{"id":2982523,"date":"2024-04-25T18:54:21","date_gmt":"2024-04-25T18:54:21","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-25T18:54:21","modified_gmt":"2024-04-25T18:54:21","slug":"anulatoria-de-debito-fiscal-issqn-fora-do-local-de-prestacao","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/anulatoria-de-debito-fiscal-issqn-fora-do-local-de-prestacao\/","title":{"rendered":"[MODELO] Anulat\u00f3ria de D\u00e9bito Fiscal  &#8211;  ISSQN Fora do Local de Presta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>ANULAT\u00d3RIA DE D\u00c9BITO FISCAL COM PEDIDO DE DEP\u00d3SITO<\/strong> Requerente <strong>pretende anular<\/strong> os lan\u00e7amentos fiscais referentes ao <strong>ISSQN<\/strong> por falta de fundamento legal para a cobran\u00e7a do imposto, posto que a Requerida presta servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o civil e semelhantes, sendo que para efeitos fiscais, considera-se o local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o aquele onde se efetuar a obra, portanto, o referido munic\u00edpio n\u00e3o tem legitimidade para exigir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, mas sim o munic\u00edpio onde efetivamente a obra foi realizada.<\/p>\n<p>Para resguardar-se do juros de mora, caso assim n\u00e3o entenda o Poder Judici\u00e1rio, requer o dep\u00f3sito integral do tributo.<\/p>\n<p><strong>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;. VARA DA FAZENDA P\u00daBLICA DA COMARCA DE &#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., firma individual, inscrita no CGC\/MF n\u00b0 &#8230;., inscri\u00e7\u00e3o Municipal &#8230;., com sede na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., por seu bastante procurador firmat\u00e1rio, ut instrumento de procura\u00e7\u00e3o incluso (doc. &#8230;.), com escrit\u00f3rio profissional na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., onde recebe notifica\u00e7\u00f5es e intima\u00e7\u00f5es, vem respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, ajuizar a presente <\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ANULAT\u00d3RIA DE D\u00c9BITO FISCAL COM PEDIDO DE DEP\u00d3SITO<\/strong><\/p>\n<p>contra os autos de infra\u00e7\u00e3o n\u00b0s &#8230;. e &#8230;. (docs. &#8230;. e &#8230;., respectivamente) lavrados pela Prefeitura do Munic\u00edpio de &#8230;. &#8211; Secretaria Municipal das Finan\u00e7as &#8211; Departamento de Rendas Mobili\u00e1rias, com fundamento nos artigos 38 da Lei n\u00b06.830\/80 e \u00a7 1\u00b0 do artigo 585 do CPC, de acordo com as raz\u00f5es de fato e de direito a seguir expostas:<\/p>\n<p><strong>I &#8211; DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>A requerente \u00e9 empresa individual regularmente constitu\u00edda e atua na atividade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o civil e outras obras semelhantes (coloca\u00e7\u00e3o de forros e paredes de gesso em apartamentos, casas e similares), atividade esta enquadrada no item 32 da Lista de Servi\u00e7os anexa ao Decreto-lei n\u00b0 406\/68, alterada pela Lei Complementar 56\/87, conforme se extrai de sua declara\u00e7\u00e3o de firma individual (doc. &#8230;.).<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m pode-se constatar. a requerente possui seu domic\u00edlio fiscal no Munic\u00edpio de &#8230;., do Estado &#8230;.<\/p>\n<p>Todavia, muitos dos servi\u00e7os por ela prestados s\u00e3o realizados fora do Munic\u00edpio de &#8230;., como por exemplo, servi\u00e7os prestados em &#8230;., &#8230;., &#8230;., &#8230;., entre outros, como se pode extrair na verifica\u00e7\u00e3o das Notas Fiscais do per\u00edodo, exigidos pelo Munic\u00edpio, (docs. &#8230;. a &#8230;.) bem como c\u00f3pia dos contratos firmados com as construtoras &#8230;., contratantes de seus servi\u00e7os na modalidade de subempreitada (doc. &#8230;.).<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu ao firmar contrato de Empreitada de M\u00e3o-de-Obra com a Construtora &#8230;., (doc. &#8230;.) obrigando-se a executar os servi\u00e7os de m\u00e3o-de-obra e fornecimento de material para coloca\u00e7\u00e3o de forro de                             gesso no Edif\u00edcio &#8230;. localizado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., no Munic\u00edpio de &#8230;., no Estado &#8230;. &#8230;.<\/p>\n<p>Este fato foi devidamente comunicado \u00e0 Prefeitura Municipal de &#8230;. pela Construtora &#8230;., atrav\u00e9s de of\u00edcio (doc. &#8230;.), esclarecendo, portanto, que o servi\u00e7o complementar de constru\u00e7\u00e3o civil a ser prestado pelo Sr. &#8230;., (aplica\u00e7\u00e3o de forro de gesso nos edif\u00edcios da Construtora).<\/p>\n<p>Todavia, a Secretaria Municipal das Finan\u00e7as &#8211; atrav\u00e9s do Departamento de Rendas Mobili\u00e1rias &#8211; do Munic\u00edpio de &#8230;. lavrou em &#8230;. os autos de infra\u00e7\u00e3o n\u00b0s &#8230;. e &#8230;. (docs. &#8230;. e &#8230;., respectivamente), totalizando o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em R$ &#8230;. (&#8230;.), englobando todos os servi\u00e7os prestados nos per\u00edodos levantados, ou seja, de &#8230;. de &#8230;. a &#8230;. de &#8230;., sem contudo, excluir da receita tribut\u00e1ria valores prestados em outros Munic\u00edpios, como exige a lei tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>Desta forma, a receita municipal age de modo ilegal e abusivo ao exigir o ISSQN sobre os servi\u00e7os prestados em outros Munic\u00edpios, conforme planilha emitida pelo Departamento de Rendas Mobili\u00e1rias (doc. &#8230;. e &#8230;.), com o fito de apurar e posteriormente exigir os respectivos valores constantes nos autos de infra\u00e7\u00e3o acima referidos.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o restou outra alternativa \u00e0 requerente sen\u00e3o socorrer ao Poder Judici\u00e1rio para anular tais lan\u00e7amentos, uma vez que os mesmos n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade e est\u00e3o eivados de ilegalidades na medida em que incluem na receita tribut\u00e1vel parcelas de valores de servi\u00e7os prestados em outros Munic\u00edpios que n\u00e3o os prestados no munic\u00edpio de &#8230;.<\/p>\n<p>Vem, ent\u00e3o, a requerente demonstrar, atrav\u00e9s de seus documentos cont\u00e1beis, que tais servi\u00e7os de obras complementares de constru\u00e7\u00e3o civil foram prestados em outros Munic\u00edpios, n\u00e3o tendo o Munic\u00edpio de &#8230;. qualquer legitimidade em exig\u00ed-los, sob pena de ilegalidade e confisco dos bens e patrim\u00f4nio da requerente.<\/p>\n<p><strong>I.1 &#8211; DOCUMENTOS CONT\u00c1BEIS<\/strong><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da verifica\u00e7\u00e3o das Notas Fiscais (doc. &#8230;. a &#8230;.), podemos apontar em quais munic\u00edpios foram prestados os servi\u00e7os. <\/p>\n<p>Assim, para melhor elucida\u00e7\u00e3o da presente quest\u00e3o, apresentamos planilha demonstrativa (doc. &#8230;.) detalhando e discriminando:<\/p>\n<p>a) data da emiss\u00e3o das Notas Fiscais;<\/p>\n<p>b) n\u00famero das Notas Fiscais;<\/p>\n<p>c) valor total dos servi\u00e7os;<\/p>\n<p>d) valor do imposto devido;<\/p>\n<p>e) valor do imposto pago;<\/p>\n<p>f) local onde foi prestado o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Podendo-se claramente verificar em quais Munic\u00edpios foram prestados os servi\u00e7os complementares de constru\u00e7\u00e3o civil (coloca\u00e7\u00e3o de paredes de gesso e forros, por exemplo) e quais servi\u00e7os foram prestados em &#8230;.<\/p>\n<p>Demonstra, ainda, a requerente, atrav\u00e9s de c\u00f3pia, os recolhimentos do ISS referente ao ano de &#8230;. (doc. &#8230;.), bem como planilha do Departamento de Rendas, os valores pagos referentes ao ISS do m\u00eas de &#8230;. a &#8230;. de &#8230;. <\/p>\n<p><strong>II &#8211; DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p>II.1 Do Fato Gerador<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal atribui aos Munic\u00edpios a compet\u00eancia tribut\u00e1ria para instituir o imposto sobre &quot;servi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o compreendidos no art. 155, I &quot;b&quot;, definidos em Lei Complementar&quot; (artigo 156, IV, da CF).<\/p>\n<p>Desta forma, o ISS, de compet\u00eancia dos Munic\u00edpios, tem como fato gerador a presta\u00e7\u00e3o, por empresa ou profissional aut\u00f4nomo, com ou sem estabelecimento fixo, de servi\u00e7o elencado na lista de servi\u00e7os, que \u00e9 parte integrante do Decreto-lei 406, de 31.12.68, com reda\u00e7\u00e3o determinada pela Lei Complementar 56, de 15.12.87.<\/p>\n<p>A referida Lista, em seu item 32, elenca como fato gerador do ISS o seguinte servi\u00e7o:<\/p>\n<p>&quot;32 &#8211; Execu\u00e7\u00e3o, por administra\u00e7\u00e3o, empreitada ou subempreitada, de constru\u00e7\u00e3o civil, obras hidr\u00e1ulicas e outras obras semelhantes e respectiva engenharia consultiva, inclusive servi\u00e7os auxiliares ou complementares (exceto o fornecimento de mercadoria produzida pelo prestador de servi\u00e7os, fora do local da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, que fica sujeito ao ICM).&quot;<\/p>\n<p>Nos ensina o professor Bernado Ribeiro de Moraes, em seu livro &quot;Doutrina e Pr\u00e1tica do Imposto Sobre Servi\u00e7os&quot;, p\u00e1gina 231 e seguintes: <\/p>\n<p>&quot;Construir (do latim construere) significa a\u00e7\u00e3o de &quot;dar estrutura&quot;, &quot;edificar&quot;, de formar uma obra material. Constru\u00e7\u00e3o (do latim: constructio onis) \u00e9 o efeito de construir, verbo que tem o significado de acumular, amontoar, dar estrutura, dar forma, erigir ou edificar. Constru\u00e7\u00e3o vem a ser, pois, o conjunto de opera\u00e7\u00f5es empregadas na execu\u00e7\u00e3o de um projeto ou realiza\u00e7\u00e3o material de uma obra. Constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m significa essa obra material.&quot; <\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o pode se apresentar nas diversas manifesta\u00e7\u00f5es conhecidas, tanto nas habita\u00e7\u00f5es como no aproveitamento dos recursos naturais e nos transbordamentos art\u00edsticos e religiosos, atrav\u00e9s de obras e monumentos. (&#8230;)<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o da obra prevista neste item pode ser concretizada atrav\u00e9s do regime de empreitada, subempreitada ou administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desta forma, a coloca\u00e7\u00e3o de forros e paredes de gesso nas obras nada mais \u00e9 do que servi\u00e7o semelhante de constru\u00e7\u00e3o civil, estando, portanto, enquadrada no item 32 da lista de servi\u00e7os, anexa ao Decreto-lei 406\/68, alterada pela Lei Complementar n\u00b0 56\/87.<\/p>\n<p>II.2 &#8211; Do Local da Presta\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o<\/p>\n<p>Em espec\u00edfico, quanto ao local da presta\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o, diz a Lei Complementar (Dec-lei 406\/68):<\/p>\n<p>&quot;Art. 12 &#8211; considera-se local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os:<\/p>\n<p>a) o do estabelecimento prestador ou, na falta de estabelecimento, o do domic\u00edlio do prestador;<\/p>\n<p>b) no caso de constru\u00e7\u00e3o civil, o local onde se efetuar a presta\u00e7\u00e3o&quot;.<\/p>\n<p>Portanto, a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra geral. O local da presta\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para determinarmos o sujeito ativo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ou seja, para sabermos qual o munic\u00edpio competente para receber o tributo.<\/p>\n<p>No caso ora em tela, temos que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o civil foi efetuada em diversos munic\u00edpios (conforme podemos denotar das Notas Fiscais documentos anexos &#8211; docs. &#8230;. a &#8230;.), n\u00e3o tendo o munic\u00edpio de &#8230;. compet\u00eancia nem legitimidade para exigir o ISS incidente nestas opera\u00e7\u00f5es, uma vez que os referidos impostos incidentes s\u00e3o devidos aos Munic\u00edpios onde ocorreram as efetivas presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>Outra n\u00e3o \u00e9 a li\u00e7\u00e3o do professor S\u00e9rgio Pinto Martins, em seu Livro &quot;Manual do ISS&quot;, Editora Malheiros, 1995, p\u00e1gina 202:<\/p>\n<p>&quot;O Decreto-lei n\u00b0 406, de 31.12.68, mudou a orienta\u00e7\u00e3o anteriormente mencionada, tratando tanto dos servi\u00e7os prestados num \u00fanico Munic\u00edpio como em v\u00e1rios. O art. 12 do Decreto-lei 406 considera local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, aquele onde se efetuar a obra (al\u00ednea &quot;b&quot;). Considera-se tamb\u00e9m local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o o do estabelecimento prestador, ou, na falta do estabelecimento, o do domic\u00edlio do prestador (al\u00ednea &quot;a&quot;). O Decreto-lei 406 n\u00e3o prestigiou integralmente a orienta\u00e7\u00e3o de que o ISS \u00e9 devido no local da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, ou seja, o princ\u00edpio da lex locai actus, apenas tratando-se de obras de constru\u00e7\u00e3o civil, isto \u00e9, onde se efetua a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. No mais, prevalece o princ\u00edpio da lex domicilii, do domic\u00edlio do prestador, onde este se estabelece com \u00e2nimo definitivo, ou onde se situa o estabelecimento prestador. As regras que determinam o local de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os s\u00e3o, por\u00e9m, fic\u00e7\u00f5es legais, que n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade, mas que devem ser observadas. A lei municipal n\u00e3o poder\u00e1 mudar  regra do local da incid\u00eancia do ISS, que \u00e9 perfeitamente delimitada pelo Decreto-lei 406\/68, que tem natureza de lei complementar. <\/p>\n<p>O ilustre professor Bernardo Ribeiro de Moraes nos ensina, em seu livro &quot;Doutrina e Pr\u00e1tica do Imposto Sobre Servi\u00e7os&quot;, Editora Revista dos Tribunais, p\u00e1gina 492 e seguintes:<\/p>\n<p>&quot;Na hip\u00f3tese de execu\u00e7\u00e3o de obras de constru\u00e7\u00e3o civil, a incid\u00eancia do ISS n\u00e3o ser\u00e1 determinada nem pelo local do estabelecimento prestador e nem pelo domic\u00edlio do prestador, mas sim pelo local onde o servi\u00e7o for prestado. Se o contribuinte tem seu estabelecimento em S\u00e3o Paulo e executa obras de constru\u00e7\u00e3o civil em Santos, o ISS ser\u00e1 devido nesta \u00faltima cidade (local da efetiva presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o).&quot; No dizer de Sylvio Santos Faria, &quot;no caso de execu\u00e7\u00e3o de obras de constru\u00e7\u00e3o civil, o crit\u00e9rio definidor de compet\u00eancia ser\u00e1 o do local onde essas obras foram executadas, independentemente de se averiguar onde est\u00e1 sediada a empresa prestadora do servi\u00e7o&quot;.<\/p>\n<p>Podemos concluir, ent\u00e3o, que a lei definiu a regra geral e uma exce\u00e7\u00e3o, no caso do item 32, ou seja, as presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o civil, onde o fato gerador ocorre nos locais das obras, e n\u00e3o na sede da construtora.  <\/p>\n<p>II.3 &#8211; A Quest\u00e3o dos Servi\u00e7os Prestados em Outros Munic\u00edpios<\/p>\n<\/p>\n<p>Diversos autores, entre eles o professor Geraldo Augusto Hauer, endentem ser injur\u00eddica a cobran\u00e7a do ISSQN em um munic\u00edpio onde o prestador tem seu domic\u00edlio e venha a prestar o seu servi\u00e7o em outro que n\u00e3o aquele. <\/p>\n<p>Imagina-se, por exemplo, uma empresa com sede em Curitiba, prestando servi\u00e7o em uma cidade do interior do Estado do Amazonas, seja tributada por Curitiba sobre o que auferiu naquele outro Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Com este entendimento, decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, por unanimidade, Recurso Especial em que era relator o Ministro Dem\u00f3crito Reinaldo:<\/p>\n<p>&quot;Tribut\u00e1rio, ISS, Sua exig\u00eancia pelo munic\u00edpio em cujo territ\u00f3rio se verificou o fato gerador. Interpreta\u00e7\u00e3o do art. 12 do Decreto-Lei n\u00b0 406\/68. Embora a lei considere local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o o do estabelecimento prestador (art. 12 do Decreto-Lei n\u00b0 406\/68), ela pretende que o ISS perten\u00e7a ao munic\u00edpio em cujo territ\u00f3rio se realizou o fato gerador. \u00c9 o local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o que indica o munic\u00edpio competente para a imposi\u00e7\u00e3o do tributo (ISS) para que se n\u00e3o vulnere o princ\u00edpio constitucional impl\u00edcito que atribui \u00e0quele (munic\u00edpio) o poder de tributar as presta\u00e7\u00f5es ocorridas em seu territ\u00f3rio. A lei municipal n\u00e3o pode ser dotada de extraterritorialidade, de modo a irradiar efeitos sobre um fato ocorrido no territ\u00f3rio de munic\u00edpio onde n\u00e3o pode ter voga. Recurso provido indiscrepantemente.&quot; (grifo nosso). <\/p>\n<p>Assim, o presente ac\u00f3rd\u00e3o definiu com propriedade quando diz que a compet\u00eancia impositiva do ISS \u00e9 do munic\u00edpio onde se realiza o servi\u00e7o e n\u00e3o o da localiza\u00e7\u00e3o do seu estabelecimento.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Conselho Municipal de Contribuintes de Curitiba tem entendido neste sentido, sen\u00e3o vejamos o seguinte ac\u00f3rd\u00e3o:<\/p>\n<p>&quot;No caso da letra &quot;a&quot; do artigo 12, do Decreto Lei n\u00b0 406\/68, \u00e9 devido o ISS no local do estabelecimento prestador do servi\u00e7o. Incorreta a exig\u00eancia do tributo pela prefeitura Municipal de Curitiba. Recurso conhecido e provido parcialmente por maioria de votos&quot;&#8230; &quot;requer o cancelamento dos autos de infra\u00e7\u00e3o, pois segundo alega referem-se em parte, a servi\u00e7os prestados no munic\u00edpio de S\u00e3o Pedro do Iva\u00ed. \u00c9 fato que, n\u00e3o h\u00e1 no processo qualquer prova de que a Recorrente mantinha estabelecimento no versado munic\u00edpio. Assim, inexistem elementos que demonstrem \u00e0 sociedade a exist\u00eancia f\u00edsica da Recorrente em S\u00e3o Pedro do Iva\u00ed. O que h\u00e1 nos autos s\u00e3o alvar\u00e1s e o contrato social da Recorrente, que consigna a exist\u00eancia de filial naquele munic\u00edpio. \u00c9 nosso entendimento que o art. 12 do Decreto-lei n\u00b0 406\/68 n\u00e3o foi recebido pela Magna Carta de 1988, posto que \u00e9 inadmiss\u00edvel considerar-se como aspecto espacial da hip\u00f3tese de incid\u00eancia o domic\u00edlio do contribuinte. Temos que o aspecto espacial do ISS \u00e9 o local onde se d\u00e1 efetivamente a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Assim, n\u00e3o obstante a falta de prova da exist\u00eancia f\u00edsica da Recorrente no munic\u00edpio de S\u00e3o Pedro do Iva\u00ed, o imposto \u00e9 devido apenas sobre os servi\u00e7os prestados no munic\u00edpio de Curitiba. Ante o exposto, conhe\u00e7o do recurso, para dar-lhe provimento a fim de que sejam tributados apenas os servi\u00e7os que comprovadamente foram prestados em Curitiba.&quot; (grifo nosso).<\/p>\n<p><strong>III &#8211; DA JURISPRUD\u00caNCIA <\/strong><\/p>\n<p>&quot;TRIBUT\u00c1RIO. ISS. Local do recolhimento. Servi\u00e7os de paisagismo. Obra j\u00e1 conclu\u00edda. A regra geral sobre a compet\u00eancia para instituir o Tributo (ISS) \u00e9 a do local onde se situa o estabelecimento prestador, excepcionando-se os casos de constru\u00e7\u00e3o civil, em que a compet\u00eancia tribut\u00e1ria se desloca para o local da presta\u00e7\u00e3o.&quot; (STJ &#8211; Rec. Especial n\u00b0 16.033-0 &#8211; S\u00e3o Paulo &#8211; Ac. 2\u00aa T. un\u00e2n. &#8211; Rel. Min. H\u00e9lio Mosimann &#8211; j. em 14.12.94 &#8211; fonte DJU I, 13.02.95, p\u00e1g. 2225). (grifo nosso).<\/p>\n<p>&quot;DIREITO FISCAL &#8211; ISS APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL 47654 &#8211; Reg. 1. Julg. 10.12.86<\/p>\n<p>CONSTRU\u00c7\u00c3O CIVIL &#8211; LUGAR DE PAGAMENTO. Cobran\u00e7a do Imposto Sobre Servi\u00e7os pelo Munic\u00edpio do Rio de Janeiro, onde tem sede a empreiteira, por obras realizadas em outros Munic\u00edpios. Ao definir o local de opera\u00e7\u00e3o, o art. 12 do Decreto-Lei 406\/68 usou a express\u00e3o gen\u00e9rica constru\u00e7\u00e3o civil para abranger todas suas esp\u00e9cies, inclusive obras hidr\u00e1ulicas. Os trabalhos complementares de revestimentos de oleodutos constituem obras de constru\u00e7\u00e3o civil, estando a empreiteira executante sujeita ao pagamento do ISS nos Munic\u00edpios onde os servi\u00e7os forma prestados&quot;. Ementa n\u00b0 27638 &#8211; TJ &#8211; RJ. (grifo nosso).<\/p>\n<p><strong>ANEXOS VI &#8211; DOCUMENTOS:<\/strong><\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Procura\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;..- C\u00f3pia do auto de infra\u00e7\u00e3o n\u00b0 &#8230;.<\/p>\n<p>Doc. &#8230;.. &#8211; C\u00f3pia do auto de infra\u00e7\u00e3o n\u00b0 &#8230;.;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;..- Declara\u00e7\u00e3o de firam individual;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. a &#8230;. &#8211; C\u00f3pias das Notas Fiscais de Servi\u00e7os prestados fora de Curitiba;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; C\u00f3pia do Contrato de Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os com a Construtora &#8230;.<\/p>\n<p>Doc. &#8230;.- C\u00f3pia do Contrato com a Construtora &#8230;.<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; C\u00f3pia da Declara\u00e7\u00e3o da Construtora &#8230;. informando que o Sr. &#8230;. prestou servi\u00e7os de aplica\u00e7\u00e3o de forro de gesso nos edif\u00edcios da Construtora no Munic\u00edpio de &#8230;.;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. e &#8230;. &#8211; Planilhas emitidas pelo Departamento de Rendas Mobili\u00e1rias da prefeitura de &#8230;., indicando valores superiores ao realmente devido;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Planilha de levantamento dos servi\u00e7os prestados no per\u00edodo com a indica\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios onde se realizaram os servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Comprovantes de pagamento do ISS referentes ao ano de &#8230;.;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Valor exigido pela Fazenda P\u00fablica Municipal atualizado, para fins de dep\u00f3sito que suspenda a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (art. 151, inciso II do CTN).<\/p>\n<p><strong>V &#8211; DO DIREITO AO DEP\u00d3SITO <\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o artigo 585, \u00a7 1\u00b0 do CPC, &quot;a propositura de qualquer a\u00e7\u00e3o relativa ao d\u00e9bito constante do t\u00edtulo executivo n\u00e3o inibe o credor de promover a execu\u00e7\u00e3o&quot;.<\/p>\n<p>Por este motivo, e com base no artigo 151, II do CTN, vem a autora requerer, preliminarmente, que lhe seja deferido o direito de realizar o dep\u00f3sito judicial com o escopo de se suspender a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diz o artigo 151 do CTN:<\/p>\n<p>&quot;Art. 151 &#8211; Suspendem a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio:<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>II &#8211; o dep\u00f3sito do seu montante integral&quot;;<\/p>\n<\/p>\n<p>Como nos ensina o professor Hugo de Brito Machado, em seu livro &quot;Temas de Direito Tribut\u00e1rio II&quot;, Revista dos Tribunais, p\u00e1gina 65 e seguintes:<\/p>\n<\/p>\n<p>&quot;A efetiva\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito de que trata o art. 151, II, do CTN, todavia, n\u00e3o fica a depender do deferimento, pelo Juiz, de medida cautelar. Por isto mesmo preferimos sustentar a desnecessidade de a\u00e7\u00e3o cautelar, como j\u00e1 decidiu o antigo Tribunal Federal de Recursos&quot;, decis\u00e3o esta da TRF &#8211; 4\u00aa Turma, EDAC 109.487-SP, julgado em 13.08.86, rel. Min. Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Ribeiro, DJU de 11.09.86.<\/p>\n<p>Continua o ilustre professor em outra obra:<\/p>\n<p>&quot;Enquanto alguns juizes entendem necess\u00e1ria a propositura de cautelar, outros a consideram desnecess\u00e1ria, e entre estes, alguns indeferem a inicial por entenderem ausente o interesse processual.<\/p>\n<p>A rigor, realmente n\u00e3o h\u00e1 interesse processual de quem promove a\u00e7\u00e3o cautelar, cujo pedido \u00e9 exclusivamente o de que lhe seja assegurado o direito de depositar. Esse direito est\u00e1 expresso na lei. Se ningu\u00e9m se opuser a seu exerc\u00edcio, n\u00e3o haver\u00e1 lide. E nada justifica que o pr\u00f3prio ju\u00edzo institua tal resist\u00eancia.&quot;<\/p>\n<p>(&#8230;) Recentemente decidiu com inteira propriedade, o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (S\u00e3o Paulo), que &quot;o pedido de dep\u00f3sito suspensivo da exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, como medida preparat\u00f3ria de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria n\u00e3o configura, tecnicamente, procedimento cautelar, vez que n\u00e3o visa assegurar o resultado prof\u00edcuo da a\u00e7\u00e3o principal, mas t\u00e3o-somente resguardar o pr\u00f3prio contribuinte dos riscos da mora&quot;.<\/p>\n<p>&quot;N\u00e3o temos d\u00favida da desnecessidade de a\u00e7\u00e3o cautelar, como tamb\u00e9m n\u00e3o temos d\u00favida de que a efetiva\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito independe da presen\u00e7a dos requisitos para o deferimento de provimento cautelar, vale dizer, de apar\u00eancia do bom direito e do perigo da demora, conforme ali\u00e1s, j\u00e1 decidiu o Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o.&quot;, in &quot;Caderno de Direito Tribut\u00e1rio e Finan\u00e7as P\u00fablicas&quot;, Revista dos Tribunais, ano 2, n\u00b0 7, 1994, p\u00e1g. 85 e seguintes.<\/p>\n<p>O dep\u00f3sito \u00e9 antes de tudo um direito do contribuinte e n\u00e3o simplesmente um &quot;fumus boni iures&quot;, por este motivo, diversos autores como o j\u00e1 citado professor Hugo de Brito Machado, Arruda Alvim e Eduardo Arruda Alvim, defendem a desnecessidade da a\u00e7\u00e3o cautelar, entendendo, os ilustres professores, ser poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito nos pr\u00f3prios autos da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, em respeito aos princ\u00edpios da economia e celeridade processual, n\u00e3o havendo qualquer preju\u00edzo para a Fazenda P\u00fablica, uma vez que o referido valor compreender\u00e1 o montante integral do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>Deste modo, com o fim espec\u00edfico de se suspender a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, pretende a autora, ap\u00f3s deferido por V. Exa., realizar seu direito de depositar o montante integral do valor exigido pela Fazenda P\u00fablica Municipal na quantia de R$ &#8230;. (&#8230;.), valor este informado pela pr\u00f3pria requerida, conforme demonstra o documento em anexo (doc. &#8230;.).<\/p>\n<p><strong>VI &#8211; CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o amplamente demonstrado, doutrin\u00e1ria e jurisprudencialmente n\u00e3o poder\u00e1 prosperar os autos de infra\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de &#8230;. em exigir o pagamento de um imposto (ISSQN) que n\u00e3o lhe \u00e9 devido.<\/p>\n<p>Desta forma e pelos fatos declinados, n\u00e3o logrou o fisco demonstrar o enquadramento nos dispositivos legais infringidos, concomitantemente deixou de ser observado, pelo Poder Tributante, o disposto nos arts. 112 e 142 do CTN, isso porque a pseuda ilicitude n\u00e3o est\u00e1 tipificada em rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica descrita no auto de infra\u00e7\u00e3o, como quer a Autoridade Administrativa. <\/p>\n<p>Devendo, por derradeiro, serem anulados os referidos lan\u00e7amentos fiscais por falta de fundamento legal para a cobran\u00e7a do imposto.<\/p>\n<p>Podemos, ent\u00e3o, concluir:<\/p>\n<p>1\u00b0) Os servi\u00e7os prestados pela requente (coloca\u00e7\u00e3o de forro e paredes de gesso em apartamentos, casas etc.) s\u00e3o de obras de constru\u00e7\u00e3o civil, enquadrando-se na capitula\u00e7\u00e3o do item 32 da Listas de Servi\u00e7o, alterada pela Lei Complementar 56\/87;<\/p>\n<p>2\u00b0) O ISSQN nestes casos (obras de constru\u00e7\u00e3o civil e outras obras semelhantes) \u00e9 devido no local da obra e n\u00e3o no domic\u00edlio do prestador, conforme disposi\u00e7\u00e3o expressa do artigo 12, al\u00ednea &quot;b&quot; do Decreto-lei n\u00b0 406\/68;<\/p>\n<p>3\u00b0) Mesmo que n\u00e3o se tratasse de servi\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o civil, o Munic\u00edpio de &#8230;. n\u00e3o poderia cobrar o ISS sobre servi\u00e7o prestado em outro Munic\u00edpio, uma vez que a lei municipal n\u00e3o pode ser dotada de extraterritorialidade, de modo a irradiar efeitos sobre um fato gerador ocorrido no territ\u00f3rio de outro munic\u00edpio, como entendeu o egr\u00e9gio Superior Tribunal de Justi\u00e7a;<\/p>\n<p>4\u00b0) Os valores exigidos pelo Munic\u00edpio de &#8230;. referentes \u00e0s presta\u00e7\u00f5es realizadas fora deste s\u00e3o indevidos, sendo ilegais e abusivas tais cobran\u00e7as, afrontando os princ\u00edpios da legalidade e do n\u00e3o confisco, devendo os mesmos serem exclu\u00eddos para fins de tributa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>5\u00b0) Para se assegurar de uma poss\u00edvel execu\u00e7\u00e3o, tem a requerente o direito de efetuar, na pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, o dep\u00f3sito do montante integral, exigido pela Fazenda P\u00fablica, para se suspender a exigibilidade do cr\u00e9dito fiscal independente de a\u00e7\u00e3o cautelar. <\/p>\n<p><strong>VII &#8211; DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p>Pelo exposto, requer o autor:<\/p>\n<p>a) o deferimento do pedido preliminar de dep\u00f3sito do montante integral, conforme previs\u00e3o do artigo 151, II do CTN, para suspender a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio;<\/p>\n<p>b) a cita\u00e7\u00e3o da r\u00e9 para contestar a presente a\u00e7\u00e3o, sob pena de revelia, acompanhando, a seguir, todos os termos processuais at\u00e9 final julgamento;<\/p>\n<p>c) d\u00ea-se vistas ao ilustre representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/p>\n<p>d) seja julgada procedente a presente a\u00e7\u00e3o, anulando-se os lan\u00e7amentos fiscais contidos nos autos de infra\u00e7\u00e3o &#8230;. e &#8230;., por inexistir fundamento legal para a cobran\u00e7a do ISS incidente na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de Constru\u00e7\u00e3o Civil no domic\u00edlio do prestador, sendo o imposto devido t\u00e3o somente no local da obra, conforme previs\u00e3o do artigo 12, aliena &quot;b&quot; do Decreto 406\/68;<\/p>\n<p>e) mesmo que o dito servi\u00e7o n\u00e3o se enquadrasse como obra de constru\u00e7\u00e3o civil ou semelhante, n\u00e3o poderia a lei municipal ser dotada de extraterritorialidade, de modo a exigir o ISS sobre um fato gerador ocorrido no territ\u00f3rio de outro munic\u00edpio, como entende parte da doutrina e o STJ, devendo, portanto, serem anulados os referidos lan\u00e7amentos fiscais contidos nos autos de infra\u00e7\u00e3o citados;<\/p>\n<p>f) a condena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 no pagamento das custas processuais, honor\u00e1rios advocat\u00edcios e demais comina\u00e7\u00f5es legais cab\u00edveis;<\/p>\n<p>g) a produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em Direito admitidas, sem exce\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>h) o levantamento, ao final, dos valores depositados a t\u00edtulo de suspens\u00e3o da exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<p>                                                         Nestes Termos,<\/p>\n<p>                                                         Pede deferimento<\/p>\n<p>                                                      &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>                                                         Advogado  OAB\/..<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-2982523","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2982523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2982523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2982523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}