{"id":2982050,"date":"2024-04-25T18:47:01","date_gmt":"2024-04-25T18:47:01","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2024-04-25T18:47:01","modified_gmt":"2024-04-25T18:47:01","slug":"acao-cautelar-de-arrolamento-de-bens-fundado-receio-medida-cautelar","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-cautelar-de-arrolamento-de-bens-fundado-receio-medida-cautelar\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS  &#8211;  Fundado Receio, Medida Cautelar"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00c7\u00c3O CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS (Art. 855 e ss do CPC)<\/strong> <\/p>\n<p><strong>MERIT\u00cdSSIMO JUIZ DE DIREITO DA ____\u00aa VARA DE FAM\u00cdLIA DA COMARCA DE (XXX) <\/strong><\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o por Depend\u00eancia ao Processo (xxx)<\/strong><\/p>\n<p><strong>REQUERENTE<\/strong>, j\u00e1 qualificado nos autos da <strong>A\u00c7\u00c3O DE ANULA\u00c7\u00c3O DE CASAMENTO<\/strong>, que lhe move sua esposa, por seu procurador infra-assinado, vem \u00e0 presen\u00e7a de V. Exa., propor a presente<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p>nos termos dos art. 855 e seguintes do C\u00f3digo de Processo Civil, em face de <strong>REQUERIDA<\/strong>, tamb\u00e9m devidamente qualificada, pelas raz\u00f5es de fato e de direito que passa a expor:<\/p>\n<p><strong>DOS FATOS<\/p>\n<p><\/strong><br \/><strong>1. <\/strong>Conforme se pode verificar na referida A\u00e7\u00e3o de Anula\u00e7\u00e3o de Casamento, o <strong>REQUERENTE<\/strong> e a <strong>REQUERIDA<\/strong> casaram-se na data de (xxx), sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens. Entretanto, ap\u00f3s (xxx) anos de conviv\u00eancia, pretende a <strong>REQUERIDA<\/strong> imputar ao <strong>REQUERENTE<\/strong> erro essencial quanto a sua pessoa, uma vez acreditar em falsas informa\u00e7\u00f5es recebidas de que o seu marido seria um procurado traficante. Tal situa\u00e7\u00e3o ensejou a propositura da referida a\u00e7\u00e3o de anula\u00e7\u00e3o do casamento, nos termos do art.1556 do Novo C\u00f3digo Civil. Cumpre frisar, que tais afirma\u00e7\u00f5es foram devidamente contestadas pelo <strong>REQUERENTE<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Ora, em face dos termos da inicial e da pr\u00f3pria pretens\u00e3o de anula\u00e7\u00e3o do casamento, tem o <strong>REQUERENTE<\/strong> fundado receio de que a <strong>REQUERIDA<\/strong> passe a dilapidar os bens do casal, em seu preju\u00edzo e da prole. Ademais, necess\u00e1rio constar, que o <strong>REQUERENTE<\/strong> soube, mediante terceiros, conforme se comprovar\u00e1 atrav\u00e9s de depoimento testemunhal, que a <strong>REQUERIDA<\/strong> sondou diversas pessoas acerca da possibilidade, e outrossim, do interesse destas em adquirir alguns dos bens do casal;<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Al\u00e9m do mais, torna-se de suma import\u00e2ncia acrescentar, que o bem (xxx), de propriedade do casal, encontra-se, estranhamente, na casa de uma amiga da <strong>REQUERIDA<\/strong>, a Sra. (xxx). Interpelada pelo <strong>REQUERENTE<\/strong> a <strong>REQUERIDA<\/strong> recusou-se a esclarecer como e porqu\u00ea referido bem foi parar na casa desta senhora.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Desta feita, \u00e9 patente a tentativa da <strong>REQUERIDA<\/strong> de se desfazer, furtivamente, do patrim\u00f4nio do casal, e em l\u00f3gica decorr\u00eancia, torna-se imperiosa a aplica\u00e7\u00e3o de alguma medida que a impe\u00e7a do cont\u00ednuo dilapidamento.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Assim, segue aqui a lista dos bens do casal:<\/p>\n<p>1(um) apartamento residencial \u00e0 Rua (xxx), n\u00ba (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), conforme c\u00f3pia da certid\u00e3o anexa (doc. 01);<\/p>\n<p>1(um) autom\u00f3vel (xxx), com as seguintes qualifica\u00e7\u00f5es em anexo (doc. 02);<\/p>\n<p>O montante em dinheiro depositado em caderneta de poupan\u00e7a do Banco (xxx), Ag\u00eancia (xxx), Conta Corrente (xxx), no valor de R$ (xxx)(valor expresso), conforme demonstrativo anexo (doc. 03).<\/p>\n<p><strong>DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Do &quot;periculum in mora&quot; e do &quot;fumus boni juris&quot;<\/p>\n<p><\/em>1.<\/strong> Diante de todo o exposto, verifica-se a total plausibilidade da medida cautelar de arrolamento de bens, com fundamento no artigo 855 do C\u00f3digo de Processo Civil, <em>in verbis:<br \/><\/em><br \/><em>&quot;Art. 855. Procede-se ao arrolamento sempre que h\u00e1 fundado receio de extravio ou de dissipa\u00e7\u00e3o de bens.&quot;<\/em><\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Ademais, n\u00e3o se pode duvidar do interesse do <strong>REQUERENTE<\/strong> na propositura de referida a\u00e7\u00e3o, eis que o faz no intuito de preservar o patrim\u00f4nio da fam\u00edlia. Destarte, encontra-se em perfeita conson\u00e2ncia com o art. 856 do C\u00f3digo de Processo Civil, que se transcreve:<\/p>\n<p><em>&quot;Art. 856. Pode requerer o arrolamento todo aquele que tem interesse na conserva\u00e7\u00e3o dos bens.<br \/>\u00a7 1\u00ba O interesse do requerente pode resultar de direito j\u00e1 constitu\u00eddo ou que deva ser declarado em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<br \/>\u00a7 2\u00ba Aos credores s\u00f3 \u00e9 permitido requerer arrolamento nos casos em que tenha lugar a arrecada\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a.&quot;<\/p>\n<p><\/em><strong><em>Do art. 857 do CPC<\/p>\n<p>1.<\/em><\/strong><em> <\/em>Inobstante a certid\u00e3o de casamento acostada \u00e0 esta pe\u00e7a inicial, demonstrando, assim, a uni\u00e3o mediante comunh\u00e3o universal de bens, traz o <strong>REQUERENTE<\/strong> a escritura do apartamento referido no item 5, pertencente ao casal, o documento do carro em nome do <strong>REQUERENTE<\/strong>, embora a posse direta estaja com a <strong>REQUERIDA<\/strong>, e outrossim, o demonstrativo da caderneta de poupan\u00e7a em nome, tamb\u00e9m, do casal. Desta feita, a exig\u00eancia do art. 857, I, do CPC, resta plenamente atendida. <\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Al\u00e9m disto, &quot;os fatos em que funda o receio de extravio ou de dissipa\u00e7\u00e3o dos bens&quot;, nos termos do art. 857, II, do CPC, restam sobejamente explanados, e outrossim, ser\u00e3o devidamente comprovados mediante o depoimento das testemunhas arroladas ao final.<\/p>\n<p><strong><em>Da Jurisprud\u00eancia<br \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>1 &#8211;<\/strong> Conforme facilmente se pode verificar, a concess\u00e3o do arrolamento em tais hip\u00f3teses \u00e9 agasalhada pela jurisprud\u00eancia, como nos exemplos a seguir transcritos:<\/p>\n<p><em>&quot;Na verdade, o arrolamento cautelar de bens \u00e9 a documenta\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia e estado de bens, sempre que houver fundado receio de extravio ou de dissipa\u00e7\u00e3o, com o dep\u00f3sito em m\u00e3os de pessoa da confian\u00e7a do Ju\u00edzo. Visa o arrolamento preservar os bens a serem partilhados, tratando-se de medida puramente cautelar. &quot;In casu&quot;, a liminar concedida revestiu-se de car\u00e1ter conservativo e teve como finalidade, a de impedir que o agravante desse outra destina\u00e7\u00e3o aos referidos bens. \u00c9 que a agravada demonstrou o fundado receio de extravio dos bens, os quais pretende conservar. Ademais, as controversas que recai sobre os bens arrolados, s\u00e3o quest\u00f5es a serem resolvidas no processo pr\u00f3prio, raz\u00e3o porque, confirmando a decis\u00e3o objurgada e acolhendo a fala ministerial, nego provimento ao recurso. (TJMG &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO N\u00ba 000.185.935-4\/00 &#8211; COMARCA DE TE\u00d3FILO OTONI &#8211; Rel. GARCIA LE\u00c3O &#8211; Data do acord\u00e3o &#8211; 08\/02\/2001)<\/p>\n<p><\/em><strong><em>&quot;EMENTA: MEDIDA CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS &#8211; CPC\/ART. 856 &#8211; EVID\u00caNCIAS DE RISCO DE PREJU\u00cdZO \u00c0 AUTORA &#8211; EXTIN\u00c7\u00c3O DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE M\u00c9RITO &#8211; INOPORTUNIDADE<\/em><\/strong><em> &#8211; Destina-se a medida cautelar de arrolamento de bens a preservar os bens de interesse da parte autora, a teor do art. 856 do Estatuto Instrument\u00e1rio Civil. Sua preserva\u00e7\u00e3o perdura at\u00e9 que, na a\u00e7\u00e3o principal, se decida acerca de seu efetivo direito sobre eles e se afira o grau de sua participa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ela &#8211; a cautelar &#8211; n\u00e3o tem o cond\u00e3o de transferir bens, mas t\u00e3o-s\u00f3 preserv\u00e1-los temporariamente. Assim, se invocado o direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o dos bens adquiridos na const\u00e2ncia do casamento e h\u00e1 evid\u00eancias do risco de ficar a invocante sem nenhum deles, por ter seu ex- marido os colocado em nome de outrem, inoportuna \u00e9, por \u00f3bvio, a extin\u00e7\u00e3o do processo sem julgamento do m\u00e9rito (CPC, art. 267, incisos I, IV e VI). (TJMG &#8211; APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 000.189.110-0\/00 &#8211; COMARCA DE UBERL\u00c2NDIA &#8211; Rel. HYPARCO IMMESI &#8211; Data do acord\u00e3o &#8211; 16\/11\/2000) <br \/><\/em><br \/><strong>2 &#8211; <\/strong>Desta feita, \u00e9 indubit\u00e1vel a plausibilidade da presente a\u00e7\u00e3o de arrolamento de bens, eis que presentes os requisitos do <em>fumus boni juris<\/em> e do <em>periculum in mora<\/em>, atendendo-se, destarte, \u00e0s determina\u00e7\u00f5es legais. Ademais, para que restem preservados os interesses do casal e da prole, torna-se de extrema signific\u00e2ncia e necessidade a ado\u00e7\u00e3o da referida medida. <\/p>\n<p><strong>Pelo exposto, REQUER:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I <\/strong>&#8211; Seja concedida a medida cautelar de arrolamento, sem audi\u00eancia da <strong>REQUERIDA<\/strong>, pois do contr\u00e1rio comprometer-se-ia a medida, nomeando-se deposit\u00e1rio, nos termos dos arts. 804 e 858 do CPC;<\/p>\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; Seja ap\u00f3s, citado a <strong>REQUERIDA<\/strong>, a fim de que consteste os termos da inicial, no prazo de 5 dias determinado pelo art. 802 do CPC, sob pena de serem tidos como verdadeiros os fatos ora alegados, nos termos do art. 803 do mesmo diploma legal. <\/p>\n<p><strong>III &#8211; <\/strong>Que ao final, seja a liminar de arrolamento de bens concedida, convertida em definitiva, ficando os bens arrolados sob a guarda do deposit\u00e1rio, at\u00e9 que se proceda \u00e0 definitiva partilha dos mesmos, na A\u00e7\u00e3o de Anula\u00e7\u00e3o de Casamento.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de (xxx)(valor expresso).<\/p>\n<p>Termos que<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>(Local data e ano).<\/p>\n<p>(Nome e assinatura do advogado)<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-2982050","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/2982050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2982050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=2982050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}