{"id":23004,"date":"2023-07-14T19:49:37","date_gmt":"2023-07-14T19:49:37","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-14T19:49:37","modified_gmt":"2023-07-14T19:49:37","slug":"acao-de-indenizacao-por-dispensa-sem-justa-causa-com-acusacao-falsa","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/acao-de-indenizacao-por-dispensa-sem-justa-causa-com-acusacao-falsa\/","title":{"rendered":"[MODELO] A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Dispensa Sem Justa Causa com Acusa\u00e7\u00e3o Falsa"},"content":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Dispensa Sem Justa Causa com Acusa\u00e7\u00e3o Falsa <\/p>\n<\/p>\n<p> Peti\u00e7\u00f5es &#8211; Reclamat\u00f3rias Trabalhistas <\/p>\n<p>Empregado dispensado sem justa causa, acusado da pr\u00e1tica de crime de furto, requer a anula\u00e7\u00e3o da dispensa e a respectiva indeniza\u00e7\u00e3o, inclusive por danos morais. <\/p>\n<\/p>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ TITULAR DA &#8230;. \u00aa VARA DO TRABALHO DA COMARCA DE &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., e &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., atrav\u00e9s de seus procuradores e advogados, mandato incluso, &#8230;., inscrito na OAB\/&#8230;. sob o n\u00ba &#8230;., inscrito na OAB\/&#8230;. sob o n\u00ba &#8230;., com escrit\u00f3rio profissional na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., com base nos artigos 5\u00ba, X da CF\/88, 159 e 1547, III do C\u00f3digo Civil, v\u00eam, perante V. Exa., solicitar<\/p>\n<p>INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS MORAIS<\/p>\n<p>contra &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;, (qualifica\u00e7\u00e3o), com sede na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;., em &#8230;., tendo em vista a seguinte situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>I &#8211; DOS FATOS<\/p>\n<p>1. No m\u00eas de &#8230;. de &#8230;., durante as f\u00e9rias do primeiro postulante, a requerida constituiu Comiss\u00e3o Interna, com a finalidade de apurar supostas irregularidades cometidas pelo mesmo, no exerc\u00edcio dos v\u00e1rios cargos assumidos na empresa.<\/p>\n<p>2. A comiss\u00e3o foi constitu\u00edda com os executivos &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;. e &#8230;., (qualifica\u00e7\u00e3o), residente e domiciliado na Rua &#8230;. n\u00ba &#8230;.<\/p>\n<p>3. No exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas pela requerida, os executivos passaram a ouvir funcion\u00e1rios e clientes da empresa.<\/p>\n<p>4. Nestas audi\u00eancias, contudo, n\u00e3o realizaram seu trabalho com imparcialidade e lisura, objetividade e responsabilidade funcional. E se afastaram da fun\u00e7\u00e3o investigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>5. Passaram, ent\u00e3o, a efetuar pr\u00e9-julgamentos e a afirmar taxativamente que &#8230;. era ladr\u00e3o, de ter enriquecido ilicitamente e tamb\u00e9m ter formado quadrilha dentro da empresa, juntamente com &#8230;. e outros funcion\u00e1rios e cliente n\u00e3o nominados, e ainda de ter desviado mercadorias da &#8230;.<\/p>\n<p>6. Neste m\u00eas, ent\u00e3o, tais pechas se alastraram por clientes e funcion\u00e1rios da empresa, provocadas pelos executivos, sem a presen\u00e7a de &#8230;., uma vez que estava de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>7. Retornou ao trabalho no dia &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., para dar continuidade \u00e0s suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>8. Nesta ocasi\u00e3o, dentro da &#8230;., os executivos reafirmaram pessoalmente ao autor que o mesmo havia enriquecido ilicitamente, que era ladr\u00e3o, que desviou mercadorias da requerida e de ter formado quadrilha juntamente com &#8230;.<\/p>\n<p>9. N\u00e3o tranq\u00fcilos, a partir desta data, passaram a divulgar, no exerc\u00edcio de suas funcionais atribui\u00e7\u00f5es, todas estas ofensas no c\u00edrculo profissional e pessoal do autor, gerando sua degrada\u00e7\u00e3o moral e financeira.<\/p>\n<p>10. Finalmente, diante disso, recebeu a demiss\u00e3o por justa causa, por improbidade, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. N\u00e3o auferiu, em conseq\u00fc\u00eancia, nenhuma indeniza\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os prestados.<\/p>\n<p>11. Na tentativa de arrumar novo emprego, os executivos prestavam sempre as falsas informa\u00e7\u00f5es \u00e0s empresas em que buscava emprego, que lhe maculavam a honra e a dignidade, coincidentes com os ju\u00edzos de valor anteriormente exarados.<\/p>\n<p>12. Apenas em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;. conseguiu arrumar outro emprego.<\/p>\n<p>13. Sem embargo de que n\u00e3o interessam a esta lide de ordem civil, ressalta &#8230;., que insurgiu contra a empresa nas esferas trabalhista e contra os executivos na esfera criminal, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o de que se sente ferido na sua honra e na sua dignidade.<\/p>\n<p>14. Neste aspecto, moveu reclama\u00e7\u00e3o trabalhista contra a requerida, por discordar frontalmente das acusa\u00e7\u00f5es de improbidade.<\/p>\n<p>15. Contra os executivos, ajuizou Queixa-crime na Comarca de &#8230;., Estado &#8230;.<\/p>\n<p>16. &#8230;., por sua vez, recebeu dos executivos da requerida, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., as pechas de que juntamente com &#8230;. era ladr\u00e3o, de ter desviado mercadorias da &#8230;. e de que tamb\u00e9m participava da sua quadrilha, conforme mencionou acima.<\/p>\n<p>17. Igualmente, passaram os executivos a divulgar tais informa\u00e7\u00f5es a clientes e funcion\u00e1rios da &#8230;., no seu c\u00edrculo de atua\u00e7\u00e3o profissional e pessoal.<\/p>\n<p>18. Como conseq\u00fc\u00eancias destas acusa\u00e7\u00f5es, foi demitido igualmente por justa causa, em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>19. Passou o autor a buscar novo emprego, contudo, quando os novos empregadores pediam informa\u00e7\u00f5es no emprego anterior, prestavam os executivos degradantes esclarecimentos sempre, para que o mesmo n\u00e3o conseguisse o novo trabalho, causando les\u00f5es de ordem moral e patrimonial ao requerente.<\/p>\n<p>20. Ficou desempregado at\u00e9 &#8230;. de &#8230;. de &#8230;.<\/p>\n<p>21. Do mesmo modo, ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista e a\u00e7\u00e3o penal, consoante c\u00f3pias das exordiais em anexo.<\/p>\n<p>22. Faticamente, conclui-se, ent\u00e3o, o vilip\u00eandio moral e financeiro a que foram submetidos os autores, pelos prepostos da requerida. Ensejando, sobremaneira, as conseq\u00fc\u00eancias que a ordem jur\u00eddica estabelece.<\/p>\n<p>23. Acrescenta-se, enfim, que os autores se sentem diminu\u00eddos na sua dignidade e na sua honra, por terem sido rechados pela requerida sob este tipo de acusa\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s terem prestado servi\u00e7o a ela por mais de dez anos (&#8230;.) e quatro (&#8230;.).<\/p>\n<p>24. E durante este tempo, constru\u00edram um patrim\u00f4nio moral valioso, pelas suas condutas profissionais e pessoais, e que foi torpedeado pelos prepostos da requerida.<\/p>\n<p>II &#8211; DO AMPARO JUR\u00cdDICO<\/p>\n<p>DO DANO MORAL<\/p>\n<p>A &#8211; A NORMA CONSTITUCIONAL<\/p>\n<p>25. Diz a CF\/88, no inciso: X do artigo 5\u00ba, o seguinte:<\/p>\n<p>&quot;s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o.&quot;<\/p>\n<p>26. Por esta norma, ressai que o sistema positivo concede a devida prote\u00e7\u00e3o ao dano moral, decorrente tamb\u00e9m de les\u00e3o \u00e0 honra e a dignidade das pessoas.<\/p>\n<p>27. Em an\u00e1lise a esta norma, diz o constitucionalista JOS\u00c9 AFONSO DA SILVA:<\/p>\n<p>&quot;A Constitui\u00e7\u00e3o empresta muita import\u00e2ncia \u00e0 moral como valor \u00e9tico-social da pessoa e da fam\u00edlia, que se imp\u00f5e respeito dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social (art. 22). Ela, mais que as outras, real\u00e7ou o valor da moral individual, tornando-a mesmo um bem indeniz\u00e1vel (art. 5\u00ba, V e X). A moral individual sintetiza a honra da pessoa, o bom nome, a boa fama, a reputa\u00e7\u00e3o que integram vida humana como dimens\u00e3o imaterial. Ela e seus componentes s\u00e3o atributos sem os quais a pessoa fica reduzida a uma condi\u00e7\u00e3o de animal de pequena significa\u00e7\u00e3o. Da\u00ed porque o respeito \u00e0 integridade moral do indiv\u00edduo assume fei\u00e7\u00e3o fundamental. Por isso \u00e9 que o Direito Penal tutela a honra contra a cal\u00fania, a difama\u00e7\u00e3o e a inj\u00faria.&quot;<\/p>\n<p>Curso de Direito Constitucional Positivo, 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 2\u00aa tiragem. Editora Malheiros. S\u00e3o Paulo, p. 184.<\/p>\n<p>28. Isto finda a controv\u00e9rsia jur\u00eddica antes existente acerca do fundamento legal para que se concedesse indeniza\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o de danos imateriais.<\/p>\n<p>29. P\u00f5e o dispositivo prote\u00e7\u00e3o contra \u00e0queles que provocam agress\u00e3o na dignidade das pessoas, o que faz elevar a honra a bem jur\u00eddico civilmente amparado.<\/p>\n<p>30. Entretanto, neste caso concreto, vislumbra-se alguma honra a ser protegida? Houve dignidade vilipendiada? \u00c9 poss\u00edvel a subjetiva\u00e7\u00e3o tanto da honra como da dignidade, para efeito de configurar o dano moral assacado contra os autores? Sim. Sim. Sim.<\/p>\n<p>31. Na doutrina de AN\u00cdBAL BRUNO se encontra os seguinte esc\u00f3lio:<\/p>\n<p>&quot;Inj\u00faria \u00e9 a palavra ou gesto ultrajante com que o agente ofende o sentimento de dignidade da v\u00edtima&#8230;<\/p>\n<p>Na sua ess\u00eancia, \u00e9 a inj\u00faria uma manifesta\u00e7\u00e3o de desrespeito e desprezo, um ju\u00edzo depreciativo capaz de ofender a honra da v\u00edtima no seu aspecto subjetivo. Pode referir-se a condi\u00e7\u00f5es pessoais do ofendido, do seu corpo, do seu esp\u00edrito, da sua cultura, da sua moral, ou ainda da sua qualifica\u00e7\u00e3o profissional na sociedade ou da sua capacidade profissional.&quot; CRIMES CONTRA A HONRA. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Editora Rio, Rio de Janeiro, 1975, p. 301.<\/p>\n<p>31. O professor JO\u00c3O CASILO, em monografia acerca do tema, exp\u00f5e um conceito pessoal de dano moral, bastante aplic\u00e1vel ao caso em tela:<\/p>\n<p>&quot;A verdade \u00e9 que uma conceitua\u00e7\u00e3o mais adequada aos nossos dias exige que o dano seja entendido como resultado da ofensa por terceiro a um direito, patrimonial ou n\u00e3o, que confere ao ofendido, como conseq\u00fc\u00eancia, a pretens\u00e3o a uma indeniza\u00e7\u00e3o. Esta abrang\u00eancia do conceito de dano toma maior import\u00e2ncia, se a les\u00e3o \u00e9 contra a pessoa humana, exigindo uma correspondente compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para que haja a ofensa, basta que o direito titulado seja violado&#8230;&quot;<\/p>\n<p>DANO A PESSOA E SUA INDENIZA\u00c7\u00c3O. Editora Saraiva, S\u00e3o Paulo, p. 29, 1987.<\/p>\n<p>32. Por esta doutrina, infere-se que o conceito de dano tamb\u00e9m abrange o dano moral.<\/p>\n<p>33. O jurista ANTONIO CHAVES diz o seguinte:<\/p>\n<p>&quot;Dano moral \u00e9 a dor resultante da viola\u00e7\u00e3o de um bem juridicamente tutelado sem repercuss\u00e3o patrimonial. Seja a dor f\u00edsica &#8211; dor &#8211; sensa\u00e7\u00e3o como denomina Carpenter &#8211; nascida de uma les\u00e3o material; seja dor moral &#8211; dor &#8211; sensa\u00e7\u00e3o &#8211; de causa material.&quot; TRATADO DE DIREITO CIVIL. Vol. III, S\u00e3o Paulo, Revista dos Tribunais, p. 573, 1985.<\/p>\n<p>34. O Magistrado Clayton Reis, da Comarca de Curitiba, Estado do Paran\u00e1, tem como esc\u00f3lio o seguinte:<\/p>\n<p>&quot;Todavia, h\u00e1 circunst\u00e2ncias em que o ato lesivo afeta a personalidade do indiv\u00edduo, sua honra, sua integridade ps\u00edquica, seu bem-estar \u00edntimo, suas virtudes, enfim, causando-lhe mal-estar ou uma indisposi\u00e7\u00e3o de natureza espiritual &#8211; pateme d&#8217;animo &#8211; na express\u00e3o dos tratadistas italianos.&quot; DANO MORAL. Forense, Rio de Janeiro, 1991, p. 4.<\/p>\n<p>35. Ele ainda diz:<\/p>\n<p>&quot;A constata\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um patrim\u00f4nio moral e a conseq\u00fcente necessidade de sua repara\u00e7\u00e3o, na hip\u00f3tese de dano, constituem marco importante no processo evolutivo das civiliza\u00e7\u00f5es. Isto porque representa a defesa dos direitos do esp\u00edrito humano e dos valores que comp\u00f5em a personalidade do homo sapiens.&quot; Obra citada, p. 7.<\/p>\n<p>36. Verifica-se, ent\u00e3o, que a norma constitucional e doutrina fornecem o amparo \u00e0 exist\u00eancia do dano moral, e \u00e0 sua reparabilidade.<\/p>\n<p>B &#8211; DA CONFIGURA\u00c7\u00c3O DO DANO<\/p>\n<p>37. Diante da exposi\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, observa-se que os autores foram vilipendiados na sua dignidade.<\/p>\n<p>38. Foram emitidos ju\u00edzos de valor de car\u00e1ter depreciativo, acerca da conduta social e profissional e moral: ladr\u00e3o, formador de quadrilha, desviador de mercadorias e de enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n<p>39. Foram demitidos de seus cargos sob os ausp\u00edcios destas acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>40. N\u00e3o bastando isso, ainda os executivos, de dentro da empresa, no hor\u00e1rio de trabalho e no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es na requerida, dolosamente divulgaram ao p\u00fablico estes assaques.<\/p>\n<p>41. N\u00e3o bastando isso, posteriormente \u00e0 demiss\u00e3o, ainda impediram que os autores conseguissem novo emprego, mediante o fornecimento de informa\u00e7\u00f5es inver\u00eddicas.<\/p>\n<p>42. Ainda, os requerentes sofreram as desmoraliza\u00e7\u00f5es por terem sido demitidos por justa causa, sob as acusa\u00e7\u00f5es de serem \u00edmprobos.<\/p>\n<p>DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA<\/p>\n<p>43. O dano moral foi causado por pessoas que possuem v\u00ednculo de trabalho com a requerida, e no exerc\u00edcio de atribui\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n<p>44. O evento ocorreu dentro de sua sede, nesta cidade.<\/p>\n<p>45. Por isso, vem a dic\u00e7\u00e3o do artigo 159 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>&quot;Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia, ou imprud\u00eancia, violar direito ou causar preju\u00edzo a outrem, fica obrigado a reparar o dano.&quot;<\/p>\n<p>46. Em complemento, expressa o inciso III, do artigo 1.521 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>&quot;S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>III &#8211; O patr\u00e3o, amo ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhe competir, ou por ocasi\u00e3o dele (art. 1.521).&quot;<\/p>\n<p>47. Os executivas foram designados pela requerida para exercer as fun\u00e7\u00f5es investigat\u00f3rias de poss\u00edveis regularidades contra seu patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>48. Durante todo o per\u00edodo, ent\u00e3o, estavam representando a pessoa jur\u00eddica supostamente lesionada.<\/p>\n<p>49. Infere-se, desse modo, que a requerida \u00e9 respons\u00e1vel pelos atos praticados pelos seus executivos. Devendo, ent\u00e3o, responder pelos preju\u00edzos causados por eles.<\/p>\n<p>DA INDENIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>50. O inciso X do artigo 5\u00ba da CF\/88 garante aos ofendidos, o direito de serem indenizados nos casos como o que aqui se discute.<\/p>\n<p>51. Infraconstitucionalmente, disp\u00f5e o artigo 1.547 do C\u00f3digo Civil, que a indeniza\u00e7\u00e3o por inj\u00faria ou cal\u00fania consistir\u00e1 na repara\u00e7\u00e3o do dano que delas resulte ao ofendido.<\/p>\n<p>52. Por sua vez, o seu par\u00e1grafo \u00fanico acrescenta que:<\/p>\n<p>&quot;Se este n\u00e3o puder provar o preju\u00edzo material, pagar-lhe-\u00e1 o dobro da multa no grau m\u00e1ximo da pena criminal.&quot;<\/p>\n<p>53. Pela exposi\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, ilai-se que n\u00e3o se configura um aspecto patrimonial para a determina\u00e7\u00e3o de um quantum indenizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>54. Mencionando novamente o professor JO\u00c3O CASILO, ele escreve:<\/p>\n<p>&quot;Entretanto, nem sempre a ofensa \u00e0 honra acarreta repercuss\u00e3o patrimonial, causando preju\u00edzo material ao ofendido. Nem por isso deixou de ocorrer a les\u00e3o do direito, o dano, no seu mais amplo e moderno entendimento. Havendo dano, deve haver a correspondente indeniza\u00e7\u00e3o.&quot; Obra citada, p. 169.<\/p>\n<p>LUCROS CESSANTES<\/p>\n<p>55. Conforme se demonstra pelas fotoc\u00f3pias das carteiras de trabalho juntadas, os requerentes foram demitidos em &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., por justa causa, tendo como motivo de fundo as acusa\u00e7\u00f5es il\u00edcitas que lhe foram assacadas.<\/p>\n<p>56. Diante disso ficaram os autores &#8230;. meses sem conseguir novo emprego; sendo &#8230;., &#8230;. e &#8230;.<\/p>\n<p>57. Acrescenta-se, que em fun\u00e7\u00e3o dessa modalidade de demiss\u00e3o, n\u00e3o receberam absolutamente nenhuma remunera\u00e7\u00e3o da requerida, muito menos o sal\u00e1rio do m\u00eas de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>58. Assim, deixaram de ganhar os sal\u00e1rios mensais desde o m\u00eas de demiss\u00e3o, &#8230;. de &#8230;. at\u00e9 o m\u00eas em que conseguiram novo emprego:<\/p>\n<p>a) &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>(Acrescido das vantagens trabalhistas pertinentes ao cargo de &#8230;.)<\/p>\n<p>b) &#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>&#8230;. de &#8230;. sal\u00e1rio R$ &#8230;..<\/p>\n<p>(Acrescido das vantagens trabalhistas).<\/p>\n<p>59. Esta perda se amolda ao conceito de lucro cessante, devendo a requerida responder por eles tamb\u00e9m. Pois, disp\u00f5e o artigo 1.059 do CC, que:<\/p>\n<p>&quot;Salvo as exce\u00e7\u00f5es previstas neste C\u00f3digo, de modo expresso, as perdas e danos previstas ao credor, abrangem, al\u00e9m do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.&quot;<\/p>\n<p>60. J\u00e1 o artigo 1.060 do CC exige que os lucros cessantes tenham rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito direto com o fato origin\u00e1rio. \u00c9 o que verifica nesta lide.<\/p>\n<p>PAR\u00c2METROS DA INDENIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>61. Para aferi\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o no patrim\u00f4nio do respons\u00e1vel, exige a lei que se considere tamb\u00e9m sua capacidade econ\u00f4mica, porque \u00e9 corol\u00e1rio do princ\u00edpio da justi\u00e7a que, &quot;quem pode o mais paga mais, quem pode o menos paga menos.&quot;<\/p>\n<p>62. A requerida pode pagar o mais.<\/p>\n<p>63. A r\u00e9 \u00e9 pessoa jur\u00eddica de reconhecimento not\u00f3rio, no ramo de ind\u00fastria e com\u00e9rcio de alimentos. Trata-se de uma empresa transnacional e com uma situa\u00e7\u00e3o financeira equilibrada, haja vista n\u00e3o ser concordat\u00e1ria ou em estado falimentar.<\/p>\n<p>64. Em raz\u00e3o disso, pode perfeitamente suportar o mais. Pois, a insignific\u00e2ncia de uma indeniza\u00e7\u00e3o \u00ednfima nenhum efeito pode lhe ocasionar, tornando in\u00f3cuo o real esp\u00edrito da san\u00e7\u00e3o civil, que \u00e9 fazer com que o causador de um dano sinta financeiramente as conseq\u00fc\u00eancias da sua conduta negligente.<\/p>\n<p>65. Por outro lado, o vilip\u00eandio moral sofrido pelos autores, tanto no seu c\u00edrculo profissional como no particular, \u00e9 inestim\u00e1vel, principalmente pelo fato de que prestavam servi\u00e7o a requerida h\u00e1 mais de dez anos, sem terem sofrido nenhuma san\u00e7\u00e3o funcional ou trabalhista.<\/p>\n<p>66. Aliado ainda ao constrangimento moral a que foram submetidos, diante de uma humilhante e infundada demiss\u00e3o por justa causa.<\/p>\n<p>III &#8211; DO REQUERIMENTO<\/p>\n<p>67. Em face do exposto, solicitam:<\/p>\n<p>a) a cita\u00e7\u00e3o da requerida, pelo correio, na pessoa de seu representante legal, para, querendo, apresentar sua defesa, sob pena de revelia e confiss\u00e3o;<\/p>\n<p>b) o protesto pela produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito admitidas;<\/p>\n<p>c) que a a\u00e7\u00e3o seja julgada procedente, condenando-se a requerida a pagar:<\/p>\n<p>1 &#8211; a cada um dos postulantes, nos termos do artigo 1.547 do C\u00f3digo Civil, combinado com o artigo 47 do C\u00f3digo Penal, 360 dias-multa no valor de &#8230;. sal\u00e1rios m\u00ednimos oficiais cada dia-multa, atualizados monetariamente conforme \u00edndices oficiais, desde &#8230;. de &#8230;. de &#8230;., at\u00e9 a data do pagamento, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, acrescido de juros morat\u00f3rios, nos termos das s\u00famulas 54 do STJ e 562 do STF;<\/p>\n<p>2 &#8211; a &#8230;., o pagamento de lucros cessantes, correspondentes aos sal\u00e1rios funcionais de R$ &#8230;. mensal, acrescido de todas as vantagens trabalhistas que auferia na fun\u00e7\u00e3o, durante o tempo mencionado no item 55, que deixou de receber pela demiss\u00e3o por justa causa motivada pelos il\u00edcitos que lhe foram atribu\u00eddos, at\u00e9 a data de admiss\u00e3o no emprego atual; com a incid\u00eancia de juros morat\u00f3rios a partir da data em que deveriam ter sido pagos, se acaso permanecesse na empresa, nos termos das s\u00famulas 54 do STJ e 562 do STF;<\/p>\n<p>3 &#8211; a &#8230;., o pagamento de lucros cessantes, correspondentes ao sal\u00e1rio funcional de R$ &#8230;., acrescido de todas as vantagens trabalhistas que auferia na fun\u00e7\u00e3o, que deixou de receber pela demiss\u00e3o por justa causa, motivada pelos il\u00edcitos que lhe foram irrigados, at\u00e9 a data de admiss\u00e3o no emprego atual; com a incid\u00eancia de juros morat\u00f3rios a partir da data em que deveriam ter sido pagos, se permanecesse na empresa, nos termos das s\u00famulas 54 do STJ e 562 do STF;<\/p>\n<p>4 &#8211; nas despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais em 20% sobre o montante da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D\u00e1-se \u00e0 causa o valor de R$ &#8230;. (&#8230;.).<\/p>\n<p>Termos em que,<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Advogado OAB\/&#8230; <\/p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[528],"class_list":["post-23004","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-kit-peticoes-diversas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/23004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=23004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}