{"id":3021034,"date":"2024-06-07T21:48:21","date_gmt":"2024-06-07T21:48:21","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-07T21:48:21","modified_gmt":"2024-06-07T21:48:21","slug":"apelacao-homicidio-legitima-defesa","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/apelacao-homicidio-legitima-defesa\/","title":{"rendered":"[MODELO] Apela\u00e7\u00e3o  &#8211;  Homic\u00eddio  &#8211;  Leg\u00edtima Defesa"},"content":{"rendered":"<p><a id=\"prtp0166.rtf\"><\/a>APELA\u00c7\u00c3O &#8211; HOMIC\u00cdDIO &#8211; J\u00daRI &#8211; LEG\u00cdTIMA DEFESA &#8211; DESCLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____\u00aa VARA CRIMINAL DA COMARCA DE _________<\/p>\n<p>Processo crime j\u00fari n\u00ba _________<\/p>\n<p>Objeto: oferecimento de raz\u00f5es<\/p>\n<p><strong> <\/strong>_________, brasileiro, solteiro, pedreiro, residente e domiciliado nesta cidade de\u2006 \u2006 _________, pelo Defensor infra-assinado, vem, respeitosamente, \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, nos autos do processo crime em ep\u00edgrafe, oferecer, em anexo, no prazo do artigo 600 do C\u00f3digo de Processo Penal, combinado com o artigo 128, inciso I, da Lei Complementar n\u00ba 80 de 12.01.94, as raz\u00f5es que servem de lastro e esteio ao recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto \u00e0 folhas ____, e recebido \u00e0 folha ____<\/p>\n<p>ANTE AO EXPOSTO, REQUER:<\/p>\n<p>I.- Recebimento das presentes raz\u00f5es, abrindo-se vista a parte <em>contr\u00e1ria,<\/em> para, querendo, oferecer sua contradita, remetendo-se, ap\u00f3s o recurso ao Tribunal <em>ad quem<\/em>, para a devida e necess\u00e1ria reaprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria alvo de f\u00e9rreo lit\u00edgio.<\/p>\n<p>Nesses Termos <\/p>\n<p>Pede Deferimento <\/p>\n<p>_________, ____ de _________ de _____.<\/p>\n<p>Defensor<\/p>\n<p>OAB\/UF<\/p>\n<p>EGR\u00c9GIO TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DO _________<\/p>\n<p>COLENDA C\u00c2MARA JULGADORA<\/p>\n<p>\u00cdNCLITO RELATOR<\/p>\n<p>&quot;No processo penal, m\u00e1xime para condenar, tudo deve ser claro como a luz, certo com a evid\u00eancia, positivo como qualquer express\u00e3o alg\u00e9brica. Condena\u00e7\u00e3o exige certeza&#8230;, n\u00e3o bastando a alta probabilidade&#8230;, sob pena de se transformar o princ\u00edpio do livre convencimento em arb\u00edtrio&quot;(RT 619\/267)<\/p>\n<p><strong>RAZ\u00d5ES AO RECURSO DE APELA\u00c7\u00c3O FORMULADAS POR:<\/strong> _________<\/p>\n<p>Volve-se o presente recurso contra senten\u00e7a exarada pela not\u00e1vel e operosa julgadora monocr\u00e1tica titular da ____\u00aa Vara Criminal da Comarca de _________, DOUTORA _________, a qual remanesceu competente para apreciar e julgar a conduta testilhada pelo apelante, ante ao veredicto proferido pelo Conselho de Senten\u00e7a, (acolhida da tese da negativa de dolo, que conduziu a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito primevo), tendo, por decorr\u00eancia, outorgado contra o recorrente, pena igual a (04) quatro anos de reclus\u00e3o, dando-o como incurso nas san\u00e7\u00f5es do artigos 129, par\u00e1grafo 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal, sob franquia do regime aberto.<\/p>\n<p>A irresigna\u00e7\u00e3o do apelante, ponto nevr\u00e1lgico do presente recurso, centra-se e circunscreve-se a dois t\u00f3picos, a saber: num primeiro momento sustentar\u00e1 e demonstrar\u00e1 que a conduta pela mesmo palmilhada \u00e9 isenta da censura, visto que obrou quanto dos fatos descritos de forma parcial pela den\u00fancia, sob o p\u00e1lio de causa de exclus\u00e3o da antijuridicidade; para numa segundo e derradeiro momento, postular, em subsistindo a condena\u00e7\u00e3o, seja-lhe minorada a pena, a luz do privil\u00e9gio, contemplado no par\u00e1grafo 4\u00ba, do artigo 129 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>Passa-se, pois a an\u00e1lise, ainda que sucintas dos pontos, alvos de debate.<\/p>\n<p>Efetivamente, em procedendo-se uma an\u00e1lise s\u00f3bria, comedida e imparcial da prova que jaz cativa \u00e0 demanda, infere-se, que o recorrente no dia fat\u00eddico, empreendeu desfor\u00e7o defensivo, na medida em que primeiramente foi afrontado e vilipendiado em sua integridade f\u00edsica pela sedizente v\u00edtima, para somente ent\u00e3o reagir, ao abrigo da causa de justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Observe-se, que a v\u00edtima investiu contra o r\u00e9u em dois momento distintos. Inicialmente, no bar, e ap\u00f3s na via p\u00fablica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m importante grifar, que no bar, onde ocorreu a primeira agress\u00e3o patrocinada pela v\u00edtima contra o r\u00e9u, \u00e0quela chegou a &#8216;pegar o r\u00e9u pela camisa&#8217; (<em>vide<\/em> folha ____), bem como vaticinou, que num momento posterior &#8216;ia dar um soco no r\u00e9u&#8217; (<em>vide<\/em> folha ____).<\/p>\n<p>As testemunhas ouvidas no deambular da instru\u00e7\u00e3o processual s\u00e3o incisivas nesses aspectos, cumprindo, pois efetuar-se a transcri\u00e7\u00e3o ainda que parcial de seus depoimentos:<\/p>\n<p>_________ \u00e0 folha ____ no orbe inquisitorial: <\/p>\n<p>&quot;&#8230; Que num determinado momento o tal _________ achou um isqueiro ca\u00eddo ao ch\u00e3o, momento em que seu dono lhe pediu que fosse devolvido. Que _________ devolveu o isqueiro ao dono mas ficou fazendo alguns coment\u00e1rios debochados \u00e0 respeito do fato o que causou um desentendimento entre os dois. Que em seguida _________ tratou de ir separar a briga e puxou o tal _________ at\u00e9 uma parede vindo a rasgar sua camisa&#8230;&quot;<\/p>\n<p>Em ju\u00edzo: fl. :<em> &quot;&#8230; Disse que o r\u00e9u conhecido por <\/em>_________<em> esteve no bar do depoente por volta das 21 horas houve uma pequena discuss\u00e3o entre o r\u00e9u e a v\u00edtima, sendo que a v\u00edtima chegou a pegar o r\u00e9u pela camisa e rasgando o bot\u00e3o&#8230;&quot;<\/em><\/p>\n<p>_________ ( \u00e0 folha ____: <em>&quot;&#8230; O depoente conhecia o r\u00e9u e v\u00edtima &#8216;de boteco&#8217;. Que no dia do fato o r\u00e9u e a v\u00edtima tiveram uma discuss\u00e3o no boteco do tal de <\/em>_________<em>. <\/em><\/p>\n<p>&quot;&#8230; Parece que o r\u00e9u estava bebendo vinho com fanta. Que enquanto jogava Snooker com o r\u00e9u, _________ n\u00e3o se intrometeu no jogo. Houve discuss\u00e3o quando o jogo de Snooker j\u00e1 havia cessado. N\u00e3o houve agress\u00e3o f\u00edsica. Houve amea\u00e7a de agress\u00e3o. A v\u00edtima falou que ia dar um soco no r\u00e9u. Que _________ n\u00e3o estava cuidando do bar, pois o dono do bar estava l\u00e1. N\u00e3o viu se a v\u00edtima estava bebendo ou n\u00e3o. Eles estavam num churrasco. Que a v\u00edtima chegou a puxar o r\u00e9u pela camisa&#8230;&quot; <\/p>\n<p>Sinale-se, que a rea\u00e7\u00e3o do r\u00e9u na via p\u00fablica, quanto foi acintosamente &#8216;atacado&#8217; pela sedizente v\u00edtima, obedeceu os requisitos da modera\u00e7\u00e3o bem como foi desencadeada no intuito de preservar seu bem maior, qual seja a pr\u00f3pria vida, o qual corria a iminente risco de ser suprimida e amputada frente a intentona patrocinada pela belicosa e iracunda v\u00edtima, a qual almejava com todas as verdades de sua alma, por termo a vida do r\u00e9u.<\/p>\n<p>Nas palavras textuais do r\u00e9u \u00e0 folha ____: <em>&quot;&#8230; No caminho, quando estava indo comer um Xis, encontrou <\/em>_________<em>. <\/em>_________<em> estava sozinho e pedi que o depoente avan\u00e7asse nele. Que era para o depoente reagir pois n\u00e3o tinha feito nada para a v\u00edtima. A\u00ed o depoente pediu para a v\u00edtima parar com aquele encrenca, mas mesmo assim a v\u00edtima veio para cima do depoente com socos e tapas. O depoente referiu que com a v\u00edtima era bem maior que o depoente, tve de usar a faca pois foi a \u00fanica maneira que achou para se defender&#8230;&quot;<\/em><\/p>\n<p>O fato de o r\u00e9u ter sido agredido fisicamente pela v\u00edtima na via p\u00fablica, \u00e9 fato inconteste, sendo atestado pela testemunha _________, o qual falou &#8211; dialogou &#8211; com o recorrente, logo ap\u00f3s a refrega, e observou em seu depoimento judicializado \u00e0 folha ____, que o r\u00e9u estava com a &#8216;camisa toda rasgada&#8217; tendo denotado ainda, que o mesmo &#8216;tinha arranh\u00f5es no peito&#8217;.<\/p>\n<p>_________ \u00e0 folha ____ na pol\u00edcia: <em>&quot;&#8230; Que no dia do corrente, por volta das 06:30\/07:00 hs, o declarante foi procurado em sua casa por <\/em>_________<em> que disse que havia se desentendido com um &quot;cara&quot;, bem mais forte que ele e que tinha apanhado e disse tamb\u00e9m ao declarante que tinha machucado este cara bastante&#8230;&quot; <\/em>_________<em>: Que nunca viu <\/em>_________<em> armado&#8230;&quot;<\/em><\/p>\n<p>Em ju\u00edzo \u00e0 folha ____ afirma: <em>&quot;&#8230; Disse que o r\u00e9u apareceu em casa no domingo de manh\u00e3 e disse para o depoente que tinha matado uma pessoa. Comento com o depoente que a v\u00edtima seria mais forte que ele e que teria machucado. Em virtude disso o r\u00e9u teria esfaqueado a v\u00edtima. O r\u00e9u chegou em casa com a camisa toda rasgada. O depoente acha que entraram em luta corporal&#8230;<\/em><\/p>\n<p>&quot;&#8230; No dia do fato o r\u00e9u estava meio arranhado sendo que mostrou para o depoente a camisa rasgada&#8230;<\/p>\n<p>&quot;&#8230; O r\u00e9u tinha arranh\u00f5es no peito&quot;<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio relat\u00f3rio policial de folha ____, consigna:<em> <\/em>_________<em>, em seu depoimento prestado neste Distrito, assumiu a autoria do crime e entregou a faca usada para o crime, afirmou que no dia do fato a v\u00edtima j\u00e1 havia lhe humilhado e lhe provado para briga no interior do bar onde jogava sinuca, posteriormente ao encontr\u00e1-lo novamente voltou a lhe fazer provoca\u00e7\u00f5es e passou a lhe agredir, por\u00e9m neste momento estava armado com uma faca, ocasi\u00e3o em que lhe golpeou v\u00e1rias vezes e o deixou ca\u00eddo na via p\u00fablica.&quot;<\/em><\/p>\n<p>Outro dado que exsurge dos autos, condiz com o fato de o r\u00e9u ser pessoa franzina, enquanto a v\u00edtima possu\u00eda verdadeiro porte atl\u00e9tico, comparado, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es<em> <\/em>ao lend\u00e1rio H\u00e9rcules.<\/p>\n<p>Tal e relevant\u00edssimo pormenor, nos \u00e9 fornecido de forma contundente pela testemunhas inquiridas, as quais s\u00e3o un\u00e2nime em salientar a despropor\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre o r\u00e9u e a v\u00edtima.<\/p>\n<p>A esposa da v\u00edtima \u00e0 folha ____, _________, salienta:<\/p>\n<p>&quot;&#8230; A depoente acha que o r\u00e9u, sozinho, n\u00e3o conseguiria matar a v\u00edtima, pois lhe disseram que o r\u00e9u \u00e9 bem magrinho. A v\u00edtima bebia normalmente&#8230; O esposo da depoente media 1.80 metros e tinha cerca de 86 quilos&#8230;&quot;<\/p>\n<p>A testemunha _________ \u00e0 folha ____, \u00e9 ainda mais enf\u00e1tico:<em> &quot;&#8230; A v\u00edtima era uma pessoa muito forte. Perto do r\u00e9u, que \u00e9 franzino a v\u00edtima era bem forte, &#8216;fazia uns tr\u00eas r\u00e9us&#8217;. Era bem refor\u00e7ado&quot;<\/em><\/p>\n<p>Encontram-se, pois, presentes os requisitos para vingar a leg\u00edtima defesa pr\u00f3pria, quais sejam:<\/p>\n<p>a-) repulsa a agress\u00e3o atual e injusta.<\/p>\n<p>b-) defesa de direito pr\u00f3prio ou alheio (no caso pr\u00f3prio)<\/p>\n<p>c-) emprego moderado dos meios necess\u00e1rios<\/p>\n<p>d-) orienta\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo do agente no sentido de praticar atos defensivos.<\/p>\n<p>Em respaldo a tese sufragada pelo apelante veicula-se imperiosa a transcri\u00e7\u00e3o da mais abalizada jurisprud\u00eancia, que verte dos tribunais p\u00e1trios:<\/p>\n<p>Aquele que \u00e9 atacado e agredido dificilmente estar\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de calcular, com balancinha de ourives, quando e como come\u00e7a o excesso na rea\u00e7\u00e3o (RT 604\/327).<\/p>\n<p>Nelson Hungria acentua muito bem em sua obra que, ao reagir a uma injusta agress\u00e3o, ningu\u00e9m pode exigir que o agente controle a quantidade de golpes que vai desferir, pois nesse instante os sentimentos jorram desmedidamente (RT 636\/322).<\/p>\n<p>Reagindo contra uma injusta agress\u00e3o por todos os meios e modos que se tornam necess\u00e1rios para manter ilesa a sua pessoa, exercita o agente o direito de defesa, sendo sua a\u00e7\u00e3o penalmente in\u00f3cua (RT 386\/294).<\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O CRIMINAL &#8211; LES\u00c3O CORPORAL &#8211; EXCLUDENTE DE ILICITUDE &#8211; LEG\u00cdTIMA DEFESA COMPROVADA &#8211; ABSOLVI\u00c7\u00c3O DA APELANTE. Considerando que a apelante repeliu, em defesa de direito pr\u00f3prio e com uso moderado dos meios necess\u00e1rios, agress\u00e3o atual ou iminente e injusta, mister reconhecer a incid\u00eancia da excludente de ilicitude da leg\u00edtima defesa. (Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 1992605-52.2006.8.13.0105, 6\u00aa C\u00e2mara Criminal do TJMG, Rel. Evandro Lopes da Costa Teixeira. j. 30.08.2011, un\u00e2nime, Publ. 06.10.2011).<\/p>\n<p>For\u00e7oso \u00e9 reconhecer-se que, no sistema do vigente C\u00f3digo Penal, basta a presen\u00e7a concreta do perigo para que surja, sem qualquer outra indaga\u00e7\u00e3o, a necessidade de defesa. A exist\u00eancia desta se aju\u00edza pela situa\u00e7\u00e3o externa, meramente objetiva, e n\u00e3o pela \u00edntima posi\u00e7\u00e3o do agente, independendo, pois de elementos subjetivos. J\u00e1 observava C\u00edcero, na sua famosa Ora\u00e7\u00e3o pro Milone, que a &#8216;leg\u00edtima defesa n\u00e3o tem hist\u00f3ria porque \u00e9 uma lei sagrada, que nasceu com o homem, lei anterior aos legistas, \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e aos livros, gravada no C\u00f3digo Imortal da Natureza, lei menos estudada que sentida (RJTJSP 89\/359 e RT 589\/295).<\/p>\n<p>Assim, assoma inexor\u00e1vel, acolher-se a tese da leg\u00edtima defesa pr\u00f3pria, a qual reluz alva e inconcussa, ante a prova coligida \u00e0 demanda.<\/p>\n<p>Outrossim, na remota hip\u00f3tese de remanescer condenado, o apelante \u00e9 credor da privilegiadora, estratificada no par\u00e1grafo 4\u00ba, do artigo 129 do C\u00f3digo Penal, porquanto, agiu quando dos fatos retratados de forma imperfeita e refrat\u00e1ria pela den\u00fancia, <em>&quot;sob o dom\u00ednio de violenta emo\u00e7\u00e3o, logo em seguida a injusta provoca\u00e7\u00e3o da v\u00edtima&quot; <\/em>a qual antes da ocorr\u00eancia do infausto, no bar, o afrontou e o humilhou frente a terceiros, consoante j\u00e1 demonstrado e evidenciado.<\/p>\n<p>Donde sendo dado incontroverso nos autos, que o r\u00e9u antes do desfor\u00e7o defensivo, foi espezinhado, enxovalhado e tripudiado pela sedizente v\u00edtima, resulta inarred\u00e1vel reconhecer-se ter agido sob o dom\u00ednio de violenta emo\u00e7\u00e3o, ante ao comportamento deplor\u00e1vel da v\u00edtima, a qual macerou o r\u00e9u, na mesma medida &#8211; empregando-se aqui linguagem metaf\u00f3rica &#8211; <em>&#8216;como o martelo que tritura a rocha&#8217;<\/em> (*Jeremias: 23,29).<\/p>\n<p>Em assim sendo, percute inadi\u00e1vel e imposterg\u00e1vel, reduzir-se a pena legada ao apelante, na fra\u00e7\u00e3o de 1\/3 (um ter\u00e7o), visto que al\u00e9m de constituir-se em direito p\u00fablico subjetivo do r\u00e9u (RT 569\/403), a ele faz jus, uma vez evidenciado e implementados os requisitos que informam o instituto de privilegiadora, em comento.<\/p>\n<p>Consequentemente, a senten\u00e7a estigmatizada, por se encontrar lastreada em premissas inveross\u00edmeis, est\u00e9reis e claudicantes, clama e implora por sua reforma, miss\u00e3o, esta, reservada aos Preclaros Desembargadores, que comp\u00f5em essa Augusta C\u00e2mara Secular de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>ISTO POSTO, REQUER:<\/p>\n<p>I.- Seja a acolhida a tese mor (leg\u00edtima defesa pr\u00f3pria), arguida pelo r\u00e9u, desde a natividade da lide, causa de exclus\u00e3o da ilicitude, absolvendo-o forte no artigo 386, inciso V, do C\u00f3digo de Processo Penal, conjugado como artigo 23, inciso II, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>II.- Em n\u00e3o prosperando a tese capital (leg\u00edtima defesa pr\u00f3pria), seja a pena arbitrada pela senten\u00e7a, reduzida em 1\/3 (um ter\u00e7o), reconhecendo-se em prol do recorrente, a privilegiadora elencada no par\u00e1grafo 4\u00ba, do artigo 129 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>Certos estejam Vossas Excel\u00eancias, m\u00e1xime o Insigne e Culto Desembargador Relator do feito, que em assim decidindo, estar\u00e3o, julgando de acordo com o direito, e mormente, restaurando, restabelecendo, e perfazendo, na g\u00eanese do verbo, o primado da JUSTI\u00c7A!<\/p>\n<p>_________, ____ de _________ de _____.<\/p>\n<p>Defensor<\/p>\n<p>OAB\/UF<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[523],"class_list":["post-3021034","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-recursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3021034","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3021034"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3021034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}