{"id":2984983,"date":"2024-04-25T19:30:41","date_gmt":"2024-04-25T19:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-25T19:30:41","modified_gmt":"2024-04-25T19:30:41","slug":"prioridade-de-tramitacao-estatuto-do-idoso","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/prioridade-de-tramitacao-estatuto-do-idoso\/","title":{"rendered":"[MODELO] Prioridade de Tramita\u00e7\u00e3o  &#8211;  Estatuto do Idoso"},"content":{"rendered":"<p>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DE ____________(Conforme art. 319, I, NCPC e organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria da UF)<\/p>\n<p><strong>Prioridade de tramita\u00e7\u00e3o em face do ESTATUTO DO IDOSO<\/strong><\/p>\n<p>NOME COMPLETO DA PARTE AUTORA, nacionalidade, estado civil (ou a exist\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel), profiss\u00e3o, portador da carteira de identidade n\u00ba xxxx, inscrita no CPF\/MF sob o n\u00ba xxx, endere\u00e7o eletr\u00f4nico, residente e domiciliado na xxxx (endere\u00e7o completo), por seu advogado abaixo subscrito, conforme procura\u00e7\u00e3o anexa <strong>(doc. 01)<\/strong>, com endere\u00e7o profissional (completo), para fins do <strong>art. 106, I, do<\/strong> <strong>Novo C\u00f3digo de Processo Civil<\/strong>, com fulcro nos <strong>Arts. 319, 308 e seguintes do mesmo C\u00f3digo<\/strong>, nos artigos \u00fateis do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e 196 e 197 da CF\/88, vem mui respeitosamente a V. Ex\u00aa, propor a presente<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER, COM PEDIDO DE TUTELA PROVIS\u00d3RIA DE URG\u00caNCIA, COM LIMINAR \u2013 <em>INAUDITA ALTERA PARS<\/em> \u2013 PARA REATIVA\u00c7\u00c3O DE CONTRATO POR TEMPO INDETERMINADO C\/C DANOS MORAIS &#8211; nos termos do art. 300 do NCPC<\/strong><\/p>\n<p>contra a<strong> _____________<\/strong>, localizada na Rua <strong>_____________<\/strong>, inscrita no CPNJ sob o n\u00ba <strong>_____________<\/strong>, pessoa jur\u00eddica de direito privado, com sede na <strong>_____________<\/strong>, inscrita no CNPJ sob o n\u00ba\u00a0 <strong>_____________<\/strong>, <strong>endere\u00e7o eletr\u00f4nico<\/strong>, pelos relevantes motivos de fato e de direito adiante expostos:<\/p>\n<p><strong>PRELIMINARMENTE\t<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; DA PRIORIDADE DE TRAMITA\u00c7\u00c3O DE PROCEDIMENTOS JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n<p>Requer a parte Autora a Vossa Excel\u00eancia o benef\u00edcio da prioridade de tramita\u00e7\u00e3o da presente a\u00e7\u00e3o, com fulcro na reda\u00e7\u00e3o <strong>do Art. 1.048, I do NCPC<\/strong>, o qual segue abaixo transcrito:<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u201c Art. 1.048 \u2013 Ter\u00e3o prioridade de tramita\u00e7\u00e3o, em qualquer ju\u00edzo ou tribunal, os procedimentos judiciais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; Os em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou portadora de doen\u00e7a grave, assim compreendida qualquer das enumeradas no art. 6\u00ba, inciso XIV, da Lei n 7.713, de 22 de dezembro de 1988;\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\tO Autor, nascido em ____________, \u00e9 pessoa idosa, com a idade de __ anos <strong>(doc. __)<\/strong>. Portanto, requer as provid\u00eancias cab\u00edveis no sentido de priorizar o atendimento processual.<\/p>\n<p><strong>DOS FATOS\t<\/strong><\/p>\n<p>\tA medida em refer\u00eancia visa a proteger direito inconteste da parte Autora, consubstanciado na utiliza\u00e7\u00e3o do CONTRATO DE PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7OS M\u00c9DICOS, firmado com a R\u00e9, ____________, em ____ de ____, pela<strong>  <\/strong>____________<strong>, com a qual a parte Autora tinha v\u00ednculo empregat\u00edcio, tendo se aposentado em <\/strong>____________<strong>.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>O Autor possuia c\u00f3digo de usu\u00e1rio n\u00ba ____________<strong> (doc. _), <\/strong>e tinha como dependente a sua esposa, Sra. ____________<strong> (doc. ___), <\/strong>que possu\u00eda c\u00f3digo de usu\u00e1ria n\u00ba ____________<strong> (doc. __). <\/strong>Por se tratar de t\u00edpico contrato de ades\u00e3o, as cl\u00e1usulas foram elaboradas unilateralmente pela empresa Seguradora R\u00e9, sem que fosse dado ao Demandante o direito de discuti-las previamente, como de praxe o s\u00e3o os ajustes desta natureza.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, desde o in\u00edcio da vig\u00eancia do presente contrato, em nenhum momento deixou a parte Autora de cumprir com a sua parte na aven\u00e7a, conforme faz prova, Declara\u00e7\u00e3o anexa <strong>(doc. __).<\/strong> <\/p>\n<p>Desta forma, n\u00e3o houve da parte Autora qualquer motivo para que a empresa R\u00e9 limitasse os seus direitos de consumidor\/usu\u00e1rio, tampouco ocorreu qualquer ruptura no referido pacto, ou interrup\u00e7\u00e3o parcial motivada pela mesma.<\/p>\n<p>\tOcorre que o Demandante se aposentou, sendo desligado da empresa em ____________, sendo, ent\u00e3o, concedida ao Segurado, a extens\u00e3o contratual de 02 anos e seis meses, que findou em ____________.<\/p>\n<p>\tEm tal termo, ficaram mantidas as mesmas condi\u00e7\u00f5es assistenciais de que gozava enquanto ainda trabalhava pela empresa, por um per\u00edodo de 24 (vinte e quatro) meses, em conformidade com o art. 30 da Lei n\u00ba. 9.656\/98. Desta forma, os Demandantes foram assistidos pelo Plano at\u00e9 ____________. Na \u00e9poca, a parte Autora <strong>j\u00e1 era usu\u00e1ria do referido Plano de Sa\u00fade h\u00e1 mais de 10 anos.<\/strong><\/p>\n<p>\t\u00c9 sabido que a pr\u00f3pria <strong>Lei 9.656\/98, em seu art. 31<\/strong>, assegura ao aposentado que contribuir para o Plano, em decorr\u00eancia do v\u00ednculo empregat\u00edcio, pelo prazo m\u00ednimo de 10 (dez) anos, o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio por tempo indeterminado, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de cobertura assistencial de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral.<\/p>\n<p>            Por ostentar a condi\u00e7\u00e3o de <strong>Aposentado<\/strong> e <strong>portador de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, operado em 20__<\/strong> <strong>(docs. ___)<\/strong> al\u00e9m de ter contribu\u00eddo por mais de 10 (dez) anos, tem o Demandante e sua dependente o direito de ser-lhe aplicado o art. 31 da Lei 9.656\/98, sob pena de ofensa ao mandamento legal. Assim, a Assist\u00eancia m\u00e9dica do Autor deve ser mantida <strong>POR TEMPO INDETERMINDADO<\/strong>, conforme prev\u00ea a lei.<\/p>\n<p>\tAo tomar conhecimento de seu direito, a parte Autora enviou Of\u00edcio \u00e0 Seguradora, c\u00f3pia anexa<strong> (docs. __) <\/strong>com o objetivo de requerer a aplica\u00e7\u00e3o do art. 31 da Lei em comento ao seu caso, mantendo-se benefici\u00e1ria por tempo indeterminado da Operadora R\u00e9, sem preju\u00edzo de continuar pagando integralmente a presta\u00e7\u00e3o mensal. <\/p>\n<p>\tEntretanto, a Seguradora n\u00e3o se deu sequer ao trabalho de enviar resposta at\u00e9 o presente momento.<\/p>\n<p>\tAl\u00e9m de tudo o que foi relatado, o Autor e sua dependente necessitam de assist\u00eancia m\u00e9dica e hospitalar cont\u00ednua, decorrente de idade e de enfermidades graves<strong>.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>\tResta latente o abuso da Empresa R\u00e9 em cancelar contrato de sa\u00fade firmado sem qualquer v\u00edcio jur\u00eddico, nem a pedido da parte Autora em permanecer por tempo indeterminado no plano em quest\u00e3o, um direito que lhe \u00e9 conferido a teor do art. 31 da Lei 9.656\/98, por gozar de aposentadoria, bem como ter mais de 10 anos de plano, laborando na mesma empresa. Levando-se ainda em considera\u00e7\u00e3o o direito primordial \u00e0 VIDA (pois depende da continuidade dos tratamentos prestados pelo plano de sa\u00fade R\u00e9u) e seu direito de consumidor, que mediante esse cancelamento unilateral restaria lesado. <\/p>\n<p>Como visto, \u00e9 imprescind\u00edvel a perman\u00eancia da parte Usu\u00e1ria na Operadora R\u00e9, considerando que n\u00e3o podem ficar desassistidos de atendimento m\u00e9dico hospitalar, por ser uma pessoa idosa, com doen\u00e7as pr\u00e9-existentes e, sobretudo, por fazer jus ao direito conferido pelo art. 31 da Lei 9.656\/98, devendo ser assegurada a manuten\u00e7\u00e3o da parte Autora e de sua dependente como benefici\u00e1rios por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>Sabe-se que manter um plano de sa\u00fade nos dias atuais passou a ser vital para os cidad\u00e3os, uma vez que o SUS apresenta um sistema de sa\u00fade defeituoso, deficit\u00e1rio e lento, n\u00e3o restando alternativa a n\u00e3o ser contratar assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar privada. <\/p>\n<p>Ocorre que se torna t\u00e3o indispens\u00e1vel que os seres humanos fazem de um tudo para arcar com o pre\u00e7o de um plano de sa\u00fade, como <em>in casu<\/em>, que sempre sacrificou seu or\u00e7amento para permanecer no plano de sa\u00fade, e, agora, quando mais precisa, v\u00ea-se com seu plano de sa\u00fade em perigo de ser cancelado, sem poder ter a assist\u00eancia m\u00e9dica apropriada.<\/p>\n<p>Frise-se que, ao aderir a um novo plano de sa\u00fade, deve-se cumprir 24 (vinte e quatro) meses de car\u00eancia, impossibilitando assim, a continuidade de tratamento m\u00e9dico da parte Autora. Al\u00e9m disso, em decorr\u00eancia de doen\u00e7a preexistente, os custos a serem arcados com um novo contrato seriam absurdos.<\/p>\n<p>Portanto, a DESOLA\u00c7\u00c3O e a PREOCUPA\u00c7\u00c3O da parte Autora s\u00e3o, no m\u00ednimo, vexat\u00f3rias, visto que se v\u00ea numa situa\u00e7\u00e3o degradante, constrangedora e humilhante, tendo todo seu direito negado, d\u00eas que a VIDA deve ser preservada com dignidade, porquanto \u00e9 um direito inconteste e constitucional de qualquer ser humano.<\/p>\n<p>A parte Autora, consternada com a atitude impositiva, ilegal, abusiva e unilateral da R\u00e9, principalmente pelo descaso com Usu\u00e1rios de mais de 10 (dez) anos de Plano, inicia uma Demanda Judicial, para ver restaurado seu direito que foi vilipendiado. Isso porque se encontra sem assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar, tendo seu contrato cancelado. Faz-se, ent\u00e3o, necess\u00e1rio compelir a Empresa Demandada a manter, em todos os termos, o contrato ora guerreado, garantindo a mesma assist\u00eancia m\u00e9dica e que continuem sendo enviados \u00e0 resid\u00eancia da parte Autora os boletos para pagamento das mensalidades, estas no valor de <strong>R$ <\/strong>____________, sem nenhuma restri\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o. A esta medida pleiteia junto ao Poder Judici\u00e1rio como \u00fanica via restante para garantir a dignidade e integridade do bem maior de todo ordenamento jur\u00eddico que \u00e9 a vida.<\/p>\n<p><strong>DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; DO CONTRATO DE ADES\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p>A Lei 8.078, de 1990 que disp\u00f5e sobre a prote\u00e7\u00e3o do Consumidor, no art. 83, assegura o ajuizamento de qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o, sempre que tiver em jogo e em risco o direito de um consumidor.<\/p>\n<p>Com base no dispositivo supracitado, a parte Autora prop\u00f4s a presente A\u00e7\u00e3o visando o restabelecimento do seu direito negado pela R\u00e9 &#8211; uma Seguradora de Servi\u00e7o M\u00e9dico, que presta servi\u00e7os de assist\u00eancia a sa\u00fade, haja vista a ilegalidade do ato cometido pela mesma.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido por todos que nosso Pa\u00eds disp\u00f5e de uma rede p\u00fablica de sa\u00fade bastante prec\u00e1ria: faltam medicamentos, materiais b\u00e1sicos e m\u00e1quinas essenciais. Isso sem falar no caos que impera nos Hospitais P\u00fablicos. Sendo assim, levando em considera\u00e7\u00e3o a m\u00e1 presta\u00e7\u00e3o de tal servi\u00e7o, o brasileiro termina sendo for\u00e7ado, caso disponha de algum recurso financeiro, ainda que m\u00ednimo, a tornar-se associado\/usu\u00e1rio de planos de sa\u00fade oferecidos pela Rede Privada, que atua no mercado como prestadora de servi\u00e7os de Sa\u00fade, em conson\u00e2ncia com os direitos b\u00e1sicos e fundamentais descritos na nossa Carta Magna de 1988.<\/p>\n<p>Desta forma, como em todo contrato as partes t\u00eam obriga\u00e7\u00f5es e direitos, no caso fica a empresa contratada obrigada a prestar os servi\u00e7os que correspondam ao campo da sa\u00fade e, ao contratante, usu\u00e1rio\/associado, o dever de arcar com pagamento da contrapresta\u00e7\u00e3o de tais servi\u00e7os, gerando com isso, uma RELA\u00c7\u00c3O DE CONSUMO.<\/p>\n<p>Sabe-se que o consumo depende do desenrolar da economia de mercado, e visto que os contratos s\u00e3o \u201cinstrumentos de circula\u00e7\u00e3o de riquezas\u201d, o mundo globalizado n\u00e3o \u201csuportaria\u201d que todos eles ensejassem uma discuss\u00e3o pr\u00e9via entre as partes, motivo pelo que fez com que o mercado econ\u00f4mico adotasse certos tipos de contratos como o de ADES\u00c3O. Isso porque esses podem proporcionar maior uniformidade, rapidez, efici\u00eancia e dinamismo \u00e0s rela\u00e7\u00f5es contratuais, especialmente as de Consumo.<\/p>\n<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante frisar que a simples exist\u00eancia e o uso do Contrato de Ades\u00e3o por si s\u00f3 n\u00e3o quer dizer que seus termos est\u00e3o eivados de legalidade, muito pelo contr\u00e1rio, visto que comumente s\u00e3o vistas cl\u00e1usulas qualificadas como abusivas e, dignas de Ilegalidades. Desta feita, em sede judicial quando o magistrado profere decis\u00e3o qualificando uma cl\u00e1usula de abusiva, sabe-se que seus efeitos s\u00e3o EX TUNC, ou seja, RETROAGEM ao momento de sua aplicabilidade para que possam favorecer o consumidor, parte mais fr\u00e1gil da rela\u00e7\u00e3o de consumo.<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 comprovado os contratos firmados entre as partes sejam f\u00edsica ou jur\u00eddica e a rede privada que prestam servi\u00e7os de sa\u00fade s\u00e3o, em sua totalidade, CONTRATOS DE ADES\u00c3O.<\/p>\n<p>Desta feita, mesmo no caso em tela, denota-se, que o Contrato em    comento (n\u00e3o tendo import\u00e2ncia se t\u00e1cito, expresso ou autom\u00e1tico) \u00e9, na verdade, CONTRATO DE ADES\u00c3O, cujas cl\u00e1usulas inseridas n\u00e3o sofrem discuss\u00e3o pr\u00e9via, pelo simples fato da parte (Autora\/consumidora) n\u00e3o ter acesso a seu conhecimento. \u00c9, pois, o referido contrato deliberado de forma UNILATERAL e EXCLUSIVA pela Cooperativa R\u00e9.<\/p>\n<p>Mister ressaltar, ainda, que o contrato ora guerreado fora celebrado ao ano de <strong>19__<\/strong>, tendo o Autor contribu\u00eddo mensalmente <strong>POR MAIS DE 10 (DEZ) ANOS, INCLUSIVE EM VALOR CONSIDER\u00c1VEL PARA UMA MENSALIDADE DE PLANO DE SA\u00daDE<\/strong>, <strong>j\u00e1 estando APOSENTADO e GOZANDO da GARANTIA DE PERMANECER NO PLANO DE SA\u00daDE POR TEMPO INDETERMINADO.<\/strong><\/p>\n<p>Resta latente a <strong>abusividade do CANCELAMENTO<\/strong>, posto que de maneira descabida o contrato de sa\u00fade firmado sem qualquer v\u00edcio jur\u00eddico, do qual depende a parte Autora, est\u00e1 prestes a ser rescindido<strong>, pura e simplesmente por vontade UNILATERAL DA CONTRATADA. <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 de se observar que <strong>a parte Autora passou pelo comum processo de aposentadoria,<\/strong> <strong>tornando-se detentora do direito previsto no ART.31 da lei n\u00ba 9.656\/98<\/strong>: <\/p>\n<p>\u201cArt. 31. Ao aposentado que contribuir para plano ou seguro coletivo de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, decorrente de v\u00ednculo empregat\u00edcio, pelo prazo <strong>m\u00ednimo de dez anos<\/strong>, \u00e9 assegurado o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, desde que assuma o pagamento integral do mesmo\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar que, as leis s\u00e3o de car\u00e1ter altamente social, e devem ser interpretadas com compreens\u00e3o dos problemas humanos, sem servir o formalismo de obst\u00e1culo \u00e0 sua realiza\u00e7\u00e3o. Assim, o juiz deve dar \u00e0 lei e ao direito um sentido construtivo, ben\u00e9fico e est\u00e1vel, repelindo solu\u00e7\u00f5es amargas, impr\u00f3prias, destrutivas dos elementos org\u00e2nicos da sociedade ou incompat\u00edveis com a vida.<\/p>\n<p>Soma-se ao DIREITO da parte Autora permanecer no plano de sa\u00fade, a sua IMPOSSIBILIDADE de adentrar noutro plano de sa\u00fade nesse momento, tendo em vista que possui <strong>DOEN\u00c7A PREEXISTENTE, de acordo com os LAUDOS M\u00c9DICOS EM ANEXO (docs. __).<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 not\u00f3rio que, conforme j\u00e1 foi dito as determina\u00e7\u00f5es do <strong>art. 31, <\/strong><em>caput, <\/em>da<em> <\/em><strong>Lei 9.656\/98, <\/strong>\u201c<em>Ao aposentado que contribuir para plano ou seguro coletivo de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, decorrente de v\u00ednculo empregat\u00edcio, pelo prazo <\/em><strong><em>m\u00ednimo de dez anos<\/em><\/strong><em>, <\/em><strong><em>\u00e9 assegurado o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio<\/em><\/strong>&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente com o objetivo de proporcionar a continuidade da assist\u00eancia m\u00e9dica para o segurado ____________<strong>e sua esposa <\/strong>____________<strong>, <\/strong>que vem, perante o judici\u00e1rio, pleitear que seja <strong>MANTIDO O V\u00cdNCULO DE ASSIST\u00caNCIA \u00c0 SA\u00daDE SUPLEMENTAR, IMEDIATAMENTE<\/strong>, possibilitando que obtenham os servi\u00e7os \u00e0 sua sa\u00fade quando houver necessidade, <strong>POR TEMPO INDETERMINADO<\/strong>, e com o valor correspondente\/compat\u00edvel ao que era pago durante a vig\u00eancia do seu contrato empregat\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>&#8211; DA NULIDADE DAS CL\u00c1USULAS ABUSIVAS <\/strong><\/p>\n<p>Disp\u00f5e o art. 51, da Lei 8.078\/90 \u2013 C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que:<\/p>\n<p>\u201cArt. 51 &#8211; <strong>S\u00e3o nulas de pleno direito<\/strong>, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/p>\n<p>I \u2013 Impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por v\u00edcios de qualquer natureza dos produtos e servi\u00e7os ou impliquem ren\u00fancia ou disposi\u00e7\u00e3o de direitos. Nas rela\u00e7\u00f5es de consumo entre o fornecedor e o consumidor-pessoa jur\u00eddica, a indeniza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser limitada, em situa\u00e7\u00f5es justific\u00e1veis;<\/p>\n<p>II e III \u2013 omissis;<\/p>\n<p>IV \u2013 <strong>estabele\u00e7am obriga\u00e7\u00f5es consideradas<\/strong> in\u00edquas, <strong>abusivas<\/strong>, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou, sejam incompat\u00edveis com a boa f\u00e9 ou a eq\u00fcidade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo Primeiro &#8211; <strong>Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:<\/strong><\/p>\n<p>I \u2013 <em>omissis<\/em>;<\/p>\n<p>II &#8211; <strong>restringe<\/strong> direitos ou obriga\u00e7\u00f5es fundamentais inerentes \u00e0 natureza do contrato, de tal modo a amea\u00e7ar seu objeto ou o equil\u00edbrio contratual; <\/p>\n<p>III \u2013 <strong>se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e o conte\u00fado do contrato, o interesse das partes e outras circunst\u00e2ncias peculiares ao caso<\/strong>. \u201d(g.n.).<\/p>\n<p>N\u00e3o pode nem cabe \u00e0 R\u00e9 ignorar os dispositivos legais impostos pela Lei n\u00ba 8.078\/90, a seguir transcritos:<\/p>\n<p><strong>\u201cArt. 46. Os contratos que regulam as rela\u00e7\u00f5es de consumo n\u00e3o obrigar\u00e3o os consumidores, se n\u00e3o lhe for dada a oportunidade de tomar conhecimento pr\u00e9vio de seu conte\u00fado<\/strong>, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreens\u00e3o de seu sentido e alcance\u201d. (g.n.).<\/p>\n<p>\u201cArt. 47. As <strong>cl\u00e1usulas<\/strong> contratuais <strong>ser\u00e3o<\/strong> <strong>interpretadas<\/strong> de maneira mais <strong>favor\u00e1vel<\/strong> ao <strong>consumidor<\/strong>.\u201d (g.n.).<\/p>\n<p>E, como \u00e9 \u00f3bvio, n\u00e3o se deseja celebrar um contrato de seguro sa\u00fade limitado no tempo ao bel prazer de uma das partes. Por isso, n\u00e3o \u00e9 coerente a omiss\u00e3o da Operadora R\u00e9, para a aplicabilidade do art. 31 da Lei 9.656\/98. Outrossim, \u00e9 importante ressaltar, que o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor exerce uma fun\u00e7\u00e3o essencial, tendo em vista os abusos perpetrados pelos contratos unilaterais. <\/p>\n<p>\tAli\u00e1s, corroborando com o acima descrito, o inciso VIII do art. 6\u00ba do CDC (transcrito adiante), prescreve a <strong>invers\u00e3o do \u00f4nus da prova<\/strong> a favor do Consumidor, por ser a parte mais fr\u00e1gil do contrato firmado. <\/p>\n<p>Disp\u00f5e o art. 54 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 54 &#8211; Contrato de ades\u00e3o \u00e9 aquele cujas cl\u00e1usulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conte\u00fado.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 1\u00ba &#8211; A inser\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula no formul\u00e1rio n\u00e3o desfigura a natureza de ades\u00e3o do contrato.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 2\u00ba &#8211; Nos contratos de ades\u00e3o admite-se cl\u00e1usula resolut\u00f3ria, desde que alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no \u00a7 2\u00ba do artigo anterior.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 3\u00ba &#8211; Os contratos de ades\u00e3o escritos ser\u00e3o redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e leg\u00edveis, de modo a facilitar sua compreens\u00e3o pelo consumidor.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 4\u00ba &#8211; As cl\u00e1usulas que implicarem limita\u00e7\u00e3o de direito do consumidor dever\u00e3o ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e f\u00e1cil compreens\u00e3o.\u201d  <\/em>(<em>grifamos<\/em>)<\/p>\n<p>Destarte, em uma interpreta\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica e coerente dos dispositivos legais acima referidos (art. 51 e 54 e seus par\u00e1grafos do CDC) conclu\u00edmos que \u00e9 nula de pleno direito a Cl\u00e1usula do contrato que limite o direito do consumidor de forma <strong>UNILATERAL, \u00e9 o que ocorre no caso da que disciplina sobre esse CANCELAMENTO UNILATERAL<\/strong>.  <\/p>\n<p>\tLogo, por conclus\u00e3o \u00f3bvia, n\u00e3o pode ficar o consumidor a merc\u00ea da R\u00e9 para que esta, a seu bel-prazer, possa se eximir da obriga\u00e7\u00e3o de prestar servi\u00e7os de sa\u00fade ao usu\u00e1rio, deixando-o sujeito a \u00e1lea de seu pr\u00f3prio destino. E \u00e9 justamente isto o que faz a R\u00c9 ao CANCELAR UNILATERALMENTE O contrato firmado. Restringindo, assim, o direito da parte Autora a PERMANECER NO PLANO DE SA\u00daDE POR TEMPO INDETERMINADO<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; DA PROTE\u00c7\u00c3O CONSTITUCIONAL<\/strong><\/p>\n<p>Os fatos relatados se apresentam como materializa\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabelecida entre as partes a partir do contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de Assist\u00eancia M\u00e9dico-Hospitalar. <\/p>\n<p>Na linguagem comum, trata-se de contrata\u00e7\u00e3o do chamado \u201cseguro\u201d de sa\u00fade pela parte Autora<strong>, <\/strong>no qual a R\u00e9 est\u00e1 <strong>obrigada<\/strong> a prestar os servi\u00e7os necess\u00e1rios \u00e0 sua sa\u00fade e de sua dependente, ou atrav\u00e9s de rede credenciada de m\u00e9dicos e hospitais, ocasi\u00e3o em que a R\u00e9 paga diretamente aos respectivos profissionais e prestadores, ou mediante o reembolso das despesas efetuadas junto a m\u00e9dicos e\/ou hospitais n\u00e3o credenciados.<\/p>\n<p>Devem ser ressaltadas, de in\u00edcio, os dispositivos constitucionais acerca da quest\u00e3o, como segue: <\/p>\n<p>\u201cArt. 196 \u2013 A sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado, garantido mediante pol\u00edticas sociais e econ\u00f4micas que visem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7a e de outros agravos e ao acesso universal e igualit\u00e1rio \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para sua promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>\u201cArt. 197 \u2013 S\u00e3o de relev\u00e2ncia P\u00fablica as a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade, cabendo ao Poder P\u00fablico dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamenta\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle, <strong>devendo sua execu\u00e7\u00e3o ser feita diretamente ou atrav\u00e9s de terceiros e, tamb\u00e9m, por pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica de direito privado.\u201d<\/strong> (g.n.).<\/p>\n<p>Dessas normas explicitadas, subsume-se facilmente ser a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade uma <strong>atividade essencial<\/strong>. Assim sendo, eventual solu\u00e7\u00e3o de continuidade ou interrup\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o em caso espec\u00edfico dever\u00e1 atender a crit\u00e9rios puramente t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Posto isso, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel \u00e0 R\u00e9 limitar o direito quanto \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de sa\u00fade aos Autores, quando tem direito inconteste de sua manuten\u00e7\u00e3o assegurada pela condi\u00e7\u00e3o de <strong>aposentado<\/strong> e pelo tempo de plano (mais de dez anos ininterruptos). Ou seja, n\u00e3o lhe cabe agir ARBITRARIAMENTE contra a parte mais fr\u00e1gil que \u00e9 o consumidor.<\/p>\n<p>A Carta Magna estabelece ser a sa\u00fade essencial a pessoa humana, cabendo ao Estado<strong> <\/strong>ou a<strong> quem lhe substitua<\/strong> a presta\u00e7\u00e3o adequada e suficiente \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do risco. Dessa forma, \u00e9 l\u00edmpida a <strong>inconstitucionalidade<\/strong> de qualquer norma que exclua direitos garantidos constitucionalmente. <\/p>\n<p>Corroborando com tal entendimento, segue abaixo transcrito o artigo 170 da CF\/88:<\/p>\n<p>\u201cArt. 170 \u2013 A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong><em>V \u2013 defesa do consumidor:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>(&#8230;).\u201d (g.n.).<\/p>\n<p><strong>&#8211; DA APLICA\u00c7\u00c3O DO C\u00d3DIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR<\/strong><\/p>\n<p>Conforme disposto no art. 6\u00ba, do CDC (Lei 8.078\/90), s\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor a prote\u00e7\u00e3o contra pr\u00e1ticas e cl\u00e1usulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos ou servi\u00e7os, e a adequada e eficaz presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos em geral. Esse dispositivo garante a prote\u00e7\u00e3o dos consumidores de servi\u00e7os em geral, particularmente dos servi\u00e7os p\u00fablicos <em>latu sensu<\/em>, abrangendo o respeito e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, <strong>sa\u00fade<\/strong> e seguran\u00e7a por parte dos prestadores de servi\u00e7os, assegurando de maneira correlata o direito a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais origin\u00e1rios das ditas rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/p>\n<p>Nesse contexto, insere-se a regra do art. 22 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que, alicer\u00e7ando-se no que disp\u00f5e o \u00a7 6\u00ba, do art. 37, da CF, que prev\u00ea a responsabilidade dos prestadores de servi\u00e7os p\u00fablicos (incluindo a sa\u00fade), ainda que por delega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Assim, nos termos do dispositivo legal supracitado, o descumprimento de cl\u00e1usula contratual pela empresa R\u00e9, prestadora de servi\u00e7o cont\u00ednuo e <strong>essencial<\/strong>, por ter como objeto de seu com\u00e9rcio <strong>a sa\u00fade<\/strong>, fere <strong>o princ\u00edpio da continuidade do servi\u00e7o<\/strong>, acarretando danos irrepar\u00e1veis \u00e0 parte consumidora, que, no <strong><em>caso da parte <\/em>Autora est\u00e1 relacionado ao CANCELAMENTO UNILATERAL DO PLANO DE SA\u00daDE<\/strong>, inclusive, existindo dispositivo legal que d\u00e1 prioridade absoluta, garantia a todos os direitos fundamentais inerentes a pessoa humana e a facilita\u00e7\u00e3o a sa\u00fade e vida, dessa forma prevalecendo o direito \u00e0 vida e \u00e0 sa\u00fade do autor e dependente em face da rescis\u00e3o do contrato por parte da R\u00e9, com fulcro no art. 5\u00ba, caput, da<em> LEX MATER. <\/em><\/p>\n<p>Caracterizada a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o cont\u00ednuo cuja natureza \u00e9 essencial \u00e0 vida e da vida em quest\u00e3o, bem como a les\u00e3o ao direito que lhe assiste por parte da R\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 como negar a plena incid\u00eancia do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor \u00e0 rela\u00e7\u00e3o contratual em tela, tendo esta a obriga\u00e7\u00e3o de <strong>reativar e manter por tempo indeterminado<\/strong> a rela\u00e7\u00e3o contratual em quest\u00e3o, mediante os termos legais acima referidos.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>&#8211; DO ART. 31 DA LEI 9.656 DE 1998<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>O texto da Lei 9.656\/98, de 03 de agosto de 1998, com dispositivos alterados de acordo com a Lei n\u00ba 10.233, de 15 de maio de 2001, e com os artigos da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.177-44, de 24 de agosto de 2001, em seu art. 31, disp\u00f5e:<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a id=\"12748f9580b377c7_1272f5aeb3799352_art31\"><\/a>\u201cArt.\u00a031.\u00a0\u00a0<strong>Ao aposentado<\/strong> que contribuir para produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7\u00a01<sup>o<\/sup> do art. 1<sup>o<\/sup> desta Lei, em decorr\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio, pelo <strong>prazo m\u00ednimo de dez anos<\/strong>, \u00e9 <strong>assegurado o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de cobertura assistencial de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral<\/strong>. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/MPV\/2177-44.htm&quot; \\l &quot;art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.177-44, de 2001)<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a7\u00a01<sup>o<\/sup>\u00a0\u00a0Ao aposentado que contribuir para planos coletivos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade por per\u00edodo inferior ao estabelecido no <strong>caput<\/strong> \u00e9 assegurado o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio, \u00e0 raz\u00e3o de um ano para cada ano de contribui\u00e7\u00e3o, desde que assuma o pagamento integral do mesmo. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/MPV\/2177-44.htm&quot; \\l &quot;art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.177-44, de 2001)<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a7\u00a02<sup>o<\/sup>\u00a0\u00a0Para gozo do direito assegurado neste artigo, observar-se-\u00e3o as mesmas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas nos \u00a7\u00a7 2<sup>o<\/sup>, 3<sup>o<\/sup>, 4<sup>o<\/sup>, 5<sup>o<\/sup> e 6<sup>o<\/sup> do art. 30. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/MPV\/2177-44.htm&quot; \\l &quot;art1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.177-44, de 2001)<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a7 3<sup>o<\/sup> Para gozo do direito assegurado neste artigo, observar-se-\u00e3o as mesmas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas nos \u00a7\u00a7 2<sup>o<\/sup> e 4<sup>o<\/sup> do art. <\/p>\n<p>Observa-se, claramente, que aqueles beneficiados h\u00e1 10 anos ou mais pela assist\u00eancia m\u00e9dica t\u00eam direito de prosseguir com o contrato, at\u00e9 o fim da vida, sem a necessidade de cumprir novas car\u00eancias, desde que paguem o valor integral do plano coletivo. O mesmo direito se estende tamb\u00e9m aos seus dependentes. Em virtude disso, a manuten\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade deve ocorrer nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de que gozava o aposentado quando da vig\u00eancia do seu contrato de trabalho. <\/p>\n<p>Dessa forma, ao verificarmos o texto da referida Lei acima transcrita, comprova-se que a mesma se adapta, clara e perfeitamente, ao caso concreto em tela. N\u00e3o se verifica, pois, qualquer requisito que enseje o cancelamento unilateral do contrato. Por essa raz\u00e3o, \u00e9 <strong>ILEGAL E, PORTANTO, NULO DE PLENO DIREITO O CANCELAMENTO PELA R\u00c9, DO CONTRATO DE ASSIST\u00caNCIA M\u00c9DICO-HOSPITALAR DO AUTOR. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 cedi\u00e7o esclarecer que a referida lei \u00e9 aplic\u00e1vel ao caso em an\u00e1lise, mesmo sendo o contrato um contrato anterior \u00e0 lei, pois a condi\u00e7\u00e3o estabelecida por essa lei, a partir de 31.03.2014, momento em que vigora a Lei 9.656\/98, sendo inadmiss\u00edvel a alega\u00e7\u00e3o da Operadora R\u00e9 em n\u00e3o querer manter o contrato por se tratar de um plano antigo. Ademais, goza desse direito de continuidade no plano por tempo indeterminado, pela sua condi\u00e7\u00e3o de aposentado com mais de dez anos de contribui\u00e7\u00e3o no plano de sa\u00fade da Operadora R\u00e9.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; DA JURISPRUD\u00caNCIA P\u00c1TRIA<\/strong><\/p>\n<p>Observando a jurisprud\u00eancia dos demais tribunais p\u00e1trios encontramos o mesmo entendimento, qual seja, de que \u00e9 abusiva a cl\u00e1usula que permite ao fornecedor de servi\u00e7os a<strong> rescis\u00e3o unilateral do contrato de ades\u00e3o<\/strong>, ou seja, h\u00e1 uma verdadeira \u201c<em>quebra insuport\u00e1vel da equival\u00eancia ou frustra\u00e7\u00e3o definitiva da finalidade contratual objetiva, que n\u00e3o pode existir em contratos de assist\u00eancia m\u00e9dica<\/em>\u201d, principalmente por serem os contratos de planos de sa\u00fade, tipicamente de ades\u00e3o e de trato sucessivo, que deixam o consumidor cativo, e dele dependente, ESPECIALMENTE NO CASO DOS AUTOS, EM QUE A PARTE  AUTORA est\u00e1 necessitando permanecer na operadora R\u00e9 e uma lei lhe garante a manuten\u00e7\u00e3o do contrato. Abaixo trazemos aos autos algumas ementas a respeito do tema:<\/p>\n<h1>\u201cProcesso N\u00ba 2003.001.08005 de Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro &#8211; Sexta Camara Civel, de 24 Junho 2003                                                                     <a href=\"http:\/\/br.vlex.com\/source\/tjrj-2406\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>TJRJ. Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro<\/strong><\/a> <\/h1>\n<h1>Apelacao Civel<br \/>Magistrado Respons\u00e1vel: Des. Nagib Slaibi<br \/>Demandante: Golden Cross Assistencia Internacional de Saude Ltda<br \/>Demandado: Doune Rezende Spinola                                                       Resumo                                                                                                             Direito Civil. Plano de sa\u00fade. Conv\u00eanio decorrente de rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia tendo como termo inicial o ano de 1990. Aposentadoria em 1992, com a continuidade do servi\u00e7o na mesma empresa at\u00e9 1999, quando houve o desligamento. Solicita\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o do plano def\u00e9rida at\u00e9 dezembro de 2001, quando rompido unilateralmente o contrato pela operadora do plano. Consigna\u00e7\u00e3o de pagamento com base no disposto pelos artigos 14 e 15, \u00c2\u00a7 \u00fanico da Lei n\u00c2\u00ba 9.656\/98, posto ser segurado h\u00e1 mais de 10 anos e possuir 68 anos de idade. Aplica\u00e7\u00e3o do art. 31 da Lei 9.656\/98. Cabimento. Preenchidos os requisitos do artigo 31 da Lei no 9.656\/98, tem direito o segurado a ser mantido no plano de sa\u00fade, desde que pague o valor integral, que no caso em concreto j\u00e1 estava sendo efetuado. Fun\u00e7\u00e3o social do contrato. Ac\u00f3rd\u00e3o. Plano de sa\u00fade coletivo. Aposentadoria do empregado, por invalidez, depois de contribuir por mais de 10 anos. Ao aposentado que contribuir para o plano ou seguro coletivo de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, decorrente de v\u00ednculo empregat\u00edcio, pelo prazo m\u00ednimo de 10 (dez) anos,\u00e9 assegurado o direito de manuten\u00e7\u00e3o como benefici\u00e1rio, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, desde que assuma o pagamento integral do mesmo. (art. 31, da Lei n\u00c2\u00ba 9.656\/98). A circunst\u00e2ncia de pagar o empregador a parte do empregado, no plano de sa\u00fade, por este se enquadrar no quadro de funcion\u00e1rios de baixa renda, n\u00e3o invalida a regra de que, ap\u00f3s a aposentadoria, pode o segurado continuar no plano desde que assuma o pagamento integral do mesmo, conforme o art. 31 da Lei n\u00c2\u00ba 9.656\/98. Recurso improvido . TJRJ, 14\u00c2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n\u00c2\u00ba 2002.001.01697, Desembargador Mauro Nogueira). Desprovimento do recurso. \u201c<\/h1>\n<p>\u201cTJSP &#8211; Agravo de Instrumento: AI 5666214700 SP                                                          Ementa                                                                                                             PLANO DE SA\u00daDE. TUTELA ANTECIPADA EM PRIMEIRO GRAU. SEGURO-SAUDE. EMPREGADO APOSENTADO. CONCESS\u00c3O DA TUTELA ANTECIPADA PARA PERMITIR A MANUTEN\u00c7\u00c3O DO CONTRATO NAS MESMAS CONDI\u00c7\u00d5ES DE COBERTURA ASSISTENCIAL DE QUE GOZAVA QUANDO DA VIG\u00caNCIA DO CONTRATO DE TRABALHO, QUANTO AO PRE\u00c7O INCLUSIVE, DESDE QUE ASSUMA O PAGAMENTO INTEGRAL DO PLANO. SITUA\u00c7\u00c3O CONCRETA QUE EM SEDE COGNI\u00c7\u00c3O SUM\u00c1RIA SE AMOLDA AO DISPOSTO NO ART. <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104153\/lei-9656-98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">31<\/a> DA LEI <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104153\/lei-9656-98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">9656<\/a>\/98. PRESENTES-^OS REQUISITOS A QUE ALUDE O ART. 273\/E&gt;^461\/ \u00a7 3o, DO <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/91735\/c\u00f3digo-processo-civil-lei-5869-73\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CPC<\/a>. DECIS\u00c3O MANTIDA. (AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTRT-2 &#8211; RECURSO ORDIN\u00c1RIO: RECORD 1380200550102009 SP 01380-2005-501-02-00-9<\/p>\n<p>Publica\u00e7\u00e3o: 29\/08\/2006 <\/p>\n<p>Recurso Ordin\u00e1rio. Prodesp. Plano de Auto Gestao. <\/p>\n<p>Ementa<\/p>\n<p>RECURSO ORDIN\u00c1RIO. PRODESP. PLANO DE AUTO GESTAO.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o para o Plano da PRODESP por mais de 10 (dez) anos,assegura \u00e0 ex-empregada, aposentada, desde que assuma a integralidade das contribui\u00e7\u00f5es, a sua manuten\u00e7\u00e3o com os mesmos benef\u00edcios usufru\u00eddos quando na ativa. Art. <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104153\/lei-9656-98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">31<\/a> da Lei <a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104153\/lei-9656-98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">9656<\/a>\/98.\u201d<\/p>\n<p><strong>&#8211; DO DIREITO \u00c0 INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANO MORAL <\/strong><\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil de 1988 tornou expresso o direito \u00e0 honra e sua prote\u00e7\u00e3o, ao dispor, em seu artigo 5\u00ba, inciso X:<\/p>\n<p><em>\u201cX &#8211; <\/em><strong><em>s\u00e3o inviol\u00e1veis<\/em><\/strong><em> a intimidade, a vida privada, <\/em><strong><em>a honra<\/em><\/strong><em> e a imagem das pessoas, <\/em><strong><em>assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><em>;<\/em><strong><em> \u201d<\/em><\/strong><em> (original sem grifos).<\/em><\/p>\n<p>Neste mesmo sentido, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, Lei n.\u00ba 8.078\/90, assegura ao consumidor de servi\u00e7os a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos morais \u2013 conforme disposto no art. 22, par\u00e1grafo \u00fanico, entre outros tantos direitos considerados b\u00e1sicos pelo Diploma Legal em foco, transcrito acima.<\/p>\n<p>Assim, conforme a an\u00e1lise f\u00e1tica narrada, est\u00e1 sofrendo a parte Autora de danos psicol\u00f3gicos decorrentes dos aborrecimentos enfrentados, principalmente, dada a forma como a R\u00e9 vem conduzindo a situa\u00e7\u00e3o e seu evidente descaso. Isso porque se RECUSA apurar os fatos para chegar a uma solu\u00e7\u00e3o ao problema apresentado, analisando a aplicabilidade do art. 31 da Lei 9656\/98 e mantendo o contrato do plano de sa\u00fade. Ademais, resta claro que a R\u00e9 <strong>ABUSOU DO SEU DIREITO <\/strong>de parte mais forte na rela\u00e7\u00e3o contratual para querer fazer valer a EXCLUS\u00c3O da parte Autora. A m\u00e1-f\u00e9 da R\u00e9 e a ilegalidade de seu ATO ARBITR\u00c1RIO s\u00f3 podem AGRAVAR ainda mais o estado de sa\u00fade dos Usu\u00e1rios, ocasionando-lhes DANOS IRREPAR\u00c1VEIS. <\/p>\n<p>Rezam, ainda, os dispositivos 186, 187 e 927 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p><a id=\"Art._186\"><\/a><strong>\u201cArt. 186<\/strong>. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, <strong>violar<\/strong> <strong>direito<\/strong> e <strong>causar<\/strong> <strong>dano<\/strong> a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato il\u00edcito.\u201d (g.n.).<\/p>\n<p><a id=\"Art._187\"><\/a><strong>\u201cArt. 187<\/strong>. Tamb\u00e9m comete ato il\u00edcito o titular de um direito que, ao exerc\u00ea-lo, <strong>excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econ\u00f4mico ou social, pela boa-f\u00e9 ou pelos bons costumes<\/strong>.\u201d (g.n.).<\/p>\n<p>\u201c<strong>Art. 927<\/strong> &#8211; Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/p>\n<p><a id=\"Par-unico-927\"><\/a><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. <strong>Haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano, independentemente de culpa<\/strong>, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.\u201d (g.n.).<\/p>\n<p>Logo, tem-se que o DANO MORAL, no caso em tela, possui CAR\u00c1TER<strong> PUNITIVO<\/strong>, ou seja, deve ser imposto como forma de coibir ou limitar qualquer tipo de abuso de direito por parte das Operadoras, Seguradoras e Cooperativas que estejam aptas a prestar servi\u00e7os essenciais como s\u00e3o os de sa\u00fade, diminuindo com isso, inclusive, a demanda tanto na esfera administrativa quanto na judicial, eis que ter\u00e3o que agir com mais decoro e respeito a Legisla\u00e7\u00e3o aplicada.<\/p>\n<p>O cerne da quest\u00e3o \u00e9 a \u201cobriga\u00e7\u00e3o do Estado ou de terceiro que suas vezes fizer, de proteger a sa\u00fade do cidad\u00e3o.\u201d Por ser um DIREITO constitucional essencial. Logo, a demanda n\u00e3o versa sobre valores, dinheiro e interesses financeiros, mas SIM, sobre os <strong>direitos<\/strong> <strong>essenciais<\/strong> \u201cgarantidos\u201d constitucionalmente, ou seja, versa sobre direitos b\u00e1sicos, como a vida, a <strong>sa\u00fade<\/strong>, a moradia, a comida, para com isso ter o cidad\u00e3o direito a uma VIDA DIGNA.<\/p>\n<\/p>\n<p>Sendo assim, aquele que contra tal direito se insurgir deve sofrer conseq\u00fc\u00eancias no m\u00ednimo gravosas, com puni\u00e7\u00f5es em forma de san\u00e7\u00e3o, para que se possa coibir atos ilegais e arbitr\u00e1rios decorrentes de abuso de direito. Talvez, assim, consiga o Judici\u00e1rio, com todo seu Poder, acabar, limitar ou diminuir o descaso e abuso sofridos por tantos consumidores em situa\u00e7\u00f5es semelhantes. <\/p>\n<p>Ademais, a repara\u00e7\u00e3o por dano moral n\u00e3o decorre do simples inadimplemento contratual, mas da situa\u00e7\u00e3o de <strong>abalo emocional <\/strong>em que se encontram a parte Autora, sem assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, podendo necessitar a qualquer momento de atendimento m\u00e9dico e ficar desassistido.<\/p>\n<p>\tO Superior Tribunal de Justi\u00e7a reconhece a obriga\u00e7\u00e3o dos Planos de Sa\u00fade em indenizar, conforme se pode perceber nos seguintes julgados:<\/p>\n<p>\u201cA recusa indevida da seguradora \u00e0 cobertura m\u00e9dica \u00e9 causa de danos morais porque agrava o estado psicol\u00f3gico e de ang\u00fastia do segurado. O entendimento \u00e9 da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao analisar o recurso de associado do plano oferecido pela Caixa de Assist\u00eancia dos Funcion\u00e1rios do Banco do Brasil (Cassi). O plano foi condenado ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 20 mil.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>O segurado veio ao STJ, por meio de recurso especial, sob o argumento da exist\u00eancia de dano moral, que a Cassi deveria ser condenada a reparar, tamb\u00e9m, os lucros cessantes e a arcar com o valor dos honor\u00e1rios devidos.<\/p>\n<p>A relatora, ministra Nancy Andrighi, <strong>assinalou ser o plano de sa\u00fade obrigado a suportar os custos dos tratamentos que decorrem da patologia que se encarregou de cobrir.<\/strong> Para a ministra, <strong>decorre o dano moral exatamente da indevida recusa em fornecer o servi\u00e7o de seguro esperado pelo consumidor em momento de extrema ang\u00fastia e afli\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, por j\u00e1 se encontrar, no momento em que pede a autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 seguradora, em condi\u00e7\u00e3o de dor, de abalo psicol\u00f3gico e com a sa\u00fade debilitada.<\/strong><\/p>\n<p>A ministra argumentou que, embora, nos contratos, o mero descumprimento n\u00e3o seja causa para ocorr\u00eancia de danos morais, tratando-se particularmente de contrato de seguro-sa\u00fade, sempre haver\u00e1 a possibilidade de conseq\u00fc\u00eancia danosa para o segurado, pois este, ap\u00f3s a contrata\u00e7\u00e3o, costuma procurar o servi\u00e7o j\u00e1 em evidente situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel de sa\u00fade, tanto a f\u00edsica como a psicol\u00f3gica. A relatora concluiu que ficou demonstrada a injusta recusa da Cassi ao contrato, ressaltando que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de se demonstrar a exist\u00eancia do dano moral, porque ele decorre dos pr\u00f3prios fatos que deram origem \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Turma conheceu parcialmente do recurso especial da segurada e, nessa parte, deu-lhe provimento, por unanimidade, para <strong>condenar<\/strong> a Cassi ao pagamento do valor de R$ 20 mil a t\u00edtulo de compensa\u00e7\u00e3o pelos <strong>danos<\/strong> <strong>morais<\/strong> sofridos, com incid\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a partir da data do julgamento (6\/12\/2007) e juros de mora desde o evento danoso.\u201d (g.n.).<\/p>\n<p>\u201cREsp 986947 \/ RN<\/p>\n<p>RECURSO ESPECIAL 2007\/0216173-9 <\/p>\n<p>Relator(a) Ministra NANCY ANDRIGHI (1118) <\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o Julgador<\/p>\n<p>T3 &#8211; TERCEIRA TURMA<\/p>\n<p>Data do Julgamento 11\/03\/2008<\/p>\n<p>Data da Publica\u00e7\u00e3o\/Fonte DJe 26\/03\/2008<\/p>\n<p>RT vol. 873 p. 175. <\/p>\n<p>Ementa <\/p>\n<p>DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SA\u00daDE. INCID\u00caNCIA DO CDC.PR\u00d3TESE NECESS\u00c1RIA \u00c0 CIRURGIA DE ANGIOPLASTIA. ILEGALIDADE DA EXCLUS\u00c3O DE \u201cSTENTS\u201d DA COBERTURA SECURIT\u00c1RIA. DANO MORAL CONFIGURADO. MAJORA\u00c7\u00c3O DOS <strong>DANOS<\/strong> <strong>MORAIS<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8211; Conquanto geralmente nos contratos o mero inadimplemento n\u00e3o seja causa para ocorr\u00eancia de danos morais, a jurisprud\u00eancia desta Corte vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro sa\u00fade, pois tal fato agrava a situa\u00e7\u00e3o de afli\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e de ang\u00fastia no esp\u00edrito do segurado, uma vez que, ao pedir a autoriza\u00e7\u00e3o da seguradora, j\u00e1 se encontra em condi\u00e7\u00e3o de dor, de abalo psicol\u00f3gico e com a sa\u00fade debilitada.<\/p>\n<p>&#8211; A quantia de R$5.000,00, considerando os contornos espec\u00edficos do lit\u00edgio, em que se discute a ilegalidade da recusa de cobrir o valor de \u201cstents\u201d utilizados em angioplastia, n\u00e3o compensam de forma adequada os danos morais. Condena\u00e7\u00e3o majorada. Recurso especial n\u00e3o conhecido e recurso especial adesivo conhecido e provido.<\/p>\n<p>Ac\u00f3rd\u00e3o<\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, na conformidade dos votos e das notas taquigr\u00e1ficas constantes dos autos, por unanimidade, n\u00e3o conhecer do recurso especial de Unimed Natal Sociedade Cooperativa de Trabalho M\u00e9dico e conhecer do recurso especial adesivo e dar-lhe provimento, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Sidnei Beneti e Ari Pargendler votaram com a Sra. Ministra Relatora.<\/p>\n<p>Notas<strong>Indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral majorada para R$ 20.000,00 (vinte mil reais).<\/strong><\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es Complementares<\/p>\n<p>Cabimento, Manuten\u00e7\u00e3o, Senten\u00e7a Judicial, Primeira Inst\u00e2ncia, Condena\u00e7\u00e3o, Seguradora, Plano De Sa\u00fade, Indeniza\u00e7\u00e3o, Segurado, Por, Dano Material, Com, Despesa, Cirurgia, E, Pr\u00f3tese \/ Hip\u00f3tese, Seguradora, Recusa, Sem, Justificativa, Cobertura De Seguro, Plano De Sa\u00fade; Seguradora, N\u00e3o, Interposi\u00e7\u00e3o, Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel Decorr\u00eancia, Exist\u00eancia, Coisa Julgada, Senten\u00e7a Judicial, Primeira Inst\u00e2ncia. Cabimento, Condena\u00e7\u00e3o, Seguradora, Pagamento, Indeniza\u00e7\u00e3o, Por, Dano Moral, Em, Benef\u00edcio, Segurado Hip\u00f3tese, Seguradora, Alega\u00e7\u00e3o, Inaplicabilidade, Lei Federal, 1998, Regulamenta\u00e7\u00e3o, Plano De Sa\u00fade, E, Seguro Privado, E, Alega\u00e7\u00e3o, Inexist\u00eancia, Dano Decorr\u00eancia, Insufici\u00eancia, Inadimplemento, Contrato, Pela, Seguradora, Para, Caracteriza\u00e7\u00e3o, Dano Moral; Observ\u00e2ncia, Segurado, Condi\u00e7\u00e3o, Doente, Para, Incid\u00eancia, Dano Moral; Irrelev\u00e2ncia, Inaplicabilidade, Lei Federal, 1998, Em, Decorr\u00eancia, Incid\u00eancia, C\u00f3digo De Defesa Do Consumidor, Lei, Vig\u00eancia, \u00c9poca, Celebra\u00e7\u00e3o, Contrato.\u201d (G.N.). <\/p>\n<p><strong>&quot;A\u00c7\u00c3O INDENIZAT\u00d3RIA. DANO MORAL. PLANO DE SA\u00daDE. RECUSA INDEVIDA NA COBERTURA DE CIRURGIAS. <\/strong>O reconhecimento, pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, de circunst\u00e2ncias que excedem o mero descumprimento contratual torna devida a repara\u00e7\u00e3o moral. Recurso especial n\u00e3o conhecido.&quot; (4\u00aa Turma, REsp 714947\/RS, Rel. Min. Cesar Rocha, Un\u00e2nime, DJ de 29.05.2006). CIVIL. INDENIZA\u00c7\u00c3O. DANOS MORAIS. PLANO DE SA\u00daDE. CIRURGIA. AUTORIZA\u00c7\u00c3O. AUS\u00caNCIA. QUANTUM. ALTERA\u00c7\u00c3O.  RAZOABILIDADE. 1 &#8211; N\u00e3o h\u00e1 falar em incid\u00eancia do art. 1061 do C\u00f3digo Civil e muito menos na sua viola\u00e7\u00e3o se, como no caso presente, os danos morais n\u00e3o decorrem de simples inadimplemento contratual, mas da pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria (in re ipsa), criada pela conduta da empresa r\u00e9, marcada pelo descaso e pelo desprezo de, no momento em que a segurada mais precisava, omitir-se em providenciar o competente m\u00e9dico de seus quadros e autorizar a necess\u00e1ria cirurgia, preferindo, contudo, ao inv\u00e9s disso, deixar a doente por mais deseis horas, sofrendo dores  insurpot\u00e1veis em uma emerg\u00eancia de hospital e, ao final de tudo, ainda dizer que a libera\u00e7\u00e3o do procedimento m\u00e9dico poderia demorar at\u00e9 72 (setenta e duas) horas. 2 &#8211; Considerando as peculiaridades do caso e os julgados desta Corte em hip\u00f3teses semelhantes, a estipula\u00e7\u00e3o do quantum indenizat\u00f3rio em aproximadamente R$ 23.000,00 n\u00e3o \u00e9 desarrazoada, n\u00e3o merecendo, por isso mesmo, altera\u00e7\u00e3o em sede especial. 3 &#8211; Recurso especial n\u00e3o conhecido, inclusive porque incidente a s\u00famula 83\/STJ.&quot; (4\u00aa Turma, REsp 357404\/RJ, Rel. Min. Fernando Gon\u00e7alves, Un\u00e2nime, DJ de 24.10.2005). (g.n.).<\/p>\n<p>\u201cEmenta: SEGURO SA\u00daDE. OMISSAO DE DOEN\u00c7A PELO SEGURADO. FALTA DE PROVA. INTERNAC\u00c3O HOSPITALAR. RECUSA DE PAGAMENTO. DANO MORAL. Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel. Doen\u00e7a pr\u00e9-existente e&#8217; aquela que o consumidor tinha conhecimento antes de firmar o contrato. N\u00e3o havendo prova deste fato, e sendo a diabetes uma doen\u00e7a que no apresenta sinais exteriores vis\u00edveis e pode surgir a qualquer momento, caberia a empresa do Plano de Sa\u00fade providenciar um exame ou declara\u00e7\u00e3o da parte neste sentido. <strong><em>O fato de ser internado e naquele momento receber a comunica\u00e7\u00e3o de que as despesas devem ser pagas, gera dano moral que deve ser ressarcido.<\/em><\/strong> Desprovimento do recurso. (GAS) (N\u00famero do Processo: 2000.001.10984 &#8211; Data de Registro: 13\/03\/2001 &#8211; Folhas: 22255\/22266 &#8211; Comarca de Origem: CAPITAL &#8211; \u00d3rg\u00e3o Julgador: NONA CAMARA CIVEL &#8211; Vota\u00e7\u00e3o: Un\u00e2nime &#8211; DES. JOAQUIM ALVES DE BRITO &#8211; Julgado em 12\/12\/2000.)\u201d. grifos nossos.<\/p>\n<p>\u201cRESPONSABILIDADE CIVIL. SEGURO SA\u00daDE. TRANSFERENCIA DE PLANO. INTERNACAO HOSPITALAR. SOCIEDADE SEGURADORA. RECUSA CL\u00c1USULA CONTRATUAL. DESCUMPRIMENTO. DANO MORAL. INDENIZACAO. Plano de sa\u00fade. Absurda a recusa de transfer\u00eancia de segurada, atropelando as clausulas de &quot;car\u00eancias&quot; garantidas, por 31 meses de associa\u00e7\u00e3o. Configura dano moral (&quot;in re ipsa&quot;), obstacular interna\u00e7\u00e3o de paciente, ocasionando sofrimento, apreens\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o e revolta. Paramento do dano moral dentro dos padr\u00f5es m\u00e9dios. Improvimento recursal. (CLG)\u201d N\u00famero do (Processo: 2000.001.09991 &#8211; Data de Registro: 11\/10\/2000 &#8211; Folhas: 96080\/96087 &#8211; Comarca de Origem: CAPITAL &#8211; \u00d3rg\u00e3o Julgador: DECIMA SETIMA CAMARA CIVEL Vota\u00e7\u00e3o: Un\u00e2nime &#8211; DES. SEVERIANO IGNACIO ARAGAO &#8211; Julgado em 13\/09\/2000.)\u201d. (<em>grifamos<\/em>).<\/p>\n<p>H\u00e1 responsabilidade em indenizar os danos decorrentes da <strong>m\u00e1-pr\u00e1tica dos servi\u00e7os<\/strong> objeto do contrato firmado entre as partes ora litigantes, e ainda pelo ABUSO DE PODER UTILIZADO PELA OPERADORA R\u00c9 NESSA RELA\u00c7\u00c3O CONTRATUAL, sendo certo que sua responsabilidade \u00e9 do tipo OBJETIVA, independendo da configura\u00e7\u00e3o de culpa para fins de indeniza\u00e7\u00e3o, na forma do art. 14 do CDC (Lei 8.078\/90).<\/p>\n<p>\tNeste teor, pode-se afirmar que a responsabilidade civil adotada pelo Direito p\u00e1trio baseia-se na exist\u00eancia do ato ofensivo, do dano experimentado e do nexo causal entre ato e dano. Como j\u00e1 foi explicitado anteriormente, n\u00e3o resta d\u00favida que a mera exposi\u00e7\u00e3o do <strong>AUTOR basta para explicitar seu tormento ps\u00edquico, visto que sua sa\u00fade e sua vida dependem, t\u00e3o somente, de manter o contrato do plano de assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>Desta feita, est\u00e1 mais do que caracterizado o ato ofensivo com danos psicol\u00f3gicos, cuja indeniza\u00e7\u00e3o ora se reclama. <\/p>\n<p>\tO dano moral, que a doutrina e a jurisprud\u00eancia j\u00e1 pacificaram independer de prova (prova <em>in re ipsa<\/em>, depende apenas da prova do fato) foi bastante claro. Foi o menoscabo ao bem-estar emocional e \u00e0 dignidade, gerando ang\u00fastia, humilha\u00e7\u00e3o, verdadeira les\u00e3o ao equil\u00edbrio natural do psiquismo dos Autores. <\/p>\n<p>\tO nexo de causalidade entre o fato e dano moral se comprova a partir do instante em que toda afli\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o (que se seguiram ao aviso de cancelamento de contrato da parte Autora, discuss\u00f5es, telefonemas de esclarecimentos, contrata\u00e7\u00e3o de advogados) sofridas pelos Demandantes decorreram \u00fanica e exclusivamente por culpa da R\u00e9 que, de forma ilegal e arbitr\u00e1ria, promove CANCELAMENTO UNILATERAL DO PLANO DE SA\u00daDE, sob alega\u00e7\u00e3o de que a carta enviada pela empresa com a qual a parte autora mantinha v\u00ednculo empregat\u00edcio pedia a aplica\u00e7\u00e3o do art. 30 da Lei 9656, e n\u00e3o do art. 31. Ressalte-se que a R\u00e9 sequer apurou os fatos para esclarecer qual artigo da referida Lei deveria ser aplicado ao caso concreto, apenas eximiu-se de qualquer trabalho. <\/p>\n<p>\tA atitude injustific\u00e1vel da R\u00e9 causou desespero, abalo emocional e transtorno psicol\u00f3gico, fazendo com que s\u00f3 aumentasse a ang\u00fastia sofrida com a exclus\u00e3o ilegal. Isso evidencia n\u00edtida m\u00e1-f\u00e9 da Seguradora, o que, por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 suficiente para comprovar o nexo de causalidade e ensejar a determina\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>\tO Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco j\u00e1 pacificou seu entendimento quanto aos danos morais, no que tange a negativa de plano de sa\u00fade baseada em cl\u00e1usula abusiva, atrav\u00e9s da s\u00famula 35, conforme segue:<\/p>\n<p><strong>\u201cS\u00famula 35<\/strong><\/p>\n<p><strong>Enunciado<\/strong><\/p>\n<p><strong>A negativa de cobertura fundada em cl\u00e1usula abusiva de contrato de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade pode dar ensejo \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral.\u201d<\/strong>  (grifos nossos)<\/p>\n<p>\tAssim, acompanha-se a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial dominante, que, no caso de dano puramente moral, carece comprovar a extens\u00e3o da repercuss\u00e3o no meio social causada pelo evento danoso. Levando-se em conta a intensidade do sofrimento, a gravidade, a natureza da ofensa e a posi\u00e7\u00e3o social do ofendido, deve o dano moral ser compreendido como a les\u00e3o sofrida pela pessoa natural, ou seja, o dano causado injustamente a outrem.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>&#8211; DO VALOR DA CONDENA\u00c7\u00c3O.<\/strong><\/p>\n<p>\tO valor a ser estipulado, em sede de senten\u00e7a, para fins de indeniza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, o <em>quantum<\/em>, a liquida\u00e7\u00e3o a ser determinada em a\u00e7\u00e3o que busca repara\u00e7\u00e3o para danos morais, exige do magistrado a observa\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros importantes, tanto quanto distintos dos par\u00e2metros utilizados para fins de apura\u00e7\u00e3o do valor da indeniza\u00e7\u00e3o a ser apurada em a\u00e7\u00e3o que busque indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais.<\/p>\n<p>\t\u00c9 que a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, que muitas vezes causam no ofendido dano de tal monta irrepar\u00e1vel que toda a fortuna colocada \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o mostra-se insuficiente para fins da repara\u00e7\u00e3o pretendida, tem no Estado o substituto direto, aqui de modo visivelmente solar, da justi\u00e7a com m\u00e3os pr\u00f3prias, que em priscas eras impr\u00f3pria fosse o ofendido buscar <em>via vis<\/em> \u2013 autotutela, a repara\u00e7\u00e3o do dano moral sofrido.<\/p>\n<p>\tDesta sorte, o ofensor tem que efetivamente sentir o constrangimento legal que lhe \u00e9 imposto via condena\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria por perdas e danos morais causados ao ofendido. O ofensor tem que perceber, via indeniza\u00e7\u00e3o, o car\u00e1ter punitivo da mesma, sem o que estar\u00e1 pronto a agredir, a desrespeitar a esfera moral de tantos quanto acredite que deva.<\/p>\n<p>\tPor outro lado, a quantia a ser estipulada para fins de indeniza\u00e7\u00e3o tem que ser de tal monta que cause no ofendido o prazer interior supostamente equivalente ao constrangimento que tenha lhe causado o ato il\u00edcito praticado pelo ofensor. S\u00f3 assim, estar\u00e1 se dando pela via judicial a repara\u00e7\u00e3o perseguida a t\u00edtulo de dano moral.<\/p>\n<p>\tSe os par\u00e2metros utilizados pelo Magistrado para fins de quantifica\u00e7\u00e3o do valor da condena\u00e7\u00e3o\/indeniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o efetivamente subjetivos e vari\u00e1veis caso a caso, isso n\u00e3o implica que em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade aparente devam ser os mesmos ignorados, ao rev\u00e9s, devem ser levados na mais alta conta, sem o que n\u00e3o se estar\u00e1 a fazer justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\tA estipula\u00e7\u00e3o de um valor que n\u00e3o revele em si efetiva puni\u00e7\u00e3o ao ofensor, ainda que seja a senten\u00e7a para considerar procedente a A\u00e7\u00e3o proposta, mais agravar\u00e1 os danos morais do que os reparar\u00e1, pois que estar\u00e1 a mostrar \u00e0 sociedade, ao ofendido e principalmente ao pr\u00f3prio ofensor o desleixo e o pouco valor que foi dado aos direitos de personalidade do ofendido, direito \u00e0 honra e a moral, nas palavras de <strong>JOS\u00c9 AFONSO DA SILVA<sup><sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup><\/sup><\/strong>, <em>&quot;direitos fundamentais do homem&quot;<\/em>, quando se sabe serem estes os direitos mais caros a qualquer indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>\t\tConclui-se que a interpreta\u00e7\u00e3o do nosso ordenamento jur\u00eddico \u00e9 de que a ofensa ao direito j\u00e1 \u00e9 suficiente para que exista a prote\u00e7\u00e3o legal obrigando a repara\u00e7\u00e3o, como bem demonstra o art. 186 do CC em conson\u00e2ncia com o art. 3\u00ba do CPC. Portanto, o sofrimento causado \u00e0 parte Autora, quando teve seu direito violado, evidentemente, trouxe-lhe enormes preju\u00edzos.<\/p>\n<p>&#8211; DOS FUNDAMENTOS DO PEDIDO DE TUTELA PROVIS\u00d3RIA DE URG\u00caNCIA:<\/p>\n<p>\tRessalte-se o art 300 do Novo C\u00f3digo de Processo Civil, que preconiza o seguinte: <\/p>\n<p><strong>\u201cA<em>rt. 300. A tutela de urg\u00eancia ser\u00e1 concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado \u00fatil do processo.\u201d<\/em><\/strong><em> (Original sem grifos e\/ou realces)<\/em><\/p>\n<p>Diante de tudo o que acima se exp\u00f4s, cumpre seja concedida, <strong>inaudita <em>altera parte<\/em><\/strong>, em car\u00e1ter de urg\u00eancia, <strong>MEDIDA LIMINAR a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o da tutela pleiteada<\/strong>, para determinar seja a R\u00e9 compelida a <strong>REATIVAR E MANTER POR TEMPO INDETERMINADO O CONTRATO DE PLANO DE SA\u00daDE DA PARTE AUTORA, DA FORMA QUE FORA PACTUADO, COM O AUTOR\/TITULAR E SUA DEPENDENTE, DEVENDO ESTES ARCAR COM O VALOR DE R$ ____________, APLICANDO AO CASO O ART. 31 DA LEI 9656\/98, como j\u00e1 foi explicitado anteriormente.<\/strong><\/p>\n<p>\tDisp\u00f5e, ainda, o CDC, em seu <strong>art. 84, par\u00e1grafo 3\u00ba<\/strong>, que:<\/p>\n<p>\u201cArt. 84. Na a\u00e7\u00e3o que tenha por objeto o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, <strong>o juiz conceder\u00e1 a tutela espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o ou determinar\u00e1 provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/strong><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo 1\u00ba e 2\u00ba <em>omissis<\/em>;<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo 3\u00ba &#8211; <strong>Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de inefic\u00e1cia do provimento final, \u00e9 l\u00edcito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou ap\u00f3s justifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, citado o r\u00e9u\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\t\tAdemais, imp\u00f5e-se a concess\u00e3o da medida liminar porque, se n\u00e3o bastassem os relevantes motivos acima descritos, basta ressaltar o simples fato de que n\u00e3o disp\u00f5e A PARTE AUTORA de recursos para custear todo o seu tratamento m\u00e9dico\/hospitalar em curso, o que pode ser facilmente assumido pela R\u00c9, bem como constitui o objeto do seu contrato e at\u00e9 de sua exist\u00eancia como pessoa jur\u00eddica. Al\u00e9m disso, a negativa de manter o contrato do plano de sa\u00fade pela R\u00c9 coloca a  parte AUTORA em humilhante situa\u00e7\u00e3o de desamparo total, uma vez que contratou com a Empresa R\u00e9 justamente para, se um dia precisasse, pudesse contar com um tratamento de sa\u00fade digno, sem ter de recorrer \u00e0s humilhantes filas do servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade e, o que \u00e9 pior, tomando a vaga daqueles que sequer t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar um plano de sa\u00fade, isto se houver vaga.<\/p>\n<p>\tDesta forma, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que est\u00e3o presentes, no caso em tela, a <strong>fuma\u00e7a do bom e cristalino direito,<\/strong> <strong>a verossimilhan\u00e7a do alegado, haja vista a farta documenta\u00e7\u00e3o comprobat\u00f3ria anexada<\/strong> pela parte AUTORA<strong>, todos os suped\u00e2neos legais invocados, a emerg\u00eancia que a medida requer<\/strong>, bem como a flagrante viola\u00e7\u00e3o dos dispositivos legais supra invocados, <strong>al\u00e9m do perigo da demora<\/strong>, que poderia resultar na inefic\u00e1cia dos tratamentos de sa\u00fade do <strong>AUTOR.<\/strong><\/p>\n<p><strong>DOS PEDIDOS\t<\/strong><\/p>\n<p><em>Ex positis<\/em>, REQUER a Autora a Vossa Excel\u00eancia:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Que seja designada AUDI\u00caNCIA DE CONCILIA\u00c7\u00c3O ou MEDIA\u00c7\u00c3O, conforme previsto no art. 334 do NCPC<\/strong><\/li>\n<li><strong>LIMINARMENTE<\/strong> e sem audi\u00e7\u00e3o da parte contr\u00e1ria, conceder <strong>TUTELA PROVIS\u00d3RIA DE URG\u00caNCIA<\/strong> pleiteada, para que a Seguradora R\u00c9 seja compelida a <strong>REATIVAR E MANTER POR TEMPO INDETERMINADO O CONTRATO DE PLANO DE SA\u00daDE, aplicando ao caso do Autor o art. 31 da Lei 9.656\/98, ou seja, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de cobertura assistencial de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, com sua dependente, por tempo indeterminado,<\/strong> <strong>prestando toda assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar necess\u00e1ria, sem qualquer limita\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o, sendo inclusive, a operadora R\u00e9, compelida a emitir os boletos no valor de R$ _____________, correspondentes aos valores mensais do plano de sa\u00fade e encaminh\u00e1-los para a resid\u00eancia da parte Autora para que sejam quitados. <\/strong><\/li>\n<li>Ap\u00f3s a concess\u00e3o da medida liminar pleiteada, requer a parte Autora a Vossa Excel\u00eancia, a cita\u00e7\u00e3o da Seguradora R\u00e9, para que, querendo, conteste a presente no prazo legal, sob as penas da lei.<\/li>\n<li>Determinar uma multa di\u00e1ria no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o caso de n\u00e3o cumprimento da decis\u00e3o judicial por parte da R\u00e9.<\/li>\n<li>No M\u00e9rito seja julgada inteiramente <strong>PROCEDENTE<\/strong> a presente <strong>A\u00c7\u00c3O<\/strong>, reconhecendo a responsabilidade contratual da Empresa R\u00e9 a<strong> REATIVAR E MANTER POR TEMPO INDETERMINADO O CONTRATO DE PLANO DE SA\u00daDE, aplicando ao caso do Autor o art. 31 da Lei 9.656\/98, ou seja, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de cobertura assistencial de que gozava quando da vig\u00eancia do contrato de trabalho, com sua dependente, por tempo indeterminado,<\/strong> <strong>prestando toda assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar necess\u00e1ria, sem qualquer limita\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o, sendo inclusive, a operadora R\u00e9, compelida a emitir os boletos no valor de R$ _________________, correspondentes aos valores mensais do plano de sa\u00fade e encaminh\u00e1-los para a resid\u00eancia da parte Autora para que sejam quitados.<\/strong><\/li>\n<li>E ainda, seja a Empresa R\u00e9 condenada a indenizar o Autor por danos morais, decorrentes do ato il\u00edcito perpetrado, de acordo com o Art. 6\u00ba, VI do 14 do CDC, e\/ou nos termos do art. 186 do CC, cujo <strong><em>quantum<\/em> <em>debeatur<\/em><\/strong> h\u00e1 de ser apurado atrav\u00e9s de liquida\u00e7\u00e3o por arbitramento, de acordo com o que disp\u00f5e os <strong>artigos 509 e 512 do Novo C\u00f3digo de Processo Civil <\/strong>e, por fim condenando-a, tamb\u00e9m, nas custas judiciais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, estes a base de 20% (vinte por cento), sobre o valor da causa.<\/li>\n<li>Requer a produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos <strong>artigos 369 e seguintes do NCPC<\/strong>, em especial as provas: documental, pericial, testemunhal e depoimento pessoal da parte r\u00e9<\/li>\n<\/ol>\n<p>\t\tMedidas estas a que pleiteia a parte Autora junto ao Poder Judici\u00e1rio como \u00fanica via restante para garantir a dignidade e integridade do bem maior que \u00e9 a sua sa\u00fade e, conseq\u00fcentemente, sua VIDA.<\/p>\n<p>\t\tD\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ 10.000,00 (Dez mil reais).<\/p>\n<p>Nestes Termos,<\/p>\n<p>Pede Deferimento.<\/p>\n<p>Local, data.<\/p>\n<p>Nome do Advogado &#8211; OAB<\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p> <strong>IN<\/strong>, Op. Citada, p\u00e1gs. 197 e 204. <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-2984983","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2984983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2984983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2984983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}