalho rescindido (sem justa causa), ent\u00e3o vigorante com Banco Zeta S\/A. Passou, ent\u00e3o, a figurar como <strong>mais um no rol de desempregados<\/strong>. Pagava as suas ex-c\u00f4njuges, por desconto em folha de pagamento, no momento de sua demiss\u00e3o, as import\u00e2ncias de <em>R$ 0.000,00 (.x.x.x )<\/em>(Valinda) e <em>R$ 000,00 (.x.x.x )<\/em> (Ilda).<\/p>\n<p> \t\t\t\tApesar dessa dr\u00e1stica adversidade do destino, o Agravante, ainda assim, maiormente demonstrando a honradez que sempre lhe foi peculiar, <strong>continuou pagando, rigorosamente, suas obriga\u00e7\u00f5es alimentares<\/strong>.<\/p>\n<p> \t\t\t\tSomente em 01 de setembro de 0000 foi que o Agravante conseguiu, naquela oportunidade como s\u00f3cio de empresa de consultoria (Senior  Xista Ltda),  angariar uma nova fonte de renda. Todavia, <strong>bem aqu\u00e9m do sal\u00e1rio que antes recebia,<\/strong> ou seja, R$ 0.000,00 ( .x.x.x )<em>.<\/em>.<\/p>\n<p> \t\t\t\tMas n\u00e3o durou muito. Em 12 de maio deste ano, esse precioso contrato, infelizmente, fora desfeito.  <\/p>\n<p> \t\t\t\tAtualmente a Agravada recebe, a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, a quantia de R$ 0.00,00 ( .x.x.x .). Adicionado a outros encargos, resulta em <em>R$ 00.000,00 ( .x.x.x. )<\/em>. Vejamos, a prop\u00f3sito, de bom alvitre, um breve demonstrativo desse <em>quantum: <\/em><\/p>\n<p><strong>RESUMO DA PENS\u00c3O<\/strong>:<\/p>\n<ol>\n<li><em>Col\u00e9gios&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$ .x.x.x<\/em><\/li>\n<li><em>Alimentos&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..R$ .x.x.x<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>                            C) Ass. M\u00e9dica&#8230;&#8230;&#8230;.R$.x.x.x.x<\/em><\/p>\n<p><em>                          D)Prest. Apto&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;R$.x.x.x<\/em><\/p>\n<p><em>_________<\/em><\/p>\n<p><em>Total: R$ .x.x.x.x.x<\/em><\/p>\n<p> \tDiante dessa inescus\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o de ru\u00edna financeira, o Agravante manejou a A\u00e7\u00e3o Revisional de Alimentos em vertente, agregada com pleito de tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia. <\/p>\n<p>\tNesse compasso, fizera, com a inaugural, pleito de tutela provis\u00f3ria, de sorte a reduzir o montante dos alimentos at\u00e9 ent\u00e3o pagos. <\/p>\n<p>\tEntrementes, o pleito fora indeferido, raz\u00e3o qual motivou a interposi\u00e7\u00e3o deste recurso de Agravo de Instrumento. <\/p>\n<p><strong>(2) \u2013 A DECIS\u00c3O RECORRIDA <\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t De bom alvitre que evidenciemos, em s\u00edntese, a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria hostilizada, <em>in verbis:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPara que o encargo alimentar estabelecido seja revisado, deve haver prova segura da efetiva modifica\u00e7\u00e3o da fortuna de quem paga ou da necessidade de quem recebe, e essa prova deve ser produzida ao longo de toda a fase cognitiva da a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o de alimentos. Inexistindo ao in\u00edcio do feito prova cabal do substancial altera\u00e7\u00e3o da capacidade econ\u00f4mica da alimentante, descabe estabelecer a redu\u00e7\u00e3o liminar da pens\u00e3o aliment\u00edcia.\u201d<\/em><\/p>\n<p> \t\t\t\tEis, pois, a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria guerreada, a qual, sem sombra de d\u00favidas, <em>concessa venia<\/em>, deve ser reformada. <\/p>\n<p><strong>PRELIMINARMENTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nulidade \u2013 Aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\tO Agravante solicitara no recurso em esp\u00e9cie fosse concedida tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia, de sorte a se acolher a redu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria dos alimentos para R$ 300,00 (trezentos reais). Na ocasi\u00e3o, fizera longos coment\u00e1rios acerca da pertin\u00eancia do pleito. Al\u00e9m disso, foram colacionados in\u00fameros documentos comprobat\u00f3rios das alega\u00e7\u00f5es. Todavia, como visto, o pedido fora negado. <\/p>\n<p>\t\t\t\tA decis\u00e3o guerreada negara a tutela provis\u00f3ria, entretanto, <em>data venia<\/em>, <strong>sem a devida e necess\u00e1ria motiva\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tPor toda a extens\u00e3o da pe\u00e7a exordial, fizeram-se considera\u00e7\u00f5es f\u00e1ticas e, ao mesmo tempo, trouxe-se \u00e0 tona prova documental de sorte a ratificar o alegado. Assim, fizera o aludido pedido e, para tanto, em obedi\u00eancia aos ditames do <strong>art. 300 da Legisla\u00e7\u00e3o Adjetiva Civil<\/strong>, trouxera elementos suficientes para se concluir <strong><em>pela imprescindibilidade da concess\u00e3o da tutela de urg\u00eancia<\/em><\/strong>. <\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tEntrementes, a despeito de tamanha fundamenta\u00e7\u00e3o, o pleito fora obstado por meio da decis\u00e3o antes mencionada. <\/p>\n<p>\t\t\t\tAo negar o pedido, o magistrado n\u00e3o cuidou de tecer coment\u00e1rios acerca de um \u00fanico sequer documento atribu\u00eddo como prova. N\u00e3o se sabe minimamente as raz\u00f5es que, por exemplo, o documento probat\u00f3rio da demiss\u00e3o do Agravante n\u00e3o deve ser levado a efeito; n\u00e3o se sabe, igualmente, os porqu\u00eas dos documentos que comprovam a insolv\u00eancia do Recorrente n\u00e3o t\u00eam o cond\u00e3o de ser tidos como argumento a justificar a redu\u00e7\u00e3o dos alimentos. <\/p>\n<p>\t\t\t\tEnfim, seguramente essa delibera\u00e7\u00e3o merece reparo. <\/p>\n<p>\t\t\t\tCom esse enfoque disp\u00f5e o C\u00f3digo de Processo Civil que:<\/p>\n<p>Art. 489.  S\u00e3o elementos essenciais da senten\u00e7a:<\/p>\n<p>\u00a7 1o <strong>N\u00e3o se considera fundamentada qualquer decis\u00e3o judicial<\/strong>, <strong>seja ela interlocut\u00f3ria, senten\u00e7a ou ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>, que:<\/p>\n<p>I &#8211; se limitar \u00e0 indica\u00e7\u00e3o, \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o ou \u00e0 par\u00e1frase de ato normativo, sem explicar sua rela\u00e7\u00e3o com a causa ou a quest\u00e3o decidida;<\/p>\n<p>( . . . )<\/p>\n<p>IV &#8211; <em>n\u00e3o enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclus\u00e3o adotada pelo julgador<\/em>; <\/p>\n<p>\t\t\t\tSem sombra de d\u00favidas a regra supra-aludida se encaixa \u00e0 decis\u00e3o hostilizada. Essa, pois, passa longe de invocar argumentos capazes de motivar a rejei\u00e7\u00e3o ao pedido buscado. <\/p>\n<p> \t\t\t\tA ratificar o exposto acima, \u00e9 de todo oportuno gizar o magist\u00e9rio de <strong>Jos\u00e9 Miguel Garcia Medina<\/strong>:<\/p>\n<p>\u201c<em>O conceito de omiss\u00e3o judicial que justifica a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do CPC\/2015, \u00e9 ampl\u00edssimo<\/em>. H\u00e1 omiss\u00e3o sobre o <em>ponto<\/em> ou <em>quest\u00e3o<\/em>, isso \u00e9, ainda que n\u00e3o tenha controvertido as partes (quest\u00e3o), mas apenas uma delas tenha suscitado o fundamento (ponto; sobre a distin\u00e7\u00e3o entre ponto e quest\u00e3o, cf. coment\u00e1rio ao art. 203 do CPC\/2015). Pode, tamb\u00e9m, tratar-se de tema a respeito do qual deva o \u00f3rg\u00e3o jurisdicional pronunciar-se de of\u00edcio (p. ex., art. 485, \u00a7 3\u00ba do CPC\/2015), ou em raz\u00e3o de requerimento da parte. Deve ser decretada a nulidade da decis\u00e3o, caso a omiss\u00e3o n\u00e3o seja sanada. (MEDINA, Jos\u00e9 Miguel Garcia. <em>Novo C\u00f3digo de Processo Civil comentado: &#8230; <\/em>\u2013 S\u00e3o Paulo: RT, 2015, p. 1.415)<\/p>\n<p>(it\u00e1licos do texto original)<\/p>\n<p>\t\t\t\tNesse mesmo passo s\u00e3o as li\u00e7\u00f5es de <strong>Teresa Arruda Alvim Wambier<\/strong>:<\/p>\n<p>\u201c Em boa hora, consagra o dispositivo do NCPC projetado ora comentado, outra regra salutar no sentido de que a <strong>adequa\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial <em>n\u00e3o se afere \u00fanica e exclusivamente pelo exame interno da decis\u00e3o<\/em><\/strong>. N\u00e3o basta, assim, que se tenha como material para se verificar se a decis\u00e3o \u00e9 adequadamente fundamentada (= \u00e9 fundamentada) exclusivamente a <em>pr\u00f3pria decis\u00e3o<\/em>. Esta nova regra prev\u00ea a necessidade de que conste, da fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o, o enfrentamento dos argumentos capazes, em tese, de <em>afastar<\/em> a conclus\u00e3o adotada pelo julgador. A express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mais feliz: argumentos. Todavia, \u00e9 larga e abrangente para acolher tese jur\u00eddica diversa da adotada, qualifica\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de um texto etc.<\/p>\n<p>V\u00ea-se, portanto, que, segundo este dispositivo, o <strong>juiz deve proferir decis\u00e3o afastando, repelindo, enfrentando elementos que poderiam fundamentar a <em>conclus\u00e3o diversa<\/em>. Portanto, s\u00f3 se pode aferir se a decis\u00e3o \u00e9 fundamentada adequadamente <em>no contexto do processo em que foi proferida<\/em>. A coer\u00eancia <em>interna corporis<\/em> \u00e9 necess\u00e1ria, mas n\u00e3o basta<\/strong>. \u201c (WAMBIER, Teresa Arruda Alvim &#8230; [et al.]. \u2013 S\u00e3o Paulo: RT, 2015, p. 1.473)<\/p>\n<p>(it\u00e1licos e negritos do texto original)<\/p>\n<p> \t\t\t\tN\u00e3o fosse isso o bastante, urge transcrever igualmente as li\u00e7\u00f5es de <strong>Luiz Guilherme Marinoni<\/strong>:<\/p>\n<p>\u201cAssim, o par\u00e2metro a partir do qual se deve aferir a completude da motiva\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es judiciais passa longe da simples const\u00e2ncia na decis\u00e3o do esquema l\u00f3gico-jur\u00eddico mediante o qual o juiz chegou \u00e0 sua conclus\u00e3o. Partindo-se da compreens\u00e3o do direito ao contradit\u00f3rio como direito de influ\u00eancia e o dever de fundamenta\u00e7\u00e3o como dever de debate, a completude da motiva\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser aferida em fun\u00e7\u00e3o dos fundamentos arguidos pelas partes. Assim, \u00e9 omissa a decis\u00e3o que deixa de se pronunciar sobre argumento formulado pela parte capaz de alterar o conte\u00fado da decis\u00e3o judicial. Incorre em omiss\u00e3o relevante toda e qualquer decis\u00e3o que esteja fundamentada de forma insuficiente (art. 1.022, par\u00e1grafo \u00fanico, II), o que obviamente inclui aus\u00eancia de enfrentamento de precedentes das Cortes Supremas arguidos pelas partes e de jurisprud\u00eancia formada a partir do incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas e de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia perante as Cortes de Justi\u00e7a (art. 1.022, par\u00e1grafo \u00fanico, I). \u201c (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, S\u00e9rgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. <em>Novo curso de processo civil: <\/em>tutela &#8230; vol. 2. \u2013 S\u00e3o Paulo: RT, 2015, p. 540)<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\t\tNesse mesmo sentido:<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA DE NULIDADE DE DUPLICATA. PRELIMINAR DE AUS\u00caNCIA DE FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O ACOLHIDA. CAUSA MADURA. SUSTA\u00c7\u00c3O DE PROTESTO. POSSIBILIDADE DE SUBSTITUI\u00c7\u00c3O DA CAU\u00c7\u00c3O EM DINHEIRO POR CAU\u00c7\u00c3O REAL OU FIDEJUSS\u00d3RIA. OFERTA DE BENS M\u00d3VEIS. AUS\u00caNCIA DE COMPROVA\u00c7\u00c3O DE QUE S\u00c3O SUFICIENTES E ID\u00d4NEOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. <\/strong><\/p>\n<p>1. Verifica-se dos autos que a parte autora, ora agravante, requereu o deferimento da liminar de susta\u00e7\u00e3o de protesto, apresentando uma rela\u00e7\u00e3o de documentos de ve\u00edculos a fim de comprovar sua idoneidade ou que fosse assinalado prazo para trazer aos autos cau\u00e7\u00e3o fidejuss\u00f3ria. 2. Contudo, o ju\u00edzo a quo, ao deferir a medida prec\u00e1ria, simplesmente condicionou-a desde logo \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de cau\u00e7\u00e3o real, n\u00e3o havendo, portanto, aprecia\u00e7\u00e3o das provas de idoneidade acostada pela recorrente, do requerimento de prazo para oferta de cau\u00e7\u00e3o fidejuss\u00f3ria, tampouco fundamenta\u00e7\u00e3o do indeferimento respectivo. 3. Observe-se, contudo, que a hip\u00f3tese em exame permite o julgamento de imediato pelo tribunal, conforme julgamento recente do e. Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o qual reconheceu que: Admite-se a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da causa madura (art. 515, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/1973 \/ art. 1.013, \u00a7 3\u00ba do CPC\/2015) em julgamento de agravo de instrumento. (STJ. Corte especial. RESP 1.215.368-ES, Rel. Min. Herman benjamin, julgado em 1\/6\/2016). Assim, passa-se a an\u00e1lise do m\u00e9rito propriamente dito do recurso. 4. Sabe-se que, a exig\u00eancia da cau\u00e7\u00e3o para garantia \u00e9 ato de natureza discricion\u00e1ria do juiz, sendo certo que a presta\u00e7\u00e3o em dinheiro pode ser substitu\u00edda por cau\u00e7\u00e3o real ou fidejuss\u00f3ria, desde que id\u00f4nea e suficiente. 5. No caso, por\u00e9m, n\u00e3o restou comprovado que os ve\u00edculos ofertados pela agravante s\u00e3o suficientes para garantir o valor do t\u00edtulo levado a protesto. 6. Portanto, fica mantida a decis\u00e3o agravada, sem preju\u00edzo de a agravante oferecer outros bens suficientes e id\u00f4neos para fins de contracautela, o que dever\u00e1 ser apreciado oportunamente pelo ju\u00edzo da causa. 7. Recurso conhecido e parcialmente provido. (TJCE; AI 0623983-44.2017.8.06.0000; Segunda C\u00e2mara de Direito Privado; Rel. Des. Carlos Alberto Mendes Forte; Julg. 24\/01\/2018; DJCE 30\/01\/2018; P\u00e1g. 47)<\/p>\n<p> \t\t\t\tDiante disso, ou seja, <strong>face \u00e0 car\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o, mostra-se necess\u00e1ria a anula\u00e7\u00e3o do <em>decisum<\/em> combatido<\/strong>, e, por tal motivo, seja proferida nova decis\u00e3o (<strong>CPC, art. 1.013, \u00a7 1\u00ba<\/strong>).<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 <em>ERROR IN JUDICANDO  (CPC, art. 1.016, inc. II)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>4.1. Houve acentuada altera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do alimentante<\/strong><\/p>\n<p>\t \t\t\tSabemos que a senten\u00e7a de alimentos n\u00e3o traz consigo tr\u00e2nsito julgado material. <strong>Opera, assim, t\u00e3o somente o efeito preclusivo formal<\/strong>.<\/p>\n<p> \t\t\t\tFace \u00e0 mutabilidade que resultam das estipula\u00e7\u00f5es de alimentos, temos que mencionadas decis\u00f5es revestem-se do car\u00e1ter da cl\u00e1usula <em>rebus sic stantibus<\/em>.<\/p>\n<p>  \t\t\t\tA prop\u00f3sito, disp\u00f5e a <strong>Lei 5.478\/68(Lei de Alimentos)<\/strong> que <\/p>\n<p>Art. 15 &#8211; a decis\u00e3o judicial sobre alimentos <strong>n\u00e3o transita em julgado<\/strong> e pode a qualquer tempo ser revista, em face da modifica\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o financeira dos interessados.\u201d<\/p>\n<p> \t\t\t\tDe outra parte, o <strong>Estatuto de Ritos<\/strong> fornece a mesma diretriz quando afirma que:<\/p>\n<p>\u201cArt. 505 &#8211;  Nenhum juiz decidir\u00e1 novamente as quest\u00f5es j\u00e1 decididas relativas \u00e0 mesma lide, salvo:<\/p>\n<p>I &#8211; se, tratando-se de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de trato continuado, sobreveio modifica\u00e7\u00e3o no estado de fato ou de direito, caso em que poder\u00e1 a parte pedir a revis\u00e3o do que foi estatu\u00eddo na senten\u00e7a;<\/p>\n<p>II &#8211; nos demais casos prescritos em lei.<\/p>\n<p>  \tAssim, as senten\u00e7as de alimentos, terminativas, passam em julgado em rela\u00e7\u00e3o aos fatos existentes no momento de sua pron\u00fancia. Cessa, entretanto, seu efeito preclusivo, <strong>logo que haja altera\u00e7\u00f5es no estado de fato ou de direito antes consignado<\/strong>.<\/p>\n<p>\tA quantidade de documentos colacionados, como afirmado alhures, n\u00e3o deixa qualquer margem de d\u00favida da gigante altera\u00e7\u00e3o financeira do Agravante. Desse modo, <em>concessa venia<\/em>, n\u00e3o caminhou bem o magistrado, processante do feito, ao indeferir o pedido de redu\u00e7\u00e3o dos alimentos para o importe de R$ 300,00 (trezentos reais). <\/p>\n<p>\tCom efeito, \u00e9 altamente ilustrativo transcrever o magist\u00e9rio de <strong>Cristiano Chaves<\/strong> e <strong>N\u00e9lson Rosenvald<\/strong>, quando, acerca do tema, lecionam, <em>ad litteram: <\/em><\/p>\n<p>Considerada a clareza da norma legal inserida no art. 1.699 da Lei Civil, bem como a natureza <em>rebus sic stantibus <\/em>de toda e qualquer decis\u00e3o ou conven\u00e7\u00e3o a respeito de alimentos, infere-se, com tranquilidade, a possibilidade de revis\u00e3o do <em>quantum <\/em>aliment\u00edcio, a qualquer tempo, quando modificada a fortuna de quem os presta ou a necessidade de quem os recebe.<\/p>\n<p><em>( . . . )<\/em><\/p>\n<p> \tNaturalmente, a revis\u00e3o aliment\u00edcia est\u00e1 condicionada \u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que houve uma mudan\u00e7a, para maior ou para menor, nos elementos objetivos, f\u00e1ticos ou jur\u00eddicos, da obriga\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia posterior \u00e0 sua fixa\u00e7\u00e3o, decorrente de fato imprevis\u00edvel, n\u00e3o decorrente do comportamento das pr\u00f3prias partes, afinal se a diminui\u00e7\u00e3o de sua capacidade econ\u00f4mica decorre de ato volunt\u00e1rio do alimentante ou do alimentando, n\u00e3o se pode justificar a revis\u00e3o. \u201c (FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. <em>Curso de Direito Civil<\/em>. 4\u00aa Ed. Bahia: JusPodvim, 2012, vol. 6. P\u00e1gs. 857-858)<\/p>\n<p> \t\t\t\tNa mesma esteira de entendimento, vejamos as li\u00e7\u00f5es de <strong>Carlos Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>:<\/p>\n<p>Sendo vari\u00e1veis, em raz\u00e3o de diversas circunst\u00e2ncias, os pressupostos objetivos de obriga\u00e7\u00e3o de prestar alimentos \u2013 necessidade do reclamante e possibilidade da pessoa obrigada &#8211;, permite a lei que, neste caso, se proceda \u00e1 altera\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o, mediante a\u00e7\u00e3o revisional ou de exonera\u00e7\u00e3o, pois toda decis\u00e3o ou conven\u00e7\u00e3o a respeito de alimentos traz \u00ednsita a cl\u00e1usula <em>rebus sic stantibus<\/em>. <\/p>\n<p><em>( . . . )<\/em><\/p>\n<p>Se, todavia, ocorre o contr\u00e1rio, ou seja, se o alimentante, em raz\u00e3o de diversas causas, como fal\u00eancia, doen\u00e7a impeditiva do exerc\u00edcio de atividade laborativa, perda do emprego e outra, sobre acentuada diminui\u00e7\u00e3o em seus ganhos mensais a ponto de n\u00e3o mais ter condi\u00e7\u00f5es de arcar com o pagamento das presta\u00e7\u00f5es, assiste-lhe o direito de reivindicar a redu\u00e7\u00e3o do aludido <em>quantum <\/em>ou mesmo, conforma s circunst\u00e2ncias, completa exonera\u00e7\u00e3o do encargo alimentar. (GON\u00c7ALVES, Carlos Roberto. <em>Direito Civil Brasileiro<\/em> [livro eletr\u00f4nico]. 14\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2017, vol. 6. Epub. <strong>ISBN<\/strong> 978-85-472-1305-3)<\/p>\n<p>\tA corroborar o entendimento doutrin\u00e1rio acima transcrito, urge revelar os seguintes arestos:<\/p>\n<p><a id=\"_Hlk512093049\"><\/a><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A\u00c7\u00c3O REVISIONAL DE ALIMENTOS. INDEFERIMENTO DA TUTELA DE URG\u00caNCIA PLEITEADA PELO ALIMENTANTE NO SENTIDO DE EXONER\u00c1-LO DA OBRIGA\u00c7\u00c3O ALIMENTAR EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0 FILHA E DE REDUZIR OS ALIMENTOS DEVIDOS AO FILHO. <\/strong><\/p>\n<p>1. Obriga\u00e7\u00e3o alimentar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 filha. Advento da maioridade. Ind\u00edcios de que a alimentanda n\u00e3o reside mais com a genitora e de que constitui uma nova fam\u00edlia com seu companheiro, com quem j\u00e1 teve, inclusive, um filho. Elementos que conferem plausibilidade \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que a filha n\u00e3o depende mais economicamente do pai para prover o seu pr\u00f3prio sustento. Circunst\u00e2ncias que justificam, nesse momento inicial, a suspens\u00e3o da exigibilidade da obriga\u00e7\u00e3o alimentar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 filha. Como a pens\u00e3o aliment\u00edcia foi originalmente fixada intuitu familie em prol dos dois filhos, necess\u00e1rio readequar o percentual, reduzindo- o pela metade em decorr\u00eancia da suspens\u00e3o parcial da exigibilidade do encargo. 2. Redu\u00e7\u00e3o dos alimentos em rela\u00e7\u00e3o ao filho. Necessidades presumidas, por se tratar de crian\u00e7a de onze anos de idade. Falta de elementos probat\u00f3rios capazes de evidenciar, por ora, a impossibilidade de o alimentante arcar com o valor dos alimentos devidos ao filho. Recurso parcialmente provido. (TJPR; Ag Instr 1689367-3; Cascavel; D\u00e9cima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Luis Esp\u00edndola; Julg. 21\/02\/2018; DJPR 08\/03\/2018; P\u00e1g. 98)<\/p>\n<p><strong>CIVIL. DIREITO DE FAM\u00cdLIA. A\u00c7\u00c3O DE REVIS\u00c3O DE ALIMENTOS. PRESSUPOSTOS DO ART. 1.699 DO CC. PERDA DE CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. VERIFICA\u00c7\u00c3O. DESEMPREGO DO GENITOR. NOVA FAM\u00cdLIA. NASCIMENTO DE OUTRO FILHO. BIN\u00d4MIO NECESSIDADE E POSSIBILIDADE. ADEQUA\u00c7\u00c3O. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. REDU\u00c7\u00c3O DO ENCARGO ALIMENTAR ORIGIN\u00c1RIO. CABIMENTO. SENTEN\u00c7A REFORMADA. <\/strong><\/p>\n<p>1. Para atendimento do pedido de revis\u00e3o de alimentos, mostra-se imprescind\u00edvel a efetiva comprova\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o financeira dos envolvidos (CC, art. 1.699). 2. A forma\u00e7\u00e3o de nova fam\u00edlia, com a constitui\u00e7\u00e3o de nova prole, n\u00e3o justifica por si s\u00f3 a redu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o alimentar origin\u00e1ria, somente ensejando a redu\u00e7\u00e3o proporcional do encargo quando evidenciada efetiva perda de capacidade contributiva do alimentante, a fim de n\u00e3o prejudicar a subsist\u00eancia dele e dos seus demais dependentes. 3. Demonstrada a altera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira do alimentando por advento de desemprego, bem como pela constitui\u00e7\u00e3o de nova fam\u00edlia e o nascimento de outro filho, mostra-se poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o proporcional do valor dos alimentos origin\u00e1rios a fim de adequ\u00e1-los \u00e0s novas circunst\u00e2ncias verificadas. 4. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTEN\u00c7A REFORMADA. (TJDF; APC 2016.14.1.005732-7; Ac. 107.5846; Sexta Turma C\u00edvel; Rel. Des. Alfeu Machado; Julg. 21\/02\/2018; DJDFTE 28\/02\/2018)<\/p>\n<p><strong>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. PROCESSUAL CIVIL. OBSERV\u00c2NCIA DO ART. 1.010, II, DO CPC. REVISIONAL DE ALIMENTOS. REDU\u00c7\u00c3O DO PENSIONAMENTO. SENTEN\u00c7A DE PARCIAL PROCED\u00caNCIA. RESTABELECIMENTO DOS ALIMENTOS NO PATAMAR FIXADO NA A\u00c7\u00c3O ORIGIN\u00c1RIA. DESCABIMENTO. SENTEN\u00c7A MANTIDA. <\/strong><\/p>\n<p>1. A apela\u00e7\u00e3o atende suficientemente \u00e0s previs\u00f5es do art. 1.010, II, do CPC, contendo os fundamentos de fato e de direito pelos quais se reclama o reexame da mat\u00e9ria. Preliminar rejeitada. 2. Os elementos probat\u00f3rios autorizam a redu\u00e7\u00e3o procedida na origem da verba em favor do alimentado, que n\u00e3o possui necessidades especiais, de 47% para 35% do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, dada a comprova\u00e7\u00e3o de que experimentou diminui\u00e7\u00e3o em suas possibilidades financeiras, j\u00e1 que se tornou pai de outro filho, melhor equacionando este patamar o bin\u00f4mio alimentar necessidade\/possibilidade. Preliminar rejeitada. Apelo desprovido. (TJRS; AC 0158867-91.2017.8.21.7000; Augusto Pestana; Oitava C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Ricardo Moreira Lins Pastl; Julg. 28\/09\/2017; DJERS 04\/10\/2017)<\/p>\n<p><strong>DIREITO CIVIL. ALIMENTOS. CRIT\u00c9RIOS PARA FIXA\u00c7\u00c3O DO VALOR. BIN\u00d4MIO NECESSIDADE\/POSSIBILIDADE. OBSERV\u00c2NCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REDU\u00c7\u00c3O. CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PROPORCIONAL AOS RECURSOS DOS PAIS. DECIS\u00c3O MANTIDA. <\/strong><\/p>\n<p>1. Os alimentos s\u00e3o arbitrados levando-se em conta o bin\u00f4mio necessidade\/possibilidade, nos termos do \u00a71\u00ba do artigo 1.694 do C\u00f3digo Civil. 2. A verba aliment\u00edcia deve corresponder a uma quantia que propicie ao alimentando condi\u00e7\u00f5es de viver de modo compat\u00edvel com a situa\u00e7\u00e3o vivenciada pelos seus genitores, na medida de suas possibilidades e rendimentos. 3. Verificado que o valor arbitrado pelo Ju\u00edzo a t\u00edtulo de alimentos se mostra razo\u00e1vel e proporcional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades dos alimentandos e \u00e0 capacidade do alimentante, tem-se por inviabilizado o acolhimento do pedido de redu\u00e7\u00e3o do valor fixado. 4. Recurso conhecido e desprovido. (TJDF; Proc 0709.46.2.752017-8070000; Ac. 106.7577; Quinta Turma C\u00edvel; Rel. Des. Sebasti\u00e3o Coelho; Julg. 14\/12\/2017; DJDFTE 24\/01\/2018)<\/p>\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO. <\/strong><\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o revisional de alimentos. Pens\u00e3o aliment\u00edcia paga em decorr\u00eancia de acordo em a\u00e7\u00e3o de reconhecimento e dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel. Alimentante que comprovou altera\u00e7\u00e3o da sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em raz\u00e3o de desemprego. Redu\u00e7\u00e3o parcial dos alimentos para atender ao trin\u00f4mio capacidade. Possibilidade. Proporcionalidade. Recurso parcialmente provido. (TJPR; Ag Instr 1691533-8; Curitiba; D\u00e9cima Primeira C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Sigurd Roberto Bengtsson; Julg. 06\/12\/2017; DJPR 24\/01\/2018; P\u00e1g. 290)<\/p>\n<p><strong>REVISIONAL DE ALIMENTOS. NASCIMENTO DE OUTRO FILHO. INEQU\u00cdVOCA REDU\u00c7\u00c3O DA CAPACIDADE FINANCEIRA DO ALIMENTANTE. <\/strong><\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00e3o do bin\u00f4mio necessidade versus possibilidade. Diminui\u00e7\u00e3o determinada. Decis\u00e3o modificada. Agravo provido. (TJSP; AI 2163404-09.2017.8.26.0000; Ac. 11106737; S\u00e3o Paulo; Segunda C\u00e2mara de Direito Privado; Rel. Des. Giffoni Ferreira; Julg. 17\/01\/2018; DJESP 24\/01\/2018; P\u00e1g. 4558)<\/p>\n<p><strong>APELA\u00c7\u00c3O. ALIMENTOS. REVIS\u00c3O, PREDU\u00c7\u00c3O. <\/strong><\/p>\n<p>Filho com 16 anos de idade, configurando presun\u00e7\u00e3o de necessidade, ante a menoridade, cabendo ao alimentante a prova da altera\u00e7\u00e3o de sua capacidade econ\u00f4mica. Pedido de redu\u00e7\u00e3o de 48% para 30% dos sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional. Demonstra\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o da capacidade financeira do alimentante, mostrando-se adequada a redu\u00e7\u00e3o dos alimentos para atender o bin\u00f4mio necessidade e possibilidade. Senten\u00e7a confirmada. Apelo improvido. Un\u00e2nime. (TJRS; AC 0017417-63.2017.8.21.7000; Carazinho; Oitava C\u00e2mara C\u00edvel; Rel. Des. Ivan Leomar Bruxel; Julg. 14\/12\/2017; DJERS 23\/01\/2018)<\/p>\n<p><a id=\"_Hlk512093049\"><\/a><\/p>\n<p><strong>DA NECESSIDADE DE PROVER-SE A TUTELA RECURSAL INVOCADA <\/strong><\/p>\n<p><strong> \u2013 PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DE QUE TRATA O <\/strong><\/p>\n<p><strong>ART. 1.019, inc. do CPC<\/strong><\/p>\n<p>  \t\t\t\tAs quest\u00f5es, destacadas no presente recurso de Agravo de Instrumento, s\u00e3o de gravidade extremada e reclama, sem sombra de d\u00favida, a concess\u00e3o da tutela recursal (<strong>CPC, art. 1.019, inc. I<\/strong>). <\/p>\n<p>\t\t\t\tDemonstrado, pois, o preenchimento do requisito do \u201c<em>risco de les\u00e3o grave e de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d e da \u201c<em>fundamenta\u00e7\u00e3o relevante<\/em>\u201d, <strong>h\u00e1 de ser concedida a tutela recursal ao recurso em li\u00e7a<\/strong>. <\/p>\n<p> \t\t\t\tNesse compasso, a parte Agravante demonstrou o requisito da \u201c<em>fundamenta\u00e7\u00e3o relevante<\/em>\u201d. \u00c9 irrefut\u00e1vel que ficou comprovada a <strong>aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o recorrida e, mais, a situa\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio da possibilidade-necessidade quanto ao pagamento da verba alimentar. <\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tAdemais, al\u00e9m da \u201c<em>fundamenta\u00e7\u00e3o relevante<\/em>\u201d, devidamente fixada anteriormente, a pe\u00e7a recursal preenche o requisito do \u201c<em>risco de les\u00e3o grave e dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. H\u00e1 possibilidade da pris\u00e3o civil do Recorrente, em que pese, ao nosso sentir, tenha raz\u00e3o escus\u00e1vel. Desse modo, para o Agravante, como para qualquer outro, \u00e9 medida dr\u00e1stica que afetar\u00e1 significativamente na sua ordem social e psicol\u00f3gica. <\/p>\n<\/p>\n<p> \t\t\t\tComo consequ\u00eancia, pede-se, como <strong>tutela recursal<\/strong> (<strong>CPC, art. 1.019, inc. I<\/strong>), <strong>que seja concedida a tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia solicitada, <\/strong>determinando-se, mais, via reflexa, seja o Agravante autorizado a pagar mensalmente, a t\u00edtulo de verba alimentar, a quantia de R$ 300,00 (trezentos reais).<\/p>\n<p><strong>RAZ\u00d5ES DO PEDIDO DA REFORMA (CPC, art. 1.016, inc. III)<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tPor tais fundamentos, \u00e9 inescus\u00e1vel que <strong>a decis\u00e3o deva ser reformada<\/strong>, posto que:<em> <\/em><\/p>\n<p><strong><em>a) h\u00e1 elementos probat\u00f3rios suficientes a comprovar a altera\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento do alimentante;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>b) a decis\u00e3o hostilizada n\u00e3o se encontra fundamentada.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>D O S  P E D I D O S<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\tEm suma, tem-se que a decis\u00e3o guerreada, na parte citada em linhas anteriores, com o devido respeito, <strong>merece ser agravada<\/strong>.<\/p>\n<p>\t\t\t\tPor todas as considera\u00e7\u00f5es relevadas,<\/p>\n<p><strong>\t\t\tpede-se, como quest\u00e3o de fundo, a nulidade do ato decis\u00f3rio atacado, o qual atrelado ao processo n\u00ba. 333.11.2018.4.55.0001\/00, por este combatido, objetivando, em consequ\u00eancia, seja confirmada a tutela recursal requerida, e, mais, acolhendo-se este recurso para:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>1) anular o ato decis\u00f3rio que negou a concess\u00e3o da tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia, seja pela nulidade por aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o ou, tendo em vista a altera\u00e7\u00e3o substancial da situa\u00e7\u00e3o financeira do Agravante, motivo esse suficiente para o deferimento da medida em mira;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>2) pleiteia, igualmente, a intima\u00e7\u00e3o da Agravada, por seu patrono regularmente constitu\u00eddo nos autos, para, querendo, responder em 15(quinze) dias (CPC, art. 1.019, inc. II) e, do mesmo modo, com a oitiva do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CPC, art. 698).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t \t\t\t<\/strong><\/p>\n<p>                                   Respeitosamente, pede deferimento.<\/p>\n<p>\t\t\t\t         Cidade, 00 de fevereiro de 0000.<\/p>\n<p>   \t\t\t\t\t                <strong>Beltrano de tal<\/strong><\/p>\n<p> \t\t\t\t\t          Advogado \u2013 OAB (PP) 112233<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-3025710","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3025710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3025710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3025710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}