{"id":27805,"date":"2023-07-28T23:24:48","date_gmt":"2023-07-28T23:24:48","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-28T23:24:48","modified_gmt":"2023-07-28T23:24:48","slug":"acao-de-reconhecimento-de-sociedade-de-fato-e-partilha-de-patrimonio-comum","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-reconhecimento-de-sociedade-de-fato-e-partilha-de-patrimonio-comum\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00c7\u00c3O DE RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO E PARTILHA DE PATRIM\u00d4NIO COMUM"},"content":{"rendered":"<p>RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO, <\/p>\n<p>Demanda pleiteando o reconhecimento de sociedade de fato com o &quot;de cujus&quot;, a fim de assegurar direito de mea\u00e7\u00e3o \u00e0 concubina. Bens adquiridos durante a sociedade de fato e fruto do esfor\u00e7o comum. Esposa e filho do &quot;de cujus&quot; pretendem despojar a concubina desses bens.<\/p>\n<p>EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA &#8230;.\u00aa  VARA DE FAM\u00cdLIA DA COMARCA DE &#8230;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliada nesta cidade na Rua &#8230;. n.\u00ba &#8230;. (complemento), por seu procurador e advogado no final assinado (instrumento de mandato incluso), vem respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, para propor a presente:<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA DE RECONHECIMENTO DE SOCIEDADE DE FATO,<\/strong> <\/p>\n<p>cumulada com partilha de patrim\u00f4nio comum ou indeniza\u00e7\u00e3o contra o esp\u00f3lio de &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., a ser citado atrav\u00e9s de sua inventariante nata &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, (qualifica\u00e7\u00e3o), residente na  cidade de &#8230;., pelos seguintes motivos:<\/p>\n<p>1. A Requerente viveu maritalmente com o &quot;de cujus&quot; &#8230;., durante &#8230;. anos, sendo desconhecido o seu estado civil. Na \u00e9poca, o &quot;de cujus&quot; era funcion\u00e1rio p\u00fablico, lotado na secretaria da Administra\u00e7\u00e3o. Demitido em data de &#8230;., passou a condi\u00e7\u00e3o de desempregado, assim permanecendo at\u00e9 quando assumiu o cargo de &#8230;., na empresa &#8230;.<\/p>\n<p>Durante esse tempo de desemprego, &#8230;. anos, o casal sobreviveu, com  os  poucos rendimentos que a Requerente auferia como &#8230;.,  junto \u00e0 empresa &#8230;., situada nesta cidade.<\/p>\n<p>2. Apesar dos percal\u00e7os, adquiriram com o esfor\u00e7o comum um apartamento situado nesta cidade na Rua &#8230;., financiado atrav\u00e9s do Banestado Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio, como se depreende do contrato anexo (xerox autenticada).<\/p>\n<p>Eram propriet\u00e1rios tamb\u00e9m de um autom\u00f3vel &#8230;., ano de fabrica\u00e7\u00e3o, placa &#8230;., chassis &#8230;, com os dados constantes da documenta\u00e7\u00e3o inclusa.<\/p>\n<\/p>\n<p>Durante os tempos de pen\u00faria,  pagou a Requerente os impostos incidentes sobre o im\u00f3vel, despesas de condom\u00ednio e outras tantas despesas como comprova com os inclusos documentos.<\/p>\n<p>3. Sobrevindo a morte de seu companheiro, arcou a Requerente com a totalidade das despesas de funeral, como se v\u00ea da nota do Sindicato dos Estabelecimentos Funer\u00e1rios de &#8230;.<\/p>\n<p>4- Ap\u00f3s isso, no entanto foi ela procurada por um filho do mesmo de nome &#8230;., que solicitou-lhe pertences pessoais do falecido, levando inclusive a Caminhonete &#8230;., sob condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais importunar a Requerente.<\/p>\n<p>No entanto, nos \u00faltimos tempos, vem sendo a Requerente molestada pela referida vi\u00fava, a qual insiste com ela na desocupa\u00e7\u00e3o do apartamento, como se v\u00ea  na inclusa correspond\u00eancia, assinalando-lhe inclusive prazo para a desocupa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A respeito  assim tem decidido a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Participa\u00e7\u00e3o efetiva, com o companheiro, para aquisi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio &#8211; Direito a participar desse mesmo patrim\u00f4nio, considerados os seus trabalhos n\u00e3o somente nas atividades verdadeiramente produtivas mas, tamb\u00e9m, nas do pr\u00f3prio lar &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. A concubina que, com seus esfor\u00e7os, tamb\u00e9m contribu\u00eda para a cria\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio, desde que h\u00e1 de participar com seu companheiro, pois ambos devem ser considerados como s\u00f3cio de fato.&quot;  (T.J. do R.S., em Revista dos Tribunais, vol. 417, p. 354).<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Coopera\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio em nome do companheiro &#8211;  Sociedade de fato demonstrada &#8211; Direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. Provada a coopera\u00e7\u00e3o efetiva da concubina na constru\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio, surge o seu direito \u00e0 men\u00e7\u00e3o desse acervo, como conseq\u00fcenciado princ\u00edpio segundo o qual a ningu\u00e9m \u00e9 il\u00edcito locupletar-se \u00e0 custa alheia.&quot;(TJ\/ S P.,  RT 373\/153, vol. 373, p. 153)<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINA &#8211; Sociedade de fato com o companheiro &#8211; Direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio conseguido com o esfor\u00e7o comum &#8211; A\u00e7\u00e3o procedente. A concubina tem direito a mea\u00e7\u00e3o, comprovada a exist\u00eancia de sociedade de fato na constitui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio comum, sem participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia leg\u00edtima.&quot; (TA \/ G B., RT 427\/267, vol. 427, p. 267).<\/p>\n<p>Sendo certo:<\/p>\n<p>Mas, mesmo adulterino, se chega a caracterizar-se a sociedade,  dentro da mesma premissa de que o que sobreleva \u00e9 a comunh\u00e3o de interesses, sem outras conota\u00e7\u00f5es puramente pessoais, n\u00e3o vemos porque n\u00e3o deferir a mea\u00e7\u00e3o, baseada nessa comunh\u00e3o. <\/p>\n<p>Enfrentando o problema, em julgamento, de 19 de abril de 1.979, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo repeliu o argumento da adulterinidade como poderoso para afastar o direito \u00e0 men\u00e7\u00e3o ementando:<\/p>\n<p>&quot;CONCUBINATO &#8211; SOCIEDADE DE FATO &#8211; DIREITO A MEA\u00c7\u00c3O &#8211; IRRELEV\u00c2NCIA DA ADULTERINIDADE.<\/p>\n<p>O que importa no concubinato \u00e9 a sociedade de fato, geradora do direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o dos bens deixados pelo companheiro, sendo irrelevante que tenha ocorrido adulterinidade na liga\u00e7\u00e3o. A jurisprud\u00eancia dominante dos tribunais brasileiros consagra o direito da concubina \u00e0 mea\u00e7\u00e3o, com base na sociedade de fato existente entre os companheiros, ou seja, nas hip\u00f3teses em que o patrim\u00f4nio do &quot;de cujus&quot; foi constitu\u00eddo pelo esfor\u00e7o comum de ambos.  Na realidade, o direito, na hip\u00f3tese, n\u00e3o decorre do concubinato, mas, sim da sociedade de fato, atribui-se \u00e0 concubina um direito  como s\u00f3cia de fato que foi do companheiro e n\u00e3o em virtude da exist\u00eancia entre ambos de concubinato ou  de rela\u00e7\u00f5es sexuais reiteradas. Pode-se afirmar at\u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial foi no sentido de admitir o direito da companheira como &quot;s\u00f3cia, n\u00e3o obstante a exist\u00eancia do concubinato e n\u00e3o obstante a exist\u00eancia do concubinato e n\u00e3o em  virtude da ocorr\u00eancia dele.&quot; (Ap. 275.219 &#8211; em Boletim de Jurisprud\u00eancia ADCOAS, ano 1.980, n.\u00ba 9, p\u00e1g. 132).<\/p>\n<p>Por estes motivos requer, mui respeitosamente, seja expedido mandado de cita\u00e7\u00e3o do  Requerido para que  conteste a a\u00e7\u00e3o e finalmente veja ser reconhecida a sociedade de fato  da Requerente com o &quot;de cujus&quot;, e sua dissolu\u00e7\u00e3o, com reconhecimento de direitos de partilha do patrim\u00f4nio, cabendo-lhe a mea\u00e7\u00e3o, condenado-se o Requerido a pagar as custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios e demais comina\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n<p>Requer provar o alegado por todos os meios em direito admitido, inclusive testemunhais.<\/p>\n<p>Requer, ainda, seja concedido a Requerente os benef\u00edcios da JUSTI\u00c7A GRATUITA, nos termos da Lei n.\u00ba 1060\/50 combinada com a Lei n.\u00ba 7510\/86, por se tratar de pessoa pobre na acep\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do termo.<\/p>\n<\/p>\n<p>D\u00e1-se a presente o valor de R$ &#8230;..<\/p>\n<p>Nestes Termos<\/p>\n<p>Pede Deferiemnto<\/p>\n<p>&#8230;., &#8230;. de &#8230;. de &#8230;..<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-27805","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/27805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=27805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}