{"id":25197,"date":"2023-07-28T21:28:31","date_gmt":"2023-07-28T21:28:31","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-28T21:28:31","modified_gmt":"2023-07-28T21:28:31","slug":"embargos-a-execucao-fiscal-fazenda-publica-fundamentos-de-direito-e-jurisprudencia","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/embargos-a-execucao-fiscal-fazenda-publica-fundamentos-de-direito-e-jurisprudencia\/","title":{"rendered":"[MODELO] Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o Fiscal  &#8211;  Fazenda P\u00fablica  &#8211;  Fundamentos de Direito e Jurisprud\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>            FISCAL<\/p>\n<\/p>\n<p>Excelent\u00edssimo Senhor Juiz Federal da &#8230;  Vara das Execu\u00e7\u00f5es Fiscais <\/p>\n<p>da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de &#8230;. \u2013 Estado de &#8230;.<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o Fiscal<\/p>\n<p>Autos do processo numero: &#8230;<\/p>\n<p>Embargante: &#8230;<\/p>\n<p>Embargada: Fazenda P\u00fablica &#8230;<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>T\u00cdCIO, nacionalidade &#8230;, estado civil &#8230;, profiss\u00e3o &#8230;, portador da <\/p>\n<p>c\u00e9dula de identidade RG n\u00b0 &#8230;, inscrito no Cadastro de Pessoas F\u00edsicas <\/p>\n<p>do Minist\u00e9rio da Fazenda CPF\/MF sob o n\u00b0 &#8230;, residente e domiciliado <\/p>\n<p>na Rua &#8230;, bairro &#8230;, na cidade de &#8230;, Estado de &#8230;, por seu advogado  <\/p>\n<p>que a esta subscreve, com fulcro nos artigos 16 da Lei 6.830, de 22 de <\/p>\n<p>setembro de 100080 e artigos 763 e 282 e seguintes do C\u00f3digo de <\/p>\n<p>Processo Civil, bem corno artigo 164 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, <\/p>\n<p>tempestivamente, vem perante Vossa Excel\u00eancia, estando garantida a <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o por meio da necess\u00e1ria penhora, nos termos do artigo 16, <\/p>\n<p>par\u00e1grafo 1\u00b0 da Lei 6.830, de 22 de setembro de 100080 opor<\/p>\n<p>      EMBARGOS \u00c1 EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL.<\/p>\n<p>que a Fazenda P\u00fablica &#8230; lhe  move, pelos motivos de fato e de direito <\/p>\n<p>a seguir expostos:<\/p>\n<p>      DO SUPORTE F\u00c1TICO DA A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A autora desenvolve atividades no ramo de &#8230;<\/p>\n<p>(Narrar os fatos minuciosamente)<\/p>\n<p>Entretanto tal situa\u00e7\u00e3o, como restar\u00e1 provado pelas raz\u00f5es de direito a <\/p>\n<p>seguir expostas, n\u00e3o poder\u00e1 encontrar guarida neste digno ju\u00edzo.<\/p>\n<p>      DOS FUNDAMENTOS DE DIREITO<\/p>\n<p>A exa\u00e7\u00e3o em comento n\u00e3o pode prosperar (demonstrar o fundamento <\/p>\n<p>constitucional ou infraconstitucional que da tese defendida)<\/p>\n<p>(Fundamentar a ilegalidade ou inconstitucionalidade, pontuando que o <\/p>\n<p>n\u00e3o atendimento dever\u00e1 prejudicar o seu cliente).<\/p>\n<p>Conclu\u00ed-se desta forma que &#8230;<\/p>\n<p>Corroboram nossas assertivas os ensinamentos do renomado jurista &#8230;, <\/p>\n<p>que em sua obra &#8230;, leciona que &#8230; <\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia \u00e9 pac\u00edfica no sentido de que:<\/p>\n<p>\u201cPROCESSUAL CIVIL \u2013 TRIBUT\u00c1RIO \u2013 EMBARGOS DE <\/p>\n<p>DECLARA\u00c7\u00c3O \u2013 PRETENS\u00c3O DE REEXAME DE MAT\u00c9RIA <\/p>\n<p>DE M\u00c9RITO (EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL \u2013 <\/p>\n<p>DESIST\u00caNCIA \u2013 REFIS \u2013 ADES\u00c3O \u2013 HONOR\u00c1RIOS <\/p>\n<p>ADVOCAT\u00cdCIOS \u2013 DESCABIMENTO) \u2013 INOBSERV\u00c2NCIA <\/p>\n<p>DAS EXIG\u00caNCIAS DO ART. 535, E INCISOS, DO CPC \u2013 1. <\/p>\n<p>Inocorrentes as hip\u00f3teses de omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o, obscuridade ou <\/p>\n<p>erro material, n\u00e3o h\u00e1 como prosperar o inconformismo, cujo real <\/p>\n<p>objetivo \u00e9 a pretens\u00e3o de reformar o decisum no que pertine \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>de honor\u00e1rios advocat\u00edcios nos casos de desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o por parte <\/p>\n<p>do optante do REFIS, o que \u00e9 invi\u00e1vel de ser revisado em sede de <\/p>\n<p>embargos de declara\u00e7\u00e3o, dentro dos estreitos limites previstos no artigo <\/p>\n<p>535 do CPC. 2. Embargos de declara\u00e7\u00e3o rejeitados. (STJ \u2013 EARESP <\/p>\n<p>487285 \u2013 RS \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. Luiz Fux \u2013 DJU 28.10.2003 \u2013 p. <\/p>\n<p>0010005) <\/p>\n<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL \u2013 EMPRESA \u2013 <\/p>\n<p>Concordat\u00e1ria com posterior declara\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia. Multa morat\u00f3ria. <\/p>\n<p>Afastamento. Possibilidade. Precedente da eg. 1\u00aa se\u00e7\u00e3o. Tratando-se <\/p>\n<p>de empresa em regime de concordata com posterior decreta\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>fal\u00eancia, h\u00e1 que ser afastada a exig\u00eancia da multa morat\u00f3ria, no intuito <\/p>\n<p>de evitar que tal penalidade recaia sobre os credores habilitados no <\/p>\n<p>processo falimentar, alheios \u00e0 infra\u00e7\u00e3o (ERESP. 16000.727\/PR). Recurso <\/p>\n<p>Especial n\u00e3o conhecido. (STJ \u2013 RESP 246630 \u2013 PR \u2013 2\u00aa T. \u2013 Rel. <\/p>\n<p>Min. Francisco Pe\u00e7anha Martins \u2013 DJU 28.10.2003 \u2013 p. 00244)<\/p>\n<p>PROCESSO CIVIL \u2013 EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL \u2013 <\/p>\n<p>DESIST\u00caNCIA \u2013 REFIS \u2013 ADES\u00c3O \u2013 EXTIN\u00c7\u00c3O DO <\/p>\n<p>PROCESSO COM JULGAMENTO DE M\u00c9RITO \u2013 1. A Lei n\u00ba <\/p>\n<p>000.00064\/2012, no seu art. 2\u00ba, \u00a7 6\u00ba, tem como destinat\u00e1rios os autores das <\/p>\n<p>a\u00e7\u00f5es que versam os cr\u00e9ditos submetidos ao REFIS. Em conseq\u00fc\u00eancia, <\/p>\n<p>tanto o particular em a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria, quanto a Fazenda que aceita a <\/p>\n<p>op\u00e7\u00e3o ao programa, renunciam ao direito em que se fundam as a\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>respectivas, porquanto, mutatis mutandi, a inser\u00e7\u00e3o no REFIS importa <\/p>\n<p>nova\u00e7\u00e3o \u00e0 luz do art. 110 do CTN c\/c o art. 000000000, I, do CC. 2.. Os <\/p>\n<p>embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o t\u00eam natureza de a\u00e7\u00e3o de conhecimento <\/p>\n<p>introduzida no organismo do processo de execu\u00e7\u00e3o. Em conseq\u00fc\u00eancia, <\/p>\n<p>a op\u00e7\u00e3o pelo REFIS importa em o embargante renunciar ao direito em <\/p>\n<p>que se funda a sua oposi\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito \u00e0 execu\u00e7\u00e3o. Considere-se, <\/p>\n<p>ainda, que a op\u00e7\u00e3o pelo REFIS exterioriza reconhecimento da <\/p>\n<p>legitimidade do cr\u00e9dito. 3. Recurso Especial a que se nega provimento. <\/p>\n<p>(STJ \u2013 RESP 542071 \u2013 RS \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. Luiz Fux \u2013 DJU <\/p>\n<p>20.10.2003 \u2013 p. 00236) <\/p>\n<p>PROCESSUAL CIVIL \u2013 AGRAVO REGIMENTAL \u2013 EXECU\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>FISCAL \u2013 CANCELAMENTO DA INSCRI\u00c7\u00c3O DA D\u00cdVIDA <\/p>\n<p>ATIVA \u2013 EXTIN\u00c7\u00c3O DO PROCESSO \u2013 CITA\u00c7\u00c3O EFETIVADA <\/p>\n<p>\u2013 CUSTAS E HONOR\u00c1RIOS DEVIDOS \u2013 PRECEDENTES \u2013 1. <\/p>\n<p>Agravo Regimental interposto contra decis\u00e3o que negou provimento ao <\/p>\n<p>agravo de instrumento ofertado pela parte agravante. 2. O ac\u00f3rd\u00e3o a <\/p>\n<p>quo, em execu\u00e7\u00e3o fiscal, reconheceu que no cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>do d\u00e9bito ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o da devedora \u00e9 cab\u00edvel a imposi\u00e7\u00e3o de \u00f4nus de <\/p>\n<p>sucumb\u00eancia \u00e0 exeq\u00fcente. 3. O art. 26, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais (n\u00ba <\/p>\n<p>6.830\/80), estabelece que \u00abse, antes da decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, a <\/p>\n<p>inscri\u00e7\u00e3o de d\u00edvida ativa for, a qualquer t\u00edtulo, cancelada, a execu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>ser\u00e1 extinta, sem qualquer \u00f4nus para as partes\u00bb. 4. No entanto, pac\u00edfico <\/p>\n<p>o entendimento nesta Corte Superior no sentido de que, em executivo <\/p>\n<p>fiscal, sendo cancelada a inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa e j\u00e1 tendo ocorrido a <\/p>\n<p>cita\u00e7\u00e3o do devedor, mesmo sem resposta, a extin\u00e7\u00e3o do feito implica a <\/p>\n<p>condena\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica ao pagamento das custas processuais <\/p>\n<p>e honor\u00e1rios advocat\u00edcios. 5. Aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula n\u00ba 153, do Superior <\/p>\n<p>Tribunal de Justi\u00e7a: \u00aba desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o fiscal, ap\u00f3s o <\/p>\n<p>oferecimento dos embargos, n\u00e3o exime o exeq\u00fcente dos encargos da <\/p>\n<p>sucumb\u00eancia\u00bb. Precedentes. 6. Agravo regimental n\u00e3o provido. (STJ \u2013 <\/p>\n<p>AGA 40002406 \u2013 SP \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. Jos\u00e9 Delgado \u2013 DJU <\/p>\n<p>13.10.2003 \u2013 p. 00241) <\/p>\n<p>PROCESSUAL CIVIL \u2013 DESIST\u00caNCIA DE A\u00c7\u00c3O PARA <\/p>\n<p>ADES\u00c3O AO REFIS \u2013 HONOR\u00c1RIOS ADVOCAT\u00cdCIOS \u2013 <\/p>\n<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O MOVIDA PELO INSS \u2013 <\/p>\n<p>CABIMENTO \u2013 1. S\u00e3o dois os dispositivos que tratam de honor\u00e1rios <\/p>\n<p>advocat\u00edcios em caso de ades\u00e3o ao REFIS: O \u00a7 3\u00ba do art. 13 da Lei n\u00ba <\/p>\n<p>000.00064\/00 e o \u00a7 3\u00ba do art. 5\u00ba da Medida Provis\u00f3ria 2.061\/00, <\/p>\n<p>convertida na Lei n\u00ba 10.18000\/01. N\u00e3o foi objetivo deles criar nova <\/p>\n<p>hip\u00f3tese de condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios, nem modificar as regras de <\/p>\n<p>sucumb\u00eancia previstas no CPC ou em outra legisla\u00e7\u00e3o. Simplesmente <\/p>\n<p>estabeleceram que a verba honor\u00e1ria que for devida em decorr\u00eancia de <\/p>\n<p>desist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial para fins de ades\u00e3o ao REFIS tamb\u00e9m <\/p>\n<p>poder\u00e1 ser inclu\u00edda no parcelamento e seu valor m\u00e1ximo ser\u00e1 de 1% do <\/p>\n<p>d\u00e9bito consolidado. 2. Assim entendidos os dispositivos, verifica-se que <\/p>\n<p>a incid\u00eancia ou n\u00e3o da verba honor\u00e1ria deve ser examinada caso a <\/p>\n<p>caso, n\u00e3o com base na legisla\u00e7\u00e3o do REFIS, mas sim na legisla\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>processual pr\u00f3pria. Casos haver\u00e1 em que os honor\u00e1rios ser\u00e3o devidos <\/p>\n<p>por aplica\u00e7\u00e3o do art. 26 do CPC, e em outros casos ser\u00e3o indevidos <\/p>\n<p>por for\u00e7a de outra norma (V.g., mandados de seguran\u00e7a). 3. Em se <\/p>\n<p>tratando de embargos a execu\u00e7\u00e3o fiscal promovida pelo INSS \u2013 em <\/p>\n<p>que n\u00e3o h\u00e1, portanto, a inclus\u00e3o do encargo legal do Decreto-Lei n\u00ba <\/p>\n<p>1.025\/6000 -, a desist\u00eancia acarreta a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios <\/p>\n<p>advocat\u00edcios, na forma e nos limites da legisla\u00e7\u00e3o acima referida. 4. <\/p>\n<p>Recurso Especial parcialmente provido. (STJ \u2013 RESP 40006652 \u2013 RS \u2013 <\/p>\n<p>1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. Teori Albino Zavascki \u2013 DJU 06.10.2003 \u2013 p. <\/p>\n<p>00214) <\/p>\n<p>PROCESSUAL CIVIL \u2013 DESIST\u00caNCIA DE A\u00c7\u00c3O PARA <\/p>\n<p>ADES\u00c3O AO REFIS \u2013 HONOR\u00c1RIOS ADVOCAT\u00cdCIOS \u2013 <\/p>\n<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O \u2013 DESCABIMENTO \u2013 INCLUS\u00c3O <\/p>\n<p>NO ENCARGO LEGAL DO DECRETO-LEI N\u00ba 1.025\/6000 \u2013 1. S\u00e3o <\/p>\n<p>dois os dispositivos que tratam de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em caso de <\/p>\n<p>ades\u00e3o ao REFIS: O \u00a7 3\u00ba do art. 13 da Lei n\u00ba 000.00064\/00 e o \u00a7 3\u00ba do <\/p>\n<p>art. 5\u00ba da Medida Provis\u00f3ria 2.061\/00, convertida na Lei n\u00ba 10.18000\/01. <\/p>\n<p>N\u00e3o foi objetivo deles criar nova hip\u00f3tese de condena\u00e7\u00e3o em <\/p>\n<p>honor\u00e1rios, nem modificar as regras de sucumb\u00eancia previstas no CPC <\/p>\n<p>ou em outra legisla\u00e7\u00e3o. Simplesmente estabeleceram que a verba <\/p>\n<p>honor\u00e1ria que for devida em decorr\u00eancia de desist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial <\/p>\n<p>para fins de ades\u00e3o ao REFIS tamb\u00e9m poder\u00e1 ser inclu\u00edda no <\/p>\n<p>parcelamento e seu valor m\u00e1ximo ser\u00e1 de 1% do d\u00e9bito consolidado. 2. <\/p>\n<p>Assim entendidos os dispositivos, verifica-se que a incid\u00eancia ou n\u00e3o da <\/p>\n<p>verba honor\u00e1ria deve ser examinada caso a caso, n\u00e3o com base na <\/p>\n<p>legisla\u00e7\u00e3o do REFIS, mas sim na legisla\u00e7\u00e3o processual pr\u00f3pria. Casos <\/p>\n<p>haver\u00e1 em que os honor\u00e1rios ser\u00e3o devidos por aplica\u00e7\u00e3o do art. 26 do <\/p>\n<p>CPC, e em outros casos ser\u00e3o indevidos por for\u00e7a de outra norma <\/p>\n<p>(V.g., mandados de seguran\u00e7a). 3. Em se tratando embargos \u00e0 <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o fiscal, a desist\u00eancia n\u00e3o acarreta novos honor\u00e1rios <\/p>\n<p>advocat\u00edcios, eis que j\u00e1 inclu\u00eddos no valor do encargo de 20% <\/p>\n<p>disciplinado no Decreto n\u00ba 1.025\/6000. 4. Recurso Especial provido. <\/p>\n<p>(STJ \u2013 RESP 56580007 \u2013 RS \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. Teori Albino Zavascki <\/p>\n<p>\u2013 DJU 06.10.2003 \u2013 p. 00235) <\/p>\n<p>PROCESSUAL CIVIL \u2013 EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O \u2013 <\/p>\n<p>AGRAVO REGIMENTAL \u2013 RECURSO \u2013 Especial. Execu\u00e7\u00e3o fiscal. <\/p>\n<p>Intima\u00e7\u00e3o pessoal do representante da Fazenda P\u00fablica. Lei n\u00ba <\/p>\n<p>6.830\/80, art. 25. Omiss\u00e3o. Inexist\u00eancia. I. Os embargos de <\/p>\n<p>declara\u00e7\u00e3o constituem recurso de r\u00edgidos contornos processuais, <\/p>\n<p>consoante disciplinamento imerso no artigo 535 do C\u00f3digo de <\/p>\n<p>Processo Civil, exigindo-se, para seu acolhimento, que estejam <\/p>\n<p>presentes os pressupostos legais de cabimento. II. Inocorrente a <\/p>\n<p>hip\u00f3tese de omiss\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como prosperar o inconformismo, cujo <\/p>\n<p>real intento \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de efeitos infringentes. III. Embargos de <\/p>\n<p>declara\u00e7\u00e3o rejeitados. (STJ \u2013 EARESP 33200052 \u2013 MG \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. <\/p>\n<p>Min. Francisco Falc\u00e3o \u2013 DJU 28.10.2003 \u2013 p. 0010001) <\/p>\n<p>RECURSO ESPECIAL \u2013 AL\u00cdNEA \u201c A \u201c \u2013 TRIBUT\u00c1RIO \u2013 <\/p>\n<p>EMBARGOS \u00c0 EXECU\u00c7\u00c3O \u2013 Fiscal. CDA. Emenda. Possibilidade <\/p>\n<p>at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a. Intima\u00e7\u00e3o para apresenta\u00e7\u00e3o de novos <\/p>\n<p>embargos. Prazo de 30 dias. Necessidade. Intelig\u00eancia do art. 2\u00ba, \u00a7 8\u00ba, <\/p>\n<p>da Lei n\u00ba 6.830\/80. A certid\u00e3o de d\u00edvida ativa pode ser substitu\u00edda at\u00e9 <\/p>\n<p>a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, ou seja, desde que a peti\u00e7\u00e3o inicial da <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o \u00e9 submetida ao despacho inicial do juiz at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da <\/p>\n<p>senten\u00e7a que decidir os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal eventualmente <\/p>\n<p>opostos (CF. Art. 2\u00ba, \u00a7 8\u00ba, da Lei n\u00ba 6.830\/80). A Fazenda P\u00fablica <\/p>\n<p>tem a prerrogativa de alterar a causa petendi no curso da a\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>executiva. Indispens\u00e1vel, no entanto, a intima\u00e7\u00e3o do executado ap\u00f3s a <\/p>\n<p>emenda do t\u00edtulo para oposi\u00e7\u00e3o de novos embargos, assinalado o prazo <\/p>\n<p>de 30 dias, na forma do artigo 2\u00ba, \u00a7 8\u00ba, da Lei de execu\u00e7\u00f5es fiscais a <\/p>\n<p>executada foi intimada do despacho que deferiu a emenda da CDA por <\/p>\n<p>meio de seu advogado, situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o supre a necessidade de <\/p>\n<p>intima\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para oposi\u00e7\u00e3o de embargos. Evidencia-se, pois, <\/p>\n<p>viola\u00e7\u00e3o ao direito de defesa do executado, que, em sua manifesta\u00e7\u00e3o, <\/p>\n<p>limitou-se a reiterar os termos contidos na peti\u00e7\u00e3o dos primeiros <\/p>\n<p>embargos e a rebater o conte\u00fado da impugna\u00e7\u00e3o, mencionando, en <\/p>\n<p>passant, a impossibilidade de emenda do t\u00edtulo executivo. Recurso <\/p>\n<p>Especial provido. (STJ \u2013 RESP 504168 \u2013 SE \u2013 2\u00aa T. \u2013 Rel. Min. <\/p>\n<p>Franciulli Netto \u2013 DJU 28.10.2003 \u2013 p. 00272) <\/p>\n<p>TRIBUT\u00c1RIO \u2013 EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL \u2013 REDIRECIONAMENTO <\/p>\n<p>\u2013 PRESSUPOSTOS DE VIABILIDADE \u2013 1. Para que se viabilize o <\/p>\n<p>redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel que a respectiva peti\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>descreva, como causa para redirecionar, uma das situa\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>caracterizadoras da responsabilidade subsidi\u00e1ria do terceiro pela d\u00edvida <\/p>\n<p>do executado. Pode-se admitir que a efetiva configura\u00e7\u00e3o da <\/p>\n<p>responsabilidade e a produ\u00e7\u00e3o da respectiva prova venham compor o <\/p>\n<p>objeto de embargos do novo executado. O que n\u00e3o se admite. E enseja <\/p>\n<p>desde logo o indeferimento da pretens\u00e3o. \u00c9 que o redirecionamento <\/p>\n<p>tenha como causa de pedir uma situa\u00e7\u00e3o que, nem em tese, acarreta a <\/p>\n<p>responsabilidade subsidi\u00e1ria do terceiro requerido. 2. Segundo a <\/p>\n<p>jurisprud\u00eancia do STJ, a simples falta de pagamento do tributo e a <\/p>\n<p>inexist\u00eancia de bens penhor\u00e1veis no patrim\u00f4nio da devedora (sociedade <\/p>\n<p>por quotas de responsabilidade limitada) n\u00e3o configuram, por si s\u00f3s, <\/p>\n<p>nem em tese, situa\u00e7\u00f5es que acarretam a responsabilidade subsidi\u00e1ria <\/p>\n<p>dos s\u00f3cios 3. A ofensa \u00e0 Lei, que pode ensejar a responsabilidade do <\/p>\n<p>s\u00f3cio, nos termos do art. 135, III, do CTN, \u00e9 a que tem rela\u00e7\u00e3o direta <\/p>\n<p>com a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria objeto da execu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se enquadra nessa <\/p>\n<p>hip\u00f3tese o descumprimento do dever legal do administrador de <\/p>\n<p>requerer a autofal\u00eancia (art. 8\u00ba do Decreto-Lei n\u00ba 7661\/45). 4. Recurso <\/p>\n<p>Especial improvido. (STJ \u2013 RESP 513555 \u2013 PR \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Min. <\/p>\n<p>Teori Albino Zavascki \u2013 DJU 06.10.2003 \u2013 p. 00218).<\/p>\n<p>\u201cN\u00famero do processo: 1.0016.0008.000314-5\/001(1) <\/p>\n<p>Relator:  D\u00c1RCIO LOPARDI MENDES  <\/p>\n<p>Relator do Acord\u00e3o:  D\u00c1RCIO LOPARDI MENDES  <\/p>\n<p>Data do acord\u00e3o:  27\/04\/2013  <\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o:  16\/05\/2013  <\/p>\n<p>Inteiro Teor:     <\/p>\n<p>EMENTA: Agravo de Instrumento &#8211; Execu\u00e7\u00e3o Fiscal &#8211; Obje\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>Pr\u00e9-executividade &#8211; Legitimidade Passiva. N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade em sede de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal, por esbarrar em norma <\/p>\n<p>espec\u00edfica que a pro\u00edbe &#8211; LEI N\u00ba 6.830\/80 &#8211; art.16, \u00a73\u00ba. Aus\u00eancia de <\/p>\n<p>Prova Inequ\u00edvoca do alegado. <\/p>\n<\/p>\n<p>AGRAVO N\u00b0 1.0016.0008.000314-5\/001 &#8211; COMARCA DE <\/p>\n<p>ALFENAS &#8211; AGRAVANTE(S): FAZENDA P\u00daBLICA ESTADO <\/p>\n<p>MINAS GERAIS &#8211; AGRAVADO(A)(S): GILBERTO DE SOUZA <\/p>\n<p>FILHO &#8211; RELATOR: EXMO. SR. DES. D\u00c1RCIO LOPARDI <\/p>\n<p>MENDES <\/p>\n<\/p>\n<p>AC\u00d3RD\u00c3O <\/p>\n<\/p>\n<p>Vistos etc., acorda, em Turma, a 4\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL do Tribunal de <\/p>\n<p>Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relat\u00f3rio de <\/p>\n<p>fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigr\u00e1ficas, <\/p>\n<p>\u00e0 unanimidade de votos, EM DAR PROVIMENTO. <\/p>\n<\/p>\n<p>Belo Horizonte, 27 de abril de 2013. <\/p>\n<\/p>\n<p>DES. D\u00c1RCIO LOPARDI MENDES &#8211; Relator <\/p>\n<\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<\/p>\n<p>O SR. DES. D\u00c1RCIO LOPARDI MENDES: <\/p>\n<\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<\/p>\n<p>Trata-se de Agravo de Instrumento interposto contra decis\u00e3o de fls. <\/p>\n<p>20\/21-TJ do Juiz da 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Alfenas, que <\/p>\n<p>acolheu obje\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade julgando-a procedente com base <\/p>\n<p>no entendimento de que, a obje\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade difere da <\/p>\n<p>exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, porque a primeira tem como <\/p>\n<p>fundamento opor-se \u00e0 execu\u00e7\u00e3o em si, enquanto a segunda se op\u00f5e ao <\/p>\n<p>titulo de cr\u00e9dito na sua inteireza, sendo ent\u00e3o pass\u00edvel de ser a obje\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>arg\u00fcida quando a quest\u00e3o se refere \u00e0 ilegitimidade passiva na execu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p>\n<p>Embasado nos documentos acostados aos autos de fls. 16\/17-TJ, <\/p>\n<p>entendeu, o juiz a quo, ter sido o agravado exclu\u00eddo da sociedade <\/p>\n<p>empres\u00e1ria, respons\u00e1vel pelo d\u00e9bito tribut\u00e1rio exeq\u00fcendo, em <\/p>\n<p>25\/0000\/100087, enquanto que os fatos geradores dos tributos que deram <\/p>\n<p>azo \u00e0 emiss\u00e3o da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa ocorreram a partir de junho <\/p>\n<p>a agosto de 10000000, portanto fatos jur\u00eddicos posteriores \u00e0 retirada do <\/p>\n<p>agravado dos quadros societ\u00e1rios. <\/p>\n<\/p>\n<p>Todavia, nas raz\u00f5es recursais (fls. 02\/10-TJ), a agravante afirma que a <\/p>\n<p>mat\u00e9ria n\u00e3o pode ser ventilada em obje\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade por <\/p>\n<p>aus\u00eancia da seguran\u00e7a do ju\u00edzo, requisito essencial previsto no art. 737, <\/p>\n<p>I, do C\u00f3digo de Processo Civil e ainda, que pelos documentos trazidos <\/p>\n<p>aos autos pelo agravado, n\u00e3o h\u00e1 como apurar, com exatid\u00e3o, a data da <\/p>\n<p>retirada do s\u00f3cio, ora agravado, e que, muito embora haja altera\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>contratual pelo qual o mesmo transfere suas cotas a Sebasti\u00e3o <\/p>\n<p>Louren\u00e7o, datada de 25\/0000\/100087, n\u00e3o consta a data em que essa <\/p>\n<p>altera\u00e7\u00e3o foi registrada na JUCEMG, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, inclusive, <\/p>\n<p>verificar qual o documento est\u00e1 registrado sob o n\u00ba 814475 conforme <\/p>\n<p>selo JUCEMG de fl. 18-TJ. <\/p>\n<\/p>\n<p>Completa que mesmo considerando que o agravado tenha se retirado <\/p>\n<p>da sociedade em 100087, n\u00e3o haveria provas de que n\u00e3o tenha retornado <\/p>\n<p>para a sociedade nas altera\u00e7\u00f5es contratuais posteriores, realizadas em <\/p>\n<p>04\/01\/10000008 e 18\/01\/100088 (fl. 16-TJ). <\/p>\n<\/p>\n<p>Assiste raz\u00e3o \u00e0 agravante. <\/p>\n<\/p>\n<p>Certo reconhecer que, sendo a legitimidade ad causam uma das <\/p>\n<p>condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o e, portanto mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica, poss\u00edvel seu <\/p>\n<p>cabimento em sede de obje\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, desde que, dos <\/p>\n<p>documentos acostados aos autos possa depreender de plano sua falta, <\/p>\n<p>o que n\u00e3o ocorre no caso em apre\u00e7o. <\/p>\n<\/p>\n<p>Patente que h\u00e1 diferen\u00e7a entre exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade e obje\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>de pr\u00e9-executividade. A primeira se presta \u00e0 defesa de mat\u00e9rias afetas <\/p>\n<p>\u00e0 direito dispositivo que possam ser comprovados de plano, j\u00e1 a <\/p>\n<p>obje\u00e7\u00e3o, n\u00e3o obstante tamb\u00e9m ser defesa que pode ser arg\u00fcida por <\/p>\n<p>simples peti\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios autos da execu\u00e7\u00e3o, portanto e tamb\u00e9m <\/p>\n<p>sem seguran\u00e7a do ju\u00edzo, abarca mat\u00e9rias de ordem p\u00fablica que podem <\/p>\n<p>ser apreciadas de of\u00edcio pelo julgador. <\/p>\n<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, a Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais, no \u00a7 3\u00ba, de seu art.16, veda <\/p>\n<p>peremptoriamente seja alegada, fora dos embargos, a exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade, que a nosso entender cont\u00e9m a obje\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a lei <\/p>\n<p>disse menos, usou a express\u00e3o &quot;exce\u00e7\u00e3o&quot; como g\u00eanero, das quais a <\/p>\n<p>exce\u00e7\u00e3o strictu sensu e a obje\u00e7\u00e3o s\u00e3o esp\u00e9cies. <\/p>\n<\/p>\n<p>A raz\u00e3o de ser da norma esculpida no comando legal supramencionado <\/p>\n<p>vem dar for\u00e7a \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de certeza e liquidez de que goza a Certid\u00e3o <\/p>\n<p>de D\u00edvida Ativa, que nada mais \u00e9 do que a culmina\u00e7\u00e3o de todo um <\/p>\n<p>procedimento administrativo serviente ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla <\/p>\n<p>defesa, tanto quando os judiciais, por for\u00e7a de mandamento <\/p>\n<p>constitucional, fazendo crer que o agravado poderia ter arg\u00fcido <\/p>\n<p>administrativamente sua ilegitimidade para afastar a inclus\u00e3o de seu <\/p>\n<p>nome no titulo executivo fiscal. <\/p>\n<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o dominante no e. Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 a n\u00e3o <\/p>\n<p>admiss\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o no processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal: <\/p>\n<\/p>\n<p>&quot;1. Doutrinariamente, entende-se que s\u00f3 por embargos \u00e9 poss\u00edvel <\/p>\n<p>defender-se o executado, admitindo-se, entretanto, a exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade. 2. Consiste a pr\u00e9-executividade na possibilidade de, <\/p>\n<p>sem embargos ou penhora, arg\u00fcir-se na execu\u00e7\u00e3o, por mera peti\u00e7\u00e3o, as <\/p>\n<p>mat\u00e9rias de ordem p\u00fablica ou as nulidades absolutas. 3. A toler\u00e2ncia <\/p>\n<p>doutrin\u00e1ria, em se tratando de execu\u00e7\u00e3o fiscal, esbarra em norma <\/p>\n<p>espec\u00edfica que pro\u00edbe a pr\u00e9-executividade&quot;. (LEF 16 \u00a7 3\u00ba&quot; (STJ, 2.\u00aa T., <\/p>\n<p>Resp 2200030004-RN, rel. Min. Eliana Calmom, j. 7.8.2012, v.u., DJU <\/p>\n<p>24.000.2012, p. 264). <\/p>\n<\/p>\n<p>Lado outro, a simples apresenta\u00e7\u00e3o do distrato, em que consta a sa\u00edda <\/p>\n<p>do quadro societ\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 o bastante para retirar validade ao titulo <\/p>\n<p>executivo por v\u00edcio de forma ou de conte\u00fado, necess\u00e1ria seria a <\/p>\n<p>exemplo, a certid\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente, no caso a JUCEMG, que <\/p>\n<p>demonstrasse em certid\u00e3o breve relato ou inteiro teor que de fato o <\/p>\n<p>s\u00f3cio se retirou antes e n\u00e3o voltou em seguida a fazer parte do quadro <\/p>\n<p>social. E ainda, que o referido distrato foi devidamente registrado em <\/p>\n<p>seus assentamentos como forma a dar-lhe publicidade e valida\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>perante terceiros. <\/p>\n<\/p>\n<p>Observando os documentos acostados, assiste raz\u00e3o \u00e0 agravante, j\u00e1 <\/p>\n<p>que o registro e respectivos espelhos v\u00eam em folhas apartadas do <\/p>\n<p>distrato. <\/p>\n<\/p>\n<p>Por tudo, clara a necessidade de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria para apurar a <\/p>\n<p>verdade dos fatos, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em sede de obje\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade, mas antes em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m o entendimento dominante deste e. Tribunal de Justi\u00e7a: <\/p>\n<\/p>\n<p>&quot;N\u00famero do processo:1.0024.0007.07000853-4\/001(1) <\/p>\n<\/p>\n<p>Relator:ALVIM SOARES <\/p>\n<\/p>\n<p>Data do ac\u00f3rd\u00e3o:31\/01\/2013 <\/p>\n<\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o: 17\/03\/2013 <\/p>\n<\/p>\n<p>Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO &#8211; A\u00c7\u00c3O DE EXECU\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>FISCAL &#8211; EXCE\u00c7\u00c3O DE PR\u00c9-EXECUTIVIDADE &#8211; AUS\u00caNCIA <\/p>\n<p>DE PROVA INEQU\u00cdVOCA DO ALEGADO &#8211; APLICA\u00c7\u00c3O ART\u00ba <\/p>\n<p>16 DA LEI N\u00ba 6.830\/80. &quot;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel arg\u00fcir a exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade sem prova inequ\u00edvoca do alegado. N\u00e3o h\u00e1 como <\/p>\n<p>pretender dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, sob pena de desvirtuar-se a inten\u00e7\u00e3o do <\/p>\n<p>legislador. A via dos embargos tem esse \u00faltimo prop\u00f3sito&quot;&quot; (Agr.Instr. <\/p>\n<p>1000000.04.01.108.485-2\/RS &#8211; TRF-4\u00aa Regi\u00e3o &#8211; 2\u00aa Turma) &quot;&quot;Consiste a <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade na possibilidade de, sem embargos ou penhora, <\/p>\n<p>arg\u00fcir-se na execu\u00e7\u00e3o, por mera peti\u00e7\u00e3o, as mat\u00e9rias de ordem p\u00fablica <\/p>\n<p>ou as nulidades absolutas; de se ressaltar, contudo, que a toler\u00e2ncia <\/p>\n<p>doutrin\u00e1ria, em se tratando de execu\u00e7\u00e3o fiscal, esbarra em norma <\/p>\n<p>espec\u00edfica que pro\u00edbe a prefalada exce\u00e7\u00e3o&quot;&quot;. (LEF &#8211; art\u00ba 16 &#8211; par\u00e1grafo <\/p>\n<p>3\u00ba) <\/p>\n<\/p>\n<p>S\u00famula: NEGARAM PROVIMENTO.&quot; <\/p>\n<\/p>\n<p>&quot;N\u00famero do processo:1.0027.05.073635-7\/001(1) <\/p>\n<\/p>\n<p>Relator:C\u00c9LIO C\u00c9SAR PADUANI <\/p>\n<\/p>\n<p>Data do acord\u00e3o:0000\/03\/2013 <\/p>\n<\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o:14\/03\/2013 <\/p>\n<\/p>\n<p>Ementa: <\/p>\n<\/p>\n<p>Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. Direito Tribut\u00e1rio. Certid\u00e3o da D\u00edvida <\/p>\n<p>Ativa. Requisitos preenchidos. Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio. A d\u00edvida ativa da <\/p>\n<p>Fazenda P\u00fablica, regularmente inscrita, goza da presun\u00e7\u00e3o de certeza e <\/p>\n<p>liquidez, apenas podendo ser ilidida por prova inequ\u00edvoca, a cargo do <\/p>\n<p>executado ou de terceiro, a quem aproveite. A defesa gen\u00e9rica, que <\/p>\n<p>n\u00e3o articule e comprove objetivamente a viola\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios legais na <\/p>\n<p>apura\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, \u00e9 inid\u00f4nea \u00e0 <\/p>\n<p>desconstitui\u00e7\u00e3o da presun\u00e7\u00e3o de liquidez e certeza do t\u00edtulo executivo. <\/p>\n<p>Nega-se provimento. <\/p>\n<\/p>\n<p>S\u00famula: NEGARAM PROVIMENTO.&quot; <\/p>\n<\/p>\n<p>No caso em an\u00e1lise, o agravado, Gilberto de Souza Filho, n\u00e3o <\/p>\n<p>demonstrou de forma inequ\u00edvoca, que n\u00e3o era s\u00f3cio da sociedade <\/p>\n<p>devedora quando da ocorr\u00eancia dos fatos geradores dos tributos <\/p>\n<p>objeto da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa. <\/p>\n<\/p>\n<p>Por tudo, induvidosa a necessidade de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria prof\u00edcua, o <\/p>\n<p>que s\u00f3 pode se dar em sede de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal. <\/p>\n<\/p>\n<p>Isso posto, pelas raz\u00f5es ora aduzidas, dou provimento ao agravo de <\/p>\n<p>instrumento. <\/p>\n<\/p>\n<p>O SR. DES. ALMEIDA MELO: <\/p>\n<\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<\/p>\n<p>A Fazenda P\u00fablica Estadual apresentou este recurso contra a decis\u00e3o <\/p>\n<p>trasladada \u00e0s f. 20\/22-TJ que, em execu\u00e7\u00e3o fiscal, deferiu a exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade para excluir do p\u00f3lo passivo da execu\u00e7\u00e3o Gilberto <\/p>\n<p>de Souza Filho. <\/p>\n<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade diz respeito \u00e0 falta de elemento <\/p>\n<p>essencial para o processo. <\/p>\n<\/p>\n<p>A ilegitimidade do s\u00f3cio para figurar no p\u00f3lo passivo da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 <\/p>\n<p>mat\u00e9ria que, em regra, deve ser alegada em embargos do devedor (art. <\/p>\n<p>16, \u00a7 3\u00ba, da Lei 6.830\/80), por demandar prova. <\/p>\n<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade \u00e9 constru\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, que aceita a <\/p>\n<p>defesa sem embargos e sem penhora, quando se trata de mat\u00e9ria de <\/p>\n<p>ordem p\u00fablica, que pode e deve ser conhecida de of\u00edcio, ou quando se <\/p>\n<p>trata de nulidade evidente do t\u00edtulo. <\/p>\n<\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 assente no sentido <\/p>\n<p>da possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade em <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o fiscal, especialmente nos casos em que se discute os <\/p>\n<p>pressupostos processuais e as condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o. Nesse sentido: Edcl <\/p>\n<p>no Resp. 471.107\/MG, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, DJ de <\/p>\n<p>15.3.2012; AgRg no Recurso Especial n. 72000.30000\/RJ, Rel. Min. <\/p>\n<p>Franciulli Netto, DJ de 12.12.2012). <\/p>\n<\/p>\n<p>A regra posta no \u00a73\u00ba do art.16 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal &#8211; Lei <\/p>\n<p>n.6.830\/80, se refere \u00e0s exce\u00e7\u00f5es da lei processual. A exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade no seu sentido espec\u00edfico, diz respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>da a\u00e7\u00e3o e aos pressupostos processuais, que n\u00e3o correspondem \u00e0s <\/p>\n<p>exce\u00e7\u00f5es de lei a que se refere o art.16, \u00a73\u00ba da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. <\/p>\n<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 perfeitamente vi\u00e1vel e poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>pr\u00e9-executividade, em execu\u00e7\u00e3o fiscal, para argui\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias de <\/p>\n<p>ordem p\u00fablica, sem representar ofensa ao art.16, \u00a73\u00ba da Lei de <\/p>\n<p>Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. <\/p>\n<\/p>\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o, a c\u00f3pia da altera\u00e7\u00e3o contratual trasladada \u00e0 f.17 dos autos <\/p>\n<p>demonstra que Gilberto de Souza Filho retirou-se da sociedade em 25 <\/p>\n<p>de setembro de 100087. Na execu\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo cobrado d\u00e9bito <\/p>\n<p>referente ao n\u00e3o recolhimento de ICMS no ano de 10000000. <\/p>\n<\/p>\n<p>No entanto, conforme destacado pelo agravante e comprovado pelo <\/p>\n<p>documento de f.16-TJ no ano de 100088 houve mais duas altera\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>contratuais que n\u00e3o foram trazidas aos autos. <\/p>\n<\/p>\n<p>A exclus\u00e3o do s\u00f3cio em sede de exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade apenas <\/p>\n<p>\u00e9 poss\u00edvel quando h\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de sua ilegitimidade, o <\/p>\n<p>que n\u00e3o \u00e9 o caso dos autos. <\/p>\n<\/p>\n<p>Com essas considera\u00e7\u00f5es, ponho-me de acordo com o voto do <\/p>\n<p>Relator, para dar provimento ao agravo. <\/p>\n<\/p>\n<p>O SR. DES. C\u00c9LIO C\u00c9SAR PADUANI: <\/p>\n<\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo. <\/p>\n<\/p>\n<p>S\u00daMULA :      DERAM PROVIMENTO. <\/p>\n<\/p>\n<p>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DE MINAS GERAIS <\/p>\n<\/p>\n<p>AGRAVO N\u00ba 1.0016.0008.000314-5\/001 \u201c<\/p>\n<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>\u201cN\u00famero do processo: 1.0024.05.66100005-000\/001(1) <\/p>\n<p>Relator:  JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES  <\/p>\n<p>Relator do Acord\u00e3o:  JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES  <\/p>\n<p>Data do acord\u00e3o:  23\/05\/2013  <\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o:  30\/06\/2013  <\/p>\n<p>Inteiro Teor:     <\/p>\n<p>EMENTA: M\u00c9RITO &#8211; PROCESSUAL &#8211; EMBARGOS DE <\/p>\n<p>TERCEIRO &#8211; OPOSI\u00c7\u00c3O AP\u00d3S O PRAZO DO ART. 1048 DO <\/p>\n<p>CPC &#8211; &#8216;DIES A QUO&#8217; &#8211; DATA DA CI\u00caNCIA DA CONSTRI\u00c7\u00c3O &#8211; <\/p>\n<p>PRECEDENTE DO STJ &#8211; INTEMPESTIVIDADE ATESTADA &#8211; <\/p>\n<p>RECURSO DESPROVIDO. Nos termos do precedente do STJ, o <\/p>\n<p>prazo para a interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de terceiro previsto no art. <\/p>\n<p>1048 do CPC deve ser contado a partir da ci\u00eancia da contri\u00e7\u00e3o, ou na <\/p>\n<p>falta desta, da data da efetiva turba\u00e7\u00e3o da posse. Assim, \u00e9 de se <\/p>\n<p>reconhecer a intempestividade dos aludidos embargos, se estes foram <\/p>\n<p>opostos ap\u00f3s o q\u00fcinq\u00fc\u00eddio legal contados a partir da ci\u00eancia da penhora <\/p>\n<p>ilegal. Recurso desprovido. <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00b0 1.0024.05.66100005-000\/001 &#8211; COMARCA <\/p>\n<p>DE BELO HORIZONTE &#8211; APELANTE(S): MARIA DA <\/p>\n<p>CONCEI\u00c7\u00c3O PINHEIRO SILVA &#8211; APELADO(A)(S): FAZENDA <\/p>\n<p>P\u00daBLICA MUNIC\u00cdPIO BELO HORIZONTE &#8211; RELATOR: EXMO. <\/p>\n<p>SR. DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES <\/p>\n<p>AC\u00d3RD\u00c3O <\/p>\n<p>Vistos etc., acorda, em Turma, a 6\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL do Tribunal de <\/p>\n<p>Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relat\u00f3rio de <\/p>\n<p>fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigr\u00e1ficas, <\/p>\n<p>\u00e0 unanimidade de votos, EM CONHECER DO RECURSO, <\/p>\n<p>VENCIDO O RELATOR, E NEGAR PROVIMENTO, \u00c0 <\/p>\n<p>UNANIMIDADE. <\/p>\n<p>Belo Horizonte, 23 de maio de 2013. <\/p>\n<p>DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES &#8211; Relator <\/p>\n<p>02\/05\/2013 <\/p>\n<p>6\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL <\/p>\n<p>ADIADO <\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 1.0024.05.66100005-000\/001 &#8211; COMARCA DE <\/p>\n<p>BELO HORIZONTE &#8211; APELANTE(S): MARIA DA CONCEI\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>PINHEIRO SILVA &#8211; APELADO(A)(S): FAZENDA P\u00daBLICA <\/p>\n<p>MUNIC\u00cdPIO BELO HORIZONTE &#8211; RELATOR: EXMO. SR. DES. <\/p>\n<p>JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES <\/p>\n<p>O SR. DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES: <\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<p>Cuida-se de recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto por Maria da Concei\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Pinheiro Silva, visando ao enfrentamento da r. senten\u00e7a de f. 14\/15, da <\/p>\n<p>lavra do MM. Juiz de Direito da 2\u00aa Vara de Feitos da Fazenda P\u00fablica <\/p>\n<p>Municipal, que rejeitou liminarmente os embargos de terceiro que move <\/p>\n<p>contra ato de penhora que recaiu sobre seu bem im\u00f3vel, em feito <\/p>\n<p>executivo que n\u00e3o figurou como parte, ap\u00f3s reconhecer a <\/p>\n<p>intempestividade de sua interposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Nas raz\u00f5es recursais de f. 1000\/23, aduz, inicialmente, o apelante que o <\/p>\n<p>pr\u00f3prio STJ j\u00e1 se manifestou que o julgador n\u00e3o pode ficar apegado ao <\/p>\n<p>rigorismo da lei que possa lev\u00e1-lo a cometer injusti\u00e7as. <\/p>\n<p>Nesse rumo, narra que comprou em 10000006 do Sr. Artur Celso Fonseca, <\/p>\n<p>executado nos autos da execu\u00e7\u00e3o fiscal, o im\u00f3vel em discuss\u00e3o, tendo <\/p>\n<p>chegado ao seu conhecimento, no dia 11.03.2012, que o mencionado <\/p>\n<p>bem havia sido arrematado em leil\u00e3o em 17.12.2012, por Afonso <\/p>\n<p>Dolabela Bicalho Neto, por R$ 21.000,00 (vinte e um mil reais). <\/p>\n<p>Diante disso, sustenta a m\u00e1-f\u00e9 do executado, ao deixar de mencionar <\/p>\n<p>ao Sr. Oficial de Justi\u00e7a que, desde 10000006, havia vendido o im\u00f3vel <\/p>\n<p>gerador do d\u00e9bito, assumindo, sem qualquer ressalva, a condi\u00e7\u00e3o de <\/p>\n<p>fiel deposit\u00e1rio do bem constritado, deixando, ainda, o bem ser <\/p>\n<p>arrematado em hasta p\u00fablica, sem oferecimento de qualquer resist\u00eancia. <\/p>\n<p>Por fim, alegando a nulidade de todos os atos praticados a partir da <\/p>\n<p>cita\u00e7\u00e3o, que foi admitida dolosamente pelo executado no processo <\/p>\n<p>executivo e, por conseq\u00fc\u00eancia, induziu a erro o Ju\u00edzo, pugna pelo <\/p>\n<p>provimento de seu recurso. <\/p>\n<p>Sendo este o necess\u00e1rio relat\u00f3rio, no exame de admissibilidade do <\/p>\n<p>recurso, n\u00e3o vislumbro, no caso, a ocorr\u00eancia dos requisitos objetivos <\/p>\n<p>de sorte a impor seu processamento. <\/p>\n<p>Isso porque, o &#8216;decisum&#8217; recorrido deixa claro ao consignar que os <\/p>\n<p>embargos de terceiro foram rejeitados liminarmente, diante da <\/p>\n<p>constata\u00e7\u00e3o, pelo d. Magistrado, de que sua interposi\u00e7\u00e3o efetivou-se <\/p>\n<p>ap\u00f3s o prazo limite definido pelo art. 1.048 do CPC. <\/p>\n<p>Nesse rumo, tem-se que a &#8216;quaestione jure&#8217; decidida na senten\u00e7a \u00e9 <\/p>\n<p>unicamente a intempestividade dos embargos, nos termos do dispositivo <\/p>\n<p>supramencionado. <\/p>\n<p>Todavia, pela simples leitura das raz\u00f5es recursais, n\u00e3o se depreende <\/p>\n<p>que a apelante tenha-se insurgido contra tal fundamento jur\u00eddico firmado <\/p>\n<p>pela inst\u00e2ncia singular, de sorte a, mediante seu recurso, reexaminar-se <\/p>\n<p>e, caso for, alterar-se a conclus\u00e3o a que chegou o douto Sentenciante, <\/p>\n<p>ao impor a extin\u00e7\u00e3o liminar do feito. <\/p>\n<p>O Digesto Processual, neste sentido, \u00e9 claro ao determinar, em seu art. <\/p>\n<p>514, que a apela\u00e7\u00e3o dever\u00e1 conter os &quot;fundamentos de fato e de <\/p>\n<p>direito&quot;, a fim de que nova decis\u00e3o possa ser proferida pelo Tribunal <\/p>\n<p>revisor. <\/p>\n<p>Se inexiste na pe\u00e7a recursal qualquer contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 conclus\u00e3o de que <\/p>\n<p>os embargos estariam intempestivos, invi\u00e1vel se torna, por aus\u00eancia de <\/p>\n<p>regularidade formal, uma nova discuss\u00e3o acerca deste fundamento <\/p>\n<p>jur\u00eddico. <\/p>\n<p>N\u00e3o obstante isso, cumpre evidenciar que o n\u00e3o-conhecimento do <\/p>\n<p>presente recurso n\u00e3o traz qualquer preju\u00edzo, j\u00e1 que a pretens\u00e3o da <\/p>\n<p>apelante de integrar o p\u00f3lo passivo do feito executivo e, por <\/p>\n<p>conseq\u00fc\u00eancia, anular os atos processuais ocorridos ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o, <\/p>\n<p>inclusive, j\u00e1 foi acolhida, quando do recente julgamento do agravo de <\/p>\n<p>instrumento n\u00ba 1.0024.04.214705-8\/001, de minha relatoria, o qual <\/p>\n<p>ficou assim ementado: <\/p>\n<p>&quot;EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO &#8211; EXECU\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>FISCAL &#8211; IPTU &#8211; LEGITIMIDADE PASSIVA COMPROVADA &#8211; <\/p>\n<p>ANULA\u00c7\u00c3O DOS ATOS PROCESSUAIS AP\u00d3S A CITA\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>QUE SE IMP\u00d5E &#8211; RECURSO PROVIDO. <\/p>\n<p>&#8211; Comprovado o real respons\u00e1vel pelo cr\u00e9dito executado, que, no caso <\/p>\n<p>dos autos, trata-se do adquirente do im\u00f3vel gerador do d\u00e9bito, o feito <\/p>\n<p>executivo deve a ele ser redirecionado, ficando, assim, nulos todos os <\/p>\n<p>atos processuais ocorridos ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o, inclusive, que lhe ocorreu \u00e0 <\/p>\n<p>revelia. <\/p>\n<p>&#8211; Recurso provido, para integrar a agravante ao p\u00f3lo passivo do feito <\/p>\n<p>executivo, devendo ser-lhe restitu\u00eddo, ainda, o prazo de embargos.&quot; (j. <\/p>\n<p>em 24.01.2013). <\/p>\n<p>Por todo o exposto, deixo de conhecer do recurso, por aus\u00eancia de <\/p>\n<p>requisito objetivo e essencial \u00e0 sua admissibilidade. <\/p>\n<p>Custas, pela apelante, ficando, entretanto, ressalvada a eventual <\/p>\n<p>concess\u00e3o da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita. <\/p>\n<p>O SR. DES. ERNANE FID\u00c9LIS: <\/p>\n<p>Sr. Presidente, <\/p>\n<p>Pe\u00e7o v\u00eania para divergir de seu respeit\u00e1vel voto. V. Ex\u00aa n\u00e3o conheceu <\/p>\n<p>desse recurso por entender que a Apelante n\u00e3o se insurgiu contra o <\/p>\n<p>fundamento do decisum recorrido, com sede na intempestividade dos <\/p>\n<p>embargos de terceiros. Acontece que, ao meu ver, ao recha\u00e7ar o <\/p>\n<p>rigorismo na aplica\u00e7\u00e3o da lei, bem como afirmar que somente em mar\u00e7o <\/p>\n<p>de 2012 teve conhecimento da execu\u00e7\u00e3o, a Apelante se coloca contra <\/p>\n<p>os fundamentos da decis\u00e3o, pelo que o apelo deve ser conhecido. <\/p>\n<p>O SR. DES. EDILSON FERNANDES: <\/p>\n<p>Sr. Presidente, <\/p>\n<p>Pe\u00e7o vista dos autos. <\/p>\n<p>S\u00daMULA: PEDIU VISTA O VOGAL, AP\u00d3S VOTAREM <\/p>\n<p>RELATOR, N\u00c3O CONHECENDO DO RECURSO, E REVISOR, <\/p>\n<p>CONHECENDO DO RECURSO. <\/p>\n<p>0000\/05\/2013 <\/p>\n<p>6\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL <\/p>\n<p>ADIADO <\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 1.0024.05.66100005-000\/001 &#8211; COMARCA DE <\/p>\n<p>BELO HORIZONTE &#8211; APELANTE(S): MARIA DA CONCEI\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>PINHEIRO SILVA &#8211; APELADO(A)(S): FAZENDA P\u00daBLICA <\/p>\n<p>MUNIC\u00cdPIO BELO HORIZONTE &#8211; RELATOR: EXMO. SR. DES. <\/p>\n<p>JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES <\/p>\n<p>Assistiu ao julgamento, pela Apelante, a Dr\u00aa. Cl\u00e1udia Patr\u00edcia Alves dos <\/p>\n<p>Santos. <\/p>\n<p>O SR. PRESIDENTE (DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA <\/p>\n<p>ESTEVES): <\/p>\n<p>O julgamento deste feito foi adiado, na Sess\u00e3o do dia 02\/05\/2013, a <\/p>\n<p>pedido do Vogal, ap\u00f3s votarem Relator e Revisor, o primeiro n\u00e3o <\/p>\n<p>conhecendo do Recurso e o segundo conhecendo. <\/p>\n<p>Com a palavra, o Des. Edilson Fernandes. <\/p>\n<p>O SR. DES. EDILSON FERNANDES: <\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<p>Versam os autos sobre embargos de terceiro opostos pela apelante <\/p>\n<p>contra a apelada e o executado Artur Celso Fonseca alegando que \u00e9 <\/p>\n<p>propriet\u00e1ria do im\u00f3vel penhorado e arrematado nos autos da Execu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Fiscal em apenso (processo n\u00ba 1.0024.04.214705-8\/001). Pleiteia <\/p>\n<p>judicialmente a nulidade dos atos praticados a partir da cita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o processual civil em vigor, bem como da <\/p>\n<p>doutrina e jurisprud\u00eancia, da senten\u00e7a caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o, que devolver\u00e1 <\/p>\n<p>ao Tribunal o conhecimento da mat\u00e9ria impugnada, nos limites dessa <\/p>\n<p>impugna\u00e7\u00e3o, exceto as mat\u00e9rias que podem ser examinadas de of\u00edcio. <\/p>\n<p>Assim, deve o recorrente dar as raz\u00f5es do seu inconformismo nos <\/p>\n<p>limites do que foi debatido na primeira inst\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Da leitura das raz\u00f5es invocadas pela parte recorrente constato haver <\/p>\n<p>contrariedade com o teor decis\u00f3rio contido na r. senten\u00e7a, quando <\/p>\n<p>alega o rigorismo na interpreta\u00e7\u00e3o do texto legal aplic\u00e1vel ao caso, <\/p>\n<p>assim como ao afirmar que s\u00f3 agora, ou seja, com o ajuizamento da <\/p>\n<p>a\u00e7\u00e3o, \u00e9 que chegou ao seu conhecimento a impropriedade da penhora e <\/p>\n<p>arremata\u00e7\u00e3o, dando ensejo ao pedido de sobrestamento do feito <\/p>\n<p>executivo e nulidade dos atos ali praticados (f. 20 e 22). <\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, os fundamentos de fato e de direito com que a recorrente <\/p>\n<p>impugna a r. senten\u00e7a restaram efetivamente atendidos, tanto que <\/p>\n<p>possibilitou \u00e0 recorrida apresentar suas contra-raz\u00f5es, sem qualquer <\/p>\n<p>preju\u00edzo (f. 26\/2000) <\/p>\n<p>Assim, deve ser conhecido o presente recurso, a fim de que seja <\/p>\n<p>entregue a presta\u00e7\u00e3o jurisdicional reclamada pela parte, prestigiando os <\/p>\n<p>princ\u00edpios da economia, da efetividade e da celeridade, que orientam o <\/p>\n<p>direito processual contempor\u00e2neo. <\/p>\n<p>Com a devida v\u00eania do entendimento manifestado pelo ilustre <\/p>\n<p>Desembargador Relator, CONHE\u00c7O DO RECURSO, <\/p>\n<p>acompanhando o voto proferido pelo n\u00e3o menos ilustre <\/p>\n<p>Desembargador Revisor. <\/p>\n<p>O SR. PRESIDENTE (DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA <\/p>\n<p>ESTEVES): <\/p>\n<p>Pe\u00e7o vista dos autos para exame de m\u00e9rito. <\/p>\n<p>S\u00daMULA: CONHECERAM DO RECURSO, VENCIDO DO <\/p>\n<p>RELATOR, QUE PEDIU VISTA SOBRE O M\u00c9RITO. <\/p>\n<p>16\/05\/2013 <\/p>\n<p>6\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL <\/p>\n<p>ADIADO <\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 1.0024.05.66100005-000\/001 &#8211; COMARCA DE <\/p>\n<p>BELO HORIZONTE &#8211; APELANTE(S): MARIA DA CONCEI\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>PINHEIRO SILVA &#8211; APELADO(A)(S): FAZENDA P\u00daBLICA <\/p>\n<p>MUNIC\u00cdPIO BELO HORIZONTE &#8211; RELATOR: EXMO. SR. DES. <\/p>\n<p>JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES <\/p>\n<p>O SR. DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES: <\/p>\n<p>O julgamento deste feito foi adiado na Sess\u00e3o do dia 02\/05\/2013, a <\/p>\n<p>pedido do Vogal, ap\u00f3s votarem Relator e Revisor, o primeiro n\u00e3o <\/p>\n<p>conhecendo do recurso e o segundo conhecendo. <\/p>\n<p>Foi adiado, novamente, na Sess\u00e3o do dia 0000\/05\/2013, a meu pedido <\/p>\n<p>para an\u00e1lise do m\u00e9rito, ap\u00f3s conhecerem do recurso Revisor e Vogal, <\/p>\n<p>vencido este Relator. <\/p>\n<p>O meu voto \u00e9 o seguinte. <\/p>\n<p>Vencido na preliminar de n\u00e3o-conhecimento do recurso, passo ao <\/p>\n<p>exame do seu m\u00e9rito. <\/p>\n<p>De in\u00edcio, gostaria de evidenciar que, na sess\u00e3o passada, deixei bem <\/p>\n<p>claro que a parte apelante n\u00e3o teria qualquer preju\u00edzo com o <\/p>\n<p>n\u00e3o-conhecimento do presente apelo, porquanto o exame do m\u00e9rito <\/p>\n<p>dos embargos de terceiro, declarados intempestivos pela inst\u00e2ncia <\/p>\n<p>inaugural, estaria prejudicado, uma vez que a nulidade da penhora <\/p>\n<p>realizada sobre o im\u00f3vel da ora apelante j\u00e1 havia sido reconhecida no <\/p>\n<p>agravo de instrumento n\u00ba 1.0024.04.214705-8\/001, recentemente <\/p>\n<p>julgado, n\u00e3o havendo, assim, ao contr\u00e1rio do entendimento do em. <\/p>\n<p>Vogal, &#8216;data maxima venia&#8217;, qualquer negativa da presta\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>jurisdicional. <\/p>\n<p>Nesse sentido, confira-se: <\/p>\n<p>EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO &#8211; EXECU\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>FISCAL &#8211; IPTU &#8211; LEGITIMIDADE PASSIVA COMPROVADA &#8211; <\/p>\n<p>ANULA\u00c7\u00c3O DOS ATOS PROCESSUAIS AP\u00d3S A CITA\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>QUE SE IMP\u00d5E &#8211; RECURSO PROVIDO. Comprovado o real <\/p>\n<p>respons\u00e1vel pelo cr\u00e9dito executado, que, no caso dos autos, trata-se <\/p>\n<p>do adquirente do im\u00f3vel gerador do d\u00e9bito, o feito executivo deve a ele <\/p>\n<p>ser redirecionado, ficando, assim, nulos todos os atos processuais <\/p>\n<p>ocorridos ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o, inclusive, que lhe ocorreu \u00e0 revelia. Recurso <\/p>\n<p>provido, para integrar a agravante ao p\u00f3lo passivo do feito executivo, <\/p>\n<p>devendo ser-lhe restitu\u00eddo, ainda, o prazo de embargos. (Ag n\u00b0 <\/p>\n<p>1.0024.04.214705-8\/001, DJ de 24.02.2013) <\/p>\n<p>N\u00e3o obstante isso, mesmo estando prejudicado o m\u00e9rito dos embargos <\/p>\n<p>de terceiro, passo ao exame da insurg\u00eancia recursal atinente \u00e0 sua <\/p>\n<p>intempestividade, embora, a meu modesto entendimento, tal julgamento <\/p>\n<p>seja in\u00f3cuo. <\/p>\n<p>Insurge a apelante contra a r. senten\u00e7a prim\u00e1ria, que, liminarmente, <\/p>\n<p>rejeitou seus embargos de terceiro, ap\u00f3s reconhecer a intempestividade <\/p>\n<p>de sua interposi\u00e7\u00e3o, por ter sido aforado ap\u00f3s o prazo estabelecido <\/p>\n<p>pelo art. 1048 do CPC. <\/p>\n<p>Estabelece o mencionado artigo que os embargos de terceiro, no <\/p>\n<p>processo de execu\u00e7\u00e3o, podem ser opostos, at\u00e9 5 (cinco) dias depois <\/p>\n<p>da arremata\u00e7\u00e3o, adjudica\u00e7\u00e3o ou remi\u00e7\u00e3o, mas sempre antes da <\/p>\n<p>assinatura da respectiva carta. <\/p>\n<p>O STJ, pelo julgamento do Resp n\u00ba 237581\/SP, DJ de 18.05.2012, <\/p>\n<p>definiu que, quando o terceiro n\u00e3o tiver conhecimento da constri\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>e\/ou arremata\u00e7\u00e3o, o prazo do art. 1.048 do CPC deve contado a partir <\/p>\n<p>do seu efetivo conhecimento ou, quando muito, na data da efetiva <\/p>\n<p>turba\u00e7\u00e3o da posse. <\/p>\n<p>No especial caso dos autos, conforme, inclusive, restou consignado na <\/p>\n<p>inicial dos embargos, a apelante tomou ci\u00eancia da penhora de seu <\/p>\n<p>im\u00f3vel, assim como a posterior arremata\u00e7\u00e3o, no dia 11.03.2012. <\/p>\n<p>Assim, tendo a apelante tomado conhecimento da constri\u00e7\u00e3o, antes de <\/p>\n<p>ser turbada em sua posse, a data inicial a ser considerada, para fins de <\/p>\n<p>contagem do prazo para embargos, deve, por certo, ser aquela do dia <\/p>\n<p>11.03.2012. <\/p>\n<p>Nesse rumo, mesmo considerando o &#8216;dies a quo&#8217; a data <\/p>\n<p>supramencionada, diversamente daquele marco inicial definido pela <\/p>\n<p>inst\u00e2ncia monocr\u00e1tica, ainda sim, tem-se que os presentes embargos <\/p>\n<p>afiguram-se patentemente intempestivos, posto terem sido opostos em <\/p>\n<p>22.03.2012, prazo superior aos 05 (cinco) dias, estabelecido pelo <\/p>\n<p>dispositivo supracitado. <\/p>\n<p>Por tais considera\u00e7\u00f5es, nego provimento ao recurso. <\/p>\n<p>Custas, pela apelante, que, por ora, ficam suspensas, posto litigar sob <\/p>\n<p>os ausp\u00edcios da justi\u00e7a gratuita. <\/p>\n<p>O SR. DES. ERNANE FID\u00c9LIS: <\/p>\n<p>Sr. Presidente, <\/p>\n<p>Pe\u00e7o vista dos autos. <\/p>\n<p>S\u00daMULA: CONHECERAM DO RECURSO, VENCIDO, O <\/p>\n<p>RELATOR, PEDIU VISTA O REVISOR, AP\u00d3S VOTAR O <\/p>\n<p>RELATOR NEGA     NDO PROVIMENTO. <\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<p>O SR. DES. JOS\u00c9 DOMINGUES FERREIRA ESTEVES: <\/p>\n<p>O julgamento deste feito foi adiado, na Sess\u00e3o do dia 02\/05\/2013, a <\/p>\n<p>pedido do Vogal, ap\u00f3s votarem Relator e Revisor, o primeiro n\u00e3o <\/p>\n<p>conhecendo do recurso e o segundo conhecendo. <\/p>\n<p>Foi adiado novamente, na Sess\u00e3o do dia 0000\/05\/2013, a meu pedido, <\/p>\n<p>para an\u00e1lise do m\u00e9rito, ap\u00f3s conhecerem do recurso, ficando vencido <\/p>\n<p>este Relator. <\/p>\n<p>Em 16\/05\/2013 pediu vista o Revisor, ap\u00f3s votar o Relator, negando <\/p>\n<p>provimento. <\/p>\n<p>Com a palavra, o Des. Ernane Fid\u00e9lis. <\/p>\n<p>O SR. DES. ERNANE FID\u00c9LIS: <\/p>\n<p>De acordo com o Relator. <\/p>\n<p>O SR. DES. EDILSON FERNANDES: <\/p>\n<p>De acordo com o Relator. <\/p>\n<p>S\u00daMULA: CONHECERAM DO RECURSO, VENCIDO O <\/p>\n<p>RELATOR, E NEGARAM PROVIMENTO, \u00c0 UNANIMIDADE. <\/p>\n<p>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DE MINAS GERAIS <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 1.0024.05.66100005-000\/001 \u201c <\/p>\n<p>Outra:<\/p>\n<p>\u201cN\u00famero do processo: 1.0024.0006.030888-0\/001(1) <\/p>\n<p>Relator:  BRAND\u00c3O TEIXEIRA  <\/p>\n<p>Relator do Acord\u00e3o:  BRAND\u00c3O TEIXEIRA  <\/p>\n<p>Data do acord\u00e3o:  18\/04\/2013  <\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o:  12\/05\/2013  <\/p>\n<p>Inteiro Teor:     <\/p>\n<p>EMENTA: 1) EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL. PRESCRI\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>INTERCORRENTE. DECLARA\u00c7\u00c3O DE OF\u00cdCIO. LEI N. <\/p>\n<p>11.051\/2012. MULTA ADMINISTRATIVA. CR\u00c9DITO DE <\/p>\n<p>NATUREZA N\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA. PRAZO QUINQUENAL. <\/p>\n<p>APLICA\u00c7\u00c3O DO DECRETO N. 20.00010\/100032.2) EMBARGOS <\/p>\n<p>DECLARAT\u00d3RIOS. MULTA IMPOSTA AO EXEQUENTE. <\/p>\n<p>AUS\u00caNCIA DE PROP\u00d3SITO PROTELAT\u00d3RIO.3) RECURSO <\/p>\n<p>PARCIALMENTE PROVIDO. <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00b0 1.0024.0006.030888-0\/001 &#8211; COMARCA <\/p>\n<p>DE BELO HORIZONTE &#8211; APELANTE(S): FAZENDA P\u00daBLICA <\/p>\n<p>MUNIC\u00cdPIO BELO HORIZONTE &#8211; APELADO(A)(S): ANGELUS <\/p>\n<p>BAR LTDA &#8211; RELATOR: EXMO. SR. DES. BRAND\u00c3O <\/p>\n<p>TEIXEIRA <\/p>\n<p>AC\u00d3RD\u00c3O <\/p>\n<p>Vistos etc., acorda, em Turma, a 2\u00aa C\u00c2MARA C\u00cdVEL do Tribunal de <\/p>\n<p>Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relat\u00f3rio de <\/p>\n<p>fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigr\u00e1ficas, <\/p>\n<p>\u00e0 unanimidade de votos, EM DAR PARCIAL PROVIMENTO. <\/p>\n<p>Belo Horizonte, 18 de abril de 2013. <\/p>\n<p>DES. BRAND\u00c3O TEIXEIRA &#8211; Relator <\/p>\n<p>NOTAS TAQUIGR\u00c1FICAS <\/p>\n<p>O SR. DES. BRAND\u00c3O TEIXEIRA: <\/p>\n<p>VOTO <\/p>\n<p>Cuidam os autos de recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto contra a v. <\/p>\n<p>senten\u00e7a de fl. 13 que, na execu\u00e7\u00e3o fiscal movida pela FAZENDA <\/p>\n<p>P\u00daBLICA DO MUNIC\u00cdPIO DE BELO HORIZONTE contra <\/p>\n<p>ANGELUS BAR LTDA, julgou extinto o processo, nos termos do art. <\/p>\n<p>26000, IV, do CPC, declarando a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente dos cr\u00e9ditos <\/p>\n<p>tribut\u00e1rios exigidos. <\/p>\n<p>A senten\u00e7a desafiou embargos declarat\u00f3rios (fl. 15\/18), os quais foram <\/p>\n<p>rejeitados pela v. decis\u00e3o de fl. 1000, que ainda aplicou \u00e0 embargante <\/p>\n<p>multa de 1% sobre o valor da causa. <\/p>\n<p>Inconformada, insurge-se a FAZENDA P\u00daBLICA DO MUNIC\u00cdPIO <\/p>\n<p>DE BELO HORIZONTE contra a senten\u00e7a, alegando que a execu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>fiscal em tela versa cr\u00e9ditos de natureza n\u00e3o tribut\u00e1ria e que, por isto, o <\/p>\n<p>prazo prescricional seria de 20 anos, ou de 10 anos, conforme o caso. <\/p>\n<p>Por fim, insurge-se contra a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de multa <\/p>\n<p>decorrente de oposi\u00e7\u00e3o de embargos declarat\u00f3rios, tomados por <\/p>\n<p>protelat\u00f3rios (fl. 20\/2000). <\/p>\n<p>Desnecess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o ministerial, na forma da S\u00famula n. <\/p>\n<p>18000\/STJ. <\/p>\n<p>Conhe\u00e7o do recurso porque pr\u00f3prio, tempestivo e regularmente <\/p>\n<p>processado. <\/p>\n<p>EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL. <\/p>\n<p>PRESCRI\u00c7\u00c3O INTERCORRENTE. <\/p>\n<p>PRAZO PRESCRICIONAL. <\/p>\n<p>Conforme se verifica do compulsar dos autos, em 2000 de mar\u00e7o de <\/p>\n<p>10000006 a FAZENDA P\u00daBLICA DO MUNIC\u00cdPIO DE BELO <\/p>\n<p>HORIZONTE ingressou com a presente execu\u00e7\u00e3o fiscal contra <\/p>\n<p>ANGELUS BAR LTDA, exigindo o pagamento da quantia de R$ <\/p>\n<p>333,35 (trezentos e trinta e tr\u00eas reais e trinta e cinco centavos), <\/p>\n<p>referente a multas administrativas impostas pela municipalidade em maio <\/p>\n<p>de 10000003, em decorr\u00eancia de inobserv\u00e2ncia de normas de vigil\u00e2ncia <\/p>\n<p>sanit\u00e1ria (v. CDA de fl. 03). <\/p>\n<p>O executado n\u00e3o chegou a ser citado, at\u00e9 a presente data. <\/p>\n<p>Em 11\/0000\/10000006 foi o processo suspenso, na forma do art. 40, da LEF, <\/p>\n<p>e, ap\u00f3s vencido o anuo legal, foram os autos arquivados, em <\/p>\n<p>30\/0000\/10000007, porque a FPM n\u00e3o trouxe aos autos qualquer elemento <\/p>\n<p>necess\u00e1rio para o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o (v. fl. 0000-verso). <\/p>\n<p>Em 01 de agosto de 2012, ou seja, 07 anos e 10 meses ap\u00f3s a decis\u00e3o <\/p>\n<p>que determinou o arquivamento do processo, o douto ju\u00edzo <\/p>\n<p>monocr\u00e1tico determinou que a FPM se pronunciasse &quot;para o fim do art. <\/p>\n<p>40, \u00a7 4\u00ba, da LEF&quot;, no prazo de 05 dias (fl. 10). <\/p>\n<p>Destaque-se que o Munic\u00edpio de Belo Horizonte foi pessoalmente <\/p>\n<p>intimado, na pessoa de sua Procuradora Geral, deixando transcorrer &quot;in <\/p>\n<p>albis&quot; o prazo que lhe foi concedido (v. fl. 11 e 12). <\/p>\n<p>Por tudo isto, com a devida v\u00eania da apelante, a senten\u00e7a n\u00e3o merece <\/p>\n<p>reforma, porque foram rigorosamente observados os requisitos do <\/p>\n<p>artigo 40, par\u00e1grafo 4\u00ba, da LEF, com a reda\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pela <\/p>\n<p>Lei n. 11.051\/2012: <\/p>\n<p>&quot;Art. 40 &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; <\/p>\n<p>\u00a7 4\u00ba. Se da decis\u00e3o que ordenar o arquivamento tiver decorrido o <\/p>\n<p>prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda P\u00fablica, <\/p>\n<p>poder\u00e1, de of\u00edcio, reconhecer a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente e decret\u00e1-la de <\/p>\n<p>of\u00edcio&quot;. <\/p>\n<p>Como acima demonstrado, a decis\u00e3o que determinou o arquivamento <\/p>\n<p>do processo, na forma do art. 40, da LEF, havia sido proferida h\u00e1 mais <\/p>\n<p>de 05 anos. Ou seja: transcorreu prazo superior ao prescricional. <\/p>\n<p>E a FPM, por sua vez, mesmo ap\u00f3s intimada pessoalmente, <\/p>\n<p>permaneceu inerte. <\/p>\n<p>Nem se diga que o prazo prescricional seria de 20 anos, ou de 10 anos, <\/p>\n<p>na forma do artigo 177, do CCB\/100016, ou do artigo 205, do <\/p>\n<p>CCB\/2012. <\/p>\n<p>Em primeiro lugar, \u00e9 conveniente destacar que tanto os cr\u00e9ditos <\/p>\n<p>tribut\u00e1rios, como tamb\u00e9m os n\u00e3o tribut\u00e1rios (multas, tarifas p\u00fablicas <\/p>\n<p>etc), podem ser inscritos na d\u00edvida ativa e, por isto, sujeitam-se \u00e0 <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o fiscal. <\/p>\n<p>Outro n\u00e3o \u00e9 o entendimento do Egr\u00e9gio SUPERIOR TRIBUNAL DE <\/p>\n<p>JUSTI\u00c7A sobre o tema: <\/p>\n<p>&quot;EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL &#8211; D\u00cdVIDA ATIVA &#8211; CR\u00c9DITO <\/p>\n<p>N\u00c3O-TRIBUT\u00c1RIO &#8211; PRESCRI\u00c7\u00c3O QUINQUENAL &#8211; <\/p>\n<p>AFASTAMENTO &#8211; CONCEITO DE TRIBUTO &#8211; C\u00d3DIGO <\/p>\n<p>TRIBUT\u00c1RIO NACIONAL &#8211; PRESCRI\u00c7\u00c3O VINTEN\u00c1RIA. <\/p>\n<p>1. Consoante conceito esposado no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, <\/p>\n<p>tributo &#8216;\u00e9 toda presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria compuls\u00f3ria, em moeda ou cujo <\/p>\n<p>valor nela se possa exprimir, que n\u00e3o constitua san\u00e7\u00e3o de ato il\u00edcito, <\/p>\n<p>institu\u00edda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente <\/p>\n<p>vinculada.&#8217; (Art. 3\u00ba). <\/p>\n<p>2. Conseq\u00fcentemente, a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa de cr\u00e9dito de infra\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>consistente em malversa\u00e7\u00e3o de dinheiro p\u00fablico, decorrente de <\/p>\n<p>apura\u00e7\u00e3o em inqu\u00e9rito administrativo, n\u00e3o se inclui no conceito de <\/p>\n<p>tributo, devendo ser afastada, portanto, as prescri\u00e7\u00f5es do CTN, <\/p>\n<p>notadamente \u00e0s atinentes \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o\/decad\u00eancia de um cr\u00e9dito que, in <\/p>\n<p>casu, n\u00e3o \u00e9 tribut\u00e1rio. <\/p>\n<p>3. A execu\u00e7\u00e3o fiscal ostenta esse nomen juris posto processo <\/p>\n<p>satisfativo, que apresenta peculiaridades em raz\u00e3o das prerrogativas do <\/p>\n<p>exequente, assim como \u00e9 especial a execu\u00e7\u00e3o contra a Fazenda. <\/p>\n<p>Entretanto, a execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o \u00e9 servil apenas para cr\u00e9ditos de <\/p>\n<p>tributos, porquanto outras obriga\u00e7\u00f5es podem compor a &#8216;d\u00edvida ativa&#8217;. <\/p>\n<p>4. Recurso Especial conhecido e provido&quot;. <\/p>\n<p>(RESP 41030005\/SC, Reg. 2012\/0011560-0, Rel. Ministro Luiz Fux, <\/p>\n<p>Primeira Turma, pub. DJ 18.11.2012 p. 162) <\/p>\n<p>Por sua vez, se a rela\u00e7\u00e3o que deu origem ao cr\u00e9dito em cobran\u00e7a tem <\/p>\n<p>assento no Direito P\u00fablico, n\u00e3o tem aplica\u00e7\u00e3o a prescri\u00e7\u00e3o constante <\/p>\n<p>do C\u00f3digo Civil. <\/p>\n<p>Se por um lado n\u00e3o se aplicam, na defini\u00e7\u00e3o do prazo prescricional, as <\/p>\n<p>disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo Tribunal Nacional, n\u00e3o h\u00e1 como afastar a <\/p>\n<p>incid\u00eancia do Decreto n. 20.00010\/100032. <\/p>\n<p>Isto porque \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, na cobran\u00e7a de seus cr\u00e9ditos, <\/p>\n<p>deve-se impor a mesma restri\u00e7\u00e3o aplicada ao administrado no que se <\/p>\n<p>refere \u00e0s d\u00edvidas passivas daquela, como corol\u00e1rio do princ\u00edpio da <\/p>\n<p>simetria. <\/p>\n<p>Outra n\u00e3o \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo Egr\u00e9gio SUPERIOR <\/p>\n<p>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A e tamb\u00e9m por este Egr\u00e9gio TRIBUNAL <\/p>\n<p>DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DE MINAS GERAIS: <\/p>\n<p>&quot;PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO &#8211; COBRAN\u00c7A DE <\/p>\n<p>MULTA PELO ESTADO &#8211; <\/p>\n<p>PRESCRI\u00c7\u00c3O &#8211; C\u00d3DIGO CIVIL E\/OU DECRETO 20.00010\/32. <\/p>\n<p>1. A rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que deu origem ao cr\u00e9dito cobrado por execu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>fiscal, embora n\u00e3o sendo tribut\u00e1ria, \u00e9 de \u00edndole administrativa. <\/p>\n<p>2. Prescri\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 disciplinada no CTN nem no C\u00f3digo Civil, <\/p>\n<p>mas no Decreto 20.00010\/32. <\/p>\n<p>3. Recurso especial improvido&quot;. <\/p>\n<p>(STJ, RESP 28022000\/RJ, Reg. 2012\/00000000385-000, Rel. Min. Eliana <\/p>\n<p>Calmon, Segunda Turma, julg. 16\/04\/2012, pub. DJ 27\/05\/2012, p. <\/p>\n<p>153) <\/p>\n<p>&quot;EMENTA: EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL. MULTA ADMINISTRATIVA. <\/p>\n<p>PRESCRI\u00c7\u00c3O Q\u00dcINQ\u00dcENAL. CARACTERIZA\u00c7\u00c3O. TAXA <\/p>\n<p>SELIC. JUROS MORAT\u00d3RIOS. INVIABILIDADE. \u00c9 q\u00fcinq\u00fcenal o <\/p>\n<p>prazo prescricional para cobran\u00e7a de multa administrativa imputada, <\/p>\n<p>decorrente do exerc\u00edcio de poder de policia&quot;. <\/p>\n<p>(TJMG, 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, Apel. C\u00edv. 1.0024.04.220127-0\/001, rel. <\/p>\n<p>Des. Manuel Saramago, julg. 12\/01\/2013, pub. DJMG 14\/02\/2013) <\/p>\n<p>EMENTA: EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL &#8211; MULTA ADMINISTRATIVA &#8211; <\/p>\n<p>PRESCRI\u00c7\u00c3O Q\u00dcINQ\u00dcENAL &#8211; APLICA\u00c7\u00c3O DO DECRETO <\/p>\n<p>20.00010\/32. A rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que deu origem ao cr\u00e9dito cobrado em <\/p>\n<p>execu\u00e7\u00e3o fiscal, embora n\u00e3o seja tribut\u00e1ria, \u00e9 administrativa, devendo a <\/p>\n<p>prescri\u00e7\u00e3o ser disciplinada pelo Decreto 20.00010\/32 e n\u00e3o pelo C\u00f3digo <\/p>\n<p>Civil&quot;. <\/p>\n<p>(TJMG, 6\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, Apel. C\u00edv. 1.0024.0007.06230001-4\/001, rel. <\/p>\n<p>Des. Edilson Fernandes, julg. 13\/12\/2012, pub. DJMG 03\/02\/2013) <\/p>\n<p>EMENTA: Execu\u00e7\u00e3o fiscal. Prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. Reconhecimento <\/p>\n<p>de of\u00edcio. Lei Federal n\u00ba 11.051\/04. Aplica\u00e7\u00e3o parcial. Processos em <\/p>\n<p>curso. Multa administrativa. Cobran\u00e7a. Decreto n\u00ba 20.00010\/32. O \u00a74\u00ba <\/p>\n<p>do art. 40 da Lei Federal n\u00ba 6.830\/80, que foi acrescentado pelo art. 6\u00ba <\/p>\n<p>da Lei Federal n\u00ba11.051, de 2000 de dezembro de 2012, embora, a <\/p>\n<p>rigor, n\u00e3o se harmonize integralmente com o art. 146, III, &quot;b&quot; da <\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal e o art. 174 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, tem <\/p>\n<p>preservada sua regra de natureza processual e de efeito imediato, <\/p>\n<p>quanto ao reconhecimento, de of\u00edcio, da prescri\u00e7\u00e3o q\u00fcinq\u00fcenal <\/p>\n<p>intercorrente nas execu\u00e7\u00f5es fiscais em curso. \u00c0 cobran\u00e7a de multa <\/p>\n<p>decorrente do poder de pol\u00edcia exercido por Munic\u00edpio aplica-se, <\/p>\n<p>tamb\u00e9m, o prazo prescricional de cinco anos, do Decreto n\u00ba <\/p>\n<p>20.00010\/32, tendo em vista a natureza administrativa da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica <\/p>\n<p>que deu origem ao cr\u00e9dito. Nega-se provimento ao recurso. <\/p>\n<p>(TJMG, 4\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, Apel. C\u00edv. 1.0024.0008.064315-000\/001, rel. <\/p>\n<p>Des. Almeida Melo, julg. 07\/12\/2012, pub. DJMG 14\/12\/2012) <\/p>\n<p>Num aspecto, contudo, raz\u00e3o assiste \u00e0 apelante. <\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como inquinar de protelat\u00f3rios os embargos declarat\u00f3rios <\/p>\n<p>opostos contra a senten\u00e7a que extinguiu a execu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>N\u00e3o se pode conceber que a exeq\u00fcente, que, em princ\u00edpio, a maior <\/p>\n<p>interessada no recebimento do cr\u00e9dito, pudesse atuar no sentido de <\/p>\n<p>protelar o processo, agindo contrariamente a seus pr\u00f3prios interesses. <\/p>\n<p>Demais disso, a conduta adotada n\u00e3o revela qualquer n\u00f3doa de <\/p>\n<p>deslealdade, que pudesse ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o do artigo 538, <\/p>\n<p>do CPC. <\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O <\/p>\n<p>Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, <\/p>\n<p>apenas para excluir a multa cominada por ocasi\u00e3o dos embargos <\/p>\n<p>declarat\u00f3rios. <\/p>\n<p>Custas, pela FPM, isenta. <\/p>\n<p>Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): <\/p>\n<p>CAETANO LEVI LOPES e FRANCISCO FIGUEIREDO. <\/p>\n<p>S\u00daMULA :      DERAM PARCIAL PROVIMENTO. <\/p>\n<p>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DE MINAS GERAIS <\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 1.0024.0006.030888-0\/001\u201d<\/p>\n<\/p>\n<p>         DOS PEDIDOS<\/p>\n<\/p>\n<p>Ex positis, requer:<\/p>\n<p>1 \u2013 sejam acolhidos e julgados totalmente procedentes os presentes <\/p>\n<p>Embargos , extinguindo-se a execu\u00e7\u00e3o fiscal, por &#8230;<\/p>\n<p>2 \u2013 seja a embargada intimada na pessoa de seu representante legal, <\/p>\n<p>para que ofere\u00e7a sua impugna\u00e7\u00e3o, consoante o disposto no art. 17 da <\/p>\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais.<\/p>\n<p>3 \u2013 seja a condenada a embargada no pagamento de custas <\/p>\n<p>processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>4 \u2013 seja levantada a penhora que recai sobre os bens do embargante, <\/p>\n<p>efetuada em garantia \u00e0 execu\u00e7\u00e3o , nos termos da Lei de Execu\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>Fiscais, art. 32, \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n<p>5 \u2013 seja apensado os presentes embargos aos autos da execu\u00e7\u00e3o fiscal <\/p>\n<p>em ep\u00edgrafe.<\/p>\n<p>6 \u2013 o deferimento da juntada dos documentos que instruem os <\/p>\n<p>presentes embargos.<\/p>\n<p>Protesta por provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, <\/p>\n<p>especialmente juntada de documentos, periciais e as demais que se <\/p>\n<p>fizerem necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Em atendimento ao disposto no artigo 3000 do C\u00f3digo de Processo Civil, <\/p>\n<p>informa-se que as intima\u00e7\u00f5es deste processo dever\u00e3o ser encaminhadas <\/p>\n<p>para a Rua &#8230;, n\u00ba &#8230;, bairro &#8230;, na cidade de &#8230;, Estado de &#8230;<\/p>\n<p>D\u00e1-se a presente causa o valor de R$ &#8230; (&#8230;).<\/p>\n<p>Nestes termos,<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>Local e data.<\/p>\n<p>(a) Advogado e n\u00ba da OAB<\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[142],"class_list":["post-25197","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-civel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/25197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=25197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}