{"id":2991023,"date":"2024-04-30T00:06:45","date_gmt":"2024-04-30T00:06:45","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-30T00:06:45","modified_gmt":"2024-04-30T00:06:45","slug":"impugnacao-a-contestacao-poupanca-competencia-e-inepcia","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/impugnacao-a-contestacao-poupanca-competencia-e-inepcia\/","title":{"rendered":"[MODELO] Impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 Contesta\u00e7\u00e3o  &#8211;  Poupan\u00e7a: Compet\u00eancia e In\u00e9pcia"},"content":{"rendered":"<h3>A\u00e7\u00e3o de Poupan\u00e7a &#8211; Impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 Contesta\u00e7\u00e3o <\/h3>\n<p>Excelent\u00edssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do X\u00ba\u00a0Juizado Especial C\u00edvel das Rela\u00e7\u00f5es de Consumo da Comarca de Belo Horizonte \u2013 Minas Gerais<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Processo n\u00ba: <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXXX, j\u00e1 devidamente qualificado nos autos da A\u00c7\u00c3O DE COBRAN\u00c7A que move em face do UUUU, tamb\u00e9m j\u00e1 qualificado no processo em ep\u00edgrafe, atendendo ao vosso despacho de fls., vem apresentar impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o do R\u00e9u, nos termos seguintes:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da Incompet\u00eancia do Juizado Especial <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O argumento do r\u00e9u relativo \u00e0 incompet\u00eancia no ju\u00edzo n\u00e3o pode prosperar haja vista que a mat\u00e9ria discutida n\u00e3o desafia a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial. Ora, os \u00edndices aplicados, conforme explica\u00e7\u00f5es presentes na pr\u00f3pria peti\u00e7\u00e3o inicial j\u00e1 foram amplamente discutidos nos tribunais e atualmente se encontram pac\u00edficos na jurisprud\u00eancia, n\u00e3o ensejando, portanto, a elabora\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos por \u00f3rg\u00e3o especializado nas ci\u00eancias cont\u00e1beis.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dessa forma, o pr\u00f3prio autor j\u00e1 juntou ao pedido exordial a planilha de c\u00e1lculos, relativa ao valor pretendido, que nada mais foi do que mera atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos valores depositados a menor pela institui\u00e7\u00e3o r\u00e9, ali\u00e1s,  os c\u00e1lculos n\u00e3o foram impugnados pelo contestante. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria jurisprud\u00eancia descarta a necessidade de per\u00edcia nas a\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a relativas aos expurgos da poupan\u00e7a, conforme se verifica da leitura dos julgados a seguir:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A\u00c7\u00c3O PELO RITO ORDIN\u00c1RIO. CADERNETA DE POUPAN\u00c7A. COBRAN\u00c7A DE DIFEREN\u00c7AS DE CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA ADVINDAS DO PLANO BRESSER.<em><br \/><\/em>DETERMINA\u00c7\u00c3O PELO JU\u00cdZO MONOCR\u00c1TICO DE PRODU\u00c7\u00c3O DE PROVA PERICIAL. DESNECESSIDADE. FATO NOT\u00d3RIO.<em><br \/><\/em>A\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria atrav\u00e9s da qual o Autor objetiva receber a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de sua Caderneta de Poupan\u00e7a, que foi expurgada pelo PLANO BRESSER. Decis\u00e3o que determina a realiza\u00e7\u00e3o de prova pericial, que se reforma, uma vez que cabe ao Ju\u00edzo determinar qual o \u2018\u00edndice de corre\u00e7\u00e3o\u2019 das diferen\u00e7as referentes aos rendimentos da poupan\u00e7a e n\u00e3o ao perito &#8230;\u201d( Agravo de Instrumento n\u00b0 2003.002.17028. 2\u00ba C\u00e2mara C\u00edvel. Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 03 \/ 12 \/ 2003)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EXECU\u00c7\u00c3O POR T\u00cdTULO JUDICIAL.PER\u00cdCIA CONT\u00c1BIL.DESNECESSIDADE.RECURSO PROVIDO.EXECU\u00c7\u00c3O POR T\u00cdTULO JUDICIAL &#8211; Creditamento em contas de poupan\u00e7a dos rendimentos relativos ao m\u00eas de Janeiro \/ 89 &#8211; Corre\u00e7\u00e3o dos valores &#8211; Despacho agravado determinando a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia cont\u00e1bil &#8211; Reforma, ante a desnecessidade da produ\u00e7\u00e3o de Per\u00edcia, uma vez que s\u00f3 ao Ju\u00edzo compete determinar qual o \u00edndice [da Poupan\u00e7a] a ser aplicado para a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria das diferen\u00e7as devidas.\u201d (Agravo de Instrumento n\u00b0 2012.002.14254. 8\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel. Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 21 \/ 2 \/ 2002)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cESTABELECIMENTO BANC\u00c1RIO.CADERNETA DE POUPANCA.CORRE\u00c7\u00c3OMONET\u00c1RIA. PROVAPERICIAL. ONEROSIDADE EXCESSIVA Agravo de Instrumento n\u00b0 2003.002.00341. 18 \u00aa C\u00e2mara C\u00edvel. Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 01 \/ 07 \/ 2003).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da In\u00e9pcia da Inicial<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O r\u00e9u alega que o autor n\u00e3o colacionou aos autos nenhum instrumento contratual. Contudo, como se pode observar, as alega\u00e7\u00f5es do r\u00e9u s\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a um objeto totalmente diferente da demanda.<\/p>\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u se restringe a revis\u00e3o de contrato banc\u00e1rio, entretanto, o pedido do autor persegue a restitui\u00e7\u00e3o do valor correspondente \u00e0 diferen\u00e7a de cr\u00e9ditos devidos em sua Caderneta de Poupan\u00e7a, conforme extratos que juntou e que constam de fls.  11 \u00e0s 17 dos autos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da Ilegitimidade Passiva<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O argumento relativo \u00e0 ilegitimidade passiva n\u00e3o pode prosperar haja vista que a institui\u00e7\u00e3o r\u00e9 era respons\u00e1vel pela corre\u00e7\u00e3o dos valores havidos nas contas de poupan\u00e7a do per\u00edodo relativo ao Plano Bresser, Ver\u00e3o e Collor I. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais em casos similares j\u00e1 decidiu acerca da responsabilidade das institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, sendo induvidosa que a devolu\u00e7\u00e3o dos valores depositados a menor deve ser realizada pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria haja vista a rela\u00e7\u00e3o contratual havida entre as partes:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>COBRAN\u00c7A &#8211; CADERNETA DE POUPAN\u00c7A &#8211; EXPURGOS INFLACION\u00c1RIOS &#8211; BANCO DEPOSIT\u00c1RIO &#8211; LEGITIMIDADE &#8211; &#8211; PRESCRI\u00c7\u00c3O VINTEN\u00c1RIA &#8211; PLANO BRESSER E PLANO VER\u00c3O &#8211; JUNHO DE 1987 E JANEIRO DE 1989 &#8211; \u00cdNDICE APLIC\u00c1VEL. As diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o creditadas em cadernetas de poupan\u00e7a podem ser diretamente reclamadas das institui\u00e7\u00f5es financeiras, se o preju\u00edzo resultou do &quot;&quot;Plano Bresser&quot;&quot; e do &quot;&quot;Plano Ver\u00e3o&quot;&quot;, na medida que nestes casos foi mantido o contrato, ocorrendo apenas altera\u00e7\u00e3o do indexador (&#8230;). Processo n\u00famero: 2.0000.00.503797-0\/000(1). Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 12\/01\/07<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A\u00c7\u00c3O DE COBRAN\u00c7A &#8211; CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA DE DEP\u00d3SITOS DE CADERNETA DE POUPAN\u00c7A &#8211; EXPURGOS INFLACION\u00c1RIOS &#8211; PLANOS BRESSER (JUNHO\/87) E VER\u00c3O (JANEIRO\/89) &#8211; APELA\u00c7\u00c3O PRINCIPAL &#8211; LEGITIMIDADE PASSIVA DA INSTITUI\u00c7\u00c3O FINANCEIRA DEPOSIT\u00c1RIA ESPECIFICAMENTE NO PER\u00cdODO SOB AN\u00c1LISE &#8211; REJEITADA PRELIMINAR &#8211; PRESCRI\u00c7\u00c3O VINTEN\u00c1RIA &#8211; CORRETA A ATUALIZA\u00c7\u00c3O PELO IPC, NOS PERCENTUAIS PLEITEADOS (JUNHO\/87 &#8211; 26,06% E JANEIRO\/89 &#8211; 42,72%) &#8211; ENTENDIMENTO PAC\u00cdFICO DO STJ &#8211; IMPROVIMENTO &#8211; APELA\u00c7\u00c3O ADESIVA &#8211; JUSTOS OS HONOR\u00c1RIOS FIXADOS PELO DOUTO JUIZ PRIMEVO &#8211; IMPROVIMENTO. &#8211; Acertada a r. decis\u00e3o a quo ao conferir legitimidade passiva ao banco r\u00e9u para responder pela corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nas cadernetas de poupan\u00e7a, nos meses de junho\/87 e janeiro\/89, sendo este entendimento pac\u00edfico do egr\u00e9gio STJ; (Processo n\u00famero: 1.0024.04.538946-7\/001. Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 19\/01\/06).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como o valor depositado a menor para os poupadores permaneceu em poder das institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, a devolu\u00e7\u00e3o deste \u00e9 medida que visa repelir o enriquecimento sem causa, fato este expressamente vedado pelo C\u00f3digo Civil Brasileiro:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer \u00e0 custa de outrem, ser\u00e1 obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualiza\u00e7\u00e3o dos valores monet\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais se pronunciou sobre a configura\u00e7\u00e3o do enriquecimento il\u00edcito por parte do banco deposit\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>(&#8230;) \u00c9 devida a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria integral relativa ao m\u00eas de janeiro de 1989 nas contas de caderneta de poupan\u00e7a, sob pena de enriquecimento il\u00edcito do banco deposit\u00e1rio. (Processo n\u00ba 1.0518.05.077907-4\/001 -. Data do ac\u00f3rd\u00e3o: 06\/09\/06).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Do Banco YYYY<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Afirma o r\u00e9u que, n\u00e3o \u00e9 sucessor ou incorporador do Banco YYY S.A., pelo fato deste \u00faltimo continuar a ter personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria, e que o banco r\u00e9u adquiriu apenas  determinados ativos pertencentes ao Grupo YYYY.<\/p>\n<p>Afirma, ainda, que o UUUUU assumiu \u00fanica e exclusivamente a carteira de clientes e ag\u00eancias do Banco YYYY, contudo,  deixou de juntar documentos  que comprovassem que n\u00e3o assumiu a carteira de dep\u00f3sitos da poupan\u00e7a, diga-se de passagem que esta afirma\u00e7\u00e3o atrai para o r\u00e9u a comprova\u00e7\u00e3o de suas alega\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto, data v\u00eania, a legitimidade passiva do banco r\u00e9u j\u00e1 foi objeto de in\u00fameros outros julgados, e em todos, restou claro que, no que se refere as rela\u00e7\u00f5es com os correntistas,  \u00e9 sucessor do Banco YYYY .<\/p>\n<p>Esta mat\u00e9ria j\u00e1 se encontra absolutamente superada pela pac\u00edfica jurisprud\u00eancia dos tribunais, sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p><strong>EMENTA: APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA. CADERNETA DE POUPAN\u00c7A. CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA. PLANO VER\u00c3O. ILEGITIMIDADE PASSIVA.<\/strong> \u00c9 o Banco Unibanco, sucessor do Banco Nacional, parte passiva leg\u00edtima, eis que institui\u00e7\u00e3o financeira, benefici\u00e1ria dos pagamentos feitos a menor. Precedentes da Corte. Preliminar rejeitada PRESCRI\u00c7\u00c3O. Aplica-se o prazo vinten\u00e1rio e n\u00e3o o q\u00fcinq\u00fcenal ou trienal, consoante o artigo 177 do CC\/16 e 2028 do NCC. Preliminar rejeitada. (TJRS,  n\u00famero: <a href=\"http:\/\/www.tj.rs.gov.br\/site_php\/consulta\/consulta_processo.php?nome_comarca=Tribunal+de+Justi%E7a&amp;versao=&amp;versao_fonetica=1&amp;tipo=1&amp;id_comarca=700&amp;num_processo_mask=70019453216&amp;num_processo=70019453216 \" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>\u00a070019453216,<\/em><\/a> relator: Walda Maria Melo Pierr\u00f4, data de julgamento: 31\/05\/2007, publica\u00e7\u00e3o: Di\u00e1rio de Justi\u00e7a do dia 15\/06\/2007).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Importa observar que o autor comprovou ter mantido saldo em conta de poupan\u00e7a nos per\u00edodos reclamados, n\u00e3o tendo o Banco r\u00e9u feito qualquer prova no sentido de que tais contas j\u00e1 haviam sido encerradas quando da sucess\u00e3o, data venia,  \u00f4nus probat\u00f3rio seu al\u00e9m do que \u00e9 irrelevante para a demanda.<\/p>\n<p>De qualquer forma,  o certo \u00e9 que o cr\u00e9dito relativo \u00e0 diferen\u00e7a de aplica\u00e7\u00e3o de \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria foi contabilizado em favor da institui\u00e7\u00e3o financeira que administrava a conta e transferido ao Banco r\u00e9u.<\/p>\n<p>Sendo certo que o poupador da \u00e9poca faz jus a esse cr\u00e9dito, resta \u00f3bvio que n\u00e3o \u00e9 da institui\u00e7\u00e3o financeira extinta que ele deve cobrar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, tal alega\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi recha\u00e7ada no Tribunal de Justi\u00e7a  do Rio Grande do Sul em julgamentos an\u00e1logos envolvendo o HHHH como sucessor do ZZZZ Confira-se:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. NEG\u00d3CIOS JUR\u00cdDICOS BANC\u00c1RIOS. CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA. POUPAN\u00c7A. JUNHO\/87 E JANEIRO\/89. ILEGITIMIDADE PASSIVA. <\/em>Inocorr\u00eancia. O HSBC, por ter assumido parte do passivo e ativo do grupo Bamerindus, \u00e9 parte leg\u00edtima para figurar no p\u00f3lo passivo da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a. Senten\u00e7a desconstitu\u00edda. APLICA\u00c7\u00c3O DO ART. 515, \u00a7 3\u00ba DO CPC. Possibilidade de, em segundo grau, enfrentar-se o m\u00e9rito da demanda, por tratar-se de mat\u00e9ria de direito e o feito estar apto para o julgamento, conforme art. 515, \u00a7 3\u00ba, do CPC. CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA EM JUNHO\/87 E JANEIRO\/89. Configura direito adquirido do investidor ao \u00edndice previamente estabelecido quando, no curso do per\u00edodo aquisitivo, houver altera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de atualiza\u00e7\u00e3o da moeda em dep\u00f3sito de caderneta de poupan\u00e7a. APELA\u00c7\u00c3O PROVIDA. SENTEN\u00c7A DESCONSTITU\u00cdDA. A\u00c7\u00c3O JULGADA PROCEDENTE. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 70013377247, D\u00e9cima Oitava C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Andr\u00e9 Luiz Planella Villarinho, Julgado em 30\/03\/2013) <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a. Caderneta de poupan\u00e7a. Plano de Reajustamento econ\u00f4mico. Planos Bresser e Ver\u00e3o. Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de junho de 1987 e de janeiro de 1989. Ilegitimidade passiva. Recurso manifestamente protelat\u00f3rio. O banco HSBC, como sucessor, \u00e9 parte passiva leg\u00edtima para responder \u00e0 a\u00e7\u00e3o que objetiva o pagamento das diferen\u00e7as havidas em conta de poupan\u00e7a mantida no Banco Bamerindus S\/A, como sucedido. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou, em definitivo, a orienta\u00e7\u00e3o de que, no c\u00e1lculo da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de caderneta de poupan\u00e7a aplica-se \u00edndices de 26,06% e de 42,72% aos meses de junho de 1987 e janeiro de 1989, respectivamente, do que se deve subtrair o percentual depositado para apurar-se a diferen\u00e7a devida. A apela\u00e7\u00e3o demonstra-se manifestamente improcedente, na medida em que investe contra a jurisprud\u00eancia dominante, fazendo-o com intuito manifestamente protelat\u00f3rio do pagamento da d\u00edvida que o complemento da caderneta de poupan\u00e7a representa, justificando a condena\u00e7\u00e3o da multa de 1%. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 70013336342, Vig\u00e9sima C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Carlos Cini Marchionatti, Julgado em 30\/11\/2012)  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da Prescri\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Recebimento da diferen\u00e7a de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria em resgate de poupan\u00e7a \u00e9 de direito pessoal e comum, e est\u00e1, portanto, sujeito \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o de vinte anos, conforme regra do art. 177 do C\u00f3digo Civil Brasileiro de 1.916 c\/c art. 2.028 do C\u00f3digo Civil Brasileiro de 2.002:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art.\u00a0177.\u00a0\u00a0As a\u00e7\u00f5es pessoais prescrevem, ordinariamente, em 20 (vinte) anos, as reais em 10 (dez), entre presentes, e entre ausentes, em 15 (quinze), contados da data em que poderiam ter sido propostas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sem raz\u00e3o o r\u00e9u ao pretender a prescri\u00e7\u00e3o q\u00fcinq\u00fcenal, com base no artigo 178, III, do CC\/16, ao argumento de que os juros, como presta\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria, n\u00e3o se confundem com o principal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria integra o pr\u00f3prio cr\u00e9dito, que o que persegue em ju\u00edzo ao  autor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que nas a\u00e7\u00f5es de direito pessoal, como tais as que se objetiva a complementa\u00e7\u00e3o de numer\u00e1rio pago a menor a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o por dep\u00f3sito em caderneta de poupan\u00e7a, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 vinten\u00e1ria, nos termos do artigo 177 do CC\/16, vigente \u00e0 \u00e9poca da contrata\u00e7\u00e3o.  N\u00e3o se podendo aplicar o prazo trienal contido no artigo 206, \u00a7 5\u00ba do Novo C\u00f3digo Civil, porque incidente a regra de transi\u00e7\u00e3o de que trata o artigo 2028 do mesmo diploma legal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sobre esta mat\u00e9ria, repiso precedentes oriundos do STJ, verbis:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CADERNETA DE POUPAN\u00c7A. REMUNERA\u00c7\u00c3O NOS MESES DE JUNHO DE 1987 E JANEIRO DE 1989. PLANOS BRESSER E VER\u00c3O. PRESCRI\u00c7\u00c3O. DIREITO ADQUIRIDO. QUITA\u00c7\u00c3O T\u00c1CITA. FUNDAMENTO INATACADO. IPC DE 42,72%. DATAS-BASES DAS CADERNETAS DE POUPAN\u00c7A. AUS\u00caNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. S\u00daMULA N\u00ba 07\/STJ. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. PRECEDENTE DA CORTE.<\/strong><\/p>\n<p>1. Nas a\u00e7\u00f5es em que s\u00e3o impugnados os crit\u00e9rios de remunera\u00e7\u00e3o de cadernetas de poupan\u00e7a e s\u00e3o postuladas as respectivas diferen\u00e7as, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 vinten\u00e1ria, j\u00e1 que se discute o pr\u00f3prio cr\u00e9dito e n\u00e3o os seus acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>2. (&#8230;)<\/p>\n<p>7. Recurso especial da institui\u00e7\u00e3o financeira conhecido e provido, em parte, e recurso dos autores n\u00e3o conhecido.(REsp n\u00ba 433003\/SP, 3\u00aa Turma do STJ, rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, DJ 25\/11\/2002.)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CADERNETA DE POUPAN\u00c7A &#8211; CRUZADOS NOVOS BLOQUEADOS \u2013 CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA &#8211; LEGITIMIDADE &#8211; BACEN &#8211; BANCO DEPOSIT\u00c1RIO &#8211; PRESCRI\u00c7\u00c3O &#8211; \u00cdNDICE. <\/strong><\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras deposit\u00e1rias s\u00e3o partes leg\u00edtimas nas a\u00e7\u00f5es sobre remunera\u00e7\u00e3o das cadernetas de poupan\u00e7a no per\u00edodo de janeiro de 1989. A prescri\u00e7\u00e3o, nestes casos, \u00e9 vinten\u00e1ria e n\u00e3o q\u00fcinq\u00fcenal. (&#8230;) (REsp n\u00ba 227042, Rel. Min. Garcia Vieira, 07\/11\/2012)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No TJ\/RS, o entendimento jurisprudencial n\u00e3o destoa. Destacamos o seguinte precedente:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>COBRAN\u00c7A. DIFEREN\u00c7AS DE CADERNETAS DE POUPAN\u00c7A. A\u00c7\u00c3O DE COBRAN\u00c7A. CADERNETA DE POUPAN\u00c7A. \u00cdNDICES DE JUNHO\/1987 E JANEIRO\/1989. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA REJEITADA.<\/em> Considerando que o apelante \u00e9 deposit\u00e1rio de institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, este possui legitimidade para atuar como parte passiva em demandas que versem sobre indexadores creditados \u00e0s contas de caderneta de poupan\u00e7a. PRESCRI\u00c7\u00c3O AFASTADA. Inocorrente, pois se aplica ao caso o art. 177 do C\u00f3digo Civil e n\u00e3o o inciso III do \u00a710\u00ba do art. 178, j\u00e1 que se trata de direito obrigacional personal\u00edssimo. (&#8230;)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>PRELIMINARES REJEITADAS. APELA\u00c7\u00c3O DESPROVIDA.<\/em> (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 70015701469, D\u00e9cima Sexta C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Paulo Augusto Monte Lopes, Julgado em 16\/08\/2013). <\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Do m\u00e9rito<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No m\u00e9rito, o autor reitera todos os termos da peti\u00e7\u00e3o inicial para que o r\u00e9u seja condenado a pagar as diferen\u00e7as relativas aos expurgos dos Planos Bresser e os reflexos relativos aos Planos Ver\u00e3o e Collor I, conforme extratos e planilha de c\u00e1lculos anteriormente juntados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Antes do exame do direito reclamado relativo aos \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de saldos em poupan\u00e7a atingidos por planos econ\u00f4micos, \u00e9 bom que se diga que constitui direito adquirido dos poupadores, conforme disp\u00f5e o art. 5\u00ba, XXXVI da CF, a incid\u00eancia do regramento vigente na data de anivers\u00e1rio (data-base) da caderneta de poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nesse sentido \u00e9 a jurisprud\u00eancia do STJ, verbis:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>DIREITO ECON\u00d4MICO. CADERNETA DE POUPAN\u00c7A. ALTERA\u00c7\u00c3O DO CRIT\u00c9RIO DE ATUALIZA\u00c7\u00c3O. JANEIRO\/1989. DIREITO ADQUIRIDO. NORMA DE ORDEM P\u00daBLICA. INTERESSE COLETIVO. RECURSO DESACOLHIDO. <\/strong><\/p>\n<p>I- iniciada ou renovada caderneta de poupan\u00e7a, norma posterior que altere o \u00edndice sobre tal modalidade de investimento n\u00e3o pode retroagir para alcan\u00e7\u00e1-la tendo incid\u00eancia imediata e dispondo para o futuro, n\u00e3o afeta as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas j\u00e1 constitu\u00eddas. <\/p>\n<p>II- O crit\u00e9rio de atualiza\u00e7\u00e3o estabelecido quando da abertura ou renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das cadernetas de poupan\u00e7a, para vigorar durante o per\u00edodo mensal seguinte, passa a ser a partir de ent\u00e3o, direito adquirido do poupador. (RESP. 16505\/SP, QUARTA TURMA, REL. MIN. S\u00c1LVIO DE FIGUEIREDO, JULGADO EM 03.11.92).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O que deve ser ressaltado \u00e9 que constou da inicial uma clara exposi\u00e7\u00e3o sobre os fatos e fundamentos jur\u00eddicos que deram ensejo ao direito do autor, abordando cuidadosamente os \u00edndices aplicados, que foram utilizados para a elabora\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00cdndice de junho de 87<\/strong> (explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e0s fls. 02 e 03 dos autos): <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a era feita pela varia\u00e7\u00e3o do IPC ou pela varia\u00e7\u00e3o da LBC, utilizando-se a que obtivesse o melhor resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em junho de 87 a varia\u00e7\u00e3o do IPC foi maior do que a varia\u00e7\u00e3o da LBC, chegando a atingir um percentual de 26, 06%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ocorre que em 15 de junho de 87 foi institu\u00eddo o Plano Bresser, que trouxe muitas medidas para se tentar conter a infla\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dentre elas \u00e9 importante citar a Resolu\u00e7\u00e3o 1338\/87 do Banco Central que criou um novo crit\u00e9rio de corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a, qual seja a OTN.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os bancos, ent\u00e3o, a partir de 01 julho aplicaram o novo crit\u00e9rio, que atingiu o \u00edndice de 18,02%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Entretanto essa aplica\u00e7\u00e3o foi feita de forma incorreta, pois as contas de poupan\u00e7a cujo anivers\u00e1rio ocorreu at\u00e9 o dia 15 j\u00e1 tinham iniciado os seus trint\u00eddios, e, portanto teriam direito ao crit\u00e9rio anterior em virtude do direito adquirido por se tratar de uma rela\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dessa forma, os poupadores com data de anivers\u00e1rio da poupan\u00e7a anterior ao dia 15 tiveram um preju\u00edzo de 8,04%, que est\u00e1 sendo pleiteado acrescido da devida atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros legais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o do reflexo do expurgo de janeiro de 89 <\/strong>(explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e0 fl. 03 dos autos)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O crit\u00e9rio para o reajuste da poupan\u00e7a, desde a resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1338\/87 era a varia\u00e7\u00e3o da OTN.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ocorre que em 15 de janeiro de 89 foi institu\u00eddo o Plano Ver\u00e3o (Medida Provis\u00f3ria 32, convertida na Lei n \u00ba7.730\/89) que trouxe outras medidas para conter a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Uma importante medida trazida pelo Plano Ver\u00e3o foi a extin\u00e7\u00e3o da OTN como crit\u00e9rio de remunera\u00e7\u00e3o das cadernetas de poupan\u00e7a, mandando-se aplicar a partir de 01 de fevereiro de 89 a varia\u00e7\u00e3o da LFT, que atingiu o percentual de 22,35%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Destaca-se que no Plano Ver\u00e3o tamb\u00e9m havia previs\u00e3o de que a partir de maio de 89 as cadernetas de poupan\u00e7a seriam remuneradas pela varia\u00e7\u00e3o do IPC havida no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mais uma vez a aplica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices foi feita de forma incorreta, pois as contas de poupan\u00e7a cujo anivers\u00e1rio ocorreu at\u00e9 o dia 15 j\u00e1 tinham iniciado os seus trint\u00eddios, e portanto teriam direito ao crit\u00e9rio anterior em virtude do direito adquirido por se tratar de uma rela\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um detalhe muito importante: o crit\u00e9rio anterior (a OTN) j\u00e1 havia sido extinto, e portanto havia uma lacuna legal pois n\u00e3o se sabia qual o crit\u00e9rio a aplicar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Assim, diante dessa situa\u00e7\u00e3o o STJ entendeu que o \u00edndice que melhor reflete a infla\u00e7\u00e3o no per\u00edodo seria o IPC, que atingiu o percentual de 42,72%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dessa forma, os poupadores com data de anivers\u00e1rio da poupan\u00e7a anterior ao dia 15 tiveram um preju\u00edzo de 20,36%, que est\u00e1 sendo pleiteado acrescido da devida atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e dos juros legais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No presente caso a postula\u00e7\u00e3o da autora se restringe ao expurgo financeiro ocorrido no m\u00eas de junho\/julho de 1987. Contudo, conforme o explicado, a Institui\u00e7\u00e3o R\u00e9 incidiu no mesmo equ\u00edvoco em janeiro\/fevereiro de 1989. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Assim, quando da atualiza\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos do presente pedido, dever\u00e1 ser considerado o <strong>reflexo do Plano Ver\u00e3o<\/strong>, calculando-se a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de janeiro\/fevereiro de 1989 no \u00edndice de <em>42,72%,<\/em> conforme orienta\u00e7\u00e3o do Egr\u00e9gio Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o do reflexo do expurgo de Abril a Maio de 90 <\/strong>(explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e0s fl. 03 a 05 dos autos)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da poupan\u00e7a nos <em>meses de maio e junho de 1990<\/em>, tamb\u00e9m houve expurgo, mas n\u00e3o com base no direito adquirido conforme ocorreu nos per\u00edodos de junho de 87 e janeiro de 89, mas, por lacuna legal que autorizasse a altera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 a promulga\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 168\/90, as Cadernetas de Poupan\u00e7a eram remuneradas com base no IPC, conforme a regra do artigo 17, inc. III, da Lei 7.730\/1989, que previa que a partir de maio de 89 os saldos das cadernetas de poupan\u00e7a ser\u00e3o atualizados com base na varia\u00e7\u00e3o do IPC verificada no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Medida Provis\u00f3ria 168\/90 disp\u00f4s sobre a convers\u00e3o dos saldos das cadernetas de poupan\u00e7a em cruzeiros at\u00e9 o limite de NCz$ 50.000,00 (cinq\u00fcenta mil cruzados novos), e que os valores excedentes seriam recolhidos ao Banco Central e somente convertidos e liberados a partir de setembro de 1991, em doze parcelas mensais, iguais e sucessivas. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sobre os valores superiores a NCz$ 50.000,00, recolhidos ao Banco Central, ficou estabelecido que seriam atualizados pela BTN Fiscal. Contudo, n\u00e3o se alterou a norma ent\u00e3o vigente de corre\u00e7\u00e3o pelo IPC em rela\u00e7\u00e3o aos valores que continuassem na conta de poupan\u00e7a sob administra\u00e7\u00e3o dos bancos. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dias depois, notando que os saldos que continuassem nas contas de poupan\u00e7a ainda seriam corrigidos pelo IPC, o Governo editou a MP 172, alterando a reda\u00e7\u00e3o do caput do art. 6\u00ba. e seu \u00a7 1\u00ba. da MP 168, dispondo que todos os saldos fossem remunerados pelo BTN  Fiscal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Todavia, o Congresso Nacional desprezou as modifica\u00e7\u00f5es da MP 172 e <em>converteu a MP 168 na Lei 8.024\/90 com a sua reda\u00e7\u00e3o original<\/em>. Portanto, a MP 172 restou revogada pela Lei de Convers\u00e3o e, por conseq\u00fc\u00eancia, perderam efic\u00e1cia as suas disposi\u00e7\u00f5es e as circulares do Banco Central nelas embasadas, <em>permanecendo a corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a pelo IPC, conforme a Lei 7730\/89.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As MPs 180 e 184, editadas posteriormente, tentaram restabelecer a reda\u00e7\u00e3o da MP 172, contudo, n\u00e3o foram convertidas e sequer reeditadas. Assim, tamb\u00e9m perderam a efic\u00e1cia.<\/p>\n<\/p>\n<p>Enfim, data v\u00eania, resta claro que as contas de poupan\u00e7a que permaneceram nos bancos deveriam ter sido remuneradas <em>em maio de 1990 pelo IPC do <\/em><strong>m\u00eas abril (44,80%) e, no m\u00eas de junho de 1990, pelo IPC de maio (7.87%),<\/strong> com base na Lei 7730\/89 ent\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O desatendimento da norma legal pelos bancos nos lan\u00e7amentos da remunera\u00e7\u00e3o de Maio e Junho de 1990 resultou em um <em>preju\u00edzo para os poupadores na ordem de 44,80% no m\u00eas de Maio<\/em>, per\u00edodo em que a poupan\u00e7a ficou congelada (0,00%), <em>e 2,49%, no m\u00eas de Junho<\/em>, descontado o \u00edndice de 5,38% efetivamente creditado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Desse modo, sob pena de ferir o constitucional direito adquirido e desatender as normas vigentes \u00e0 \u00e9poca, os poupadores t\u00eam direito \u00e0 reposi\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as dos valores efetivamente creditados, devidamente acrescidas dos \u00edndices de atualiza\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a desde \u00e0quela data e at\u00e9 a data do efetivo pagamento, <em>e os <\/em><strong>reflexos sobre os expurgos ocorridos anteriormente<\/strong>, al\u00e9m dos juros morat\u00f3rios e demais comina\u00e7\u00f5es legais. <\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto que merece destaque dentro das alega\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito da contesta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u se relaciona aos extratos supostamente \u201cn\u00e3o\u201d apresentados, conforme confirma a seguinte passagem, que merece ser devidamente transcrita:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201c (&#8230;) o autor n\u00e3o juntou aos autos os extratos, assim n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a averigua\u00e7\u00e3o imediata da aus\u00eancia dos pagamentos ora reclamados, nem mesmo a exist\u00eancia de fundos nas contas ou ainda a data do anivers\u00e1rio das contas&#8230;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ora, claro, por qualquer lapso o banco r\u00e9u deixou de ler a pe\u00e7a exordial e de examinar os documentos juntados quando da propositura da a\u00e7\u00e3o. Ou, ent\u00e3o, a estrutura das alega\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito da contesta\u00e7\u00e3o decorrem de um padr\u00e3o, previamente produzido para responder \u00e0s milhares de a\u00e7\u00f5es ajuizadas com esse mesmo fim. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Primeiramente \u00e9 importante dizer que os extratos encontram-se inclusos aos autos  \u00e0s fls. 11\/17. Contudo, esse fato n\u00e3o obstou que fossem apurados os valores da \u00e9poca, como o valor do dep\u00f3sito e a data, possibilitando assim a elabora\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos apresentados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Resta claro, que o autor produziu provas sobre a exist\u00eancia de seu direito, sendo que o r\u00e9u apenas contestou genericamente o documento apresentado, alegando que o mesmo n\u00e3o se encontra acostado aos autos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por todo o exposto tem-se que o pedido inicial \u00e9 oportuno, legal, justo e, por conseq\u00fc\u00eancia, deve ser acolhida a sua integral proced\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Belo Horizonte,\u00a0 de Julho de 200X.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \t\tAdvogado<\/p>\n<p>OAB-MG *******<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[502],"class_list":["post-2991023","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-acoes-e-recursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2991023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2991023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2991023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}