{"id":12609,"date":"2023-07-14T13:15:27","date_gmt":"2023-07-14T13:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/?post_type=modelos-de-peticao&#038;p=3650"},"modified":"2023-07-14T13:15:27","modified_gmt":"2023-07-14T13:15:27","slug":"contestacao-a-acao-anulatoria-de-multa-de-transito-por-ausencia-de-notificacao","status":"publish","type":"modelos-de-peticao","link":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/modelos-de-peticao\/contestacao-a-acao-anulatoria-de-multa-de-transito-por-ausencia-de-notificacao\/","title":{"rendered":"[MODELO] Contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Anulat\u00f3ria de Multa de Tr\u00e2nsito por Aus\u00eancia de Notifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a das Palmeiras, n\u00b0 01, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Anulat\u00f3ria, ajuizada por Fulano de Tal , j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos.<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>1) O autor elegeu a Secretaria Municipal de Tr\u00e2nsito como p\u00f3lo passivo do feito.<br \/>Acontece que a Secretaria Municipal de Tr\u00e2nsito n\u00e3o det\u00e9m personalidade jur\u00eddica para responder em ju\u00edzo, vez que integra a administra\u00e7\u00e3o direta do Munic\u00edpio.<br \/>Portanto, o Autor deve retificar a inicial para constar o Munic\u00edpio de Coquinhos no p\u00f3lo passivo da demanda.<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>2) O autor foi autuado por trafegar dirigindo sem o cinto de seguran\u00e7a, infringindo o art. 167 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro.<br \/>O demandante recorreu \u00e0 JARI (Junta Administrativa de Recursos de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito), sendo seu recurso improvido.<br \/>Inconformado, o autor ajuizou a presente a\u00e7\u00e3o visando anular a decis\u00e3o administrativa da JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito), que n\u00e3o deu provimento ao recurso apresentado pelo demandante.<br \/>Afirma que n\u00e3o cometeu a infra\u00e7\u00e3o de dirigir sem o cinto de seguran\u00e7a, uma vez que, segundo alega, no dia que foi lavrado o auto de infra\u00e7\u00e3o estava com o carro num estacionamento pago para acompanhar o trabalho de parto de sua filha no Hospital Municipal.<\/p>\n<p>Das Raz\u00f5es do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>3) O autor n\u00e3o impugna a legalidade do processo administrativo. Procura o requerente questionar o m\u00e9rito da decis\u00e3o da JARI que, segundo alega, \u201c(&#8230;) \u00e9 a exalta\u00e7\u00e3o ao desempenho do agente de tr\u00e2nsito, num abjeto e repugnante comportamento corporativista, distanciado, de forma abissal, da disposi\u00e7\u00e3o linear, que uma an\u00e1lise judiciosa do feito reclama.\u201d<br \/>Sinale-se que, com efeito, o auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, como todo ato da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, det\u00e9m a presun\u00e7\u00e3o da legitimidade e veracidade dos atos administrativos, cujo efeito \u00e9 inverter o \u00f4nus da prova nos processos que tramitam perante a Administra\u00e7\u00e3o.<br \/>Neste sentido, \u00e9 a li\u00e7\u00e3o de Maria Sylvia Zanella Di Pietro: \u201cA presun\u00e7\u00e3o de veracidade diz respeito aos fatos; em decorr\u00eancia desse atributo, presumem-se verdadeiros os fatos alegados alegados pela Administra\u00e7\u00e3o. Assim ocorre com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s certid\u00f5es, atestados, declara\u00e7\u00f5es, informa\u00e7\u00f5es por ela fornecidos, todos dotados de f\u00e9 p\u00fablica\u201d (Direito Administrativo, p\u00e1g. 10001, 16\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, Maria Zanella Sylvia Di Pietro).<br \/>Assim sendo, a mera negativa da infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito n\u00e3o tem o cond\u00e3o de anular um ato administrativo.<br \/>Por outro lado, com o fim de impugnar o auto de infra\u00e7\u00e3o, o autor apresentou no processo administrativo, como prova de que o ve\u00edculo estava estacionado numa garagem, um recibo que pode ser adquirido em qualquer livraria, com uma assinatura ileg\u00edvel, sendo cuidadosamente preenchido como proveniente do \u201cpernoite do ve\u00edculo Renault de placa 0000. Esteve no dia 24 outubro no estacionamento AX ve\u00edculos.\u201d<br \/>Acontece que, dada as regras da experi\u00eancia comum, um recibo expedido por um estacionamento nunca \u00e9 preenchido com tantas observa\u00e7\u00f5es minuciosas, quando n\u00e3o raro, sequer s\u00e3o fornecidos recibos, o que torna o documento apresentado pelo autor de question\u00e1vel veracidade.<br \/>O autor acrescentou c\u00f3pia de uma \u201cplanilha de entrada e sa\u00edda de ve\u00edculos\u201d.<br \/>Contudo, este documento apresenta-se ileg\u00edvel, em especial a data que o ve\u00edculo saiu do estacionamento.<br \/>Portanto, os argumentos e as provas apresentadas pelo autor perante a JARI (Junta Administrativa de Recursos de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito) s\u00e3o meramente circunstanciais, at\u00e9 mesmo de veracidade duvidosa, nada restando sen\u00e3o a autoridade de tr\u00e2nsito julgar pelo improvimento do recurso, haja vista a presun\u00e7\u00e3o de legitimidade e veracidade do atos da administra\u00e7\u00e3o. Presun\u00e7\u00e3o legal que \u00e9 acolhida pela legisla\u00e7\u00e3o processual p\u00e1tria, ao estatuir que \u201co documento p\u00fablico faz prova n\u00e3o s\u00f3 da sua forma\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m dos fatos que o escriv\u00e3o, o tabeli\u00e3o, ou o funcion\u00e1rio declarar que ocorreram em sua presen\u00e7a (CPC, art. 364)\u201d.<br \/>Anote-se, ainda, que o auto de infra\u00e7\u00e3o descreve que um ve\u00edculo de placa XXX 0000, cor verde, marca Renault, que conferem com todas as caracter\u00edsticas do ve\u00edculo de propriedade do autor, relatou que o autom\u00f3vel \u201ctrafegava pela Rua Gen. Os\u00f3rio, ao aguardar o sinal verde do sem\u00e1foro, condutor e passageira ao seu lado n\u00e3o usavam o cinto de seguran\u00e7a. O agente emitiu silvos de advert\u00eancia para que fosse sanada a irregularidade, ambos visualizaram o agente mas n\u00e3o &#8216;deram import\u00e2ncia&#8217; , passando a trafegar sem o uso do cinto, ent\u00e3o o agente emitiu dois silvos breves para abord\u00e1-lo, mas o mesmo n\u00e3o parou.\u201d<br \/>Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel que o auto de infra\u00e7\u00e3o contenha tantos erros?<br \/>Portanto, diante do conflito entre a descri\u00e7\u00e3o minuciosa do auto de infra\u00e7\u00e3o, que det\u00e9m a presun\u00e7\u00e3o de legitimidade e veracidade, e as provas carentes de conte\u00fado, at\u00e9 mesmo de autenticidade duvidosa, apresentadas pelo autor, o julgamento foi pelo n\u00e3o provimento do recurso.<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando o autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.<\/p>\n<p>Coquinhos, 15 de junho de 2007.<\/p>\n<p>Beltrano de Tal,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0 0000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/06\/modelo-de-contestao-de-ao-anulatria-que.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">6\/18\/2007 10:03:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=774732715771338018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=774732715771338018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=774732715771338018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Domingo, Maio 13, 2007<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/05\/modelo-de-contestao-multa-de-trnsito.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"7330310917266959330\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o: multa de tr\u00e2nsito, resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/2003<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 4\u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/000000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a D. Pedro II, n\u00b0 1, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o de Desconstitui\u00e7\u00e3o de Cr\u00e9dito, ajuizada por Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) O autor ajuizou a presente a\u00e7\u00e3o visando anular a penalidade lavrada pelo fato de transportar crian\u00e7as no colo do passageiro no banco dianteiro do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>2) A defesa contra a notifica\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito interposta pelo autor foi indeferida, eis que n\u00e3o se tratava do propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, na forma do art. 257\u00a77\u00ba do C\u00f3digo Nacional de Tr\u00e2nsito c\/c a Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 17\/0008.<\/p>\n<p>3) O autor ajuizou o presente feito negando a infra\u00e7\u00e3o e alegando que comprou o ve\u00edculo da pessoa que figura como autuada no processo administrativo que imputou a penalidade de tr\u00e2nsito. Alega viol\u00eancia ao princ\u00edpio do contradit\u00f3rio e ampla defesa.<\/p>\n<p>4) Foi deferida liminar inaudita altera pars.<\/p>\n<p>Das Raz\u00f5es do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>5) Da ilegalidade da liminar<\/p>\n<p>A liminar foi concedida nestes termos:<\/p>\n<p>\u201c1-(&#8230;)<\/p>\n<p>2-Diante das informa\u00e7\u00f5es constantes \u00e0 fl. 11, defiro a liminar postulada no item 1 de fl. 07.<\/p>\n<p>3-(&#8230;); 4-(&#8230;).\u201d<\/p>\n<p>Portanto, a decis\u00e3o foi proferida sem fundamenta\u00e7\u00e3o, em viola\u00e7\u00e3o ao art. 0003, IX da CF, dada com a reda\u00e7\u00e3o da EC n\u00ba 45\/04:<\/p>\n<p>Art. 0003. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<p>IX &#8211; todos os julgamentos dos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio ser\u00e3o p\u00fablicos, e fundamentadas todas as decis\u00f5es, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse p\u00fablico o exigir, limitar a presen\u00e7a, em determinados atos, \u00e0s pr\u00f3prias partes e a seus advogados, ou somente a estes;<\/p>\n<p>Neste sentido, a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DECIS\u00c3O SEM FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O. OFENSA AO ART. 0003, INC. IX, DA cf E AO ART. 165 DO CPC. NULIFICA\u00c7\u00c3O DO DECISUM. PRECEDENTES DO STJ, DESTA CORTE E DOUTRIN\u00c1RIOS. PRELIMINAR ACOLHIDA. DECIS\u00c3O DESCONSTITU\u00cdDA. UN\u00c2NIME. Agravo de Instrumento Terceira C\u00e2mara C\u00edvel N\u00ba 7001764000575 Comarca de Pelotas RUI BAR\u00c3O DIAS, AGRAVANTE;MUNIC\u00cdPIO DE PELOTAS, AGRAVADO.<\/p>\n<p>Dos Fatos<\/p>\n<p>6) No dia 24 de janeiro de 2013, foi autuado o ve\u00edculo VW Quantum\/ GLS, cor verde, de placa \u201cXXXX 0000\u201d, de propriedade do Sr. Beltrano de Tal, residente na Rua Teodoro Timm, n\u00ba 30, em Birigui, RS, por transportar crian\u00e7as fora das normas de seguran\u00e7a, infringindo o art. 168 do CTB.<\/p>\n<p>7) Alegando-se propriet\u00e1rio do ve\u00edculo autuado, sem apresentar nenhuma prova documental, o Sr. Fulano de Tal, ora autor da a\u00e7\u00e3o, impetrou defesa contra a notifica\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o, afirmando que \u201cdeclaro que comprei essa camioneta do Sr. Beltrano de Tal e pretendia financiar uma parte para a sua quita\u00e7\u00e3o, por isso ainda n\u00e3o havia transferido para o meu nome.\u201d<\/p>\n<p>8) Acontece que as raz\u00f5es apresentadas pelo recorrente s\u00e3o totalmente desprovidas de fundamento legal, visto que a prova da propriedade do ve\u00edculo \u00e9 feita atrav\u00e9s da respectiva certid\u00e3o de registro, sendo tampouco apresentado, na ocasi\u00e3o da impetra\u00e7\u00e3o de defesa, algum ind\u00edcio de prova que justificasse a legitimidade do autor da a\u00e7\u00e3o, conforme c\u00f3pia do processo administrativo em anexo.<\/p>\n<p>Anote-se que, em princ\u00edpio, s\u00f3 det\u00e9m legitimidade para apresentar defesa da notifica\u00e7\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o ou interpor recurso \u00e0 JARI- Junta Administrativa de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito, quem \u00e9 o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo autuado.<\/p>\n<p>Entretanto, se for enviada a notifica\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito ao propriet\u00e1rio e n\u00e3o sendo este o infrator, o propriet\u00e1rio dever\u00e1 indicar o condutor ao DETRAN, nos termos do art. 257\u00a77\u00ba do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro:<\/p>\n<p>Art. 257. As penalidades ser\u00e3o impostas ao condutor, ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, ao embarcador e ao transportador, salvo os casos de descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es e deveres impostos a pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas expressamente mencionados neste C\u00f3digo. \u00a7 1\u00ba(&#8230;) \u00a7 2\u00ba (&#8230;) \u00a7 3\u00ba (&#8230;) \u00a7 4\u00ba (&#8230;) \u00a7 5\u00ba (&#8230;) \u00a7 6\u00ba (&#8230;)<\/p>\n<p>\u00a7 7\u00ba N\u00e3o sendo imediata a identifica\u00e7\u00e3o do infrator, o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo ter\u00e1 quinze dias de prazo, ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o, para apresent\u00e1-lo, na forma em que dispuser o CONTRAN, ao fim do qual, n\u00e3o o fazendo, ser\u00e1 considerado respons\u00e1vel pela infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a7 8\u00ba (&#8230;) \u00a7 000\u00ba(&#8230;)<\/p>\n<p>Neste sentido, o propriet\u00e1rio, o Sr. Beltrano de Tal, n\u00e3o apresentou o condutor que cometeu a infra\u00e7\u00e3o, eis que o campo destinado para tanto encontra-se em branco, conforme verifica-se em folha 4.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o apresentando prova da propriedade do ve\u00edculo, tampouco sendo apresentado o condutor, nada mais fez o \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito que seguir a lei, pois n\u00e3o se tratando do condutor, nem propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, o autor da a\u00e7\u00e3o e impetrante do recurso administrativo n\u00e3o tem legitimidade para impugnar administrativamente a multa, a exemplo do que acontece na esfera judici\u00e1ria, quando se julga extinto o feito sem o julgamento do m\u00e9rito, por aus\u00eancia de legitimidade para demanda.<\/p>\n<p>Anote-se, ainda, que o autor s\u00f3 registrou o ve\u00edculo depois da autua\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, conforme verifica-se em folha 15 do feito, isto \u00e9, em 3 de fevereiro de 2013, ao passo que o autor foi autuado em 24 de janeiro de 2013.<\/p>\n<p>Ressalte-se que entender que a mera alega\u00e7\u00e3o de propriedade fosse justificativa legal para se admitir defesa contra o auto de infra\u00e7\u00e3o, qualquer pessoa estranha \u00e0 propriedade ou que n\u00e3o tenha nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o ve\u00edculo autuado poderia recorrer.<\/p>\n<p>Igualmente n\u00e3o \u00e9 escusa justific\u00e1vel o autor deixar de registrar o ve\u00edculo em seu nome, sob a alega\u00e7\u00e3o de que pretendia \u201cfinanciar uma parte para a sua quita\u00e7\u00e3o\u201d, haja vista ser p\u00fablico e not\u00f3rio que os \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito lidam com milhares de expedientes diariamente, sendo materialmente imposs\u00edvel e irrazo\u00e1vel exigir que a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica tenha conhecimento das aliena\u00e7\u00f5es dos ve\u00edculos que ocorrem \u00e0 margem da legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>000) O autor alega viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do contradit\u00f3rio e ampla defesa.<\/p>\n<p>Embora ignora-se as raz\u00f5es por que levaram o Ju\u00edzo a deferir antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, visto que a decis\u00e3o n\u00e3o foi fundamentada, ad cautelam, o Munic\u00edpio defender\u00e1 a legalidade e constitucionalidade do processo administrativo que aplicou a penalidade de tr\u00e2nsito, que seguiu o rito da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 14000\/2003.<\/p>\n<p>Primeiramente, cumpre afirmar que, ao contr\u00e1rio do que alega o autor, o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro autoriza lavrar o flagrante de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito sem a necessidade de abordagem, nos termos do art. 280, VI do CTB:<\/p>\n<p>\u201cOcorrendo infra\u00e7\u00e3o prevista na legisla\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, lavrar-se-\u00e1 auto de infra\u00e7\u00e3o, do qual constar\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; (&#8230;); II &#8211; (&#8230;); III &#8211; (&#8230;); IV &#8211; (&#8230;); V -(&#8230;)<\/p>\n<p>VI &#8211; assinatura do infrator, sempre que poss\u00edvel, valendo esta como notifica\u00e7\u00e3o do cometimento da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a71\u00ba, \u00a72\u00ba (&#8230;)<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00ba N\u00e3o sendo poss\u00edvel a autua\u00e7\u00e3o em flagrante, o agente de tr\u00e2nsito relatar\u00e1 o fato \u00e0 autoridade no pr\u00f3prio auto de infra\u00e7\u00e3o, informando os dados a respeito do ve\u00edculo, al\u00e9m dos constantes nos incisos I, II e III, para o procedimento previsto no artigo seguinte.<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00ba (&#8230;)<\/p>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o do CTB ao agente de tr\u00e2nsito lavrar o auto de infra\u00e7\u00e3o sem a necessidade de colher a assinatura do infrator assegura o efetivo cumprimento das leis de tr\u00e2nsito, do contr\u00e1rio, s\u00f3 seria poss\u00edvel autuar quem se dispusesse a assinar o auto de infra\u00e7\u00e3o, o que praticamente nunca ocorreria.<\/p>\n<p>10) Anote-se, ainda, que \u00e9 igualmente descabida a alega\u00e7\u00e3o de ofensa ao princ\u00edpio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, eis que o processo administrativo que cominou a penalidade ao autor obedeceu \u00e0 Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/03, que determina a notifica\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o antes da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade, em seu art. 3\u00ba, caput:<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o do disposto no \u00a7 5\u00ba do artigo anterior, ap\u00f3s a verifica\u00e7\u00e3o da regularidade do Auto de Infra\u00e7\u00e3o, a autoridade de tr\u00e2nsito expedir\u00e1, no prazo m\u00e1ximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infra\u00e7\u00e3o, a Notifica\u00e7\u00e3o da Autua\u00e7\u00e3o dirigida ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo, na qual dever\u00e3o constar, no m\u00ednimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>\u00a7s(&#8230;)<\/p>\n<p>Ora, verifica-se no caso em tela que o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo foi notificado do auto de infra\u00e7\u00e3o no dia 30 de janeiro de 2013, onde l\u00ea-se no extrato do auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito: NAIT-ENTREGUE (notifica\u00e7\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito entregue).<\/p>\n<p>No dia 6 de mar\u00e7o foi produzida defesa contra a NAIT (notifica\u00e7\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito), conforme consta no extrato do auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, cujo conte\u00fado foi juntado pelo pr\u00f3prio autor.<\/p>\n<p>Com o indeferimento da defesa contra a NAIT (notifica\u00e7\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito), por aus\u00eancia de legitimidade do recorrente, conforme demonstrado supra, foi enviada a notifica\u00e7\u00e3o de imposi\u00e7\u00e3o de penalidade (NIP), nos termos do art 000\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/03:<\/p>\n<p>\u201cArt. 000\u00ba. Interposta a Defesa da Autua\u00e7\u00e3o, nos termos do \u00a7 2\u00ba do Art. 3\u00ba desta Resolu\u00e7\u00e3o, caber\u00e1 \u00e0 autoridade de tr\u00e2nsito apreci\u00e1-la.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba. Acolhida a Defesa da Autua\u00e7\u00e3o, o Auto de Infra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 cancelado, seu registro ser\u00e1 arquivado e a autoridade de tr\u00e2nsito comunicar\u00e1 o fato ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00ba. Em caso do n\u00e3o acolhimento da Defesa da Autua\u00e7\u00e3o ou de seu n\u00e3o exerc\u00edcio no prazo previsto, a autoridade de tr\u00e2nsito aplicar\u00e1 a penalidade, expedindo a Notifica\u00e7\u00e3o da Penalidade, da qual dever\u00e3o constar, no m\u00ednimo, os dados definidos no art. 280 do CTB, o previsto em regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e a comunica\u00e7\u00e3o do n\u00e3o acolhimento da defesa, quando for o caso.<\/p>\n<p>\u00a7 3\u00ba. A Notifica\u00e7\u00e3o de Penalidade de multa dever\u00e1 conter um campo para a autentica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica a ser regulamentado pelo \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo executivo da Uni\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>No caso em tela, o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo foi notificado da imposi\u00e7\u00e3o de penalidade no dia 22 de de junho de 2013, conforme c\u00f3pia de auto de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>11) Ap\u00f3s o indeferimento da defesa, cabe, ainda, interpor recurso em segunda inst\u00e2ncia perante a JARI-Junta Administrativa de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito, a teor do art. 12 da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 14000\/2003 c\/c o art. 285 do CTB: \u201cDa imposi\u00e7\u00e3o da penalidade caber\u00e1, ainda, recurso em 1\u00aa e 2 \u00aa Inst\u00e2ncias na forma dos art. 285 e seguintes do CTB.\u201d<\/p>\n<p>\u201cArt. 285. O recurso previsto no art. 283 ser\u00e1 interposto perante a autoridade que imp\u00f4s a penalidade, a qual remet\u00ea-lo-\u00e1 \u00e0 JARI, que dever\u00e1 julg\u00e1-lo em at\u00e9 trinta dias;<\/p>\n<p>\u00a7 s (&#8230;)<\/p>\n<p>12) Inobstante ser a liminar carente de fundamenta\u00e7\u00e3o legal, em ofensa ao art. 0003, IX da CF, o procedimento da administra\u00e7\u00e3o prestigiou o princ\u00edpio da ampla defesa e do contradit\u00f3rio, conforme o extrato juntado, sendo torrencial a jurisprud\u00eancia pela legalidade do processo administrativo de imposi\u00e7\u00e3o de penalidade de tr\u00e2nsito quando obedecido rito estabelecido na Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 14000\/03:<\/p>\n<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO P\u00daBLICO N\u00c3O ESPECIFICADO. MULTA DE TR\u00c2NSITO. APLICA\u00c7\u00c3O NA VIG\u00caNCIA DA RESOLU\u00c7\u00c3O 14000\/03 DO CONTRAN. DEFESA PR\u00c9VIA. OPORTUNIZADA. AUS\u00caNCIA DA VEROSSIMILHAN\u00c7A. IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO DA AUTORIDADAE DE TR\u00c2NSITO E ABUSO DE AUTORIDADE N\u00c3O DEMONSTRADOS. Comprova\u00e7\u00e3o de que foi oportunizada defesa pr\u00e9via ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo antes de aplicada a penalidade de multa, observado o teor da resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/2003 do CONTRAN. As irregularidades no procedimento da autoridade de tr\u00e2nsito e abuso de autoridade n\u00e3o restam demonstradas nos autos, n\u00e3o servindo para tanto a argumenta\u00e7\u00e3o relativa aos hor\u00e1rios das autua\u00e7\u00f5es para tanto, n\u00e3o podendo em sede de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria servir tais alega\u00e7\u00f5es para suspender as penalidades. Aus\u00eancia de nulidade das penalidades em face disto. N\u00e3o-preenchimento dos requisitos do artigo 273 do CPC, ausente a verossimilhan\u00e7a do direito alegado. Precedentes do TJRGS. Agravo de instrumento provido liminarmente. (Agravo de Instrumento N\u00ba 700100047366000, Vig\u00e9sima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Carlos Eduardo Zietlow Duro, Julgado em 26\/04\/2007)<\/p>\n<p>E ainda:<\/p>\n<p>DIREITO P\u00daBLICO N\u00c3O ESPECIFICADO. MULTA DE TR\u00c2NSITO. OPORTUNIZA\u00c7\u00c3O DE DEFESA PR\u00c9VIA E CONTRADIT\u00d3RIO. RESOLU\u00c7\u00c3O N\u00ba 14000\/2003 DO CONTRAN. Comprova\u00e7\u00e3o de que foi oportunizada defesa pr\u00e9via ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo antes de aplicada a penalidade de multa, com remessa de correspond\u00eancia para a sua resid\u00eancia, observado o teor da resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/2003 do CONTRAN. Aus\u00eancia de nulidade da penalidade. Precedentes do TJRGS. Apela\u00e7\u00e3o provida. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 7001000282250, Vig\u00e9sima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Carlos Eduardo Zietlow Duro, Julgado em 25\/04\/2007)<\/p>\n<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA DE TR\u00c2NSITO. APLICA\u00c7\u00c3O NA VIG\u00caNCIA DA RESOLU\u00c7\u00c3O 14000\/03 DO CONTRAN. AUS\u00caNCIA DA VEROSSIMILHAN\u00c7A. Comprova\u00e7\u00e3o de que foi oportunizada defesa pr\u00e9via ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo antes de aplicada a penalidade de multa, observado o teor da resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/2003 do CONTRAN. Aus\u00eancia de nulidade das penalidades N\u00e3o-preenchimento dos requisitos do artigo 273 do CPC, ausente a verossimilhan\u00e7a do direito alegado. Precedentes do TJRGS. Agravo de instrumento a que se nega seguimento. (Agravo de Instrumento N\u00ba 7001000364843, Vig\u00e9sima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Carlos Eduardo Zietlow Duro, Julgado em 20\/04\/2007)<\/p>\n<p>13) Outrossim, gize-se que a defesa do autor alegando ser separado, sem filhos \u00e9 algo totalmente circunstancial, eis que pouco importa a condi\u00e7\u00e3o pessoal do autor, vez que a penalidade \u00e9 dirigida contra o ve\u00edculo e n\u00e3o contra o condutor, sendo perfeitamente poss\u00edvel um carro trafegar com crian\u00e7as fora das normas de seguran\u00e7a, inobstante o estado civil do propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>a) A revoga\u00e7\u00e3o da liminar, eis que desprovida de fundamenta\u00e7\u00e3o legal e decidiu contra as provas do processo.<\/p>\n<p>b) A improced\u00eancia do pedido<\/p>\n<p>c) A condena\u00e7\u00e3o do autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos.<\/p>\n<p>Pelotas, 10 de maio de 2007.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o da Silva,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB\/RS n\u00b0 000000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/05\/modelo-de-contestao-multa-de-trnsito.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/13\/2007 04:10:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=7330310917266959330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=7330310917266959330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=7330310917266959330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Domingo, Maio 06, 2007<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/05\/modelo-de-contestao-buraco-na-via.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"2919642901422087345\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o: buraco na via p\u00fablica<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 1\u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, CNPJ n\u00ba 0000000, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, com a Procuradoria Geral sita na Rua das Rosas, n\u00ba 8000, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O \u00e0 A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Danos Materiais e Morais ajuizada por Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos.<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) Relata o autor que no m\u00eas de novembro de 2013, trafegava normalmente com a sua motocicleta na Rua Major Francisco Nunes de Souza, \u201cquando teve sua motocicleta danificada por um buraco localizado no meio da mencionada rua\u201d.<\/p>\n<p>Alega que o dano ocorreu por n\u00e3o ter conseguido desviar, j\u00e1 que havia grande fluxo de ve\u00edculos no local.<\/p>\n<p>Dos danos, afirma que resultou o preju\u00edzo de R$ 217,00 (duzentos e dezessete reais).<\/p>\n<p>Anexou fotos.<\/p>\n<p>Pretende obter indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais.<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>Da Ilegitimidade Ativa<\/p>\n<p>2) Possui legitimidade para figurar no p\u00f3lo ativo da demanda quem \u00e9 o titular do direito subjetivo em lit\u00edgio.<\/p>\n<p>Entende Arruda Alvim que \u201cestar\u00e1 legitimado o autor quando for o poss\u00edvel titular do direito pretendido, ao passo que a legitimidade do r\u00e9u decorre do fato de ser ele a pessoa indicada, em sendo procedente a a\u00e7\u00e3o, a suportar os efeitos oriundos da senten\u00e7a\u201d (Humberto Theodoro Jr. ,\u201cCurso de Direito Processual Civil\u201d, Vol. I, 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 57).<\/p>\n<p>Ocorre que no caso telado o Autor n\u00e3o prova que \u00e9 o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo supostamente sinistrado.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, o pr\u00f3prio demandante afirma que a motocicleta pertence ao seu pai.<\/p>\n<p>Portanto, deve o feito ser extinto sem o julgamento de m\u00e9rito, a teor do art. 267, VI do CPC.<\/p>\n<p>No M\u00e9rito<\/p>\n<p>3) Ao autor compete o \u00f4nus da prova (CPC, art. 333,I). Por sua vez, o requerente n\u00e3o provou o nexo causal entre o buraco na via p\u00fablica e o dano no ve\u00edculo, limitando-se a alegar que o buraco, que na verdade trata-se de uma leve depress\u00e3o, foi a causa do preju\u00edzo sofrido.<\/p>\n<p>Anote-se, ainda, que sequer juntou aos autos o boletim de ocorr\u00eancia do sinistro, vindo a ajuizar a a\u00e7\u00e3o judicial quatro meses depois do alegado incidente.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, as fotos juntadas n\u00e3o t\u00eam o cond\u00e3o de fazer prova do nexo causal ou dos danos sofridos pelo requerente.<\/p>\n<p>Assim sendo, entendendo-se o contr\u00e1rio, autorizaria qualquer pessoa fotografar um buraco e uma motocicleta danificada invocar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais.<\/p>\n<p>Inclusive, estranha-se que a alega\u00e7\u00e3o de que uma leve depress\u00e3o na via p\u00fablica possa causar tantos danos numa motocicleta cujo desenho foi justamente projetado para a pr\u00e1tica de \u201cmotocross\u201d que rotineiramente suportam impactos muito maiores que o desn\u00edvel apontado pela autor.<\/p>\n<p>De fato, se houve realmente os danos alegados pode-se concluir que foi decorrente de excesso de velocidade ou falta de habilidade por parte do condutor, concluindo-se, quando muito, pela culpa rec\u00edproca.<\/p>\n<p>Neste sentido, a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO. VIA URBANA. BURACO. CULPA CONCORRENTE. DANOS MATERIAIS E PESSOAIS. VALORES. Plenamente evidenciado no caso sub ocullis a responsabilidade concorrente; tanto no que pertine ao ente estatal ante a aus\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, primando pelas condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trafegabilidade necess\u00e1ria da via urbana, quanto ao condutor; por imprimir velocidade incompat\u00edvel com as condi\u00e7\u00f5es de tempo, modo e lugar. Inobserv\u00e2ncia das cautelas de praxe ao trafegar em dia chuvoso em via urbana, imprimindo velocidade excessiva. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 700104000000101, D\u00e9cima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Marcelo Cezar Muller, Julgado em 14\/04\/2012)<\/p>\n<p>RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO. A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O. MUNIC\u00cdPIO. BURACO NA VIA P\u00daBLICA. Evidenciada a culpa concorrente das partes. Do Munic\u00edpio-r\u00e9u, pela omiss\u00e3o no dever de manuten\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, sendo objetiva a responsabilidade. Do autor, por dirigir de forma desatenta e com excesso de velocidade. Culpa rec\u00edproca em igual propor\u00e7\u00e3o. Apela\u00e7\u00e3o parcialmente provida (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 7000000286311, D\u00e9cima Primeira C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Jorge Andr\u00e9 Pereira Gailhard, Julgado em 10\/11\/2012).<\/p>\n<p>4) Anote-se que a apresenta\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento n\u00e3o supre a falta de prova, nem \u00e9 meio id\u00f4neo para comprova\u00e7\u00e3o de danos emergentes.<\/p>\n<p>Sinale-se que \u00e9 exig\u00eancia da jurisprud\u00eancia que devem ser apresentados no m\u00ednimo o n\u00famero de tr\u00eas or\u00e7amentos de oficinas id\u00f4neas.<\/p>\n<p>Por outro lado, as notas fiscais foram preenchidas unilateralmente, sequer h\u00e1 assinatura pelo respons\u00e1vel de que o servi\u00e7o e a compra das pe\u00e7as foi realmente efetivada.<\/p>\n<p>5) Em suma, o autor da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o prova os danos sofridos, visto que limita-se a apresentar fotos e um or\u00e7amento, que tratam-se de documentos produzidos unilateralmente, sem o crivo do contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>6) Conv\u00e9m ainda lembrar que a tese do autor funda-se na omiss\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o em reparar a via p\u00fablica, visto que afirma ser a causa de seu acidente e neste caso a demonstra\u00e7\u00e3o de culpa do Poder P\u00fablico \u00e9 imprescind\u00edvel, conforme a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>EMENTA: APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO NA CELA DO PRES\u00cdDIO. ATO OMISSIVO. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. N\u00c3O COMPROVA\u00c7\u00c3O DA FALHA DO SERVI\u00c7O. Preliminar de ilegitimidade passiva afastada. A morte de detento em pris\u00e3o do Estado n\u00e3o constitui circunst\u00e2ncia que, por si s\u00f3, evidencia a responsabilidade da Administra\u00e7\u00e3o. Tratando-se de suposto ato omissivo do Poder P\u00fablico, a responsabilidade \u00e9 subjetiva, exigindo-se a presen\u00e7a do dolo ou da culpa da administra\u00e7\u00e3o pelo evento danoso. Hip\u00f3tese em que a omiss\u00e3o por parte do Estado n\u00e3o restou concretamente demonstrada. REJEITADA A PRELIMINAR. APELO PROVIDO. SENTEN\u00c7A MODIFICADA EM REEXAME NECESS\u00c1RIO. (Apela\u00e7\u00e3o e Reexame Necess\u00e1rio N\u00ba 700053600050000, Sexta C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Jos\u00e9 Conrado de Souza J\u00fanior, Julgado em 0000\/03\/2013)<\/p>\n<p>7) Danos morais<\/p>\n<p>N\u00e3o havendo prova do nexo causal entre a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o e os danos sofridos pelo ve\u00edculo do autor, n\u00e3o que se falar em danos morais.<\/p>\n<p>Gize-se, por oportuno, que n\u00e3o se trata de acidente com v\u00edtimas ou danos f\u00edsicos, limitando-se o autor a postular no feito ressarcimento do dano que sofreu decorrente do desn\u00edvel da via p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em tese, danos produzidos ao ve\u00edculo em virtude da m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, sem danos f\u00edsicos, tratam-se de meros aborrecimentos, insuscet\u00edvel de ensejar danos morais.<\/p>\n<p>\u00c9 a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O CIVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. FURTO DE ACESS\u00d3RIOS DE PNEUS E ACESS\u00d3RIOS DE VE\u00cdCULO EM ESTACIONAMENTO. DANOS MORAIS. Na casu\u00edstica, n\u00e3o se vislumbra a configura\u00e7\u00e3o de dano moral, mas sim mero dissabor, desconforto ou contratempo a que est\u00e3o sujeitos os indiv\u00edduos nas suas rela\u00e7\u00f5es e atividades cotidianas. Inoportuno considerar-se qualquer esp\u00e9cie de descontentamento ou aborrecimento incidente na esfera ps\u00edquica como suficiente ao reconhecimento do dano moral, sob pena de deturpa\u00e7\u00e3o do instituto. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UN\u00c2NIME. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 7001854300000, Nona C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Odone Sanguin\u00e9, Julgado em 25\/04\/2007)<\/p>\n<p>E ainda:<\/p>\n<p>TELEFONIA. M\u00c1 PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7OS. N\u00c3O CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DE DANO MORAL. A m\u00e1 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os n\u00e3o acarreta a possibilidade de caracteriza\u00e7\u00e3o de dano moral. Mero aborrecimento n\u00e3o se confunde com agress\u00e3o a direito de personalidade. Recurso provido. (Recurso C\u00edvel N\u00ba 71001213750, Segunda Turma Recursal C\u00edvel, Turmas Recursais, Relator: Eduardo Kraemer, Julgado em 07\/03\/2007)<\/p>\n<p>8) Ad cautelam, em caso de proced\u00eancia, deve o c\u00e1lculo do pagamento dos juros morat\u00f3rios contar sobre o tr\u00e2nsito em julgado (STF, S\u00famula n\u00ba 163) e n\u00e3o sobre a cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os juros compostos s\u00e3o indevidos, visto que somente s\u00e3o devidos por aquele que praticou o il\u00edcito (STJ, S\u00famula 186).<\/p>\n<p>Honor\u00e1rios contra a Fazenda P\u00fablica devem ser fixados em valor moderado (CPC, art. 20, \u00a73\u00ba, 4\u00ba).<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>a) A extin\u00e7\u00e3o do feito sem o julgamento do m\u00e9rito, por ilegitimidade ativa do autor, ou alternativamente a improced\u00eancia do pedido, condenando o requerente nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios;<\/p>\n<p>b) Em caso de proced\u00eancia, que o c\u00e1lculo da indeniza\u00e7\u00e3o observe os par\u00e2metros apontados na contesta\u00e7\u00e3o (item 8 da contesta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Coquinhos , 3 de maio de 2007.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0 000000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/05\/modelo-de-contestao-buraco-na-via.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/06\/2007 06:24:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=2919642901422087345\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=2919642901422087345\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=2919642901422087345\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quinta-feira, Mar\u00e7o 2000, 2007<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-constestao-de-ao-anulatria-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"5356107713209040649\"><\/a><strong>Modelo de contesta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de penalidade de tr\u00e2nsito<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 5\u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/00000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Anulat\u00f3ria de Penalidade, ajuizada por Fulano de Tal , j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) O autor ajuizou a presente a\u00e7\u00e3o visando anular o processo administrativo que foi originado no auto de infra\u00e7\u00e3o n\u00ba 013226A, lavrado pelo fato do autor trafegar sem placa de indentifica\u00e7\u00e3o, infringindo o art. 230, IV do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro.<\/p>\n<p>2) Alega nulidade do processo administrativo por falta de notifica\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o e cerceamento de defesa.<\/p>\n<p>Das Raz\u00f5es do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>Da Ilegitimidade passiva<\/p>\n<p>De fato, o Munic\u00edpio lavrou o ato de infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, a compet\u00eancia para o processo do julgamento da infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito \u00e9 do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN (Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito) n\u00ba 66\/0008, que distribui a compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os executivos de tr\u00e2nsito, onde l\u00ea-se em seu art. 1\u00ba: \u201cFica institu\u00edda a tabela de distribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, aplica\u00e7\u00e3o das medidas administrativas, penalidades cab\u00edveis e arrecada\u00e7\u00e3o de multas aplicadas, conforme anexo desta resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A infra\u00e7\u00e3o em que o autor est\u00e1 incurso, como mencionado, \u00e9 a do art. 230, IV: \u201cconduzir o ve\u00edculo sem qualquer uma das placas de identifica\u00e7\u00e3o\u201d, cuja compet\u00eancia para aplica\u00e7\u00e3o das medidas administrativas, penalidades cab\u00edveis e arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 da compet\u00eancia do Estado, conforme o campo n\u00ba 658-0, da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 66\/0008, em anexo.<\/p>\n<p>Portanto, falece ao Munic\u00edpio compet\u00eancia para responder \u00e0 presente, visto que h\u00e1 expressa previs\u00e3o legal atribuindo compet\u00eancia ao Estado do Rio Grande do Sul processar as medidas administrativas decorrente do auto de infra\u00e7\u00e3o lavrado contra o autor.<\/p>\n<p>Anote-se, ainda, que o simples fato do Munic\u00edpio ter lavrado o auto de infra\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o cond\u00e3o de transferir a compet\u00eancia da infra\u00e7\u00e3o para sua esfera, eis que o ato administrativo da municipalidade limitou-se a lavrar o auto, que o fez por for\u00e7a do conv\u00eanio firmado com o Estado do Rio Grande do Sul para fins de fiscalizar o tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Da legalidade do procedimento administrativo<\/p>\n<p>3) Ab initio, cumpre esclarecer que o agente de tr\u00e2nsito, na sua atividade de exercer o poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito, limita-se a lavratura do auto de infra\u00e7\u00e3o quando se depara com uma situa\u00e7\u00e3o em que algu\u00e9m comete flagrante de desrespeito a legisla\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Obviamente que \u00e9 absolutamente imposs\u00edvel, pelas circunst\u00e2ncias do momento da autua\u00e7\u00e3o, que se exija a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento de \u201cdefesa pr\u00e9via\u201d, visto que tratam-se de situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, que colocam em risco a seguran\u00e7a das pessoas e a efici\u00eancia dos meios de transporte, exigindo a\u00e7\u00e3o pronta e en\u00e9rgica por parte do Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>4) Depois de lavrado o auto de infra\u00e7\u00e3o pelo agente de tr\u00e2nsito, que n\u00e3o julga nem aplica penalidade, \u00e9 deferido o prazo de 30 dias ao autuado a apresentar recurso \u00e0 Junta Administrativa de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito- JARI, nos termos do art. 282 do CTB:<\/p>\n<p>\u201cAplicada a penalidade, ser\u00e1 expedida notifica\u00e7\u00e3o ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnol\u00f3gico h\u00e1bil que assegure a ci\u00eancia da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade. \u00a7 1\u00b0 (&#8230;); \u00a7 2\u00b0 (&#8230;); \u00a7 3\u00b0 (&#8230;)<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00b0 Da notifica\u00e7\u00e3o dever\u00e1 constar a data do t\u00e9rmino do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o do recurso pelo respons\u00e1vel pela infra\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 30 dias, contados da data da notifica\u00e7\u00e3o da penalidade.\u201d<\/p>\n<p>Anote-se que a JARI possui prazo de 30 dias para julgar o recurso, em caso contr\u00e1rio, o recurso ter\u00e1 efeito suspensivo (art. 285, \u00a7 3\u00b0 do CTB).<\/p>\n<p>Quando o art. 282 do CTB declara que \u201caplicada a penalidade, ser\u00e1 expedida notifica\u00e7\u00e3o ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo ou ao infrator&#8230;\u201d deve ser interpretado como sendo \u201cda lavratura do auto de infra\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 expedida notifica\u00e7\u00e3o ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo ou ao infrator&#8230;\u201d porquanto a interpreta\u00e7\u00e3o literal estaria, de fato, levando a entender que o autuado seria penalizado sem a produ\u00e7\u00e3o de defesa, contudo \u00e9 regra evidente que o aplicador da lei deve interpret\u00e1-la de forma que leve a um significado harmonizando o sentido com outras normas, dentre elas, a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal que assegura o direito de defesa.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 outro o entendimento de Arnaldo Rizzardo, em Coment\u00e1rios ao C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro, 3\u00b0 Edi\u00e7\u00e3o, Editora Revista dos Tribunais, p\u00e1g. 621, &#8230;\u201do direito de defesa n\u00e3o \u00e9 subtra\u00eddo. Exerce-se perante as JARIs, que , na pr\u00e1tica, funcionam como inst\u00e2ncia origin\u00e1ria, tanto que, nelas, permite-se o exerc\u00edcio pleno de defesa, inclusive a produ\u00e7\u00e3o de prova. Embora integre a sua composi\u00e7\u00e3o mais de um julgador, mant\u00e9m o car\u00e1ter de defesa origin\u00e1ria. N\u00e3o concordando a pessoa com a homologa\u00e7\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o, faculta-se o recurso para a JARI. Todavia, o sentido de recurso, pela maneira como se desenvolve no processo, compreende a aprecia\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es da parte e das provas. O recurso propriamente dito \u00e9 para o CETRAN (quando de penalidade imposta por \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito municipal ou estadual ou municipal), ou para um Colegiado especial (nos casos de penalidade imposta pelo \u00f3rg\u00e3o ou entidade de tr\u00e2nsito da Uni\u00e3o), ou para o CONTRAM (se a penalidade consistir em suspens\u00e3o do direito de dirigir por mais de seis meses, ou cassa\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o, ou pela aplica\u00e7\u00e3o de penalidade por infra\u00e7\u00f5es grav\u00edssimas, se aplicadas por \u00f3rg\u00e3o ou entidade de tr\u00e2nsito da Uni\u00e3o).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s transcrever o art. 5\u00b0, LV,da CF, segundo o qual \u201caos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s\u00e3o assegurados o contradit\u00f3rio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes\u201d, Maria Jos\u00e9 Schmitt Sant\u00b4Anna interpreta o significado de defesa pr\u00e9via: \u201cQuando o constituinte previu o princ\u00edpio pol\u00edtico-constitucional democr\u00e1tico, pr\u00e9-condicionou os os princ\u00edpios jur\u00eddicos-constitucionais de inscreverem a necessidade de previs\u00e3o de uma inst\u00e2ncia recursal, o que veio configurado no inciso supracitado, quando este criou o recurso, e n\u00e3o poderia ser diferente. Deste modo, o que a Constitui\u00e7\u00e3o requer, para atendimento ao princ\u00edpio democr\u00e1tico estabelecido, \u00e9 que n\u00e3o recaia em apenas um agente (pessoa) ou \u00f3rg\u00e3o (inst\u00e2ncia \u00fanica) o poder de decis\u00e3o de um processo ou uma lide.\u201d<\/p>\n<p>Mais adiante: \u201cO C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro assegura a defesa do infrator com direito a um recurso desta decis\u00e3o \u2013 arts. 285 e 288 \u2013 ,atendendo, assim, \u00e0 ampla defesa defesa e ao devido processo legal administrativo (formal). Interpretar-se que por ocasi\u00e3o do exame do auto de infra\u00e7\u00e3o -art. 281 \u2013 \u00e9 necess\u00e1ria defesa do infrator pelo simples uso da palavra julgar\u00e1 acarretar\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o, pelo Poder Judici\u00e1rio, que n\u00e3o tem tal atribui\u00e7\u00e3o legislativa, de mais um recurso do infrator, sem a devida previs\u00e3o legal. Quer dizer, na via administrativa, quando se tratar de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, adotando-se a interpreta\u00e7\u00e3o de que a aplica\u00e7\u00e3o do art. 281 \u00e9 julgamento (solu\u00e7\u00e3o de uma lide), com direito \u00e0 defesa, teremos, ent\u00e3o, duas oportunidades de defesa \u2013 arts. 281 e 285 \u2013 e um recurso \u2013 art. 288. Salienta-se que na esfera judicial h\u00e1 somente uma possibilidade de defesa e de recurso e, depois, apenas n\u00e3o cab\u00edveis os recursos especial e extraordin\u00e1rio&#8230;Tamb\u00e9m quanto ao uso da palavra recurso no art. 285 do CTB, h\u00e1 igual impropriedade, pois, na verdade, trata-se de defesa do infrator. O recurso propriamente dito \u00e9 o previsto no art. 288 (&#8230;).\u201d<\/p>\n<p>Sinale-se que no julgamento, ser\u00e1 o auto de infra\u00e7\u00e3o declarado subsistente ou insubsistente, quando finalmente ser\u00e1 aplicada a multa, conforme o art. 281, caput, do CTB:<\/p>\n<p>\u201cA autoridade de tr\u00e2nsito, na esfera da compet\u00eancia estabelecida neste C\u00f3digo e dentro de sua circunscri\u00e7\u00e3o, julgar\u00e1 a consist\u00eancia do auto de infra\u00e7\u00e3o e aplicar\u00e1 a penalidade cab\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>5) Improcede, portanto, a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 observ\u00e2ncia ao do direito ao contradit\u00f3rio ou ampla defesa assegurados na Carta da Rep\u00fablica. Anote-se que a Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea direito \u00e0 ampla defesa aos litigantes nos processos judiciais e administrativos. N\u00e3o obriga \u00e0 defesa pr\u00e9via, e sim produ\u00e7\u00e3o de ampla defesa estatu\u00edda nas v\u00e1rias leis ordin\u00e1rias que comp\u00f5em o ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio.<\/p>\n<p>Apenas por argumento, se a \u201cdefesa pr\u00e9via\u201d fosse exigida em todos os procedimentos judiciais e administrativos, institutos processuais que visam tutelar situa\u00e7\u00f5es de perigo e o fumus bonis juris como antecipa\u00e7\u00e3o de tutela e liminares sem ouvida da parte seriam eivados de inconstitucionalidade. Ainda existem processos judiciais que sequer admitem ampla defesa, no caso do processo de execu\u00e7\u00e3o, onde o devedor da obriga\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 produzir defesa ap\u00f3s penhorar seus bens, e nem por isso alega-se inconstitucionalidade do processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>6) Aduziu o Autor que \u00e9 ilegal a notifica\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito c\/c notifica\u00e7\u00e3o da penalidade aplicada sem observar-se a defesa pr\u00e9via, ampla defesa e o contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em verdade, o autuado \u00e9 notificado do auto de infra\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o cometida), justamente com o escopo de produzir defesa administrativa, visto que se um cidad\u00e3o est\u00e1 sendo imputado alguma infra\u00e7\u00e3o administrativa, justo e jur\u00eddico que se d\u00ea conhecimento da infra\u00e7\u00e3o imputada, bem como a multa a que est\u00e1 sujeito. Inclusive, o pagamento da multa n\u00e3o \u00e9 pr\u00e9-requisito para produzir recurso na esfera administrativa.<\/p>\n<p>Neste sentido, a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>Ementa: Direito P\u00fablico n\u00e3o Especificado. Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito. Desconstitui\u00e7\u00e3o da Multa. O julgamento da consist\u00eancia do auto de infra\u00e7\u00e3o, preconizado no art. 281 da Lei 000503\/0007, relacionado com os aspectos formais do ato, n\u00e3o reclama o direito de pr\u00e9via defesa com os aspectos formais do ato, n\u00e3o reclama o direito de pr\u00e9via defesa e do contradit\u00f3rio, no rito pr\u00f3prio da Lei de Tr\u00e2nsito. Direito de defesa sob a denomina\u00e7\u00e3o de recurso, exercido a partir da notifica\u00e7\u00e3o, independente do pagamento da multa, cujo vencimento visa a permitir o pagamento com o benef\u00edcio da antecipa\u00e7\u00e3o. Pressupostos a tutela antecipada n\u00e3o presentes. Agravo improvido. (AI n\u00b0 70003000874, 3\u00b0 C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Isto posto, requer a extin\u00e7\u00e3o do feito sem o julgamento do m\u00e9rito, se a preliminar n\u00e3o prosperar, a improced\u00eancia do pedido, condenando o autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Coquinhos, 27 de mar\u00e7o de 2007.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador<br \/>OAB n\u00b0 000000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-constestao-de-ao-anulatria-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3\/2000\/2007 04:44:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=5356107713209040649\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=5356107713209040649\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=5356107713209040649\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quinta-feira, Mar\u00e7o 15, 2007<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-contestao-pedido-de-medida-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"8704072353834249030\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o a pedido de medida de prote\u00e7\u00e3o de idoso<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 3\u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 000000000<br \/>Autor: Minist\u00e9rio P\u00fablico (Fulana de Tal)<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0 5000, CNPJ n\u00ba 0000000, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, com a Procuradoria-Geral sita na Rua Professor Ara\u00fajo n\u00ba 80000000, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 medida de prote\u00e7\u00e3o ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Breve Relato da Lide<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico aforou medida de prote\u00e7\u00e3o em favor de Fulana de Tal, relatando que ela sofre de dist\u00farbios mentais, vive de esmolas e est\u00e1 sofrendo abusos de seu filho, que \u00e9 alc\u00f3latra e explora a m\u00e3e, vivendo \u00e0s suas custas.<\/p>\n<p>Requer que o Munic\u00edpio recolha a idosa na Casa-Lar Pens\u00e3o Assistida ou outra institui\u00e7\u00e3o cong\u00eanere, a crit\u00e9rio da Secretaria Municipal de Cidadania. Postula, ainda, o retorno da idosa \u00e0 casa de sua curadora, Sra. Beltrana de Tal, depois de realizado o tratamento dispensado \u00e0 benefici\u00e1ria da medida de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi enviado memorando \u00e0 Secretaria Municipal de Cidadania com o fim de providenciar o cumprimento da medida liminar.<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>Da Car\u00eancia de a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante reconhecer a situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil que passa a idosa benefici\u00e1ria da medida de prote\u00e7\u00e3o requerida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, cumpre dizer que n\u00e3o foi demonstrada a exist\u00eancia de conflito entre o Munic\u00edpio e a representada.<\/p>\n<p>Isto por que todo ajuizamento de um processo judicial s\u00f3 \u00e9 justificado pelo \u201cconflito de interesses qualificado por uma pretens\u00e3o resistida\u201d, conforme a cl\u00e1ssica li\u00e7\u00e3o de Carnelluti.<\/p>\n<p>Neste sentido, embora reconhecendo a situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria vivida pela anci\u00e3, n\u00e3o est\u00e1 demonstrado nos autos que houve resist\u00eancia do Poder P\u00fablico em prestar aux\u00edlio \u00e0 benefici\u00e1ria da medida de prote\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, o Minist\u00e9rio P\u00fablico reconheceu na inicial que a idosa est\u00e1 recebendo o benef\u00edcio da assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>Portanto, face a aus\u00eancia de lide entre a Municipalidade e a anci\u00e3, n\u00e3o h\u00e1 interesse em movimentar o aparato judici\u00e1rio, devendo o feito ser extinto sem o julgamento do m\u00e9rito.<\/p>\n<p><em>Neste sentido: APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. DIREITO P\u00daBLICO N\u00c3O ESPECIFICADO. ESTATUTO DO IDOSO. CAR\u00caNCIA DE A\u00c7\u00c3O POR FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Procedimento instaurado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico para aplica\u00e7\u00e3o de medida de prote\u00e7\u00e3o em favor de pessoa idosa sem indica\u00e7\u00e3o dos demandados. Para provoca\u00e7\u00e3o da atividade jurisdicional, h\u00e1 necessidade da consubstancia\u00e7\u00e3o de uma lide, ou seja, da exist\u00eancia de pretens\u00e3o resistida de uma pessoa por outra. Necessidade, ainda, de indica\u00e7\u00e3o da pessoa natural ou jur\u00eddica de direito p\u00fablico ou privado, que estaria a resistir a pretens\u00e3o da idosa substitu\u00edda. Aus\u00eancia de interesse de agir configurado. RECURSO DESPROVIDO. SENTEN\u00c7A MANTIDA. Apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel n\u00ba 7001032300013, terceira c\u00e2mara c\u00edvel; minist\u00e9rio p\u00fablico, apelante; a justi\u00e7a, apelada.<\/em><\/p>\n<p>Da liminar deferida<\/p>\n<p>2) Ressalte-se, ainda, que o Autor pretende na antecipa\u00e7\u00e3o de tutela obter efeito de cunho satisfativo. Logo, se for obtida a medida, esgotar\u00e1, por completo, o objeto da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todavia, o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 00040004, de 10 de setembro de 10000007 c\/c o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 8437 de 30 de junho de 10000002, pro\u00edbe liminares de car\u00e1ter satisfativo, estatuindo que \u201cn\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar contra atos do Poder P\u00fablico, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras a\u00e7\u00f5es de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que provid\u00eancia semelhante n\u00e3o puder ser concedida em a\u00e7\u00f5es de mandado de seguran\u00e7a, em virtude de veda\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p>\u00a7 3.\u00ba N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar que esgote, no todo ou em parte, o objeto da a\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a mat\u00e9ria, o E. TJRS j\u00e1 se manifestou: \u201cTutela antecipada. Liminar satisfativa. \u00c9 vedada, por for\u00e7a do disposto no art. 1\u00ba par\u00e1grafo 3\u00ba da Lei 8437\/0002, a concess\u00e3o de liminar satisfativa contra a Fazenda P\u00fablica, onde se esgote o objeto da a\u00e7\u00e3o, com a antecipa\u00e7\u00e3o do provimento judicial perseguido. Agravo provido (AGI n\u00ba 50007264555, 4\u00ba C\u00e2mara C\u00edvel, TJRS, Relator. Des. Jo\u00e3o Carlos Branco Cardoso, julgado em 04\/03\/0008).\u201d<\/p>\n<p>Da falta de comprova\u00e7\u00e3o de risco de vida<\/p>\n<p>3) Sequer h\u00e1 prova nos autos da demonstra\u00e7\u00e3o de risco de vida que corre a idosa. Por sua vez, o Poder P\u00fablico s\u00f3 deve fornecer transporte, medicamentos, exames, assist\u00eancia social em medida liminar em caso de urg\u00eancia, conforme j\u00e1 foi decidido no E. Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul:<\/p>\n<p><em>EMENTA: ANTECIPACAO DE TUTELA &#8211; PRETENSAO DE CUSTEIO PELO MUNICIPIO DE EXAME DE RESSONANCIA MAGNETICA CEREBRAL &#8211; POSSIBILIDADE EM TESE, EMBORA NAO SE TRATE DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS &#8211; IMPOSSIBILIDADE NO CASO CONCRETO, CONSIDERANDO QUE O ATESTADO MEDICO NAO CONSIGNA URGENCIA E RISCO A VIDA E A SAUDE, MOSTRANDO-SE O EXAME MERAMENTE ELUCIDATIVO NA BUSCA DE UM DIAGNOSTICO. AGRAVO PROVIDO. (5FLS.D) (AGRAVO DE INSTRUMENTO N\u00ba 700040002000105, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: JO\u00c3O CARLOS BRANCO CARDOSO, JULGADO EM 06\/11\/2012) .<\/em><\/p>\n<p>Sobre esta delicada quest\u00e3o cite-se as s\u00e1bias palavras do Des. Araken de Assis em processo n\u00ba 7000000306358, que negou o fornecimento de fraldas ao autor do feito em antecipa\u00e7\u00e3o de tutela:<\/p>\n<p>\u201cConceder a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, com tais quest\u00f5es em aberto, n\u00e3o equaciona, m\u00e1xima v\u00eania, todos os valores constitucionais envolvidos. O Estado do Rio Grande do Sul n\u00e3o se obrigou apenas perante a agravante, nem a Constitui\u00e7\u00e3o o obriga a prestar tratamento de excel\u00eancia somente a ela, e aquinho\u00e1-la com o imposs\u00edvel, olvidando todos os demais cidad\u00e3os. \u00c9 preciso buscar, simultaneamente, dois objetivos convergentes perante a Constitui\u00e7\u00e3o: o atendimento ao necessitado e a economia de meios. Esta \u00faltima \u00e9 essencial para que, resolvido o caso particular da agravada, sobrem recursos para os demais necessitados.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, neste assunto, o mais delicado equil\u00edbrio, pois se trata de uma quest\u00e3o de direito p\u00fablico. Em lit\u00edgios dessa esp\u00e9cie, que envolvem a classifica\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m em concurso p\u00fablico \u00e0 concess\u00e3o de vantagens pecuni\u00e1rias a um servidor, o acolhimento da pretens\u00e3o de quem vai a ju\u00edzo produz efeitos reflexos e colaterais de vulto. Por exemplo, gastar todo o or\u00e7amento do Estado com apenas um paciente (simples hip\u00f3tese) implicar\u00e1 o abandono de todos os demais; arredondar a nota de um candidato para ele alcan\u00e7ar a m\u00e9dia do concurso, e, conseguintemente, aprov\u00e1-lo, significar\u00e1 a exclus\u00e3o do \u00faltimo colocado, que obteve a m\u00e9dia sem o \u201carredondamento\u201d do ativismo judicial; conceder uma gratifica\u00e7\u00e3o ao servidor importar\u00e1 a concess\u00e3o a todos, em nome do princ\u00edpio da isonomia, e o aumento dos gastos p\u00fablicos, em preju\u00edzo dos demais servi\u00e7os reclamados pela sociedade; e assim por diante. Esses efeitos reflexos precisam ser considerados e resolvidos em qualquer lit\u00edgio de direito p\u00fablico.<\/p>\n<p>Se parece natural que a Defensoria P\u00fablica e os advogados, no desempenho dos seus misteres, n\u00e3o se ocupem dessas quest\u00f5es, veiculando t\u00e3o-s\u00f3 a pretens\u00e3o do \u201ccliente\u201d, sem nenhum filtro pr\u00e9vio, j\u00e1 n\u00e3o pode assim decidir o \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio. Em \u00faltima an\u00e1lise, cumpre avaliar a prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no ambiente do contradit\u00f3rio e da prova judicial.<\/p>\n<p>Em outras palavras, nada tem de autom\u00e1tico, assentada a premissa que a agravada tem o direito, em tese, o julgamento dessas pretens\u00f5es, a partir de prova produzida pela parte, que repousam em \u00e1rduas quest\u00f5es de fato e, sobretudo, t\u00e9cnicas. E aqui calha relembrar que a prova inequ\u00edvoca apta a confortar a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela n\u00e3o \u00e9 a mesma exigida para amparar um ju\u00edzo de proced\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Do m\u00e9rito<\/p>\n<p>O pedido versa sobre a remo\u00e7\u00e3o da anci\u00e3 para uma casa de assist\u00eancia ao idoso mantida pelo Munic\u00edpio para tratamento e posterior encaminhamento da benefici\u00e1ria para o domic\u00edlio de sua curadora, pelo fato da idosa viver de esmolas e ser explorada pelo filho que n\u00e3o trabalha e \u00e9 alc\u00f3latra.<\/p>\n<p>Ocorre que a responsabilidade do Poder P\u00fablico limita-se ao tratamento de sa\u00fade da anci\u00e3 (CF, art. 10005, 10006), sendo invi\u00e1vel juridicamente ao Munic\u00edpio for\u00e7ar a benefici\u00e1ria da medida de prote\u00e7\u00e3o a viver com determinada pessoa, pelo fato de que vigora a regra constitucional da liberdade de ir e vir (CF, art. 5, XV), sendo protegida pelo writ de habeas corpus (CF, art. 5, LXVIII).<\/p>\n<p>Por outro lado, se comprovado no feito que a idosa est\u00e1 sofrendo abusos por parte do filho, os fatos dever\u00e3o ser investigados pelas autoridades policiais, visto que o agente est\u00e1 aparentemente incurso no art. 000000 da Lei 10.741\/0003 (Estatuto do Idoso):<\/p>\n<p>\u201cArt. 000000. Expor a perigo a integridade e a sa\u00fade, f\u00edsica ou ps\u00edquica, do idoso, submetendo-o a condi\u00e7\u00f5es desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispens\u00e1veis, quando obrigado a faz\u00ea-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado:<\/p>\n<p>Pena \u2013 deten\u00e7\u00e3o de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa.<\/p>\n<p>\u00a7 1o Se do fato resulta les\u00e3o corporal de natureza grave:<\/p>\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o de 1 (um) a 4 (quatro) anos.<\/p>\n<p>\u00a7 2o Se resulta a morte:<\/p>\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.\u201d<\/p>\n<p>Isto posto, requer a extin\u00e7\u00e3o do feito sem o julgamento do m\u00e9rito, por falta de interesse processual e, caso n\u00e3o seja acolhida, que seja a medida de prote\u00e7\u00e3o julgada improcedente.<\/p>\n<p>Coquinhos, 14 de mar\u00e7o de 2007.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00ba 00000<br \/>&#8212;&#8212;&#8212;-<br \/>Nota: \u00c9 a primeira vez que contesto uma medida de prote\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma figura jur\u00eddica nova disciplinada no Estatuto do Idoso. Fiz como se fosse uma contesta\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-contestao-pedido-de-medida-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3\/15\/2007 05:24:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=8704072353834249030\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=8704072353834249030\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=8704072353834249030\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quarta-feira, Mar\u00e7o 07, 2007<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-contestao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"1476284204497374322\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 5\u00aa Vara C\u00edvel de Coquinhos<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00000000<br \/>Autor: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Coquinhos<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Coquinhos, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Rua Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0 1, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o ajuizada por Fulana de Tal, j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Breve Relato<\/p>\n<p>A autora ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais contra o Munic\u00edpio de Coquinhos alegando que foi v\u00edtima de erro de diagn\u00f3stico realizado pelo Pronto-Socorro Municipal de Coquinhos.<\/p>\n<p>Afirma que foi v\u00edtima de um acidente de motocicleta e sofreu uma fratura que n\u00e3o foi diagnosticada ao ser atendida no Pronto-Socorro Municipal.<\/p>\n<p>Pretende que o Munic\u00edpio seja condenado em danos morais e custear o tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Da Defesa do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>A paciente deu entrada no Pronto-Socorro Municipal no dia 18 de junho de 2013 \u00e0s 17:22 por ter sido v\u00edtima de acidente de motocicleta vindo a sofrer les\u00f5es corto-contusas, nos termos da ficha de atendimento em anexo.<\/p>\n<p>Diante da constata\u00e7\u00e3o por parte da equipe de atendimento de aus\u00eancia de fratura por meio dos exames de rotina foi realizada assepsia, sutura, curativo e orienta\u00e7\u00f5es gerais \u00e0 paciente, vindo a receber alta, nos termos da ficha de atendimento em anexo.<\/p>\n<p>Sinale-se que a finalidade de um pronto-socorro limita-se ao atendimento de v\u00edtimas de traumas que est\u00e3o sob o risco de vida, sendo que os pacientes s\u00e3o liberados logo ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o do quadro cl\u00ednico, dada a natureza din\u00e2mica da atividade, isto \u00e9, libera-se um paciente para o atendimento do pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Assim sendo, o Pronto-Socorro assim procedeu com a paciente ap\u00f3s os exames e protocolos de rotina e diante da constata\u00e7\u00e3o de que a autora n\u00e3o sofria risco de vida, a v\u00edtima foi liberada. Se assim n\u00e3o fosse, a paciente n\u00e3o receberia alta.<\/p>\n<p>Anote-se que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel constatar a fratura da patela atrav\u00e9s de exame de raio-x, sendo inver\u00eddica a vers\u00e3o da paciente ao acusar os m\u00e9dicos do pronto-socorro de neglig\u00eancia no diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Ressalte-se que, ao contr\u00e1rio do que a autora alega, a demonstra\u00e7\u00e3o de culpa decorrente de erro de diagn\u00f3stico \u00e9 subjetiva, e n\u00e3o objetiva, necessitando a prova da neglig\u00eancia, imprud\u00eancia ou imper\u00edcia do profissional, neste sentido:<\/p>\n<p>REPARA\u00c7\u00c3O DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. PLEITO FUNDADO NO ERRO DE DIGN\u00d3STICO. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO M\u00c9DICO, QUE DEPENDE DA PROVA DA CULPA. 1. A responsabilidade do profissional da \u00e1rea m\u00e9dica \u00e9 subjetiva, conforme se extrai dos artigos 00051 do CC e 14, \u00a7 4\u00ba, do CDC. Nesse contexto, para que reste configurado o dever de indenizar, \u00e9 imprescind\u00edvel que se fa\u00e7a presente, al\u00e9m da conduta, do dano e do nexo causal, tamb\u00e9m a demonstra\u00e7\u00e3o do elemento culpa. 2. Cumpria \u00e0 autora, nessa senda, a demonstra\u00e7\u00e3o de que o diagn\u00f3stico fora, de fato, equivocado, bem assim que, dessa conduta, decorreu um dano, e, finalmente, de que houve a culpa por parte do m\u00e9dico exteriorizada mediante imprud\u00eancia, neglig\u00eancia ou imper\u00edcia. Da prova produzida, contudo, n\u00e3o se verifica a presen\u00e7a de tais elementos, motivo pelo qual invi\u00e1vel que se repute ao profissional o dever de indenizar. 3. Manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a pelos seus pr\u00f3prios fundamentos. Recurso improvido. (Recurso C\u00edvel N\u00ba 710000000007213, Terceira Turma Recursal C\u00edvel, Turmas Recursais, Relator: Ricardo Torres Hermann, Julgado em 28\/11\/2013)<\/p>\n<p>E ainda: RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO DE DIAGN\u00d3STICO. CULPA. NEXO CAUSAL. AUS\u00caNCIA. DEMANDA IMPROCEDENTE. Em que pese haver a prova de que a morte do funcion\u00e1rio da demandada tenha decorrido de infarto agudo do mioc\u00e1rdio, n\u00e3o se verifica o nexo causal a ligar o fato morte ao procedimento da m\u00e9dica que prestava servi\u00e7os \u00e0 empresa, que n\u00e3o teria constatado a alegada obstru\u00e7\u00e3o. Realizados exames de rotina no paciente, n\u00e3o houve ind\u00edcios de que pudesse se tratar de problema card\u00edaco. Aus\u00eancia de prova do agir culposo da preposta da r\u00e9, fato que afasta o dever de indenizar, acarretando a total improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o. Senten\u00e7a de improced\u00eancia mantida. Apelo improvido. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 70016373821, D\u00e9cima C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Paulo Ant\u00f4nio Kretzmann, Julgado em 0000\/11\/2013).<\/p>\n<p>Por sua vez, a autora n\u00e3o apresenta prova de culpa do nosoc\u00f4mio, tampouco do profissional que a atendeu, fundando suas alega\u00e7\u00f5es em presun\u00e7\u00f5es decorrentes do C\u00f3digo de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor, que n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel ao caso em esp\u00e9cie, visto que n\u00e3o se trata de rela\u00e7\u00e3o de consumo pelo fato do servi\u00e7o de atendimento no Pronto-Socorro Municipal ser gratuito, em que n\u00e3o h\u00e1 contrapresta\u00e7\u00e3o pelo servi\u00e7o, ao contr\u00e1rio do que ocorre num contrato bilateral, comutativo e oneroso como acontece na rela\u00e7\u00e3o consumerista.<\/p>\n<p>Anote-se, ainda, que descabe condena\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio em pagar o tratamento decorrente da alegada fratura da patela, visto que n\u00e3o \u00e9 pelo fato de que supostamente a aludida les\u00e3o n\u00e3o tenha sido percebida no Pronto-Socorro Municipal que geraria dever da municipalidade em custear o tratamento, eis que, como j\u00e1 mencionado, o servi\u00e7o de pronto-socorro limita-se a estabilizar o paciente, sendo que qualquer tratamento complementar \u00e9 de responsabilidade do paciente ou dos postos de sa\u00fade do Estado ou Munic\u00edpio que atendam pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade, caso a autora n\u00e3o tenha meios de custear o tratamento.<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>A improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, condenando a autora em custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Coquinhos, 28 de fevereiro de 2007.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0 0000000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2007\/03\/modelo-de-contestao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3\/07\/2007 0000:58:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=1476284204497374322\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=1476284204497374322\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=1476284204497374322\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Ter\u00e7a-feira, Dezembro 12, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/12\/modelo-contestao-gratificao-de-difcil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"1994071816667297585\"><\/a><strong>modelo contesta\u00e7\u00e3o gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0000000<br \/>Autor: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O MUNIC\u00cdPIO DE PELOTAS, com endere\u00e7o na Pra\u00e7a Cel. Pedro Os\u00f3rio, n.\u00ba 101 vem, por meio desta, a presen\u00e7a de V.Exa. CONTESTAR a A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria promovida por Fulana de Tal, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) A autora afirma que \u00e9 professora municipal e a partir de 1\u00ba de mar\u00e7o de 2013 come\u00e7ou a lecionar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dona Maria Joaquina.<\/p>\n<p>Posteriormente, a partir de 31 de julho de 2013 tamb\u00e9m come\u00e7ou a lecionar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jos\u00e9 Lu\u00eds de Abreu, quando come\u00e7ou a receber a gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>Afirma que ambas escolas s\u00e3o situadas na zona rural de Pelotas, vindo aforar a presente com o fim de receber a gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso a partir da data que come\u00e7ou a trabalhar na primeira escola, isto \u00e9, em 1\u00ba de mar\u00e7o de 2013.<\/p>\n<p>Da Contesta\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>2) Gratifica\u00e7\u00f5es, no magist\u00e9rio de Hely Lopes Meirelles, \u201cs\u00e3o vantagens pecuni\u00e1rias atribu\u00eddas precariamente aos servidores que est\u00e3o prestando servi\u00e7os comuns da fun\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es anormais de seguran\u00e7a, salubridade ou onerosidade (gratifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o), ou concedidas como ajuda aos servidores que re\u00fanam as condi\u00e7\u00f5es pessoais que a lei especifica (gratifica\u00e7\u00f5es especiais) (Direito Administrativo Brasileiro, Hely Lopes Meirelles, 2000\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 46000).<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, a natureza da vantagem em comento \u00e9 de gratifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, pelo fato de ser imposto ao servidor um maior \u00f4nus no deslocamento para uma escola fora do per\u00edmetro urbano do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>3) A gratifica\u00e7\u00e3o por trabalho em local de dif\u00edcil acesso est\u00e1 prevista no art. 32 da Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio: \u201cOs servidores municipais da sa\u00fade e do magist\u00e9rio que prestarem servi\u00e7o em locais de dif\u00edcil acesso receber\u00e3o um adicional de, no m\u00ednimo, cinq\u00fcenta por cento sobre os vencimentos, devendo este passar a cem por cento se o servidor residir na localidade, na forma de lei\u201d.<\/p>\n<p>Por sua vez, o art. 32 da LOM foi regulamentado pelo art. 1\u00ba da Lei Municipal n\u00ba 3310\/0000:<\/p>\n<p>\u201cArt. 1\u00ba &#8211; Aos servidores municipais das \u00e1reas da Sa\u00fade e do Magist\u00e9rio, ser\u00e1 concedido uma gratifica\u00e7\u00e3o especial de cinq\u00fcenta por cento (50%), sobre o vencimento ou sal\u00e1rio b\u00e1sico quando prestarem servi\u00e7o em locais de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\u00a7 \u00danico &#8211; Os locais de dif\u00edcil acesso referidos no \u201ccaput\u201d, s\u00e3o os existentes fora do per\u00edmetro urbano.\u201d<\/p>\n<p>4) No caso em tela, a Autora s\u00f3 come\u00e7ou a receber a gratifica\u00e7\u00e3o por dif\u00edcil acesso a partir de 31 de julho de 2013.<\/p>\n<p>O pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o a partir de 31 de julho de 2013 deu-se pelo fato de que anteriormente a Autora n\u00e3o laborava em tempo integral na zona rural do Munic\u00edpio de Pelotas, conforme informado nos memorandos em anexo, sendo a gratifica\u00e7\u00e3o por dif\u00edcil acesso indevida neste caso, nos termos do Parecer 11000\/2012 da Procuradoria-Geral do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Aludido parecer, fundado no princ\u00edpio da legalidade, pronunciou-se pela falta de amparo legal do pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de trabalho em local de dif\u00edcil acesso para os servidores que cumprem jornada parcial nas escolas situadas fora do per\u00edmetro urbano do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Com efeito, face ao princ\u00edpio da legalidade, a Administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 impedida de pagar a gratifica\u00e7\u00e3o para quem cumpre a jornada em tempo parcial, eis que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para tanto.<\/p>\n<p>Sobre o princ\u00edpio da legalidade, \u00e9 o magist\u00e9rio de Maria Sylvia Zanella Di Pietro: \u201ceste princ\u00edpio, juntamente com o controle da administra\u00e7\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio, nasceu com o Estado de Direito e constituiu uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais. Isto porque a lei, ao mesmo tempo em que os define, estabelece tamb\u00e9m os limites da atua\u00e7\u00e3o administrativa que tenha por objeto a restri\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio de tais direitos em benef\u00edcio da coletividade (Direito Administrativo, 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 67).<\/p>\n<p>Nesta senda, n\u00e3o poderia ser outro o entendimento do Parecer\/PGM n\u00ba 11000\/2012, ao opinar pelo n\u00e3o pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso aos servidores que trabalham em locais de dif\u00edcil acesso por tr\u00eas, dois ou um dia por semana, fundado no princ\u00edpio da legalidade, redigido neste sentido: \u201cNos ensinamentos de Odete Medauar: &#8216;o significado (do princ\u00edpio da legalidade) exprime a exig\u00eancia de que a Administra\u00e7\u00e3o tenha habilita\u00e7\u00e3o legal para adotar atos e medidas; desse modo, a Administra\u00e7\u00e3o poder\u00e1 justificar cada uma de suas decis\u00f5es por uma disposi\u00e7\u00e3o legal; exige-se base legal no exerc\u00edcio dos seus poderes. Esta \u00e9 a f\u00f3rmula mais consent\u00e2nea \u00e0 maior parte das atividades da Administra\u00e7\u00e3o brasileira, prevalecendo de modo geral (Medauar, Odete. Direito Administrativo Moderno, 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, RT, S\u00e3o Paulo, SP, 2012).&#8217;<\/p>\n<p>Partindo dos ensinamentos da doutrinadora supra citada ao administrador n\u00e3o \u00e9 dado praticar qualquer ato que n\u00e3o encontre respaldo legal. Nessa medida, afigurar-se-nos que o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o acesso proporcional aos dias trabalhados dependeria de lei regulamentadora indicando os percentuais a serem pagos de acordo com os dias de deslocamento. Assim, reputamos que o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o proporcional deveria ser precedido de publica\u00e7\u00e3o de lei contendo tabela indicadora do percentual a ser pago em caso de um, dois, tr\u00eas ou mais dias trabalhados.\u201d<\/p>\n<p>5) Portanto, o fato jur\u00eddico que constituiu o amparo legal para o recebimento da gratifica\u00e7\u00e3o por trabalho em dif\u00edcil acesso deu-se em 31 de julho de 2013, quando a servidora passou a trabalhar integralmente em local fora do per\u00edmetro urbano do Munic\u00edpio, nos termos dos memorandos e requerimentos administrativos em anexo.<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando a autora nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.<\/p>\n<p>Pelotas, 12 de dezembro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00ba 00000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/12\/modelo-contestao-gratificao-de-difcil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">12\/12\/2013 08:28:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=1994071816667297585\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=1994071816667297585\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=1994071816667297585\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Segunda-feira, Novembro 20, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/11\/modelo-de-contestao-licena-prmio.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"5649063387501081659\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o. licen\u00e7a pr\u00eamio.<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00000000<br \/>Autor: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O \u00e0 A\u00c7\u00c3O proposta por Fulana de Tal, j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) Relata a autora que \u00e9 servidora aposentada pelo Munic\u00edpio de Pelotas e afirma que at\u00e9 a presente data n\u00e3o recebeu os valores decorrentes da licen\u00e7a-pr\u00eamio.<\/p>\n<p>2) Foi informado pelo Sr. Escriv\u00e3o que existe o processo n\u00ba 11111111111 em tramita\u00e7\u00e3o nesta mesma Vara, cujos litigantes eram as mesmas partes do processo em tela.<\/p>\n<p>3) A autora pretende receber a vantagem ainda n\u00e3o recebida.<\/p>\n<p>Da Contesta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>4) Face \u00e0s informa\u00e7\u00f5es do Sr. Escriv\u00e3o, requer-se que seja deferida a carga do processo n\u00ba 1111111111 em tramita\u00e7\u00e3o nesta mesma Vara, cujos litigantes eram as mesmas partes do processo em tela, com o fim de verificar se se trata de caso de coisa julgada.<\/p>\n<p>5) Ao contr\u00e1rio do que a Autora alega, segundo as informa\u00e7\u00f5es prestadas pela Secretaria Municipal de Administra\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as, seu pedido de recebimento de licen\u00e7a-pr\u00eamio foi prontamente atendido, sob os requerimentos internos n\u00ba 200.00500074\/02, no valor de R$ 2.264,2000 que ser\u00e1 pago em maio de 2007 e sob o n\u00ba 200.00500075\/02, no valor de R$ 10.782,36, que ser\u00e1 liberado em 4 parcelas de R$ 2.60005,5000, iniciando em agosto de 2007.<\/p>\n<p>6) Neste sentido, diante do deferimento do pedido, carece a autora de interesse processual para aforar a presente demanda, eis que n\u00e3o h\u00e1 lide, porquanto n\u00e3o verifica-se um conflito de interesses qualificado por pretens\u00e3o resistida por parte do r\u00e9u em pagar o que \u00e9 devido \u00e0 autora. Pelo contr\u00e1rio, o r\u00e9u deferiu administrativamente o pedido da requerente.<\/p>\n<p>7) Por outro lado, n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o legal prevista na Lei Municipal n\u00ba 3008\/86 (Estatuto dos Servidores P\u00fablicos) que a licen\u00e7a-pr\u00eamio deve ser paga imediatamente ap\u00f3s o ato de jubila\u00e7\u00e3o da servidora. Assim sendo o Munic\u00edpio efetua o pagamento conforme a disponibilidade financeira.<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>a) Seja deferida a carga ao processo n\u00ba 10500782130 em tramita\u00e7\u00e3o nesta 3\u00aa Vara C\u00edvel com o fim de analisar se se trata de caso de coisa julgada;<\/p>\n<p>b) A declara\u00e7\u00e3o de car\u00eancia de a\u00e7\u00e3o da autora, com a extin\u00e7\u00e3o do feito sem o julgamento do m\u00e9rito, nos termos do art. 267, VI do CPC;<\/p>\n<p>c) A condena\u00e7\u00e3o da autora em custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Pelotas, 20 de novembro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00ba 000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/11\/modelo-de-contestao-licena-prmio.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">11\/20\/2013 05:21:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=5649063387501081659\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=5649063387501081659\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=5649063387501081659\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Ter\u00e7a-feira, Outubro 31, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-contestao-de-ao-que-se-requer.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"9128364804317859765\"><\/a><strong>modelo: contesta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o que se requer insalubridade<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Juiz de Direito da \u00ba Vara C\u00edvel<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0000000<br \/>Autora: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00ba 101, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar Contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria com Pedido de Antecipa\u00e7\u00e3o de Tutela proposta por Fulana de Tal, j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Da Falta de Previs\u00e3o Legal para a concess\u00e3o da Insalubridade<\/p>\n<p>1) A servidora ocupa o cargo de agente administrativo, sob o regime estatut\u00e1rio, atualmente lotada no CASE -Centro de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Escolar, onde s\u00e3o realizados trabalhos educacionais voltados a crian\u00e7as com dificuldades de aprendizagem.<\/p>\n<p>2)O Regime Jur\u00eddico \u00danico dos Servidores do Munic\u00edpio de Pelotas (Lei n\u00ba 3008\/86), que disciplina a rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre a Autora e a R\u00e9, determina que a gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade \u00e9 devida aos ocupantes de cargos que exer\u00e7am atividades consideradas insalubres, conforme estabelecido em lei especial (art. 100).<\/p>\n<p>3) Por sua vez, a Lei Municipal n\u00ba 4455\/000000 prev\u00ea o pagamento do adicional de insalubridade, condicionado \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do laudo t\u00e9cnico (Lei Municipal n\u00ba 4455\/000000, art. 1\u00ba, caput) e o respectivo decreto concessivo (Lei Municipal n\u00ba 4455\/000000, art. 2\u00ba).<\/p>\n<p>4) Por outro lado, n\u00e3o h\u00e1 decreto que autorize o Munic\u00edpio pagar o adicional de insalubridade a agentes administrativos, cargo da servidora.<\/p>\n<p>Dessarte, o Munic\u00edpio est\u00e1 adstrito ao princ\u00edpio da legalidade (CF, art. 37, caput). O que lhe impede de pagar uma vantagem ao servidor que n\u00e3o esteja prevista em lei.<\/p>\n<p>\u201cA legalidade, como princ\u00edpio de administra\u00e7\u00e3o (CF,art. 37, caput), significa que o administrador p\u00fablico est\u00e1, em toda sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, e deles n\u00e3o se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inv\u00e1lido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia de toda atividade administrativa est\u00e1 condicionada ao atendimento da Lei e do Direito. \u00c9 o que diz o inc. I do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba da Lei 000784\/000000. Com isso, fica evidente que, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 lei, legalidade significa, igualmente, a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios administrativos (Hely Lopes Meirelles, p\u00e1g. 88, Direito Administrativo Brasileiro, 2000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, Editora Malheiros).\u201d<\/p>\n<p>5) Ressalte-se que no caso espec\u00edfico do pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o por atividade insalubre, no processo n\u00ba 70004546214, de Helo\u00edsa da Silva Anana versus Munic\u00edpio de Pelotas, no parecer da ilustre Procuradora de Justi\u00e7a, Dra. Marly Rapahel Mallmamm, foi declarado que:<\/p>\n<p>\u201cO pedido relativo ao adicional de insalubridade, quando n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico nem jur\u00eddico, mas meramente administrativo.<\/p>\n<p>Da\u00ed que somente \u00e9 devida tal gratifica\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico quando h\u00e1 norma legal que a regule e defina, inclusive quando ao seu grau e atividades incidentes (Des. Vasco Della Giustina)\u201d, conforme reiteradas decis\u00f5es proferidas nesta corte.<\/p>\n<p>Neste sentido assim leciona o mestre administrativo Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro, 1000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, ed. Malheiros), verbis:<\/p>\n<p>&#8216;Essa gratifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser institu\u00edda por lei, mas cabe ao Executivo especificar, por decreto, quais os servi\u00e7os e os servidores que ir\u00e3o auferi-la. N\u00e3o ser\u00e1 o servidor, nem o Judici\u00e1rio, que dir\u00e1 se corre o risco gratific\u00e1vel, porque o conceito de risco, para fins de vantagem pecuni\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico nem jur\u00eddico: \u00e9 meramente administrativo. O risco s\u00f3 existe, para efeito da gratifica\u00e7\u00e3o, onde a Administra\u00e7\u00e3o o admitir, e cessar\u00e1 quando ela o considerar inexistente. Por esse motivo, a gratifica\u00e7\u00e3o por risco de vida ou sa\u00fade pode ser suprida, ampliada ou restringida a todo o tempo, sem ofensa a direito dos que a estavam percebendo.&#8217;<\/p>\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o que prev\u00ea o exerc\u00edcio de atividades insalubres, Lei Municipal n\u00ba 3008, em que pese dispor em seus artigos 100,\u00a7 \u00fanico, \u201ca gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade \u00e9 devida aos ocupantes de cargos que exer\u00e7am atividades insalubres, conforme estabelecido em lei especial.- A concess\u00e3o da gratifica\u00e7\u00e3o que trata este artigo ser\u00e1 regulamentada por decreto do Prefeito Municipal.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s do Decreto n\u00ba 20001\/0001, foi regulamentada a concess\u00e3o de gratifica\u00e7\u00f5es por atividades insalubres ou perigosas, remetendo-as \u00e0s normas previstas na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho e na Portaria Ministerial n\u00ba 3214\/78, deixando, entretanto, de especificar quais os servi\u00e7os e servidores que iriam auferi-las, como bem ponderou a d.julgadora prolatora.<\/p>\n<p>\u201cO que se percebe \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o invocada prev\u00ea o pagamento de adicional de insalubridade, cabendo ao Poder Executivo, atrav\u00e9s do Prefeito Municipal, elaborar norma concessiva, entretanto, neste aspecto omisso foi com rela\u00e7\u00e3o aos servidores que, dependendo do servi\u00e7o, teriam direito \u00e0 gratifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, sendo o administrador vinculado ao constitucional princ\u00edpio da legalidade (caput do art. 37 da CF), o mesmo, s\u00f3 poder\u00e1 conceder o adicional de insalubridade somente quando advindo da norma legal impositiva. Em caso de atender a presta\u00e7\u00e3o do apelante, estaria o apelado incorrendo em conduta at\u00edpica e ilegal, posto que ausente previs\u00e3o legal.<\/p>\n<p>\u201cPor fim, a per\u00edcia n\u00e3o se mostrou conclusiva, posta que efetivada de norma superficial. \u00c9 por \u00f3bvio que os agente vistoriados, na sua ess\u00eancia s\u00e3o efetivamente nocivas \u00e0 sa\u00fade, entretanto, dizer que a fun\u00e7\u00e3o de professora, com carga hor\u00e1ria reduzida, labora em condi\u00e7\u00f5es insalubres, \u00e9 for\u00e7oso demais, como bem explanou o d.Promotor de Justi\u00e7a designado.\u201d<\/p>\n<p>6) Neste sentido, \u00e9 a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>APELACAO CIVEL E REEXAME NECESSARIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. MUNICIPIO DE CACHOEIRA DO SUL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACAO ORDINARIA. PREVISAO LEGAL. LEI 2.751\/0004. PRINCIPIO DA LEGALIDADE. PROCEDENCIA NA ORIGEM. SENTENCA QUE SE MANTEM. O ADMINISTRADOR PUBLICO ESTA ADSTRITO, DENTRE OUTROS, AO PRINCIPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. POR ISSO, A CONCESSAO DOS DENOMINADOS DIREITOS SOCIAIS AOS SERVIDORES PUBLICOS NAO E AUTO-APLICAVEL, SOMENTE PODENDO SER CONCEDIDOS ATRAVES DE LEI INSTITUIDORA DE REGIME JURIDICO PROPRIO, NA SUA ESFERA DE COMPETENCIA, SOB PENA DE SER RESPONSABILIZADO PELOS SEUS ATOS NA CONCESSAO DE DIREITOS AOS QUAIS NAO ESTA LEGALMENTE VINCULADO. APELACAO NAO-PROVIDA. (APELA\u00c7\u00c3O E REEXAME NECESS\u00c1RIO N\u00ba 70004167342, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: WELLINGTON PACHECO BARROS, JULGADO EM 25\/0000\/2012)<\/p>\n<p>APELACAO E REEXAME NECESSARIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. MUNICIPIO DE PONTAO. PRETENSAO A RECEBER ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. RECLAMATORIA TRABALHISTA. ACAO DE COBRANCA. REMESSA A JUSTICA COMUM. CONCESSAO DA ASSISTENCIA JUDICARIA GRATUITA. PRETENSAO DE REVOGACAO DA AJG. INCABIMENTO. INEXISTENCIA DE PREVISAO LEGAL. PRINCIPIO DA LEGALIDADE. NAO PROVIMENTO A AMBOS APELOS. SENTENCA QUE SE MANTEM. O ADMINISTRADOR PUBLICO ESTA ADSTRITO, DENTRE OUTROS, AO PRINCIPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. POR ISSO, A CONCESSAO DOS DENOMINADOS DIREITOS SOCIAIS AOS SERVIDORES PUBLICOS NAO E AUTO-APLICAVEL, SOMENTE PODENDO SER CONCEDIDOS ATRAVES DE LEI INSTITUIDORA DE REGIME JURIDICO PROPRIO, NA SUA ESFERA DE COMPETENCIA, SOB PENA DE SER RESPONSABILIZADO PELOS SEUS ATOS NA CONCESSAO DE DIREITOS AOS QUAIS NAO ESTA LEGALMENTE VINCULADO. AMBAS APELACOES NAO-PROVIDAS. (APELA\u00c7\u00c3O E REEXAME NECESS\u00c1RIO N\u00ba 7000426430006, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: WELLINGTON PACHECO BARROS, JULGADO EM 14\/08\/2012)<\/p>\n<p>Administrativo-Servidor P\u00fablico- Adicional de Insalubridade-Inexist\u00eancia de Lei local dispondo sobre os servi\u00e7os que ensejariam o pagamento do benef\u00edcio-omiss\u00e3o impeditiva do acolhimento da pretens\u00e3o das autoras-princ\u00edpio da legalidade. Apelo desprovido. (Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 70004546214, Quarta C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator Des. Jo\u00e3o Carlos Branco Cardoso, julgado em 16\/10\/02).<\/p>\n<p>8) Por oportuno, cabe lembrar que nem podia a Administra\u00e7\u00e3o proceder de forma diferente, isto \u00e9, pagar a insalubridade, vez que ao pagar uma vantagem funcional sem existir previs\u00e3o legal, o administrador p\u00fablico incide em improbidade administrativa (Lei 842000\/0002, art. 10, inc. VII):<\/p>\n<p>\u201cArt. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa les\u00e3o ao er\u00e1rio qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropria\u00e7\u00e3o, malbaratamento ou dilapida\u00e7\u00e3o dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1\u00ba desta Lei, e notadamente:<\/p>\n<p>VII-conceder benef\u00edcio administrativo ou fiscal sem a observ\u00e2ncia das formalidades legais ou regulamentares aplic\u00e1veis \u00e0 esp\u00e9cie.\u201d<\/p>\n<p>10) Nem alegue-se o princ\u00edpio da isonomia com o fito de contornar o princ\u00edpio da legalidade.<\/p>\n<p>A Carta da Rep\u00fablica, em sentido oposto, estatui que \u201c\u00e9 vedada a vincula\u00e7\u00e3o ou equipara\u00e7\u00e3o de quaisquer esp\u00e9cies remunerat\u00f3rias para efeito de remunera\u00e7\u00e3o de pessoal do servi\u00e7o p\u00fablico\u201d (CF, art. 37, XIII, com a reda\u00e7\u00e3o dada EC n\u00ba 1000\/0008).<\/p>\n<p>Da Inexist\u00eancia de Insalubridade no Trabalho da Autora<\/p>\n<p>11) As atividades que envolvem agentes biol\u00f3gicos, cuja insalubridade \u00e9 caracterizada pela avalia\u00e7\u00e3o quantitativa, est\u00e3o descritos no Anexo 14 da Norma Regulamentadora n\u00ba 15 da Portaria n\u00ba 3214 de 100078 do Minist\u00e9rio do Trabalho:<\/p>\n<p>\u201cRela\u00e7\u00e3o das atividades que envolvem agentes biol\u00f3gicos, cuja insalubridade \u00e9 caracterizada pela avalia\u00e7\u00e3o qualitativa.<\/p>\n<p>Insalubridade de grau m\u00e1ximo<\/p>\n<p>Trabalho ou opera\u00e7\u00f5es, em contato permanente com:<\/p>\n<p>&#8211; pacientes em isolamento por doen\u00e7as infectocontagiosas, bem como objetos de seu uso, n\u00e3o previamente esterilizados;<\/p>\n<p>&#8211; carnes, gl\u00e2ndulas, v\u00edsceras, sangue, ossos, couros, p\u00ealos e deje\u00e7\u00f5es de animais portadores de doen\u00e7as infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);<\/p>\n<p>&#8211; esgotos (galerias e tanques);<\/p>\n<p>&#8211; lixo urbano (coleta e industrializa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Insalubridade de grau m\u00e9dio<\/p>\n<p>Trabalhos e opera\u00e7\u00f5es em contato permanente com pacientes, animais ou com material infectocontagiante, em:<\/p>\n<p>&#8211; hospitais, servi\u00e7os de emerg\u00eancia, enfermarias, ambulat\u00f3rios, postos de vacina\u00e7\u00e3o e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da sa\u00fade humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, n\u00e3o previamente esterilizados);<\/p>\n<p>&#8211; hospitais, ambulat\u00f3rios, postos de vacina\u00e7\u00e3o e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais);<\/p>\n<p>&#8211; contato em laborat\u00f3rios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos;<\/p>\n<p>&#8211; laborat\u00f3rios de an\u00e1lise cl\u00ednica e histopatologia (aplica-se t\u00e3o-s\u00f3 ao pessoal t\u00e9cnico);<\/p>\n<p>&#8211; gabinetes de aut\u00f3psias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal t\u00e9cnico);<\/p>\n<p>&#8211; cemit\u00e9rios (exuma\u00e7\u00e3o de corpos);<\/p>\n<p>&#8211; est\u00e1bulos e cavalari\u00e7as;<\/p>\n<p>&#8211; res\u00edduos de animais deteriorados.\u201d<\/p>\n<p>12) Portanto, a condi\u00e7\u00e3o da autora de exercer o cargo de agente administrativo, de natureza burocr\u00e1tica, exclui o car\u00e1ter insalubre de seu trabalho.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha esclarecido na inicial seu local de trabalho, cumpre dizer que a autora trabalhou no Departamento de Controle, Avalia\u00e7\u00e3o e Auditorias, unidade administrativa da Secretaria Municipal de Sa\u00fade que n\u00e3o destina-se a atender o p\u00fablico em geral, tampouco tem como fun\u00e7\u00e3o de tratar de pessoas com problema de sa\u00fade. Segundo o laudo em anexo, \u00e9 relatado que \u201co contato com portadores de doen\u00e7as infecto-contagiosas que a reclamante alega, n\u00e3o faz parte das atribui\u00e7\u00f5es da sua atividade e n\u00e3o se tem conhecimento da necessidade e veracidade destes contatos bem como, se realmente em algumas situa\u00e7\u00f5es ocorreu este contato, este n\u00e3o ultrapassa ao simples di\u00e1logo com as pessoas\u201d (laudo em anexo).<\/p>\n<p>Atualmente, a servidora realiza suas atividades no Centro de Aten\u00e7\u00e3o a Sa\u00fade Escolar (CASE), onde s\u00e3o realizados trabalhos educacionais voltados a crian\u00e7as com dificuldades de aprendizagem.<\/p>\n<p>Neste sentido, o parecer t\u00e9cnico assim se pronunciou: \u201cA insalubridade referente ao risco biol\u00f3gico, por se tratar de avalia\u00e7\u00e3o quantitativa, \u00e9 caracterizada pela freq\u00fcente exposi\u00e7\u00e3o ou pela grande probabilidade de ocorr\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o a portadores de doen\u00e7as infecto-contagiosas, estas formas de caracteriza\u00e7\u00e3o est\u00e3o bem descritas na NR-15, anexo 14. Analisando no que se refere a norma, pode-se claramente observar a distin\u00e7\u00e3o de dois grupos de exposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>1-Os estabelecimentos e profissionais que tratam permanentemente de pessoas que possuem doen\u00e7as infecto-contagiosas, caracterizando a insalubridade em grau m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>2-Os estabelecimentos que se destinam aos primeiros atendimentos ao tratamento de sa\u00fade, ou seja, o ambiente pelo objetivo que se destina, tem uma grande e real possibilidade de ocorr\u00eancia de atendimentos a doen\u00e7as infecto-contagiosas, dois exemplos claros deste tipo de estabelecimentos s\u00e3o postos de sa\u00fade p\u00fablica e pronto-socorros, caracterizando a insalubridade em grau m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Considerando as atividades realizadas pela Pedagoga no CASE, n\u00e3o se trata de um estabelecimento destinado ao tratamento de doen\u00e7as f\u00edsicas e sim dificuldades mentais, e o fato da doen\u00e7a mental n\u00e3o ter nenhum nexo com alguma doen\u00e7a infecto-contagiosa, fica assim descaracterizada a exposi\u00e7\u00e3o permanente e a grande probabilidade de exposi\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as infecto-contagiosas.<\/p>\n<p>As enfermidades descritas, tais como: rub\u00e9ola, catapora, tuberculose, escabiose e piolho s\u00e3o freq\u00fcentemente encontradas nas escolas da rede p\u00fablica, mas assim tamb\u00e9m como a escola n\u00e3o \u00e9 um local destinado ao tratamento de sa\u00fade f\u00edsica, esta n\u00e3o pode ser enquadrada como um estabelecimento insalubre nem gerar algum tipo de adicional aos professores e educadores.<\/p>\n<p>Para todos os efeitos n\u00e3o h\u00e1 como considerar o ambiente e a atividade de oficial administrativo (Pedagoga) como insalubre para fins de gera\u00e7\u00e3o de algum tipo de insalubridade.\u201d<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando a autora nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.<\/p>\n<p>Pelotas, 30 de outubro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00ba 3652000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-contestao-de-ao-que-se-requer.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10\/31\/2013 05:54:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=9128364804317859765\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=9128364804317859765\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=9128364804317859765\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quinta-feira, Outubro 26, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-de-contestao-sade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"8705985428864469330\"><\/a><strong>Modelo de contesta\u00e7\u00e3o. Sa\u00fade.<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/0000000<br \/>Autor: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p><strong><em>Munic\u00edpio de Pelotas<\/em><\/strong>, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, CNPJ n\u00ba 87.455.531\/0001-57, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, com a Procuradoria Geral sita na Rua Professor Ara\u00fajo n\u00ba 1653, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar <strong><em>contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria com Pedido de Antecipa\u00e7\u00e3o de Tutela <\/em><\/strong>ajuizada por <strong><em>Fulana de Tal,<\/em><\/strong> j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>1) Cumpre informar que o Munic\u00edpio est\u00e1 provisoriamente cumprindo a liminar, eis que j\u00e1 efetuou a compra dos medicamentos requeridos na inicial.<\/p>\n<p>2) Ineg\u00e1vel que \u201c\u00e9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios cuidar da sa\u00fade\u201d (CF, art. 23, II).<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio, na esfera de sua compet\u00eancia, atua em car\u00e1ter supletivo ao atendimento \u00e0 sa\u00fade, conforme determina o art. 10008, \u00a7 1\u00ba da CF:<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema \u00fanico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: \u00a71\u00ba o sistema \u00fanico de sa\u00fade ser\u00e1 financiado, nos termos do art. 10005, com recursos do or\u00e7amento da seguridade social, da <em>Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios<\/em>, al\u00e9m de outras fontes.\u201d<\/p>\n<p>Assim sendo, a Carta Magna prev\u00ea que o Munic\u00edpio deve atender \u00e0s necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter complementar.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual segue a mesma disposi\u00e7\u00e3o estatu\u00edda na Carta Federal: <\/p>\n<p>\u201cArt. 241 \u2013 A sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do <em>Estado e do Munic\u00edpio<\/em>, atrav\u00e9s de sua promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Nesta vertente, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual determina ao Estado do Rio Grande do Sul que \u201cas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade integram uma rede regionalizada e hierarquizada do Sistema \u00danico de Sa\u00fade no \u00e2mbito do Estado, observadas as seguintes diretrizes: II- <strong><em>integralidade<\/em><\/strong> na presta\u00e7\u00e3o <strong><em>de a\u00e7\u00f5es preventivas<\/em>,<\/strong> <strong><em>curativas e reabilitadoras<\/em><\/strong>, adequadas \u00e0s diversas realidades epidemiol\u00f3gicas (CE, art. 242, II)\u201d.<\/p>\n<p>Observe-se que ainda foi promulgada a Lei Estadual n\u00ba 00000008\/0003, na qual estatui no seu art. 1\u00ba, \u00a7 \u00fanico, que \u201co Estado deve fornecer, de forma gratuita, medicamentos excepcionais para pessoas que n\u00e3o puderem prover as despesas com os referidos medicamentos, sem privarem-se dos recursos indispens\u00e1veis ao pr\u00f3prio sustento e de sua fam\u00edlia. \u00a7 \u00fanico- Consideram-se medicamentos excepcionais aqueles que devem ser usados com freq\u00fc\u00eancia e de forma permanente, sendo indispens\u00e1veis \u00e0 vida do paciente.\u201d<\/p>\n<p>3) Ressalte-se, ainda, que o Autor pretende na antecipa\u00e7\u00e3o de tutela obter efeito de cunho satisfativo. Logo, se for obtida a medida de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, esgotar\u00e1, por completo, o objeto da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todavia, o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 00040004, de 10 de setembro de 10000007 c\/c o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 8437 de 30 de junho de 10000002, pro\u00edbe liminares de car\u00e1ter satisfativo, estatuindo que \u201c<em>n\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar contra atos do Poder P\u00fablico, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras a\u00e7\u00f5es de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que provid\u00eancia semelhante n\u00e3o puder ser concedida em a\u00e7\u00f5es de mandado de seguran\u00e7a, em virtude de veda\u00e7\u00e3o legal.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 3.\u00ba N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar que esgote, no todo ou em parte, o objeto da a\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Sobre a mat\u00e9ria, o E. TJRS j\u00e1 se manifestou: <em>\u201cTutela antecipada. Liminar satisfativa. \u00c9 vedada, por for\u00e7a do disposto no art. 1\u00ba par\u00e1grafo 3\u00ba da Lei 8437\/0002, a concess\u00e3o de liminar satisfativa contra a Fazenda P\u00fablica, onde se esgote o objeto da a\u00e7\u00e3o, com a antecipa\u00e7\u00e3o do provimento judicial perseguido. Agravo provido (AGI n\u00ba 50007264555, 4\u00ba C\u00e2mara C\u00edvel, TJRS, Relator. Des. Jo\u00e3o Carlos Branco Cardoso, julgado em 04\/03\/0008).\u201d<\/em><\/p>\n<p>4) Sequer h\u00e1 prova nos autos da demonstra\u00e7\u00e3o de risco de vida que corre o paciente. Por sua vez, o Poder P\u00fablico s\u00f3 deve fornecer transporte, medicamentos, exames etc. no caso de urg\u00eancia, conforme j\u00e1 foi decidido no E. Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul:<\/p>\n<p><em>EMENTA: ANTECIPACAO DE TUTELA &#8211; PRETENSAO DE CUSTEIO PELO MUNICIPIO DE EXAME DE RESSONANCIA MAGNETICA CEREBRAL &#8211; POSSIBILIDADE EM TESE, EMBORA NAO SE TRATE DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS &#8211; IMPOSSIBILIDADE NO CASO CONCRETO, CONSIDERANDO QUE O ATESTADO MEDICO NAO CONSIGNA URGENCIA E RISCO A VIDA E A SAUDE, MOSTRANDO-SE O EXAME MERAMENTE ELUCIDATIVO NA BUSCA DE UM DIAGNOSTICO. AGRAVO PROVIDO. (5FLS.D) (AGRAVO DE INSTRUMENTO N\u00ba 700040002000105, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: JO\u00c3O CARLOS BRANCO CARDOSO, JULGADO EM 06\/11\/2012) .<\/em><\/p>\n<p>5) Anote-se que os dispositivos constitucionais que disciplinam o direito \u00e0 sa\u00fade s\u00e3o de car\u00e1ter program\u00e1tico, definidas por Jorge Miranda como \u201cde aplica\u00e7\u00e3o diferida, e n\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o imediata; mais do que comandos-regras, explicitam comandos-valores; conferem elasticidade ao ordenamento constitucional; t\u00eam como destinat\u00e1rio primacial-embora n\u00e3o \u00fanico-o legislador, a cuja op\u00e7\u00e3o fica a pondera\u00e7\u00e3o do tempo e dos meios em que v\u00eam a ser revestidas de plena efic\u00e1cia (e nisso consiste a discricionariedade); n\u00e3o consentem que os cidad\u00e3os ou quaisquer cidad\u00e3os as invoquem j\u00e1 (ou imediatamente ap\u00f3s a entrada em vigor da Constitui\u00e7\u00e3o), pedindo aos tribunais o seu cumprimento s\u00f3 por si, pelo que pode haver quem haver afirme que os direitos que delas constam, m\u00e1xime os direitos sociais, t\u00eam mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjectivos; aparecem, muitas vezes, acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados (citado em \u00b4Direito Constitucional`, Alexandre de Moraes, p\u00e1g. 41, 000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, Editora Atlas, 2012).\u201d Portanto, normas program\u00e1ticas s\u00e3o normas jur\u00eddico-constitucionais de aplica\u00e7\u00e3o diferida que prescrevem obriga\u00e7\u00f5es de resultados, e n\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es de meio, sendo, no caso brasileiro, vinculadas ao princ\u00edpio da legalidade ou referidas aos poderes p\u00fablicos ou dirigidas \u00e0 ordem econ\u00f4mico-social.<\/p>\n<p>Sinale-se que o Munic\u00edpio n\u00e3o nega o direito de todos \u00e0 sa\u00fade, apenas ressalta a necessidade de que o princ\u00edpio seja aplicado de forma ordeira, nos termos da lei, sob pena de causar a fal\u00eancia total do sistema. <\/p>\n<p>6) Sobre a real efetividade das normas constitucionais, e sua implementa\u00e7\u00e3o de seus princ\u00edpios de imediato, aviva uma reflex\u00e3o de Gustavo Zagrebelsky sobre o ethos da Constitui\u00e7\u00e3o na sociedade moderna. Diz aquele eminente Professor italiano no seu celebrado trabalho sobre o direito d\u00factil &#8211; il diritto mitte: &quot;As sociedades pluralistas atuais &#8211; isto \u00e9, as sociedades marcadas pela presen\u00e7a de uma diversidade de grupos sociais com interesses, ideologias e projetos diferentes, mas sem que nenhum tenha for\u00e7a suficiente para fazer-se exclusivo ou dominante e, portanto, estabelecer a base material da soberania estatal no sentido do passado &#8211; isto \u00e9, as sociedades dotadas em seu conjunto de um certo grau de relativismo, conferem \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o a tarefa de estabelecer diretamente um projeto predeterminado de vida em comum, sen\u00e3o a de realizar as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da mesma&quot; (Zagrebelsky, El Derecho D\u00factil. Ley, derechos, justicia. Trad. de Marina Gasc\u00f3n. 3a. edi\u00e7\u00e3o. Edt. Trotta S.A., Madrid, 2012. p. 13).<\/p>\n<p>Interpretar a Constitui\u00e7\u00e3o a luz do pensamento jur\u00eddico do poss\u00edvel \u00e9 express\u00e3o, conseq\u00fc\u00eancia, pressuposto e limite para uma interpreta\u00e7\u00e3o constitucional aberta (H\u00e4berle, P. Demokratische Verfassungstheorie im Lichte des M\u00f6glichkeitsdenken, in: Die Verfassung des Pluralismus, K\u00f6nigstein\/TS, 100080, p. 000).<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, anota H\u00e4berle: &quot;O pensamento do poss\u00edvel \u00e9 o pensamento em alternativas. Deve estar aberto para terceiras ou quartas possibilidades, assim como para compromissos. Pensamento do poss\u00edvel \u00e9 pensamento indagativo (fragendes Denken). Na res publica existe um ethos jur\u00eddico espec\u00edfico do pensamento em alternativa, que contempla a realidade e a necessidade, sem se deixar dominar por elas. O pensamento do poss\u00edvel ou o pensamento pluralista de alternativas abre suas perspectivas para &quot;novas&quot; realidades, para o fato de que a realidade de hoje poder corrigir a de ontem, especialmente a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do tempo de uma vis\u00e3o normativa , sem que se considere o novo como o melhor&quot; (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p. 3). Nessa linha, observa H\u00e4berle, &quot;para o estado de liberdade da res publica afigura-se decisivo que a liberdade de alternativa seja reconhecida por aqueles que defendem determinadas alternativas&quot;. Da\u00ed ensinar que &quot;n\u00e3o existem apenas alternativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, existem tamb\u00e9m alternativas em rela\u00e7\u00e3o a essas alternativas&quot; (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p. 6). <\/p>\n<p>O pensamento do poss\u00edvel tem uma dupla rela\u00e7\u00e3o com a realidade. Uma \u00e9 de car\u00e1ter negativo: o pensamento do poss\u00edvel indaga sobre o tamb\u00e9m poss\u00edvel, sobre alternativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, sobre aquilo que ainda n\u00e3o \u00e9 real. O pensamento do poss\u00edvel depende tamb\u00e9m da realidade em outro sentido: poss\u00edvel \u00e9 apenas aquilo que pode ser real no futuro (M\u00f6glich ist nur was in Zukunft wirklich sein kann). \u00c9 a perspectiva da realidade (futura) que permite separar o imposs\u00edvel do poss\u00edvel (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p.10). Os textos supra foram selecionados nos embargos infringentes da ADIn n\u00ba 128000\/DF.<\/p>\n<p>7) Observe-se que diante da prolifera\u00e7\u00e3o indiscriminada de medidas liminares, a possibilidade do Estado (em lato senso) de fazer pol\u00edtica de sa\u00fade tem sido amesquinhada a ponto da possibilidade de um dia limitar-se ao atendimento de medidas liminares, que nem sempre configuram situa\u00e7\u00f5es de risco \u00e0 vida, tal como no caso em tela. De passagem, sinale-se ainda a imposi\u00e7\u00e3o de pesadas multas di\u00e1rias, que vem a agravar ainda mais o sistema, sendo o maior prejudicado destas medidas a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre esta delicada quest\u00e3o cite-se a ementa do processo n\u00ba 7000000306358:<\/p>\n<p>\u201cconstitucional. direito \u00c0 VIDA. FORNECI\u00adMENTO DE FRALDAS DESCART\u00c1VEIS. RISCO DE VIDA N\u00c3O CONFIGURADO. IMPOSSIBILI\u00adDADE. 1. A exig\u00eancia de presta\u00e7\u00f5es positivas na \u00e1rea de sa\u00fade est\u00e1 condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00e3o excepcional em que haja risco \u00e0 vida do paciente. 2. AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. VOTO VENCIDO. Agravo de Instrumento N\u00ba 7000000306358.<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>8) Dessume-se que o ideal seria que todos tivessem acesso imediato e gratuito aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Ocorre que o pensamento daquilo que \u00e9 poss\u00edvel funda-se na id\u00e9ia que obrigar os Munic\u00edpios a fornecer medicamentos ou procedimentos de custo expressivo em a\u00e7\u00f5es individuais consiste em negar rem\u00e9dios de menor custo a popula\u00e7\u00e3o carente, eis que estamos lidando com quest\u00f5es de sa\u00fade coletiva. Sinale-se que o Poder P\u00fablico Municipal lida com recursos escassos e limitados, fato que \u00e9 sempre oportuno lembrar.<\/p>\n<p>000) Sem sombra de d\u00favida que o art. 10006, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea o princ\u00edpio da igualdade de todos ao acesso \u00e0 sa\u00fade, ao dispor que: \u201ca sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Ocorre que os dispositivos legais previstos na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na Constitui\u00e7\u00e3o Estadual e na Lei Estadual n\u00ba 00000008\/0003 s\u00e3o estatu\u00eddos justamente para atender o princ\u00edpio da igualdade, ao dispor que os medicamentos, procedimentos e exames de elevado custo, de uso cont\u00ednuo, s\u00e3o de responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul, pelo fato not\u00f3rio de possuir maior capacidade financeira do que os Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Ressalte-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui a possibilidade do Estado (em sentido lato) em eleger prioridades, sem excluir o princ\u00edpio da igualdade:<\/p>\n<p>\u201cart. 10004. A seguridade social compreende um conjunto integrado de a\u00e7\u00f5es de iniciativa dos Poderes P\u00fablicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 previd\u00eancia e \u00e0 assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>\u00a7\u00fanico. Compete ao poder p\u00fablico, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: I-(&#8230;); II-(&#8230;); III-<em>seletividade e distributividade na presta\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e servi\u00e7os<\/em>; IV-(&#8230;); V-(&#8230;);VI-(&#8230;); VII-(&#8230;)\u201d. <\/p>\n<p>Comentando o princ\u00edpio da seletividade, Marina Vasques Duarte leciona que: \u201c<em>pelo primeiro princ\u00edpio (seletividade) o legislador tem uma esp\u00e9cie de mandado espec\u00edfico com o fim de estudar as maiores car\u00eancias sociais em mat\u00e9ria de seguridade social, oportunizando que essas sejam priorizadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais&#8230;<\/em>\u201d (Marina Vasques Duarte, Direito Previdenci\u00e1rio, 3\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 18, Editora Verbo Jur\u00eddico).<\/p>\n<p>10) Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio que o direito \u00e0 sa\u00fade seja atendido nos termos da lei, com a eq\u00fcitativa distribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades entre os entes p\u00fablicos conforme as disponibilidades or\u00e7ament\u00e1rias, sob pena de causar a fal\u00eancia do sistema e prejudicando toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>11) Fato n\u00e3o menos importante, observamos muitas a\u00e7\u00f5es ajuizadas com o escopo de se antecipar a requerimentos administrativos previamente agendados por terceiros, postulando tratamento diferenciado, mesmo quando n\u00e3o se configura situa\u00e7\u00e3o de risco para a vida, como no caso em tela. <\/p>\n<p>Ocorre que lamentavelmente, existe uma enorme demanda na \u00e1rea da sa\u00fade e a Administra\u00e7\u00e3o deve atender a todos, sem distin\u00e7\u00e3o ou privil\u00e9gios, a teor do princ\u00edpio da igualdade. Gize-se que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel atender com a agilidade merecida a toda popula\u00e7\u00e3o, nada restando sen\u00e3o organizar a fila de espera por ordem dos pedidos. Princ\u00edpio da igualdade e razoabilidade.<\/p>\n<p>Data venia, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel que o Judici\u00e1rio possa interferir na delicada quest\u00e3o do agendamento de tratamentos m\u00e9dicos, procedimentos, fornecimento de pr\u00f3teses etc. sem a comprova\u00e7\u00e3o de perigo para a vida do paciente, vindo a, pela via transversa, tamb\u00e9m administrar.<\/p>\n<p>12) O autor foi representado pelo Servi\u00e7o de Assist\u00eancia Judici\u00e1ria da Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas. Anote-se que a UCPEL exerce uma fun\u00e7\u00e3o estatal por delega\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. Por sua vez, o Servi\u00e7o de Assist\u00eancia Judici\u00e1ria da UCPEL exerce o munus p\u00fablico de defender judicialmente as pessoas carentes, fun\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 Defensoria P\u00fablica, cujos integrantes s\u00e3o proibidos de receber honor\u00e1rios advocat\u00edcios a qualquer t\u00edtulo, nos termos do art. 130, III da LC 80\/0004: \u201creceber, qualquer t\u00edtulo e sob qualquer pretexto, honor\u00e1rios, percentagens ou custas processuais, em raz\u00e3o de suas atribui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Neste sentido, com a condena\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Pelotas em pagar honor\u00e1rios advocat\u00edcios, tem-se o instituto da confus\u00e3o, visto que de um lado h\u00e1 uma entidade que exerce sua fun\u00e7\u00e3o por delega\u00e7\u00e3o estatal obrigando-se atrav\u00e9s de um munus p\u00fablico na defesa judicial das pessoas carentes, e de outro lado figura o Munic\u00edpio de Pelotas. <\/p>\n<p>Assim sendo, \u00e9 inevit\u00e1vel afastar o instituto da confus\u00e3o, eis que os entes estatais figuram como credor e devedor, o que exclui a verba honor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Neste sentido, a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p><strong>\u201c<em>HONOR\u00c1RIOS ADVOCAT\u00cdCIOS. Descabe a condena\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul em arcar com honor\u00e1rios advocat\u00edcios em favor da Defensoria P\u00fablica, sob pena configurar-se o instituto jur\u00eddico da confus\u00e3o entre as pessoas do credor e do devedor. Intelig\u00eancia do art. 381 do C\u00f3digo Civil<\/em><\/strong><em>. Apelo n\u00e3o conhecido e, em reexame necess\u00e1rio, reformada em parte a senten\u00e7a. (APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL N\u00ba 700000077000471, S\u00c9TIMA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: MARIA BERENICE DIAS, JULGADO EM 22\/12\/2012)\u201d<\/em><\/p>\n<p>Precedentes no STJ:<\/p>\n<p><strong><em>DEFENSORIA P\u00daBLICA. LITIG\u00c2NCIA. ESTADO. R\u00c9U. Restando vencedora em demanda contra o Estado parte representada por defensor p\u00fablico, n\u00e3o h\u00e1 falar em condena\u00e7\u00e3o a honor\u00e1rios advocat\u00edcios, pois o credor, Defensoria P\u00fablica, \u00e9 \u00f3rg\u00e3o do devedor, Estado, ocorrendo a causa extintiva das obriga\u00e7\u00f5es denominada confus\u00e3o<\/em><\/strong><em> (art. 1.046 do CC\/100016 e art. 381 do CC\/2012). REsp 654.705-RJ, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 17\/8\/2012.<\/em><\/p>\n<p>Portanto, da confus\u00e3o resulta a extin\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o (CC, art. 381), devendo ser expungida, portanto, a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por fim, sinale-se que a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios agravar\u00e1 ainda mais a situa\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade, sendo o preju\u00edzo da pr\u00f3pria sociedade que necessita dos servi\u00e7os da seguridade social. <\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>A improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, condenando o autor em custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios. <\/p>\n<p>Pelotas, 25 de outubro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0 0000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-de-contestao-sade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10\/26\/2013 05:36:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=8705985428864469330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=8705985428864469330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=8705985428864469330\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quinta-feira, Outubro 12, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-de-contestao-reduo-remunerao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"854825951516012807\"><\/a><strong>modelo de contesta\u00e7\u00e3o redu\u00e7\u00e3o remunera\u00e7\u00e3o c\u00e1lculo do tri\u00eanio sobre o b\u00e1sico<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Excelent\u00edssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da \u00ba Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/0000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Pelotas, pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, com endere\u00e7o na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00ba 101, Pelotas, RS, por seu procurador firmat\u00e1rio, em face da A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria que promove Renata de Lima Lemos, vem, respeitosamente diante de Vossa Excel\u00eancia, apresentar Contesta\u00e7\u00e3o, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p><strong><em>Resumo da Lide<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria que o autor move contra o Munic\u00edpio, aduzindo, em s\u00edntese, ser servidor p\u00fablico municipal, integrante do quadro de pessoal estatut\u00e1rio do r\u00e9u, afirmando que at\u00e9 maio de 2003 os avan\u00e7os (tri\u00eanios) eram calculados sobre a soma do padr\u00e3o, insalubridade e gratifica\u00e7\u00e3o por dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>Alega que a mudan\u00e7a nos c\u00e1lculos a partir de maio de 2003, passando a pagar os tri\u00eanios sobre o sal\u00e1rio b\u00e1sico, violou o princ\u00edpio da irredutibilidade dos vencimentos dos servidores p\u00fablicos. Aduziu a ocorr\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Breve Minudenciar dos Fatos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Munic\u00edpio, buscando atender apontamentos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e com vistas a estabelecer a legalidade do pagamento dos vencimentos e proventos dos seus servidores, adotou a f\u00f3rmula constitucional e legal adequada ao c\u00e1lculo das parcelas que comp\u00f5em tais vencimentos e proventos, o que, efetivamente, veio a alterar a planilha at\u00e9 ent\u00e3o praticada, esta em vis\u00edvel contrariedade aos preceitos constitucionais e legais que regem a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>No caso do autor, busca ele, segundo alega, a manuten\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o (tri\u00eanio) calculados da forma como vinha sendo feita at\u00e9 maio de 2003.<\/p>\n<p>Por determina\u00e7\u00e3o do artigo 104, da Lei Municipal n\u00ba 3.008, de 100086, que instituiu o Estatuto dos Servidores do Munic\u00edpio, fazem eles jus, a cada tr\u00eas anos de servi\u00e7o, a um adicional de 3,5%, estando tal regra assim vazada:<\/p>\n<p>&quot;Art. 104 &#8211; Por tri\u00eanio de exerc\u00edcio no servi\u00e7o p\u00fablico municipal ser\u00e1 concedido ao funcion\u00e1rio efetivo um adicional correspondente 3,5 % (tr\u00eas e meio por cento) da remunera\u00e7\u00e3o de seu cargo efetivo um adicional de seu cargo efetivo at\u00e9 o limite de 11 (onze) tri\u00eanios.&quot;<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de tal regra, at\u00e9 maio de 2003, a apura\u00e7\u00e3o do valor correspondente ao tri\u00eanio de que se trata (tamb\u00e9m conhecido como &quot;avan\u00e7o&quot;, e assim consta nos contra cheques), era calculado, como o artigo manda, sobre a remunera\u00e7\u00e3o do servidor.<\/p>\n<p>Desta forma, como no caso o autor contava com 2 tri\u00eanios (assim consta no contracheque, na coluna &quot;Ref&quot;), o percentual total correspondente \u00e9 de 7% (3,5%x2).<\/p>\n<p>Em maio\/2003, o &quot;avan\u00e7o&quot; pago ao autor foi calculado da seguinte forma:<\/p>\n<p>R$ 1040,0003 &#8211; padr\u00e3o<\/p>\n<p>+ R$ 520,47 &#8211; gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso<\/p>\n<p>+ R$ 48,00 -insalubridade<\/p>\n<p>total= R$ 1.60000,40<\/p>\n<p>avan\u00e7o de 7% sobre R$ 1.60000,40<\/p>\n<p>valor do avan\u00e7o = R$ 112,66<\/p>\n<p>______<\/p>\n<p>No entanto, adequando \u00e0 regra constitucional, o c\u00e1lculo foi refeito da seguinte forma:<\/p>\n<p>R$ 1.103,3000 (padr\u00e3o) + 7% =<\/p>\n<p>R$ 77,24 (avan\u00e7os)<\/p>\n<p>total=R$ 1180,63<\/p>\n<p><strong><em>Da Inadequa\u00e7\u00e3o do artigo 104 da Lei Municipal n\u00ba 3.008\/86 frente \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Assim se fez, eis que disp\u00f5e o artigo 37 XIV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 1000\/0008, que &quot;os acr\u00e9scimos pecuni\u00e1rios percebidos por servidor p\u00fablico n\u00e3o ser\u00e3o computados nem acumulados para fins de concess\u00e3o de acr\u00e9scimos ulteriores&quot;, de modo que evidencia-se como equivocada a tese do autor, no sentido de que houve redu\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o, para o que invoca inicialmente a regra do artigo 7\u00ba, VI, da CF, inserida no cap\u00edtulo &quot;Dos Direitos Sociais&quot;, do T\u00edtulo II e, em linha paralela, tamb\u00e9m o que disp\u00f5e o artigo 37, XV, do mesmo diploma.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o h\u00e1 falar em redu\u00e7\u00e3o de vencimentos pois a forma de apura\u00e7\u00e3o de valores das vantagens, como antes praticada, encontrava-se sustentada na inconstitucionalidade, j\u00e1 que feria a norma legal retro enunciada.<\/p>\n<p>Nesta linha, \u00e9 inocult\u00e1vel o argumento de que o inciso XIV, do art. 37, da CF, na reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 1000\/0008, estabeleceu que &quot;os acr\u00e9scimos pecuni\u00e1rios percebidos por servidor p\u00fablico n\u00e3o ser\u00e3o computados nem acumulados para fins de concess\u00e3o de acr\u00e9scimos ulteriores&quot;, e que a pr\u00f3pria EC 1000\/0008, em seu artigo 2000 determinou a adequa\u00e7\u00e3o a tais termos excluindo desta forma a invoca\u00e7\u00e3o de direito adquirido: &quot;Os subs\u00eddios, vencimentos, remunera\u00e7\u00e3o, proventos da aposentadoria e pens\u00f5es e quaisquer outras esp\u00e9cies remunerat\u00f3rias adequar-se-\u00e3o, a partir da promulga\u00e7\u00e3o desta Emenda, aos limites decorrentes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se admitindo a percep\u00e7\u00e3o de excesso a qualquer t\u00edtulo&quot;.<\/p>\n<p>A sobreposi\u00e7\u00e3o de vantagens efetivamente viola o artigo 37, XIV da CF, sendo inconstitucional a pretens\u00e3o de que determinadas verbas tenham como base de c\u00e1lculo a remunera\u00e7\u00e3o do servidor, como, no caso, pretende o autor.<\/p>\n<p>Neste sentido:<\/p>\n<p>SERVIDOR P\u00daBLICO. MUNIC\u00cdPIO DE PELOTAS. AVAN\u00c7O E GRATIFICA\u00c7\u00c3O ADICIONAL. REVIS\u00c3O. BASE DE C\u00c1LCULO. VENCIMENTO B\u00c1SICO. DISPENSA DE PROCEDIMENTO PR\u00c9VIO COM OPORTUNIZA\u00c7\u00c3O DE AMPLA DEFESA E CONTRADIT\u00d3RIO NOS TERMOS DOS PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRESCRI\u00c7\u00c3O. INOCORR\u00caNCIA. 1. O c\u00e1lculo do avan\u00e7o trienal e da gratifica\u00e7\u00e3o adicional deve acontecer sobre o vencimento b\u00e1sico, e n\u00e3o sobre o total da remunera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o abrangendo vantagens j\u00e1 incorporadas, de modo a evitar a sobreposi\u00e7\u00e3o de vantagens, hip\u00f3tese vedada constitucionalmente (art. 37, XIV, da CF-88, com a reda\u00e7\u00e3o da EC n\u00ba 1000\/0008). 2. Incid\u00eancia do entendimento consagrado no verbete n\u00ba 473 da S\u00famula do Supremo Tribunal Federal. Poder de autotutela da Administra\u00e7\u00e3o. Possibilidade de revis\u00e3o de ato administrativo. Aus\u00eancia de direito adquirido a determinado regime ou vantagem indevidamente concedida. 3. Prescri\u00e7\u00e3o administrativa inocorrente, visto que inexiste lei, no \u00e2mbito estadual ou municipal, prevendo prazo prescricional para que a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica revise seus atos eivados de ilegalidades. APELA\u00c7\u00c3O DO R\u00c9U PROVIDA. APELA\u00c7\u00c3O DAS AUTORAS IMPROVIDA. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 7001204010002, Terceira C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Nelson Ant\u00f4nio Monteiro Pacheco, Julgado em 24\/08\/2013).<\/p>\n<p><strong><em>Da Obriga\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Adequar-se ao Princ\u00edpio da Legalidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O autor alega aus\u00eancia de ato administrativo e de motiva\u00e7\u00e3o na conduta do r\u00e9u que, VISANDO A LEGALIDADE, alterou a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo das vantagens dos servidores.<\/p>\n<p>Inicialmente, deve-se atentar para o fato de que a natureza do ato administrativo questionado, que alterou a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo das vantagens pecuni\u00e1rias conferidas aos servidores, tem cunho corretivo, ou seja, o ato \u00e9 de controle interno da Administra\u00e7\u00e3o &#8211; produzido para invalidar ato anterior maculado de v\u00edcio.<\/p>\n<p>Como a Administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 adstrita ao princ\u00edpio da legalidade, o ato invalidador ser\u00e1, sempre, vinculado. \u00c9 justamente a lei que lhe imp\u00f5e a pr\u00e1tica do ato invalidador, sem oportunizar ju\u00edzo de m\u00e9rito (de conveni\u00eancia e oportunidade). De acordo com o ordenamento jur\u00eddico, a Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia adotar outro comportamento, frente ao ato maculado de v\u00edcio insan\u00e1vel, que n\u00e3o o de invalid\u00e1-lo, sob pena de o administrador incorrer em improbidade administrativa (art. 10, IX e 11 da lei 8.42000\/0002). O objeto do ato invalidador \u00e9, pois, a retirada do mundo jur\u00eddico da fonte produtora de efeitos ilegais, isto \u00e9, o ato viciado.<\/p>\n<p>Assim, a lei n\u00e3o deixa brechas ao ju\u00edzo de m\u00e9rito; t\u00e3o logo notada a invalidade do ato, deve esta ser corrigida, sem qualquer ju\u00edzo de oportunidade.<\/p>\n<p>Nas palavras de Celso Ant\u00f4nio Bandeira de Mello, &quot;&#8230;o que fundamenta o ato invalidador \u00e9 o dever de obedi\u00eancia \u00e0 legalidade, o que implica obriga\u00e7\u00e3o de restaur\u00e1-la quando violada&quot; (Curso de Direito Administrativo, 14\u00aa Ed., p\u00e1g.40000).<\/p>\n<p>No mesmo sentido est\u00e1 a exegese sumulada do STF: &quot;a Administra\u00e7\u00e3o pode anular seus pr\u00f3prios atos, quando eivados de v\u00edcios que os tornam ilegais, porque deles n\u00e3o se originam direitos &#8230;&quot; (s\u00famula 473 do STF).<\/p>\n<p>No caso em tela, o ato de empenho de despesa, como qualquer outro praticado pela Administra\u00e7\u00e3o, deve, necessariamente, passar pelo crivo da legalidade &#8211; o que vem especialmente preceituado no art. 75, I, da lei n.\u00ba 4.320\/64.<\/p>\n<p>Ao passar pelo crivo da legalidade, percebe-se que o ato de empenho de despesa para o pagamento de pessoal vinha sendo praticado em desacordo com o mandamento constitucional insculpido no art. 37, XIV da magna carta; restando portanto, eivado de ilegalidade. Ilegalidade esta que, por obedi\u00eancia aos ditames de nossa Carta Magna, veio a ser corrigida pelo ato invalidador.<\/p>\n<p>Por fim, cabe destacar que, segundo a orienta\u00e7\u00e3o do STF, o ato ilegal, praticado contra o texto constitucional, n\u00e3o gera direitos, da\u00ed derivando a desnecessidade de instaura\u00e7\u00e3o de processo administrativo; em raz\u00e3o de, quando identificados:<\/p>\n<p>&#8211; a ocorr\u00eancia de ato viciado;<\/p>\n<p>&#8211; o ato ilegal que n\u00e3o gera direitos;<\/p>\n<p>&#8211; a verifica\u00e7\u00e3o e a invalida\u00e7\u00e3o do ato viciado independem de qualquer manifesta\u00e7\u00e3o de quem dele se beneficiava, visto que n\u00e3o h\u00e1 direito a ser sustentado com base em ato administrativo invalido;<\/p>\n<p>&#8211; inexist\u00eancia de fato controvertido a ser apurado.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, apenas para que o Ju\u00edzo conhe\u00e7a da realidade da quest\u00e3o, conv\u00e9m salientar que o Munic\u00edpio de Pelotas possui quase sete mil servidores p\u00fablicos nos quadros da Administra\u00e7\u00e3o direta, sendo que a nova planilha de c\u00e1lculos foi dirigida a todos eles, medida administrativa\/corretiva que, evidentemente, prescinde da instaura\u00e7\u00e3o de procedimento formal\/contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong><em>Da Desnecessidade de Processo Administrativo e Aus\u00eancia de Direito Adquirido<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Por todo o exposto, a aus\u00eancia de processo administrativo para a pr\u00e1tica do ato invalidador, n\u00e3o implica, em absoluto, em ofensa ao princ\u00edpio do contradit\u00f3rio e do devido processo legal; j\u00e1 se disse: n\u00e3o existe a necessidade de apura\u00e7\u00e3o de qualquer fato.<\/p>\n<p>N\u00e3o se venha alegar a necessidade de instaura\u00e7\u00e3o de processo administrativo porque o ato invalidador inferiu na esfera patrimonial do autor, pois nenhum direito decorrente de afronta ao texto constitucional pode acrescer o patrim\u00f4nio do servidor!<\/p>\n<p>\u00c9 curial a aus\u00eancia do alegado direito adquirido quando a pretens\u00e3o se depara em contrariedade com o texto constitucional, como, na esp\u00e9cie, se verifica.<\/p>\n<p>Realmente, a previs\u00e3o do artigo 5, XXXVI, n\u00e3o se dirige a prote\u00e7\u00e3o de direitos que se encontrem em descompasso com a previs\u00e3o maior da Carta da Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como se viu, a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ap\u00f3s constatar que vinha procedendo os pagamentos dos servidores do Munic\u00edpio de forma equivocada (vale dizer, em desacordo com a CF), usou proceder \u00e0 corre\u00e7\u00e3o do ato administrativo, de forma a aplicar corretamente o estatu\u00eddo na Lei Maior.<\/p>\n<p>Assim deve o Princ\u00edpio da Legalidade prosperar, n\u00e3o se podendo cogitar de seguran\u00e7a jur\u00eddica que venha a traduzir-se em pr\u00e1tica lesiva aos cofres p\u00fablicos e afronta \u00e0 ordem constitucional. Antes da primariedade da garantia do direito individual encontra-se a ordem institucional, consagrada no respeito \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal e \u00e0s ordens dela emanadas.<\/p>\n<p>N\u00c3O H\u00c1, PORTANTO, QUE SE FALAR EM DIREITO ADQUIRIDO OU SEGURAN\u00c7A JUR\u00cdDICA FRENTE AO TEXTO CONSTITUCIONAL, sendo pac\u00edfico o enfrentamento da Corte Maior quanto a irrelev\u00e2ncia de tais entendimentos em face de normas constitucionais.<\/p>\n<p>Veja-se a respeito a Jurisprud\u00eancia do STF<\/p>\n<p>&quot;N\u00e3o h\u00e1 direito adquirido contra texto constitucional, resulte ele do poder constituinte origin\u00e1rio ou do poder constituinte derivado. Precedentes do STF: RTJ 0004\/1238; RTJ 10000\/1175&quot;<\/p>\n<p>Efetivamente, para cumprimento da ordem constitucional, do art. 37, XIV, ou mesmo de qualquer outro dispositivo da CF, n\u00e3o pode haver limita\u00e7\u00e3o, sendo, data venia, incongruente falar-se na aplica\u00e7\u00e3o do artigo 5\u00ba, XXXVI, seja em direito adquirido seja em ato jur\u00eddico perfeito, conforme a pretens\u00e3o do autor.<\/p>\n<p><strong><em>Inocorr\u00eancia de Prescri\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se h\u00e1 de considerar incidente, a prescri\u00e7\u00e3o administrativa q\u00fcinq\u00fcenal, sendo inaplic\u00e1vel, \u00e0 esp\u00e9cie, a lei federal n\u00ba 000.784\/0008.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, cumpre salientar que os efeitos da Lei Federal supra referida encontram-se adstritos ao \u00e2mbito da Administra\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se podendo cogitar, aqui, de qualquer analogia ou aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da simetria para estabelecer contagem de prazo prescricional, em mat\u00e9ria onde, repise-se, \u00e9 desnecess\u00e1ria a instaura\u00e7\u00e3o do processo administrativo, pela falta de fato a ser apurado, como acima se fez refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Realmente, a anula\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o, pela Administra\u00e7\u00e3o, do ato eivado de nulidade n\u00e3o pode ficar condicionada a determinadas condi\u00e7\u00f5es, como, por exemplo, o decurso do tempo, j\u00e1 que tais atos, como \u00e9 sabido, n\u00e3o geram direitos. O pagamento indevidamente feito ao servidor \u00e9, no caso continuado, gerando permanentes preju\u00edzos \u00e1 Fazenda P\u00fablica e incompat\u00edvel com o princ\u00edpio constitucional insculpido no artigo 37, XIV, da Carta da Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Decidir-se em sentido contr\u00e1rio significa, mais uma vez, afrontar a norma constitucional, contra a qual n\u00e3o corre a alegada prescri\u00e7\u00e3o, uma vez que ao &quot;direito&quot; e &quot;seguran\u00e7a&quot; individuais se sobrep\u00f5e o interesse p\u00fablico, de toda a coletividade, em especial no que concerne ao uso e aplica\u00e7\u00e3o das verbas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 demais insistir-se que o Munic\u00edpio buscou adequar o pagamento dos seus servidores, \u00e0 vig\u00eancia do texto constitucional, n\u00e3o se podendo admitir que tal solu\u00e7\u00e3o seja dependente de prazo prescricional, ou, em sentido contr\u00e1rio, que a afronta ao texto da Carta Maior, venha a gerar direitos como pretende o autor.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Jurisprud\u00eancia supra colacionada deixa claro que a afronta ao texto constitucional n\u00e3o ofende qualquer outro princ\u00edpio, seja da coisa julgada, do direito adquirido do devido processo legal ou da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste sentido:<\/p>\n<p>ADMINISTRATIVO. SERVIDOR P\u00daBLICO. BASE DE C\u00c1LCULO DE GRATIFICA\u00c7\u00c3O DE RISCO DE VIDA. EXCLUS\u00c3O DAS VANTAGENS PESSOAIS. READEQUA\u00c7\u00c3O DOS PROVENTOS. POSSIBILIDADE. 1. O poder de a Administra\u00e7\u00e3o anular seus atos n\u00e3o conhece, no \u00e2mbito local, prazo espec\u00edfico, n\u00e3o sendo l\u00edcito aplicar, a contrario sensu, o disposto no art. 1.\u00b0 do Dec. n\u00ba 20.00010\/32, interpreta\u00e7\u00e3o vetada em mat\u00e9ria de prescri\u00e7\u00e3o ou de decad\u00eancia. E a pron\u00fancia de invalidade do ato nulo, atrav\u00e9s da qual se tutela o interesse p\u00fablico, n\u00e3o preclui, pois v\u00edcio dessa natureza jamais se convalida. A despeito de se mostrar poss\u00edvel preservar o ato viciado, em alguns casos, por for\u00e7a do princ\u00edpio da confian\u00e7a, no caso n\u00e3o se configuraram as barreiras necess\u00e1rias ao poder de invalidar. O art. 37, XIV, da CF\/88, ao dispor que os acr\u00e9scimos pecuni\u00e1rios percebidos por servidor p\u00fablico n\u00e3o ser\u00e3o computados nem acumulados para fins de concess\u00e3o de vantagens ulteriores, imp\u00f5e \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o, a teor do art. 17 do ADCT e da S\u00famula 473 do STF, proceder a readequa\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo de vencimentos e proventos, desnecess\u00e1ria a instaura\u00e7\u00e3o de pr\u00e9vio procedimento administrativo, consoante a jurisprud\u00eancia do Pret\u00f3rio Excelso. 2. SEGURAN\u00c7A DENEGADA. VOTO VENCIDO. (Mandado de Seguran\u00e7a N\u00ba 7001576710007, Segundo Grupo de C\u00e2maras C\u00edveis, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Araken de Assis, Julgado em 11\/08\/2013). Outrossim, cumpre dizer que toda argumenta\u00e7\u00e3o supra aplica-se para impugnar o pedido atinente \u00e0 inclus\u00e3o da insalubridade no c\u00e1lculo do tri\u00eanio, conforme requerido no item &#8216;b&#8217; da inicial, porquanto, como j\u00e1 exaustivamente argumentado, os acr\u00e9scimos pecuni\u00e1rios devem ser calculados sobre o sal\u00e1rio b\u00e1sico e n\u00e3o sobre a remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pelo exposto, seja a a\u00e7\u00e3o julgada IMPROCEDENTE em todos os seus termos, com a condena\u00e7\u00e3o do autor ao pagamento de honor\u00e1rios, despesas e custas judiciais.<\/p>\n<p>Requer, outrotanto, a produ\u00e7\u00e3o de provas por todos os meio em direito admitidos.<\/p>\n<p>Pelotas, 000 de outubro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00ba0000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/10\/modelo-de-contestao-reduo-remunerao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10\/12\/2013 04:14:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=854825951516012807\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=854825951516012807\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=854825951516012807\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Ter\u00e7a-feira, Setembro 26, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/09\/modelo-contestao-de-ao-de-indenizao-por.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"7835367448348808933\"><\/a><strong>modelo: contesta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/00000000<\/p>\n<p>Autor: Fulano de Tal<\/p>\n<p>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, CNPJ n\u00ba 000000, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, com a Procuradoria Geral sita na Rua das Rosas n\u00ba 100000, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O \u00e0 A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por Danos Materiais e Morais ajuizada por Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) Relata o autor que no dia 11 de setembro de 2012, trafegava com sua motocicleta pela Av. Cidade de Lisboa no sentido centro-bairro, quando no entroncamento com a Av. Ildefonso Sim\u00f5es Lopes, dobrou \u00e0 esquerda e tombou com o ve\u00edculo devido aos buracos existentes na via p\u00fablica.<\/p>\n<p>2) O autor sofreu diversas les\u00f5es e foi atendido no Pronto-Socorro Municipal.<\/p>\n<p>3) Alega que a motocicleta foi danificada no pisca-traseiro, alavanca do c\u00e2mbio, espelho retrovisor e chave de luz.<\/p>\n<p>4) Pretende indeniza\u00e7\u00e3o de danos morais e materiais.<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>Da Ilegitimidade Ativa<\/p>\n<p>5) Possui legitimidade para figurar no p\u00f3lo ativo da demanda quem \u00e9 o titular do direito subjetivo em lit\u00edgio.<\/p>\n<p>Ocorre que no caso telado o Autor n\u00e3o prova que \u00e9 o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo sinistrado, o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de propriedade do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Portanto, deve o feito ser extinto sem o julgamento de m\u00e9rito, a teor do art. 267, VI do CPC.<\/p>\n<p>No M\u00e9rito<\/p>\n<p>Da Prova do Autor<\/p>\n<p>6) Ao autor compete o \u00f4nus da prova (CPC, art. 333,I). Por sua vez, o requerente limita-se a apresentar um boletim de ocorr\u00eancia, sem sequer apresentar testemunhas.<\/p>\n<p>Ora, o boletim de ocorr\u00eancia trata-se de um documento confeccionado unilateralmente, sem a necessidade de produzir prova alguma do que se est\u00e1 narrando, n\u00e3o passando pelo crivo do contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Por outro lado, sequer h\u00e1 fotografias juntadas ao processo para comprovar a exist\u00eancia de danos materiais ao ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Sinale-se, ainda, que a inicial \u00e9 confusa quando aponta a hora do acidente, porquanto O Boletim de Ocorr\u00eancia diz que o acidente ocorreu no dia 11 de setembro de 2012, \u00e0s 17:30, a certid\u00e3o da ocorr\u00eancia registra que o sinistro aconteceu \u00e0s 18:05, e por fim, a inicial alega que o acidente deu-se \u00e0s 1000:00.<\/p>\n<p>7) Anote-se que a apresenta\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento n\u00e3o supre a falta de provas do acidente, nem \u00e9 meio id\u00f4neo para comprova\u00e7\u00e3o de danos emergentes.<\/p>\n<p>Sinale-se que \u00e9 exig\u00eancia da jurisprud\u00eancia que devem ser apresentados no m\u00ednimo o n\u00famero de tr\u00eas or\u00e7amentos de oficinas id\u00f4neas.<\/p>\n<p>8) Fato n\u00e3o menos importante, \u00e9 que o laudo do hospital comprova que o autor sofreu les\u00e3o corto-contundente ap\u00f3s cair da motocicleta, mas o autor n\u00e3o prova nos autos o nexo-causal entre a queda sofrida e o mau estado de conserva\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica.<\/p>\n<p>000) O valor da indeniza\u00e7\u00e3o do dano moral extrapola o bom-senso, visto que, se acaso devida, deve refletir o padr\u00e3o de vida da v\u00edtima.<\/p>\n<p>No caso \u201cin concreto\u201d, o autor percebe mensalmente R$ 1.300,00 (mil e trezentos reais) e requer indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral em \u201cquantia n\u00e3o inferior a 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos\u201d, ou seja mais de 5 vezes mais o que percebe mensalmente, o que configuraria t\u00edpico enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n<p>10) \u00c9 mencionado no or\u00e7amento citado acima uma extensa lista de danos produzidos em sua motocicleta, que totalizam R$ 573,50 (quinhentos e setenta e tr\u00eas reais e cinq\u00fcenta centavos), deduzindo-se que o Autor destruiu completamente o ve\u00edculo.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o Autor n\u00e3o apresentar prova alguma de que sofreu o acidente tal como foi narrado na inicial, tampouco os danos resultantes, limitando-se \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de boletim de ocorr\u00eancia e um or\u00e7amento, pelo que se depreende da lista de danos, \u00e9 razo\u00e1vel concluir que o Suplicante vinha em velocidade excessiva, porquanto se trafegasse em velocidade compat\u00edvel com a seguran\u00e7a que o tr\u00e1fego no local exige, n\u00e3o sofreria a queda, mormente se o acidente ocorreu quando estava manobrando para efetuar convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim sendo, configura-se culpa exclusiva da v\u00edtima ou, quando muito, culpa concorrente. Neste sentido, \u00e9 a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>APELA\u00c7\u00c3O C\u00cdVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO. VIA URBANA. BURACO. CULPA CONCORRENTE. DANOS MATERIAIS E PESSOAIS. VALORES. Plenamente evidenciado no caso sub ocullis a responsabilidade concorrente; tanto no que pertine ao ente estatal ante a aus\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, primando pelas condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trafegabilidade necess\u00e1ria da via urbana, quanto ao condutor; por imprimir velocidade incompat\u00edvel com as condi\u00e7\u00f5es de tempo, modo e lugar. Inobserv\u00e2ncia das cautelas de praxe ao trafegar em dia chuvoso em via urbana, imprimindo velocidade excessiva. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 700104000000101, D\u00e9cima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Marcelo Cezar Muller, Julgado em 14\/04\/2012)<\/p>\n<p>RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TR\u00c2NSITO. A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O. MUNIC\u00cdPIO. BURACO NA VIA P\u00daBLICA. Evidenciada a culpa concorrente das partes. Do Munic\u00edpio-r\u00e9u, pela omiss\u00e3o no dever de manuten\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, sendo objetiva a responsabilidade. Do autor, por dirigir de forma desatenta e com excesso de velocidade. Culpa rec\u00edproca em igual propor\u00e7\u00e3o. Apela\u00e7\u00e3o parcialmente provida. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 7000000286311, D\u00e9cima Primeira C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Jorge Andr\u00e9 Pereira Gailhard, Julgado em 10\/11\/2012)<\/p>\n<p>11) Em suma, o autor da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o prova os danos sofridos, visto que limita-se apresentar um boletim de ocorr\u00eancia e um or\u00e7amento, que tratam-se de documentos produzidos unilateralmente, sem o crivo do contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Cite-se, ainda, que sequer foi juntado aos autos uma fotografia dos alegados danos ao ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Fato n\u00e3o menos importante, \u00e9 a aus\u00eancia de prova do nexo causal entre o estado de conserva\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica e a queda sofrida da motocicleta.<\/p>\n<p>12) Ad cautelam, em caso de proced\u00eancia, deve o c\u00e1lculo do pagamento dos juros morat\u00f3rios contar sobre o tr\u00e2nsito em julgado (STF, S\u00famula n\u00ba 163) e n\u00e3o sobre a cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os juros compostos s\u00e3o indevidos, visto que somente s\u00e3o devidos por aquele que praticou o il\u00edcito (STJ, S\u00famula 186).<\/p>\n<p>Honor\u00e1rios contra a Fazenda P\u00fablica devem ser fixados em valor moderado (CPC, art. 20, \u00a73\u00ba, 4\u00ba).<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>b) A improced\u00eancia do pedido, condenando o autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios;<\/p>\n<p>c) Em caso de proced\u00eancia, que o c\u00e1lculo da indeniza\u00e7\u00e3o observe os par\u00e2metros apontados na contesta\u00e7\u00e3o (item 12 da contesta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Pelotas, 26 de setembro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<\/p>\n<p>Procurador do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>OAB n\u00b000000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/09\/modelo-contestao-de-ao-de-indenizao-por.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">000\/26\/2013 07:06:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=7835367448348808933\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=7835367448348808933\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=7835367448348808933\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Sexta-feira, Setembro 22, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/09\/modelo-contestao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"6210944535066764518\"><\/a><strong>Modelo: contesta\u00e7\u00e3o. servidor que pretende gratifica\u00e7\u00e3o por trabalhar em local de dif\u00edcil acesso. jornada parcial<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 5\u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00\/00000000000<\/p>\n<p>Autor: Fulana de Tal<\/p>\n<p>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O MUNIC\u00cdPIO DE PELOTAS, com endere\u00e7o na Pra\u00e7a Cel. Pedro Os\u00f3rio, n.\u00ba 101 vem, por meio desta, a presen\u00e7a de V.Exa. CONTESTAR a A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria com Pedido de Antecipa\u00e7\u00e3o de Tutela Cumulada com Indeniza\u00e7\u00e3o por Danos Morais promovida por Fulana de Tal, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) A autora afirma que \u00e9 professora municipal, vindo a lecionar a partir de 4 de agosto de 2012 na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jo\u00e3o Jos\u00e9 de Abreu, situada no 8\u00ba Distrito de Pelotas, chamado de Rinc\u00e3o da Cruz, cumprindo a carga hor\u00e1ria de 20 horas.<\/p>\n<p>2) Diz que pelo fato de trabalhar em local de dif\u00edcil acesso, teria direito a uma gratifica\u00e7\u00e3o de 50% sobre o vencimento, a teor do art. 1\u00ba da Lei Municipal n\u00ba 3310\/0000.<\/p>\n<p>3) Requereu antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, que foi negada pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>4) Pretende, ainda, que a Administra\u00e7\u00e3o seja condenada em danos morais.<\/p>\n<p>Do m\u00e9rito<\/p>\n<p>5) Destina-se o art. 32 da Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio, regulamentado pela Lei Municipal n\u00ba 3310\/0000, remunerar a maior quem trabalha em locais de dif\u00edcil acesso, concedendo o valor de 50% (cinq\u00fcenta por cento) para quem trabalha em local fora do per\u00edmetro urbano, e de 100% (cem por cento) para quem trabalha e mora em local de dif\u00edcil acesso:<\/p>\n<p>\u201cOs servidores municipais da sa\u00fade e do magist\u00e9rio que prestarem servi\u00e7o em locais de dif\u00edcil acesso receber\u00e3o um adicional de, no m\u00ednimo, cinq\u00fcenta por cento sobre os vencimentos, devendo este passar a cem por cento se o servidor residir na localidade, na forma de lei\u201d (LOM, art. 32).<\/p>\n<p>Funda-se a presente demanda no art. 1\u00ba da Lei Municipal n\u00ba 3310\/0000:<\/p>\n<p>\u201cArt. 1\u00ba &#8211; Aos servidores municipais das \u00e1reas da Sa\u00fade e do Magist\u00e9rio, ser\u00e1 concedido uma gratifica\u00e7\u00e3o especial de cinq\u00fcenta por cento (50%), sobre o vencimento ou sal\u00e1rio b\u00e1sico quando prestarem servi\u00e7o em locais de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\u00a7 \u00danico &#8211; Os locais de dif\u00edcil acesso referidos no \u201ccaput\u201d, s\u00e3o os existentes fora do per\u00edmetro urbano.\u201d<\/p>\n<p>Gratifica\u00e7\u00f5es, no magist\u00e9rio de Hely Lopes Meirelles, \u201cs\u00e3o vantagens pecuni\u00e1rias atribu\u00eddas precariamente aos servidores que est\u00e3o prestando servi\u00e7os comuns da fun\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es anormais de seguran\u00e7a, salubridade ou onerosidade (gratifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o), ou concedidas como ajuda aos servidores que re\u00fanam as condi\u00e7\u00f5es pessoas que a lei especifica (gratifica\u00e7\u00f5es especiais)&quot; (Direito Administrativo Brasileiro, Hely Lopes Meirelles, 2000\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 46000).<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, a gratifica\u00e7\u00e3o especial por prestar servi\u00e7o em local de dif\u00edcil acesso de natureza de gratifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, pelo fato de ser imposto ao servidor um maior \u00f4nus no deslocamento para uma escola de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>Acontece que, ao contr\u00e1rio do que a autora alega, a servidora presta o servi\u00e7o em jornada parcial na escola localizada em local de dif\u00edcil acesso, cumprindo a jornada de 17 horas.<\/p>\n<p>Neste sentido, inexiste previs\u00e3o legal para pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso para quem n\u00e3o cumpre a jornada em regime integral.<\/p>\n<p>Portanto, face ao princ\u00edpio da legalidade, a Administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 impedida de pagar a gratifica\u00e7\u00e3o para quem cumpre a jornada em tempo parcial.<\/p>\n<p>Sobre o princ\u00edpio da legalidade, \u00e9 o magist\u00e9rio de Maria Sylvia Zanella Di Pietro: \u201ceste princ\u00edpio, juntamente com o controle da administra\u00e7\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio, nasceu com o Estado de Direito e constituiu uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais. Isto porque a lei, ao mesmo tempo em que os define, estabelece tamb\u00e9m os limites da atua\u00e7\u00e3o administrativa que tenha por objeto a restri\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio de tais direitos em benef\u00edcio da coletividade (Direito Administrativo, 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 67).<\/p>\n<p>Nesta senda, n\u00e3o poderia ser outro o entendimento do Parecer\/PGM n\u00ba 11000\/2012, ao opinar pelo n\u00e3o pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil acesso aos servidores que trabalham em locais de dif\u00edcil acesso por tr\u00eas, dois ou um dia por semana, fundado no princ\u00edpio da legalidade: \u201cNo ensinamentos de Odete Medauar: &#8216;o significado exprime a exig\u00eancia de que a Administra\u00e7\u00e3o tenha habilita\u00e7\u00e3o legal para adotar atos e medidas; desse modo, a Administra\u00e7\u00e3o poder\u00e1 justificar cada uma de suas decis\u00f5es por uma disposi\u00e7\u00e3o legal; exige-se base legal no exerc\u00edcio dos seus poderes. Esta \u00e9 a f\u00f3rmula mais consent\u00e2nea \u00e0 maior parte das atividades da Administra\u00e7\u00e3o brasileira, prevalecendo de modo geral&#8217; (Medauar, Odete. Direito Administrativo Moderno, 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, RT, S\u00e3o Paulo, SP, 2012).&#8217;<\/p>\n<p>Partindo dos ensinamentos da doutrinadora supra citada ao administrador n\u00e3o \u00e9 dado praticar qualquer ato que n\u00e3o encontre respaldo legal. Nessa medida, afigurar-se-nos que o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o acesso proporcional aos dias trabalhados dependeria de lei regulamentadora indicando os percentuais a serem pagos de acordo com os dias de deslocamento. Assim, reputamos que o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o proporcional deveria ser precedido de publica\u00e7\u00e3o de lei contendo tabela indicadora do percentual a ser pago em caso de um, dois, tr\u00eas ou mais dias trabalhados.\u201d<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi citado, a servidora cumpre jornada parcial na Escola onde trabalha, logo em n\u00e3o havendo previs\u00e3o legal para pagamento em quem n\u00e3o cumpre jornada integral, est\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o impedida de pagar a gratifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na mesma vertente, n\u00e3o sendo devida a gratifica\u00e7\u00e3o, descabe o pagamento de danos morais, mesmo que coubesse pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o, a negativa em conceder a vantagem \u00e0 autora decorre da rela\u00e7\u00e3o administrativa que a servidora est\u00e1 sujeita, decorrente do interesse p\u00fablico na observ\u00e2ncia do princ\u00edpio da legalidade.<\/p>\n<p>Isto posto, \u00e9 esta para requerer a V.Exa. seja recebida e processada a presente CONTESTA\u00c7\u00c3O para julgar IMPROCEDENTE a a\u00e7\u00e3o proposta pelo Autor, em todos os seus termos, sendo que n\u00e3o poderia ser diferente, nem moralmente aceit\u00e1vel, interpreta\u00e7\u00e3o diversa, a qual conduziria ao absurdo, tal como acima alinhado, condenando-o nas penas da sucumb\u00eancia.<\/p>\n<p>Especifica, desde j\u00e1, as provas que requer sejam produzidas, notadamente, o depoimento pessoal do Autor, pena de confesso, das testemunhas a serem arroladas em tempo oportuno, as quais dever\u00e3o ser intimadas na forma da lei, juntada de documentos, per\u00edcias, etc.<\/p>\n<p>Pelotas, 1000 de setembro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<\/p>\n<p>Procurador do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>OAB n\u00ba 0000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/09\/modelo-contestao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">000\/22\/2013 0000:23:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=6210944535066764518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=6210944535066764518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=6210944535066764518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Domingo, Agosto 27, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/08\/modelo-contestao-ao-anulatria-de-multa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"7389606553753279673\"><\/a><strong>modelo contesta\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de multa de tr\u00e2nsito<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 00000<br \/>Autor: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa., na forma do art. 188 CPC, apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O \u00e0 a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de ato administrativo que cominou multa de tr\u00e2nsito com pedido tutela antecipada, ajuizada por Fulana de Tal, j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Resumo da Lide<\/p>\n<p>1) Relata a autora na inicial que recebeu na sua resid\u00eancia uma notifica\u00e7\u00e3o de autua\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, vindo sua carteira de habilita\u00e7\u00e3o ser onerada em sete pontos.<\/p>\n<p>Afirma que n\u00e3o foi oportunizada ampla defesa e contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Requereu que o Munic\u00edpio juntasse o auto de infra\u00e7\u00e3o assinado pela autuada, \u201csob pena de confiss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Juntou jurisprud\u00eancia que julga pertinente ao caso.<\/p>\n<p>Posteriormente, aduziu a inicial, alegando que o autom\u00f3vel autuado estava na revis\u00e3o e que a motorista estava noutro local no dia da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Da Alega\u00e7\u00e3o da Falta de Oportunidade de Ampla Defesa<\/p>\n<p>2) O processo administrativo que aplicou a penalidade da multa por infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito seguiu o rito estabelecido na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000 do CONTRAN-Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito, de 1000 de setembro de 2003, em anexo, na qual determina que nos casos em que n\u00e3o h\u00e1 assinatura do auto de infra\u00e7\u00e3o, deve ser expedido, no prazo de 30 dias, a Notifica\u00e7\u00e3o da Autua\u00e7\u00e3o dirigida ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo (art. 3, caput, Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba14000\/CONTRAN), determinando que o prazo para interposi\u00e7\u00e3o da defesa da autua\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 15 dias (art. 3\u00ba, \u00a73\u00ba, Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba14000\/CONTRAN).<\/p>\n<p>Anote-se, que a partir da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 14000\/03, o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo passou a ser previamente notificado da infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito que est\u00e1 incurso, sendo oportunizado o direito de defesa pr\u00e9via, devendo ser apreciada pela autoridade de tr\u00e2nsito (art. 000\u00ba, caput, Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba14000\/03).<\/p>\n<p>Em caso de indeferimento da defesa pr\u00e9via, poder\u00e1 o autuado interpor recurso administrativo perante \u00e0 JARI-Junta Administrativa de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito, nos termos do art. 12 da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba14000\/03 c\/c art. 285 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esgotados os recursos administrativos ser\u00e3o as penalidades aplicadas e cadastradas no RENACH (Rede Nacional de Condutores Habilitados), a teor do art. 12, \u00a7\u00fanico,Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba14000\/03.<\/p>\n<p>Neste sentido, a partir da Resolu\u00e7\u00e3o\/CONTRAN n\u00ba 14000\/03, a sistem\u00e1tica processual administrativa anterior, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, que cominava a multa sem a oportunidade do autuado oferecer defesa foi abolida, eis que a partir da aludida resolu\u00e7\u00e3o, o autuado, antes da aplica\u00e7\u00e3o da multa, poder\u00e1 exercer seu direito de defesa em primeira inst\u00e2ncia atrav\u00e9s da defesa pr\u00e9via da autua\u00e7\u00e3o (Res\/Contran n\u00ba14000, art. 000\u00ba) perante \u00e0 autoridade de tr\u00e2nsito e, poder\u00e1 ainda recorrer a 2\u00aa e 3\u00aa inst\u00e2ncia, perante a JARI e o CIRETRAN (Res\/Contran n\u00ba 14000, art. 12).<\/p>\n<p>Portanto, totalmente equivocada a tese da falta do contradit\u00f3rio e ampla defesa, fundada em antigos arestos que a autora juntou aos autos que datam de mais de seis anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Assim sendo, a inicial \u00e9 contradit\u00f3ria, porquanto na primeira afirmativa colocada pela autora alega que \u201ca autora recebeu em sua resid\u00eancia notifica\u00e7\u00e3o de autua\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito&#8230;\u201d, e ao mesmo alega que n\u00e3o foi oportunizado o contradit\u00f3rio, o que indica que confunde notifica\u00e7\u00e3o de autua\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria penalidade.<\/p>\n<p>3) No caso em tela, observa-se que antes da multa ser aplicada, a autora recebeu a NAIT (notifica\u00e7\u00e3o de autua\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito) no dia 2 de maio de 2013, sob n\u00famero 00000604878726.<\/p>\n<p>Pelo fato de n\u00e3o ter apresentado defesa pr\u00e9via administrativa \u00e0 notifica\u00e7\u00e3o, o processo foi julgado \u00e0 revelia em 17 de julho do mesmo ano.<\/p>\n<p>Transcorrido o prazo para recurso da \u00faltima decis\u00e3o, eis que ainda poderia interpor recurso \u00e0 JARI\/Junta Administrativa de Recursos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito, foi aplicada a notifica\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o de penalidade no dia 18 de julho de 20126<\/p>\n<p>Portanto, descabe a alega\u00e7\u00e3o de falta de oportunidade de ampla defesa, eis que foi possibilitado \u00e0 autuada exercer seu direito constitucional em todas as inst\u00e2ncias e o procedimento administrativo seguiu o princ\u00edpio ditado pela S\u00famula 312 do STJ: \u201cno processo administrativo para imposi\u00e7\u00e3o de multa de tr\u00e2nsito, s\u00e3o necess\u00e1rias as notifica\u00e7\u00f5es da autua\u00e7\u00e3o e da aplica\u00e7\u00e3o da pena decorrente da autua\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Neste sentido:<\/p>\n<p>ADMINISTRATIVO. INFRA\u00c7\u00c3O DE TR\u00c2NSITO. RESOLU\u00c7\u00c3O 14000\/2003 DO CONTRAN. REGISTRO DA AUTUA\u00c7\u00c3O NO PRONTU\u00c1RIO DO CONDUTOR. P\u00c1GINA DO DETRAN NA INTERNET. PUBLICA\u00c7\u00c3O DA AUTUA\u00c7\u00c3O. EMISS\u00c3O DE GUIAS PELO INFRATOR. Ausente prova inequ\u00edvoca da verossimilhan\u00e7a da alega\u00e7\u00e3o e do fundado receio de dano irrepar\u00e1vel ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o, \u00e9 de ser indeferida a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela. Hip\u00f3tese em que a autoridade de tr\u00e2nsito, ao notificar da autua\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o, atendeu ao disposto na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 14000\/2003 do Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito &#8211; CONTRAN. Negado seguimento ao recurso por ato do Relator. Art. 932 do C\u00f3digo de Processo Civil. (Agravo de Instrumento N\u00ba 70016147530, Vig\u00e9sima Segunda C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Maria Isabel de Azevedo Souza, Julgado em 25\/07\/2013).<\/p>\n<p>Em anexo, consta o hist\u00f3rico do processo administrativo, assim como o auto de infra\u00e7\u00e3o, a notifica\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o e a notifica\u00e7\u00e3o de imposi\u00e7\u00e3o de penalidade.<\/p>\n<p>Cumpre ainda dizer o pedido da inicial que determina a Administra\u00e7\u00e3o juntar o auto de infra\u00e7\u00e3o assinado pela autora, \u201csob pena de confiss\u00e3o\u201d, carece de amparo legal, visto que o agente de tr\u00e2nsito n\u00e3o \u00e9 obrigado a colher a assinatura do infrator, tampouco este \u00e9 obrigado a assinar, sendo este o motivo pelo qual a Resolu\u00e7\u00e3o\/Contran n\u00ba 14000\/03 determina a notifica\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o quando esta \u00e9 feita sem a assinatura do autuado.<\/p>\n<p>Da Infra\u00e7\u00e3o Cominada<\/p>\n<p>5) No aditamento \u00e0 inicial, a autora trouxe outra vers\u00e3o ao processo, visto que na pe\u00e7a vestibular limitou-se a atacar a quest\u00e3o formal do processo administrativo.<\/p>\n<p>Na nova vers\u00e3o, afirma que seu carro estava em revis\u00e3o em oficina mec\u00e2nica e que a propriet\u00e1ria do ve\u00edculo estava trabalhando no momento da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A alega\u00e7\u00e3o da Autora estar trabalhando no momento da infra\u00e7\u00e3o \u00e9 meramente circunstancial, visto que o simples fato de trabalhar de balconista em farm\u00e1cia n\u00e3o a impediria de eventualmente sair do servi\u00e7o e utilizar o ve\u00edculo, e fato mais importante, tampouco impede que terceiros utilizem o autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>No aditamento, alega ainda a autora que seu carro estava em revis\u00e3o mec\u00e2nica no dia da autua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acontece que a suposta revis\u00e3o ocorreu no dia anterior \u00e0 infra\u00e7\u00e3o e o documento apresentado trata-se de mero or\u00e7amento, sem nenhuma comprova\u00e7\u00e3o de que o ve\u00edculo estava na oficina impossibilitado de transitar no dia e hora da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sinale-se, ainda, que o documento \u00e9 suspeito, visto que cont\u00e9m assinatura de uma pessoa que n\u00e3o se identificou no documento.<\/p>\n<p>6) Anote-se, ainda, que os autos de infra\u00e7\u00e3o, assim como todos os atos administrativos gozam da presun\u00e7\u00e3o da legalidade e veracidade e \u201cpresumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administra\u00e7\u00e3o. Assim ocorre com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s certid\u00f5es, atestados, declara\u00e7\u00f5es, informa\u00e7\u00f5es por ela fornecidos, todos dotados de f\u00e9 p\u00fablica\u201d (Direito Administrativo, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, p\u00e1g. 10001, ed. 2003, Editora Atlas).<\/p>\n<p>7) Portanto, a Autora, que n\u00e3o porta a habilita\u00e7\u00e3o para dirigir, j\u00e1 cometeu uma infra\u00e7\u00e3o grave, eis que ao avan\u00e7ar o sinal vermelho colocou sua vida e a de terceiros em risco, o que exige resposta do Poder P\u00fablico com o fim de punir quem transgride \u00e0s leis de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando o autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Pelotas, 22 de agosto de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/08\/modelo-contestao-ao-anulatria-de-multa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">8\/27\/2013 05:35:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=7389606553753279673\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=7389606553753279673\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=7389606553753279673\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/08\/modelo-contestao-ao-civil-pblica-menor.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"2591816171534588290\"><\/a><strong>modelo: contesta\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica menor sa\u00fade<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito do Juizado da Inf\u00e2ncia e da Juventude<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 000000<br \/>Autor: Minist\u00e9rio P\u00fablico (Fulano de Tal)<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, em representa\u00e7\u00e3o processual de Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>1) Cumpre informar que foi determinado \u00e0 Secretaria Municipal de Sa\u00fade que seja cumprida a liminar, nos termos do memorando em anexo.<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>2) Em que pesem as nobres inten\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico ao ajuizar a presente a\u00e7\u00e3o, o Parquet n\u00e3o det\u00e9m legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em substitui\u00e7\u00e3o processual da menor.<\/p>\n<p>Sinale-se que o direito postulado no feito em ep\u00edgrafe \u00e9 de car\u00e1ter individual, e a legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico est\u00e1 delimitada nos termos na Lei 806000\/0000 (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente).<\/p>\n<p>Por outro lado, o art. 22000 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal estatui que \u201cos pais t\u00eam o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores t\u00eam o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, car\u00eancia ou enfermidade\u201d.<\/p>\n<p>Assim sendo, o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente n\u00e3o autoriza o Minist\u00e9rio P\u00fablico a aforar toda e qualquer a\u00e7\u00e3o atinente aos direitos individuais da crian\u00e7a e do adolescente, prerrogativa dos pais da menor, mas somente aquelas que foram v\u00edtimas de abuso e descaso por aqueles que violaram os deveres do p\u00e1trio poder.<\/p>\n<p>Em voto proferido no agravo de instrumento n\u00ba 7001103470000, o Des. Alfredo Guilherme Englert, assim se manifestou:<\/p>\n<p>\u201cQuanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 parte ileg\u00edtima para figurar no p\u00f3lo ativo da a\u00e7\u00e3o, acolho-a. De acordo com a lei o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 o defensor de interesses difusos, sendo suprido a defesa dos interesses de direito material individual da parte, como no presente caso, n\u00e3o se afigurando a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, meio id\u00f4neo ao fim almejando.<\/p>\n<p>Conforme disposi\u00e7\u00e3o do art. 18\u00ba, do CPC, ningu\u00e9m poder\u00e1 pleitear, em nome pr\u00f3prio, direito alheio, salvo se autorizado por lei e no caso em debate, cuida-se de direito individual, e n\u00e3o coletivo ou difuso. Assim, em n\u00e3o havendo norma legal ou constitucional \u201cautorizativa\u201d imperiosa a restri\u00e7\u00e3o ao art. 127 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 100088, que evoca \u201cinteresses sociais e individuais indispon\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>O Estatuto da Crian\u00e7a e Adolescente &#8211; ECA, Lei n.\u00ba 8.06000\/0000, a respeito da compet\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico para a interposi\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica, estabelece, nos artigos 201, V, 210, I, e 212, que o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 parte leg\u00edtima para a interposi\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica na defesa de interesses individuais indispon\u00edveis:<\/p>\n<p>\u201cArt. 201. Compete ao Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>V &#8211; promover o inqu\u00e9rito civil e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para a prote\u00e7\u00e3o dos interesses individuais, difusos ou coletivos relativos \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 adolesc\u00eancia, inclusive os definidos no art. 220, \u00a7 3\u00ba inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal;<\/p>\n<p>(&#8230;).<\/p>\n<p>Art. 210. Para as a\u00e7\u00f5es c\u00edveis fundadas em interesses coletivos ou difusos, consideram-se legitimados concorrentemente:<\/p>\n<p>I &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/p>\n<p>(&#8230;).<\/p>\n<p>Art. 212. Para defesa dos direitos e interesses protegidos por esta Lei, s\u00e3o admiss\u00edveis todas as esp\u00e9cies de a\u00e7\u00f5es pertinentes.<\/p>\n<p>(&#8230;).\u201d<\/p>\n<p>Por outro lado, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu artigo 22000 assim disp\u00f5e:<\/p>\n<p>\u201cArt. 22000. Os pais t\u00eam o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores t\u00eam o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, car\u00eancia ou enfermidade\u201d. Grifei<\/p>\n<p>Dessa forma, interpretando estes princ\u00edpios, tenho que o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o tem legitimidade irrestrita para o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que atinja qualquer interesse pessoal de uma crian\u00e7a ou adolescente, mas t\u00e3o-somente daquela crian\u00e7a ou adolescente que seja prejudicada por descaso dos pais em assisti-la, o que caracterizaria uma viola\u00e7\u00e3o ao p\u00e1trio poder.<\/p>\n<p>Assim, acaso fosse admitida a legitimidade postulat\u00f3ria do Minist\u00e9rio P\u00fablico, em verdade, estaria tal \u00f3rg\u00e3o exercendo o p\u00e1trio poder, o que n\u00e3o seria razo\u00e1vel uma vez que a inicial da a\u00e7\u00e3o refere que foi o pr\u00f3prio genitor do menor quem compareceu perante a Promotoria de Justi\u00e7a da comarca de S\u00e3o Leopoldo (fl. 10)\u201d<\/p>\n<p>Portanto, requer que o feito seja extinto sem o julgamento do m\u00e9rito, eis que o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 parte ileg\u00edtima para figurar no p\u00f3lo ativo do feito.<\/p>\n<p>3) Ineg\u00e1vel que \u201c\u00e9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios cuidar da sa\u00fade\u201d (CF, art. 23, II).<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio, na esfera de sua compet\u00eancia, atua em car\u00e1ter supletivo ao atendimento \u00e0 sa\u00fade, conforme determina o art. 10008, \u00a7 1\u00ba da CF:<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema \u00fanico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: \u00a71\u00ba o sistema \u00fanico de sa\u00fade ser\u00e1 financiado, nos termos do art. 10005, com recursos do or\u00e7amento da seguridade social, da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, al\u00e9m de outras fontes.\u201d<\/p>\n<p>Assim sendo, a Carta Magna prev\u00ea que o Munic\u00edpio deve atender \u00e0s necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter complementar.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual segue a mesma disposi\u00e7\u00e3o estatu\u00edda na Carta Federal:<\/p>\n<p>\u201cArt. 241 \u2013 A sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado e do Munic\u00edpio, atrav\u00e9s de sua promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Nesta vertente, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual determina ao Estado do Rio Grande do Sul que \u201cas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade integram uma rede regionalizada e hierarquizada do Sistema \u00danico de Sa\u00fade no \u00e2mbito do Estado, observadas as seguintes diretrizes: II- integralidade na presta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas, curativas e reabilitadoras, adequadas \u00e0s diversas realidades epidemiol\u00f3gicas (CE, art. 242, II)\u201d.<\/p>\n<p>Observe-se que ainda foi promulgada a Lei Estadual n\u00ba 00000008\/0003, onde \u00e9 estatu\u00eddo no seu art. 1\u00ba, \u00a7 \u00fanico, que \u201co Estado deve fornecer, de forma gratuita, medicamentos excepcionais para pessoas que n\u00e3o puderem prover as despesas com os referidos medicamentos, sem privarem-se dos recursos indispens\u00e1veis ao pr\u00f3prio sustento e de sua fam\u00edlia. \u00a7 \u00fanico- Consideram-se medicamentos excepcionais aqueles que devem ser usados com freq\u00fc\u00eancia e de forma permanente, sendo indispens\u00e1veis \u00e0 vida do paciente.\u201d<\/p>\n<p>Portanto, a responsabilidade do Munic\u00edpio no caso em tela \u00e9 supletiva.<\/p>\n<p>4) Ressalte-se, ainda, que o Autor pretende na antecipa\u00e7\u00e3o de tutela obter efeito de cunho satisfativo. Logo, se for obtida a medida de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, esgotar\u00e1, por completo, o objeto da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todavia, o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 00040004, de 10 de setembro de 10000007 c\/c o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 8437 de 30 de junho de 10000002, pro\u00edbe liminares de car\u00e1ter satisfativo, estatuindo que \u201cn\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar contra atos do Poder P\u00fablico, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras a\u00e7\u00f5es de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que provid\u00eancia semelhante n\u00e3o puder ser concedida em a\u00e7\u00f5es de mandado de seguran\u00e7a, em virtude de veda\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p>\u00a7 3.\u00ba N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel medida liminar que esgote, no todo ou em parte, o objeto da a\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a mat\u00e9ria, o E. TJRS j\u00e1 se manifestou: \u201cTutela antecipada. Liminar satisfativa. \u00c9 vedada, por for\u00e7a do disposto no art. 1\u00ba par\u00e1grafo 3\u00ba da Lei 8437\/0002, a concess\u00e3o de liminar satisfativa contra a Fazenda P\u00fablica, onde se esgote o objeto da a\u00e7\u00e3o, com a antecipa\u00e7\u00e3o do provimento judicial perseguido. Agravo provido (AGI n\u00ba 50007264555, 4\u00ba C\u00e2mara C\u00edvel, TJRS, Relator. Des. Jo\u00e3o Carlos Branco Cardoso, julgado em 04\/03\/0008).\u201d<\/p>\n<p>5) Sequer h\u00e1 prova nos autos da demonstra\u00e7\u00e3o de risco de vida que corre o paciente. Por sua vez, o Poder P\u00fablico s\u00f3 deve fornecer transporte, medicamentos, exames etc. no caso de urg\u00eancia, conforme j\u00e1 foi decidido no E. Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul:<\/p>\n<p>EMENTA: ANTECIPACAO DE TUTELA &#8211; PRETENSAO DE CUSTEIO PELO MUNICIPIO DE EXAME DE RESSONANCIA MAGNETICA CEREBRAL &#8211; POSSIBILIDADE EM TESE, EMBORA NAO SE TRATE DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS &#8211; IMPOSSIBILIDADE NO CASO CONCRETO, CONSIDERANDO QUE O ATESTADO MEDICO NAO CONSIGNA URGENCIA E RISCO A VIDA E A SAUDE, MOSTRANDO-SE O EXAME MERAMENTE ELUCIDATIVO NA BUSCA DE UM DIAGNOSTICO. AGRAVO PROVIDO. (5FLS.D) (AGRAVO DE INSTRUMENTO N\u00ba 700040002000105, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: JO\u00c3O CARLOS BRANCO CARDOSO, JULGADO EM 06\/11\/2012) .<\/p>\n<p>6) Anote-se que os dispositivos constitucionais que disciplinam o direito \u00e0 sa\u00fade s\u00e3o de car\u00e1ter program\u00e1tico, definidas por Jorge Miranda como \u201cde aplica\u00e7\u00e3o diferida, e n\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o imediata; mais do que comandos-regras, explicitam comandos-valores; conferem elasticidade ao ordenamento constitucional; t\u00eam como destinat\u00e1rio primacial-embora n\u00e3o \u00fanico-o legislador, a cuja op\u00e7\u00e3o fica a pondera\u00e7\u00e3o do tempo e dos meios em que v\u00eam a ser revestidas de plena efic\u00e1cia (e nisso consiste a discricionariedade); n\u00e3o consentem que os cidad\u00e3os ou quaisquer cidad\u00e3os as invoquem j\u00e1 (ou imediatamente ap\u00f3s a entrada em vigor da Constitui\u00e7\u00e3o), pedindo aos tribunais o seu cumprimento s\u00f3 por si, pelo que pode haver quem haver afirme que os direitos que delas constam, m\u00e1xime os direitos sociais, t\u00eam mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjectivos; aparecem, muitas vezes, acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados (citado em \u00b4Direito Constitucional`, Alexandre de Moraes, p\u00e1g. 41, 000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, Editora Atlas, 2012).\u201d<\/p>\n<p>Portanto, normas program\u00e1ticas s\u00e3o normas jur\u00eddico-constitucionais de aplica\u00e7\u00e3o diferida que prescrevem obriga\u00e7\u00f5es de resultados, e n\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es de meio, sendo, no caso brasileiro, vinculadas ao princ\u00edpio da legalidade ou referidas aos poderes p\u00fablicos ou dirigidas \u00e0 ordem econ\u00f4mico-social.<\/p>\n<p>Sinale-se que o Munic\u00edpio n\u00e3o nega o direito de todos \u00e0 sa\u00fade, apenas ressalta a necessidade de que o princ\u00edpio seja aplicado de forma ordeira, nos termos da lei, sob pena de causar a fal\u00eancia total do sistema.<\/p>\n<p>7) Sobre a real efetividade das normas constitucionais, e sua implementa\u00e7\u00e3o de seus princ\u00edpios de imediato, aviva uma reflex\u00e3o de Gustavo Zagrebelsky sobre o ethos da Constitui\u00e7\u00e3o na sociedade moderna.<\/p>\n<p>Interpretar a Constitui\u00e7\u00e3o a luz do pensamento jur\u00eddico do poss\u00edvel \u00e9 express\u00e3o, conseq\u00fc\u00eancia, pressuposto e limite para uma interpreta\u00e7\u00e3o constitucional aberta (H\u00e4berle, P. Demokratische Verfassungstheorie im Lichte des M\u00f6glichkeitsdenken, in: Die Verfassung des Pluralismus, K\u00f6nigstein\/TS, 100080, p. 000).<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, anota H\u00e4berle: &quot;O pensamento do poss\u00edvel \u00e9 o pensamento em alternativas. Deve estar aberto para terceiras ou quartas possibilidades, assim como para compromissos. Pensamento do poss\u00edvel \u00e9 pensamento indagativo (fragendes Denken). Na res publica existe um ethos jur\u00eddico espec\u00edfico do pensamento em alternativa, que contempla a realidade e a necessidade, sem se deixar dominar por elas. O pensamento do poss\u00edvel ou o pensamento pluralista de alternativas abre suas perspectivas para &quot;novas&quot; realidades, para o fato de que a realidade de hoje poder corrigir a de ontem, especialmente a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do tempo de uma vis\u00e3o normativa , sem que se considere o novo como o melhor&quot; (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p. 3). Nessa linha, observa H\u00e4berle, &quot;para o estado de liberdade da res publica afigura-se decisivo que a liberdade de alternativa seja reconhecida por aqueles que defendem determinadas alternativas&quot;. Da\u00ed ensinar que &quot;n\u00e3o existem apenas alternativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, existem tamb\u00e9m alternativas em rela\u00e7\u00e3o a essas alternativas&quot; (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p. 6).<\/p>\n<p>O pensamento do poss\u00edvel tem uma dupla rela\u00e7\u00e3o com a realidade. Uma \u00e9 de car\u00e1ter negativo: o pensamento do poss\u00edvel indaga sobre o tamb\u00e9m poss\u00edvel, sobre alternativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, sobre aquilo que ainda n\u00e3o \u00e9 real. O pensamento do poss\u00edvel depende tamb\u00e9m da realidade em outro sentido: poss\u00edvel \u00e9 apenas aquilo que pode ser real no futuro (M\u00f6glich ist nur was in Zukunft wirklich sein kann). \u00c9 a perspectiva da realidade (futura) que permite separar o imposs\u00edvel do poss\u00edvel (H\u00e4berle, Die Verfassung des Pluralismus, cit., p.10). Os textos supra foram selecionados nos embargos infringentes da ADIn n\u00ba 128000\/DF.<\/p>\n<p>8) Dessume-se que o ideal seria que todos tivessem acesso imediato e gratuito aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Ocorre que o pensamento daquilo que \u00e9 poss\u00edvel funda-se na id\u00e9ia que obrigar os Munic\u00edpios a fornecer medicamentos ou procedimentos de custo expressivo em a\u00e7\u00f5es individuais consiste em negar rem\u00e9dios de menor custo a popula\u00e7\u00e3o carente, eis que estamos lidando com quest\u00f5es de sa\u00fade coletiva. Sinale-se que o Poder P\u00fablico Municipal lida com recursos escassos e limitados, fato que \u00e9 sempre oportuno lembrar.<\/p>\n<p>000) Sem sombra de d\u00favida que o art. 10006, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea o princ\u00edpio da igualdade de todos ao acesso \u00e0 sa\u00fade, ao dispor que: \u201ca sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Ocorre que os dispositivos legais previstos na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na Constitui\u00e7\u00e3o Estadual e na Lei Estadual n\u00ba 00000008\/0003 s\u00e3o estatu\u00eddos justamente para atender o princ\u00edpio da igualdade, ao dispor que os medicamentos, procedimentos e exames de elevado custo, de uso cont\u00ednuo, s\u00e3o de responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul, pelo fato not\u00f3rio de possuir maior capacidade financeira do que os Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Ressalte-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui a possibilidade do Estado (em sentido lato) em eleger prioridades, sem excluir o princ\u00edpio da igualdade:<\/p>\n<p>\u201cart. 10004. A seguridade social compreende um conjunto integrado de a\u00e7\u00f5es de iniciativa dos Poderes P\u00fablicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 previd\u00eancia e \u00e0 assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>\u00a7\u00fanico. Compete ao poder p\u00fablico, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: I-(&#8230;); II-(&#8230;); III-seletividade e distributividade na presta\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e servi\u00e7os; IV-(&#8230;); V-(&#8230;);VI-(&#8230;); VII-(&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p>Comentando o princ\u00edpio da seletividade, Marina Vasques Duarte leciona que: \u201cpelo primeiro princ\u00edpio (seletividade) o legislador tem uma esp\u00e9cie de mandado espec\u00edfico com o fim de estudar as maiores car\u00eancias sociais em mat\u00e9ria de seguridade social, oportunizando que essas sejam priorizadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais&#8230;\u201d (Marina Vasques Duarte, Direito Previdenci\u00e1rio, 3\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1g. 18, Editora Verbo Jur\u00eddico).<\/p>\n<p>10) Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio que o direito \u00e0 sa\u00fade seja atendido nos termos da lei, com a eq\u00fcitativa distribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades entre os entes p\u00fablicos conforme as disponibilidades or\u00e7ament\u00e1rias, sob pena de causar a fal\u00eancia do sistema e prejudicando toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>11) Fato n\u00e3o menos importante, observamos muitas a\u00e7\u00f5es ajuizadas com o escopo de se antecipar a requerimentos administrativos previamente agendados por terceiros, postulando tratamento diferenciado, mesmo quando n\u00e3o se configura situa\u00e7\u00e3o de risco para a vida, como no caso em tela.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria autora afirma n\u00e3o poder esperar pela via administrativa.<\/p>\n<p>Ocorre que lamentavelmente, existe uma enorme demanda na \u00e1rea da sa\u00fade e a Administra\u00e7\u00e3o deve atender a todos, sem distin\u00e7\u00e3o ou privil\u00e9gios, a teor do princ\u00edpio da igualdade. Gize-se que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel atender com a agilidade merecida a toda popula\u00e7\u00e3o, nada restando sen\u00e3o organizar a fila de espera por ordem dos pedidos. Princ\u00edpio da igualdade e razoabilidade.<\/p>\n<p>Data venia, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel que o Judici\u00e1rio possa interferir na delicada quest\u00e3o do agendamento de tratamentos m\u00e9dicos, procedimentos, fornecimento de pr\u00f3teses etc. sem a comprova\u00e7\u00e3o de perigo para a vida do paciente, vindo a, pela via transversa, tamb\u00e9m administrar.<\/p>\n<p>12) Note-se que decis\u00f5es desta natureza, violam princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, uma vez que, os Princ\u00edpios Constitucionais da Moralidade Administrativa e da Legalidade tornam inafast\u00e1vel o entendimento ao processo licitat\u00f3rio, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 uma faculdade do Ente P\u00fablico, e sim, dever legal, previsto constitucionalmente.<\/p>\n<p>Sobre o princ\u00edpio da legalidade, discorre Hely Lopes Meirelles:<\/p>\n<p>\u201cA legalidade como Princ\u00edpio da Administra\u00e7\u00e3o, significa que o administrador p\u00fablico est\u00e1, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, e deles n\u00e3o pode se afastar ou desviar&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u201cNa administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o h\u00e1 liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na administra\u00e7\u00e3o particular \u00e9 l\u00edcito fazer tudo o que a lei n\u00e3o pro\u00edbe, na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica s\u00f3 \u00e9 permitido fazer o que a lei autoriza. A lei para o particular significa \u201cpode fazer assim\u201d, para o administrador p\u00fablico significa \u201cdeve fazer assim\u201d. (grifo nosso)<\/p>\n<p>O pedido afronta ainda, o disposto no art. 37, inciso XXI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que passamos a transcrever:<\/p>\n<p>\u201cRessalvados os casos especificados na legisla\u00e7\u00e3o, as obras, servi\u00e7os, compras e aliena\u00e7\u00f5es ser\u00e3o contratados mediante processo de licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica que assegure igualdade de condi\u00e7\u00f5es a todos os concorrentes&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Nesse sentido ainda, o art. 24, par\u00e1grafo \u00fanico da Lei 8.080\/0000 (Lei Org\u00e2nica da Sa\u00fade), que reza:<\/p>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o complementar dos servi\u00e7os privados ser\u00e1 formalizada mediante contrato ou conv\u00eanio observadas, a respeito, as normas de direito p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p>Nessa senda, a manifesta\u00e7\u00e3o jurisprudencial:<\/p>\n<p>Administrativo e processual civil. A\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Estado Maranh\u00e3o. SUS. Presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade. Necessidade de licita\u00e7\u00e3o. Lei 8.080\/0000, art. 24, par\u00e1grafo \u00fanico. CF\/88, art. 37, XXI. Lei 8.666\/0003, art. 25 \u2013 1.Cabe a propositura de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica visando a declara\u00e7\u00e3o de nulidade da contrata\u00e7\u00e3o, fora das hip\u00f3teses de dispensa ou inexigibilidade da licita\u00e7\u00e3o, de entidades privadas que, em car\u00e1ter complementar, participem do sistema \u00fanico de sa\u00fade. 2. preliminares de in\u00e9pcia da inicial, impossibilidade jur\u00eddica do pedido, ilegitimidade ativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, litiscons\u00f3rcio passivo necess\u00e1rio da Uni\u00e3o, ilegitimidade passiva e denuncia\u00e7\u00e3o \u00e0 lide da cl\u00ednica de sa\u00fade rejeitadas. 3. Remessa improvida.\u201d (TRF 1\u00b0 R. &#8211; REO 01000800016000000 \u2013 MA \u2013 3\u00b0 T. &#8211; Rel. Juiz Conv. Saulo Jos\u00e9 Casali Bahia \u2013 DJU 08.0000.2012 \u2013 p. 13)<\/p>\n<p>Administrativo e constitucional. A\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Servi\u00e7os de sa\u00fade. Contrata\u00e7\u00e3o. Poder P\u00fablico. Licita\u00e7\u00e3o (art. 37, XXI, da CF\/88 e Leis n\u00b0 8.080\/0000 e 8.666\/0003). Falta. Nulidade do contrato \u2013 1. \u00c9 imprescind\u00edvel o pr\u00e9vio processo licitat\u00f3rio para a contrata\u00e7\u00e3o de particulares pelo Poder P\u00fablico com o fim de prestar servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e0 comunidade (SUS), nos termos do art. 37, XXI, da CF\/88 e dos dispositivos espec\u00edficos das leis que regem a mat\u00e9ria (Leis n\u00b0 8.080\/0000 e 8.666\/0003)&#8230;.\u201d<\/p>\n<p>(TRF 1\u00b0 R. &#8211; 010008847462 \u2013 MA \u2013 4\u00b0 T. &#8211; Rel. Ju\u00edza Conv. Daniele Maranh\u00e3o Costa Calixto \u2013 DJU 27.10.2012 \u2013 pag. 472)<\/p>\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como vislumbrar possa o ente p\u00fablico municipal custear tratamento excepcional, de compet\u00eancia do Estado do Rio Grande do Sul sem a realiza\u00e7\u00e3o de procedimento licitat\u00f3rio, para verifica\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o adequado, das condi\u00e7\u00f5es da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e da exist\u00eancia de outras institui\u00e7\u00f5es prestando o mesmo servi\u00e7o de forma menos onerosa, direito este, previsto constitucionalmente.<\/p>\n<p>13) DO PRINC\u00cdPIO DA SEPARA\u00c7\u00c3O DOS PODERES. N\u00e3o deve o judici\u00e1rio, exercer inger\u00eancia sobre o Executivo, e determinar que o mesmo, venha a infringir a Lei Maior e os princ\u00edpios basilares que orientam toda atividade administrativa. O que pretende a autor \u00e9 que o Judici\u00e1rio invada compet\u00eancia do Executivo, situa\u00e7\u00e3o que fere o Princ\u00edpio da Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, previsto no art. 2\u00b0 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Determinar o custeio das despesas com tratamento sem o devido processo licitat\u00f3rio e pelo pre\u00e7o e forma, unilateralmente fixados pela institui\u00e7\u00e3o fornecedora, \u00e9 exigir da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica que infrinja as normas de Direito P\u00fablico, \u00e9 obrigar a realiza\u00e7\u00e3o de ato ilegal, o que inviabiliza o atendimento do Ente P\u00fablico.<\/p>\n<p>Principalmente quando se observa, como no caso em tela, flagrante viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do devido processo legal, tendo em vista que, por concess\u00e3o de tutela antecipada, V. Exa. antecipa efeitos de uma senten\u00e7a que seria proferida com efeito suspensivo, s\u00f3 aperfei\u00e7oando seus efeitos ap\u00f3s devido reexame necess\u00e1rio, negando ent\u00e3o, aplicabilidade da Lei Federal (CPC, em seu art. 496, I).<\/p>\n<p>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>a) A extin\u00e7\u00e3o do feito sem o julgamento do m\u00e9rito, em vista da ilegitimidade ativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>b) A improced\u00eancia do pedido.<\/p>\n<p>Pelotas, 25 de agosto de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB n\u00b0<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/08\/modelo-contestao-ao-civil-pblica-menor.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">8\/27\/2013 05:30:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=2591816171534588290\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=2591816171534588290\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=2591816171534588290\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quarta-feira, Maio 31, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-ordinria-antecipao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"114909786786300958\"><\/a><strong>Modelo: contesta\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria antecipa\u00e7\u00e3o de tutela poder p\u00fablico sal\u00e1rio m\u00ednimo profissional<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>PREFEITURA DE PELOTAS<br \/>ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL<br \/>PROCURADORIA GERAL DO MUNIC\u00cdPIO<\/p>\n<p>Exmo. Sr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u:<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00ba 101, CNPJ n\u00ba , por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar CONTESTA\u00c7\u00c3O \u00e0 a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria condenat\u00f3ria c\/c pedido de liminar, aforada por Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Breve Relato da Lide<\/p>\n<p>1-O autor ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria condenat\u00f3ria c\/c pedido de liminar contra o Munic\u00edpio de Pelotas.<\/p>\n<p>Relata que \u00e9 arquiteto, aprovado por concurso p\u00fablico, submetido ao estatuto dos servidores p\u00fablicos do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Anexou contracheque, afirmando que percebe R$ 1.147,52 (mil cento e quarenta e sete reais e cinq\u00fcenta e dois centavos) mensais.<\/p>\n<p>Afirma que recebe remunera\u00e7\u00e3o abaixo do m\u00ednimo legalmente estabelecido, forte no art. 400050-A\/66, onde \u00e9 estatu\u00eddo que nas condi\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio que trabalha o demandante, deve perceber valor m\u00ednimo de seis vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional.<\/p>\n<p>Evoca, ainda, o art. 30 da Lei Org\u00e2nica da Categoria, que declara: \u201cos servidores municipais da administra\u00e7\u00e3o direta e indireta de n\u00edvel t\u00e9cnico cient\u00edfico, em exerc\u00edcio efetivo de sua qualifica\u00e7\u00e3o profissional, ser\u00e3o remunerados, no m\u00ednimo de acordo com o sal\u00e1rio m\u00ednimo profissional da categoria, fixado em lei federal, e proporcional \u00e0 carga hor\u00e1ria do servidor\u201d.<\/p>\n<p>Requereu liminar \u201cinaudita altera pars\u201d, mas esta foi negada.<\/p>\n<p>2-A a\u00e7\u00e3o n\u00e3o merece prosperar, conforme demonstraremos infra.<\/p>\n<p>Andou bem a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria ao negar a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela.<\/p>\n<p>Com efeito, a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, bem como concess\u00e3o de liminar \u201cinaudita altera pars\u201d, \u00e9 defesa contra a Fazenda P\u00fablica, com fundamento no art. 5\u00ba da Lei 4348\/64; no par\u00e1grafo 4\u00ba, do art. 1\u00ba da Lei 5021\/66; no art. 1\u00ba\u00a73\u00ba, da Lei 8437\/0002 e art. 1\u00ba da Lei 00040004\/0007.<\/p>\n<p>Por outro lado, as alega\u00e7\u00f5es do Autor ao tentar afastar a aplica\u00e7\u00e3o dos dispositivos legais supra carecem de amparo legal.<\/p>\n<p>3- No m\u00e9rito, a Lei Federal n\u00ba 4.00050-A\/66, que &quot;disp\u00f5e sobre a remunera\u00e7\u00e3o de profissionais diplomados em Engenharia, Qu\u00edmica, Arquitetura, Agronomia e Veterin\u00e1ria&quot;, veio a estabelecer regramento destinado \u00e0 fixar sal\u00e1rio m\u00ednimo das mencionadas categorias.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que a Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio, em seu artigo 30, estabelece que os servidores municipais de n\u00edvel t\u00e9cnico cient\u00edfico devem ser remunerados, no m\u00ednimo, de acordo com o sal\u00e1rio m\u00ednimo profissional da categoria, fixado em lei federal, proporcionalmente \u00e0 carga hor\u00e1ria do servidor.<\/p>\n<p>Inobstante isso, temos que tais regras s\u00e3o inaplic\u00e1veis ao Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Por primeiro \u00e9 de observar que a regra da Lei Org\u00e2nica se mostra como inconstitucional na medida em que viola a disposi\u00e7\u00e3o do artigo 61, II, &quot;c&quot; da CF de 100088, que estabelece ser de exclusiva iniciativa do Presidente da Rep\u00fablica a iniciativa de leis que disponham sobre &quot;servidores p\u00fablicos da Uni\u00e3o e Territ\u00f3rios, seu regime jur\u00eddico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria&quot; e que \u00e9 de absor\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria pelos Estados-membros e Munic\u00edpios, consoante entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>\u00c9 bem de ver que, na abrang\u00eancia da locu\u00e7\u00e3o constitucional &quot;regime jur\u00eddico&quot; dos servidores p\u00fablicos, contida na regra acima citada, est\u00e1 compreendido o conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das rela\u00e7\u00f5es estatut\u00e1rias ou contratuais mantidas pelo Estado (e bem assim o Munic\u00edpio) com seus agentes, de modo que abrange quaisquer disposi\u00e7\u00f5es que tratem de fixa\u00e7\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o de vencimentos.<\/p>\n<p>No caso, inobstante seja regra inserida na Lei Org\u00e2nica, que n\u00e3o decorre de iniciativa do Executivo e n\u00e3o comporta san\u00e7\u00e3o, o v\u00edcio persiste na medida em que trata ela de mat\u00e9ria que somente poderia derivar de projeto de lei de iniciativa do Prefeito.<\/p>\n<p>Diante disso, n\u00e3o obriga o Executivo ao seu cumprimento, consoante entendimento, eis que flagrantemente inconstitucional.<\/p>\n<p>Ao depois, \u00e9 de se ver o que estabelece a regra do inciso X, do artigo 37, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, com a reda\u00e7\u00e3o que lhe alcan\u00e7ou a EC n\u00ba 1000\/0008:<\/p>\n<p>&quot;X &#8211; a remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos e o subs\u00eddio de que trata o \u00a7 4\u00ba do art. 3000 somente poder\u00e1 ser fixados ou alterados por lei espec\u00edfica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revis\u00e3o geral anual, sempre na mesma data e sem distin\u00e7\u00e3o de \u00edndice.&quot; (grifamos)<\/p>\n<p>Ora, dita norma aponta com clareza que ao caso de servidores p\u00fablicos os vencimentos somente podem ser fixados ou alterados por lei espec\u00edfica e originada por quem det\u00e9m a iniciativa privativa para tanto, o que, aplicado \u00e0 esfera Municipal, direciona \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de lei municipal iniciada pelo Executivo local, como antes visto, pela regra de compet\u00eancia do artigo 61 da CF, j\u00e1 enfocado.<\/p>\n<p>Ao fim, e ainda que se superassem as veda\u00e7\u00f5es constitucionais, menos ainda se pode entender como vinculativa a lei federal n\u00ba 4.00050-A\/66 ao servidor requerente &#8211; regido por estatuto &#8211; pois conforme disp\u00f5e o artigo 2\u00ba, daquela, o sal\u00e1rio-m\u00ednimo l\u00e1 diz respeito aos servi\u00e7os prestados &quot;com rela\u00e7\u00e3o de emprego ou fun\u00e7\u00e3o&quot; (grifamos):<\/p>\n<p>\u201cArt. 2\u00ba &#8211; O sal\u00e1rio m\u00ednimo fixado pela presente Lei \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o m\u00ednima obrigat\u00f3ria por servi\u00e7os prestados pelos profissionais definidos no art. 1\u00ba, com rela\u00e7\u00e3o de emprego ou fun\u00e7\u00e3o, qualquer que seja a fonte pagadora.\u201d<\/p>\n<p>Neste sentido, \u00e9 a jurisprud\u00eancia do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul:<\/p>\n<p>\u201cAPELACAO CIVEL. FUNCIONARIOS PUBLICOS MUNICIPAIS. EQUIPARACAO . SALARIO MINIMO PROFISSIONAL. ARQUITETOS. O MUNICIPIO, DENTRO DOS LIMITES CONSTITUCIONAIS, TEM COMPETENCIA PARA ESTABELECER OS VENCIMENTOS DOS SEUS SERVIDORES. INADMISSIVEL A EXTENSAO DAS NORMAS ESTATUTARIAS FEDERAIS E ESTADUAIS AOS SERVIDORES MUNICIPAIS, NO QUE TANGE AO REGIME DE TRABALHO E DE REMUNERACAO. NEGARAM PROVIMENTO A APELACAO. UNANIME. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel N\u00ba 5000514000428, Quarta C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator: Jo\u00e3o Aymor\u00e9 Barros Costa, Julgado em 03\/04\/10000006, Comarca de Origem: Pelotas)\u201d<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando o Autor nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Pelotas, 16 de agosto de 2012.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-ordinria-antecipao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/31\/2013 02:48:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=114909786786300958\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=114909786786300958\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=114909786786300958\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Ter\u00e7a-feira, Maio 30, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-ordinria-pedido-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"114901202168472798\"><\/a><strong>Modelo: contesta\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela poder de pol\u00edcia alvar\u00e1<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 4\u00ba Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo: 000000<br \/>Autor: Fulana de Tal Ltda.<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00b0101, CNPJ n\u00ba 000000000, por meio de seu procurador abaixo firmat\u00e1rio, com a Procuradoria Geral sita na Rua das Rosas, n\u00ba 000, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria com Pedido de Antecipa\u00e7\u00e3o de Tutela proposta por Fulana de Tal Ltda., j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe.<\/p>\n<p>Dos Fatos<\/p>\n<p>1) A Autora aforou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria com \u201cpedido in limine (sic)\u201d contra o Munic\u00edpio de Pelotas com o fim de promover atividade n\u00e3o residencial, isto \u00e9, para produ\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos art\u00edsticos e eventos culturais.<\/p>\n<p>Aduziu que estava encaminhando os documentos necess\u00e1rios para que o Poder P\u00fablico conceda os alvar\u00e1s cuja empresa j\u00e1 estava registrada na Junta Comercial.<\/p>\n<p>Afirmou que j\u00e1 havia tramitado o pedido na Secretaria da Sa\u00fade e no Corpo de Bombeiros, relativo ao alvar\u00e1 de licen\u00e7a para funcionamento da empresa.<\/p>\n<p>Contudo, narra que o Munic\u00edpio negou-se a conceder \u00e0 autora uma licen\u00e7a provis\u00f3ria, at\u00e9 a definitiva concess\u00e3o do alvar\u00e1.<\/p>\n<p>Segundo alega, \u201ca demandante, desconhecendo a demora por parte da Demandada em fornecer o referido alvar\u00e1, contratou espet\u00e1culos a partir do dia 14 do corrente. Ficando, portanto, desesperada, quando, desta feita a Demandada, anunciou a ela o real prazo para o tr\u00e2mite do pedido de alvar\u00e1 desta esp\u00e9cie.\u201d<\/p>\n<p>Encerrou a pe\u00e7a atrial arrazoando ser a raz\u00e3o pela qual \u201cvem socorrer-se do Poder Judici\u00e1rio, no sentido de pedir em liminar, para que tenha o direito de iniciar a sua atividade e cumprir, obviamente com suas &#8216;obriga\u00e7\u00f5es art\u00edsticas&#8217; (sic), at\u00e9 ent\u00e3o contratadas, a fim de n\u00e3o sofrer tremendo preju\u00edzo material e moral, e n\u00e3o ferir Direito de terceiros, at\u00e9 a concess\u00e3o do referido alvar\u00e1 municipal.<\/p>\n<p>2-Entendeu a D. Pretora que inexistia o \u201cfumus boni juris\u201d e indeferiu a liminar\u201d.<\/p>\n<p>3-Em folha 20 a autora alegou que est\u00e1 enfrentando muitas dificuldades para conseguir funcionar a sua casa de espet\u00e1culos, \u201cpois apenas uma secretaria municipal est\u00e1 criando obst\u00e1culos, para a concess\u00e3o do referido alvar\u00e1, tendo em vista o valor absurdo que est\u00e1 cobrando, ou seja a import\u00e2ncia de R$ 1.53000,60, arbitrariamente e ilegalmente no entendimento da requerente, haja vista que, a referida cobran\u00e7a, refere-se \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria para funcionamento at\u00e9 noventa dias.(&#8230;)\u201d \u201cAl\u00e9m disto, a taxa do referido alvar\u00e1 \u00e9 de R$ 153000,60, \u00e9 cobrada de todas as casas de espet\u00e1culos, sem levar em considera\u00e7\u00e3o o p\u00fablico que faz festas na referida casa. Como por exemplo, o p\u00fablico da casa de espet\u00e1culos da requerente \u00e9 de classe pobre.\u201d<\/p>\n<p>4. Em folha 6000 a R\u00e9 finalmente pagou as custas judiciais, reiterou pelo pedido de tutela antecipada.<\/p>\n<p>5.A D. Pretora em folha 71 indeferiu a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, entendendo que \u201cinexistindo elementos a configurar o \u00b4fumus boni juris` indefiro a liminar, eis que sem o alvar\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 de ser autorizado o funcionamento sem a devida verifica\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel invi\u00e1vel a autoriza\u00e7\u00e3o judicial.\u201d Prosseguindo no aludido despacho de folha 71, a D. Pretora decidiu que \u201cEm raz\u00e3o do tempo transcorrido entre o pedido administrativo, e, por medida de celeridade designo audi\u00eancia especial de concilia\u00e7\u00e3o para o dia 5-10-04, \u00e0s 10:30, digo, 05-10-04 \u00e0s 10:30. Cite-se por mandado em 01-10-04.\u201d<\/p>\n<p>A audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o foi marcada para 4 dias ap\u00f3s o despacho.<\/p>\n<p>6-Malograda a intima\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio na audi\u00eancia supra, em folha 75, em 5 de outubro de 2012, \u00e0s 10:30, foi designada nova audi\u00eancia, para o dia 8 de outubro \u00e0s 000:30, isto \u00e9, ap\u00f3s tr\u00eas dias da referida audi\u00eancia.<\/p>\n<p>7-N\u00e3o havendo nenhum interesse do Munic\u00edpio em conciliar, visto que a mat\u00e9ria \u00e9 de ordem p\u00fablica e um dos requisitos para expedi\u00e7\u00e3o de alvar\u00e1 de funcionamento dependem da apresenta\u00e7\u00e3o dos documentos previstos no art. 2\u00ba da Lei 5073\/04, o Munic\u00edpio n\u00e3o compareceu \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o e preferiu aguardar a oportunidade para apresentar contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do Direito<\/p>\n<p>8-Lamentavelmente toda discuss\u00e3o do feito, inclusive que gerou a concess\u00e3o da liminar, deu-se por circunst\u00e2ncias estritamente pessoais por que passam a demandante do feito e n\u00e3o em torno da adequa\u00e7\u00e3o do pedido em rela\u00e7\u00e3o aos dispositivos legais vigentes que disciplinam o Termo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o de Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio no Munic\u00edpio de Pelotas (Lei Municipal n\u00ba 5073\/04) e tamb\u00e9m, n\u00e3o menos importante, o art. 60 da Lei Federal n\u00ba 000605\/0008, que disp\u00f5e sobre as san\u00e7\u00f5es penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o que facilmente chega-se ao ler os termos da inicial ao alegar que a autora \u201cficou desesperada\u201d, \u201ce que desconhecia a demora da parte\u201d (para concess\u00e3o do alvar\u00e1 provis\u00f3rio) e que \u201cj\u00e1 havia contratado espet\u00e1culos\u201d. Em folha 20 a autora voltou a manifestar-se quanto ao valor da taxa da concess\u00e3o do alvar\u00e1 provis\u00f3rio: \u201cAl\u00e9m disto, a taxa do referido alvar\u00e1 \u00e9 de R 153000,60, \u00e9 cobrada de todas as casas de espet\u00e1culos, sem levar em considera\u00e7\u00e3o o p\u00fablico que faz festas na referida casa. Como por exemplo, o p\u00fablico da casa de espet\u00e1culos da requerente \u00e9 de classe pobre.\u201d<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o obstante a taxa para concess\u00e3o do alvar\u00e1 provis\u00f3rio que a autora alega ser muito alta, a suplicante paga aluguel no valor de R$ 1200,00 mensais.<\/p>\n<p>Anote-se que a identifica\u00e7\u00e3o correta do p\u00f3lo ativo s\u00f3 foi saneada em folha 20 do processo, visto que, com o fim de obter assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita, ajuizou a\u00e7\u00e3o como pessoa natural e n\u00e3o como pessoa jur\u00eddica que inclusive j\u00e1 havia registro na Junta Comercial.<\/p>\n<p>Sinale-se que a mais importante quest\u00e3o acerca do exame da legalidade da concess\u00e3o de alvar\u00e1s provis\u00f3rios de funcionamento no Munic\u00edpio de Pelotas deve ser analisada sob o prisma da Lei Municipal n\u00ba 5073\/04 (folha 28) e da Lei Federal n\u00ba 000605\/0008.<\/p>\n<p>A Lei Municipal n\u00ba 5073\/04 disciplina o \u201cTermo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o e Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio\u201d, o qual viabilizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de atividades comerciais, industriais e servi\u00e7os, e regrar\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o das mesmas em rela\u00e7\u00e3o ao zoneamento, regularidade da obra, regularidade da empresa e regularidade fiscal, bem como indicar\u00e1 as demais licen\u00e7as necess\u00e1rias \u00e0 atividade (art. 1\u00ba , Lei 5073\/04).<\/p>\n<p>Para concess\u00e3o do Termo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o e Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1rio a apresenta\u00e7\u00e3o dos seguintes documentos, para an\u00e1lise da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (art. 2\u00ba, Lei Municipal n\u00ba5073\/04):<\/p>\n<p>\u201cArt. 2\u00ba Poder\u00e1 ser concedida a autoriza\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o da atividade mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de requerimento que contenha os seguintes documentos, para an\u00e1lise da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano &#8211; SEURB:<\/p>\n<p>I &#8211; CNPJ;<\/p>\n<p>II &#8211; declara\u00e7\u00e3o da atividade a ser exercida;<\/p>\n<p>III &#8211; conforme o zoneamento, poder\u00e1 ser exigido termo de concord\u00e2ncia dos vizinhos num raio de 50m;<\/p>\n<p>IV &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de regularidade fiscal frente ao Munic\u00edpio;<\/p>\n<p>V &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de protocoliza\u00e7\u00e3o de requerimento de alvar\u00e1 de preven\u00e7\u00e3o e de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio junto ao Corpo de Bombeiros;<\/p>\n<p>VI &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de protocoliza\u00e7\u00e3o de requerimento de licen\u00e7a ambiental junto \u00e0 Prefeitura Municipal de Pelotas ou junto \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 FEPAM, quando for o caso;<\/p>\n<p>VII &#8211; apresenta\u00e7\u00e3o de Anota\u00e7\u00e3o de Responsabilidade T\u00e9cnica \u2013 ART e laudo t\u00e9cnico garantindo as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e f\u00edsicas do im\u00f3vel para o desenvolvimento da atividade pretendida;<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba Para atividades que impliquem, pelas suas caracter\u00edsticas, em aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas, comercializa\u00e7\u00e3o ou industrializa\u00e7\u00e3o de material inflam\u00e1vel ou t\u00f3xico, ser\u00e1 necess\u00e1rio a apresenta\u00e7\u00e3o de pr\u00e9via licen\u00e7a ambiental competente, bem como alvar\u00e1 de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00ba Dever\u00e1 ser apresentado Termo de Concord\u00e2ncia da Vizinhan\u00e7a num raio de 50 metros do empreendimento:<\/p>\n<p>I &#8211; sempre que se tratar de atividades comerciais noturnas como bares, restaurantes com m\u00fasica eletr\u00f4nica ou ao vivo, boates, danceterias e cong\u00eaneres;<\/p>\n<p>II &#8211; sempre que se tratar de atividades de repara\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, caminh\u00f5es, tratores e autope\u00e7as em zonas definidas como residenciais por legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica;<\/p>\n<p>III &#8211; sempre que se tratar de atividade que possa causar algum tipo de transtorno \u00e0 vizinhan\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Contudo, a Autora quando aforou o processo, limitou-se a apresentar o CNPJ, comprovante de protocolo na SEURB e a Anota\u00e7\u00e3o de Responsabilidade T\u00e9cnica-ART.<\/p>\n<p>Trata-se da raz\u00e3o pela qual a Autora n\u00e3o obteve o Termo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o e Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio!<\/p>\n<p>Mesmo sem possuir o Termo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o e Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio, e sabendo das exig\u00eancias legais para a obten\u00e7\u00e3o de sua concess\u00e3o, de question\u00e1vel boa-f\u00e9, a Autora ainda assim contratou diversos \u201cshows\u201d em seu estabelecimento (folhas 38 a 68). Sinale-se que as datas dos contratos, todos entabulados no mesmo dia (03\/0000\/04), s\u00e3o posteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o (04\/08\/04). Fato ainda inusitado \u00e9 que o pedido de protocolo do alvar\u00e1 provis\u00f3rio data de 3 de agosto de 2012 e a a\u00e7\u00e3o foi aforada em 4 de agosto de 2012, o que evidencia a m\u00e1-f\u00e9 da Autora ao postular na demanda!<\/p>\n<p>000. A liminar concedida em favor da Autora malferiu o art. 2\u00ba da Lei Municipal n\u00ba 5073\/04 ao decidir que: \u201cn\u00e3o havendo comparecido o demandado e em raz\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es assumidas pela autora e da autoriza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria de fl. 22, bem como diante da in\u00e9rcia do r\u00e9u em manifestar-se em acerca do pedido protocolado conforme documento de fl. 14, fica deferida a liminar postulada \u00e0 fl. 14 de forma provis\u00f3ria at\u00e9 a vinda da contesta\u00e7\u00e3o, quando ent\u00e3o ser\u00e1 examinada a manuten\u00e7\u00e3o da mesma, devendo o r\u00e9u ser citado e intimado.\u201d<\/p>\n<p>Mister refor\u00e7ar que mesmo com o alvar\u00e1 provis\u00f3rio sob an\u00e1lise na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela indeferida (a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada um dia ap\u00f3s a entrada do protocolo) e sem apresentar a documenta\u00e7\u00e3o requerida na Lei Municipal n\u00ba 5073\/04, a Agravada pactuou v\u00e1rios contratos de \u201cshows\u201d, o que levou a concess\u00e3o da liminar autorizando o funcionamento do estabelecimento.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos, portanto, que a Autora procurou o Judici\u00e1rio com o escopo exclusivo de acelerar o in\u00edcio do funcionamento do estabelecimento e livrar-se da fiscaliza\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>10. Nesta senda, a situa\u00e7\u00e3o \u201cpericulum in mora\u201d foi gerada pela m\u00e1-f\u00e9 da Autora, eis que mesmo sem possuir o Termo de Autoriza\u00e7\u00e3o para Localiza\u00e7\u00e3o e Atividade a T\u00edtulo Prec\u00e1rio, realizou diversos contratos de \u201cshows\u201d art\u00edsticos. Fato mais grave ainda, \u00e9 que o fez ap\u00f3s ap\u00f3s o aforamento do feito e da liminar indeferida em folha 16.<\/p>\n<p>11. Igualmente, salta aos olhos a ilegalidade da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, porquanto a Autora nunca apresentou os documentos exigidos nos seguintes incisos do art. 2\u00ba da Lei Municipal n\u00ba 5073\/04:<\/p>\n<p>\u201cIII &#8211; conforme o zoneamento, poder\u00e1 ser exigido termo de concord\u00e2ncia dos vizinhos num raio de 50m;<\/p>\n<p>IV &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de regularidade fiscal frente ao Munic\u00edpio;<\/p>\n<p>V &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de protocoliza\u00e7\u00e3o de requerimento de alvar\u00e1 de preven\u00e7\u00e3o e de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio junto ao Corpo de Bombeiros;<\/p>\n<p>VI &#8211; comprova\u00e7\u00e3o de protocoliza\u00e7\u00e3o de requerimento de licen\u00e7a ambiental junto \u00e0 Prefeitura Municipal de Pelotas ou junto \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 FEPAM, quando for o caso;\u201d<\/p>\n<p>12. Desnecess\u00e1rio dizer que a exig\u00eancia de tais documentos decorrem do poder de pol\u00edcia do Munic\u00edpio, cuja exig\u00eancia \u00e9 feita com o escopo de fiscalizar as atividades em sua circunscri\u00e7\u00e3o concernente a seguran\u00e7a, \u00e0 higiene, \u00e0 ordem, aos costumes, \u00e0 disciplina da produ\u00e7\u00e3o e do mercado, ao exerc\u00edcio de atividades econ\u00f4micas dependentes de concess\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico, \u00e0 tranq\u00fcilidade p\u00fablica ou ao respeito \u00e0 propriedade e aos direitos individuais ou coletivos (CTN, art. 78).<\/p>\n<p>Mister sinalar que as exig\u00eancias legais estatu\u00eddas no art. 2\u00ba, da Lei Municipal n\u00ba 5073\/04, visam a atender o interesse da coletividade.<\/p>\n<p>Por demasia, \u00e9 de f\u00e1cil conclus\u00e3o o transtorno e tumulto na vizinhan\u00e7a que uma atividade dedicada a \u201cshows\u201d art\u00edsticos poderia causar ao instalar-se sem a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>Isto para n\u00e3o citar o perigo para a seguran\u00e7a dos freq\u00fcentadores (e da pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a) o funcionamento de um estabelecimento sem o alvar\u00e1 de autoriza\u00e7\u00e3o do Corpo de Bombeiros, tal como foi decidido na liminar.<\/p>\n<p>13.Por oportuno, gize-se que a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela e o funcionamento de um estabelecimento nas condi\u00e7\u00f5es que pretende a autora viola frontalmente o art. 60 da Lei Federal n\u00ba 000605\/0008, estatu\u00eddo nos seguintes termos:<\/p>\n<p>\u201cConstruir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do territ\u00f3rio nacional, estabelecidos, obras ou servi\u00e7os potencialmente poluidores, sem licen\u00e7a ou autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os competentes, ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes:<\/p>\n<p>\u00a7\u00fanico-deten\u00e7\u00e3o de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.\u201d<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o e a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela n\u00e3o podem proceder, visto que far\u00e1 com que o estabelecimento da Autora funcione sem a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio e sujeitar\u00e1 o administrador a estar incurso em crime ambiental.<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, com a condena\u00e7\u00e3o da Autora nas custas, despesas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Pelotas, 8 de novembro de 2012.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores,<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-ordinria-pedido-de.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/30\/2013 02:5000:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=114901202168472798\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=114901202168472798\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=114901202168472798\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quarta-feira, Maio 24, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-rescisria-issqn.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"114847869969290756\"><\/a><strong>Modelo contesta\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria issqn<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Relator da 22\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul<\/p>\n<p>Processo n .00000<br \/>Autor: Fulana de Tal Ltda.<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n. 101, Pelotas, RS, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria ajuizada por Fulana de Tal Ltda., j\u00e1 qualificada no feito em ep\u00edgrafe, pelos seguintes fatos e fundamentos e jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Preliminarmente, o Munic\u00edpio alega o descabimento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria. A Autora ajuizou &quot;A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria Declarat\u00f3ria Cumulada com Pedido de Antecipa\u00e7\u00e3o de Tutela e de Condena\u00e7\u00e3o para Repeti\u00e7\u00e3o de Ind\u00e9bito Tribut\u00e1rio&quot; no processo n. 0000001, na 2a Vara C\u00edvel da Comarca de Pelotas, vindo a a\u00e7\u00e3o ser julgada improcedente.<\/p>\n<p>Da decis\u00e3o, foi protocolada apela\u00e7\u00e3o em 24 de mar\u00e7o de 2003 (c\u00f3pias anexas), que n\u00e3o foi recebida por ser julgada deserta.<\/p>\n<p>Procura, na presente a\u00e7\u00e3o, reiterar os argumentos expendidos na malograda apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Funda-se o argumento da rescis\u00f3ria que a senten\u00e7a de primeiro grau violou literal disposi\u00e7\u00e3o de lei (CPC, art.966, V), porquanto o STF &quot;pacificou a jurisprud\u00eancia existente no sentido de ser inconstitucional, e portanto, inexig\u00edvel a cobran\u00e7a (sic, folha 4 da inicial).&quot;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio RE n. 116.121-3, decisum o qual o Autor funda seu pedido, foi decidido por escassa maioria.<\/p>\n<p>Aludido julgamento refere-se \u00e0 decis\u00f5es anteriores que entenderam pela constitucionalidade do item 7000 da lista de servi\u00e7os do ISSQN, contido no Decreto-Lei 406\/68, neste sentido:<\/p>\n<p>ISS. Loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, expressamente inclu\u00edda no item 52 da lista de incid\u00eancia. Inexist\u00eancia de inconstitucionalidade. Conceito de Servi\u00e7os. Art. 24, II, Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o violado. Textos n\u00e3o prequestionados. Cabimento pela al\u00ednea \u201cc\u201d indemonstrado. Recurso extraordin\u00e1rio n\u00e3o conhecido. RE 113.383-0-SP.<\/p>\n<p>ISS. Loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, expressamente inclu\u00edda no item 52 da Lista de Incid\u00eancia. Inexist\u00eancia de inconstitucionalidade. Conceito de servi\u00e7os. Art. 24, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o violado. Textos n\u00e3o questionados. Cabimento pela al\u00ednea c indemonstrado. Recurso extraordin\u00e1rio n\u00e3o conhecido. RE 115.103-SP.<\/p>\n<p>Tribut\u00e1rio. ISS na loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis. O que se destaca utilitatis causa, na loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, n\u00e3o \u00e9 apenas no uso e gozo da coisa, mas sua utiliza\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o. Leva-se em conta a realidade econ\u00f4mica, que \u00e9 a atividade que se presta com o bem m\u00f3vel, e n\u00e3o a mera obriga\u00e7\u00e3o de dar, o que caracteriza o contrato de loca\u00e7\u00e3o, segundo o art. 1188 do C\u00f3digo Civil. Na loca\u00e7\u00e3o de guindastes, o que tem relevo \u00e9 a atividade com eles desenvolvida, que adquire consist\u00eancia econ\u00f4mica, de modo a tornar-se um \u00edndice de capacidade contributiva do Imposto sobre Servi\u00e7os. Recurso n\u00e3o conhecido. RE 112.00047-SP.<\/p>\n<p>Nesta senda, a mat\u00e9ria est\u00e1 longe de ser pac\u00edfica nos pret\u00f3rios. Pol\u00eamica que inclusive se reflete neste E. Tribunal:<\/p>\n<p>Mandado de Seguran\u00e7a. Atividade de Loca\u00e7\u00e3o de Bens M\u00f3veis. Incid\u00eancia do ISS. \u00c9 devido o ISS sobre a atividade de loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis. Primeiro, porque expressamente capitulada, no item 7000 da Lista de Servi\u00e7os anexa \u00e0 LCM 07\/73 do Munic\u00edpio de Porto Alegre e no item 7000 do DL n. 406\/68, com a reda\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pela LC 56\/87. Segundo, porque a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis constitui efetivo servi\u00e7o prestado. Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 7000544672000, 1a C\u00e2mara C\u00edvel, Porto Alegre, RS. Presidente e Relator Henrique Osvaldo Poeta Roenick em 1000\/03\/03. <\/p>\n<p>Sinale-se que a decis\u00e3o do Pret\u00f3rio Excelso foi prolatada exercendo o controle difuso, \u201ctamb\u00e9m conhecido como controle por via de exce\u00e7\u00e3o ou defesa, caracteriza-se pela permiss\u00e3o a todo e qualquer juiz ou tribunal realizar no caso concreto a an\u00e1lise sobre a compatibilidade do ordenamento jur\u00eddico com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d (&#8230;) Na via de exce\u00e7\u00e3o, a pron\u00fancia do Judici\u00e1rio, sobre a inconstitucionalidade, n\u00e3o \u00e9 feita enquanto manifesta\u00e7\u00e3o sobre o objeto principal da lide, mas sim sobre quest\u00e3o pr\u00e9via, indispens\u00e1vel ao julgamento do m\u00e9rito. Nesta via, o que \u00e9 outorgado ao interessado \u00e9 obter a constitucionalidade somente para o efeito de isent\u00e1-lo, no caso concreto, do cumprimento da lei ou ato, produzidos em desacordo com a Lei Maior. Entretanto, este ato ou lei permanecem v\u00e1lidos no que se refere \u00e0 sua for\u00e7a obrigat\u00f3ria com rela\u00e7\u00e3o a terceiros (Alexandre de Moraes, Direito Constitucional, p\u00e1g. 577, 10\u00ba Edi\u00e7\u00e3o). \u201d<\/p>\n<p>Anote-se, ainda, que a lei s\u00f3 deixar\u00e1 de ser v\u00e1lida quando suspensa sua execu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de resolu\u00e7\u00e3o exarada pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 52, X da CF.<\/p>\n<p>Nesta vertente, a senten\u00e7a n\u00e3o violou nenhum dispositivo de lei. Visto que baseou-se em lei vigente e eficaz.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 outra a li\u00e7\u00e3o de Humberto Theodoro J\u00fanior: \u201cO conceito de viola\u00e7\u00e3o de \u201cliteral disposi\u00e7\u00e3o de lei\u201d vem sendo motivo de largas controv\u00e9rsias desde o C\u00f3digo anterior. N\u00e3o obstante, o novo estatuto deliberou conservar a mesma express\u00e3o.<\/p>\n<p>O melhor entendimento, a nosso modo de ver, \u00e9 o de Amaral Santos, para quem senten\u00e7a proferida contra literal disposi\u00e7\u00e3o de lei n\u00e3o \u00e9 apenas a que ofende a letra escrita de um diploma legal; \u201c\u00e9 aquela que ofende flagrantemente a lei, tanto quanto a decis\u00e3o \u00e9 repulsiva \u00e0 lei (error in judicando), como quando proferida com absoluto menosprezo ao modo e forma estabelecidos em lei para a sua prola\u00e7\u00e3o (error in procedendo).\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o se cogita de justi\u00e7a ou injusti\u00e7a no modo de interpretar a lei. Nem se pode pretender rescindir a senten\u00e7a sob invoca\u00e7\u00e3o de melhor interpreta\u00e7\u00e3o da norma jur\u00eddica aplicada pelo julgador (Curso de Direito Processual Civil, Humberto Theodoro J\u00fanior, Vol. I, p\u00e1g. 57000-580, 31a Edi\u00e7\u00e3o, Editora Forense) \u201d.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que a senten\u00e7a adere a uma posi\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria da jurisprud\u00eancia. Contudo, a mat\u00e9ria \u00e9 pol\u00eamica, o que n\u00e3o pode ser confundido, de maneira nenhuma, com decis\u00e3o que viola dispositivo de lei. Sobre esta quest\u00e3o, foi pronunciada a S\u00famula n. 343 do STF: \u201cN\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria por ofensa literal disposi\u00e7\u00e3o de lei, quando a decis\u00e3o rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpreta\u00e7\u00e3o controvertida nos tribunais.\u201d S\u00famula que deve ser aplicada ao caso em tela, n\u00e3o obstante os esfor\u00e7os do Autor em tentar afast\u00e1-la do caso telado.<\/p>\n<p>Ressalte-se que a Suprema Corte inclusive prestigia decis\u00f5es que d\u00e3o \u201crazo\u00e1vel interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 lei, ainda que n\u00e3o seja melhor, n\u00e3o autoriza recurso extraordin\u00e1rio pela letra a do art. 101, III da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (S\u00famula 3000000).\u201d<\/p>\n<p>Por demasia, aduza-se que pelo car\u00e1ter excepcional da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, que reforma a coisa julgada, as raz\u00f5es para seu ajuizamento devem ser interpretadas restritivamente, sob pena de gerar inseguran\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, n\u00e3o podendo ser maneada como um simples suced\u00e2neo de uma apela\u00e7\u00e3o deserta.<\/p>\n<p>No m\u00e9rito, improcede a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 uma controv\u00e9rsia ainda n\u00e3o solucionada pelos tribunais a express\u00e3o \u201cloca\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis\u201d, inscrita no item 7000 da lista de servi\u00e7os referida no art. 11000 da Lei Municipal 2758 (C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Municipal) que prev\u00ea fato gerador para incid\u00eancia do ISSQN a atividade de loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis. Este dispositivo legal \u00e9 comum a in\u00fameros munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Contudo, o item 7000 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Municipal foi recepcionado pela atual Carta Magna, conforme demonstraremos a seguir.<\/p>\n<p>A teor do art. 156 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica \u00e9 estatu\u00eddo que:<\/p>\n<p>\u201cCompete aos munic\u00edpios instituir impostos sobre:<\/p>\n<p>I- (&#8230;)<\/p>\n<p>II-(&#8230;)<\/p>\n<p>III-servi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o compreendidos no artigo 155, II, definidos em lei complementar\u201d;<\/p>\n<p>Na obra \u201cEnciclop\u00e9dia Saraiva de Direito\u201d, volume 50, p\u00e1g. 30000, \u00e9 ensinado que \u201ccontrato de loca\u00e7\u00e3o, que na terminologia do direito romano se chamava locatio et conductio, tem por objeto coisas e servi\u00e7os (grifo nosso). Quer de coisas, quer de servi\u00e7o, \u00e9 um dos contratos mais usuais e mais necess\u00e1rios. Disciplina-o nosso C\u00f3digo Civil em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es, a primeira dedicada \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de coisas, a segunda, \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e a terceira, \u00e0 empreitada. Mais adiante, ao enumerar os requisitos do contrato de loca\u00e7\u00e3o de coisas, refere-se a remunera\u00e7\u00e3o como \u201csegundo elemento do contrato \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 essencial, recebendo a denomina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de aluguel ou renda, paga geralmente em dinheiro. \u00c9 a presen\u00e7a desse elemento que distingue a loca\u00e7\u00e3o do comodato, pois esta, e n\u00e3o aquela, ser\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, se o uso e o gozo da coisa s\u00e3o cedidos a t\u00edtulo gratuito (grifamos).\u201d<\/p>\n<p>Auferindo renda, por meio de loca\u00e7\u00e3o de coisas, adquire, o sujeito passivo capacidade de contribui\u00e7\u00e3o para o pagamento do ISSQN.<\/p>\n<p>Neste sentido: Tribut\u00e1rio. ISS na loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis. O que se destaca, utilitatis causa, na loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, n\u00e3o \u00e9 apenas no uso e gozo da coisa, mas sua utiliza\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o. Leva-se em conta a realidade econ\u00f4mica, que \u00e9 a atividade que se presta com o bem m\u00f3vel, e n\u00e3o a mera obriga\u00e7\u00e3o de dar, que caracteriza o contrato de loca\u00e7\u00e3o, segundo o art. 1188 do C\u00f3digo Civil. Na loca\u00e7\u00e3o de guindastes, o que tem relevo \u00e9 a atividade com eles desenvolvida, que adquire consist\u00eancia econ\u00f4mica, de modo a tornar-se um \u00edndice de capacidade de capacidade contributiva do Imposto sobre Servi\u00e7os. Recurso n\u00e3o conhecido. RE n\u00ba 112.00047-6\/SP.<\/p>\n<p>Ora, para cobran\u00e7a do ISSQN, pouco importa a r\u00edgida distin\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria entre loca\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. O que de fato \u00e9 relevante ao direito fiscal \u00e9 a destina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da atividade realizada pelo contribuinte. Destarte, ao auferir renda, com atividade da loca\u00e7\u00e3o, o contribuinte adquire capacidade contributiva.<\/p>\n<p>Ao alegar que o ISSQN incide apenas sobre presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, no sentido de excluir a loca\u00e7\u00e3o de coisas, olvidam os partid\u00e1rios da inconstitucionalidade da incid\u00eancia do tributo sobre loca\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis que o tributo incide sobre servi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o sendo a distin\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica relevante para a incid\u00eancia do imposto.<\/p>\n<p>Em voto no Recurso Extraordin\u00e1rio n. 116.121-3\/SP, o Ministro Oct\u00e1vio Galloti proferiu a seguinte entendimento: \u201cn\u00e3o poderia, igualmente, ignorar que o nome \u201cloca\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d, res\u00edduo tradicionalista do direito romano, utilizado, pelo C\u00f3digo Civil Brasileiro, de par com a \u201cloca\u00e7\u00e3o de coisas\u201d, n\u00e3o esconde a diferen\u00e7a essencial entre um e outro pactos. Mas devo igualmente considerar que n\u00e3o se encontra apoio, no texto constitucional (art. 24, II da Carta de 100067), para atrelar estritamente, no \u00e2mbito do contrato denominado \u201cloca\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d, a hip\u00f3tese tribut\u00e1ria sobre \u201cservi\u00e7os\u201d tout court , express\u00e3o muito mais ampla que a compreendida naquela esp\u00e9cie contratual t\u00edpica. Mostra-o, com exuber\u00e2ncia, o memorial da douta Procuradoria Geral da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo porque da express\u00e3o \u201cde qualquer natureza\u201d, gravada na Constitui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 de se extrair algum efeito \u00fatil.\u201d<\/p>\n<p>Com efeito, se o legislador constituinte desejasse excluir a loca\u00e7\u00e3o de coisas, e preferisse, por quest\u00e3o de eq\u00fcidade fiscal, tributar apenas a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os profissionais denominaria o ISSQN de simplesmente \u201cimposto sobre servi\u00e7os\u201d, e n\u00e3o imposto sobre servi\u00e7os de qualquer natureza. <\/p>\n<p>Servi\u00e7os de qualquer natureza implica na possibilidade do legislador municipal tributar qualquer servi\u00e7o, indiferentemente de sua distin\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, desde que n\u00e3o venha a incidir sobre fatos geradores j\u00e1 tributados pelo ICMS, sob pena de incidir no \u201cbis in idem\u201d (CF 156, III).<\/p>\n<p>Admite-se que argumento que defende a inconstitucionalidade da loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis \u00e9 resultado de uma sedutora e apurada t\u00e9cnica de interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n<p>Contudo, imposs\u00edvel deixar de concluir que pelas atuais regras de direito tribut\u00e1rio, ela deixa praticamente imune a atividade de loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, porquanto se for ilegal a incid\u00eancia do ISSQN sobre loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, mais ainda seria a exa\u00e7\u00e3o do ICMS, porquanto na loca\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis, como \u00e9 da saben\u00e7a geral, n\u00e3o h\u00e1 transmiss\u00e3o de propriedade da coisa, o que torna a aquisi\u00e7\u00e3o de renda pela loca\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis uma profiss\u00e3o imune a qualquer tributo at\u00e9 o dia que for institu\u00eddo imposto espec\u00edfico para a atividade.<\/p>\n<p>Nesta senda, o entendimento pela inconstitucionalidade da tributa\u00e7\u00e3o do ISS sobre a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis leva a iniq\u00fcidade fiscal, violando o princ\u00edpio da igualdade tribut\u00e1ria (CF, art. 150, II).<\/p>\n<p>Isto posto, protestando por todos os meios de prova em direito admitidos, requer que seja a a\u00e7\u00e3o julgada improcedente, em todos os seus sentidos, condenando a Autora nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Pelotas, 18 de agosto de 2012.<\/p>\n<p>Dr. Rodrigo Gomes Flores<\/p>\n<p>Procurador do Munic\u00edpio<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.qumana.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/><\/a><\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-rescisria-issqn.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/24\/2013 10:51:00 AM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=114847869969290756\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=114847869969290756\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=114847869969290756\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quinta-feira, Maio 18, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-de-cobrana-cc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"114796522428498407\"><\/a><strong>Modelo Contesta\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o de Cobran\u00e7a c\/c Danos Morais Preliminar Prescri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da \u00aa Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 000000000000000000000<br \/>Autor: Fulano de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O MUNIC\u00cdPIO DE PELOTAS, pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico interno, com prefeitura localizada na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00ba 101, na Cidade de Pelotas\/RS,vem perante V. Exa, por seu procurador signat\u00e1rio CONTESTAR a A\u00e7\u00e3o de Cobran\u00e7a c\/c Pedido de Indeniza\u00e7\u00e3o de Danos Morais e Materiais, no processo n\u00ba000000000000000000000 , que lhe move Fulano de Tal, j\u00e1 qualificado na exordial, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>Preliminarmente<\/p>\n<p>1) Trata-se de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a cumulada com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais.<br \/>O cr\u00e9dito que enseja a cobran\u00e7a \u00e9 oriundo dos algueres que o Autor alega devidos pelo Munic\u00edpio referente ao im\u00f3vel sito na Av. das Rosas, n\u00ba 000.<br \/>Ora, no referente \u00e0 cobran\u00e7a dos algueres, seria encargo do Autor fornecer ao ju\u00edzo a elabora\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos aritm\u00e9ticos, instruindo o pedido com a mem\u00f3ria discriminada e atualizada do c\u00e1lculo, a teor do art. 604 caput do CPC(sem correspondente), com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 880008\/0004, de 2000 de junho de 10000004, o que n\u00e3o o fez.<br \/>A falta do c\u00e1lculo da parte referente aos alugu\u00e9is, torna inepta a inicial, devendo ser intimado o Autor que complete a inicial, no prazo de 10 dias (CPC, art. 321), sob pena de indeferimento (CPC, art.321\u00a7\u00fa).<\/p>\n<p>Prescri\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>2) Conforme relato do pr\u00f3prio autor, o contrato foi celebrado em agosto de 100082 e vigorou at\u00e9 2 de janeiro de 2012.<br \/>Acontece que o atual C\u00f3digo Civil P\u00e1trio estatui que:<\/p>\n<p>\u201cArt. 206. Prescreve:<br \/>(&#8230;)<br \/>\u00a7 3o Em tr\u00eas anos:<br \/>(&#8230;)<br \/>V &#8211; a pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil;\u201d<br \/>Portanto, com a resolu\u00e7\u00e3o contratual ocorrida em janeiro de 2012, est\u00e1 a pretens\u00e3o do autor atingida pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na mesma vertente, alega-se prescri\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao pagamento dos alugu\u00e9is, nos termos do art. 206\u00a75\u00ba do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>\u201cArt. 206. Prescreve:<br \/>(&#8230;)<br \/>\u00a7 5o Em cinco anos:<br \/>I &#8211; a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvidas l\u00edquidas constantes de instrumento p\u00fablico ou particular;\u201d<\/p>\n<p>Do M\u00e9rito<\/p>\n<p>3) O Autor n\u00e3o apresenta laudo do estado de conserva\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel na \u00e9poca da loca\u00e7\u00e3o.<br \/>Limita-se o suplicante a apresentar um laudo t\u00e9cnico que data oito anos ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o do pacto, no qual nada se refere ao estado de conserva\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/p>\n<p>4) Assim sendo, todas as alega\u00e7\u00f5es de danos produzidos no im\u00f3vel n\u00e3o restam comprovadas, sendo, portanto, \u00f4nus do autor em produzir a devida prova (CPC, art. 373, I), isto \u00e9, estado do im\u00f3vel na data da loca\u00e7\u00e3o e suas condi\u00e7\u00f5es na ocasi\u00e3o da entrega do objeto da loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>5) Com efeito, o autor requereu administrativamente indeniza\u00e7\u00e3o pela deteriora\u00e7\u00e3o sofrida pelo im\u00f3vel, que decidiu pela indeniza\u00e7\u00e3o do valor de R$ 0001, cujos os autos encontram-se em anexo.<br \/>Portanto, refuta-se categoricamente as alega\u00e7\u00f5es do Autor que afirmou que o Munic\u00edpio utilizou-se de \u201cartif\u00edcios burocr\u00e1ticos para causar preju\u00edzos\u201d, eis que foi indenizado pelo que foi conclu\u00eddo na sindic\u00e2ncia.<br \/>Arbitrariedade seria indenizar o Suplicante por aquilo que n\u00e3o foi provado no processo, tal como o Autor ora pretende na via judicial.<\/p>\n<p>6) Na referida sindic\u00e2ncia supra, no processo n\u00ba 000000000000000000000000\/02, cujos autos encontram-se em anexo, concluiu-se que:<\/p>\n<p>a) Conforme a Lei 8245\/0001 (Lei das Loca\u00e7\u00f5es), as reformas da parte externa do im\u00f3vel e as proporcionadoras de habitabilidade do pr\u00e9dio s\u00e3o de incumb\u00eancia do locador, isto \u00e9, do Autor da a\u00e7\u00e3o. Isso porque o propriet\u00e1rio do bem recebe os locat\u00edcios como remunera\u00e7\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o do bem, portanto dever\u00e1 oferecer contrapartida, ou seja, viabilizar a utiliza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel ao fim para o qual foi locado.<\/p>\n<p>b) No caso das obras pertinentes \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o, bem como necess\u00e1rias \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, ocasionadas pela utiliza\u00e7\u00e3o indevida do im\u00f3vel, s\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio, visto que a este incumbe o dever de cuidar do im\u00f3vel como se fosse seu.<\/p>\n<p>Neste sentido:<br \/>\u201cA\u00e7\u00e3o de Cobran\u00e7a. Reparos no im\u00f3vel locado. Devem os or\u00e7amentos especificar cada item, com a inclus\u00e3o do pre\u00e7o do material e m\u00e3o de obra. N\u00e3o s\u00e3o indeniz\u00e1veis estragos decorrentes do desgaste natural. Pagamento parcial no curso da demanda importa em reconhecimento de proced\u00eancia de parte do pedido, com reflexo nos \u00f4nus sucumbenciais. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n\u00ba 10006148860, 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, TARS, Rel. Maria Isabel Broggnini, julgado em 18\/03\/0007).\u201d<\/p>\n<p>c) Anote-se, ainda, que tanto no processo judicial, como no administrativo, o autor sequer apresentou o or\u00e7amento, tampouco minuciou os danos no im\u00f3vel, limitando-se a um relato emocional da situa\u00e7\u00e3o de dificuldades que alega passar.<\/p>\n<p>d) Atrav\u00e9s da prova testemunhal na sindic\u00e2ncia, foi mencionado um vendaval que destruiu o telhado (folha 71 da sindic\u00e2ncia), fato que n\u00e3o favorece ao autor, eis que na ocorr\u00eancia de caso fortuito ou for\u00e7a maior a coisa perece contra o dono (CC, art. 240).<\/p>\n<p>e) Portanto, em s\u00edntese, a sindic\u00e2ncia apurou que os danos decorrentes do uso natural competia ao Munic\u00edpio, ao passo que os danos referentes \u00e0 fachada externa e aqueles decorrentes de for\u00e7a maior, deveriam ser suportados pelo propriet\u00e1rio, a teor da legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria.<\/p>\n<p>7) Nesta vertente, o Autor foi indenizado no valor de R$ 0000 (0000).<br \/>O Autor pretende na via judicial a complementa\u00e7\u00e3o deste valor, devendo o Suplicante demonstrar nos autos o preju\u00edzo sofrido a maior que alega ter sofrido.<\/p>\n<p>Danos Morais<\/p>\n<p>8) O Autor estava ciente da situa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel durante todo o tempo, sendo descabido alegar danos morais pelo atual estado do im\u00f3vel quase 30 anos depois de celebrar o pacto, eis que se a situa\u00e7\u00e3o causava-lhe sofrimento moral e ps\u00edquico bastava resolver o contrato de loca\u00e7\u00e3o.<br \/>O valor aferido aos danos morais \u00e9 absurdo, devendo ser adequado com o padr\u00e3o de vida da v\u00edtima, sob pena de enriquecimento sem causa.<\/p>\n<p>Dos C\u00e1lculos da Indeniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>8) Ad cautelam, na eventualidade de proced\u00eancia, requer que o c\u00e1lculo do pagamento dos juros morat\u00f3rios seja computado sobre o tr\u00e2nsito em julgado (STF, S\u00famula n\u00ba 163) e n\u00e3o sobre a cita\u00e7\u00e3o.<br \/>Os juros compostos s\u00e3o indevidos, visto que somente s\u00e3o devidos por aquele que praticou o il\u00edcito (STJ, S\u00famula 186).<br \/>Outrossim, os honor\u00e1rios contra a Fazenda P\u00fablica devem ser fixados em valor moderado (CPC, art. 85, \u00a73\u00ba, 4\u00ba).<br \/>Isto posto, requer:<\/p>\n<p>a) A declara\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o;<br \/>b) A compensa\u00e7\u00e3o do valor do pago na sindic\u00e2ncia;<br \/>c) A improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o;<br \/>d) A condena\u00e7\u00e3o do autor nas custas, despesas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<br \/>e) Em hip\u00f3tese de proced\u00eancia, requer que sejam os c\u00e1lculos elaborados segundo os par\u00e2metros do item 6.<\/p>\n<p>Pelotas, 8 de fevereiro de 2013.<\/p>\n<p>Rodrigo Gomes Flores<br \/>Procurador do Munic\u00edpio<br \/>OAB\/RS 3652000<\/p>\n<p>Postado por Blog do Rodrigo \u00e0s <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-de-cobrana-cc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5\/18\/2013 12:13:00 PM<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=27158156&amp;postID=114796522428498407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0 coment\u00e1rios<\/a> <a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/email-post.g?blogID=27158156&amp;postID=114796522428498407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0 <\/a><a href=\"http:\/\/www.blogger.com\/post-edit.g?blogID=27158156&amp;postID=114796522428498407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a> <\/p>\n<p>Marcadores: <a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/search\/label\/modelo de contesta\u00e7\u00e3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">modelo de contesta\u00e7\u00e3o<\/a> <\/p>\n<h2>Quarta-feira, Maio 17, 2013<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/direitoempauta.blogspot.com\/2006\/05\/modelo-contestao-ao-ordinria_17.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><a id=\"114788867518987044\"><\/a><strong>Modelo Contesta\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria Insalubridade Necessidade de Previs\u00e3o Legal<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Juiz de Direito da \u00ba Vara C\u00edvel de Pelotas<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0000<br \/>Autora: Fulana de Tal<br \/>R\u00e9u: Munic\u00edpio de Pelotas<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Pelotas, Pessoa Jur\u00eddica de Direito P\u00fablico, com sede na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00ba 101, CNPJ n\u00ba 0000000000, vem respeitosamente perante V. Exa. para apresentar contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria proposta por Fulana de Tal, j\u00e1 qualificada no feito, pelos seguintes fatos e fundamentos jur\u00eddicos:<\/p>\n<p>1) A servidora trabalha trabalha na fun\u00e7\u00e3o de auxiliar de enfermagem, sob o regime estatut\u00e1rio, no Posto de Sa\u00fade\/SMS do Bairro Centro.<\/p>\n<p>2) Acontece que o Regime Jur\u00eddico \u00danico dos Servidores do Munic\u00edpio de Pelotas (Lei n\u00ba 3008\/86) determina que a gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade \u00e9 devida aos ocupantes de cargos que exer\u00e7am atividades consideradas insalubres, conforme estabelecido em lei especial (art. 100).<\/p>\n<p>3) Por sua vez, a lei especial que viesse a dispor sobre pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade n\u00e3o foi promulgada at\u00e9 a presente data, sendo que atualmente no Munic\u00edpio de Pelotas apenas os servidores regidos pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho percebem a gratifica\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o.<\/p>\n<p>4) Dessarte, o Munic\u00edpio est\u00e1 adstrito ao princ\u00edpio da legalidade (CF, art. 37, caput).<\/p>\n<p>\u201cA legalidade, como princ\u00edpio de administra\u00e7\u00e3o (CF,art. 37, caput), significa que o administrador p\u00fablico est\u00e1, em toda sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, e deles n\u00e3o se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inv\u00e1lido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia de toda atividade administrativa est\u00e1 condicionada ao atendimento da Lei e do Direito. \u00c9 o que diz o inc. I do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba da Lei 000784\/000000. Com isso, fica evidente que, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 lei, legalidade significa, igualmente, a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios administrativos (Hely Lopes Meirelles, p\u00e1g. 88, Direito Administrativo Brasileiro, 2000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, Editora Malheiros).\u201d<\/p>\n<p>5) Ressalte-se que no caso espec\u00edfico do pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o por atividade insalubre, no processo n\u00ba 0000000, de Beltrana de Tal versus Munic\u00edpio de Pelotas, no parecer da ilustre Procuradora de Justi\u00e7a, Dra. Marly Rapahel Mallmamm, foi declarado que:<\/p>\n<p>\u201cO pedido relativo ao adicional de insalubridade, quando n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico nem jur\u00eddico, mas meramente administrativo.<\/p>\n<p>Da\u00ed que somente \u00e9 devida tal gratifica\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico quando h\u00e1 norma legal que a regule e defina, inclusive quando ao seu grau e atividades incidentes (Des. Vasco Della Giustina)\u201d, conforme reiteradas decis\u00f5es proferidas nesta corte.<\/p>\n<p>Neste sentido assim leciona o mestre administrativo Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro, 1000\u00ba Edi\u00e7\u00e3o, ed. Malheiros), verbis:<\/p>\n<p>`Essa gratifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser institu\u00edda por lei, mas cabe ao Executivo especificar, por decreto, quais os servi\u00e7os e os servidores que ir\u00e3o auferi-la. N\u00e3o ser\u00e1 o servidor, nem o Judici\u00e1rio, que dir\u00e1 se corre o risco gratific\u00e1vel, porque o conceito de risco, para fins de vantagem pecuni\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico nem jur\u00eddico: \u00e9 meramente administrativo. O risco s\u00f3 existe, para efeito da gratifica\u00e7\u00e3o, onde a Administra\u00e7\u00e3o o admitir, e cessar\u00e1 quando ela o considerar inexistente. Por esse motivo, a gratifica\u00e7\u00e3o por risco de vida ou sa\u00fade pode ser suprida, ampliada ou restringida por risco de vida ou sa\u00fade pode ser suprida, ampliada ou restringida a todo o tempo, sem ofensa a direito dos que a estavam percebendo.&#8217;<\/p>\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o que prev\u00ea o exerc\u00edcio de atividades insalubres, Lei Municipal n\u00ba 3008, em que pese dispor em seus artigos 100,\u00a7 \u00fanico, \u201ca gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade \u00e9 devida aos ocupantes de cargos que exer\u00e7am atividades insalubres, conforme estabelecido em lei especial.- A concess\u00e3o da gratifica\u00e7\u00e3o que trata este artigo ser\u00e1 regulamentada por decreto do Prefeito Municipal.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s do Decreto n\u00ba 20001\/0001, foi regulamentada a concess\u00e3o de gratifica\u00e7\u00f5es por atividades insalubres ou perigosas, remetendo-as \u00e0s normas previstas na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho e na Portaria Ministerial n\u00ba 3214\/78, deixando, entretanto, de especificar quais os servi\u00e7os e servidores que iriam auferi-las, como bem ponderou a d.julgadora prolatora.<\/p>\n<p>\u201cO que se percebe \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o invocada prev\u00ea o pagamento de adicional de insalubridade, cabendo ao Poder Executivo, atrav\u00e9s do Prefeito Municipal, elaborar norma concessiva, entretanto, neste aspecto omisso foi com rela\u00e7\u00e3o aos servidores que, dependendo do servi\u00e7o, teriam direito \u00e0 gratifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, sendo o administrador vinculado ao constitucional princ\u00edpio da legalidade (caput do art. 37 da CF), o mesmo, s\u00f3 poder\u00e1 conceder o adicional de insalubridade somente quando advindo da norma legal impositiva. Em caso de atender a presta\u00e7\u00e3o do apelante, estaria o apelado incorrendo em conduta at\u00edpica e ilegal, posto que ausente previs\u00e3o legal.<\/p>\n<p>\u201cPor fim, a per\u00edcia n\u00e3o se mostrou conclusiva, posta que efetivada de norma superficial. \u00c9 por \u00f3bvio que os agente vistoriados, na sua ess\u00eancia s\u00e3o efetivamente nocivas \u00e0 sa\u00fade, entretanto, dizer que a fun\u00e7\u00e3o de professora, com carga hor\u00e1ria reduzida, labora em condi\u00e7\u00f5es insalubres, \u00e9 for\u00e7oso demais, como bem explanou o d.Promotor de Justi\u00e7a designado.\u201d<\/p>\n<p>6) Por oportuno nem podia a Administra\u00e7\u00e3o proceder de forma diferente, vez que ao pagar uma vantagem funcional sem existir previs\u00e3o legal, o administrador p\u00fablico incide em improbidade administrativa (Lei 842000\/0002, art. 10, inc. VII):<\/p>\n<p>\u201cArt. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa les\u00e3o ao er\u00e1rio qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropria\u00e7\u00e3o, malbaratamento ou dilapida\u00e7\u00e3o dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1\u00ba desta Lei, e notadamente:<\/p>\n<p>VII-conceder benef\u00edcio administrativo ou fiscal sem a observ\u00e2ncia das formalidades legais ou regulamentares aplic\u00e1veis \u00e0 esp\u00e9cie.\u201d<\/p>\n<p>7) Neste sentido, \u00e9 a jurisprud\u00eancia:<\/p>\n<p>APELACAO CIVEL E REEXAME NECESSARIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. MUNICIPIO DE CACHOEIRA DO SUL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACAO ORDINARIA. PREVISAO LEGAL. LEI 2.751\/0004. PRINCIPIO DA LEGALIDADE. PROCEDENCIA NA ORIGEM. SENTENCA QUE SE MANTEM. O ADMINISTRADOR PUBLICO ESTA ADSTRITO, DENTRE OUTROS, AO PRINCIPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. POR ISSO, A CONCESSAO DOS DENOMINADOS DIREITOS SOCIAIS AOS SERVIDORES PUBLICOS NAO E AUTO-APLICAVEL, SOMENTE PODENDO SER CONCEDIDOS ATRAVES DE LEI INSTITUIDORA DE REGIME JURIDICO PROPRIO, NA SUA ESFERA DE COMPETENCIA, SOB PENA DE SER RESPONSABILIZADO PELOS SEUS ATOS NA CONCESSAO DE DIREITOS AOS QUAIS NAO ESTA LEGALMENTE VINCULADO. APELACAO NAO-PROVIDA. (APELA\u00c7\u00c3O E REEXAME NECESS\u00c1RIO N\u00ba 70004167342, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: WELLINGTON PACHECO BARROS, JULGADO EM 25\/0000\/2012)<\/p>\n<p>APELACAO E REEXAME NECESSARIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. MUNICIPIO DE PONTAO. PRETENSAO A RECEBER ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. RECLAMATORIA TRABALHISTA. ACAO DE COBRANCA. REMESSA A JUSTICA COMUM. CONCESSAO DA ASSISTENCIA JUDICARIA GRATUITA. PRETENSAO DE REVOGACAO DA AJG. INCABIMENTO. INEXISTENCIA DE PREVISAO LEGAL. PRINCIPIO DA LEGALIDADE. NAO PROVIMENTO A AMBOS APELOS. SENTENCA QUE SE MANTEM. O ADMINISTRADOR PUBLICO ESTA ADSTRITO, DENTRE OUTROS, AO PRINCIPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. POR ISSO, A CONCESSAO DOS DENOMINADOS DIREITOS SOCIAIS AOS SERVIDORES PUBLICOS NAO E AUTO-APLICAVEL, SOMENTE PODENDO SER CONCEDIDOS ATRAVES DE LEI INSTITUIDORA DE REGIME JURIDICO PROPRIO, NA SUA ESFERA DE COMPETENCIA, SOB PENA DE SER RESPONSABILIZADO PELOS SEUS ATOS NA CONCESSAO DE DIREITOS AOS QUAIS NAO ESTA LEGALMENTE VINCULADO. AMBAS APELACOES NAO-PROVIDAS. (APELA\u00c7\u00c3O E REEXAME NECESS\u00c1RIO N\u00ba 7000426430006, QUARTA C\u00c2MARA C\u00cdVEL, TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO RS, RELATOR: WELLINGTON PACHECO BARROS, JULGADO EM 14\/08\/2012)<\/p>\n<p>Administrativo-Servidor P\u00fablico- Adicional de Insalubridade-Inexist\u00eancia de Lei local dispondo sobre os servi\u00e7os que ensejariam o pagamento do benef\u00edcio-omiss\u00e3o impeditiva do acolhimento da pretens\u00e3o das autoras-princ\u00edpio da legalidade. Apelo desprovido. (Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 70004546214, Quarta C\u00e2mara C\u00edvel, Tribunal de Justi\u00e7a do RS, Relator Des. Jo\u00e3o Carlos Branco Cardoso, julgado em 16\/10\/02).<\/p>\n<p>8) Em suma, o pagamento da gratifica\u00e7\u00e3o de insalubridade no Munic\u00edpio de Pelotas est\u00e1 limitado aos servidores regidos pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho. N\u00e3o havendo previs\u00e3o legal para pagamento aos servidores estatut\u00e1rios, a gratifica\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o \u00e9 indevida, sob pena do administrador incorrer em improbidade administrativa.<\/p>\n<p>000) Nem alegue-se o princ\u00edpio da isonomia com o fito de contornar o princ\u00edpio da legalidade.<\/p>\n<p>A norma constitucional citada pela Autora (CF, art. 3000\u00a71\u00ba), que invoca isonomia, foi revogada pela EC n\u00ba 1000\/0008.<\/p>\n<p>Outrossim, a Carta da Rep\u00fablica, em sentido oposto ao alegado pela Autora, estatui que \u201c\u00e9 vedada a vincula\u00e7\u00e3o ou equipara\u00e7\u00e3o de quaisquer esp\u00e9cies remunerat\u00f3rias para efeito de remunera\u00e7\u00e3o de pessoal do servi\u00e7o p\u00fablico\u201d (CF, art. 37, XIII, com a reda\u00e7\u00e3o dada EC n\u00ba 1000\/0008).<\/p>\n<p>Isto posto, requer a improced\u00eancia do pedido, condenando a autora nas custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.<\/p>\n<p>Pelotas, 7 de novembro de 2012.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"content-type":""},"categoria-modelo":[481],"class_list":["post-12609","modelos-de-peticao","type-modelos-de-peticao","status-publish","hentry","categoria-modelo-constitucional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao\/12609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/modelos-de-peticao"}],"about":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/modelos-de-peticao"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categoria-modelo","embeddable":true,"href":"https:\/\/easyjur.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categoria-modelo?post=12609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}