{"id":21387,"date":"2023-07-14T19:25:51","date_gmt":"2023-07-14T19:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-14T19:25:51","modified_gmt":"2023-07-14T19:25:51","slug":"apelacao-civel-tombamento-do-conjunto-arquitetonico-e-paisagistico-de-paraty","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/apelacao-civel-tombamento-do-conjunto-arquitetonico-e-paisagistico-de-paraty\/","title":{"rendered":"[MODELO] Apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel  &#8211;  Tombamento do Conjunto Arquitet\u00f4nico e Paisag\u00edstico de Paraty"},"content":{"rendered":"<h1>TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2\u00aa REGI\u00c3O \u2013 8\u00aa TURMA<\/h1>\n<h1>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL n\u00ba 0006.02.18862-8<\/h1>\n<p>APELANTE:\t<strong>COARCOBALENO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES LTDA e MUNIC\u00cdPIO DE PARATY<\/strong><\/p>\n<p>APELADO:\t<strong>INSTITUTO NACIONAL DO PATRIM\u00d4NIO HIST\u00d3RICO ART\u00cdSTICO NACIONAL &#8211; IPHAN<\/strong><\/p>\n<p>RELATOR:\t<strong>DES. FEDERAL CLELIO ERTHAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Egr\u00e9gia Turma<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\tTrata-se de a\u00e7\u00e3o aJUIZada pelo INSTITUTO BRASILEIRO DO PATRIM\u00d4NIO CULTURAL \u2013 IBPC, atualmente denominado <strong>INSTITUTO NACIONAL DO PATRIM\u00d4NIO HIST\u00d3RICO ART\u00cdSTICO NACIONAL \u2013 IPHAN<\/strong> em face do <strong>MUNIC\u00cdPIO DE PARATY<\/strong> e de <strong>COARCOBALENO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES LTDA<\/strong>, nos seguintes termos:<\/p>\n<p>\u201c1.\tEm 13 de fevereiro de 100058, o Conjunto Arquitet\u00f4nico e Paisag\u00edstico da Cidade de Paraty foi inscrito nos Livros de Tombo Arqueol\u00f3gico, Etnogr\u00e1fico e Paisag\u00edstico (fls. 18), sob o n\u00ba 17 e no de Belas Artes (fls. 82), sob o n\u00ba 881, data em que, atrav\u00e9s do tombamento, o referido Munic\u00edpio passou a ser tutelado e protegido pelo Poder P\u00fablico Federal.  O Decreto n\u00ba 58.077 de 28.03.100066, convertendo o Munic\u00edpio \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Monumento Nacional, ampliou e ratificou a tutela federal mencionada.<\/p>\n<p>2.\tO Decreto-lei  n\u00ba 25, de 30 de novembro de 100037, tornando efetiva a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico nacional consagrada no art. 216 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, prescreve em seus arts. 17 e 18 que, in verbis:<\/p>\n<p><em>Art. 17 \u2013 As coisas tombadas n\u00e3o poder\u00e3o, em caso nenhum ser destru\u00eddas ou mutiladas, nem, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena da multa de cinq\u00fcenta por cento do dano causado.<\/em><\/p>\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; &#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Art. 18 \u2013 Sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, n\u00e3o se poder\u00e1, na vizinhan\u00e7a da coisa tombada, fazer constru\u00e7\u00e3o que lhe impe\u00e7a ou reduza a visibilidade, nem nela colocar an\u00fancios ou cartazes, sob pena de ser mandada destruir a obra ou retirar o objeto, impondo-se nesse caso  multa de cinq\u00fcenta por cento do valor do mesmo objeto.<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>7.\tCiente desta compet\u00eancia federal a cargo do autor, \u00e9 que o 1\u00ba r\u00e9u encaminhou \u00e0 SPHAN, antecessora do suplicante, em 2016.01.87, consulta pr\u00e9via formulada pelo 2\u00ba r\u00e9u, cujo objetivo se pautava na possibilidade de constru\u00e7\u00e3o na autor aberto a concilia\u00e7\u00e3oidade da Praia da Rosa, \u00e1rea especialmente protegida nos termos da j\u00e1 mencionada tutela disposta no Decreto-lei n\u00ba 25\/37.<\/p>\n<p>8.\tAnalisando a aludida consulta, foi firmada e definida a forma e o tipo de interven\u00e7\u00e3o m\u00e1xima a serem permitidos na Praia da Rosa (&#8230;)<\/p>\n<p>000.\tIgualmente, consciente da leg\u00edtima compet\u00eancia do requerente para disciplinar o processo de interven\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica sobre a Praia da Rosa, o 2\u00ba r\u00e9u apresenta um substitutivo \u00e0 consulta pr\u00e9via anteriormente mencionada, onde textualmente declara: \u2018a preocupa\u00e7\u00e3o que o levou a consulta \u00e0 SPHAN, \u00f3rg\u00e3o normativo de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, nacional\u2019.<\/p>\n<p>10.\tEntretanto, em vista do indeferimento do seu substitutivo, por extrapolar em muito, os limites m\u00e1ximos de ocupa\u00e7\u00e3o informados pela antecessora do autor, quando da consulta pr\u00e9via anterior, o 2\u00ba r\u00e9u, como num passe de m\u00e1gica muda de estrat\u00e9gia e passa a absurdamente, negar a prote\u00e7\u00e3o federal para a \u00e1rea em quest\u00e3o, anteriormente pelo pr\u00f3prio expressada e reconhecida.<\/p>\n<p>11.\tDemonstrando absoluta falta de crit\u00e9rio, patente incoer\u00eancia e total desrespeito \u00e0 lei, o 2\u00ba r\u00e9u, de forma \u00e1gil, pouco t\u00e9cnica e nada recomend\u00e1vel, procura se esquivar das referidas limita\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es federais, com se tal fosse poss\u00edvel, pela simples escolha de caminho obl\u00edquo e avesso de um inoportuno \u2018amparo judicial\u2019, traduzido em ineficaz mandado de seguran\u00e7a impetrado unicamente em face das autoridades do Munic\u00edpio de Paraty, visando \u00e0 concess\u00e3o de licen\u00e7a edital\u00edcia, com rela\u00e7\u00e3o ao projeto indeferido na esfera federal, sem qualquer base, alcance ou efeito em rela\u00e7\u00e3o ao requerente, posto que se ateve apenas ao estrito interesse autor aberto a concilia\u00e7\u00e3o afastando, sem ter condi\u00e7\u00e3o para tal, a concorrente, demonstrada e l\u00eddima tutela federal para disciplinar a quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>\t\t\tPede, afinal, seja o Munic\u00edpio de Paraty condenado a n\u00e3o conceder licen\u00e7a  pleiteada pela Coarcobaleno Empreendimentos sem a pr\u00e9via anu\u00eancia do IPHAN, bem como a condena\u00e7\u00e3o do segundo r\u00e9u a n\u00e3o levar adiante a constru\u00e7\u00e3o na Praia da Rosa.<\/p>\n<p>\t\t\t\u00c0s fls. 17\/81, contesta\u00e7\u00e3o da COARCOBALENO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES LTDA, a alegar que <em>\u201co autor n\u00e3o disp\u00f5e do direito que alega ter, ou seja, do direito de submeter ao seu crivo o projeto de empreendimento da suplicada\u201d\u00b8<\/em> na medida em que <em>\u201cas certid\u00f5es de tombamento revelam que APENAS o bairro hist\u00f3rico (agrupadamente) e o pr\u00e9dio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia (separadamente) foram alvo do procedimento de tombo\u201d<\/em>, isto \u00e9, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que todo o Munic\u00edpio de Paraty haja sido tombado.<\/p>\n<p>\t\t\tRegularmente citado \u00e0s fls. 68 v\u00ba, o Munic\u00edpio de Paraty deixou de apresentar contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\t\t\t\u00c0s fls. 78, retificando o despacho de fls. 66, determinou-se a inclus\u00e3o da Uni\u00e3o Federal no p\u00f3lo ativo.<\/p>\n<p>\t\t\t\u00c0s fls. 80\/82, a Uni\u00e3o Federal, ao tempo em que esclarece n\u00e3o ser parte na a\u00e7\u00e3o, mas mera assistente do autor, pede a proced\u00eancia do pedido.<\/p>\n<p>\t\t\tA senten\u00e7a de fls. 00030006 julgou PROCEDENTE o pedido para condenar os dois r\u00e9us a <em>\u201cabsterem-se de transgredir as posturas protecionistas tra\u00e7adas pelo IBPC para a Praia da Rosa, respeitando a limita\u00e7\u00e3o administrativa imposta atrav\u00e9s do tombamento federal, n\u00e3o concedendo o Poder P\u00fablico Municipal a licen\u00e7a para constru\u00e7\u00e3o pleiteada pelo segundo r\u00e9u sem a necess\u00e1ria e pr\u00e9via anu\u00eancia do autor, cominando para a hip\u00f3tese de transgress\u00e3o  do preceituado a ena pecuni\u00e1ria de dez sal\u00e1rios-m\u00ednimos di\u00e1rios, para cada r\u00e9u\u201d.<\/em><\/p>\n<p>\t\t\tIrresignada, COARCOBALENO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES LTDA<strong> <\/strong>interp\u00f4s o recurso de apela\u00e7\u00e3o de fls. 000000\/111, pedindo a reforma da senten\u00e7a pelos seguintes motivos:<\/p>\n<p>a) o IPHAN pretende a sujei\u00e7\u00e3o do r\u00e9u n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s suas posturas protecionistas, como tamb\u00e9m ao anteprojeto de lei de zoneamento geral do Munic\u00edpio de Paraty, o qual, n\u00e3o sendo sequer um projeto, constitui um \u2018nada jur\u00eddico\u2019;<\/p>\n<p>b) Apesar da imprecis\u00e3o de linguagem contida no Decreto n\u00ba 58.077\/66, a \u00e1rea de Paraty efetivamente tombada corresponde ao <em>\u201cc\u00edrculo de 5 (cinco) quil\u00f4metros de raio cujo centro \u00e9 o ponto de interse\u00e7\u00e3o dos eixos da Pra\u00e7a Monsenhor H\u00e9lio e da rua Marechal Santos Dias\u201d<\/em>;<\/p>\n<p>c) a Praia do Rosa, apesar de situada em Paraty, n\u00e3o est\u00e1 na zona urbana e, portanto, n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada pelo Decreto n\u00ba 58.077\/66;<\/p>\n<p>d) n\u00e3o h\u00e1 nos autos qualquer men\u00e7\u00e3o ao procedimento administrativo exigido para a regularidade do tombamento da propriedade do autor.<\/p>\n<p>\t\t\t\u00c9 o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\t\t\tConv\u00e9m esclarecer que, em consulta ao site <a href=\"http:\/\/www.tj.rj.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>www.tj.rj.gov.br<\/em><\/a><em>,<\/em> verifica-se que, no Mandado de Seguran\u00e7a (processo n\u00ba 10000002.001.02806) impetrado por  COARCOBALENO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES LTDA, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro denegou a seguran\u00e7a, por entender inadequada a via mandamental para a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia:<\/p>\n<p>Processo : 10000002.001.02806<\/p>\n<p>Mandado de seguran\u00e7a impetrado contra atos atribu\u00eddos ao Prefeito municipal de Paraty e ao Secret\u00e1rio de Obras e Servi\u00e7os P\u00fablicos do mesmo munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Decad\u00eancia. N\u00e3o reconhecimento, quando, tratando-se de ato omissivo, e, tendo havido interpela\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da autoridade impetrada, a a\u00e7\u00e3o mandamental foi aJUIZada, antes de decorrido o prazo previsto, no artigo 18 da Lei n. 1.533\/51, contado da interpela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&quot;Legitimatio ad causam&quot; do primeiro impetrado. Reconhecimento, a despeito dos fatos terem ocorrido na gest\u00e3o de Prefeito anterior.<\/p>\n<p>Ilegitimidade passiva do segundo impetrado. Caracteriza\u00e7\u00e3o, uma vez demonstrado que o Secret\u00e1rio Municipal nenhum ato praticou.<\/p>\n<p>Recusa impl\u00edcita \u00e0 concess\u00e3o de licen\u00e7a para constru\u00e7\u00e3o. Quest\u00e3o complexa, que envolve restri\u00e7\u00f5es de ordem hist\u00f3rica, paisag\u00edstica e ambiental. Inadequabilidade da via mandamental para sua solu\u00e7\u00e3o. Ordem denegada. (DP)<\/p>\n<p>Partes: EXMO. SR. PREFEITO DO MUNICIPIO DE PARATY E OUTRO e COARCOBALENO EMPREEND. E PARTICIPACOES LTDA<\/p>\n<p>Tipo da A\u00e7\u00e3o: APELACAO CIVEL<\/p>\n<p>N\u00famero do Processo: 10000002.001.2806<\/p>\n<p>Data de Registro : 21\/05\/10000003<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o Julgador: QUARTA CAMARA CIVEL<\/p>\n<p>Vota\u00e7\u00e3o : Unanime<\/p>\n<p>DES. AUREA PIMENTEL PEREIRA<\/p>\n<p>Julgado em 1000\/02\/10000003<\/p>\n<p>TRIBUNAL &#8211; QUINTA REGIAO <\/p>\n<p>            Classe: AC &#8211; APELA\u00c7\u00c3O CIVEL &#8211; 10681000<\/p>\n<p>            Processo: 0006.05.27061-7        UF: SE        Org\u00e3o Julgador: PRIMEIRA TURMA<\/p>\n<p>            Data da Decis\u00e3o: 26\/11\/10000008     Documento: TRF500031613 <\/p>\n<p>       Fonte<\/p>\n<p>            DJ DATA:28\/12\/10000008 PAGINA:53 <\/p>\n<p>     Relator<\/p>\n<p>            JUIZ CASTRO MEIRA <\/p>\n<p>     Ementa<\/p>\n<p>            CIVIL E ADMINISTRATIVO. A\u00c7\u00c3O CIVIL P\u00daBLICA. DEFESA DO PATRIM\u00d4NIO<\/p>\n<p>            HIST\u00d3RICO. <\/p>\n<p>            &#8211; AS CIDADES TOMBADAS COMO &quot;MONUMENTO HIST\u00d3RICO&quot; T\u00caM, SOB PROTE\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>            DO PODER P\u00daBLICO, N\u00c3O SOMENTE OS SEUS TEMPLOS E EDIF\u00cdCIOS, MAS TAMB\u00c9M<\/p>\n<p>            TUDO AQUILO QUE DIGA RESPEITO \u00c0 PAISAGEM ONDE SE INSERE O CONJUNTO<\/p>\n<p>            ARQUITET\u00d4NICO, SEJA A PAISAGEM NATURAL, COMO MORROS, RIOS, LAGOS,<\/p>\n<p>            BOSQUES, ETC., SEJA A PAISAGEM ARTIFICIAL, COMO \u00c9 O CASO DE POSTES DE<\/p>\n<p>            ILUMINA\u00c7\u00c3O, CAL\u00c7ADAS E PAVIMENTOS DE LOGRADOUROS P\u00daBLICOS. <\/p>\n<p>            &#8211; O \u00d3RG\u00c3O DA ADMINISTRA\u00c7\u00c3O QUE DANIFICA O CONJUNTO ARQUITET\u00d4NICO OU<\/p>\n<p>            SUA PAISAGEM EST\u00c1 OBRIGADO A REP\u00d4-LO NO ESTADO ORIGINAL, E, A<\/p>\n<p>            AUTORIDADE ADMINISTRATIVA QUE ORDENOU O DANO, EST\u00c1 OBRIGADA A<\/p>\n<p>            INDENIZ\u00c1-LO NOS TERMOS DO ART. 17, PAR\u00c1GRAFO \u00daNICO DO DECRETO-LEI N\u00ba<\/p>\n<p>            25\/37. <\/p>\n<p>            &#8211; APELA\u00c7\u00c3O E REMESSA OFICIAL, TIDA COMO INTERPOSTA, PROVIDAS.<\/p>\n<p>TRF &#8211; PRIMEIRA REGI\u00c3O <\/p>\n<p>             Classe: AC &#8211; APELA\u00c7\u00c3O CIVEL &#8211; 01128356<\/p>\n<p>             Processo: 10000000.01.12835-6        UF: PA        Org\u00e3o Julgador: QUARTA TURMA<\/p>\n<p>             Data da Decis\u00e3o: 18\/0000\/10000008     Documento: TRF10006000172 <\/p>\n<p>       Fonte<\/p>\n<p>             DJ DATA: 12\/11\/10000008 PAGINA: 103 <\/p>\n<p>      Relator<\/p>\n<p>             JU\u00cdZA SELENE MARIA DE ALMEIDA <\/p>\n<p>     Decis\u00e3o<\/p>\n<p>             Por unanimidade, dar provimento \u00e0s apela\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, nos<\/p>\n<p>             termos do voto da Sr\u00aa Ju\u00edza Selene Maria de Almeida, convocada segundo a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 05 de<\/p>\n<p>             16\/06\/10000008 &#8211; TRF 1\u00aa Regi\u00e3o. <\/p>\n<p>      Ementa<\/p>\n<p>             ADMINISTRATIVO. IM\u00d3VEL TOMBADO. OBRA REALIZADA EM DESACORDO COM<\/p>\n<p>             PROJETO APROVADO PELO SPHAN. IM\u00d3VEL INSCRITO NO LIVRO DO SPHAN. <\/p>\n<p>             1. Com a observ\u00e2ncia dos ritos previstos no Decreto-lei 25\/37, para a efetiva\u00e7\u00e3o do TOMBamento,<\/p>\n<p>             principalmente a notifi\u00e7\u00e3o do propriet\u00e1rio, consuma-se a limita\u00e7\u00e3o ao direito de propriedade. <\/p>\n<p>             2. A inscri\u00e7\u00e3o no registro de im\u00f3veis do ato de TOMBamento, (art. <\/p>\n<p>             13 do Decreto-lei n\u00ba 25\/37) \u00e9 necess\u00e1ria para a efic\u00e1cia com rela\u00e7\u00e3o a terceiros. <\/p>\n<p>             3. A averba\u00e7\u00e3o no registro imobili\u00e1rio do ato de TOMBamento n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para a efic\u00e1cia da<\/p>\n<p>             limita\u00e7\u00e3o administrativa ao propriet\u00e1rio titular ao im\u00f3vel TOMBado, que \u00e9 parte do procedimento<\/p>\n<p>             administrativo do TOMBamento. <\/p>\n<p>             8. Apela\u00e7\u00f5es providas<\/p>\n<p>TRF &#8211; PRIMEIRA REGI\u00c3O <\/p>\n<p>            Classe: AC &#8211; APELA\u00c7\u00c3O CIVEL &#8211; 0113000800<\/p>\n<p>            Processo: 10000001.01.1300080-0        UF: BA        Org\u00e3o Julgador: QUARTA TURMA<\/p>\n<p>            Data da Decis\u00e3o: 23\/11\/10000002     Documento: TRF100018880 <\/p>\n<p>       Fonte<\/p>\n<p>            DJ DATA: 07\/12\/10000002 PAGINA: 81160 <\/p>\n<p>     Relator<\/p>\n<p>            JUIZ LEITE SOARES <\/p>\n<p>     Decis\u00e3o<\/p>\n<p>            POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AOS RECURSOS. <\/p>\n<p>     Ementa<\/p>\n<p>            ADMINISTRATIVO. TOMBAMENTO. IMOVEL N\u00c3O INSCRITO NO LIVRO DO SPHAN.<\/p>\n<p>            SEM A OBSERVANCIA DOS RITOS INSCRITOS NO DL 25\/37, PARA A EFETIVA\u00c7\u00c3O DO<\/p>\n<p>            TOMBAMENTO, PRINCIPALMENTE A NOTIFICA\u00c7\u00c3O DO PROPRIETARIO, N\u00c3O SE PODE<\/p>\n<p>            CONSUMAR A LIMITA\u00c7\u00c3O DO DIREITO DE PROPRIEDADE. N\u00c3O PROVIMENTO DOS<\/p>\n<p>            RECURSOS.<\/p>\n<p>\t\t\tDo exposto, o parecer \u00e9 no sentido do provimento do apelo.<\/p>\n<p>\t\t\tRio de Janeiro, 3 de janeiro de 2016.<\/p>\n<p>\t\t\t<strong>JOS\u00c9 HOMERO DE ANDRADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\tProcurador Regional da Rep\u00fablica<\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[934],"class_list":["post-21387","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-acoes-e-recursos-ncpc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/21387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=21387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}