{"id":21375,"date":"2023-07-14T19:25:43","date_gmt":"2023-07-14T19:25:43","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-14T19:25:43","modified_gmt":"2023-07-14T19:25:43","slug":"contestacao-com-preliminar-de-incompetencia-absoluta-do-juizo","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contestacao-com-preliminar-de-incompetencia-absoluta-do-juizo\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contesta\u00e7\u00e3o com Preliminar de Incompet\u00eancia Absoluta do Ju\u00edzo"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMA SENHORA DOUTORA JU\u00cdZA DE DIREITO DA COMARCA DE VIRADOURO<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Processo n\u00ba<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o de Rescis\u00e3o de Contrato c\/c Reintegra\u00e7\u00e3o de Posse<\/p>\n<p>Requerente: Companhia Regional de Habita\u00e7\u00f5es de Interesse Social \u2013 COHAB\/CRHIS<\/p>\n<p>Requeridos:  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Xxxxxxxxxxx v\u00eam, respeitosamente, \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia, dentro do prazo legal, via os advogados abaixo subscritos (procura\u00e7\u00e3o junta), com fulcro nos artigos 297 e ss. do C\u00f3digo de Processo Civil, apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O, pelo que passam a expor para abaixo requerer:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>PRELIMINARMENTE<\/p>\n<p>INCOMPET\u00caNCIA ABSOLUTA DESTE JU\u00cdZO<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tMerit\u00edssima Senhora Ju\u00edza,<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tTodo o arrazoado de m\u00e9rito versar\u00e1 sobre as regras que vigem para o Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, o que, por si s\u00f3, deslocaria a compet\u00eancia do feito para a Justi\u00e7a Federal, em decorr\u00eancia da interveni\u00eancia necess\u00e1ria do Agente Gestor do sistema: Caixa Econ\u00f4mica Federal:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>PROCESSUAL CIVIL &#8211; COMPET\u00caNCIA &#8211; A\u00c7\u00d5ES RELACIONADAS COM O SISTEMA FINANCEIRO DA HABITA\u00c7\u00c3O \u2013<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; Nas a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o contratual relacionadas com im\u00f3veis financiados pelo Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o, ou naquelas que se discutirem reajustamento das<\/strong><\/p>\n<p><strong>presta\u00e7\u00f5es da casa pr\u00f3pria, imp\u00f5em-se o chamamento do gestor do Sistema como r\u00e9u, cabendo \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar o feito. II &#8211; Agravo desprovido.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(TFR &#8211; 4\u00aa T.; AI n\u00ba 52.018-SP; rel. Min. Jos\u00e9 de Jesus Filho; j. 03.02.1987; v.u.; DJU, 17.03.1988, p. 5.413, ementa). BAASP 1537\/132, de 01.06.1988.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>PROCESSUAL CIVIL &#8211; CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA &#8211; A\u00c7\u00d5ES RELACIONADAS COM S.F.H. &#8211; LITISCONS\u00d3RCIO NECESS\u00c1RIO &#8211; COMPET\u00caNCIA DA JUSTI\u00c7A FEDERAL &#8211; (CPC ART. 47) &#8211;<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; Nas a\u00e7\u00f5es relacionadas com o Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a do Banco Nacional da Habita\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel, por for\u00e7a de litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio. Deve o Juiz ordenar ao autor que promova a<\/strong><\/p>\n<p><strong>cita\u00e7\u00e3o do Banco, sob pena de declarar extinto o processo, pois a causa n\u00e3o pode ser decidida sem a sua presen\u00e7a no feito. II \u2013 Conflito conhecido para declarar competente o Juiz Federal suscitante.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(TFR &#8211; 2\u00aa Se\u00e7.; Confl. de Comp. n\u00ba 6.648-Go; rel. Min. Jos\u00e9 Jesus Filho; j. 08.04.1986; maioria de votos; DJU, 05.06.1986, p. 9.790, ementa). BAASP 1445\/209 de 27.08.1986.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>PROCESSUAL CIVIL &#8211; CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA &#8211; A\u00c7\u00d5ES RELACIONADAS COM O REAJUSTE DA PRESTA\u00c7\u00c3O DA CASA PR\u00d3PRIA &#8211; (S.F.H.) &#8211;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Banco Nacional da Habita\u00e7\u00e3o empresa p\u00fablica federal, disciplinador legal do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o, deve figurar como r\u00e9u ou litisconsorte necess\u00e1rio nas a\u00e7\u00f5es em que os mutu\u00e1rios do Sistema discutirem reajuste da presta\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria. Precedentes do TFR.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conflito conhecido para declarar competente o Juiz suscitado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(TFR &#8211; 2\u00aa Se\u00e7.; Confl. de Comp. n\u00ba 6.511-Ce; rel. Min. Jos\u00e9 de Jesus Filho; j. 19.08.1986; v.u.; DJU, 04.09.1986, p. 15.667, ementa). BAASP<\/strong><\/p>\n<p><strong>1451\/246 de 08.10.1986.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tOutro motivo que torna \u00f3bvio a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal \u00e9 o fato de que o resultado da demanda interessa juridicamente ao credor hipotec\u00e1rio do contrato em tela: A Caixa Econ\u00f4mica Federal, conforme pode-se comprovar da leitura da c\u00f3pia trazida pela Requerente, \u00e0s fls. ________ dos autos. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tO terceiro motivo a deslocar o feito \u00e0 justi\u00e7a especial \u00e9 que, atrav\u00e9s da Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Mutu\u00e1rios do S.F.H., entidade da qual os Requeridos s\u00e3o filiados (declara\u00e7\u00e3o anexa) os mesmos est\u00e3o discutindo, na Justi\u00e7a Federal de Ribeir\u00e3o Preto(Processo n\u00ba ), o crit\u00e9rio de reajustamento das presta\u00e7\u00f5es, havendo, por conseq\u00fc\u00eancia, necess\u00e1ria conex\u00e3o dos feitos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>PROCESSUAL CIVIL &#8211; COMPET\u00caNCIA JURISDICIONAL &#8211; A\u00c7\u00c3O ORDIN\u00c1RIA &#8211; BANCO NACIONAL DA HABITA\u00c7\u00c3O &#8211; REAJUSTE DA PRESTA\u00c7\u00c3O DE IM\u00d3VEL ADQUIRIDO PELO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITA\u00c7\u00c3O &#8211;<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; Se os autores &#8211; adquirentes de im\u00f3veis pelo Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o &#8211; buscam discutir o percentual de reajuste das presta\u00e7\u00f5es fixado pelo Banco Nacional da Habita\u00e7\u00e3o, a compet\u00eancia para processar e julgar o feito \u00e9 da Justi\u00e7a Federal. Precedentes do TFR. II &#8211; In<\/strong><\/p>\n<p><strong>casu, julga-se procedente o conflito negativo, declarando-se competente, para apreciar e decidir a a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, o Ju\u00edzo Federal da Primeira Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(TFR &#8211; 2\u00aa Se\u00e7.; Confl. de Comp. n\u00ba 6.421-Ce; rel. Min. Geraldo Sobral; j. 10.12.1985; v.u.; DJU, 06.03.1986, p. 2.748, ementa.)<\/strong><\/p>\n<p><strong>BAASP, 1433\/137 de 04.06.1986.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tEm \u00faltimo lugar, e talvez o principal motivo (ou sobre o qual a jurisprud\u00eancia mais predomina) \u00e9 que o contrato em tela prev\u00ea a incid\u00eancia do Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o das Varia\u00e7\u00f5es Salariais \u2013 FCVS, tornando necess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o da CEF no feito, nos termos das sem n\u00famero jurisprud\u00eancias:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>AC\u00d3RD\u00c3O: CC 21803\/DF (9800136932)<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONFLITO DE COMPETENCIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>DECIS\u00c3O: Por unanimidade, conhecer do conflito e declarar competente o Ju\u00edzo Federal da 11\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1rio do Distrito Federal.<\/strong><\/p>\n<p><strong>DATA DA DECIS\u00c3O: 12\/08\/1998<\/strong><\/p>\n<p><strong>ORG\u00c3O JULGADOR: S 1 &#8211; PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>E M E N T A<\/strong><\/p>\n<p><strong>Processual Civil. Conflito Negativo de Compet\u00eancia SFH. Constitui\u00e7\u00e3o Federal,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Art. 109, I. 1. Em lit\u00edgio originado de contrato de financiamento de casa pr\u00f3pria, regrado por normas gerais do SFH, verificado que ser\u00e1 afetado o Fundo de<\/strong><\/p>\n<p><strong>Compensa\u00e7\u00e3o de Varia\u00e7\u00f5es Salariais &#8211; FCVS, descortina-se o interesse da Caixa econ\u00f4mica Federal, ficando configurado o litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio e avivada a<\/strong><\/p>\n<p><strong>compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal.(grifos nossos)<\/strong><\/p>\n<p><strong>2. Conflito conhecido, declarando-se a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal.<\/strong><\/p>\n<p><strong>RELATOR: MINISTRO MILTON LUIZ PEREIRA<\/strong><\/p>\n<p>FONTE: DJ DATA: 14\/09\/1998 PG: 00003<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Origem: <\/strong>STJ &#8211; SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A <br \/><strong>Classe: <\/strong>CC &#8211; CONFLITO DE COMPETENCIA &#8211; 25945<br \/><strong>Processo: <\/strong>1999.00.40702-4 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>UF: <\/strong>SP \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Org\u00e3o Julgador: <\/strong>PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O<br \/><strong>Data da Decis\u00e3o: <\/strong>24\/08\/2000 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>Documento: <\/strong>STJ000376619<\/p>\n<p>DJ DATA:27\/11\/2000 P\u00c1GINA:119<\/p>\n<p>RELATOR FRANCISCO PE\u00c7ANHA MARTINS<\/p>\n<p>DECIS\u00c3O: Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, na conformidade dos votos e das notas taquigr\u00e1ficas a seguir, por unanimidade, conhecer do conflito e declarar competente o Ju\u00edzo Federal da 11\u00aa Vara C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Estado de S\u00e3o Paulo, o suscitante. Votaram com o Relator os Ministros Milton Luiz Pereira, Jos\u00e9 Delgado, Paulo Gallotti, Francisco Falc\u00e3o, Franciulli Netto e Garcia Vieira. Ausentes, justificadamente, as Sras. Ministras Eliana Calmon e Nancy Andrighi.<\/p>\n<p>EMENTA: CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA. SFH\/FCVS. INTERESSE DA CEF. COMPET\u00caNCIA DA JUSTI\u00c7A FEDERAL. <br \/>1. A Justi\u00e7a Federal \u00e9 competente para processar e julgar os feitos relativos ao SFH em que a CEF tem interesse por haver comprometimento do <strong>FCVS<\/strong>. <br \/>2. Conflito conhecido para declarar competente o Ju\u00edzo da 11\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de S\u00e3o Paulo, suscitante.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Origem: <\/strong>TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3\u00aa REGI\u00c3O<br \/><strong>Classe: <\/strong>AG &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO &#8211; 74755<br \/><strong>Processo: <\/strong>98.03.095780-5 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>UF: <\/strong>SP \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Org\u00e3o Julgador: <\/strong>PRIMEIRA TURMA<br \/><strong>Data da Decis\u00e3o: <\/strong>29\/08\/2000 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>Documento: <\/strong>TRF300053697<\/p>\n<p>DJU DATA:13\/02\/2001 P\u00c1GINA: 389<\/p>\n<p>RELATOR: JUIZ GILBERTO JORDAN<\/p>\n<p>DECIS\u00c3O: A Turma, por unanimidade, deu provimento ao agravo, nos termos do voto do(a) Relator(a).<\/p>\n<p>EMENTA: PROCESSO CIVIL &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO -SISTEMA FINANCEIRO DE HABITA\u00c7\u00c3O &#8211; PREVIS\u00c3O CONTRATUAL DO <strong>FCVS<\/strong> &#8211; CEF LITISCONSORTE PASSIVA NECESS\u00c1RIA &#8211; COMPET\u00caNCIA DA JUSTI\u00c7A FEDERAL &#8211; RECURSO A QUE SE D\u00c1 PROVIMENTO. <br \/>1- \u00c9 da compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal processar e julgar a\u00e7\u00f5es relacionadas a contratos hipotec\u00e1rios vinculados ao SFH que estejam sob a cobertura do Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Varia\u00e7\u00f5es Salariais. <br \/>2- Nas referidas a\u00e7\u00f5es, a Caixa Econ\u00f4mica Federal CEF ocupa o polo passivo da lide, na qualidade de litisconsorte passiva necess\u00e1ria. <br \/>3- Precedentes do Colendo S.T.J. <br \/>4- Agravo de Instrumento a que se d\u00e1 provimento.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\tPelos quatro motivos alencados verifica-se que  urge Vossa Excel\u00eancia declinar da compet\u00eancia deste Ju\u00edzo para remeter os autos \u00e0 Justi\u00e7a Federal de Ribeir\u00e3o Preto, para que naquele ju\u00edzo possa ser apreciado o m\u00e9rito da presente, que passam os Requeridos a debater:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>NO M\u00c9RITO<\/p>\n<p><strong>DOS M\u00daTUOS NO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITA\u00c7\u00c3O  \u2013  BREVES  CONSIDERA\u00c7\u00d5ES PRELIMINARES<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tNos contratos de financiamento habitacional, t\u00edpicos e indiscutivelmente de <strong><em>ades\u00e3o<\/em><\/strong>, predomina a regra da assinatura pelo mutu\u00e1rio no balc\u00e3o do agente financeiro, \u00e0s pressas, sem uma leitura acurada das quase sempre inintelig\u00edveis cl\u00e1usulas que v\u00e3o gerar obriga\u00e7\u00f5es e compromissos de 10, 20 ou 25 anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tO objetivo primordial do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o \u2013 SFH \u2013, quando criado por proposi\u00e7\u00e3o do Governo Federal \u2013 atrav\u00e9s da <strong>Lei 4.380\/64 \u2013<\/strong>, consistia na facilita\u00e7\u00e3o \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria, sobretudo pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, como \u00e9 o caso dos Requeridos, tendo em vista os \u201cfins sociais\u201d e as \u201cexig\u00eancias do bem comum\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tConsiderando-se que o SFH possui cunho estritamente social, proporcionando a aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria atrav\u00e9s de um contrato de m\u00fatuo que se prop\u00f5e a respeitar uma propor\u00e7\u00e3o entre a  renda familiar do mutu\u00e1rio e o  valor das presta\u00e7\u00f5es do financiamento, sem comprometer a sua subsist\u00eancia, n\u00e3o resta d\u00favida de que a atualiza\u00e7\u00e3o dos valores dos contratos habitacionais em hip\u00f3tese alguma deveria ser superior aos reajustes salariais da categoria profissional do mutu\u00e1rio <strong><em>(princ\u00edpio da equival\u00eancia salarial)<\/em><\/strong> ou \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo da moeda perante o processo inflacion\u00e1rio <strong><em>(princ\u00edpio da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de presta\u00e7\u00f5es e saldo devedor)<\/em><\/strong><em>,<\/em> quando n\u00e3o se conhecer o percentual daqueles reajustes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\tMas, infelizmente, o SFH n\u00e3o vem cumprindo o seu papel institucional, seja pelas pr\u00e1ticas abusivas de seus agentes financeiros, seja pela inconstitucionalidade de atos legislativos forjados sob a justificativa da satisfa\u00e7\u00e3o do \u201cinteresse coletivo\u201d \u2013 <em>na verdade, somente das classes que operam e controlam o mercado habitacional e financeiro \u2013<\/em>, mergulhando o <strong>mutu\u00e1rio-consumidor<\/strong>, \u00e0s dezenas de milhares pelo pa\u00eds afora, no seguinte dilema: compromete seu bem-estar e de sua fam\u00edlia, cortando gastos at\u00e9 com alimenta\u00e7\u00e3o, para tentar manter em dia as exorbitantes presta\u00e7\u00f5es do financiamento; ou, torna-se inadimplente e perde seu im\u00f3vel de moradia ao agente financeiro. <\/p>\n<p>Eis o \u201cpesadelo\u201d da casa pr\u00f3pria. <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAssim \u00e9 que os instrumentos trazidos \u00e0 revis\u00e3o desse Ju\u00edzo est\u00e3o tisnados em sua ess\u00eancia \u2013 por abusos da Requerente (agente financeiro do SFH) e pela inconstitucionalidade de atos legislativos. Respeita a quest\u00e3o aos mecanismos adotados para a \u201ccorre\u00e7\u00e3o\u201d do valor das presta\u00e7\u00f5es e do saldo devedor dos financiamentos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>DA CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA RELA\u00c7\u00c3O DE CONSUMO \u2013 APLICA\u00c7\u00c3O DO C\u00d3DIGO DE PROTE\u00c7\u00c3O  E  DEFESA  DO  CONSUMIDOR<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\u00c9 ineg\u00e1vel que o mutu\u00e1rio integrante da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica consubstanciada no contrato de m\u00fatuo, identifica-se como consumidor nos moldes do art. 2\u00ba da Lei 8.078\/90 (CDC). Ao seu turno, o agente financeiro, ao pactuar o contrato de financiamento pelo SFH, exerce duas atividades: a primeira, a concess\u00e3o do cr\u00e9dito <strong>(produto, art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, Lei n.\u00ba 8.078\/90);<\/strong> a segunda, a aprova\u00e7\u00e3o de financiamento ao mutu\u00e1rio obedecendo \u00e0s normas do SFH e a presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o cont\u00ednuo com prazo de dura\u00e7\u00e3o equivalente ao n\u00famero de meses do financiamento <strong>(servi\u00e7o, art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, L. 8.078\/90)<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tDestarte, as atividades da Requerente (agente financeiro) est\u00e3o sedimentadas em ambos os conceitos estabelecidos nos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 3\u00ba do CDC: o <strong>produto<\/strong>: a concess\u00e3o do cr\u00e9dito; o <strong>servi\u00e7o<\/strong>: aprova\u00e7\u00e3o do financiamento e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o cont\u00ednuo at\u00e9 o termo final do contrato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tCom efeito, os contratos de m\u00fatuo em refer\u00eancia t\u00eam por finalidade o cr\u00e9dito de dinheiro, que \u00e9 utilizado para aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria, caracterizando <strong>rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de consumo<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tNessa esteira proferiu o Eg. Tribunal de Al\u00e7ada do Rio Grande do Sul<strong><sup><a href=\"#footnote-2\" id=\"footnote-ref-2\">[1]<\/a><\/sup>[1]<\/strong> a seguinte decis\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201cEmenta Oficial: <em>O conceito de consumidor, por vezes, se amplia no CDC, para proteger quem \u201cequiparado\u201d. \u00c9 o caso do art. 29. Para efeito das pr\u00e1ticas comerciais e da prote\u00e7\u00e3o contratual, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas, determin\u00e1veis ou n\u00e3o, expostas \u00e0s pr\u00e1ticas nele previstas.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\tO CDC rege as opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, inclusive as de m\u00fatuo ou de abertura de cr\u00e9dito, pois rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\tO produto da empresa de banco \u00e9 o dinheiro ou o cr\u00e9dito, bem juridicamente consum\u00edvel, sendo, portanto, fornecedora; e consumidor, o mutu\u00e1rio ou creditado.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tDesse modo, estando identificados os Mutu\u00e1rios Requeridos como <strong><em>consumidores<\/em><\/strong>, lhes promove a lei a facilita\u00e7\u00e3o na defesa de seus direitos, por representarem a parte mais fr\u00e1gil na rela\u00e7\u00e3o de <strong>consumo <em>(princ\u00edpio da vulnerabilidade do consumidor \u2013 CDC, art. 4\u00ba, I)<\/em><\/strong>, prevendo a <strong>interpreta\u00e7\u00e3o dos contratos sempre favor\u00e1vel a eles,<\/strong> a<strong> possibilidade de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em proveito dos mesmos<\/strong> <em>(CDC, arts. 47 e 6\u00ba, VIII, respectivamente)<\/em>, <strong>e a proibi\u00e7\u00e3o de perda total dos valores j\u00e1 pagos a qualquer t\u00edtulo<\/strong> (<em>CDC, art. 51, II<\/em>)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>DO CONTRATO OBJETO DA PRESENTE A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>\t\t\t<\/strong>O Contrato em discuss\u00e3o originou-se de recursos do Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o e como tal deveria seguir as leis cogentes que regem o sistema.<\/p>\n<p>Visando a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel para moradia pr\u00f3pria atrav\u00e9s do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o \u2013 SFH \u2013, celebraram os Requeridos com a Requerente contrato particular de promessa de compra e venda de im\u00f3vel<strong><em>,<\/em><\/strong> em que se previu o <strong>PLANO DE EQUIVAL\u00caNCIA SALARIAL POR CATEGORIA PROFISSIONAL \u2013 PES\/CP. <\/strong><em>(V. contratos modelo juntados pela Requerente \u2013 cl\u00e1usula 5\u00aa ).<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Malgrado determine a Requerente que o reajuste das presta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do diss\u00eddio da Categoria Profissional do Mutu\u00e1rio, fazendo entender qie adotou o \u201cPlano de Equival\u00eancia Salarial por Categoria Profissional\u201d o sistema de reajuste dos contratos em tela, os crit\u00e9rios adotados nos financiamentos para atualiza\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es e dos saldos devedores, na verdade, est\u00e3o em desacordo com as normas disciplinadoras do PES\/CP e com o ordenamento legal do SFH.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Vejamos abaixo a reda\u00e7\u00e3o dos dispositivos contratuais que estabelecem os crit\u00e9rios para reajustamento dos valores dos m\u00fatuos em quest\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CL\u00c1USULA QUARTA \u2013 ATUALIZA\u00c7\u00c3O DO SALDO DEVEDOR \u2013 O saldo devedor do presente financiamento ser\u00e1  atualizado mensalmente, mediante a aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a com anivers\u00e1rio no dia da assinatura deste contrato<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201c<strong>cl\u00e1usula \tquinta \u2013  DOS REAJUSTAMENTOS DAS PRESTA\u00c7\u00d5ES \u2013 As presta\u00e7\u00f5es e os acess\u00f3rios ser\u00e3o reajustados em fun\u00e7\u00e3o do diss\u00eddio da categoria proffissional do PROMITENTE COMPRADOR mencionada no quadro VII, mediante a aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice correspondente \u00e0 taxa de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aplic\u00e1vel aos dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a livre com anivers\u00e1rio no dia da assinatura do presente contratono per\u00edodo a que se refere a negocia\u00e7\u00e3o salarial, acrescido do \u00edndice de percentual relativo ao ganho real de sal\u00e1rio definido pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional ou por quem este determinar, incidindo na presta\u00e7\u00e3o e nos acess\u00f3rios no m\u00eas subsequante \u00e0 \u00e9poca da referida negocia\u00e7\u00e3o salarial.<\/strong><\/p>\n<p>PAR\u00c1GRAFO PRIMEIRO \u2013 As presta\u00e7\u00f5es e os acess\u00f3rios ser\u00e3o reajustados mensalmente mediante a aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice correspondente \u00e0 taxa de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aplic\u00e1vel aos dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a com anivers\u00e1rio no dia da assinatura do presente contrato, e incidir\u00e1 de imediato no encargo do m\u00eas respectivo.<\/p>\n<p>PAR\u00c1GRAFO SEGUNDO \u2013 Do percentual de reajuste de que trata o caput desta cl\u00e1usula, ser\u00e1 deduzido o percentual de reajuste a que se refere o par\u00e1grafo anterior.<\/p>\n<p>PAR\u00c1GRAFO TERCEIRO \u2013 \u00c9 facultado \u00e0 PROMITENTE VENDEDORA aplicar, em substitui\u00e7\u00e3o aos percentuais previstos no caput e no par\u00e1grafo primeiro desta cl\u00e1usula, o \u00edndice de aumento salarial da Categoria Profissional do PROMITENTE COMPRADOR., quando conhecido.<\/p>\n<p>PAR\u00c1GRAFO QUARTO<em> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Verifica-se pelo expendido na cl\u00e1usula supra que as presta\u00e7\u00f5es  dos contratos em refer\u00eancia sofrem reajustes pela <em>\u201ctaxa de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aplic\u00e1vel aos dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a\u201d<\/em> \u2013 a Taxa Referencial de Juros \u2013 TR \u2013, criada pela Lei N.\u00ba 8.177, de 01.03.1991, sendo facultado unicamente \u00e0 Requerente a substitui\u00e7\u00e3o deste \u00edndice pelo aumento de sal\u00e1rio da Categoria Profissional do Mutu\u00e1rio\/Substitu\u00eddo <\/p>\n<p><strong>Eis o fato que configura o cerne da quest\u00e3o de fundo que ensejar\u00e1 a contesta\u00e7\u00e3o da presente demanda.<\/strong><\/p>\n<p><strong>DO PLANO DE EQUIVAL\u00caNCIA SALARIAL POR CATEGORIA PROFISSIONAL \u2013 PES\/CP<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tO PLANO DE EQUIVAL\u00caNCIA SALARIAL POR CATEGORIA PROFISSIONAL \u2013 PES\/CP \u2013 institu\u00eddo pelo Decreto-lei n.\u00ba 2.164 de 19-09-84, preceituava que o reajuste das presta\u00e7\u00f5es mensais dos m\u00fatuos vinculados a este sistema obedeceria ao percentual de aumento salarial auferido pela <strong>categoria profissional<\/strong> do mutu\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAnte a dificuldade (ou impossibilidade) dos agentes financeiros em terem conhecimento dos \u00edndices repassados \u00e0s v\u00e1rias categorias profissionais <em>(sem mencionar-se que mutu\u00e1rios pertencentes a uma mesma categoria poderiam receber reajustes diversos uns dos outros, dependendo da regi\u00e3o  e  da  influ\u00eancia dos  respectivos sindicatos),<\/em>  o <strong>art. 22 da Lei n.\u00ba 8.004\/90<\/strong>, dando nova reda\u00e7\u00e3o ao art. 9\u00ba do supra referido dec.-lei, veio determinar que <strong>os<\/strong> <strong>reajustes das presta\u00e7\u00f5es mensais dos financiamentos regidos pelo PES\/CP ocorressem no m\u00eas subsequente ao da data-base da categoria profissional de cada mutu\u00e1rio, aplicando-se a varia\u00e7\u00e3o acumulada do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor \u2013 IPC \u2013 apurada nas respectivas datas-base.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Art. 22, <em>caput,<\/em> L. 8.004\/90:<\/strong> <em>\u201c(&#8230;) As presta\u00e7\u00f5es mensais dos contratos de financiamento firmados no \u00e2mbito do SFH, vinculados ao Plano de Equival\u00eancia Salarial por Categoria Profissional \u2013 PES\/CP \u00ad\u2013 ser\u00e3o reajustadas no m\u00eas seguinte ao em que ocorrer a data-base da categoria profissional do mutu\u00e1rio, utilizando-se a varia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) apurada nas respectivas datas-base.\u201d <\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\tNo entanto, como v\u00ea-se no texto da<strong><em> cl\u00e1usula 5\u00aa <\/em><\/strong>dos contratos inclusos, a Requerente \u2013 ao reajustar os valores dos m\u00fatuos pela TR \u2013 despreza o crit\u00e9rio definido no dispositivo acima, e faz absoluto descaso ao soberano e vinculante pronunciamento do Supremo Pret\u00f3rio na <strong>ADIn 493-0-DF<\/strong>, em 25.06.1992, onde se manteve, quanto ao m\u00e9rito, a decis\u00e3o tomada em car\u00e1ter liminar em maio de 1991, ou seja: o Plen\u00e1rio do STF julgou inconstitucionais o <strong><em>art. 18, <\/em>caput<em> e \u00a7\u00a7 1\u00ba e 4\u00ba, o art. 20, o art. 21 e par. \u00fanico, o art. 23 e \u00a7\u00a7, e o art. 24 e \u00a7\u00a7<\/em><\/strong><em>, <\/em><strong><em>da Lei N.\u00ba 8.177\/91<\/em><\/strong><em>,<\/em> considerando definitivamente inaplic\u00e1vel a Taxa Referencial de Juros (TR) nas presta\u00e7\u00f5es e nos saldos devedores dos contratos da casa pr\u00f3pria pactuados sob o Plano de Equival\u00eancia Salarial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ante a contradi\u00e7\u00e3o existente entre o contrato e a lei, cumpre analisar qual a natureza jur\u00eddica das leis que regem o Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o. Em outros termos: essas normas s\u00e3o cogentes, inafast\u00e1veis pela vontade das partes ou vigoraria, em sua total plenitude, a autonomia da vontade, podendo as partes recusar a aplica\u00e7\u00e3o da lei e contratualmente fixar novas formas de corre\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 sua obrigatoriedade as leis se dividem em imperativas e supletivas. As primeiras s\u00e3o inderrog\u00e1veis pela vontade privada, &quot;criando situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas ou estabelecendo normas de procedimento que n\u00e3o d\u00e3o ensancha a ningu\u00e9m de agir diferentemente.&quot; (in CAIO MARIO DA SILVA PEREIRA, Institui\u00e7\u00f5es de Direito Civil, vol. I, p\u00e1g. 75). Geralmente as normas imperativas est\u00e3o ligadas a disposi\u00e7\u00f5es de ordem p\u00fablica. Toda norma de ordem p\u00fablica \u00e9 ius cogens, apesar da rec\u00edproca n\u00e3o ser verdadeira.<\/p>\n<p>A ordem p\u00fablica \u00e9 composta por um conjunto de princ\u00edpios, de direito privado, que regulam interesses ligados ao bem comum. H\u00e1 a tutela de um direito que envolve o interesse p\u00fablico e uma finalidade social.<\/p>\n<p>As normas que regem o Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o revestem-se desse car\u00e1ter cogente, na medida em que visam assegurar uma forma de aquisi\u00e7\u00e3o de moradia, e estabelecem um conjunto de normas protetivas dos mutu\u00e1rios, o que lhe atribui uma fun\u00e7\u00e3o social de seguran\u00e7a que seria imposs\u00edvel de se obter caso as partes tivessem a faculdade de afastar as normas editadas e celebrar contratos em outros termos.<\/p>\n<p>Atribuir \u00e0s normas do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o o car\u00e1ter supletivo seria tornar in\u00f3cuo o direito concedido, pois o agente financeiro, sempre em melhores condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o, usaria da necessidade e depend\u00eancia do adquirente para for\u00e7\u00e1-lo a contratar em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, atribuindo ao alienante condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas de corre\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, desvirtuando a fun\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie de contrato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\tComo se demonstrar\u00e1 mais adiante em t\u00f3pico pr\u00f3prio, de fato a incid\u00eancia da TR (sobre presta\u00e7\u00f5es e saldos devedores) \u00e9 ilegal em todos os financiamentos habitacionais do SFH firmados entre a Requerente e os Requeridos, independente da data de assinatura do instrumento de m\u00fatuo.<\/p>\n<p><strong>DA &quot;TABELA PRICE&quot; (OU SISTEMA FRANC\u00caS DE AMORTIZA\u00c7\u00c3O<\/strong>\t<\/p>\n<p>Como \u00e9 cedi\u00e7o, no Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o \u00e9 adotada o chamado \u201cSistema Frances de Amortiza\u00e7\u00e3o\u201d, ou \u201cTabela Price\u201d, que por si s\u00f3 n\u00e3o constitui uma ilegalidade, mas nos moldes que \u00e9 aplicado pela Requerente, torna-se pr\u00e1tica anatocista. <\/p>\n<p>Sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p>\t\t\tO referido modelo \u00e9 um sistema franc\u00eas de amortiza\u00e7\u00e3o, e \u00e9 assim definido por Abelardo de Lima Puccini, em sua obra &quot;Matem\u00e1tica Financeira Objetiva e Aplicada <em>(engenheiro civil pela PUC\/RJ; M. S. em Engenharia Econ\u00f4mica pela Unifersidade de Stanford &#8211; USA, professor de matem\u00e1tica financeira no IAG\/PUC, ADECIF, ABEG e IBMEC; Superintendente Geral da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro de 1983 a 1987; Diretor-Presidente do Grupo Supergasbr\u00e1s):<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&quot;O financiamento \u00e9 pago em <strong>presta\u00e7\u00f5es iguais<\/strong>, cada uma sendo subdividida em parcelas de: <\/p>\n<ul>\n<li>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 juros do per\u00edodo, calculados sobre o saldo no in\u00edcio do per\u00edodo;<\/li>\n<li>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 amortiza\u00e7\u00e3o do principal, obtida pela diferen\u00e7a entre o valor da presta\u00e7\u00e3o e o valor de juros do per\u00edodo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essa modalidade de pagamento \u00e9 comumente conhecida com &quot;Price&quot;.  &quot;<\/p>\n<p>(texto obtido da p\u00e1gina 17 da obra supra citada) (Grifos nossos)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&quot;A sua grande caracter\u00edstica \u00e9 ter a taxa nominal como elemento de entrada, ao passo que os fatores s\u00e3o calculados com a taxa efetiva dela decorrente.  Assim, muito cuidado deve ser tomado com a chamada &quot;Tabela Price&quot;, pois a taxa nominal de juros de cada tabela \u00e9 sempre menor do que a taxa efetiva anual correspondente, podendo essa diferen\u00e7a alcan\u00e7ar valores bastante significativos.&quot;<\/p>\n<p>(texto obtido da p\u00e1gina 107 da obra supra citada)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&quot;Nos problemas desse item, usaremos um financiamento com as seguintes caracter\u00edsticas<\/p>\n<p>Principal financiado = 10.000,00<\/p>\n<p>Taxa efetiva = 3% ao m\u00eas<\/p>\n<p>Prazo = 10 meses<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td>\n<p>M\u00eas<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Principal<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Juros<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Amortiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Presta\u00e7\u00e3o Constante<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>0<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>10.000,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>1<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>9.127,69<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>300,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>872,31<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>2<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8.229,21<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>273,83<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>898,48<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>3<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7.303,78<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>246,88<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>925,43<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>4<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>6.350,58<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>219,11<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>953,20<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>5<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5.368,79<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>190,52<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>981,79<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>6<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>4.357,54<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>161,06<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.011,25<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>7<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>3.315,96<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>130,73<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.041,58<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>8<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>2.243,13<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>99,48<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.072,83<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>9<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.138,11<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>67,29<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.105,02<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>10<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>34,20<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.138,11<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.172,31<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Soma<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.723,10<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>10.000,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>11.723,10<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>(texto obtido da p\u00e1gina 302\/303 da obra supra citada)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tMerit\u00edssimo Senhor Juiz:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tConforme se percebe das informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do renomado autor, a chamada &quot;tabela price&quot; \u00e9 um sistema de amortiza\u00e7\u00e3o constante, isto \u00e9, a presta\u00e7\u00e3o (amortiza\u00e7\u00e3o + juros) \u00e9 imut\u00e1vel no decorrer do financiamento.<\/p>\n<p>\t\t\tO principal objetivo do sistema \u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito no t\u00e9rmino do prazo contratual, com o percentual relativo \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o ser crescente, no decorrer do prazo, em rela\u00e7\u00e3o ao juro.<\/p>\n<p>\t\t\tEm seu pa\u00eds de origem (Fran\u00e7a) o m\u00e9todo \u00e9 perfeito, pois l\u00e1 n\u00e3o se adota a figura da <strong>corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/strong>. Toda a remunera\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o do contrato est\u00e1 embutido na taxa de juros efetiva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tNo Brasil, entretanto, e em especial nos contratos do Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, onde se prev\u00ea a incid\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a &quot;tabela price&quot; \u00e9 inaplic\u00e1vel, pois, ao corrigirmos monetariamente seus valores, al\u00e9m de n\u00e3o alcan\u00e7ar seus objetivos (quita\u00e7\u00e3o ao final do prazo contratual), tamb\u00e9m haver\u00e1 capitaliza\u00e7\u00e3o de juros sobre juros (j\u00e1 que o percentual de juros &#8211; que \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o do agente financeiro &#8211; tamb\u00e9m receber\u00e1 os efeitos da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria) aumentando, consideravelmente, a remunera\u00e7\u00e3o do agente financeiro, o que vem configurar o antijur\u00eddico ANATOCISMO.<\/p>\n<p>\t\t\tVeja o resultado da incid\u00eancia da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no exemplo acima demonstrado:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td>\n<p>M\u00eas<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Corre\u00e7 Monet<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Principal<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Juros<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Amortiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>Presta\u00e7\u00e3o Constante<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>0<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>10.000,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>1<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>4%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>9.584,08<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>315,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>915,92<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.230.92<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>2<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8.986,30<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>299,02<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>981,14<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.280.16<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>3<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>2%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>8.374.52<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>283.07<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.061.09<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.344.16<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>4<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>7.678.84<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>256.26<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.114.80<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.371.06<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>5<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>3%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>6.703.56<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>233.96<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.205.64<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.439.60<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>6<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>2%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5.558.56<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>203.72<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.279.07<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.482.79<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>7<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>4.270.36<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>168.66<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.343.78<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.512.44<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>8<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>3%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>3.000.53<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>129.63<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.397.94<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.527.57<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>9<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>5%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.667.47<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>90.31<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.483.08<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.573.39<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>10<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>4%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>130.29<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>48.20<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.603.87<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>1.652.07<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p>Soma<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>2.027.83<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>12.386.33<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>14.414.16<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tConforme se v\u00ea, o percentual de remunera\u00e7\u00e3o do agente financeiro \u00e9 consideravelmente aumentado, quando a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o deveria se prestar a tal, mas simplesmente atualizar o valor principal do financiamento em decorr\u00eancia da perda de seu poder aquisitivo (infla\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAl\u00e9m disso, como tamb\u00e9m se percebe, ao final do prazo contratual, com a incid\u00eancia da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, sempre haver\u00e1 res\u00edduo, o que disvirtua a caracter\u00edstica da &quot;tabela price&quot;, cujo objetivo \u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito ao final do contrato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tPor \u00faltimo, a ado\u00e7\u00e3o do referido sistema de amortiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 traz \u00f4nus exagerado ao mutu\u00e1rio, que tem sua primeira presta\u00e7\u00e3o majorada sem que isto lhe traga qualquer benef\u00edcio, caracterizando-se como cl\u00e1usula abusiva, nula de pleno direito, nos termos do artigo 51, incisos IV e XV e I e III do \u00a7 1\u00ba do mesmo artigo da Lei 8.078\/90 (CDC).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAssim tamb\u00e9m entende a vasta jurisprud\u00eancia, considerando a &quot;Tabela Price&quot; onerosa e anatocista no Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N.\u00ba do Processo AG 96.01.54858-0 \/BA ; AGRAVO DE INSTRUMENTO <\/p>\n<p>Relator JU\u00cdZA ELIANA CALMON (117 ) <\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o Julgador QUARTA TURMA DO TRF 1\u00aa REGI\u00c3O<br \/>Publica\u00e7\u00e3o DJ 04 \/09 \/1997 P.70973 <br \/>Ementa <\/p>\n<p>PROCESSO CIVIL &#8211; SFH &#8211; PRESTA\u00c7\u00d5ES DE FINANCIAMENTO: MAJORA\u00c7\u00c3O.<\/p>\n<p>1. Decis\u00e3o equivocada quando manda que a presta\u00e7\u00e3o obede\u00e7a \u00e0 Tabela Price .<\/p>\n<p>2. A Tabela Price \u00e9 forma de c\u00e1lculo de juros.<\/p>\n<p>3. Recurso provido.<\/p>\n<p>Data Decis\u00e3o 24\/06\/97 <br \/>Decis\u00e3o \u00c0 unanimidade, dar provimento ao recurso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Tribunal de Al\u00e7ada do Paran\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>APELACAO CIVEL 0145182-1 &#8211; IPORA &#8211; &#8211; Ac. 12070<br \/>JUIZ CONV. WILDE PUGLIESE &#8211; SEGUNDA CAMARA CIVEL &#8211; Revisor: JUIZ FERNANDO VIDAL DE OLIVEIRA &#8211; Julg: 09\/12\/99 &#8211; DJ: 04\/02\/00<\/p>\n<p>Por unanimidade de votos, deram provimento parcial <\/p>\n<p>EXECUCAO &#8211; EMBARGOS &#8211; INSTRUMENTO PARTICULAR DE<br \/>CONFISSAO DE DIVIDA ORIGINARIA DE CONTRATO DE ABERTURA  DE CREDITO EM CONTA CORRENTE &#8211; DEBITO CONSOLIDADO &#8211; TITULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL &#8211; ART. 585, INC. II, DO<br \/>CPC &#8211; INTELIGENCIA DO ART. 131 DO CC &#8211; IMPOSSIBILIDADE<br \/>DE DISCUTIR-SE QUESTOES SOBRE O DEBITO ANTERIOR, DADO QUE CONSOLIDADO &#8211; CDC APLICAVEL &#8211; NULIDADE DA CLAUSULA REFERENTE AOS JUROS REMUNERATORIOS DECLARADA &#8211; VEDACAO DA CAPITALIZACAO DOS JUROS &#8211; SUCUMBENCIA RECIPROCA &#8211; ALTERACAO &#8211; RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. <br \/>1.- O INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONFISSAO DE DIVIDA,<br \/>FORMALMENTE PERFEITO, E TITULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL, COMO TAL PREVISTO NO ART. 585, INC. II, DO CPC. <br \/>2.- OCORRENDO CONSOLIDACAO DO DEBITO MEDIANTE CONFISSAO DA DIVIDA, NAO MAIS SE DISCUTEM OS VALORES ANTERIORES, EMBORA NAO SE IGNORE A ORIGEM (INTELIGENCIA DO ART. 131 DO CC). <br \/>3.- &quot;O CONTRATO DE ABERTURA DE CREDITO ROTATIVO EM<br \/>CONTA-CORRENTE, TAMBEM CONHECIDO COMO CONTA ESPECIAL OU CHEQUE ESPECIAL E UM DOS CONTRATOS BANCARIOS EM QUE MAIS FORTEMENTE SE DA A INCIDENCIA DAS NORMAS DE PROTECAO DO CONSUMIDOR, POIS, COM ESSA OPERACAO, O USUARIO DO SERVICO BANCARIO E EFETIVAMENTE O DESTINATARIO FINAL DOS RECURSOS QUE OBTEVE JUNTO AO BANCO, POR EMPRESTIMO, SENDO IRRELEVANTE QUE VA APLICAR O DINHEIRO EM PRODUCAO OU CONSUMO.&quot; (PROF. LUIZ RODRIGUES WAMBIER). <br \/>4.- A LEGISLACAO PROTECIONISTA NAO TOLERA A INCIDENCIA DE CLAUSULAS NEBULOSAS E INCOMPREENSIVEIS, A EXEMPLO DAQUELAS QUE SE REFEREM A INCIDENCIA DE JUROS REMUNERATORIOS COM BASE NA &quot;TABELA PRICE&quot;, &quot;METODO HAMBURGUES&quot;, &quot;EXPONENCIAL&quot; E OUTROS (INTELIGENCIA DO ART. 46 DO CDC). <br \/>5.- A CAPITALIZACAO DOS JUROS SOMENTE E ADMITIDA NAS<br \/>HIPOTESES PREVISTAS NA SUMULA N 93, DO C. STJ. <br \/>6.- RECONHECIDA A EXISTENCIA DE SUCUMBENCIA RECIPROCA,<br \/>AS DESPESAS PROCESSUAIS E OS HONORARIOS ADVOCATICIOS FIXADOS SAO DISTRIBUIDOS CONSIDERANDO O QUE CADA PARTE GANHOU OU PERDEU.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EMENTA: EXECUCAO. EMBARGOS. SFH. PRELIMINARES AFASTADAS. CONTROLE DE CLAUSULAS CONTRATUAIS ABUSIVAS ESTIPULADORAS DE ENCARGOS FINANCEIROS COM BASE NO CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. LIMITACAO DOS JUROS CONTRATUAIS, NO CASO CONCRETO, COM BASE NA CLAUSULA GERAL DE COBRANCA DE JUROS POR INSTITUICOES FINANCEIRAS ACIMA DO LIMITE LEGAL SEM EXPRESSA AUTORIZACAO DO CMN. CAPITALIZACAO PELA &quot;TABELA PRICE&quot; AFASTADA, FACE AO CDC E PRINCIPIO DA TRANSPARENCIA DOS CONTRATOS. CORRECAO DO VALOR DE MARCO DE 1990 PELA BTN, POIS FOI O INDICE USADO PARA CORRIGIR OS DEPOSITOS DE CADERNETA DE POUPANCA. NAO SE APLICA A TR COMO INDICE DE CORRECAO MONETARIA E SIM O INPC. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO. UNANIME. (20FLS.) (APC N.\u00ba 598588069, PRIMEIRA CAMARA ESPECIAL CIVEL, TJRS, RELATOR: DES. LUIS AUGUSTO COELHO BRAGA, JULGADO EM 30\/08\/2000) <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EMENTA: CONTRATO DE FINANCIAMENTO DIRETO AO CONSUMIDOR OU USUARIO FINAL. EMPRESTIMO. JUROS &#8211; NAO ESTAO LIMITADOS AO PATAMAR DE 12% A.A., SEJA PELA LEGISLACAO CONSTITUCIONAL COMO PELA INFRACONSTITUCIONAL. CAPITALIZACAO &#8211; APESAR DE NEGADA A SUA COBRANCA PELA INSTITUICAO FINANCEIRA, O USO DA TABELA PRICE DEMONSTRA A OCORRENCIA DE JUROS COMPOSTOS. REPETICAO DO INDEBITO &#8211; TENDO O CREDOR RECEBIDO MAIS DO QUE LHE ERA DEVIDO, CUMPRE-LHE DEVOLVER O EXCESSO JUDICIALMENTE RECONHECIDO, INDEPENDENTEMENTE DA PROVA DE ERRO. SITUACAO QUE NAO SE CONFUNDE COM A PREVISTA NO ART.965 DO CODIGO CIVIL, QUE TRATA DO PAGAMENTO DE DIVIDA INEXISTENTE. CORRECAO MONETARIA E COMISSAO DE PERMANENCIA &#8211; INVIAVEL A COBRANCA DESTA ULTIMA SOB QUALQUER HIPOTESE. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. (9FLS.) (APC N.\u00ba 599258498, DECIMA OITAVA CAMARA CIVEL, TJRS, RELATOR: DES. JOSE FRANCISCO PELLEGRINI, JULGADO EM 16\/12\/1999)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tVeja, Excel\u00eancia, que a jurisprud\u00eancia enfatiza o fato de que no Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, que possui normas protetivas do mutu\u00e1rio, n\u00e3o se deve aplicar a &quot;tabela price&quot;,  justificando sua aplica\u00e7\u00e3o quando o financiamento n\u00e3o est\u00e1 atrelado ao SFH:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>EXECU\u00c7\u00c3O HIPOTEC\u00c1RIA &#8211; AQUISI\u00c7\u00c3O DE IM\u00d3VEL &#8211; REAJUSTE &#8211; <strong>TABELA &quot;PRICE<\/strong>&quot; &#8211; <strong>Admissibilidade, por se tratar de contrato celebrado atrav\u00e9s de carteira hipotec\u00e1ria, com recursos do pr\u00f3prio banco<\/strong>, de acordo com as regras da Resolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>n.\u00ba 1.446\/88 do Conselho Monet\u00e1rio Nacional, <strong>afastada a incid\u00eancia das normas<\/strong><\/p>\n<p><strong>relativas ao Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o<\/strong>. Recursos dos embargantes improvidos. EXECU\u00c7\u00c3O HIPOTEC\u00c1RIA &#8211; Reajuste de presta\u00e7\u00f5es &#8211; Preval\u00eancia das regras contratuais, livremente pactuadas entre as partes, com incid\u00eancia da<\/p>\n<p>remunera\u00e7\u00e3o prevista na aven\u00e7a, sujeitando-se, ademais, os embargantes aos acr\u00e9scimos decorrentes da mora. Hip\u00f3tese em que, n\u00e3o tendo sido suscitada a nulidade de qualquer das cl\u00e1usulas do contrato, n\u00e3o \u00e9 dado ao juiz alterar o conte\u00fado da aven\u00e7a, ainda que por raz\u00f5es de eq\u00fcidade, excedendo, assim, os<\/p>\n<p>limites da lide e em afronta ao princ\u00edpio da for\u00e7a obrigat\u00f3ria. Recurso do embargado provido.<\/p>\n<p>(1\u00ba TACIVIL &#8211; 3\u00aa C\u00e2m.; Ap. n.\u00ba 666.322-5-S\u00e3o Paulo; Rel. Juiz Itamar Gaino; j.<\/p>\n<p>06.05.1997; v.u.; ementa.)<\/p>\n<p>BAASP, 2063\/134-e, de 13.07.1998. <strong>(GRIFAMOS)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>DA ILEGALIDADE DA APLICA\u00c7\u00c3O DO \u00cdNDICE DE REMUNERA\u00c7\u00c3O DA POUPAN\u00c7A (TR) PARA ATUALIZA\u00c7\u00c3O   DOS   M\u00daTUOS   EM   EXAME.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tComo \u00e9 cedi\u00e7o, com a entrada em vigor da <strong>Lei N.\u00ba 8.177\/91<\/strong>, que, dentre outras provid\u00eancias <em>(algumas contr\u00e1rias ao texto constitucional),<\/em> estabeleceu regras para a desindexa\u00e7\u00e3o da economia, <strong>os dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a deixaram de ser <em>corrigidos <\/em>ou<em> atualizados monetariamente<\/em>, para serem <em>remunerados<\/em> pela Taxa Referencial (TR)<\/strong>, por for\u00e7a do <strong>artigo 12<\/strong>, da cit. lei, <em>in expressis:<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cArt. 12.  Em cada per\u00edodo de rendimento, <strong>os dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a ser\u00e3o remunerados<\/strong>:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>I-<strong> como remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica<\/strong>, por taxa correspondente \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o das TRD\u2019s, no per\u00edodo transcorrido entre o dia do \u00faltimo cr\u00e9dito de rendimento, inclusive, e o dia do cr\u00e9dito de rendimento, exclusive;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\tII- como adicional, por <strong>juros de meio por cento ao m\u00eas<\/strong>&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tPor outro lado, desde a cria\u00e7\u00e3o do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da <strong>Lei N.\u00ba 4.380\/64<\/strong> <em>(<\/em><strong><em>que, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da CF\/88,<\/em><\/strong><em> <\/em><strong><em>foi promovida a lei materialmente complementar<\/em><\/strong><em>, a exemplo da Lei N.\u00ba 4.595\/64 \u2013 reguladora do <\/em><strong><em>Sistema Financeiro Nacional, do qual o SFH \u00e9 integrante<\/em><\/strong><em>),<\/em> ficou sedimentado que o reajustamento das presta\u00e7\u00f5es e dos saldos devedores dos m\u00fatuos imobili\u00e1rios deve ser feito pela aplica\u00e7\u00e3o de <strong>\u00edndice que reflita adequadamente as varia\u00e7\u00f5es do poder aquisitivo da moeda nacional<\/strong>, i. \u00e9,<em> <\/em><strong><em>\u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria ou de infla\u00e7\u00e3o, <\/em><\/strong><em>nos termos do art. 5\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da ref. lei<sup><a href=\"#footnote-3\" id=\"footnote-ref-3\">[2]<\/a><\/sup>[2]. <\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante tenha havido ao longo do tempo \u201cn\u201d<em> <\/em>mudan\u00e7as de \u00edndices, esse princ\u00edpio basilar do SFH <strong>somente poder\u00e1 ser modificado atrav\u00e9s de lei complementar<\/strong>, consoante o comando constitucional do art. 192 da Carta Magna. Ent\u00e3o, exceto por aprova\u00e7\u00e3o de lei complementar revogadora desse crit\u00e9rio, n\u00e3o poder\u00e3o os contratos habitacionais celebrados no \u00e2mbito do SFH adotar \u00edndice de reajuste que n\u00e3o exprima as varia\u00e7\u00f5es do poder aquisitivo da moeda no processo inflacion\u00e1rio, tal qual a TR \u2013 <em>taxa de juros remuneradora dos dep\u00f3sitos em poupan\u00e7a<\/em>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAli\u00e1s, o emprego (impr\u00f3prio) da TR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria j\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios anos vem sendo condenado pelos nossos Tribunais, inclusive Superiores, conforme se denota dos julgados abaixo reproduzidos:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>\u201cA taxa referencial de juros, TR, n\u00e3o \u00e9 \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e, portanto, como tal n\u00e3o pode ser utilizada.\u201d<\/em> <\/strong>(STJ, 1\u00aa T, REsp 57802-7, Rel. Min. Asfor Rocha, j. 5.11.94, DJU 13.2.1995, p. 2.223).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00cdndices TR e IPC (FIPE). <em>O \u00edndice TR n\u00e3o mede a infla\u00e7\u00e3o e, mesmo que a Lei 8.177\/91 n\u00e3o o exclu\u00edsse, n\u00e3o podia ser adotado, devendo ser substitu\u00eddo pelo IPC (FIPE). Recurso provido para esse fim<\/em><\/strong> (1\u00ba TACivSP, Ap 494739, rel. Juiz Antonio de P\u00e1dua Ferraz Nogueira, j. 16.6.1992).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cEMENTA. Civil. Corre\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria. Liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a. \u00cdndice Aplic\u00e1vel em D\u00e9bitos da Previd\u00eancia Social. Precedentes do STF e do STJ (6\u00aa Turma e 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o). Embargos Acolhidos.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; <em>A Taxa Referencial (TR) n\u00e3o \u00e9 \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, uma vez que n\u00e3o reflete a varia\u00e7\u00e3o do custo de vida, achando-se atrelada \u00e0 capta\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos banc\u00e1rios. Precedentes do STF: ADIN 493-0\/DF e ADIN 959\/DF.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>II-<em> Embargos de Diverg\u00eancia acolhidos para que o \u00edndice aplicado seja o INPC, e n\u00e3o a TR.<\/em>  <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(Ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 0038495, 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, Rel. Min. Adhemar Maciel. Embargos de Diverg\u00eancia em Recurso Especial)\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tNo que pertine ao SFH, tamb\u00e9m caminha a jurisprud\u00eancia decididamente em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da TR para corre\u00e7\u00e3o dos valores nos m\u00fatuos habitacionais. Vejamos alguns arestos: <\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong>(&#8230;)<strong><em> 8. Contrariamente ao que vinha entendendo esta Turma, n\u00e3o pode a TR reajustar os saldos devedores; o INPC \u00e9 o \u00edndice adequado, j\u00e1 que corresponde \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo da moeda.\u201d <\/em><\/strong>(TRF &#8211; 1\u00aa Reg, DJ, Se\u00e7\u00e3o 2, de 17.05.96, p. 31.863)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Eg. <strong>TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o,<\/strong> por sua 2\u00aa Turma<strong><sup><a href=\"#footnote-4\" id=\"footnote-ref-4\">[3]<\/a><\/sup>[3]<\/strong>, promulgou, na ementa e voto do Relator, o Juiz  L\u00c1ZARO GUIMAR\u00c3ES, o seguinte:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cCivil. Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o. Plano de amortiza\u00e7\u00e3o mista. Aleatoriedade de \u00edndice prejudicial ao adquirente. Cl\u00e1usula contratual abusiva. Apelo improvido.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cO desequil\u00edbrio entre a pol\u00edtica salarial e a infla\u00e7\u00e3o motivou o descompasso entre o crescimento do saldo devedor e a sua amortiza\u00e7\u00e3o pelo pagamento das presta\u00e7\u00f5es, de tal modo que, ao final do contrato, o saldo remanescente eq\u00fcivale muitas vezes \u00e0 soma superior ao valor de mercado do im\u00f3vel, o que implica em inviabilizar o sistema de cobertura.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cO agente financeiro predisp\u00f4s o contrato de modo a aplicar o maior \u00edndice de varia\u00e7\u00e3o salarial ou na falta de par\u00e2metro, o \u00edndice que serve \u00e0 corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a, ou seja, a TR, que mede a taxa de juros, e, por isso, n\u00e3o serve \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Ambas as alternativas oneram excessivamente o mutu\u00e1rio.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cComo as duas alternativas s\u00e3o injustas e desequilibram o contrato, depois da decis\u00e3o do STF sobre a imprestabilidade da Taxa Referencial os agentes financeiros est\u00e3o desesperados \u00e0 cata de um \u00edndice para corrigir as presta\u00e7\u00f5es.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tA decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal a que se refere o aresto retro transcrito foi proferida na j\u00e1 mencionada <strong>ADIN 493-0\/DF<\/strong>, Relator o Ministro MOREIRA ALVES, sacramentando a tese advogada pelos doutos de ser inaplic\u00e1vel a TR como fator de corre\u00e7\u00e3o por se tratar de taxa de juros, e, inobstante haver sido proferida em 25\/06\/92<strong><sup><a href=\"#footnote-5\" id=\"footnote-ref-5\">[4]<\/a><\/sup>[4]<\/strong>, surte efeitos <strong><em>ex tunc<\/em><\/strong> e <strong><em>erga omnes<\/em><\/strong>, alcan\u00e7ando inclusive contratos assinados posteriormente a ela.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tNo voto do eminente Ministro Relator, consta: <em>\u201cA TR \u00e9 um indexador para o mercado financeiro de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, refletindo as varia\u00e7\u00f5es do custo prim\u00e1rio da capta\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos a prazo fixo, n\u00e3o consistindo, portanto, \u00edndice que reflita a varia\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo da moeda. <\/em><strong><em>EM PER\u00cdODO DE PLENA ESTABILIDADE MONET\u00c1RIA, UM INDEXADOR COMO A TR PODER\u00c1 CERTAMENTE APRESENTAR PERCENTUAIS ELEVADOS, REFLETINDO TAXAS DE CAPTA\u00c7\u00c3O ATRATIVAS AO MERCADO FINANCEIRO<\/em><\/strong><em>.\u201d <\/em>(destaques nossos).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Outro motivo que, por si s\u00f3, j\u00e1 demonstra a ilegalidade do emprego da TR no contrato aqui discutido:  \u2014 tendo em vista que o c\u00e1lculo inicial das presta\u00e7\u00f5es dos m\u00fatuos foi executado utilizando-se o <strong>Sistema Franc\u00eas de Amortiza\u00e7\u00e3o \u2013 <em>TABELA PRICE<\/em> \u2013<\/strong> e que nessa f\u00f3rmula j\u00e1 incidem juros compostos, pr\u00e9-fixados <em>(q.v. Quadro Resumo, campo &quot;C&quot;, item 5, dos contratos anexos)<\/em>, a aplica\u00e7\u00e3o da TR + 0,5% mensal em tais contratos na forma das cl\u00e1usulas revisandas constitui, indubitavelmente, pr\u00e1tica reprov\u00e1vel de <strong>anatocismo<\/strong>, vedada pela Lei de Usura (DL 22.626\/33, art. 4\u00ba) e repelida pela S\u00famula 121, do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tA jurisprud\u00eancia do Eg. Superior Tribunal de Justi\u00e7a, como corol\u00e1rio do entendimento da Excelsa Corte, inclina-se neste sentido: <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> \u201c<strong>Capitaliza\u00e7\u00e3o de juros<\/strong>. Prevalece a proibi\u00e7\u00e3o do <em>Decreto-lei n.\u00ba 22.626\/33, art. 4\u00ba, ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es do Sistema Financeiro Nacional.\u201d (STJ, 3\u00aa T., REsp 13829-PR, Rel. Min. Dias Trindade, j. 29.10.1991, DJU 2.12.1991, p. 17.537).<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO Decreto-lei n.\u00ba 22.626\/33, art. 4\u00ba, n\u00e3o foi revogado pela Lei n.\u00ba 4.595\/64 (RTJ 108\/277, 81\/919). <\/em><strong><em>A capitaliza\u00e7\u00e3o de juros (juros de juros) \u00e9 vedada pelo nosso direito, mesmo quando expressamente convencionada<\/em><\/strong><em>, n\u00e3o tendo sido revogada a regra do Decreto-lei n.\u00ba 22.626\/33, art. 4\u00ba, pela Lei n.\u00ba 4.595\/64. O anatocismo, repudiado pela S\u00famula 121 do STF, n\u00e3o guarda nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a S\u00famula 596 do STF.<\/em> (RSTJ 22\/197)\u201d<strong><sup><a href=\"#footnote-6\" id=\"footnote-ref-6\">[5]<\/a><\/sup>[5]<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tMais um abuso praticado pela Requerente: esta, ao receber o pagamento das capitalizadas <em>\u2013 rev\u00e9s de corrigidas \u2013<\/em> presta\u00e7\u00f5es dos financiamentos, primeiro <strong><em>remunera<\/em><\/strong> o saldo devedor pela TR (+0,5%), para depois deduzir da d\u00edvida a parcela de amortiza\u00e7\u00e3o paga pelo mutu\u00e1rio<em>.<\/em> O agente financeiro lesa o mutu\u00e1rio no \u00edndice aplicado e no ato de anteceder o reajuste do saldo devedor \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tPela lei criadora do SFH e instituidora da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nos contratos imobili\u00e1rios, Lei 4.380\/64, na al\u00ednea \u201cc\u201d<strong><sup><a href=\"#footnote-7\" id=\"footnote-ref-7\">[6]<\/a><\/sup>[6]<\/strong> de seu art. 6\u00ba, o correto (e l\u00f3gico) seria o agente financeiro primeiro abater da d\u00edvida o valor amortiz\u00e1vel pago pelo mutu\u00e1rio, e somente depois <strong><em>atualizar<\/em>  <em>monetariamente<\/em><\/strong> o saldo devedor remanescente por \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria (como o IPC ou o INPC).<\/p>\n<p>\t\t\tMantida a aritm\u00e9tica da Requerente, baseada no antijur\u00eddico \u201cbin\u00f4mio anatocista\u201d <em>TABELA PRICE <\/em>+ TR e na dedu\u00e7\u00e3o atrasada da d\u00edvida,  os saldos devedores dos empr\u00e9stimos habitacionais continuar\u00e3o em escala crescente, <em>mesmo ap\u00f3s longos anos de pagamento das presta\u00e7\u00f5es por parte do mutu\u00e1rio, gerando no final do prazo contratual um res\u00edduo (para o qual n\u00e3o h\u00e1 plano de cobertura) muito superior ao pre\u00e7o de mercado do im\u00f3vel \u00e0 \u00e9poca!<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\tEnt\u00e3o, d\u00favidas n\u00e3o restam de que <strong>a utiliza\u00e7\u00e3o da TR nos m\u00fatuos habitacionais em alus\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 ordem jur\u00eddica e tem onerado excessivamente os requerridos<\/strong> <strong><em>(principalmente no per\u00edodo de estabilidade monet\u00e1ria que estamos vivenciando, onde existem meses em que os \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o registram, inclusive, taxas de defla\u00e7\u00e3o!)<\/em><\/strong><em>, <\/em>desequilibrando a rela\u00e7\u00e3o contratual de consumo, assim n\u00e3o havendo como se falar em <em>PACTA SUNT SERVANDA.<\/em> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>DOS PEDIDOS<\/p>\n<p>Todo o aqui demonstrado est\u00e1 sendo discutido nos autos da a\u00e7\u00e3o civil coletiva que tramita perante a Justi\u00e7a Federal de Ribeir\u00e3o Preto, mas por si s\u00f3 demonstra a improced\u00eancia da presente a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o de contrato c\/c reintegra\u00e7\u00e3o de posse, visto que o atraso do requerido deveu-se, sem d\u00favidas, aos abusos cometidos pela Requerente.<\/p>\n<\/p>\n<p>\t\t\tAdemais, naquela a\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal requereu-se a tutela antecipada, que se concedida, permitir\u00e1 ao mutu\u00e1rio adimplir suas obriga\u00e7\u00f5es, com o dep\u00f3sito judicial das presta\u00e7\u00f5es mensais dos contratos habitacionais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\tAssim, passam a requerer:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o acatamento da preliminar levantada, determinando a INCOMPET\u00caNCIA ABSOLUTA DESTE JU\u00cdZO para o julgamento da presente demanda, pelos fatos l\u00e1 expostos;<\/li>\n<li>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O afastamento da possibilidade de os Requeridos perderem as parcelas j\u00e1 pagas e benfeitorias feitas, em caso de proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o (o que s\u00f3 admitem por hip\u00f3tese) por contrariar frontalmente o inciso II, do artigo 51, da Lei 8.078\/90;<\/li>\n<li>c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A aplica\u00e7\u00e3o, no que couber do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 42, do CDC;<\/li>\n<li>d)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A isen\u00e7\u00e3o de custas e demais comina\u00e7\u00f5es legais, declarando os Requeridos serem pobres na forma da lei 1.060, de 05 de fevereiro de 1.950;<\/li>\n<li>e)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A produ\u00e7\u00e3o de todas as provas em direito permitidas, sobretudo a pericial, que demonstrar\u00e1 o abuso dos valores cobrados, depoimento pessoal do representante legal da Requerente, sem exclus\u00e3o de qualquer outra prova.<\/li>\n<li>f)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Seja, ao final, julgada IMPROCEDENTE a presente a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o de contrato c\/c reintegra\u00e7\u00e3o de posse, com a manuten\u00e7\u00e3o do Requerido na posse e a condena\u00e7\u00e3o de Requerente em custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, determinados ao arb\u00edtrio de Vossa Excel\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>S\u00e3o os termos em que,<\/p>\n<p>J. esta aos r. autos,<\/p>\n<p>Pede Deferimento.<\/p>\n<p>De Araraquara(SP) para Terra Roxa (SP), maio, 03, 2010.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Advogado<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li id=\"footnote-2\">\n<p>[1] <em> Ap. 193051216-7\u00aa C Civ &#8211; Rel. Juiz Antonio Janyr Dall\u2019Agnol Junior &#8211; RT 697\/173.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0 <a href=\"#footnote-ref-2\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-3\">\n<p><strong>[2] <em>Art. 5\u00ba- (<\/em>omissis)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a7 1\u00ba- O reajustamento ser\u00e1 baseado em \u00edndice geral de pre\u00e7os mensalmente apurado ou adotado pelo Conselho Nacional de Economia que reflita adequadamente as varia\u00e7\u00f5es no poder aquisitivo da moeda nacional.<\/em><\/strong> <a href=\"#footnote-ref-3\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-4\">\n<p><strong>[3]<\/strong> <em> Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 24.004-AL-93\/05\/08378-1; Apte.: CEF e outros; Apd\u00bas: Nilson&#8230;.e outros.<\/em> <a href=\"#footnote-ref-4\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-5\">\n<p><strong>[4]<em> <\/em><\/strong><em>RTJ 142\/52-815.<\/em> <a href=\"#footnote-ref-5\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-6\">\n<p><strong>[5]<em> In<\/em><\/strong> C\u00d3DIGO DE PROCESSO CIVIL COMENTADO e legisla\u00e7\u00e3o processual civil extravagante em vigor; Nelson  Nery Junior e Rosa Maria Andrade Nery, S\u00e3o Paulo, RT, 1997, 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p.1439. <\/p>\n<p>\u00a0 <a href=\"#footnote-ref-6\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li id=\"footnote-7\">\n<p><strong>[6]<\/strong> <strong><em>\u201cao menos parte do financiamento, ou do pre\u00e7o a ser pago, seja amortizado em presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas, de igual valor, antes do reajustamento, que incluam amortiza\u00e7\u00e3o e juros.<\/em><\/strong><em>\u201d <\/em>(g. n.) <a href=\"#footnote-ref-7\">\u2191<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[521],"class_list":["post-21375","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-sfh-sistema-financeiro-de-habitacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/21375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=21375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}