{"id":2991359,"date":"2024-04-30T00:09:00","date_gmt":"2024-04-30T00:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-30T00:09:00","modified_gmt":"2024-04-30T00:09:00","slug":"contestacao-pedido-de-indenizacao-dano-moral","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contestacao-pedido-de-indenizacao-dano-moral\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contesta\u00e7\u00e3o  &#8211;  Pedido de indeniza\u00e7\u00e3o  &#8211;  Dano moral"},"content":{"rendered":"<p>EXMO SR DR JUIZ DE DIREITO DA 45\u00aa VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<\/p>\n<p>Processo n.\u00ba 2004.001.113964-6<\/p>\n<p><strong>,<\/strong> brasileiro, , portadora da carteira de identidade n.\u00ba, residente e domiciliada \u00e0 Rua , n.\u00ba , Vila da Penha, Rio de Janeiro, nos autos da A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS DECORRENTES DE ATO IL\u00cdCITO C\/C DANOS MORAIS, que lhe move<strong>, <\/strong>vem, atrav\u00e9s do Defensor P\u00fablico infra-assinado, apresentar sua <\/p>\n<h1>CONTESTA\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<p>pelos fatos e fundamentos a seguir:<\/p>\n<p><strong>I) DA GRATUIDADE DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>Afirma para os fins dos arts. 5\u00ba, inciso LXXIV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e 4\u00ba da Lei 1060\/50, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 7510\/86, que n\u00e3o possui recursos financeiros para arcar com as custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, sem preju\u00edzo do pr\u00f3prio sustento e de sua fam\u00edlia, pelo que indica para assist\u00eancia jur\u00eddica integral gratuita, a Defensoria P\u00fablica do Estado do Rio de Janeiro. Para tanto, junta declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda com rendimentos exclusivamente provenientes de pens\u00f5es aliment\u00edcias de 2 filhos.<\/p>\n<p><strong>II) BREVE S\u00cdNTESE DOS FATOS ADUZIDOS NA INICIAL<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o decorrente de acidente de tr\u00e2nsito ocorrido no dia 05 de dezembro de 2000, <\/p>\n<p>A autora alega que o contrato de compra e venda do im\u00f3vel s\u00f3 n\u00e3o se realizou por &quot;motivos de ordem pessoal&quot; da parte r\u00e9.<\/p>\n<p>Informa tamb\u00e9m que recebeu, com o consentimento da r\u00e9, a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a t\u00edtulo de arras, tendo repassado apenas R$ 1.000,00(mil reais) \u00e0 parte r\u00e9, valor este que foi prontamente devolvido.<\/p>\n<p>Desta forma, pretende receber o valor de R$5.000,00(cinco mil reais) a t\u00edtulo de honor\u00e1rios e R$1.000,00(mil reais) a t\u00edtulo da dobra das arras recebidas e devolvidas pela r\u00e9.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>III) DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>A r\u00e9, precisando de dinheiro, contratou os servi\u00e7os da autora para vender um im\u00f3vel de sua propriedade. Inicialmente pretendia receber R$ 75.000,00 pelo im\u00f3vel, mas, devido a dificuldade em vend\u00ea-lo, reduziu o pre\u00e7o a R$ 73.000,00. Primeiro recebeu uma proposta do SR. Roberto da Silva Pinheiro Junior, que desistiu de prosseguir as negocia\u00e7\u00f5es e depois recebeu uma proposta da Sra. Camila Rocha da Cunha.<\/p>\n<p>A autora informou, por telefone, que havia uma proposta de compra do im\u00f3vel, na qual a Sra. Camila Rocha da Cunha se comprometia a pagar R$ 1.000,00 a t\u00edtulo de arras e R$ 72.000,00 no ato de assinatura de compra e venda do im\u00f3vel, que se realizaria ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito pela Caixa econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>A r\u00e9, visto que precisava de dinheiro para pagar as d\u00edvidas do im\u00f3vel que vinham se acumulando, aceitou de pronto a proposta, mas lhe pareceu estranho o fato de receber o valor \u00ednfimo de R$1.000,00 de sinal em contraposi\u00e7\u00e3o ao valor do im\u00f3vel. Ao indagar a autora sobre o assunto, foi informada que a Sra. Camila havia pedido que o sinal fosse baixo, pois n\u00e3o tinha certeza se seu cr\u00e9dito seria aceito.<\/p>\n<p>A r\u00e9, desconfiada, pediu in\u00fameras vezes informa\u00e7\u00f5es sobre a promitente compradora para conversar com a mesma, j\u00e1 que n\u00e3o gostaria de vender seu im\u00f3vel a um completo estranho, mas foi-lhe negada a comunica\u00e7\u00e3o com a promitente compradora, o que abalou ainda mais a confian\u00e7a que depositara na autora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s aproximadamente 40 dias esperando o cr\u00e9dito da promitente compradora ser liberado, a r\u00e9, extremamente receosa devido \u00e0s constantes negativas em coloc\u00e1-la em contato com a promitente compradora, decidiu investigar se havia mesmo cr\u00e9dito a ser liberado. Dirigiu-se ent\u00e3o \u00e0 corretora e l\u00e1 foi informada ,pelo funcion\u00e1rio respons\u00e1vel pela corretagem de seu im\u00f3vel, que o cr\u00e9dito estava sendo pedido na CEF &#8211; Madureira.<\/p>\n<p>A r\u00e9 decidiu ir at\u00e9 a CEF verificar se havia mesmo um cr\u00e9dito a ser aprovado. Chegando l\u00e1, o gerente, sensibilizado com a situa\u00e7\u00e3o, permitiu que a r\u00e9 tivesse acesso ao pedido de cr\u00e9dito. Foi assim que constatou que o cr\u00e9dito requerido pela promitente compradora era inferior ao necess\u00e1rio para completar o valor das arras recebidas (pois acreditava serem de apenas R$ 1.000,00), o que, de certa forma, confirmou suas d\u00favidas quanto \u00e0 honestidade da autora.<\/p>\n<p>A autora diz que o neg\u00f3cio n\u00e3o se realizou por &quot;motivos de ordem pessoal&quot; da r\u00e9. Por\u00e9m, o neg\u00f3cio de compra e venda s\u00f3 n\u00e3o se realizou devido ao desidioso proceder da empresa que n\u00e3o prestou informa\u00e7\u00f5es adequadas sobre o neg\u00f3cio que pretendia realiza, mantendo a r\u00e9 em erro, gerando-lhe extrema inseguran\u00e7a quanto \u00e0 conclus\u00e3o do neg\u00f3cio, portanto, os &quot;motivos de ordem pessoal&quot; pelos quais a r\u00e9 n\u00e3o quis realizar o neg\u00f3cio de compra e venda n\u00e3o foram pessoais, e sim provocados pela atitude irrespons\u00e1vel e desonesta da autora.<\/p>\n<p>Assim, foi at\u00e9 o estabelecimento da r\u00e9 para reaver as chaves do im\u00f3vel, mas s\u00f3 lhe foram entregues ap\u00f3s muita insist\u00eancia, quando um amigo que a acompanhava demonstrou ser policial federal. Neste momento, foi informada que deveria comparecer ao departamento jur\u00eddico da empresa para efetuar a dissolu\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n<p>L\u00e1 chegando, pediu ao advogado respons\u00e1vel c\u00f3pias do contrato e demais documentos pertinentes. Foi ent\u00e3o que materializou sua desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desonestidade da autora, pois o advogado lhe entregou uma c\u00f3pia de um documento que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tivera conhecimento, no qual a promitente compradora haveria entregado R$ 10.000,00 a t\u00edtulo de arras e n\u00e3o R$ 1.000,00 como fora informada.<\/p>\n<p>Desta forma, dirigiu-se a um escrit\u00f3rio de advocacia de um amigo, e elaborou a notifica\u00e7\u00e3o acostada pelo autor aos autos.<\/p>\n<p><strong>IV) DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p>Segundo um documento acostado e produzido unilateralmente pela autora, ela afirma que recebeu, <strong>com o consentimento da r\u00e9, <\/strong> R$ 10.000,00 a t\u00edtulo de arras, dos quais R$ 5.000,00 ficariam retidos a t\u00edtulo de honor\u00e1rios de corretagem e <strong>R$ 4.000,00 ficariam em fiel dep\u00f3sito.<\/strong> <\/p>\n<p>Ora, quem, precisando de dinheiro, deixaria R$ 4.000,00 em fiel dep\u00f3sito e receberia apenas R$ 1.000,00? este documento apenas prova a m\u00e1-f\u00e9 da autora ao reter indevidamente dinheiro da r\u00e9  e ao deixar de inform\u00e1-la sobre o andamento, seguran\u00e7a e risco do neg\u00f3cio. Isto nada mais \u00e9 do que o descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o do corretor de prestar, espontaneamente,  informa\u00e7\u00f5es acerca do neg\u00f3cio, ensejando, inclusive , perdas e danos, como diz o artigo 723 do C\u00f3digo Civil :<\/p>\n<p>&quot;<em>Art. 723. <\/em><strong><em>O Corretor \u00e9 obrigado <\/em><\/strong><em>a executar a media\u00e7\u00e3o com a dilig\u00eancia e prud\u00eancia que o neg\u00f3cio requer, <\/em><strong><em>prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informa\u00e7\u00f5es sobre o andamento dos neg\u00f3cios<\/em><\/strong><em>; <\/em><strong><em>deve, ainda, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da seguran\u00e7a ou risco do neg\u00f3cio, das altera\u00e7\u00f5es de valores<\/em><\/strong><em> e do mais que possa influir nos resultados da incumb\u00eancia.&quot;<\/em>(grifo nosso)<\/p>\n<p>Outrossim, essa reten\u00e7\u00e3o indevida do sinal configura o crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita : <\/p>\n<p><em>&quot;Processo : 2004.001.01795 <\/em><\/p>\n<p><em>TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<\/em><\/p>\n<p><em>DIREITO CIVIL CONTRATO. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IM\u00d3VEL. NEG\u00d3CIO JUR\u00cdDICO FRUSTRADO. SINAL RECEBIDO PELO CORRETOR. RETEN\u00c7\u00c3O INDEVIDA. OBRIGA\u00c7\u00c3O DE RESTITUIR. Revela o documento dos autos o recebimento de valor a t\u00edtulo de sinal pela corretora contratada, referente ao neg\u00f3cio jur\u00eddico de promessa de compra e venda de im\u00f3vel, que se diz frustrado, por alegada desist\u00eancia do promitente comprador.Tal postulado resulta incontroverso, por aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da r\u00e9, na oportunidade de sua contesta\u00e7\u00e3o, presumindo-se, verdadeiro, como corol\u00e1rio (art. 302 do CPC). Demais, se o valor tivesse sido entregue \u00e0 autora seria de f\u00e1cil comprova\u00e7\u00e3o, mediante juntada de recibo, e se a reten\u00e7\u00e3o \u00e9 do auxiliar de corretagem como transparece da declara\u00e7\u00e3o de testemunha, a responsabilidade \u00e9 da corretora contratada, tendo em vista que a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica  secund\u00e1ria entre eles n\u00e3o vincula a promitente vendedora. <\/em><strong><em>A import\u00e2ncia recebida pela corretora a titulo de sinal, como \u00e9 de curial saben\u00e7a pertence \u00e0 promitente vendedora tendo em vista a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica firmada com o promitente comprador, n\u00e3o havendo motivo jur\u00eddico nem legitimidade da corretora para a sua reten\u00e7\u00e3o sob pena de configurar o il\u00edcito criminal de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita <\/em><\/strong><em>DESPROVIMENTO DO RECURSO. &quot;<\/em>(grifo nosso)<\/p>\n<p>A r\u00e9 foi informada por um ex-funcion\u00e1rio da autora, que a corretora costuma proceder dessa forma, tendo diversos lit\u00edgios no Judici\u00e1rio. \u00c9 curioso saber que a autora possui nada menos que <strong>132 processos<\/strong> desde 1995 na comarca da Capital do estado do Rio de Janeiro. <\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica de n\u00e3o informar os vendedores sobre o verdadeiro valor do sinal recebido demonstra a m\u00e1-f\u00e9 habitual da empresa. O que a autora espera com tal pr\u00e1tica reiterada, \u00e9 que os promitentes compradores ou desistam, ou tenham seu cr\u00e9dito negado nas institui\u00e7\u00f5es financeiras, para, assim, ficar com a parte do sinal que n\u00e3o foi repassada ao promitente vendedor, percebendo um enriquecimento il\u00edcito \u00e0 custa dos direitos alheios.<\/p>\n<p>Tal atitude n\u00e3o pode fugir do controle do Judici\u00e1rio, que pode, mediante suas decis\u00f5es, &quot;educar&quot; as empresas para que mudem suas atitudes irrespons\u00e1veis e desrespeitosas, de modo que passem a atuar de forma condizente com a pol\u00edtica nacional de consumo e com a dignidade do consumidor. Desta forma, pode-se evitar que in\u00fameras demandas congestionem o Judici\u00e1rio. Nada melhor que o car\u00e1ter punitivo do dano moral para coibir as pr\u00e1ticas abusivas dos fornecedores de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>As regras do C\u00f3digo de defesa do consumidor devem ser aplicadas, pois a r\u00e9 contratou servi\u00e7os de corretagem da autora e sem d\u00favida \u00e9 hipossuficiente, j\u00e1 que, atualmente, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel se vender um im\u00f3vel sem recorrer a uma corretora. Neste sentido pensa a doutrina e a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>&quot;Atualmente, denomina-se contratos de consumo todas aquelas rela\u00e7\u00f5es contratuais ligando um consumidor a um profissional, fornecedor de bens ou servi\u00e7os. Esta nova terminologia tem como m\u00e9rito englobar todos os contratos civis e mesmo mercantis, nos quais, por estar presente um dos p\u00f3los da rela\u00e7\u00e3o um consumidor, existe um prov\u00e1vel desequil\u00edbrio entre os contratantes.&quot; (Cl\u00e1udia Lima Marques, Contratos no C\u00f3digo de defesa do Consumidor, 3\u00aa ed., Editora Revista dos Tribunais &#8211; S\u00e3o Paulo, 1998, pp 139-140)<\/p>\n<p><em>&quot;Processo : 2002.001.03785 <\/em><\/p>\n<p><em>TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<\/em><\/p>\n<p><strong><em>DIREITO DO CONSUMIDOR. CORRETAGEM IMOBILI\u00c1RIA <\/em><\/strong><em>AUTORIZA\u00c7\u00c3O PARA VENDA. ARREPENDIMENTO. COMISS\u00c3O. A autoriza\u00e7\u00e3o visando a localiza\u00e7\u00e3o de potenciais interessados, n\u00e3o impede a desist\u00eancia da venda, posto, ser mera expectativa, mormente quando a lei consumerista disp\u00f5e serem nulas as cl\u00e1usulas contratuais que deixem ao alvedrio do fornecedor de servi\u00e7os, a op\u00e7\u00e3o de concluir ou n\u00e3o o contrato ou ainda, cancel\u00e1-lo unilateralmente (art. 51, IX e XI, CDC). Retirar do consumidor o direito de desist\u00eancia, e permitir que o fornecedor receba integralmente, valor a t\u00edtulo de comiss\u00e3o por um neg\u00f3cio infrut\u00edfero seria recha\u00e7ar a legisla\u00e7\u00e3o protetiva do consumo. Ademais, todos os empreendimentos submetem-se a riscos, e a n\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o da compra e venda de um im\u00f3vel faz parte da atividade inerente \u00e0s corretoras imobili\u00e1rias. Em se tratando de direito real, a aliena\u00e7\u00e3o e3o de im\u00f3vel pertencente ao casal, dependeria da anu\u00eancia do marido, que, in casu, n\u00e3o autorizou qualquer capta\u00e7\u00e3o por parte da autora, essencial para a formaliza\u00e7\u00e3o do ato jur\u00eddico (art.242, IV, CC). Recurso conhecido e improvido. &quot;<\/em>(grifo nosso)<\/p>\n<p>O autor, ao agir de modo obscuro e desonesto para com a r\u00e9, feriu o princ\u00edpio da informa\u00e7\u00e3o, que serve para proteger n\u00e3o s\u00f3 a confian\u00e7a que a r\u00e9 depositou na rela\u00e7\u00e3o contratual estabelecida, como a confian\u00e7a na seguran\u00e7a do servi\u00e7o colocado no mercado pela autora. <\/p>\n<p>Este princ\u00edpio n\u00e3o est\u00e1 presente apenas no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, como em todas as rela\u00e7\u00f5es contratuais e extra-contratuais Assim como o princ\u00edpio da boa-f\u00e9, s\u00e3o deveres da conduta humana em qualquer ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>O sistema do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor se fundamenta na teoria da fun\u00e7\u00e3o social do contrato. Portanto, \u00e9 de se esperar n\u00e3o apenas a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o mas um servi\u00e7o adequado \u00e0s expectativas que razoavelmente se tem dele.<\/p>\n<p><em>&quot;Est\u00e1 claro que o fazer e seu resultado s\u00e3o insepar\u00e1veis, conexos de qualquer maneira, mas o CDC como que presume que o fazer foi falho, viciado, se o servi\u00e7o dele resultante n\u00e3o \u00e9 adequado ou n\u00e3o possui a prestabilidade regular.&quot;(Cl\u00e1udia Lima Marques, Contratos no C\u00f3digo de defesa do Consumidor, 3\u00aa ed., Editora Revista dos Tribunais &#8211; S\u00e3o Paulo, 1998, p. 593)<\/em><\/p>\n<p>Se a falha no servi\u00e7o, ou a sua disson\u00e2ncia com as razo\u00e1veis expectativas que se t\u00eam dele j\u00e1 ensejam um cancelamento do neg\u00f3cio e dissolu\u00e7\u00e3o do contrato, quem dir\u00e1 a atitude il\u00edcita da autora que, mantendo a r\u00e9 em erro, fulminou a confian\u00e7a depositada no neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><em>&quot;Processo : 2012.001.21496 <\/em><\/p>\n<p><em>TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<\/em><\/p>\n<p><em>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE RESCIS\u00c3O CONTRATUAL CUMULADA COM PEDIDO DE PERDAS E DANOS. RECONVEN\u00c7\u00c3O VISANDO A CONDENA\u00c7\u00c3O DOS RECONVINDOS NO PAGAMENTO DA COMISS\u00c3O DE CORRETAGEM E DE MULTA COMPENSAT\u00d3RIA. CONTRATO DE PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7OS DE CORRETAGEM. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRIMEIRO APELADO &#8211; JOSU\u00c9 MADEIRA. EXCLUS\u00c3O DO POLO ATIVO, EX OFFICIO, DA REPRESENTANTE DOS PROPRIET\u00c1RIOS APELANTES. <\/em><strong><em>CONTRATO DE INTERMEDIA\u00c7\u00c3O DE NEG\u00d3CIO DE COMPRA E VENDA QUE N\u00c3O CHEGOU A SE CONCRETIZAR EM RAZ\u00c3O DE PROCEDER DESIDIOSO DA EMPRESA DE CORRETAGEM<\/em><\/strong><em>, QUE EMITIU CHEQUE SEM PROVIMENTO DE FUNDOS, <\/em><strong><em>QUANDO DO REPASSE DO SINAL EFETUADO PELA PROMITENTE COMPRADORA. PROCEDER QUE GEROU FALTA DE CONFIAN\u00c7A POR PARTE DOS VENDEDORES, MOTIVO ESTE SUFICIENTE PARA O CANCELAMENTO DO NEG\u00d3CIO. DESFAZIMENTO DO CONTRATO, COM RESTITUI\u00c7\u00c3O DAS PARTES AO STATUS QUO ANTE<\/em><\/strong><em>. PROVIMENTO PARCIAL DO REC URSO PARA JULGAR IMPROCEDENTE O PEDIDO RECONVENCIONAL. &quot;<\/em><\/p>\n<p><strong>V) DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p>Desta feita, requer a V. Exa. :<\/p>\n<p>a) Seja julgado procedente o pedido de Gratuidade de Justi\u00e7a;<\/p>\n<p>b) seja julgado improcedente o pedido autoral de condenar o r\u00e9u no pagamento de R$ 6.000,00;<\/p>\n<p>c) seja condenada a parte autora em valor n\u00e3o inferior a 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos a t\u00edtulo de danos morais (art. 278 \u00a7 1\u00ba do CPC);<\/p>\n<p>d) seja condenada a parte autora no pagamento das custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios;<\/p>\n<p>Nestes termos,<\/p>\n<p>Pede Deferimento.Top of Form 1<\/p>\n<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 11 de novembro de 2004<\/p>\n<p>Bottom of Form 1<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[502],"class_list":["post-2991359","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-acoes-e-recursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2991359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2991359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2991359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}