{"id":29133,"date":"2023-07-29T00:06:10","date_gmt":"2023-07-29T00:06:10","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-29T00:06:10","modified_gmt":"2023-07-29T00:06:10","slug":"acao-de-obrigacao-de-fazer-cc-acao-de-reparacao-de-danos-cc-acao-de-repeticao-de-indebito-e-pedido-de-tutela-provisoria-de-urgencia","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-obrigacao-de-fazer-cc-acao-de-reparacao-de-danos-cc-acao-de-repeticao-de-indebito-e-pedido-de-tutela-provisoria-de-urgencia\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER C\/C A\u00c7\u00c3O DE REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS C\/C A\u00c7\u00c3O DE REPETI\u00c7\u00c3O DE IND\u00c9BITO E PEDIDO DE TUTELA PROVIS\u00d3RIA DE URG\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p><strong>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA _\u00aa VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DO RECIFE &#8211; (Conforme art. 319, I, NCPC e organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria da UF)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>NOME COMPLETO DA PARTE AUTORA, nacionalidade, estado civil (ou a exist\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel), profiss\u00e3o, portador da carteira de identidade n\u00ba xxxx, inscrita no CPF\/MF sob o n\u00ba xxx, endere\u00e7o eletr\u00f4nico, residente e domiciliado na xxxx (endere\u00e7o completo), por seu advogado abaixo subscrito, conforme procura\u00e7\u00e3o anexa (doc. 01), com endere\u00e7o profissional (completo), <strong>para fins do art. 106, I, do Novo C\u00f3digo de Processo Civil, <\/strong>com apoio nos artigos 6\u00b0, inciso VI, 34, 42, par\u00e1grafo \u00fanico, 48, 50 e 84, <em>caput <\/em>e \u00a7 3\u00b0, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, vem, respeitosamente, propor:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER C\/C A\u00c7\u00c3O DE REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS C\/C A\u00c7\u00c3O DE REPETI\u00c7\u00c3O DE IND\u00c9BITO E PEDIDO DE TUTELA PROVIS\u00d3RIA DE URG\u00caNCIA- nos termos do Art. 300  do NCPC<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>contra a<strong> _____________<\/strong>, localizada na Rua <strong>_____________<\/strong>, inscrita no CPNJ sob o n\u00ba <strong>_____________<\/strong>, pessoa jur\u00eddica de direito privado, com sede na <strong>_____________<\/strong>, inscrita no CNPJ sob o n\u00ba\u00a0 <strong>_____________<\/strong>, <strong>endere\u00e7o eletr\u00f4nico<\/strong>, pelos relevantes motivos de fato e de direito adiante expostos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>I \u2013 DOS FATOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A Autora \u00e9 propriet\u00e1ria de um ve\u00edculo Tiggo, da marca Chery, modelo 2012, fabricado em 2011, de placa KHM &#8211; 5526, com chassi de n\u00famero 9UJDB14B6BU006850 e RENAVAM de n\u00famero SQR484FFADO3602, comprado em 1\u00ba de fvereiro de 2012 na MANDARIM MOTORS LTDA., concession\u00e1ria da CHERY estabelecida em Recife, conforme anexa Nota Fiscal de n\u00famero 1548 \u2013 S\u00e9rie 2 (doc. n\u00b0 2). <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No instrumento de garantia presente no manual do ve\u00edculo (doc. n\u00b0 3), h\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o de que as revis\u00f5es realizadas durante a garantia de cinco anos deveriam ser feitas na mesma revenda da compra do autom\u00f3vel, sob pena de a Autora n\u00e3o poder usufruir da garantia a que tem direito. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Em 2013, quando da realiza\u00e7\u00e3o da revis\u00e3o do ve\u00edculo aos trinta mil quil\u00f4metros de uso, a concession\u00e1ria onde a Autora comprou o ve\u00edculo, MANDARIM MOTORS LTDA., j\u00e1 havia encerrado as suas atividades. E diante de tal circunst\u00e2ncia, a Autora, por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, enviou e-mail para a CHERY (doc. n\u00b0 4), solicitando que a revis\u00e3o fosse realizada em revenda diferente daquela em que foi realizada a compra. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em resposta ao e-mail, a CHERY <strong>autorizou expressamente a Autora a efetuar a revis\u00e3o do ve\u00edculo numa outra concession\u00e1ria denominada AUTOCHINA VE\u00cdCULOS LTDA., localizada em Macei\u00f3, no Estado das Alagoas, ora segunda R\u00e9, ou em outra oficina de prefer\u00eancia do usu\u00e1rio (doc. n\u00b0 4), cuja orienta\u00e7\u00e3o foi acatada pela Autora, tendo todas as demais revis\u00f5es sido realizadas rigorosamente dentro dos prazos exigidos pelo manual de garantia do ve\u00edculo (doc. n\u00b0 10).<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em janeiro de 2013, <strong>ainda dentro do prazo de garantia<\/strong>, o autom\u00f3vel da Autora come\u00e7ou a apresentar os seguintes problemas mec\u00e2nicos: <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>(i) o aparecimento de ferrugem no seu cap\u00f4;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>(ii) mau funcionamento dos cabos de alimenta\u00e7\u00e3o dos quatro cilindros do motor, das velas, dos quatro cabos de vela, do sensor de medi\u00e7\u00e3o de velocidade, de um filtro de ar, de um fus\u00edvel para corrente de at\u00e9 trinta amp\u00e8res e de duas l\u00e2mpadas traseiras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Certo de que ainda fazia jus \u00e0 garantia do ve\u00edculo, <strong>porque fora autorizada a realizar a revis\u00e3o de trinta mil quil\u00f4metros e as posteriores em revenda diferente daquela na qual se deu a compra do ve\u00edculo<\/strong>, Autora, sempre por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, solicitou \u00e0 primeira R\u00e9, em liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica datada de vinte e oito de janeiro de 2015 e registrada sob o protocolo de n\u00famero 2015012817277, que rebocasse o ve\u00edculo at\u00e9 Macei\u00f3 para que os reparos fossem realizados. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atendendo a solicita\u00e7\u00e3o da Autora, a Chery providenciou transporte do ve\u00edculo por meio de reboque at\u00e9 a cidade de Macei\u00f3 e ele l\u00e1 chegou no dia trinta de janeiro de 2015 (doc. n\u00b0 5). Quando da chegada do autom\u00f3vel \u00e0s depend\u00eancias da segunda R\u00e9, a Autora foi informado por um empregado dela, de nome Luiz, que o or\u00e7amento referente aos reparos ainda n\u00e3o havia sido enviado \u00e0 primeira R\u00e9, porque a concession\u00e1ria se encontrava sem acesso \u00e0 Internet, mas os servi\u00e7os requisitados seriam levados a efeito. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Alguns dias depois, em 04 de fevereiro do mesmo ano, contudo, Autora, por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, recebeu e-mail enviado pela primeira R\u00e9 (doc. n\u00b0 6), informando-a de que ela havia perdido o direito \u00e0 garantia do ve\u00edculo. Diante desse desagrad\u00e1vel contratempo, a Autora voltou a telefonar para a primeira R\u00e9 em cinco de fevereiro. Em tal telefonema, registrado sob o protocolo de n\u00famero 2015020532597, foi efetuada reclama\u00e7\u00e3o \u00e0 atendente Vanessa e \u00e0 sua supervisora, de nome D\u00e9bora, na qual se pediu que a garantia fosse cumprida e, nesse sentido, o conserto do ve\u00edculo fosse realizado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia 09 de fevereiro, a Chery entrou em contato com Autora, novamente por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, por meio da atendente chamada Vanessa, e afirmou-lhe que a segunda R\u00e9 n\u00e3o havia localizado a documenta\u00e7\u00e3o referente \u00e0 revis\u00e3o de trinta mil quil\u00f4metros do ve\u00edculo. O Autor informou \u00e0 primeira R\u00e9 que havia feito tal revis\u00e3o, cuja documenta\u00e7\u00e3o se encontrava no interior do pr\u00f3prio carro. Ent\u00e3o, foi orientado pela atendente a reaver a documenta\u00e7\u00e3o e novamente contactar a primeira R\u00e9 por telefone, al\u00e9m de ter-lhe sido informado o encerramento o protocolo de n\u00famero 2015020532597.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Autora, novamente por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, tornou a ligar para a primeira R\u00e9, solicitando que o carro fosse novamente transportado para Recife. Em tal liga\u00e7\u00e3o, foi-lhe pedido que aguardasse uma resposta, a ser dada em at\u00e9 quarenta e oito horas. Todavia, a Chery, surpreendentemente, respondeu ao genro da Autora, em nova liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, que ele havia perdido a garantia do autom\u00f3vel, porque o carro tinha sofrido revis\u00e3o em revenda diferente daquela em que fora comprado. Al\u00e9m da liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica da Chery, o Autor recebeu um e-mail da Autochina (doc. n\u00b0 6) com nova afirma\u00e7\u00e3o de que a garantia havia vencido o que lhe refor\u00e7ou a convic\u00e7\u00e3o de que a garantia n\u00e3o seria honrada de modo algum por ambas as R\u00e9s.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Autora, ent\u00e3o, viu-se em situa\u00e7\u00e3o complicad\u00edssima: o seu carro estava quebrado, em outra cidade e sem funcionar, sem que a segunda R\u00e9 tivesse realizado o conserto do autom\u00f3vel, ante a decis\u00e3o da Chery de n\u00e3o honrar com a garantia a que a Autora tem direito. Sem ter outra op\u00e7\u00e3o, a Autora pagou \u00e0 segunda R\u00e9 para que ela efetuasse os servi\u00e7os indispens\u00e1veis e suficientes para que o carro voltasse a funcionar, como comprovam a Ordem de Servi\u00e7o e a Nota Fiscal, datada de 20 de fevereiro de 2015, emitidas pela Autochina (docs. n\u00b0s 7 e 8, respectivamente), no valor de R$ 1.255,00 (mil duzentos e cinquenta e cinco reais).<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m dos servi\u00e7os realizados \u00e0s expensas da Autora, as R\u00e9s tamb\u00e9m se negaram a custear a substitui\u00e7\u00e3o do cap\u00f4 do ve\u00edculo e os servi\u00e7os de funilaria e pintura que lhe seriam atinentes, os quais, segundo Or\u00e7amento fornecido pela pr\u00f3pria segunda R\u00e9 (doc. n\u00b0 9), custariam o valor de R$ 7.658,00 (sete mil, seiscentos e cinquenta e oito reais), cujo montante a Autora n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de dispor, raz\u00e3o pela qual o servi\u00e7o n\u00e3o foi realizado. <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Constata-se, dessa sorte, que o valor total dos reparos que deveriam ter sido pagos pela primeira R\u00e9 (a Chery) perfazem a quantia astron\u00f4mica de R$ 8.913,00 (oito mil, novecentos e treze reais).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II \u2013 DO DIRETO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II.1. Preliminarmente:Da Responsabilidade Solid\u00e1ria das Duas R\u00e9s<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos termos do CDC, afigura-se indubit\u00e1vel a solidariedade passiva das R\u00e9s, como se passa a demonstrar. O artigo 34 do diploma acima citado preconiza:<a id=\"art34\"><\/a>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 34. O fornecedor do produto ou servi\u00e7o \u00e9 solidariamente respons\u00e1vel pelos atos de seus prepostos ou representantes aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que vincula as duas R\u00e9s \u00e9 evidente. Isso porque a primeira R\u00e9 \u2013 montadora \u2013 utiliza-se do servi\u00e7o da segunda \u2013 revendedora ou concession\u00e1ria \u2013 para cumprir o seu dever de prestar servi\u00e7os de reparo nos ve\u00edculos por ela fabricados, inclusive aqueles cobertos pela garantia contratada com a Autora. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. A revendedora age em nome da montadora quando vende o servi\u00e7o de garantia dos carros, que ser\u00e1 prestado pela montadora. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A responsabilidade solid\u00e1ria das R\u00e9s no presente caso \u00e9 manifesta, cujo entendimento \u00e9 pac\u00edfico nos tribunais p\u00e1trios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O. CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE M\u00d3VEIS PLANEJADOS. A\u00c7\u00c3O DE RESCIS\u00c3O CONTRATUAL, RESTITUI\u00c7\u00c3O DE VALORES E PEDIDO DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS MATERIAIS E MORAL. INADIMPLEMENTO DO CONTRATO. N\u00c3O ENTREGA DOS M\u00d3VEIS. <strong>RESPONSABILIDADE SOLID\u00c1RIA DA FABRICANTE EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0 FORNECEDORA DOS PRODUTOS. INDEPEND\u00caNCIA DE ATUA\u00c7\u00c3O N\u00c3O AFASTADA. ILEGITIMIDADE PASSIVA E CAR\u00caNCIA DE A\u00c7\u00c3O AFASTADAS. APLICA\u00c7\u00c3O DO PRINC\u00cdPIO DA VINCULA\u00c7\u00c3O, POIS, NO CASO, A FABRICANTE MOVELEIRA CORR\u00c9 PERMITIU A UTILIZA\u00c7\u00c3O DA SUA LOGOMARCA QUE APARECIA NOS PROJETOS DOS M\u00d3VEIS E NO INSTRUMENTO CONTRATUAL. INTELIG\u00caNCIA DO ART. 34 DO C\u00d3DIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC).<\/strong> RECURSO IMPROVIDO. <strong>A tese de que apenas fabrica os m\u00f3veis, competindo \u00e0 comerciante-r\u00e9 revender e negociar os seu produtos fabricados, com ideia de agirem de forma independente, n\u00e3o afasta a responsabilidade da fabricante, \u00e0 luz da regra do art. 34 do CDC.<\/strong><\/p>\n<p>(TJ-SP &#8211; APL: 10020497620148260011 SP 1002049-76.2014.8.26.0011, Relator: Adilson de Araujo, Data de Julgamento: 27\/01\/2015, 31\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 29\/01\/2015)<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Como se sabe, em caso de solidariedade passiva, dois ou mais devedores s\u00e3o obrigados pela d\u00edvida inteira (CC, art. 264). De modo que, se procedente o pedido, os dois devedores ser\u00e3o obrigados a cumprir pagar a d\u00edvida. Aplicando-se o disposto ao caso aqui discutido, conclui-se que as duas R\u00e9s t\u00eam o dever de cumprir a garantia, sendo ambas igualmente destinat\u00e1rias de uma eventual condena\u00e7\u00e3o ao cumprimento da garantia. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por outro lado, a legitimidade passiva <em>ad causam<\/em> se caracteriza quando o r\u00e9u ou os r\u00e9us t\u00eam o dever de cumprir a senten\u00e7a de m\u00e9rito<sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup>[1]. Como todos os r\u00e9us s\u00e3o solidariamente obrigados, ser\u00e3o igualmente atingidos pela senten\u00e7a de m\u00e9rito. Assim sendo, est\u00e1 caracterizada a legitimidade se caracteriza passiva <em>ad causam <\/em>de ambas as R\u00e9s. A jurisprud\u00eancia nacional sufraga tal entendimento, como se viu nos precedentes a respeito da responsabilidade solid\u00e1ria do fornecedor acima citados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>II.2. Do M\u00e9rito<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II.2.1. Da Nulidade da Cl\u00e1usula &#8211; Obriga\u00e7\u00e3o das R\u00e9s de Honrarem a Garantia Contratada e Da Multa Di\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>AAutora viu-se lesada quando as R\u00e9s deixaram de cumprir a garantia do ve\u00edculo ao n\u00e3o realizarem os reparos requisitados pela Autora, j\u00e1 detalhados no relato dos fatos, obrigando-a a deixar de realizar a substitui\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a citada. Ocorre que, conforme instrumento de garantia presente no manual do ve\u00edculo (doc. n\u00b0 4), a Chery responsabilizou-se pela garantia de reparo do autom\u00f3vel dos Autores durante seis anos a partir da compra, desde que eles fizessem as revis\u00f5es do ve\u00edculo na revenda onde ele foi adquirido. Por\u00e9m, posteriormente, os Autores foram autorizados realizar as revis\u00f5es em local distinto da revenda de compra, desde que cumprissem as especifica\u00e7\u00f5es constantes do manual do ve\u00edculo, conforme e-mail da primeira R\u00e9 (doc. n\u00b0 3).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 indiscut\u00edvel a nulidade de que padece a cl\u00e1usula de garantia, na parte em que condiciona a manuten\u00e7\u00e3o da garantia \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o dos Autores de realizar as revis\u00f5es do ve\u00edculo na mesma revenda em que o ve\u00edculo foi adquirido. Isso porque \u00e9 direito do consumidor n\u00e3o ser submetido a disposi\u00e7\u00e3o contratual coercitiva, nos termos do art. 6\u00b0, V, parte final, do CDC, <em>verbis<\/em>:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a id=\"art6\"><\/a>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p><a id=\"art6iv\"><\/a>IV &#8211; a prote\u00e7\u00e3o contra a publicidade enganosa e abusiva, <strong>m\u00e9todos comerciais coercitivos<\/strong> ou desleais, bem como contra pr\u00e1ticas e cl\u00e1usulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servi\u00e7os; (grifos nossos) <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A referida disposi\u00e7\u00e3o contratual ofende princ\u00edpios fundamentais dos direitos dos consumidores e s\u00e3o presumivelmente abusivas por colocarem os consumidores em desvantagem exagerada, a teor do art. 51, inciso IV e \u00a7 1\u00ba, I, do mesmo artigo. Textualmente:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 51. S\u00e3o nulas de pleno direito, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/p>\n<p>\u00a0[&#8230;]<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:<\/p>\n<p><a id=\"art51\u00a71i\"><\/a>\u00a0<\/p>\n<p>I &#8211; ofende os princ\u00edpios fundamentais do sistema jur\u00eddico a que pertence;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m do mais, o fato de a \u00fanica revenda autorizada Chery do Recife ter fechado as portas tornou imposs\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o da suposta obriga\u00e7\u00e3o, cuja circunst\u00e2ncia tamb\u00e9m torna nulo o encargo, a teor do art. 137 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 137. <strong>Considera-se n\u00e3o escrito o encargo il\u00edcito ou imposs\u00edvel<\/strong>, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o neg\u00f3cio jur\u00eddico. (grifo nosso.)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E como se isso n\u00e3o bastasse, a CHERY agiu com m\u00e1-f\u00e9 quando num primeiro momento autorizou a Autora a realizar a revis\u00e3o na concession\u00e1ria de Macei\u00f3 e, depois do ve\u00edculo ter sido transportado para a oficina da segunda R\u00e9 em Macei\u00f3, mudou a orienta\u00e7\u00e3o dada \u00e0 Autora, negando-lhe a cobertura da garantia contratada, cuja postura viola o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva deve reger as rela\u00e7\u00f5es de consumo (CDC, art. 4\u00b0, III<sup><a href=\"#footnote-3\" id=\"footnote-ref-3\">[2]<\/a><\/sup>[2]). Tal princ\u00edpio imp\u00f5e aos participantes da rela\u00e7\u00e3o de consumo que n\u00e3o se portem contraditoriamente e, caso o fa\u00e7am, sejam obrigados a aceitar os efeitos da primeira declara\u00e7\u00e3o que fizeram, pois<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>a ningu\u00e9m \u00e9 dado valer-se de determinado ato quando lhe for mais conveniente e vantajoso, e depois voltar-se contra ele quando n\u00e3o mais lhe interessar [&#8230;], significando que a ningu\u00e9m \u00e9 l\u00edcito fazer valer um direito em contradi\u00e7\u00e3o com sua anterior conduta, quando essa conduta, interpretada objetivamente segundo a lei, os bons costumes e a boa-f\u00e9, justifica a conclus\u00e3o que n\u00e3o se far\u00e1 valer posteriormente o direito que com estes se choque.<sup><a href=\"#footnote-4\" id=\"footnote-ref-4\">[3]<\/a><\/sup>[3]<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque-se que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, do mesmo modo, condena veementemente a pr\u00e1tica de comportamentos contradit\u00f3rios na seara contratual, como se percebe, com clareza, do excerto que se segue:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da\u00a0<strong>boa-f\u00e9<\/strong>\u00a0objetiva, bem como a veda\u00e7\u00e3o ao\u00a0<strong>comportamento<\/strong>\u00a0<strong>contradit\u00f3rio<\/strong>\u00a0(venire contra factum proprium), impedem que a parte, ap\u00f3s praticar ato em determinado sentido, venha a adotar comportamento posterior e contradit\u00f3rio.<sup><a href=\"#footnote-5\" id=\"footnote-ref-5\">[4]<\/a><\/sup>[4] (destaque do original)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assentada a premissa de que as R\u00e9s n\u00e3o podiam ter lan\u00e7ado m\u00e3o de comportamento contradit\u00f3rio com o desiderato de n\u00e3o cumprir os seus deveres de garantia, deve-se assinalar que tais deveres s\u00e3o vinculantes, podendo ser for\u00e7osamente executados, nos termos dos artigos 50 e 48 do CDC respectivamente, <em>verbis:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Art. 50. A garantia contratual \u00e9 complementar \u00e0 legal e ser\u00e1 conferida mediante termo escrito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Art. 48. As declara\u00e7\u00f5es de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pr\u00e9-contratos relativos \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, nos termos do art. 84 e par\u00e1grafos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como se sabe, o termo de garantia \u00e9, por for\u00e7a do disposto no pr\u00f3prio art. 50 do CDC, um escrito particular. Desse modo, o termo de garantia do Chery Tiggo (doc. n\u00b0 4) vincula as R\u00e9s como se contrato fosse. Assim, a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer garantia ao ve\u00edculo e, em raz\u00e3o dela, trocar o seu cap\u00f4 enferrujado \u00e9 dever contratual pass\u00edvel de execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, nos termos do <em>caput <\/em>e do \u00a7 4\u00ba art. 84 do CDC, cujos teores s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 84. Na a\u00e7\u00e3o que tenha por objeto o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, o juiz conceder\u00e1 a tutela espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o ou determinar\u00e1 provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00b0 O juiz poder\u00e1, na hip\u00f3tese do \u00a7 3\u00b0 ou na senten\u00e7a, impor multa di\u00e1ria ao r\u00e9u, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compat\u00edvel com a obriga\u00e7\u00e3o, fixando prazo razo\u00e1vel para o cumprimento do preceito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica confere maior efetividade ao processo, propiciando maior efetividade ao processo, relegando a indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos a um plano secund\u00e1rio, quando se trata do cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es de fazer, como Paulo L\u00f4bo pontua:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A evolu\u00e7\u00e3o do direito brasileiro, diferentemente do que prevaleceu at\u00e9 recentemente, aponta para remeter a indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos, em virtude do inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer, para a \u00faltima op\u00e7\u00e3o. Nesse sentido s\u00e3o o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e o C\u00f3digo de Processo Civil, para que o juiz priorize a execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, ou a obten\u00e7\u00e3o do resultado pr\u00e1tico correspondente, refor\u00e7ando-se n\u00e3o propriamente o interesse do credor, mas o interesse merecedor de tutela veiculado por tais esp\u00e9cies de obriga\u00e7\u00f5es (de fazer e n\u00e3o fazer)<\/strong> [&#8230;] As multas cominat\u00f3rias di\u00e1rias (<em>astreintes) <\/em>[&#8230;] podem ser utilizadas pelo juiz para compelir o devedor \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, a partir da cita\u00e7\u00e3o em processo de execu\u00e7\u00e3o (grifo nosso; it\u00e1lico no original)<sup><a href=\"#footnote-6\" id=\"footnote-ref-6\">[5]<\/a><\/sup>[5]<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Consigne-se, ademais, que a jurisprud\u00eancia reconhece a possibilidade de execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da garantia, por meio de astreintes. Vejamos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>DIREITO DO CONSUMIDOR. A\u00c7\u00c3O INDENIZAT\u00d3RIA. AUTOR QUE ADQUIRE UM CELULAR NA LOJA R\u00c9. PRODUTO QUE APRESENTA DEFEITO AINDA DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA CONTRATUAL. V\u00cdCIO DO PRODUTO. ASSIST\u00caNCIA T\u00c9CNICA QUE N\u00c3O EFETUA O REPARO. SENTEN\u00c7A DE PROCED\u00caNCIA. APELO DA PARTE R\u00c9. OBRIGA\u00c7\u00c3O DA DEMANDADA DE TROCAR O PRODUTO DEFEITUOSO POR UM NOVO, DIANTE DA GARANTIA ESTENDIDA CONTRATADA.<\/strong> VALOR DA ASTREINTE, IN CASU, QUE SE AFIGURA FLAGRANTEMENTE EXCESSIVO, DEVENDO, POIS, SER REDUZIDO A PATAMAR RAZO\u00c1VEL E CONDIZENTE. POSSIBILIDADE DE CONVERS\u00c3O DA OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER EM PERDAS E DANOS. DANO MORAL N\u00c3O CONFIGURADO. INCID\u00caNCIA DA S\u00daMULA N\u00ba 75 DESTA COLENDA CORTE. PRECEDENTES DESSE E.TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A. REFORMA DA SENTEN\u00c7A QUE SE IMP\u00d5E. DOU PROVIMENTO AO RECURSO, NA FORMA DO ARTIGO 557, \u00a7 1\u00ba-A, DO CPC, PARA REDUZIR O VALOR DA MULTA DI\u00c1RIA FIXADA PARA R$ 100,00 (CEM REAIS), DETERMINANDO, DESDE J\u00c1, A POSSIBILIDADE DE CONVERS\u00c3O DA OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER EM PERDAS E DANOS E PARA EXCLUIR DA CONDENA\u00c7\u00c3O O PAGAMENTO DA INDENIZA\u00c7\u00c3O A T\u00cdTULO DE DANO MORAL.<\/p>\n<p>(TJ-RJ &#8211; APL: 139384420108190087 RJ 0013938-44.2010.8.19.0087, Relator: DES. CLEBER GHELFENSTEIN, Data de Julgamento: 15\/08\/2012, DECIMA QUARTA CAMARA CIVEL, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 17\/08\/2012)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>RECURSO INOMINADO &#8211; <strong>A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA COM OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER. PE\u00c7A DE CAMINH\u00c3O QUE APRESENTA PROBLEMAS DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA LEGAL. RECUSA DE CONSERTO PELA GARANTIA CONTRATUAL<\/strong>. NECESSIDADE DE REALIZA\u00c7\u00c3O DE PER\u00cdCIA AFASTADA. DECAD\u00caNCIA &#8211; INOCORR\u00caNCIA <strong>MULTA FIXADA &#8211; MANTIDA &#8211; SENTEN\u00c7A MANTIDA POR SEUS PR\u00d3PRIOS FUNDAMENTOS.<\/strong> Recurso conhecido e desprovido. , a 1\u00aa Turma Recursal resolve, por unanimidade de votos, CONHECER e NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos exatos termos deste vot (TJPR &#8211; 1\u00c2\u00aa Turma Recursal &#8211; 0000002-37.2013.8.16.0181\/0 &#8211; Marmeleiro &#8211; Rel.: FERNANDA DE QUADROS JORGENSEN GERONASSO &#8211; &#8211; J. 25.11.2014)<\/p>\n<p>(TJ-PR, Relator: FERNANDA DE QUADROS JORGENSEN GERONASSO, Data de Julgamento: 25\/11\/2014, 1\u00c2\u00aa Turma Recursal)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>BEM M\u00d3VEL Compra e venda de piscina <strong>A\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer<\/strong> Defeito na pintura da piscina, com aparecimento de corros\u00e3o das fibras, bolhas e trincas &#8211; Solidariedade entre o fabricante e a vendedora do produto &#8211; Aplicabilidade dos artigos 18 e 19 do CDC Alega\u00e7\u00e3o de v\u00edcio na coisa &#8211; Decad\u00eancia &#8211; Inocorr\u00eancia &#8211; Exist\u00eancia de garantia contratual de cinco anos &#8211; Propositura da a\u00e7\u00e3o no prazo da garantia &#8211; Exegese dos artigos 26, inciso II, \u00a7 3\u00ba e 50, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor Prejudicial rejeitada. <strong>MULTA DI\u00c1RIA FIXADA PELO MAGISTRADO Determina\u00e7\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o da piscina adquirida pelo autor em 60 dias, sob pena de multa di\u00e1ria <\/strong>&#8216;Astreintes&#8217; arbitradas em 01 sal\u00e1rio m\u00ednimo por dia para compelir as r\u00e9s a cumprir sua obriga\u00e7\u00e3o, limitadas a 50 sal\u00e1rios m\u00ednimos &#8211; Possibilidade de redu\u00e7\u00e3o do montante, posto que a quantia \u00e9 elevada, superando o valor do contrato Diminui\u00e7\u00e3o do limite da multa para o montante de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos &#8211; Senten\u00e7a parcialmente reformada &#8211; Recurso da r\u00e9 fabricante desprovido e parcialmente provido o recurso da r\u00e9 vendedora, para limitar o valor da multa di\u00e1ria a 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>(TJ-SP &#8211; APL: 00036061520098260101 SP 0003606-15.2009.8.26.0101, Relator: Carlos Nunes, Data de Julgamento: 26\/01\/2015, 33\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 27\/01\/2015)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, \u00e9 completamente cab\u00edvel, no caso em debate, a fixa\u00e7\u00e3o de astreintes, com a finalidade de se compelirem os R\u00e9us a cumprirem a garantia do ve\u00edculo at\u00e9 o t\u00e9rmino do prazo contratado, isto \u00e9, at\u00e9 o dia, inclusive o de realizar o servi\u00e7o de substitui\u00e7\u00e3o do cap\u00f4 do ve\u00edculo da Autora. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II.2.2. Da Obriga\u00e7\u00e3o de Se Restituir em Dobro o Valor Pago Indevidamente<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Ao regular a restitui\u00e7\u00e3o do valor pago indevidamente nas rela\u00e7\u00f5es de consumo, o art. 42, par\u00e1grafo \u00fanico, do CDC estabelece o dever de o fornecedor realizar tal ressarcimento em dobro, como se v\u00ea do teor do dispositivo:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 42. Na cobran\u00e7a de d\u00e9bitos, o consumidor inadimplente n\u00e3o ser\u00e1 exposto a rid\u00edculo, nem ser\u00e1 submetido a qualquer tipo de constrangimento ou amea\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros legais, salvo hip\u00f3tese de engano justific\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O pagamento efetuado \u00e0 segunda R\u00e9 <strong>e comprovado pela nota fiscal dos servi\u00e7os (doc. n\u00b0 9)<\/strong>, foi indevido, ensejando a devolu\u00e7\u00e3o do seu valor em dobro, como se passa a aclarar. De in\u00edcio, \u00e9 \u00fatil deixar consignado o conceito de pagamento indevido. Ele pode ser definido como <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>o adimplemento que se fez sem causa jur\u00eddica.<sup><a href=\"#footnote-7\" id=\"footnote-ref-7\">[6]<\/a><\/sup>[6]<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Feito tal pagamento sem causa jur\u00eddica, surge para quem pagou o direito de repetir, receber de volta aquilo que pagou. No caso das rela\u00e7\u00f5es de consumo, recebe-se tamb\u00e9m um valor igual ao que se pagou, para se sancionar o fornecedor por ter cobrado indevidamente. Da\u00ed ent\u00e3o a refer\u00eancia do dispositivo ao recebimento em dobro do valor pago. Como esclarece Venosa<sup><a href=\"#footnote-8\" id=\"footnote-ref-8\">[7]<\/a><\/sup>[7],<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O direito de repetir o que se pagou emerge do fato de <em>n\u00e3o existir d\u00e9bito a ser pago <\/em>[&#8230;]. <strong>No pagamento indevido \u00e9 \u00ednsita a no\u00e7\u00e3o de cumprir obriga\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existe, em consequ\u00eancia do erro. <\/strong>(negrito aposto; it\u00e1lico no original)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do excerto doutrin\u00e1rio, pode-se concluir que o erro de quem paga \u00e9 essencial para a configura\u00e7\u00e3o do pagamento indevido. Na presente controv\u00e9rsia, houve erro do Autor quanto ao vencimento da garantia. E mais: tal erro foi causado por a\u00e7\u00e3o deliberada da Autochina e da Chery, que, como j\u00e1 assinado, afirmaram categoricamente que a garantia havia se extinguido, seja por e-mail (doc. n\u00b0 8), no caso da Autochina, seja por telefonema, em se tratando da Chery.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda que se considere ser necess\u00e1ria a exist\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9 para se caracterizar o pagamento indevido, como exige a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<sup><a href=\"#footnote-9\" id=\"footnote-ref-9\">[8]<\/a><\/sup>[8], a ocorr\u00eancia da primeira \u00e9 evidente. Isso porque as duas R\u00e9s, deliberadamente induziram o Autor a crer que a sua garantia findara. Foi exatamente por esse motivo que ele acreditou n\u00e3o lhe restar outra op\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o pagar os reparos urgentes para que o ve\u00edculo voltasse a funcionar. Como sabido,<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>a boa-f\u00e9 objetiva importa conduta honesta, leal, correta.<sup><a href=\"#footnote-10\" id=\"footnote-ref-10\">[9]<\/a><\/sup>[9] <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pois bem. A conduta de induzir algu\u00e9m a erro para se beneficiar de tal erro, \u00e9 o exemplo mais corriqueiro e vistoso de m\u00e1-f\u00e9. Ora, como j\u00e1 demonstrado alhures, foi exatamente isso que as R\u00e9s fizeram comprovadamente ao Autor. Registre-se, por extrema pertin\u00eancia, a posi\u00e7\u00e3o jurisprudencial no sentido de que induzir o consumidor a erro, ao prestar-lhe informa\u00e7\u00e3o inver\u00eddica \u2013 como ocorrido no caso aqui discutido -, caracteriza m\u00e1-f\u00e9 do fornecedor, de modo a ensejar a restitui\u00e7\u00e3o em dobro do ind\u00e9bito. Veja-se:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O. AUS\u00caNCIA DE CONTRADI\u00c7\u00c3O, OMISS\u00c3O E OBSCURIDADE. 1 &#8211; AC\u00d3RD\u00c3O ELABORADO EM CONFORMIDADE COM O DISPOSTO NO ART. 46. DA LEI 9.099\/1995, E ARTS. 12, INCISO IX, 98 E 99 DO REGIMENTO INTERNO DAS TURMAS RECURSAIS. RECURSO PR\u00d3PRIO, REGULAR E TEMPESTIVO. 2 &#8211; COMO SE VERIFICA DA SENTEN\u00c7A DE FLS. 99\/101, O TEMA SOBRE A DEVOLU\u00c7\u00c3O EM DOBRO DA QUANTIA DESEMBOLSADA A T\u00cdTULO DE COMISS\u00c3O DE CORRETAGEM, FOI SUFICIENTE APRECIADO PALA DECIS\u00c3O RECORRIDA NOS SEGUINTES TERMOS, &quot;VERBIS&quot;: &quot;COMO DITO, N\u00c3O H\u00c1 CONTROV\u00c9RSIA ACERCA DO PAGAMENTO DA COMISS\u00c3O DE R$ 12.953,39 (DOZE MIL NOVECENTOS E CINQ\u00dcENTA E TR\u00caS REAIS E TRINTA E NOVE CENTAVOS) PELOS AUTORES, CONSOANTE TAMB\u00c9M SE VERIFICA NA DOCUMENTA\u00c7\u00c3O ACOSTADA AOS AUTOS. <strong>ASSIM, TENDO HAVIDO COBRAN\u00c7A E PAGAMENTO INDEVIDOS DECORRENTES DO DEFEITO NA INFORMA\u00c7\u00c3O, DEVE A R\u00c9 RESTITUIR EM DOBRO O VALOR PERCEBIDO, NO TOTAL DE R$ R$ 25.906,78, NOS MOLDES DO QUE DISP\u00d5E O ART. 42, PAR\u00c1GRAFO \u00daNICO, DO CDC, PORQUE INESCUS\u00c1VEL O EQU\u00cdVOCO DA FORNECEDORA&quot; (FLS. 101), DECIS\u00c3O ESTA MANTIDA PELO AC\u00d3RD\u00c3O EMBARGADO<\/strong> E, SENDO ASSIM, OS EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O N\u00c3O SE PRESTAM A REDISCUTIR O M\u00c9RITO DA CAUSA, MAS A SANAR A OCORR\u00caNCIA DE CONTRADI\u00c7\u00c3O, OMISS\u00c3O OU OBSCURIDADE. NO CASO, OS PONTOS INDICADOS NOS EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O FORAM DEVIDAMENTE ABORDADOS NO AC\u00d3RD\u00c3O EMBARGADO, N\u00c3O EXISTINDO QUALQUER DOS V\u00cdCIOS MENCIONADOS. 3 &#8211; N\u00c3O HAVENDO NO AC\u00d3RD\u00c3O EMBARGADO OMISS\u00c3O, CONTRADI\u00c7\u00c3O OU OBSCURIDADE, OS EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O DEVEM SER REJEITADOS. 4 &#8211; RECURSO CONHECIDO, MAS REJEITADO.<\/p>\n<p>(TJ-DF &#8211; EDJ1: 20120110176913 DF 0017691-38.2012.8.07.0001, Relator: ANT\u00d4NIO FERNANDES DA LUZ, Data de Julgamento: 26\/11\/2013, 2\u00aa Turma Recursal dos Juizados Especiais C\u00edveis e Criminais do DF, Data de Publica\u00e7\u00e3o: Publicado no DJE : 28\/11\/2013 . P\u00e1g.: 272)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim sendo, tem o Autor o direito \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o em dobro dos R$ 1.255,00 (mil duzentos e cinquenta e cinco reais) pagos indevidamente. De modo que o Autor faz a 2.510,00 (dois mil quinhentos e dez reais) a t\u00edtulo de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>II.2.3. Do Dano Moral<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O inciso VI do art. 6\u00ba do CDC disp\u00f5e:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>VI &#8211; <strong>a efetiva <\/strong>preven\u00e7\u00e3o e <strong>repara\u00e7\u00e3o de danos<\/strong> patrimoniais e <strong>morais<\/strong>, individuais, coletivos e difusos; (negrito acrescentado)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como de conhecimento geral, aquele que comete ato contr\u00e1rio ao direito e causa dano, ainda que exclusivamente moral, com dolo ou culpa comete ato il\u00edcito e deve repar\u00e1-lo, como deflui dos textos dos artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 186. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato il\u00edcito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, de ordin\u00e1rio, s\u00e3o quatro os requisitos para existir o ato il\u00edcito, a saber: <em>(i) <\/em>conduta (a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o); <em>(ii) <\/em>o dano (preju\u00edzo il\u00edcito causado a outrem);<em>(iii) <\/em>a culpa em sentido amplo (que abarca o dolo, isto \u00e9, a vontade consciente de praticar a conduta, e a culpa em sentido estrito, da qual s\u00e3o esp\u00e9cies a neglig\u00eancia e a imprud\u00eancia); <em>(iv)<\/em> o nexo de causalidade entre a conduta e o dano<sup><a href=\"#footnote-11\" id=\"footnote-ref-11\">[10]<\/a><\/sup>[10]. Contudo, no caso aqui discutido, sequer faz-se necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o de culpa da Apelada, porque sua responsabilidade pelos atos dos seus empregados \u00e9 independente de culpa, por for\u00e7a do disposto nos artigos 932, III, e 933 do C\u00f3digo Civil, que t\u00eam o seguinte teor:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 932. S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>III &#8211; o empregador ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhes competir, ou em raz\u00e3o dele;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que n\u00e3o haja culpa de sua parte, responder\u00e3o pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Remanesce, pois, o dever de se demonstrar a exist\u00eancia de <em>(i) <\/em>conduta; <em>(ii) <\/em>o dano e <em>(iii)<\/em> o nexo de causalidade entre a conduta e o dano, do qual passam a se desincumbir a Autora. A conduta il\u00edcita das R\u00e9s consistiu em afrontosamente negar cumprimento \u00e0 garantia a que os Autores faziam jus \u2013 o que j\u00e1 foi fartamente demostrado alhures -, fazendo-lhes ficar \u00e0s voltas com a preocupa\u00e7\u00e3o de terem em m\u00e3os um carro sem possibilidade de uso, em outro Estado. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O dano, por sua vez, adv\u00e9m do fato de a Autora, por interm\u00e9dio do seu genro, Sr. Otto Neuenschwander, ter se visto diante de situa\u00e7\u00e3o de les\u00e3o ao seu honra e privacidade (CF. art. 5\u00b0, X), dado que suportou a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia advinda da impossibilidade de ter o seu carro em condi\u00e7\u00f5es de uso noutra cidade, al\u00e9m de ter a consci\u00eancia de estar sendo lesada pelas R\u00e9s. Tal acontecimento, evidentemente, se mostra muito mais grave do que os aborrecimentos os habituais da vida corrente. Afinal, n\u00e3o \u00e9 todo dia que algu\u00e9m se v\u00ea com um carro imprest\u00e1vel nas m\u00e3os, porque foi enganado pelas revendedora e montadora do ve\u00edculo, cujo conserto deveria ter sido efetuado por ambas, em cumprimento \u00e0 garantia que haviam franqueado ao compradores do carro. Al\u00e9m do mais, os Autores foram for\u00e7ados pelas circunst\u00e2ncias prementes e pela renitente m\u00e1-f\u00e9 da R\u00e9s a pagarem por servi\u00e7os abrangidos pela garantia do autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ora, ser lesado em direitos patrimoniais e na sua intimidade n\u00e3o \u00e9, por \u00f3bvio, aborrecimento da vida di\u00e1ria, mas dano moral, que deve merecer repress\u00e3o pronta e inflex\u00edvel da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ali\u00e1s, a mera cobran\u00e7a indevida de m\u00e1-f\u00e9 j\u00e1 ensejaria dano moral, como se v\u00ea da ementa do seguinte ac\u00f3rd\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EMENTA &#8211; Responsabilidade civil objetiva do banco. Cobran\u00e7a de valores identificados pela rubrica &quot;pagamento de servi\u00e7os de terceiros&quot; para a concre\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico visado que era o financiamento de ve\u00edculo com cl\u00e1usula de garantia por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, al\u00e9m de tarifa de abertura de cadastro. Tarifas indicadas que s\u00e3o efetivamente il\u00edcitas. Tarifa para contrata\u00e7\u00e3o pertinente a abertura de cr\u00e9dito ou cadastro que \u00e9 irrefragavelmente abusiva, na medida em que onera o consumidor com o pagamento de uma atividade pr\u00f3pria da institui\u00e7\u00e3o financeira, consistente na verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es pessoais e credit\u00edcias daquele para quem deseja vender seus produtos e que tem como exclusiva raz\u00e3o de ser a assegura\u00e7\u00e3o da maior garantia no recebimento do seu cr\u00e9dito. Transfer\u00eancia para o consumidor de \u00f4nus integrante da estrutura operacional da empresa que encerra abusividade, notadamente quando se identifica alta lucratividade pelos juros e encargos pertinentes ao m\u00fatuo. Remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o espec\u00edfico que deve ter congru\u00eancia com o neg\u00f3cio jur\u00eddico, de modo que s\u00f3 poderia ser cobrada se o servi\u00e7o fosse singularmente requerido, n\u00e3o podendo ser exigida quando a atividade a ela vinculada n\u00e3o \u00e9 exercida em proveito do consumidor, mas exclusivamente do fornecedor, que quer se resguardar dos riscos do empreendimento. Tarifa que para ser legitima e v\u00e1lida deve guardar proporcionalidade e adstri\u00e7\u00e3o com as caracter\u00edsticas do ato vinculante. Jurisprud\u00eancia que vem reputando inv\u00e1lidas as taxas cobradas sem contrapresta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em favor de quem a mesma \u00e9 exigida. Mesmo posicionamento quanto as comiss\u00f5es ao lojista n\u00e3o vinculadas ao consumidor e despesas administrativas, al\u00e9m das demais que nenhum proveito adv\u00e9m para o consumidor. Preval\u00eancia dos direitos fundamentais do consumidor previstos no art. 6\u00ba, III, IV, VI e VIII do CDC, concernente a prote\u00e7\u00e3o contra m\u00e9todos abusivos, repara\u00e7\u00e3o de danos e invers\u00e3o do \u00f4nus da prova e principalmente transpar\u00eancia m\u00e1xima na rela\u00e7\u00e3o de consumo. Abuso de direito pelo excesso praticado, violando o recorrido com a sua conduta os princ\u00edpios basilares da lealdade e transpar\u00eancia. Obriga\u00e7\u00f5es in\u00edquas, abusivas e que s\u00e3o destoantes da equidade e boa-f\u00e9, que n\u00e3o devem ser suportadas. <strong>Ilicitude da cobran\u00e7a que deriva da antinomia com o sistema de prote\u00e7\u00e3o do consumidor. Pr\u00e1tica vedada nos incisos I, III, IV, V, X e XI do art. 39 do CDC. Repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito que constitui corol\u00e1rio da cobran\u00e7a indevida, devendo ser simples a devolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estando subsumida a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica na moldura do que define o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 42 do CDC, destacando-se que n\u00e3o restara comprovada a m\u00e1-f\u00e9 do fornecedor na realiza\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a, sendo tal demonstra\u00e7\u00e3o pressuposto para a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade, consoante entendimento consolidado da egr\u00e9gia Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Dano moral caracterizado pelo sentimento de impot\u00eancia do consumidor e tamb\u00e9m pela reitera\u00e7\u00e3o do fornecedor nas pr\u00e1ticas abusivas, acolhendo-se a posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria de que na s\u00edntese \u00e9 poss\u00edvel aplicar para o instituto o car\u00e1ter profil\u00e1tico inibidor, aliado ao fator compensat\u00f3rio. Inarred\u00e1vel que juridicamente o conceito de honra est\u00e1 inserido no princ\u00edpio da dignidade humana, n\u00e3o se limitando a sua incid\u00eancia apenas a les\u00e3o de nome, fama, prest\u00edgio e reputa\u00e7\u00e3o, havendo tamb\u00e9m o dever de indenizar nas situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o do respeito pr\u00f3prio pelo fornecedor, atingindo-se a auto-estima do consumidor na subjuga\u00e7\u00e3o imposta pelo mais forte na rela\u00e7\u00e3o consumerista, gerando o apontado sentimento de debilidade pessoal, com consequente repercuss\u00e3o no psiquismo e tribula\u00e7\u00e3o espiritual, sendo o bastante para configurar o dano indeniz\u00e1vel<\/strong>, n\u00e3o sendo exig\u00edveis pr\u00e1ticas ignominiosas. Comprova\u00e7\u00e3o nos autos de que o recorrente estava cumprindo a obriga\u00e7\u00e3o de pagamento no tempo e modo devidos, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio aguardar o t\u00e9rmino do contrato, estando o cr\u00e9dito garantido no contrato. Posi\u00e7\u00e3o consolidada nas Turmas Recursais. Provimento parcial do recurso. Ante o exposto, na forma do art. 46 da Lei 9.099\/95, voto pelo provimento parcial do recurso para condenar o recorrido a repetir o ind\u00e9bito no valor de R$ 836,31, acrescido de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria contada da propositura da demanda e juros de 1% ao m\u00eas desde a cita\u00e7\u00e3o, bem como indenizar o recorrente a t\u00edtulo de danos morais em R$ 1.000,00 (mil reais), com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o e juros de 1% desde a cita\u00e7\u00e3o, perdendo raz\u00e3o a obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta, eis que determinado a devolu\u00e7\u00e3o integral das tarifas. Sem \u00f4nus de sucumb\u00eancia. Rio de janeiro, 22 de agosto de 2012. ANDR\u00c9 LUIZ CIDRA Juiz Relator<\/p>\n<p>(TJ-RJ &#8211; RI: 01445144420118190038 RJ 0144514-44.2011.8.19.0038, Relator: ANDRE LUIZ CIDRA, Primeira Turma Recursal, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 03\/10\/2012 18:13) (negrito aposto)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, est\u00e3o caracterizados o dano moral praticado pelas R\u00e9s e a obriga\u00e7\u00e3o delas de indenizar os Autores por for\u00e7a de tal dano. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>II.2.3. Da Antecipa\u00e7\u00e3o dos Efeitos da Tutela<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Nas lides de consumo, \u00e9 poss\u00edvel a antecipa\u00e7\u00e3o da dos efeitos da tutela das obriga\u00e7\u00f5es de fazer, conforme preceituam o \u00a7\u00a7 3\u00b0 e 4\u00b0 do art. 84 do CDC. Textualmente:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Art. 84. Na a\u00e7\u00e3o que tenha por objeto o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, o juiz conceder\u00e1 a tutela espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o ou determinar\u00e1 provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p><a id=\"art84\u00a73\"><\/a>\u00a7 3\u00b0 Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de inefic\u00e1cia do provimento final, \u00e9 l\u00edcito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou ap\u00f3s justifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, citado o r\u00e9u.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00b0 O juiz poder\u00e1, na hip\u00f3tese do \u00a7 3\u00b0 ou na senten\u00e7a, impor multa di\u00e1ria ao r\u00e9u, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compat\u00edvel com a obriga\u00e7\u00e3o, fixando prazo razo\u00e1vel para o cumprimento do preceito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Da leitura dos preceitos, percebe-se que, para a concess\u00e3o da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela no caso presente, h\u00e3o de estar atendidos dois requisitos, a saber: <em>(i) fumus boni iuris <\/em>e <em>(ii) periculum in mora<\/em>. O primeiro est\u00e1 atendido pelos argumentos jur\u00eddicos explanados ao longo da presente inicial e pela robusta prova documental que a acompanha. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 o <em>periculum in mora<\/em> est\u00e1 consubstanciado no risco da Autora n\u00e3o poder realizar as revis\u00f5es no seu ve\u00edculo, nem obter os servi\u00e7os de reparos dentro da garantia contratada, impedindo que a autora possa manter o seu carro em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o, comprometendo a seguran\u00e7a da Autora e dos que utilizarem o ve\u00edculo, desvalorizando o pre\u00e7o de mercado do ve\u00edculo e comprometendo at\u00e9 mesmo o seu funcionamento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico da troca do cap\u00f4 do ve\u00edculo, caso ela n\u00e3o seja realizada de imediato, o ferrugem ir\u00e1 se alastrar para outras pe\u00e7as do ve\u00edculo, al\u00e9m de submeter a Autora a uma condi\u00e7\u00e3o de risco, caso o cap\u00f4 se solte do carro em movimento. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Est\u00e3o, pois, fartamente caracterizados o <em>fumus boni iuris <\/em>e o<em> periculum in mora<\/em>, aptos a ensejar o deferimento da a antecipa\u00e7\u00e3o da dos efeitos da tutela relativa \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o das R\u00e9s de honrarem a garantia contratada, nos termos contratados, durante o prazo de 6 anos contados da aquisi\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, isto \u00e9, at\u00e9 o dia 1\u00ba de fevereiro de 2017, inclusive de realizar de imediato a troca do cap\u00f4 do ve\u00edculo da Autora. <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p><strong>III \u2013 DOS PEDIDOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Ante o exposto, requerem os Autores:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>I) Que seja designada AUDI\u00caNCIA DE CONCILIA\u00c7\u00c3O ou MEDIA\u00c7\u00c3O, conforme previsto no art. 334 do NCPC;<\/strong><\/p>\n<p>II) Sejam citadas as R\u00e9s para, querendo, contestarem a acompanharem a presente a\u00e7\u00e3o at\u00e9 o seu final, sob pena de revelia;<\/p>\n<p>\u00a0III) Seja deferida a antecipa\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela, para se obrigar as R\u00e9s a honrar garantia at\u00e9 a data de 1\u00ba de fevereiro de 2017, fazendo todos os reparos de que o ve\u00edculo necessitar at\u00e9 esta data, inclusive e especialmente de realizar todos os servi\u00e7os necess\u00e1rios \u00e0 troca do cap\u00f4 do ve\u00edculo de propriedade da Autora, fornecendo pe\u00e7as novas e suportando todos os custos diretos e indiretos relativos a pe\u00e7as, m\u00e3os de obra e, tamb\u00e9m, com a eventual necess\u00e1ria remo\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo para o local onde os servi\u00e7os ser\u00e3o realizados, sem exce\u00e7\u00e3o, tudo sob pena de pagamento de uma multa di\u00e1ria, a ser fixada por V. Exa., devida a partir da intima\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que deferir a antecipa\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela; <\/p>\n<p>\u00a0IV) Seja, ao final, a presente a\u00e7\u00e3o julgada procedente em todos os seus termos para:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\tIV.1.) Confirmar a antecipa\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela acima requerida;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\tIV.2) Condenar as R\u00e9s a indenizarem a Autoria no valor correspondente ao dobro do valor indevidamente por elas cobrado, no montante de R$ 2.510,00 (dois mil quinhentos e dez reais), atualizados monetariamente a partir da data do seu efetivo desembolso pela Autora, em 20 de fevereiro de 2015, at\u00e9 a data do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\tIV.3) Condenar as R\u00e9s a pagarem a Autora uma indeniza\u00e7\u00e3o por \u00a0danos morais em valor a ser arbitrado por V. Exa.; <\/p>\n<p>V) Requer a produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos <strong>artigos 369 e seguintes do NCPC<\/strong>, em especial as provas: documental, pericial, testemunhal e depoimento pessoal da parte r\u00e9. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pede e requer, ainda, sejam todas as intima\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 demandada realizadas contendo o nome do advogado J__________________, sob pena de nulidade.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nestes termos,<\/p>\n<p>Pede-se deferimento<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Recife, 5 de novembro de 2015.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-3\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-3\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-4\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-4\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-5\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-5\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-6\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-6\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-7\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-7\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-8\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-8\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-9\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-9\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-10\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-10\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-11\">\n<p> <a href=\"#footnote-ref-11\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-29133","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/29133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=29133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}