{"id":3013821,"date":"2024-06-07T20:02:36","date_gmt":"2024-06-07T20:02:36","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-06-07T20:02:36","modified_gmt":"2024-06-07T20:02:36","slug":"contra-razoes-recurso-de-revista-politica-salarial-interferencia-unionista","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contra-razoes-recurso-de-revista-politica-salarial-interferencia-unionista\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contra &#8211; Raz\u00f5es Recurso de Revista \u2013 Pol\u00edtica Salarial Interfer\u00eancia Unionista"},"content":{"rendered":"<p>O recorrido vem apresentar contra-raz\u00f5es do recurso de revista ingressado pelo recorrente que, inconformada com o Ac\u00f3rd\u00e3o tenta ver o mesmo reformado. A recorrente alegou que h\u00e1 inger\u00eancia da uni\u00e3o na pol\u00edtica salarial dos funcion\u00e1rios estaduais, por\u00e9m a lei federal encontra-se em posi\u00e7\u00e3o superior \u00e0 lei estadual. Portanto nada impede que sejam aplicados na esfera estadual os dispositivos emanados da esfera federal.<\/p>\n<p><strong>EGR\u00c9GIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONTRA-RAZ\u00d5ES DE RECURSO DE REVISTA<\/strong><\/p>\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O TRABALHISTA<\/strong><\/p>\n<p>AUTOS N\u00ba &#8230;.<\/p>\n<p>RECORRIDO: &#8230;.<\/p>\n<p>RECORRENTE: D.E.R\/&#8230;.<\/p>\n<p>\u00cdnclitos Julgadores<\/p>\n<p>A Recorrente inconformada com o V. Ac\u00f3rd\u00e3o de fls. que julgou parcialmente procedente o recurso de of\u00edcio e da Recorrente, bem como o recurso do ora Recorrido, ingressou com o Recurso de Revista, na tentativa de ver o mesmo reformado.<\/p>\n<p>As alega\u00e7\u00f5es da Recorrente n\u00e3o devem prevalecer, eis que de acordo com a hierarquia das leis, a lei federal encontra-se em posi\u00e7\u00e3o superior \u00e0 lei estadual, nada impede que sejam aplicados na esfera estadual os dispositivos emanados da esfera federal.<\/p>\n<p>Diversamente do que alega a Recorrente, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em inger\u00eancia da uni\u00e3o na pol\u00edtica salarial dos funcion\u00e1rios estaduais.<\/p>\n<p>Ademais, resta salientar que no per\u00edodo requerido e condenado o Recorrido era empregado regido pela CLT e n\u00e3o estatut\u00e1rio, devendo portanto receber todos os aumentos salariais oriundos de Lei Federal.<\/p>\n<p><strong>ABONO PROVIS\u00d3RIO DA CLT<\/strong><\/p>\n<p>Alega que o abono proveniente da CLT, deferido ao Recorrido, n\u00e3o tem natureza salarial, fulcrando-se na afirma\u00e7\u00e3o de ter sido pago provisoriamente pelo Governo do Estado desde o m\u00eas de junho de 1989, n\u00e3o se constituindo em reajuste ou aumento de sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Apregoa que o mencionado abono foi pago em car\u00e1ter provis\u00f3rio, para corrigir determinada situa\u00e7\u00e3o, que posteriormente se definiu de forma diversa. Que em dezembro\/89 foi pago o valor de NCR$ &#8230;. a t\u00edtulo de abono provis\u00f3rio, sendo substitu\u00eddo em janeiro\/90 pelo valor de NCR$ &#8230;., havendo redu\u00e7\u00e3o, visto, como alega, n\u00e3o se revestirem de car\u00e1ter salarial.<\/p>\n<p>Alega tamb\u00e9m, que a referida verba foi devidamente corrigida, como descrito na pr\u00f3pria inicial, quando em junho de 1989 seu valor era de CR$ &#8230;., em novembro do mesmo ano foi corrigida para CR$ &#8230;. e posteriormente corrigida para CR$ &#8230;. Assevera que tais valores foram superiores aos da legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>Trata-se de verba salarial a t\u00edtulo de &quot;abono provis\u00f3rio&quot;, portanto, seu congelamento acarretou imensur\u00e1vel preju\u00edzo ao Recorrido, que teve seu poder de compra da moeda achatado, visto que vivenciava \u00e0 \u00e9poca um per\u00edodo inflacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>A Recorrente alega aleatoriamente que referido abono foi criado em car\u00e1ter provis\u00f3rio para corrigir determinada situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o a explica, tornando tal afirma\u00e7\u00e3o infundada e evasiva.<\/p>\n<p>Ademais, a Recorrente juntou aos Autos apenas as fichas financeiras referentes ao per\u00edodo de &#8230;. de &#8230;. a &#8230;. de &#8230;., esquivando-se da juntada aos Autos dos meses de &#8230;. a &#8230;. de &#8230;., os quais equivalem ao per\u00edodo imprescrito.<\/p>\n<p>Nos meses de &#8230;. de &#8230;. a Recorrente instituiu a verba determinada &quot;abono proveniente CLT&quot;, cujo valor de seu primeiro pagamento foi de &#8230;. Referida verba, foi corrigida para &#8230;. e no m\u00eas de &#8230;. de &#8230;., sendo novamente corrigida em &#8230;. de &#8230;., para &#8230;.<\/p>\n<p>Dessume-se, pois, que o mencionado abono foi pago ao Recorrido, em &#8230;. de &#8230;., no valor de &#8230;. e n\u00e3o &#8230;. como alega a Recorrente, havendo erro na digita\u00e7\u00e3o das fichas financeiras do Recorrido.<\/p>\n<p>Outrossim, a alegada diferen\u00e7a n\u00e3o foi objeto de lide em apre\u00e7o, portanto, desmerecendo aprecia\u00e7\u00e3o pelo Ju\u00edzo &quot;Ad quem&quot;.<\/p>\n<p>Por seu turno, esclarecemos que o pedido prefacial refere-se \u00e0 concess\u00e3o na verba salarial sob rubrica &quot;abono proveniente CLT&quot; das corre\u00e7\u00f5es e aumentos que incidiram sobre o sal\u00e1rio fixo do Recorrido, a partir de &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., logo, n\u00e3o existe raz\u00e3o \u00e0 Recorrente em alegar que na pr\u00f3pria inicial existe a afirma\u00e7\u00e3o de que tais valores foram devidamente corrigidos.<\/p>\n<p>Insta esclarecer que o pedido do Recorrido, justamente se refere ao per\u00edodo em que a Requerente deixou de corrigir a referida verba, ou seja, a partir de &#8230;. de &#8230;., sendo concedido pela Douta Junta Julgadora &quot;a quo&quot; com exatid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>AUX\u00cdLIO ALIMENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Como demonstrado na prefacial, o aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o constitui sal\u00e1rio &quot;in natura&quot;, passando a incorporar ao sal\u00e1rio as presta\u00e7\u00f5es desta natureza, fornecidas habitualmente ao empregado pela empresa, em car\u00e1ter habitual.<\/p>\n<p>Dessume-se, pois, que uma vez suprimidas tais vantagens, incorre o empregado em preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Ademais, tal presta\u00e7\u00e3o &quot;in natura&quot; j\u00e1 vinha sendo fornecida pela Recorrente desde &#8230;. de &#8230;., ou seja, h\u00e1 um ano e sete meses antes de sua regulamenta\u00e7\u00e3o pelo Decreto Estadual n\u00ba 314\/91, de 18\/04\/91 e pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 001\/91, datada de 29\/05\/91, mencionados pela Recorrente.<\/p>\n<p>O aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 presta\u00e7\u00e3o &quot;in natura&quot;, ou seja, constitui verba de car\u00e1ter puramente salarial, conclui-se, portanto, que este \u00e9 pago em raz\u00e3o do trabalho prestado.<\/p>\n<p>\u00c9 patente a presen\u00e7a da habitualidade na concess\u00e3o do aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o ao Recorrido, posto que recebeu referida verba por aproximadamente 02 (dois) anos, conforme exposto na Exordial, quando de sua supress\u00e3o pela Recorrente.<\/p>\n<p>Ademais, n\u00e3o h\u00e1 falar-se que mencionado beneficio era concedido pelo Estado do &#8230;. e n\u00e3o pela Autarquia ora Recorrente, haja vista que como vastamente demostrado acima, o Poder Executivo \u00e9 competente para decretar os reajustes salariais e determinar os sal\u00e1rios, adicionais e aux\u00edlios, cabendo \u00e0quele, como Longa manus do Estado, aplic\u00e1-los. <\/p>\n<p>Se faz mister reiterar, que em que, pese esteja a Recorrente vinculada \u00e0 Secretaria de Estado da Administra\u00e7\u00e3o, foi criada por lei espec\u00edfica, com personalidade jur\u00eddica e patrim\u00f4nio pr\u00f3prio, tendo como finalidade o exerc\u00edcio de atividades t\u00edpicas da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, mas sem subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por conseguinte, por disporem de patrim\u00f4nio pr\u00f3prio, as respondem individualmente por suas obriga\u00e7\u00f5es e sujeitam-se aos pagamentos a que forem condenadas, sem responsabilidade das entidades estatais a que est\u00e3o vinculadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante ao exposto, se faz curial mencionar que a referida presta\u00e7\u00e3o &quot;in natura&quot; j\u00e1 vinha sendo fornecida pela Recorrente desde &#8230;. de &#8230;., ou seja, h\u00e1 &#8230;. antes de sua regulamenta\u00e7\u00e3o pelo Decreto Estadual n\u00ba &#8230;., de &#8230;\/&#8230;\/&#8230; e pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba &#8230;., datada de &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, mencionados pela Recorrente. <\/p>\n<p>Portanto, o Ilustre Colegiado &quot;a quo&quot; bem aplicou o direito e a justi\u00e7a, ao conceder as diferen\u00e7as do aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de &#8230;\/&#8230; a &#8230;\/&#8230;, decorrentes da aplica\u00e7\u00e3o no valor congelado dos aumentos e reajustes salariais concedidos pela Recorrente, al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de &#8230;\/&#8230; a &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, do pr\u00f3prio aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o, de forma integral, acrescido de reflexos legais.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 devido ao Recorrido, com fulcro no art. 458 do Estatuto Celet\u00e1rio, o aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o, por consistir este em sal\u00e1rio-utilidade, fornecido ao Recorrido com habitualidade e for\u00e7a do costume.<\/p>\n<p>ABONO SALARIAL &#8211; CESTA B\u00c1SICA DE ABRIL A AGOSTO DE 1991 &#8211; LEI 8.178\/91   <\/p>\n<p>Abono Salarial &#8211; Cesta B\u00e1sica de &#8230;. a &#8230;. de &#8230;., pleiteado na prefacial, n\u00e3o foi devidamente pago ao Recorrido, guardada a proporcionalidade que a lei determina relativamente aos sal\u00e1rios percebidos por este, bem como, seus reflexos e integra\u00e7\u00f5es, em conson\u00e2ncia com as fichas financeiras apresentadas pelo Recorrente em sua pe\u00e7a contestat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Recorrente ratifica sua tese da autonomia do Estado em mat\u00e9ria de reajustes salariais, entendendo que comporta reforma o julgado que deferiu as diferen\u00e7as salariais concernente aos abonos e cesta-b\u00e1sica, editados pelas Leis 8.178\/91 e 8.238\/91, visto que afirma que os aumentos salariais concedidos pelo Estado do &#8230;. no per\u00edodo compreendido de &#8230;. a &#8230;\/&#8230;, foi superior aos aumentos salariais editados pela Legisla\u00e7\u00e3o Federal mencionada.<\/p>\n<p>Desta feita, \u00e9 incontest\u00e1vel o dever da Recorrente em pagar ao Recorrido os abonos salariais decorrentes das Leis 8.178\/91 e 8.238\/91, pleiteados na Exordial e concedidos, com justi\u00e7a, pela Douta Junta Julgadora &quot;a quo&quot;.<\/p>\n<p><strong>ANTECIPA\u00c7\u00c3O SALARIAL &#8211; LEI 8.222\/91<\/strong><\/p>\n<p>Houve expressa confiss\u00e3o da Recorrente quanto ao n\u00e3o pagamento da antecipa\u00e7\u00e3o salarial da Lei 8.222\/91, devendo portanto ser condenada ao pagamento respectivo, haja vista ser o Reclamado equiparado ao empregado comum regido pela CLT.<\/p>\n<p>Refuta a Recorrente a concess\u00e3o ao Recorrido, da antecipa\u00e7\u00e3o salarial, fundada na Lei 8.222\/91, alegando que os aumentos e antecipa\u00e7\u00f5es concedidos aos servidores estaduais diferem da Legisla\u00e7\u00e3o Federal, no que se refere \u00e0s de concess\u00f5es e percentuais.<\/p>\n<p>Afirma que o governo estadual concedeu aos seus servidores reajustes salariais nos meses de &#8230;\/&#8230; (&#8230;.), &#8230;. e &#8230;\/&#8230;, com aumentos que variavam de &#8230;. a &#8230;.%, conforme Lei 9.877\/92, entendendo estarem as verbas pleiteadas j\u00e1 reparadas.<\/p>\n<p>O Recorrido, \u00e0 \u00e9poca dos fatos controversos, era trabalhador regido pelas normas da C.L.T., assistindo-lhe direitos similares aos trabalhadores comuns, sendo irrelevante a quem esteja subordinado. Assim, o fato de ser o recorrido servidor estadual, n\u00e3o afasta a incid\u00eancia do direito, o qual foi devidamente reconhecido pela Preclara Junta de Concilia\u00e7\u00e3o e Julgamento e Tribunal Regional do Trabalho, j\u00e1 que confessadamente impago.<\/p>\n<p>Outrossim, n\u00e3o h\u00e1 falar-se em abatimento dos salariais dos meses de &#8230;\/&#8230;, &#8230;. e &#8230;. de &#8230;., com aumentos que variavam de &#8230;. a &#8230;.%, conforme Lei 9.877\/92, uma vez que tais aumentos foram decorrentes de Lei posterior \u00e0 Lei 8.222\/91, ora em apre\u00e7o, destoando, portanto, da postula\u00e7\u00e3o do Recorrido.<\/p>\n<p>Logo, \u00e9 insofism\u00e1vel o dever da Recorrente de pagar ao Recorrido as antecipa\u00e7\u00f5es salariais previstas na Lei 8.222\/91, reajustas bimestralmente, conforme pugnado no item VI da Exordinal e determinando na Respeit\u00e1vel Senten\u00e7a a quo, al\u00e9m dos reflexos e integra\u00e7\u00f5es deferidas. <\/p>\n<p>&quot;Ex positis&quot;, o Recorrido confiante na integridade e elevado jur\u00eddico dos Julgadores, requer seja mantido o ac\u00f3rd\u00e3o proferido em Segundo Grau, por ser medida da mais l\u00eddima e salutar JUSTI\u00c7A.<\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/..<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[497],"class_list":["post-3013821","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo--novo-cpc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/3013821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3013821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=3013821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}