{"id":27547,"date":"2023-07-28T22:58:58","date_gmt":"2023-07-28T22:58:58","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-28T22:58:58","modified_gmt":"2023-07-28T22:58:58","slug":"acao-de-indenizacao-por-acidente-de-trabalho-com-culpa-da-re-reparacao-de-danos","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-indenizacao-por-acidente-de-trabalho-com-culpa-da-re-reparacao-de-danos\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Acidente de Trabalho com Culpa da R\u00e9: Repara\u00e7\u00e3o de Danos"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O DE REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS POR ACIDENTE DE TRABALHO<\/strong>. Culpa da r\u00e9 no evento causador do acidente. Modalidade de culpa: neglig\u00eancia.<\/p>\n<p>EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA &#8230;. \u00aa VARA FEDERAL DA CIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O JUDICI\u00c1RIA DO ESTADO DO &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (qualifica\u00e7\u00e3o), portadora da C\u00e9dula de Identidade\/RG n\u00ba &#8230;., residente e domiciliada na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., na Cidade de &#8230;., vem, respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, por interm\u00e9dio de seu advogado, (procura\u00e7\u00e3o inclusa), nos termos do arts. 282 e seguintes do CPC, propor<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O DE REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS <\/strong><\/p>\n<p><strong>POR ACIDENTE DE TRABALHO<\/strong><\/p>\n<p>contra a &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, com sede na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., na Cidade de &#8230;., pelas raz\u00f5es de fato e de direito a seguir aduzidas:<\/p>\n<h1>DOS FATOS<\/h1>\n<p>1. A Autora era funcion\u00e1ria da R\u00e9, tendo sido contratada, na fun\u00e7\u00e3o de &#8230;., em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., como se comprova com documento incluso (doc. &#8230;.). Foi lotada para trabalhar na &#8230;.<\/p>\n<p>Decorrente da promulga\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a sua fun\u00e7\u00e3o foi transformada em cargo p\u00fablico, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. (doc. &#8230;.)<\/p>\n<p>Neste interregno foi designada para a fun\u00e7\u00e3o de &#8230;. do Restaurante &#8230;. (doc. &#8230;.)<\/p>\n<p>2. No dia &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., por volta das &#8230;. horas, a Autora, por determina\u00e7\u00e3o de seu superior hier\u00e1rquico, foi executada a higieniza\u00e7\u00e3o de um equipamento, movido a eletricidade, utilizado para fazer massa.<\/p>\n<p>A necessidade da limpeza de tal equipamento era decorrente de estar desativado, a muito tempo, tanto que a Autora j\u00e1 n\u00e3o o operava a mais de &#8230;. (&#8230;.) anos.<\/p>\n<p>3. Para proceder a limpeza do equipamento, foi determinado \u00e0 Autora, a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e sab\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a limpeza era necess\u00e1rio que o equipamento estivesse ligado.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a Autora estava usando bota.<\/p>\n<p>4. Quanto procedia a limpeza do equipamento, em decorr\u00eancia da \u00e1gua e sab\u00e3o sobre o ch\u00e3o liso, a Autora veio a escorregar e, consequentemente, perdeu o equil\u00edbrio, ocasi\u00e3o que sua m\u00e3o direita adentrou entre os cilindros utilizado para amassadura.<\/p>\n<p>Mesmo sentido enorme dor, a Autora conseguiu desligar o equipamento.<\/p>\n<p>O supra relatado est\u00e1 comprovado, nos termos da Comiss\u00e3o designada pela Portaria n\u00ba &#8230;., da Pr\u00f3-Reitoria de Recursos Humanos, documentos incluso (doc. &#8230;.) para apura\u00e7\u00e3o do acidente, como consta do documento anexo (doc. &#8230;.)<\/p>\n<p>&quot;&#8230;<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o reuniu-se visando levantar os fatos que culminaram com o acidente da servidora &#8230;., matr\u00edcula n\u00ba &#8230;., \u00e0s &#8230;. horas e &#8230;. minutos do dia &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. A servidora quando executava a higieniza\u00e7\u00e3o de um equipamento, (cilindro de massa), escorregou e desequilibrou-se prendendo a m\u00e3o direita no rolo. Para execu\u00e7\u00e3o da limpeza \u00e9 necess\u00e1rio que o cilindro  esteja ligado. Foram ouvidos os servidores: &#8230;., &#8230;., &#8230;. e &#8230;., que presenciaram o acidente e conformaram os fatos descritos pela acidente.&quot;<\/p>\n<p>5. O acidente ensejou graves conseq\u00fc\u00eancias \u00e0 integridade f\u00edsica da Autora, produzindo, tamb\u00e9m, nefastos efeitos morais, como adiante ficar\u00e1 comprovado.<\/p>\n<p>Os danos f\u00edsicos, conforme LAUDO M\u00c9DICO N\u00ba &#8230;., c\u00f3pia juntada (doc. &#8230;.), tem o seguinte DIAGN\u00d3STICO e PARECER: <\/p>\n<p>&quot;DIAGN\u00d3STICO: Acidente de servi\u00e7o, com perda total do terceiro dedo, perda parcial do polegar a n\u00edvel da falange proximal, retra\u00e7\u00e3o do segundo quarto e quinto dedos da m\u00e3o direita. Redu\u00e7\u00e3o funcional de no m\u00ednimo 50%.<\/p>\n<p>PARECER: Invalidade total para atividades laborativas.&quot;<\/p>\n<p>6. Em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., a Autora veio a protocolar Requerimento ao Magn\u00edfico Reitor da &#8230;., onde deduzia os seus problemas para, finalmente, requerer uma indeniza\u00e7\u00e3o ante os problemas advindos pela sua inutilidade para o servi\u00e7o, inclusive como dona de casa.<\/p>\n<p>O Requerimento foi protocolado sob n\u00ba &#8230;., sendo que no doc. &#8230;., encontramos despacho exarado pelo DAP, onde se constata: <\/p>\n<p>&quot;DN\/DAP<\/p>\n<p>Primeiramente, solicitamos o encaminhamento do presente processo \u00e0 Comiss\u00e3o de Sa\u00fade Ocupacional, solicitando que seja elaborado per\u00edcia m\u00e9dica na requerente, visando estipular em valores atuais, qual seria o valor indenizat\u00f3rio que poderia cobrir as perdas que a ex-servidora vem sofrendo.&quot;<\/p>\n<p>Pelo supra letrado, fica evidenciado que a pr\u00f3pria R\u00e9 tem consci\u00eancia e confessa, que teve CULPA pelo acidente e est\u00e1 a dever repara\u00e7\u00e3o \u00e0 Autora.<\/p>\n<p>O pedido supra transcrito, foi respondido, documento incluso (doc. &#8230;.), pela Dra. &#8230;., em cujo PARECER &#8230;., define:<\/p>\n<p>&quot;Em resposta &#8230;.<\/p>\n<p>1. As les\u00f5es residuais decorrentes do acidente em servi\u00e7o, sofrido em &#8230;\/&#8230;\/&#8230;, afetam o exerc\u00edcio profissional impossibilitando o desempenho de qualquer fun\u00e7\u00e3o &#8211; motivo da sua aposentadoria por invalidez permanente;<\/p>\n<p>2. Qualifica\u00e7\u00e3o das seq\u00fcelas:<\/p>\n<p>O acidente caracterizou-se por les\u00f5es m\u00faltiplas interdependentes, na m\u00e3o direita do membro superior principal, ocasionando a perda da anatomia de 62% (sessenta e dois por cento), comprometimento de 53% (cinq\u00fcenta e tr\u00eas por cento) dos movimentos articulares por imobilidade e redu\u00e7\u00e3o e perda de 72% (setenta e dois por cento) da capacidade funcional.<\/p>\n<p>3. Crit\u00e9rio utilizado para a avalia\u00e7\u00e3o: Tabela de Avalia\u00e7\u00e3o de Seq\u00fcelas do INSS (SUS).&quot;<\/p>\n<p>Como se depara do Parecer M\u00e9dico, a Autora perdeu 72% (setenta e dois por cento) de sua capacidade funcional da m\u00e3o direita, ou seja, definiu total perda de utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e3o importante membro, pois a Autora \u00e9 destra.<\/p>\n<p>O Requerimento em si n\u00e3o foi decidido pela Autoridade a quem se requereu, porque, os documentos finais, documentos &#8230;. e &#8230;., diz respeito a um Parecer Jur\u00eddico, concluindo pelo INDEFERIMENTO da indeniza\u00e7\u00e3o pretendida, do qual foi dado ci\u00eancia \u00e0 Autora, doc. &#8230;.<\/p>\n<p>7. Do supra relatado e comprovado, pode-se concluir que:<\/p>\n<p>a) a Autora sofreu um acidente de trabalho;<\/p>\n<p>b) o acidente ocorreu por estar cumprindo ordem superior;<\/p>\n<p>c) a ordem foi para Autora desempenhar trabalho que n\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o e para a qual foi designada, pois na fun\u00e7\u00e3o de &#8230;. n\u00e3o lhe caberia proceder a limpeza dos equipamentos, atribui\u00e7\u00e3o, claramente, dos ocupantes dos cargos de Servi\u00e7os Gerais ou de Manuten\u00e7\u00e3o ou Limpeza, Zeladoria, etc;<\/p>\n<p>d) tendo em vista o grande per\u00edodo de inoper\u00e2ncia, a vistoria, revis\u00e3o e limpeza do equipamento, deveria ser procedido, indubitavelmente, por algum dos servi\u00e7os t\u00e9cnicos, especializados em manuten\u00e7\u00e3o e equipamentos el\u00e9tricos e nunca a Autora;<\/p>\n<p>e) o modo de limpeza, com o equipamento ligado, com eletricidade e \u00e1gua, que aumenta, em muito o perigo de &quot;choque&quot;, e em ch\u00e3o liso, nunca poderia se ter ordenado para que a Autora o desempenhasse;<\/p>\n<p>f) a R\u00e9, atrav\u00e9s de seu preposto, veio incorrer em GRAVE CULPA, pois, indubitavelmente, em raz\u00e3o dos problemas no equipamento, poder-se-ia, claramente, prever e ter consci\u00eancia do perigo em que foi colocada a integridade f\u00edsica da Autora, tanto que aconteceu o acidente; e, portanto,<\/p>\n<p>g) a responsabilidade da R\u00e9, pelo acidente e os nefastos efeitos dele decorrentes, \u00e9 inafast\u00e1vel.<\/p>\n<p>8. Ante ao supra exposto, s\u00f3 resta, \u00e0 Autora, vir procurar o respaldo do Judici\u00e1rio, objetivando ver atendida nos seus direitos, para que haja verdadeiramente repara\u00e7\u00e3o pelos danos f\u00edsicos e morais, sofridos, ante acidente de trabalho, ocasionado, exclusivamente por CULPA GRAVE, em ato emanado da R\u00e9.<\/p>\n<p><strong>DO DIREITO<\/strong><\/p>\n<p>9. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no inciso XXVIII, do artigo 7\u00ba, expressa de maneira clara que:<\/p>\n<p>&quot;Art. 7\u00ba &#8211; S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social:<\/p>\n<p>XXVIII &#8211; seguro contra acidente de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indeniza\u00e7\u00e3o a que est\u00e1 obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.&quot; (destacamos e grifamos)<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 princ\u00edpio constitucional que se houver um acidente de trabalho, por culpa do empregador, este dever\u00e1 responder pela indeniza\u00e7\u00e3o, obrigatoriamente.<\/p>\n<p>No nosso C\u00f3digo Civil, o definido no seu art. 159 \u00e9 de uma clareza meridiana, quando letra:<\/p>\n<p>&quot;Art. 159. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia, ou imprud\u00eancia violar direito, ou causar preju\u00edzo a outrem, fica obrigado a reparar o danos.&quot;<\/p>\n<p>J\u00e1 o inciso III, do art. 1521, do mesmo Diploma Legal, expressa: <\/p>\n<p>&quot;Art. 1521. S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>III &#8211; O patr\u00e3o, o amo ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhes competir, ou por ocasi\u00e3o dele.&quot; (destacamos)<\/p>\n<p>Pelo consignado no nosso C\u00f3digo Civil, fica consistente o entendimento de que havendo dano, por neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia de preposto, o empregador \u00e9 o respons\u00e1vel pela repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Egr\u00e9gio Supremo Tribunal Federal j\u00e1 apaziguou tal entendimento, na S\u00famula 341: <\/p>\n<p>&quot;\u00c9 presumida a culpa do patr\u00e3o ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto.&quot;<\/p>\n<p>11. At\u00e9 o advento da atual Constitui\u00e7\u00e3o Federal, se utilizava o que consta da S\u00famula 229, do STF, a qual ensejava determinar que &quot;A indeniza\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria n\u00e3o exclui a do direito comum, em caso de dolo ou culpa grave do empregador&quot; (destaque nosso).<\/p>\n<p>Assim, s\u00f3 haveria responsabilidade desde que se provasse que o empregador houvesse praticado o ato ou omiss\u00e3o com CULPA GRAVE.<\/p>\n<p>Contudo, como se depara do dispositivo constitucional, supra transcritos, o princ\u00edpio se define que a responsabilidade surge com culpa, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio que ela seja graduada com grave.<\/p>\n<p>O colendo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A, j\u00e1 decidiu sobre o assunto, e de maneira indubit\u00e1vel ementou:<\/p>\n<p>&quot;RESPONSABILIDADE CIVIL &#8211; ACIDENTE DE TRABALHO &#8211; CULPA LEVE DO EMPREGADOR &#8211; FATO ANTERIOR \u00c0 CF\/88.<\/p>\n<p>ACIDENTE DE TRABALHO &#8211; APLICA\u00c7\u00c3O DA NORMA CONSTITUCIONAL A FATO OCORRIDO ANTES DE SUA VIG\u00caNCIA. ALEGA\u00c7\u00c3O DE QUE CONTRARIANDO O DISPOSTO NO ARTIGO 6\u00ba DA LEI DE INTRODU\u00c7\u00c3O AO C\u00d3DIGO CIVIL. Para que uma norma possa determinar o conte\u00fado da outra, necess\u00e1rio que uma tenha hierarquia superior. A lei ordin\u00e1ria n\u00e3o se pode dizer violada porque outra, da mesma hierarquia, disp\u00f5es de modo diverso. Menos ainda se a norma posterior \u00e9 constitucional. Hip\u00f3tese em que, de qualquer sorte, era desnecess\u00e1ria a invoca\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o. Com a integra\u00e7\u00e3o o seguro acidente do trabalho no sistema da Previd\u00eancia Social, revogadas, por mais se justificarem, as normas constantes dos Decretos-lei 7.036\/44 e 293\/67, haver\u00e1 responsabilidade do empregador, com base no direito comum, desde que haja concorrido com CULPA, AINDA QUE LEVE, PARA O ACIDENTE&quot;. (Ac. un. da 3\u00ba T do STJ &#8211; Resp 30.396-9-SC &#8211; Rel. Min. Eduardo Ribeiro &#8211; j. 07.02.95 &#8211; DJU 1 03.04.95, p. 8.127. In Repert\u00f3rio IOB de Jurisprud\u00eancia &#8211; 1\u00aa quinzena de junho de 1995 &#8211; n\u00ba 11\/95 &#8211; p\u00e1gina 171.<\/p>\n<p>Pelo decidido conclui-se inexoravelmente que ap\u00f3s o advento do princ\u00edpio constitucional, o empregado deve ser responsabilizado por repara\u00e7\u00e3o de danos, quando incorrer em CULPA, independente de sua gradua\u00e7\u00e3o, mesmo que LEVE.<\/p>\n<p><strong>DO DIREITO DA AUTORA<\/strong><\/p>\n<p><strong>DA RESPONSABILIDADE DA R\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>12. Pelo supra alegado, demonstrado e comprovado o acidente sofrido pela Autora decorreu de ato emanado de preposto da R\u00e9.<\/p>\n<p>Neste ato fica evidenciado, manifestamente, a neglig\u00eancia e imprud\u00eancia da R\u00e9, em mandar que a Autora viesse a proceder limpeza em equipamento el\u00e9trico, ligado, em ch\u00e3o liso e que estava inoperante a mais de &#8230;. anos.<\/p>\n<p>Mesmo que se queira arg\u00fcir a gradua\u00e7\u00e3o da CULPA, ela fica evidente que \u00e9 GRAVE, porque se ordena que funcion\u00e1rio exer\u00e7a atividade que n\u00e3o \u00e9 inerente a sua fun\u00e7\u00e3o, com a possibilidade de vir a sofrer at\u00e9 acidente que poderia ter lhe ocasionado danos mais graves, porque n\u00e3o dizer, a sua morte.<\/p>\n<p>Ainda, pelo que consta em princ\u00edpio de ordem constitucional, a responsabilidade de responder pelos danos, independente da gradua\u00e7\u00e3o da culpa.<\/p>\n<p>Assim sendo, fica \u00f3bvio, evidente e intuitivo que a R\u00e9 deve responder pelos danos f\u00edsicos e morais que, por ato seu, veio a Autora a sofrer e padecer pelo resto de sua vida.<\/p>\n<p>13. Com as seq\u00fcelas, decorrentes do acidente, a Autora teve a capacidade de trabalho diminu\u00edda, em muito, advindo da\u00ed in\u00fameros problemas no seu cotidiano.<\/p>\n<p>Tendo, ainda, o esposo com idade avan\u00e7ada, dependente do aux\u00edlio da Autora para lavar, cozinhar, limpar, etc.<\/p>\n<p>Estes servi\u00e7os a Autora n\u00e3o pode mas desempenhar em sua casa, dependendo de filhos e empregadas que teve de contratar.<\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m dos gastos que tem com servi\u00e7ais, a Autora venho a enfrentar problemas de ordem moral, porque nem a sua casa pode administrar, porque depende de aux\u00edlio.<\/p>\n<p>Em suma, no final da vida, a Autora vem a ter graves problemas de ordem financeira e moral, porque est\u00e1 totalmente incapacitada para vir desempenhar tarefas inerentes a mulher dentro de seu lar.<\/p>\n<p>14. Entre a data do acidente e a perspectiva de uma vida at\u00e9 os 70 (setenta) anos, s\u00e3o 140 (cento e quarenta) meses.<\/p>\n<p>Dentro do contexto, fica evidenciado que para ter uma empregada dom\u00e9stica, a Autora est\u00e1 gastando e dever\u00e1 dispender, no m\u00ednimo 2 (dois) sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais.<\/p>\n<p>Como dano moral, atendendo ao problema est\u00e9tico agravado pela impossibilidade de desempenhar a sua atividade dom\u00e9stica, poder-se-\u00e1 deduzir que a Autora tenha, no m\u00ednimo, direito a 5 (cinco) sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais.<\/p>\n<p>Tais valores s\u00e3o, indubitavelmente, moderados.<\/p>\n<p>Assim teria a Autora direito a obter a 7 (sete) sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, durante os 140 (cento e quarenta) meses de sua proje\u00e7\u00e3o de vida, resultando uma indeniza\u00e7\u00e3o por dano f\u00edsico e moral, no equivalente a 980 (novecentos e oitenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Isto sem que a R\u00e9 tenha, efetivamente, ressarcido todos os seus danos ocasionados \u00e0 Autora, principalmente, os de ordem moral.<\/p>\n<h1>DO PEDIDO<\/h1>\n<p>15. Isto posto, REQUER a V. Exa., a cita\u00e7\u00e3o da R\u00e9, em seu representante legal no endere\u00e7o contido no pre\u00e2mbulo, para contestar a presente, querendo, no aprazado de lei.<\/p>\n<p>Protesta-se por todos os meios de prova admitidos em direito em especial, a ouvida do representante legal da R\u00e9, bem como, as testemunhais e periciais, se necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao final, pede-se a condena\u00e7\u00e3o da R\u00e9 para indenizar os danos causados \u00e0 Autora, nos valores supra demonstrados, com \u00fanico meio de ressarcir os danos que esta veio a sofrer, por culpa daquela, acrescidos das custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, atendendo os ditames jur\u00eddicos v\u00e1lidos e aceitos.<\/p>\n<p>Por ser de inteira justi\u00e7a, se REQUER o benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita, ante a impossibilidade da Autora em arcar com as custas antecipadas.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 presente o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<p>.Advogado OAB\/&#8230;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-27547","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/27547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=27547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}