{"id":16397,"date":"2023-07-14T17:01:24","date_gmt":"2023-07-14T17:01:24","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-14T17:01:24","modified_gmt":"2023-07-14T17:01:24","slug":"recurso-extraordinario-violacao-do-devido-processo-legal-e-da-propriedade","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/recurso-extraordinario-violacao-do-devido-processo-legal-e-da-propriedade\/","title":{"rendered":"[MODELO] RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO  &#8211;  Violac\u0327a\u0303o do devido processo legal e da propriedade"},"content":{"rendered":"<p>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO (Art. 102, III da CF\/88) <\/p>\n<p>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR DO EGR\u00c9GIO TRIBUNAL DE (&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.)(JUSTI\u00c7A OU AL\u00c7ADA) DO ESTADO DE (&#8230;..)<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apela\u00e7\u00e3o N\u00ba: (&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.)<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p><strong>NOME DO RECORRENTE<\/strong> (ou Apelante, Requerente, Autor, Demandante, Suplicante), devidamente qualificado, por seu procurador infra-assinado, nos autos da APELA\u00c7\u00c3O (&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;) que prop\u00f4s em face de NOME RECORRIDO (ESTADO) (ou Apelado, Requerido, R\u00e9u, Demandado, Suplicado), vem, com fundamento no artigo 102,III da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, inconformado, data v\u00eania, com o v. ac\u00f3rd\u00e3o de fls. (&#8230;&#8230;), proferido pela D. (&#8230;..\u00aa) C\u00e2mara C\u00edvel, apresentar<\/p>\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>Pelos fundamentos a seguir expostos, requerendo o seguinte:<\/p>\n<p>1. A r. senten\u00e7a de primeiro grau e o v. ac\u00f3rd\u00e3o que a confirmou viabilizaram a proced\u00eancia de uma A\u00e7\u00e3o Reivindicat\u00f3ria proposta pelo Estado de (&#8230;..), sem que o referido Estado fizesse a prova de que era propriet\u00e1rio do im\u00f3vel em disputa.<\/p>\n<p>2. Assim agindo, as decis\u00f5es recorridas violentaram o artigo 5\u00ba, LIV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, infra, que garante a obedi\u00eancia do devido processo legal. Nesses termos, o Recorrente perdeu seus bens, em processo n\u00e3o obediente das normas legais.<\/p>\n<p>\u201cArt. 5\u00ba.\u201d. Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n<p>\u201cLV &#8211; aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s\u00e3o assegurados o contradit\u00f3rio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;\u201d<\/p>\n<p>3. Destarte, compete ao Supremo Tribunal Federal, julgar, mediante Recurso Extraordin\u00e1rio, as causas decididas em \u00faltima inst\u00e2ncia, quando a decis\u00e3o recorrida, contrariarem dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o, tal como disp\u00f5e o artigo 102, III, a da Carta Magna.<\/p>\n<p>4. Diante o exposto, fica flagrante a viola\u00e7\u00e3o da regra que diz respeito ao devido processo legal, ao se admitir nas decis\u00f5es pret\u00e9ritas que o Estado de (&#8230;..) reivindicasse o im\u00f3vel sem a prova de propriedade, socorrendo-se para tal em inexistente presun\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio.<\/p>\n<p>5. Os Tribunais t\u00eam repelido essa pretendida presun\u00e7\u00e3o como se pode ver dos julgados seguintes:<\/p>\n<p>Tribunal de justi\u00e7a de MS ano do processo: 95 n\u00fameros do processo: 309617.01 datas de julgamento: 28.08.95<\/p>\n<p><strong>EMENTA:<\/strong><\/p>\n<p>Embargos infringentes. Apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel. Usucapi\u00e3o. Terras devolutas. Prova. \u00d4nus do estado. Recurso provido. N\u00e3o corre a prescri\u00e7\u00e3o aquisitiva contra o estado; porem, para que este possa opor contra quem exerce a posse no im\u00f3vel e pretende usucapi-lo, deve comprovar que a terra e devoluta.<\/p>\n<p><strong>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DE MINAS GERAIS<\/strong><\/p>\n<p>Apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel n\u00ba 46.696\/1 (em conex\u00e3o com as de n\u00bas 46.695-3 e 46.700-1) &#8211; comarca de gr\u00e3o mongol &#8211; apelantes &#8211; 1\u00ba) jd. comarca de gr\u00e3o mongol &#8211; 2\u00aa) rural minas &#8211; funda\u00e7\u00e3o rural mineira coloniza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento agr\u00e1rio &#8211; apelada &#8211; florestas rio doce s\/a &#8211; relator &#8211; exmo. Sr. d\u00eas. Ant\u00f4nio h\u00e9lio silva<\/p>\n<p>Na esp\u00e9cie, tocava ao autor a prova de que as terras, objeto da lide, s\u00e3o devolutas, n\u00e3o lhe bastando invocar pretensa presun\u00e7\u00e3o calcada no artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba601, de 1850 (fls. 41\/44-TJ), porquanto inexiste em favor do Estado a presun\u00e7\u00e3o &quot;j\u00faris tantum&quot; que pretende extrair do citado dispositivo, pois esse texto legal definiu, por exclus\u00e3o, as terras p\u00fablicas que deveriam ser consideradas devolutas, o que \u00e9 diferente de declarar que toda gleba que n\u00e3o seja particular \u00e9 p\u00fablica, havendo t\u00e3o-somente presun\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Cabia, pois, ao autor o \u00f4nus da prova de que, no caso presente, trata-se de terreno devoluto. Igualmente n\u00e3o se pode acatar a presun\u00e7\u00e3o de que as terras s\u00e3o devolutas, pelo simples fato de estar o terreno sendo objeto de usucapi\u00e3o por parte da apelada, porquanto \u00e9 o autor quem afirma serem devolutas as terras em quest\u00e3o, e, desta forma, tem ele o \u00f4nus da prova, assim como na a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o, caber\u00e1 ao autor a prova dos requisitos para a prescri\u00e7\u00e3o aquisitiva.<\/p>\n<p>De se considerar que a aus\u00eancia do registro do im\u00f3vel n\u00e3o leva a que seja de dom\u00ednio p\u00fablico, uma vez que, antigamente n\u00e3o se exigia tal registro, o que veio a ocorrer somente ap\u00f3s o advento do C\u00f3digo Civil, do que se conclui que, anteriormente, o terreno j\u00e1 podia ter passado ao dom\u00ednio particular, inclusive com base na Lei n\u00ba 601, de 18.09.1850 (fls. 41\/44-TJ).<\/p>\n<p>Pode-se afirmar que todas as terras brasileiras foram, inicialmente, de dom\u00ednio p\u00fablico; entretanto, pode-se tamb\u00e9m dizer que houve, por v\u00e1rias formas e em \u00e9pocas diversas, a transfer\u00eancia deste dom\u00ednio. A pr\u00f3pria apelante admite em suas raz\u00f5es recursais (fls.356-TJ) a possibilidade da usucapi\u00e3o de bens p\u00fablicos, anteriormente \u00e0 vig\u00eancia do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que se falar que \u00e9 o particular quem deve provar o desmembramento da gleba que a destacou do patrim\u00f4nio p\u00fablico, atrav\u00e9s da cadeia sucess\u00f3ria de t\u00edtulos ou de t\u00edtulo h\u00e1bil, pois a prova de nulidade do t\u00edtulo falta de proced\u00eancia e sem cadeia dominial, \u00e9 exclusiva da autora, ora apelante, para que ficasse caracterizado que as terras s\u00e3o devolutas.<\/p>\n<p>D\u00favida n\u00e3o h\u00e1 de que a a\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria \u00e9 o meio utilizado para se desmembrar as terras p\u00fablicas das particulares, mas mediante prova de que s\u00e3o elas devolutas, a qual compete ao Poder P\u00fablico que afirmar esta condi\u00e7\u00e3o, conforme j\u00e1 fizemos constar.<\/p>\n<p>E ainda \u00e9 a apelante quem afirma a necessidade de tal prova em suas raz\u00f5es recursais, \u00e0s fls. 358-TJ, primeiro par\u00e1grafo, quando diz: &quot;antes de consider\u00e1-las indispens\u00e1veis \u00e0 seguran\u00e7a ou ao desenvolvimento, o Estado precisa provar a sua de volubilidade: aus\u00eancia de dom\u00ednio de um particular sobre elas&#8230;&quot;.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, pois, como prosperar a pretens\u00e3o da recorrente, considerando que a doutrina e a jurisprud\u00eancia firmaram-se no sentido de impor ao Poder P\u00fablico o \u00f4nus da prova da de volubilidade das terras em a\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria, e considerando tamb\u00e9m que o Estado de Minas Gerais, por sua delegada, n\u00e3o conseguiu fazer tal prova, merece modifica\u00e7\u00e3o a senten\u00e7a hostilizada.<\/p>\n<p><strong>Pelo exposto, REQUER:<\/strong><\/p>\n<p>Demonstrado, como se acha, pelos elementos de fato e de direito, o cabimento do recurso, pede a V. Exa. que, na forma do art. 542 do C\u00f3digo de Processo Civil, seja intimado o recorrido, abrindo-se-lhe vista pelo prazo de 15 dias para apresentar contra-raz\u00f5es e, findo o prazo, com ou sem contra-raz\u00f5es, determine a remessa dos autos ao Egr\u00e9gio Supremos Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Termos que<\/p>\n<p>Pede deferimento.<\/p>\n<p>(Local data e ano).<\/p>\n<p>(Nome e assinatura do advogado)<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[514],"class_list":["post-16397","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-usucapiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/16397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=16397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}