{"id":29425,"date":"2023-07-29T00:13:07","date_gmt":"2023-07-29T00:13:07","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-29T00:13:07","modified_gmt":"2023-07-29T00:13:07","slug":"acao-ordinaria-de-repeticao-de-indebito-restituicao-de-issqn-pago-indevidamente","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-ordinaria-de-repeticao-de-indebito-restituicao-de-issqn-pago-indevidamente\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria de Repeti\u00e7\u00e3o de Ind\u00e9bito  &#8211;  Restitui\u00e7\u00e3o de ISSQN pago indevidamente"},"content":{"rendered":"<p>Equivocadamente recolheu o Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza  (ISSQN), quando, na verdade, a atividade que exerce n\u00e3o \u00e9 de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, mas sim de venda de mercadorias, sobre a qual seria correta a incid\u00eancia do ICMS.<\/p>\n<p>De acordo com o permissivo do art. 165, I do CTN, a autora tem o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o do tributo pago indevidamente.<\/p>\n<p><strong>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;. VARA DA FAZENDA P\u00daBLICA E CONCORDATAS DE &#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., pessoa jur\u00eddica de direito privado regularmente inscrita no CGC\/MF n\u00ba &#8230;., inscri\u00e7\u00e3o Municipal &#8230;., com sede na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., Estado &#8230;., neste ato representado por seu s\u00f3cio gerente &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da C\u00e9dula de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;. e CPF\/MF n\u00ba&#8230;., residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., nesta Capital, Estado&#8230;., por seu bastante procurador firmat\u00e1rio, ut instrumento de procura\u00e7\u00e3o incluso (doc. &#8230;.), com escrit\u00f3rio profissional na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., onde receber notifica\u00e7\u00f5es e intima\u00e7\u00f5es, vem respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, ajuizar a presente <\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE REPETI\u00c7\u00c3O DE IND\u00c9BITO<\/strong><\/p>\n<p>Em face da Prefeitura do Munic\u00edpio de &#8230;., Estado . &#8230;., pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, com domic\u00edlio de conhecimento deste Ju\u00edzo, com fundamento no inciso I do art. 165 do CTN e nos termos dos arts. 282 e ss. do CPC, sem preju\u00edzo das demais normas da legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e dos doutos e indispens\u00e1veis suprimentos do eminente julgador.<\/p>\n<p><strong>I &#8211; DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p>A autora \u00e9 empresa que atua no ramo de edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o de peri\u00f3dicos, revistas para empresas, conforme pode-se extrair do objeto do contrato social (doc. &#8230;.).<\/p>\n<p>Assim, a autora edita, publica e vende atrav\u00e9s de assinaturas suas revistas voltadas para o p\u00fablico empresarial, conforme modelo em anexo (doc. &#8230;.).<\/p>\n<p>Todavia, equivocadamente, durante o per\u00edodo de &#8230;.  a &#8230;. emitiu Notas Fiscais de Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os, S\u00e9rie &quot;F&quot;, destacando e recolhendo indevidamente o ISSQN, Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza, de compet\u00eancia Municipal, sem, todavia, qualquer respaldo legal para tal procedimento.<\/p>\n<p>Obrou, assim, em erro ao pagar um imposto indevido, vindo neste ato requerer a restitui\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos a t\u00edtulo de ISSQN indevidamente pagos aos cofres P\u00fablicos do Munic\u00edpio de &#8230;.<\/p>\n<p><strong>II &#8211; DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p>II.1 &#8211; Do Fato Gerador do ISSQN <\/p>\n<p>O Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN) tem por fundamento legal a Constitui\u00e7\u00e3o Federal em seu artigo 156, inciso VI, in verbis:<\/p>\n<p>Art. 156 &#8211; Compete aos Munic\u00edpios instituir imposto sobre:<\/p>\n<p>&quot;&#8230;.<\/p>\n<p>IV &#8211; servi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o compreendidos no artigo 155, I, b, definidos em Lei Complementar.&quot;<\/p>\n<p>Tem, portanto, como fato gerador do imposto municipal a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os n\u00e3o compreendido na compet\u00eancia do imposto estadual (ICMS), e definidos na Lei Complementar n\u00b0 56\/87, anexa ao Decreto-lei n\u00b0 406, de 31.12.1968.<\/p>\n<p>A venda de peri\u00f3dicos nada mais \u00e9 do que venda de mercadorias e n\u00e3o presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, n\u00e3o havendo que se falar em hip\u00f3tese alguma em fato gerador do imposto municipal (ISSQN).<\/p>\n<p>Desta feita, as opera\u00e7\u00f5es realizadas pela autora (venda de peri\u00f3dicos, boletins, informativos etc.) n\u00e3o constituem de forma alguma em fato gerador do imposto Municipal (ISSQN), sendo o seu destaque e o posterior recolhimento completamente equivocados e indevidos, dando ensejo a autora o pedido de restitui\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos indevidamente aos cofres municipais.<\/p>\n<p>II.2 &#8211; Da Legitimidade Ativa para Pleitear a repeti\u00e7\u00e3o de Ind\u00e9bito<\/p>\n<p>Mister faz-se demonstrar a legitimidade da autora para pleitear a repeti\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos indevidamente a t\u00edtulo de ISS em favor do Munic\u00edpio de &#8230;.<\/p>\n<p>Antes do advento do art. 166 do CTN, o problema da restitui\u00e7\u00e3o dos tributos chamados indiretos criou uma forte discuss\u00e3o. O Supremo Tribunal entendia inicialmente n\u00e3o caber a restitui\u00e7\u00e3o do tributo indireto em virtude da S\u00famula 71:<\/p>\n<p>&quot;S\u00famula 71 &#8211; Embora pago indevidamente, n\u00e3o cabe restitui\u00e7\u00e3o de tributo indireto.&quot;<\/p>\n<p>Da\u00ed, se entendia que sempre havia a transla\u00e7\u00e3o para o consumidor a carga tribut\u00e1ria, impossibilitando a restitui\u00e7\u00e3o. Todavia este entendimento foi aperfei\u00e7oado pela S\u00famula 546:<\/p>\n<p>&quot;S\u00famula 546 &#8211; Cabe restitui\u00e7\u00e3o do tributo pago, indevidamente, quando reconhecido por decis\u00e3o, que o contribuinte de jure n\u00e3o recuperou do contribuinte de fato o quantum respectivo.&quot;<\/p>\n<p>O artigo 166 do CTN distanciou-se da S\u00famula 71, permitindo a restitui\u00e7\u00e3o por quem assumiu o encargo, ou, se transferiu, estava autorizado para tanto.<\/p>\n<\/p>\n<p>O citado artigo 166 do CTN prescreve o seguinte:<\/p>\n<p>&quot;Art. 166 &#8211; A restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro somente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de t\u00ea-lo transferido, estar por este expressamente autorizado a receb\u00ea-la.&quot;<\/p>\n<p>Para explicar a regra contida no artigo 166 do CTN, fomos buscar o insigne mestre em direito Dr. Brand\u00e3o Machado, em seu trabalho Repeti\u00e7\u00e3o do Ind\u00e9bito no Direito Tribut\u00e1rio, (1984:86-87), citado por Dejalma de Campos, in &quot;Direito Processual Tribut\u00e1rio&quot;, editora Atlas, p\u00e1g. 97, que nos ensina:<\/p>\n<p>&quot;Se o &quot;SOLVENS&quot;, ao cobrar o pre\u00e7o de seus bens ou servi\u00e7os, repassa a terceiro o \u00f4nus do tributo indevido, argumenta-se que enriquece injustificadamente, de modo que entre enriquecer o contribuinte e enriquecer o Estado, que enrique\u00e7a ent\u00e3o o Estado, mesmo que praticando um il\u00edcito. Ocorre, no entanto, que o contribuinte que computa no custo ou acrescenta pre\u00e7o de tributo que sabe indevido, n\u00e3o realiza o pressuposto jur\u00eddico do enriquecimento injustificado, em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro com quem contrata o pre\u00e7o dos seus bens ou servi\u00e7os. Ao pagar o pre\u00e7o contratado, o terceiro nunca faz um pagamento indevido, pois n\u00e3o paga d\u00edvida inexistente. Para caracterizar o enriquecimento injustificado, necess\u00e1rio seria que  tributo constitu\u00edsse obriga\u00e7\u00e3o do terceiro e que, n\u00e3o sendo devido, lhe fosse indevidamente exigido pelo &quot;SOLVENS&quot;. Como por\u00e9m, o tributo \u00e9 de responsabilidade do &quot;SOLVENS&quot;, o seu \u00fanico devedor, e n\u00e3o do terceiro, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade l\u00f3gica de ocorrer a hip\u00f3tese de o terceiro pagar o indevido. Tudo o que o terceiro paga \u00e9 sempre devido, em lugar do &quot;SOLVENS&quot;. Dito de outra maneira: se o &quot;SOLVENS&quot; fosse credor do tributo em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro, \u00e9 certo que n\u00e3o poderia cobrar deste nada al\u00e9m do que fosse devido, sob pena de enriquecer injustificadamente. Mas n\u00e3o h\u00e1 entre o terceiro e o &quot;SOLVENS&quot; nenhuma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de natureza tribut\u00e1ria, por mais t\u00eanue que seja. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas de direito privado. Tributo a\u00ed \u00e9 apenas o nome de uma parcela entre outras tantas que comp\u00f5em o pre\u00e7o, mas que n\u00e3o \u00e9 paga pelo terceiro a t\u00edtulo de tributo, uma vez que o terceiro nada deve a esse t\u00edtulo. N\u00e3o h\u00e1, portanto, como possa o &quot;SOLVENS&quot; enriquecer injustificadamente com o recebimento de tributo, se o terceiro somente lhe paga pre\u00e7o de bens ou de servi\u00e7os, e n\u00e3o de tributo que n\u00e3o lhe compete pagar.&quot;<\/p>\n<p>Desta forma, o consumidor final, ao pagar pelos produtos adquiridos do contribuinte, n\u00e3o faz pagamento indevido de nada, uma vez que aquele foi o valor do pre\u00e7o combinado e ajustado entre as partes. \u00c9 mera rela\u00e7\u00e3o de cunho comercial e n\u00e3o tribut\u00e1rio. E para que se caracterizasse um enriquecimento injustificado seria necess\u00e1rio que o tributo fosse uma obriga\u00e7\u00e3o do adquirente dos produtos e que n\u00e3o sendo devido, fosse exigido pelo contribuinte. <\/p>\n<p>O tributo \u00e9 apenas uma parcela do pre\u00e7o total como s\u00e3o os demais encargos, tais como sal\u00e1rios, aluguel, energia el\u00e9trica, etc., e que n\u00e3o s\u00e3o pagos a estes t\u00edtulos, mas sim que representam o pre\u00e7o final do produto combinado e aceito pelas partes. <\/p>\n<p>E apenas ad argumentandum tantum, hoje em dia n\u00e3o mais se atribui o pre\u00e7o de produtos e servi\u00e7os levando-se em conta planilhas de custos, mas sim o pre\u00e7o que efetivamente o mercado quer pagar. <\/p>\n<p>Ao oferecer seu produto (revistas, peri\u00f3dicos etc.), a autora apresenta o pre\u00e7o que o cliente est\u00e1 disposto a pagar, uma vez que no seguimento de peri\u00f3dicos \u00e9 forte concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o de venda de seus produtos qualquer rela\u00e7\u00e3o de ordem tribut\u00e1ria, mas t\u00e3o somente comercial e mercadol\u00f3gica. Desta forma, a autora (por uma quest\u00e3o at\u00e9 mesmo de sobreviv\u00eancia no mercado) reduz ao m\u00e1ximo sua margem de lucro para poder competir, assumindo muitas vezes a carga dos encargos e custos. <\/p>\n<p><strong>Do Cabimento da A\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O direito do contribuinte de requerer em ju\u00edzo a repeti\u00e7\u00e3o de valores recolhidos indevidamente a t\u00edtulo de tributos n\u00e3o tem como condicionante o esgotamento das vias administrativas, uma vez que \u00e9 assegurado a todos o direito de aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio de les\u00e3o ou amea\u00e7a a direito, conforme disposi\u00e7\u00e3o do artigo 5\u00ba, inciso XXXV da Consitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para a pessoa que pagou determinado tributo indevidamente \u00e9 a a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, de acordo com o inciso I do art. 165 do CTN, in verbis:<\/p>\n<p>Art. 165 &#8211; O sujeito passivo tem direito, independentemente de pr\u00e9vio protesto, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no \u00a7 4\u00ba, do art. 162, nos seguintes casos:<\/p>\n<p>I &#8211; cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza ou circunst\u00e2ncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;<\/p>\n<p>Como assevera F\u00e1bio Leopoldo de Oliveira, \u00e9 admitida a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito (1975:240), citado por Dejalma de Campos, in Direito Processual Tribut\u00e1rio, p\u00e1g. 95):<\/p>\n<p>&quot;Na hip\u00f3tese de cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou maior do que o devido em face da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza, ou ainda, das circunst\u00e2ncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. Este caso nos apresenta duas hip\u00f3teses distintas. A primeira configura &quot;erro de direito&quot;, ou seja, cobran\u00e7a de tributo sem base legal, ou tributa\u00e7\u00e3o sem causa. O erro tanto pode partir do fisco, quanto do contribuinte e pode refletir uma inconstitucionalidade, ou uma ilegalidade, cabendo em quaisquer dos casos, o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o do que foi indevidamente recolhido.&quot; (grifo nosso).<\/p>\n<p>O mesmo autor tamb\u00e9m se posiciona sobre a aplica\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria na restitui\u00e7\u00e3o dos tributos indevidamente recolhidos:<\/p>\n<p>&quot;Por esta raz\u00e3o, o Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, firmou sua posi\u00e7\u00e3o no sentido de que, na devolu\u00e7\u00e3o dos tributos indevidamente pagos, dever\u00e1 incidir a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da data em que o sujeito passivo desembolsou a import\u00e2ncia indevidamente, ou seja, desde quando a Fazenda P\u00fablica dela passou a dispor sem direito.&quot;<\/p>\n<p>A S\u00famula 46, do antigo TFR, explica a quest\u00e3o:<\/p>\n<p>&quot;Nos casos de devolu\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito efetuado em garantia de inst\u00e2ncia e de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e9 calculada desde a data do dep\u00f3sito ou do pagamento indevido e incide at\u00e9 o efetivo recebimento da import\u00e2ncia reclamada.&quot;<\/p>\n<p>Na \u00e1rea federal, o problema ficou resolvido com o advento da Lei n\u00ba 8.383, de 30 de dezembro de 1991 ao determinar em seu artigo 66, \u00a7 3\u00ba, o seguinte:<\/p>\n<p>&quot;Art. 66 Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribui\u00e7\u00f5es federais, inclusive previdenci\u00e1rias, mesmo quando resultante de reforma, anula\u00e7\u00e3o, ou rescis\u00e3o de decis\u00e3o condenat\u00f3ria, o contribuinte poder\u00e1 efetuar a compensa\u00e7\u00e3o desse valor no recolhimento subsequentes.<\/p>\n<p>&#8230;.<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00b0 &#8211; A Compensa\u00e7\u00e3o ou restitui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 efetuada pelo valor do imposto ou contribui\u00e7\u00e3o corrigido monetariamente com base na varia\u00e7\u00e3o da UFIR.&quot;<\/p>\n<p>No caso ora em tela, houve um pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido, uma vez que a venda de peri\u00f3dicos, revistas e assinaturas de informativos, como j\u00e1 dito exaustivamente acima, n\u00e3o constitui fato gerador do ISS, e sim do ICMS, que por sua vez, encontra-se ao abrigo da imunidade prevista no artigo 150, incisos VI, al\u00ednea &quot;d&quot; da Carta Magna.<\/p>\n<p><strong>DOS DOCUMENTOS <\/strong><\/p>\n<p>Para a correta aprecia\u00e7\u00e3o do presente caso, faz-se juntada dos seguintes documentos em anexo:<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Procura\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Contrato Social;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Modelo da Revista editada pela autora;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; C\u00f3pia das Notas Fiscais n\u00ba &#8230;. a  n\u00ba &#8230;.;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; C\u00f3pia do Livro de Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; C\u00f3pia dos Comprovantes de recolhimento do per\u00edodo;<\/p>\n<p>Doc. &#8230;. &#8211; Planilha dos valores recolhidos indevidamente.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o temos que:<\/p>\n<p>a) a opera\u00e7\u00e3o realizada pela autora n\u00e3o \u00e9 fato gerador do ISSQN, conforme disp\u00f5e o art. 156, inciso VI da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, sendo a emiss\u00e3o e o recolhimento do imposto municipal indevido;<\/p>\n<p>b) a autora agiu em erro ao recolher indevidamente o ISSQN das opera\u00e7\u00f5es de venda de peri\u00f3dicos, que na verdade trata-se de venda de mercadorias e n\u00e3o presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, sendo todavia os mesmos amparados pela imunidade do artigo 150, inciso VI, al\u00ednea &quot;d&quot; da Constitui\u00e7\u00e3o Federal;<\/p>\n<p>c) tem o direito de pedir a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos indevidamente, com base no artigo 165, inciso I do CTN.<\/p>\n<p>As provas dos fatos alegados encontram-se nos documentos ora juntados. Se necess\u00e1rio, contudo, o autor protesta pela produ\u00e7\u00e3o de quaisquer outros meios de prova em Direito admitidos, sem exclus\u00e3o de nenhum, em especial a documental e demais que se fizerem necess\u00e1rios \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o do presente caso.<\/p>\n<p><strong>DO PEDIDO<\/strong><\/p>\n<p>Pelo exposto, requer a autora, respeitosamente, se digne V. Exa. determinar:<\/p>\n<p>a) a cita\u00e7\u00e3o da r\u00e9, Prefeitura do Munic\u00edpio de &#8230;., na pessoa de seu representante legal, para, se o desejar, contestar a presente a\u00e7\u00e3o, sob pena de revelia, acompanhando, a seguir, todos os termos processuais at\u00e9 final julgamento;<\/p>\n<p>b) a proced\u00eancia da presente a\u00e7\u00e3o, com a condena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 na obriga\u00e7\u00e3o de restituir ao autor o que foi pago indevidamente, decretando a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito referente \u00e0s import\u00e2ncias recolhidas indevidamente a t\u00edtulo de ISS dos anos de &#8230;., conforme documentos cont\u00e1beis anexos, acrescidos de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria;<\/p>\n<p>c) a condena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 no pagamento das custas processuais, honor\u00e1rios advocat\u00edcios e demais comina\u00e7\u00f5es legais cab\u00edveis, calculados sobre o valor das import\u00e2ncias a serem restitu\u00eddas.<\/p>\n<p>d) protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente o depoimento pessoal do representante legal da r\u00e9, sob pena de confesso, oitiva testemunhal, juntada de novos documentos, per\u00edcias, vistorias e demais que ao interesse da causa convierem.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 presente causa o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<p>Nestes Termos,<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-29425","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/29425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=29425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}