{"id":2999474,"date":"2024-04-30T18:26:59","date_gmt":"2024-04-30T18:26:59","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-30T18:26:59","modified_gmt":"2024-04-30T18:26:59","slug":"cautelar-de-preparo-de-sequestro-por-concubinato-guarda-de-bens","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/cautelar-de-preparo-de-sequestro-por-concubinato-guarda-de-bens\/","title":{"rendered":"[MODELO] Cautelar de Preparo de Seq\u00fcestro por Concubinato &#8211; Guarda de Bens"},"content":{"rendered":"<p><strong>CAUTELAR DE PREPARO DE SEQ\u00dcESTRO<\/strong> Sociedade de fato onde foi amealhado bens em raz\u00e3o da ajuda m\u00fatua e houve prole. Separa\u00e7\u00e3o dos concubinos. Pedido de sequestro dos bens para <strong>evitar-se dilapida\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;.\u00aa VARA C\u00cdVEL DA  COMARCA DE &#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliada na Rua &#8230;., na Cidade de &#8230;., Estado . &#8230;, vem, respeitosamente, a presen\u00e7a de V. Exa., por seu procurador, abaixo assinado, &quot;ut&quot; instrumento procurat\u00f3rio em anexo, devendo receber as intima\u00e7\u00f5es  e notifica\u00e7\u00f5es, em seu escrit\u00f3rio profissional, sito na Rua &#8230;. n.\u00ba &#8230;., em &#8230;., Estado . &#8230;., para propor a presente <\/p>\n<p><strong>MEDIDA CAUTELAR DE PREPARO DE SEQ\u00dcESTRO<\/strong><\/p>\n<p>tendo como objetivo final a A\u00e7\u00e3o principal de &#8211; RECONHECIMENTO E DISSOLU\u00c7\u00c3O DE SOCIEDADE CONJUGAL DE FATO C\/C PARTILHA DE BENS &#8211; contra &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da Carteira de Identidade n\u00b0 &#8230;., e CPF &#8230;., residente na Rua &#8230;&#8230;. e com endere\u00e7o comercial na Rua &#8230;., na Cidade de &#8230;., Estado &#8230;.., em virtude dos fatos e pelas raz\u00f5es que adiante passa a expor:<\/p>\n<p><strong>DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>A Requerente e o Requerido, ela &#8230;., ele &#8230;., formaram no ano de &#8230;., o que se pode chamar, com propriedade, de uma sociedade de fato, ou seja, passaram a viver em regime de concubinato.<\/p>\n<p>Portanto, h\u00e1 aproximadamente &#8230;. anos, convivem em perfeita harmonia como se casados fossem. Ressalte-se, desde o princ\u00edpio desta sociedade conjugal de fato, ambos sempre residiram sob o mesmo teto.<\/p>\n<p>Dessa uni\u00e3o est\u00e1vel e, para caracterizar sobremaneira elo de liga\u00e7\u00e3o entre ambos, nasceu uma filha de nome &#8230;., em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., contando hoje com &#8230;. anos de idade. (doc. em anexo).<\/p>\n<p>Do in\u00edcio da conviv\u00eancia at\u00e9 a presente data, ambos residiram parte na cidade de &#8230;. e parte na cidade de &#8230;. &#8211; Estado de &#8230;.<\/p>\n<p>Que durante esse per\u00edodo em que juntos conviveram, a Requerente procurou auxiliar de maneira concreta o Requerido no que se refere a amplia\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do casal. O concubinato entre ambos caracterizou-se a partir da CONTINUIDADE DAS RELA\u00c7\u00d5ES, da NOTORIEDADE que o relacionamento revelava, e principalmente da FIDELIDADE DA MULHER, para com o Requerido. Perante os vizinhos e amigos mais chegados, ambos, sem qualquer sombra de d\u00favida eram casados.<\/p>\n<p>A Requerente, durante o per\u00edodo de conviv\u00eancia (more ux\u00f3rio), assumiu a condi\u00e7\u00e3o de companheira, consorte e colaboradora do Requerido, principalmente nos encargos da fam\u00edlia, velando sempre pela dire\u00e7\u00e3o material e moral desta.<\/p>\n<p>O relacionamento era t\u00e3o sadio, \u00edntimo, puro, normal e s\u00e9rio que ambos, ao longo dos &#8230; anos de sociedade conjugal, adquiriram com esfor\u00e7o comum, cada qual dando sua cota de colabora\u00e7\u00e3o, os seguintes bens:<\/p>\n<p>Unidade condominial &#8230;. do &#8230;. andar habitacional, setor residencial, bloco &#8230;. do EDIF\u00cdCIO &#8230;., com \u00e1rea constru\u00edda de &#8230;. m\u00b2 e fra\u00e7\u00e3o ideal do solo de &#8230;. m\u00b2 do terreno cujo todo mede &#8230;. m de frente para atual Avenida &#8230;., com fundos correspondentes at\u00e9 as Ruas &#8230;., para a qual mede &#8230;. m e &#8230;. para a qual mede &#8230;. m e para as quais faz esquina, formando uma \u00e1rea geom\u00e9trica irregular, com &#8230;. m\u00b2, e confrontando por um lado com im\u00f3vel de propriedade de &#8230;. ou seja com o lote &#8230;. onde mede &#8230;. m por outro lado com im\u00f3veis de &#8230;. e &#8230;. ou sucessores e com a referida Rua &#8230;., caracterizado referido lote como lote n\u00b0 &#8230;. da quadra &#8230;., Zona &#8230;. do Cadastro Municipal, im\u00f3vel este com indica\u00e7\u00e3o fiscal de: Setor &#8230;., quadra &#8230;., lote &#8230;. do Cadastro Municipal.<\/p>\n<p>O referido im\u00f3vel foi adquirido em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. Encontra-se registrado sob o n\u00b0 de matr\u00edcula &#8230;. junto a &#8230;.\u00ba Circunscri\u00e7\u00e3o Imobili\u00e1ria, nesta &#8230;. (doc. em anexo)<\/p>\n<p>Uma fra\u00e7\u00e3o ideal de &#8230;. m\u00b2 do terreno que tem a \u00e1rea de &#8230;. m\u00b2, situado ao lado para da Avenida do Estado, na cidade de &#8230;., sobre o qual se acha constru\u00eddo em forma de condom\u00ednio o &#8230;., localizada no &#8230;.\u00b0 andar da mencionada edifica\u00e7\u00e3o tendo dita unidade a \u00e1rea total de 33,735 metros quadrados correspondente a fra\u00e7\u00e3o ideal acima citada com as demais caracter\u00edsticas constantes das plantas de condom\u00ednio, devidamente registradas, havido por compra e venda e mea\u00e7\u00e3o em datas de &#8230;. e &#8230;. Registrado no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis da cidade de &#8230;. sob a matr\u00edcula &#8230;.<\/p>\n<p>Um apartamento, n\u00b0 &#8230;., situado no &#8230;.\u00b0 andar do Edif\u00edcio &#8230;., tem a dita unidade a \u00e1rea privativa de &#8230;. metros quadrados; \u00e1rea comum de &#8230;. metros quadrados, perfazendo a \u00e1rea total  constru\u00edda de &#8230;. metros quadrados, inclu\u00edda na \u00e1rea total do apartamento, uma vaga de estacionamento, na garagem de uso coletivo. O referido im\u00f3vel foi adquirido em data de &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. Encontra-se o im\u00f3vel registrado no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis da cidade de &#8230;. sob a matr\u00edcula n\u00b0 &#8230;.<\/p>\n<p>Um terreno situado no lugar &#8230;., &#8230;., munic\u00edpio de &#8230;. e Comarca de &#8230;., Estado de &#8230;., com a \u00e1rea de  &#8230;. m\u00b2 e as seguintes medidas e confronta\u00e7\u00f5es: na frente, que faz ao sul, com a Rua &#8230;. m, e de fundos, que fazem ao norte com o lote n\u00b0 &#8230;., &#8230;. metro; extrema ao leste, com o lote n\u00b0 &#8230;. e ao oeste, com o lote n\u00b0 &#8230;.; terreno este sem benfeitoria, representado pelo lote n\u00famero &#8230;. da quadra &#8230;. do loteamento &#8230;.; havido por compra em &#8230;. Registrado no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis de Comarca de &#8230;. sob o n\u00b0 &#8230;.<\/p>\n<p>A fra\u00e7\u00e3o ideal de &#8230;. m\u00b2, ou seja, &#8230;.% do terreno com a \u00e1rea de &#8230;. m\u00b2, situado a &#8230;., esquina com as Ruas &#8230;. e &#8230;., na cidade de &#8230;., sobre o qual se acha constru\u00eddo em condom\u00ednio o edif\u00edcio &#8230;.. e o CONJUNTO, n\u00b0 &#8230;., localizado no &#8230;.\u00b0 andar da mencionada edifica\u00e7\u00e3o, tendo a dita unidade a \u00e1rea total de &#8230;. m\u00b2. Im\u00f3vel este adquirido em data de &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. Matr\u00edcula n\u00b0 &#8230;., registrado no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis da Cidade de &#8230;. O referido im\u00f3vel foi VENDIDO em data de &#8230;., sem que fosse prestado contas a Requerente, no entanto, a import\u00e2ncia em dinheiro encontra-se depositada em conta banc\u00e1ria do Requerido &#8211; Banco &#8230; ag\u00eancia cidade &#8230;.<\/p>\n<p>Um CONJUNTO SALA n\u00b0 &#8230;., localizado no &#8230;.\u00b0 andar do Edif\u00edcio &#8230;., tendo a dita unidade a \u00e1rea total de &#8230;. m\u00b2, im\u00f3vel este localizado na cidade de &#8230;. adquirido em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. e VENDIDO em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., sem que fosse prestado contas a Requerente.<\/p>\n<p>Um aparelho telef\u00f4nico, com direito ao uso da linha, tendo o prefixo &#8230;., instalado no Edif\u00edcio &#8230;., nesta &#8230;., no &#8230;.\u00b0 andar Apto &#8230;., ala residencial, adquirido atrav\u00e9s do esfor\u00e7o comum.<\/p>\n<p>Ocorre, que ap\u00f3s esses &#8230; (&#8230;) anos de conviv\u00eancia conjugal, iniciaram-se recentemente desentendimentos m\u00fatuos, culminado em data de &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. com a sa\u00edda da Requerente do lar. Faz-se necess\u00e1rio esclarecer, que a sa\u00edda da Requerente se deu em fun\u00e7\u00e3o do Requerido t\u00ea-la expulso de casa.<\/p>\n<p>Entretanto, antes de se ausentar for\u00e7osamente de sua resid\u00eancia, a Requerente indagou ao Requerido, como ficaria a quest\u00e3o da pens\u00e3o aliment\u00edcia para a filha menor bem como a divis\u00e3o do patrim\u00f4nio adquirido pelo esfor\u00e7o comum e, como resposta obteve:&quot; VOC\u00ca N\u00c3O TEM DIREITO A NADA.&quot;<\/p>\n<p>Diante de tal situa\u00e7\u00e3o, temerosa pela sorte do patrim\u00f4nio que ajudou a construir ao longo dos anos e, diante da amea\u00e7a do Requerido de que se a Requerente procurasse um advogado ele venderia tudo e nada receberia a Requerente, URGE a medida ora proposta.<\/p>\n<p>\u00c9 de se ressaltar e, para tanto chamamos a aten\u00e7\u00e3o de V. Exa., de que todo o patrim\u00f4nio j\u00e1 descrito alhures, fora adquirido na const\u00e2ncia da sociedade conjugal de fato, para tanto, basta observar as datas de suas aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 medida urgente o SEQ\u00dcESTRO dos bens, amea\u00e7ados de aliena\u00e7\u00e3o, enfim, de consumo total dos mesmos em detrimento total da Requerente.<\/p>\n<p><strong>DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p>A presente pretens\u00e3o est\u00e1 respaldada e fundamentada nos dispositivos legais constantes dos arts. 796, 798, 799, 801 e segs. do C\u00f3digo de Processo Civil, bem como e, principalmente o art. 822, I e III, este por analogia, e segs. tamb\u00e9m do CPC.<\/p>\n<p>E mais,<\/p>\n<p>Como preleciona GALENO LACERDA, com sua propriedade costumeira que:<\/p>\n<p>&quot;\u00c9 evidente o cabimento da provid\u00eancia (medida cautelar), de arrolamento de bens, em tais casos, se houver de parte da requerente ignor\u00e2ncia quanto aos bens a serem constritos cautelarmente, a impor per\u00edcia descri\u00e7\u00e3o, antes do dep\u00f3sito. Conhecidos os bens capacitado o autor a indic\u00e1-los com precis\u00e3o, a medida adequada ser\u00e1 o seq\u00fcestro.&quot; (Grifo nosso)<\/p>\n<p>A impossibilidade pr\u00e1tica de acelerar o andamento do processo principal at\u00e9 o ponto de se obter, de um dia para outro, a decis\u00e3o definitiva e, por outro lado, a necessidade de que se tome, provisoriamente, determinada provid\u00eancia para afastar um perigo iminente de dano, \u00e9 que fazem  surgir o processo cautelar. Quer dizer, a necessidade de fazer depressa est\u00e1 em conflito com a necessidade de fazer bem. As provid\u00eancias cautelares v\u00eam resolver o conflito, conciliando quando poss\u00edvel o interesse da celeridade com o interesse da pondera\u00e7\u00e3o. Entre o fazer depressa, com o risco de fazer mal, e o fazer bem, mais muito tarde, as provid\u00eancias cautelares prop\u00f5em-se sobretudo fazer depressa, ensejando  que o problema da justi\u00e7a intr\u00ednseca da decis\u00e3o seja resolvido com calma e reflex\u00e3o mediante as formas ordin\u00e1rias: permitem que o processo principal funcione devagar e com seguran\u00e7a, porque preparam as coisas para que a decis\u00e3o definitiva, quando vier a ser tomada, tenha a mesma efic\u00e1cia pr\u00e1tica que se fosse proferida instantaneamente. (citado por Jos\u00e9 Alberto dos Reis, A Figura do Processo Cautelar, in AJURIS 19\/17).<\/p>\n<p>Partindo de tais proposi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, Humberto Theodoro J\u00fanior conclui, em elegante constru\u00e7\u00e3o, que o processo principal &quot;serve \u00e0 tutela do direito&quot;, enquanto o processo cautelar  &quot;serve \u00e0 tutela do processo.&quot; Finalidade prec\u00edpua, pois, da a\u00e7\u00e3o cautelar, \u00e9 preservar, garantir o \u00eaxito do processo principal.<\/p>\n<p>A presente medida se reveste de grande import\u00e2ncia, a partir do momento em que existe a probabilidade de dano pelo &#8211; periculum in mora &#8211; e da probabilidade da exist\u00eancia do direito material (&quot;fumus boni iuris&quot;).<\/p>\n<p>O &quot;periculum in mora&quot;, no dizer do eminente Min. Sydney Sanches, consiste &quot;na probabilidade de dano de uma das partes de futura ou atual a\u00e7\u00e3o principal, resultante da demora no ajuizamento ou no processamento e julgamento desta.&quot;<\/p>\n<p>&quot;Se houver probabilidade de que a demora inevit\u00e1vel no ajuizamento da a\u00e7\u00e3o principal, ou no seu processamento e julgamento, venha a causar preju\u00edzo ao autor da a\u00e7\u00e3o cautelar, ter\u00e1 ele preenchido o primeiro requisito: o de &quot;periculum in mora.&quot;<\/p>\n<p>Relativamente ao pressuposto &#8211; &quot;periculum in mora&quot; &#8211; sua clareza dispensa maiores coment\u00e1rios. Ora, se h\u00e1 fundado receio, por parte da concubina, de que haja extravio, danifica\u00e7\u00f5es, ou dissipa\u00e7\u00e3o dos bens comuns, imp\u00f5e-se a medida cautelar, antes que o administrador dos ditos bens possa causar danos, seja dilapidando, seja forjando d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Agir conforme entendimento diverso \u00e9 submeter-se a Requerente ao risco de ganhar e n\u00e3o levar, eis que perigaria a efetividade do julgamento do m\u00e9rito.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia, antes da causa principal, da ocorr\u00eancia de atos capazes de causar uma grave les\u00e3o e de dif\u00edcil e incerta repara\u00e7\u00e3o do direito da Requerente, justifica a presente medida cautelar e a sua conseq\u00fcente decreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais lembrar, se casados fossem, tal medida n\u00e3o se justificaria, uma vez que, para a aliena\u00e7\u00e3o dos respectivos bens far-se-ia necess\u00e1rio a outorga ux\u00f3ria, afastando de vez o fantasma da dilapida\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. No entanto, como se trata de uma sociedade de fato, oriunda de um regime de concubinato, em momento algum se justificaria, at\u00e9 porque a lei n\u00e3o prev\u00ea, a outorga ux\u00f3ria para a aliena\u00e7\u00e3o de tais bens.<\/p>\n<p>Da leitura do artigo 822, I e III, este por analogia, do CPC, qual seja:<\/p>\n<p>&quot;O juiz, a requerimento da parte, pode decretar o seq\u00fcestro.<\/p>\n<p>I &#8211; de bens m\u00f3veis, semoventes ou im\u00f3veis, quando lhes for disputada a propriedade ou a posse, havendo fundado receio de rixa ou danifica\u00e7\u00e3o.&quot;<\/p>\n<p>No caso em tela, na a\u00e7\u00e3o principal de &#8211; Reconhecimento e Dissolu\u00e7\u00e3o de Sociedade de Fato &#8211; cumulada com Partilha de Bens a qual ser\u00e1 proposta no prazo legal, al\u00e9m da rixa existente entre ambos, a partir de agora, disputar-se-\u00e1 a propriedade dos bens j\u00e1 elencados nesta inicial os quais est\u00e3o a merc\u00ea de sofrerem danifica\u00e7\u00f5es e at\u00e9 aliena\u00e7\u00f5es por parte daquele que se considera \u00fanico dono.<\/p>\n<p>No inciso III do citado artigo, tomamos a cautela de por analogia analis\u00e1-lo, visto que a Sociedade de Fato, resultante de um concubinato, culminando com uma dissolu\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos autos, se assemelha em muito com o &quot;desquite&quot;, hoje separa\u00e7\u00e3o judicial. Outro fator que nos leva a analisar pelo prisma da analogia \u00e9 o contido no art. 226, \u00a7 3\u00b0 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que expressa:<\/p>\n<p>&quot;Para efeito da prote\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e9 reconhecida a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, &#8230;&quot;<\/p>\n<p>Diante de todo o exposto, dizer-se que n\u00e3o tem a concubina interesse processual para requerer a medida cautelar de SEQ\u00dcESTRO de bens \u00e9 sustentar que n\u00e3o tem ela bem jur\u00eddico algum a ser tutelado; \u00e9 alegar n\u00e3o ter ela direito sequer a discutir no Pret\u00f3rio sua rela\u00e7\u00e3o e seus efeitos; \u00e9 querer regredir no tempo, vendo-a novamente como uma coisa impura e uma pessoa respons\u00e1vel; \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise demolir o resultado de todo um trabalho de constru\u00e7\u00e3o pretoriana em torno da caracteriza\u00e7\u00e3o do concubinato como sociedade de fato, que culminou na S\u00famula 380 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p><strong>DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p>Os pressupostos para a a\u00e7\u00e3o cautelar encontram-se perfeitamente claros na articula\u00e7\u00e3o dos fatos e do direito, inteiramente provada com os doc. juntos.<\/p>\n<p>\u00c9 de bom alvitre esclarecer sobre os documentos da inicial.<\/p>\n<p>Os documentos relativos aos im\u00f3veis do casal, que ora s\u00e3o apresentados pela Requerente, carecem de autentica\u00e7\u00e3o, visto que, foram os mesmos colhidos de forma apressada, pois encontravam-se em poder do Requerido a guard\u00e1-los em sua resid\u00eancia (resid\u00eancia do casal), no af\u00e3 de fotocopia-los e n\u00e3o sofrer qualquer repres\u00e1lia por parte do Requerido, deixou de autentica-los.<\/p>\n<p>Entretanto, cabe ao Requerido, caso os entenda falsos, refut\u00e1-los e fazer prova dos mesmos.<\/p>\n<p>Isto posto, e cumpridos os requisitos do art. 822, I e III, este por analogia, do CPC combinado com o art. 823 do mesmo c\u00f3dex, e por haver fundado receio de que o Requerido, antes do julgamento da lide principal, cause ao direito da Requerente les\u00e3o grave e dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REQUER<\/strong><\/p>\n<p>Que V. Exa., decrete o   SEQ\u00dcESTRO  dos bens m\u00f3veis que guarnecem a resid\u00eancia do casal, bem como os bens im\u00f3veis descritos no corpo desta inicial, como forma de garantir o direito da Requerente:<\/p>\n<p>REQUER &#8211; a V. Exa., a presente medida cautelar de seq\u00fcestro, como medida preparat\u00f3ria para a a\u00e7\u00e3o principal de RECONHECIMENTO E DISSOLU\u00c7\u00c3O DE SOCIEDADE CONJUGAL DE FATO &#8211; C\/C PARTILHA DE BENS &#8211; a qual ser\u00e1 intentada no prazo legal;<\/p>\n<p>REQUER &#8211; a V. Exa., com fundamento no art. 804 do CPC que se digne conceder &#8211;  L I M I N A R M E N T E  &#8211; a medida cautelar requerida &#8211; &quot;INAUDITA ALTERA PARS&quot; &#8211; independente de justifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e audi\u00eancia do Requerido, pois \u00e9 desnecess\u00e1ria a justifica\u00e7\u00e3o uma vez que est\u00e1 sobejamente comprovada a necessidade da medida;<\/p>\n<p>REQUER &#8211; ainda, a V. Exa., para que o Requerido seja NOTIFICADO do seq\u00fcestro dos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis j\u00e1 relacionados, bem como seja o mesmo nomeado deposit\u00e1rio dos bens seq\u00fcestrados, prestando cau\u00e7\u00e3o id\u00f4nea;<\/p>\n<p>REQUER ainda a V. Exa., ap\u00f3s a efetiva\u00e7\u00e3o da  medida  requerida, a  C I T A \u00c7 \u00c3 O  &#8211; do Requerido, no endere\u00e7o retro nominado, para contestar, querendo, no prazo de lei, os termos da presente, ficando ciente de que, n\u00e3o sendo contestada a presente medida, presumir-se-\u00e3o aceitos pelo Requerido, como verdadeiros, os fatos aqui articulados pela Requerente, conforme determina o art. 285, segunda parte, do CPC.<\/p>\n<p>Requer, finalmente, a V. Exa., a produ\u00e7\u00e3o de provas que julgar oportunas, depoimento pessoal do Requerido, que desde j\u00e1 se requer, depoimento de testemunhas, cujo rol apresentar-se-\u00e1 oportunamente, juntada de novos documentos al\u00e9m dos quais j\u00e1 se encontram nos autos e ainda, a condena\u00e7\u00e3o do Requerido ao pagamento das custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>D\u00e1-se a presente causa, para efeito de custas, o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<p>Nestes Termos<\/p>\n<p>Pede Deferimento<\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[528],"class_list":["post-2999474","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-kit-peticoes-diversas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2999474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2999474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2999474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}