{"id":28440,"date":"2023-07-28T23:49:29","date_gmt":"2023-07-28T23:49:29","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-28T23:49:29","modified_gmt":"2023-07-28T23:49:29","slug":"acao-de-reconhecimento-de-sociedade-de-fato-partilha-de-bens-comuns-e-indenizacao-contra-o-espolio","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-reconhecimento-de-sociedade-de-fato-partilha-de-bens-comuns-e-indenizacao-contra-o-espolio\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O DE RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO  &#8211;  PARTILHA DE BENS COMUNS E INDENIZA\u00c7\u00c3O CONTRA O ESP\u00d3LIO"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO<\/strong> Pedido de declara\u00e7\u00e3o de reconhecimento de concubinato cumulado com mea\u00e7\u00e3o e partliha dos bens deixados pelo concubino falecido.<\/p>\n<p><strong>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;.\u00aa VARA C\u00cdVEL DE &#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliada na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., por seu bastante procurador e advogado no final assinado, vem com a presente, mui respeitosamente, requerer a presente:<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO<\/strong> com partilha de patrim\u00f4nio comum ou indeniza\u00e7\u00e3o contra o esp\u00f3lio de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), a ser citado atrav\u00e9s de sua inventariante nata &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente a cidade de &#8230; ..a Rua&#8230;. &#8230;., pelos seguintes motivos:<\/p>\n<p>1. A requerente viveu maritalmente com o falecido &#8230;., durante &#8230;. anos, o qual era funcion\u00e1rio da secret\u00e1ria de &#8230;.<\/p>\n<p>2. Em &#8230;. de &#8230;., foi o mesmo demitido do seu emprego, passando a condi\u00e7\u00e3o de desempregado, e assim permanecendo at\u00e9 que foi readmitido em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., na mesma fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante esse tempo, inclusive, veio a sobreviver ele com os parcos rendimentos que a mesma recebe como &#8230;.<\/p>\n<p>3. Durante o tempo de conv\u00edvio, com muitos esfor\u00e7os, adquiriram um &#8230;. situado nesta cidade a Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., financiado atrav\u00e9s do Banco &#8230;.<\/p>\n<p>Eram propriet\u00e1rios tamb\u00e9m de um autom\u00f3vel &#8230;., a gasolina, placa &#8230;., chassis &#8230;., com os dados constantes da documenta\u00e7\u00e3o inclusa.<\/p>\n<p>Durante os tempos de pen\u00faria, como j\u00e1 disse anteriormente pagou ela impostos incidentes sobre o im\u00f3vel, despesas de condom\u00ednio do apartamento, e outras comprovados com inclusos documentos.<\/p>\n<p>Com a morte do seu companheiro, a requerente arcou  inclusive com as  despesas de funeral, conforme comprovantes em anexo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o falecimento,  foi ela procurada por um filho(a) do mesmo de nome &#8230;. que solicitou-lhe pertences pessoais do &quot;de cujus&quot;, levando inclusive o  ve\u00edculo &#8230;., sob a condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais importunar a requerente.<\/p>\n<p>No entanto, nos \u00faltimos tempos, vem sendo a requerente molestada pela requerida vi\u00fava, a qual insiste com ela na desocupa\u00e7\u00e3o do apartamento, como se v\u00ea na inclusa correspond\u00eancia, assinalando-lhe inclusive prazo para desocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A respeito assim tem decidido a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Participa\u00e7\u00e3o efetiva, com o companheiro, para aquisi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio &#8211; Direito a participar desse mesmo patrim\u00f4nio, considerados os seus trabalhos n\u00e3o somente nas atividades verdadeiramente produtivas mas, tamb\u00e9m, nas do pr\u00f3prio lar &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. a Concubina que, com seus esfor\u00e7os, tamb\u00e9m contribuia para a cria\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio, desde que h\u00e1 de participar com seu companheiro, pois ambos devem ser considerados como s\u00f3cio de fato.&quot; (TJ do R.G.S., em Revista dos Tribunais, vol. 417, p. 354).<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Coopera\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio em nome do companheiro &#8211; Sociedade de fato demostradas &#8211; Direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. Provada a coopera\u00e7\u00e3o efetiva da concubina na constru\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio, surge o seu direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o desse acervo, como conseq\u00fc\u00eancia do princ\u00edpio segundo o qual a ningu\u00e9m \u00e9 il\u00edcito locupletar-se \u00e0 custa alheia,&quot; (TJ. de SP, em revista dos Tribunais, vol. 373, p. 153).<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Sociedade de fato com o companheiro &#8211; Direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio conseguido com o esfor\u00e7o comum &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. A concubina tem direito a mea\u00e7\u00e3o, comprovada a exist\u00eancia de sociedade de fato na constitui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio comum, sem participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia leg\u00edtima.&quot; (TA da GB, em Revista dos Tribunais, vol. 427, p. 267).<\/p>\n<p>Sendo certo: <\/p>\n<p>Mas, mesmo adulterino, se chega a caracterizar-se a sociedade f\u00e1tica, dentro da mesma premissa de que o sobreleva \u00e0 comunh\u00e3o de interesses, sem outras conota\u00e7\u00f5es puramente pessoais, n\u00e3o vemos porque n\u00e3o deferir a mea\u00e7\u00e3o, baseada nessa comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Enfrentando o problema, em julgamento, o Tribunal da Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo repeliu o argumento da adulterinidade como poderoso para afastar o direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o ementando:<\/p>\n<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINATO &#8211; SOCIEDADE DE FATO &#8211; DIREITO \u00c0 MEA\u00c7\u00c3O &#8211; IRRELEV\u00c2NCIA DA ADULTERINIDADE.<\/p>\n<p>O que importa no concubinato \u00e9 a sociedade de fato, geradora do direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o dos bens deixados pelo companheiro, sendo irrelevante que tenha ocorrido adulterinidade na liga\u00e7\u00e3o. A jurisprud\u00eancia dominante dos tribunais brasileiros consagra o direito da concubina \u00e0 men\u00e7\u00e3o, com base na sociedade de fato existente entre os companheiros, ou seja, nas hip\u00f3teses em que o patrim\u00f4nio do &quot;de cujus&quot; foi constitu\u00eddo pelo esfor\u00e7o comum de ambos.<\/p>\n<p>Na realidade, o direito, na hip\u00f3tese, n\u00e3o decorre do concubinato, mas, sim, da sociedade de fato. Atribui-se \u00e0 concubina um direito como s\u00f3cia de fato que foi do companheiro e n\u00e3o em virtude da exist\u00eancia entre ambos de concubinato ou de rela\u00e7\u00f5es sexuais reiteradas. Pode-se afirmar at\u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial foi no sentido de admitir o direito da companheira como &quot;s\u00f3cia, n\u00e3o obstante a exist\u00eancia do concubinato e n\u00e3o em virtude da ocorr\u00eancia dele.&quot; (Ap. 275.219 &#8211; em Boletim de jurisprud\u00eancia ADCOAS, ano 1980, n\u00ba 9, p\u00e1g. 132).<\/p>\n<p>Por estes motivos, requer, mui respeitosamente, seja expedido mandado de cita\u00e7\u00e3o ao Requerido para que, conteste, a a\u00e7\u00e3o e finalmente veja ser declarado a sociedade de fato com o falecido, e sua dissolu\u00e7\u00e3o, com reconhecimento de direitos de partilha do patrim\u00f4nio, cabendo-lhe \u00e0 mea\u00e7\u00e3o, condenando-se o Requerido a pagar as custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios e demais combina\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n<p>Requer provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, inclusive testemunhais.<\/p>\n<p>Requer, ainda, seja concedido a Requerente os benef\u00edcios da JUSTI\u00c7A GRATUITA, nos termos da Lei n\u00ba 1060\/50 combinada com a Lei n\u00ba 7510\/86, por se tratar de pessoa pobre na acep\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do termo.<\/p>\n<p>D\u00e1-se a presente o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<\/p>\n<p>Termos em que<\/p>\n<p>Pede Deferimento<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-28440","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/28440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=28440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}