{"id":28640,"date":"2023-07-28T23:53:01","date_gmt":"2023-07-28T23:53:01","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-28T23:53:01","modified_gmt":"2023-07-28T23:53:01","slug":"acao-de-indenizacao-por-ato-ilicito-danos-morais-e-materiais-pelo-acidente-de-transito-causando-morte-e-perda-de-sustento-da-familia","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-indenizacao-por-ato-ilicito-danos-morais-e-materiais-pelo-acidente-de-transito-causando-morte-e-perda-de-sustento-da-familia\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Ato Il\u00edcito  &#8211;  Danos morais e materiais pelo acidente de tr\u00e2nsito causando morte e perda de sustento da fam\u00edlia."},"content":{"rendered":"<p><strong>INDENIZA\u00c7\u00c3O POR ATO IL\u00cdCITO<\/strong> Requer indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos materiais e morais decorrentes da morte deste, visto que o <strong>acidente de<\/strong> <strong>transito<\/strong> trouxe \u00e0 vi\u00fava e aos seus filhos a perda, efetiva e imediata da sua fonte de sustento.<\/p>\n<p>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;.\u00aa VARA C\u00cdVEL DA COMARCA DE &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (qualifica\u00e7\u00e3o), inscrita no CPF\/MF sob o n\u00ba &#8230;., residente e domiciliada na comarca de &#8230;, na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., por si e assistindo seus filhos &#8230;., menor imp\u00fabere, &#8230;. e &#8230;., menores imp\u00faberes, vem, atrav\u00e9s de seus procuradores, com escrit\u00f3rio profissional na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., mui respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia propor<\/p>\n<p><strong>INDENIZA\u00c7\u00c3O POR ATO IL\u00cdCITO,<\/strong><\/p>\n<p>com fulcro nos artigos 275 do C\u00f3digo de Processo Civil e 159 do C\u00f3digo Civil Brasileiro, bem como nas demais disposi\u00e7\u00f5es legais pertinentes \u00e0 mat\u00e9ria, contra &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, pessoa jur\u00eddica de direito privado, com sede na Comarca de &#8230;., na Rua&#8230;&#8230;em raz\u00e3o de ter praticado o seguinte ato il\u00edcito e pelos fatos e fundamentos que passa a expor:<\/p>\n<h1>DOS FATOS<\/h1>\n<p>No dia &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, por volta das &#8230;. horas, o motorista &#8230;., preposto da r\u00e9, &#8230;., conduzia a camioneta &#8230;., placa &#8230;., de propriedade da requerida, quando na altura do Km &#8230;. da rodovia &#8230;., agindo com total neglig\u00eancia e imprud\u00eancia, faltando com a cautela necess\u00e1ria para dirigir dentro da \u00e1rea urbana, andando em alta velocidade, veio a atropelar a v\u00edtima &#8230;., de &#8230;. anos de idade, residente em &#8230;., que era casado com a autora e pai de v\u00e1rios filhos, entre os quais &#8230;. ainda menores, causando-lhe morte instant\u00e2nea.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o acidente, fizeram-se presentes os guardas da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, tomando conhecimento dos fatos e promovendo a competente per\u00edcia, elaboraram laudo de vistoria, concluindo que o motorista da R\u00e9, &#8230;., foi o causador do acidente, o que foi presenciado por testemunhas, ao final arroladas.<\/p>\n<p>Ocorre que em decorr\u00eancia do excesso de velocidade com que dirigia o ve\u00edculo, o preposto da requerida n\u00e3o conseguiu frear ou mesmo desviar o autom\u00f3vel, quando percebeu que a v\u00edtima estava atravessando a rodovia, \u00e0 p\u00e9, a rodovia, vindo a atropel\u00e1-la e mat\u00e1-la.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o acidente, em momento algum a R\u00e9 preocupou-se em auxiliar na cobertura das despesas decorrentes do ato il\u00edcito de seu motorista, recusando-se a tomar conhecimento da dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o financeira em que ficou a vi\u00fava e sua fam\u00edlia, a qual viu-se desamparada em face da aus\u00eancia de seu marido e provedor do sustento do lar.<\/p>\n<h1>DO DIREITO<\/h1>\n<p>Conforme se verifica do boletim de ocorr\u00eancia e da prova testemunhal, o acidente ora notificado ocorreu por imprud\u00eancia do condutor da camioneta, o qual, por dirigir em velocidade incompat\u00edvel com o bairro populoso do &#8230;., sem observar as cautelas necess\u00e1rias ao tr\u00e2nsito em vias p\u00fablicas, causou a morte de &#8230;.<\/p>\n<p>Os resultados dessa a\u00e7\u00e3o imprudente foram a priva\u00e7\u00e3o por parte de uma fam\u00edlia de um esposo e pai, al\u00e9m de preju\u00edzos de ordem econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A regra geral contida na Lei sobre a responsabilidade por ato il\u00edcito \u00e9 cristalina:<\/p>\n<p>&quot;Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito, ou causar preju\u00edzos a outrem, fica obrigado a reparar o dano.&quot; (Art. 159 do C\u00f3digo Civil Brasileiro)<\/p>\n<p>De todos os elementos colacionados para o processo, depreende-se indiscutivelmente que o motorista da r\u00e9 deu causa ao evento sinistro em exame, o que leva a Autora a fazer &quot;jus&quot; a uma repara\u00e7\u00e3o que restitua o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel ao estado anterior do fato, em face do desfalque patrimonial e moral que sofreram.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar que a violenta morte da v\u00edtima representa uma grande perda para a Autora e para seus filhos, perda essa com reflexos materiais e morais de supremo significado. O aludido desastre provocou a supress\u00e3o de todo um complexo de bens materiais e morais, que a exist\u00eancia do ente querido representava para todos.<\/p>\n<p>No que tange \u00e0 legitimidade passiva &quot;ad causam&quot;, a &#8230;. est\u00e1 sendo acionada para responder por ato pr\u00f3prio, caso o condutor do ve\u00edculo, causador do acidente em discuss\u00e3o, seja representante seu, ou para responder por ato de empregado ou preposto, se esta for a condi\u00e7\u00e3o do motorista, a teor na \u00faltima hip\u00f3tese, do que disp\u00f5e o artigo 1.521, inciso III, do C\u00f3digo Civil, que:<\/p>\n<p>&quot;Art. 1.521 &#8211; S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>III &#8211; O patr\u00e3o, amo ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhes competir, ou por ocasi\u00e3o dele.&quot;<\/p>\n<h1>DA OBRIGA\u00c7\u00c3O DE INDENIZAR<\/h1>\n<p>A R\u00e9, na qualidade de prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, possui regulamenta\u00e7\u00e3o especial dada pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal a respeito dos danos causados \u00e0 terceiros pelos seus prepostos, conforme disp\u00f5e o par\u00e1grafo 6\u00ba do artigo 27 da Carta Magna:<\/p>\n<p>&quot;As pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e as de direito privado prestadora de servi\u00e7os p\u00fablicos responder\u00e3o pelos danos que seus agentes nessa qualidade causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o respons\u00e1vel nos casos de dolo e culpa.&quot;<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o existe porqu\u00ea em se discutir se houve culpa ou n\u00e3o, pois tratava-se de responsabilidade da R\u00e9, que prestando servi\u00e7os p\u00fablicos de transportes, deve responder pelos danos causados pelo seu agente, o motorista &#8230;., que agindo imprudentemente causou a morte do marido da Autora.<\/p>\n<p>Desse modo, deve a requerida responder pelo dano causado, obrigando-se a indenizar a requerente dentro da Responsabilidade Objetiva, eis que demonstrados os danos, cabe a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o conforme prescreve o artigo 159 do C\u00f3digo Civil e demais disposi\u00e7\u00f5es legais e jurisprudenciais a respeito da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>DO &quot;QUANTUM&quot; DA INDENIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 parte cab\u00edvel \u00e0 vi\u00fava e seus filhos menores, que inilutavelmente a morte da v\u00edtima, seu esposa, provocada pela R\u00e9, trouxe \u00e0 Autora e seus filhos a perda, efetiva e imediata de sua fonte de sustento e, al\u00e9m das incertezas quanto ao futuro, privou-a dos benef\u00edcios que o marido lhes proporcionaria durante sua vida em comum<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica do ato il\u00edcito da requerida, determina o ressarcimento dos danos, o que se verifica com a reposi\u00e7\u00e3o das coisas em seu estado anterior (se existir essa possibilidade), caso contr\u00e1rio resta a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar em dinheiro por perdas e danos.<\/p>\n<p>&quot;&#8230; a preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 da satisfa\u00e7\u00e3o do interesse da v\u00edtima, n\u00e3o se podendo admitir que sofra diminui\u00e7\u00e3o em seu status pessoal ou patrimonial, por menor que seja, suportando o lesante o \u00f4nus correspondente.&quot; (Carlos A. Bittar, in Responsabilidade Civil, Ed. Forense, 1989, pg. 73).<\/p>\n<p>&#8230;., aos &#8230;. anos de idade, era s\u00f3cio de uma Empresa em &#8230;., al\u00e9m de exercer a profiss\u00e3o de agricultor, auferindo no total rendimentos mensais em torno de &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Diante de tais circunst\u00e2ncias, e considerando que o falecido tinha &#8230;. anos, de acordo com as previs\u00f5es razo\u00e1veis e sustenta\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1rias, parece razo\u00e1vel elaborar um ju\u00edzo de probabilidade objetiva para supor que ele trabalharia at\u00e9 os &#8230;. anos de idade, o que significa dizer que ele provavelmente ainda receberia cerca de &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais durante &#8230;. anos.<\/p>\n<p>&quot;N\u00e3o h\u00e1 crit\u00e9rio uniforme para prefixar a dura\u00e7\u00e3o da vida humana. Para uns a vida m\u00e9dia \u00e9 de 65 anos, para outros \u00e9 de 70 anos, ou mais. A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica ordena a aposentadoria compuls\u00f3ria dos servidores aos 70 anos de idade. Atingindo esse limite, o homem alcan\u00e7a o \u00e1pice de sua resist\u00eancia psicof\u00edsica. Assim, se a v\u00edtima ao falecer contava com 60 anos, haveria presun\u00e7\u00e3o de viver mais 10 anos.&quot; (Arnaldo Marmitt, in Perdas e Danos, Ed. Aide, 1992, pg. 80).<\/p>\n<p>Quanto aos crit\u00e9rios para a fixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o devida, manifestou-se o Egr\u00e9gio Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n<p>&quot;Responsabilidade Civil &#8211; A\u00e7\u00e3o Indenizat\u00f3ria, promovida pela vi\u00fava e filhos menores, tendo em vista o falecimento do chefe de fam\u00edlia em acidente. Condena\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us em pens\u00e3o mensal, considerando a remunera\u00e7\u00e3o da v\u00edtima ao tempo do \u00f3bito, e os respectivos aumentos de Lei. (&#8230;)&quot; (Ac. da 1\u00aa C\u00e2m. C\u00edvel do TA\/PR, Ac. n\u00ba 3459, Rel. Juiz Trotta Telles, j. 27\/10\/90, DJPR 27\/11\/92, pg. 32).<\/p>\n<p>Por conseguinte, \u00e9 de se estimar que os &#8230;. anos de vida e de trabalho correspondem a &#8230;. meses, que multiplicado pelos seus rendimentos, resulta em &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Justifica-se a fixa\u00e7\u00e3o de &#8230;. dos rendimentos mensais da v\u00edtima para efeitos de c\u00e1lculo da indeniza\u00e7\u00e3o devida, pelas in\u00fameras decis\u00f5es dos tribunais, que assim o fazem por racioc\u00ednio de exclus\u00e3o. Entendem que o chefe de fam\u00edlia despende, para consigo &#8230;., entregando aos dependentes outros &#8230;.<\/p>\n<h1>DESPESAS COM FUNERAL<\/h1>\n<p>Em decorr\u00eancia do falecimento da v\u00edtima, foram efetuados os seguintes pagamentos:<\/p>\n<p>&#8230;. \tR$ &#8230;. (&#8230;.) em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;.\tR$ &#8230;. (&#8230;.) em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;. \tR$ &#8230;. (&#8230;.) em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;.\tR$ &#8230;. (&#8230;.) em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;<\/p>\n<p>Assim, importaram todas as despesas com o funeral em R$ &#8230;. (&#8230;.), em valores da data dos respectivos pagamentos, ou seja, sem a devida corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por conseguinte, \u00e9 de estimar-se a import\u00e2ncia de R$ &#8230;. (&#8230;.), acrescida do valor correspondente a &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos, para o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, sobre o qual Vossa Excel\u00eancia dever\u00e1 aplicar a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros compostos, conforme disp\u00f5e o artigo 1.059 do C\u00f3digo Civil Brasileiro:<\/p>\n<p>&quot;Art. 1.059 &#8211; Salvo as exce\u00e7\u00f5es previstas neste C\u00f3digo, de modo expresso, as perdas e danos devidos ao credor, abrangem al\u00e9m do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.&quot;<\/p>\n<p>Nesse sentido, para garantia das obriga\u00e7\u00f5es por atos il\u00edcitos, disp\u00f5e o artigo 1.518 do mesmo diploma legal:<\/p>\n<p>&quot;Art. 1.518 &#8211; Os bens do respons\u00e1vel pela ofensa ou viola\u00e7\u00e3o do direito de outrem ficam sujeitos \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano causado e, se tiver mais de um autor a ofensa, todos responder\u00e3o solidariamente pela repara\u00e7\u00e3o.&quot;<\/p>\n<h1>DO DANO MORAL<\/h1>\n<p>A quest\u00e3o do dano moral, cinge-se como conseq\u00fc\u00eancia do ato il\u00edcito, que \u00e9 elemento imprescind\u00edvel na configura\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil, sem o qual n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Como \u00e9 de conhecimento de Vossa Excel\u00eancia, os pressupostos para que exista a responsabilidade civil s\u00e3o:<\/p>\n<p>1) A\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o do agente;<\/p>\n<p>2) Culpa do agente;<\/p>\n<p>3) Rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre o comportamento do agente e o dano causado;<\/p>\n<p>4) Dano efetivo.<\/p>\n<p>Todavia, de acordo com a responsabilidade civil objetiva, bastam a a\u00e7\u00e3o do agente, o dano e o nexo de causalidade entre o fato e o efeito.<\/p>\n<p>A fixa\u00e7\u00e3o de valores indenizat\u00f3rios pelos danos morais causados, por certo n\u00e3o diminui a dor e o sofrimento sentidos por uma fam\u00edlia, que \u00e9 privada de um ente querido, do provedor do sustento do lar. Isso n\u00e3o faria voltar ao seu conv\u00edvio a v\u00edtima, mas, por outro lado, traria um pouco de seguran\u00e7a e conforto \u00e0 vi\u00fava e aos filhos menores que viram-se desamparados com a aus\u00eancia paterna. Apesar de ser por demais claro, que a vida humana n\u00e3o tem pre\u00e7o, torna-se medida de justi\u00e7a a indeniza\u00e7\u00e3o pelo causador do falecimento.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 cumulatividade de indeniza\u00e7\u00f5es por danos materiais e morais, n\u00e3o mais existe d\u00favidas quanto \u00e0 possibilidade, o que vem sido reiteradamente afirmado pelos tribunais p\u00e1trios:<\/p>\n<p>&quot;Responsabilidade Civil &#8211; Danos Moral e Material &#8211; Cumula\u00e7\u00e3o; Indeniza\u00e7\u00e3o &#8211; C\u00e1lculo &#8211; Crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Responsabilidade Civil. Indeniza\u00e7\u00e3o. Dano Moral e Material (S\u00famula n\u00ba 37 &#8211; STJ). Arbitramento do quantum devido em conformidade com o n\u00edvel econ\u00f4mico dos Autores, bem como de sua falecida filha, e ainda de acordo com o porte da empresa R\u00e9, n\u00e3o afastadas as condi\u00e7\u00f5es em que ocorrera o acidente. Recurso especial conhecido e provido, em parte.&quot; (Ac. Un. da 4\u00aa T. do STJ &#8211; Resp. 6048-0 &#8211; Rel. Min. Barros Monteiro &#8211; j. 12\/05\/92 &#8211; DJU 22\/06\/92, pg. 9760)<\/p>\n<p>&quot;Responsabilidade Civil &#8211; Atropelamento &#8211; Marcha a R\u00e9 &#8211; Aus\u00eancia de Indeniza\u00e7\u00e3o. Atropelamento. Marcha a r\u00e9. Culpa manifesta do condutor do ve\u00edculo. Indeniza\u00e7\u00e3o compreensiva das despesas havidas, pens\u00e3o mensal, danos morais. (&#8230;) A indeniza\u00e7\u00e3o compreende tamb\u00e9m verba a t\u00edtulo de danos morais.&quot; (Ac. da 3\u00aa C\u00e2m. C\u00edvel do TAPR &#8211; Ac. n\u00ba 44871-7 &#8211; Rel. Juiz Victor Marins &#8211; j. 25\/08\/92 &#8211; DJPR 18\/08\/92, pg. 26).<\/p>\n<p>&quot;Responsabilidade Civil &#8211; Homic\u00eddio &#8211; Danos Moral e Material &#8211; Cumulatividade.<\/p>\n<p>Responsabilidade Civil &#8211; Homic\u00eddio &#8211; Dano moral. Indeniza\u00e7\u00e3o &#8211; Cumula\u00e7\u00e3o com a devida pelo dano material. Os termos amplos do artigo 159 do C\u00f3digo Civil h\u00e3o de entender-se como abrangendo quaisquer danos, compreendendo, pois, tamb\u00e9m, os de natureza moral. O t\u00edtulo VIII do Livro III do C\u00f3digo Civil limita-se a estabelecer par\u00e2metros para alcan\u00e7ar o montante das indeniza\u00e7\u00f5es. De quando ser\u00e1 devida indeniza\u00e7\u00e3o cuida o artigo 159 &#8211; N\u00e3o havendo norma espec\u00edfica para a liquida\u00e7\u00e3o, incide o artigo 1.533. A norma do artigo 1.573 refere-se apenas aos danos materiais resultantes do homic\u00eddio, n\u00e3o constituindo \u00f3bice a que se reconhe\u00e7a deva  ser ressarcido o dano moral. Se existe dano material e dano moral, ambos ensejando indeniza\u00e7\u00e3o, esta ser\u00e1 devida como ressarcimento de cada um deles, ainda que oriundos do mesmo fato. Necessidade de distinguir as hip\u00f3teses em que, a pretexto de indenizar-se o dano material, o fundamento do ressarcimento, em verdade, \u00e9 a exist\u00eancia do dano moral.&quot; (Ac. da 3\u00aa T. do STJ &#8211; Resp. 4236 &#8211; Rel. Des. Min. Eduardo Ribeiro &#8211; j. 04\/06\/91 &#8211; DJU 01\/07\/91, pg. 9190).<\/p>\n<h1>DO REQUERIMENTO<\/h1>\n<p>Face ao exposto respeitosamente requer \u00e0 V. Exa.:<\/p>\n<p>a) A cita\u00e7\u00e3o da r\u00e9 no endere\u00e7o retro mencionado, na pessoa de seu representante legal, para, querendo, no prazo e sob as penas da Lei, comparecer a audi\u00eancia designada por esse MM. Ju\u00edzo, e apresentar defesa, sob pena de revelia e confesso.<\/p>\n<p>b) A condena\u00e7\u00e3o da requerida ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o pela morte que causou a &#8230;., import\u00e2ncia essa correspondente a &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos, acrescidos de despesas de funeral no valor original de R$ &#8230;., a ser corrigido monetariamente e calculados os juros, bem como pelos danos morais, cujo valor dever\u00e1 ser arbitrado por Vossa Excel\u00eancia, de acordo com o previsto pelo art. 1.553 do C\u00f3digo Civil Brasileiro.<\/p>\n<p>c) A forma\u00e7\u00e3o de um fundo assecurat\u00f3rio da obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, conforme disp\u00f5e o artigo 602 do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n<p>d) A condena\u00e7\u00e3o da requerida ao pagamento das custas processuais, honor\u00e1rios advocat\u00edcios e demais incid\u00eancias.<\/p>\n<p>e) A produ\u00e7\u00e3o de todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente, o depoimento pessoal do preposto da requerida, o motorista &#8230;., sob pena de confiss\u00e3o, juntada de novos documentos e a oitiva das testemunhas adiante arroladas, sendo que as mesmas comparecer\u00e3o em ju\u00edzo independentemente de intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>f) Finalmente, requer a concess\u00e3o dos benef\u00edcios da Justi\u00e7a Gratuita, com fulcro nas Leis n\u00bas 1.060\/50 e 7.510\/86.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 presente causa o valor de R$ &#8230;., apenas para fins de al\u00e7ada.<\/p>\n<p>Nestes Termos,<\/p>\n<p>Pede Deferimento.<\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n<p>ROL DE TESTEMUNHAS:<\/p>\n<p>1. &#8230;. (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da C\u00e9dula de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;., residente e domiciliado na comarca de &#8230;., na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;.<\/p>\n<p>2. &#8230;. (qualifica\u00e7\u00e3o), portador da C\u00e9dula de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;., residente e domiciliado na comarca de &#8230;., na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-28640","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/28640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=28640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}